A Alemanha voltou a fazer hoje controle de identidade e passaportes na fronteira com a Áustria, sob o pretexto de manter uma ordem na entrada de pessoas no país, um dos destinos favoritos da onda de migrantes que tenta ir para a União Europeia.
Pelo Acordo de Schengen, 26 países europeus aboliram o controle das fronteiras internas do continente. Os migrantes e refugiados se aproveitam disso para, depois de chegar à UE, tentar ir para um país de economia forte como a Alemanha, na esperança de encontrar boas oportunidades de trabalho.
A maioria dos refugiados e imigrantes chega à Grécia, à Hungria e à Itália. Da Hungria, eles tentamir para a Alemanha através da Áustria. O governo direitista húngaro aprisionou os imigrantes em campos de refugiados
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 14 de setembro de 2015
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Mais de 100 mil migrantes chegaram à Europa em julho
Cerca de 107,5 mil migrantes e refugiados chegaram a portos da União Europeia em julho de 2015, anunciou ontem a agência Frontex, encarregada da coordenação entre os países-membros em questões de fronteiras. É três vezes mais do que em julho do ano passado.
Os números da crise migratória na Europa são eloquentes. De 8 a 14 de agosto, quase 21 mil imigrantes ilegais chegaram a ilhas da Grécia no Mar Mediterrâneo, tanto quanto durante seis meses em 2014, observou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.
Com cerca de 2 mil novos migrantes por dia, a ilha de Lesbos, normalmente um destino turístico, está à beira do colapso, adverte a organização não governamental Comitê Internacional de Resgate.
"É uma situação de emergência para a Europa", declarou o diretor da Frontex, Fabrice Leggeri.
A Grécia, a Itália e a Hungria estão na linha de frente deste fluxo migratório e de refugiados das guerras civis e da miséria na Síria, no Iraque, no Afeganistão, na Nigéria e na Eritreia. Em agosto, a UE aprovou uma ajuda de 2,4 bilhões de euros em seis anos para ajudar os países europeus a absorver a onda migratória.
Neste ano, a expectativa é de um total de até 750 mil pedidos de asilo, um recorde.
Os números da crise migratória na Europa são eloquentes. De 8 a 14 de agosto, quase 21 mil imigrantes ilegais chegaram a ilhas da Grécia no Mar Mediterrâneo, tanto quanto durante seis meses em 2014, observou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.
Com cerca de 2 mil novos migrantes por dia, a ilha de Lesbos, normalmente um destino turístico, está à beira do colapso, adverte a organização não governamental Comitê Internacional de Resgate.
"É uma situação de emergência para a Europa", declarou o diretor da Frontex, Fabrice Leggeri.
A Grécia, a Itália e a Hungria estão na linha de frente deste fluxo migratório e de refugiados das guerras civis e da miséria na Síria, no Iraque, no Afeganistão, na Nigéria e na Eritreia. Em agosto, a UE aprovou uma ajuda de 2,4 bilhões de euros em seis anos para ajudar os países europeus a absorver a onda migratória.
Neste ano, a expectativa é de um total de até 750 mil pedidos de asilo, um recorde.
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sexta-feira, 12 de abril de 2013
Presidente do Sudão visita Sudão do Sul
O ditador do Sudão, Omar Bachir, denunciado pelo Tribunal Penal Internacional pelos crimes cometidos na província de Darfur, fez hoje sua primeira visita ao Sudão do Sul desde que o país se tornou independente, em julho de 2011.
Bachir e o presidente sul-sudanês, Salva Kiir Mayardit, discutiram a demarcação da fronteira comum, segurança e petróleo. O governo de Cartum tem interesse na retomada da exploração de petróleo no Sul, que antes de um conflito sobre o pagamento de tarifas de trânsito produzia 350 mil barris por dia.
O Sudão do Sul retomou a produção em 6 de abril, mas sua única maneira de exportar petróleo no momento é através de oleodutos que passam pelo Sudão. Já anunciou o interesse de construir outro oleoduto, através do Quênia, mas ainda não conseguiu atrair interessados.
Enquanto Bachir ia ao Sul, três pessoas morreram e oito saíram feridas quando rebeldes bombardearam Kadugli, capital do estados sudanês de Kordofan.
Bachir e o presidente sul-sudanês, Salva Kiir Mayardit, discutiram a demarcação da fronteira comum, segurança e petróleo. O governo de Cartum tem interesse na retomada da exploração de petróleo no Sul, que antes de um conflito sobre o pagamento de tarifas de trânsito produzia 350 mil barris por dia.
O Sudão do Sul retomou a produção em 6 de abril, mas sua única maneira de exportar petróleo no momento é através de oleodutos que passam pelo Sudão. Já anunciou o interesse de construir outro oleoduto, através do Quênia, mas ainda não conseguiu atrair interessados.
Enquanto Bachir ia ao Sul, três pessoas morreram e oito saíram feridas quando rebeldes bombardearam Kadugli, capital do estados sudanês de Kordofan.
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