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sábado, 26 de março de 2016

Bélgica denuncia suspeito de participar dos atentados em Bruxelas

A Procuradoria-Geral da Bélgica anunciou hoje a denúncia contra Fayçal Cheffou por homicídio terrorista como cúmplice dos atentados de 22 de março de 2016 em Bruxelas, noticiou a televisão pública britânica BBC. O Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria dos ataques.

Ele aparece ao lado dos homens-bomba Najim Laachraoui e Brahim el-Bakraoui em imagens das câmeras de segurança do Aeroporto de Zaventem poucos minutos antes dos dois se detonarem, matando 11 pessoas. Outras 20 morreram no atentado suicida cometido no metrô de Bruxelas por Khalid el-Bakraoui, irmão de Brahim.

Cheffou foi um dos 12 presos ontem a anteontem pelas polícias da Bélgica, da França e da Alemanha na tentativa de desmantelar a célula terrorista responsável pelos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris e de 22 de março de 2016 em Bruxelas.

Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi o fato de mais uma vez uma dupla de irmãos participar de uma ação terrorista. Como a comunicação entre irmãos é normal, ajuda a camuflar as atividades da célula terrorista.

O ataque à Maratona de Boston, em 15 de março de 2013, foi cometido pelos irmãos Tamerlan e Djokhar Tsarnaev. Três pessoas morreram e 264 saíram feridas.

Em 7 de janeiro de 2015, os irmãos Chérif e Saïd Kouachi atacaram a sede do jornal humorístico Charlie Hebdo, em Paris, matando 12 pessoas.

Nos atentados de 13 de novembro, o grupo, bem maior, tinha os irmãos Mohamed e Salah Abdeslam. Mohamed morreu no ataque. Salah foi preso dia 18 de março, precipitando os atentados de Bruxelas, que teriam matado muito mais gente se tivessem sido planejados com mais tempo.

Brahim estava na lista de terroristas do Estados Unidos e a Turquia avisou à Bélgica se tratar de um extremista perigoso ao deportá-lo em julho do ano passado. As autoridades belgas não deram a devida importância.

As falhas na segurança belga ficaram evidentes também por não ter sido decretado estado de alerta máxima depois de prisão de Salah Abdeslam. A Bélgica é um país dividido entre as regiões de Flandres, no Norte, que fala flamengo, uma língua parecida com o holandês e luta pela independência; e a Valônia, que fala francês.

O desentendimento entre essas duas metadas é flagrante. Quando as autoridades dos dois lados se encontram, os valões falam francês e os flamengos sua própria língua. Eles se entendem, mas não falam a mesma língua.

NOTA: Faiçal Cheffou foi solto dias depois e todas as acusações contra ele foram retiradas.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Dois irmãos estavam entre os terroristas de Bruxelas

Dois irmãos Khalid e Brahim el-Bakraoui estavam entre os homens-bomba responsáveis pelas explosões que mataram 31 pessoas ontem no aeroporto e no metrô de Bruxelas, na Bélgica, reivindicadas pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, noticiou a rádio e televisão estatal belga RTBF.

Um terceiro terrorista procurado, inicialmente suspeito de ter descartado seu colete-bomba e fugido, Najim Laachraoui, suspeito de ser o responsável por preparar os coletes com explosivos nos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris e de ontem em Bruxelas, seria o segundo homem-bomba do aeroporto.

Laachraoui detonou seus explosivos ao lado de Brahim, enquanto Khalid atacou o metrô.

Em operação de busca e apreensão na cada dos irmãos Brakaoui, a polícia encontrou um fuzil Kalachnikov, grande quantidade de munição e uma bandeira negra do Estado Islâmico. A mídia belga chegou a anunciar hoje de manhã que Laachraoui fora preso, mas depois desmentiu a notícia. A última informação é que se suicidou no aeroporto.

Como o bairro de Molenbeck, na periferia da capital da Bélgica, é considerado o maior antro do jihadismo na Europa, o serviço secreto do país está sendo acusado de negligência. Bruxelas passou por quatro dias de alerta máximo, com transportes públicos e escolas paralisados no ano passado, mas a medida não foi adotada depois da prisão de Salah Abdeslam, o único terrorista do ataque a Paris que ainda estava solto.

Khalid era suspeito de terrorismo. Tinha cumprido pena de nove anos de prisão por atirar na polícia durante um assalto. Brahim foi preso em 2011 por roubo de carro a mão armada.

Laachroaui também usava o nome falso de Soufiane Kayal. Estava sendo procurado como armeiro dos atentados de Paris desde que a polícia encontrou traços genéticos dele (DNA) numa casa onde havia explosivos e coletes-bomba. Ele alugou um dos apartamentos em Auvelais onde os ataques que mataram 130 pessoas na capital francesa foram preparados.