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sábado, 14 de março de 2020

Trump estende proibição de entrada de europeus a Reino Unido e Irlanda

O presidente Donald Trump proibiu hoje todas as viagens do Reino Unido e da Irlanda para os Estados Unidos a partir de meia-noite de segunda-feira. Amplia assim a restrição imposta desde hoje aos 26 países da União Europeia que fazem parte do Espaço Schengen, onde não havia controle interno de fronteiras antes da pandemia do novo coronavírus. 


Os cidadãos americanos e os residentes nos EUA estão isentos, mas devem ficar em quarentena durante 14 dias, o prazo de incubação da doença do novo coronavírus (Covid-19). O transporte de cargas não tem restrições.


Em entrevista coletiva na Casa Branca, Trump admitiu ter feito exame na sexta-feira. Pelo menos quatro pessoas da delegação brasileira que foi à Flórida com o presidente Jair Bolsonaro no fim de semana passada contraíram o coronavírus. Alguns estiveram na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), onde o vírus circulou.

A proibição de voos dos 26 países do Espaço Schengen começou hoje. Por causa da emergência de saúde pública, a Dinamarca, a Polônia e a República Tcheca já haviam proibido a entrada de estrangeiros. O Acordo de Schengen permite esta medida em crises de saúde.

O total de casos confirmados no mundo inteiro passou hoje de 144 mil, com 5.397 mortes.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Eleições na Áustria devem formar governo mais moderado

Com 38,3% dos votos, o Partido Popular da Áustria (ÖVP), do primeiro-ministro conservador Sebastian Kurz, venceu as eleições parlamentares de ontem. Foi o melhor resultado da centro-direita desde 2002. O neopopulismo de extrema direita sofreu forte queda.

Em segundo lugar, com 21,5%, ficou o Partido Social-Democrata da Áustria (SPÖ). O Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ), responsável pelo escândalo de corrupção que derrubou o governo e antecipou as eleições, caiu dez pontos percentuais para 17,3%. Seu líder, Norbert Hofer, não vai participar das negociações para formar o novo governo.

Os Verdes tiveram 12,4% dos votos e podem ser convidados para formar o governo - e o liberal Neos, 7,4%.

A expectativa é que o novo governo seja conservador moderado, eurocético em relação à imigração, mas menos radical do que com a participação do FPÖ. Um país do coração da Europa Central, uma Áustria mais eurocética poderia restabelecer o controle de fronteiras, contrariando o Acordo de Schengen, que abriu as fronteiras internas da União Europeia, se negar a receber refugiados e dificultar a integração econômica da Zona do Euro.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Itália afirma ter matado suspeito do atentado terrorista em Berlim

O tunisiano Anis Amri, de 24 anos, principal suspeito de dirigir o caminhão jogado contra uma feira de Natal na segunda-feira na capital da Alemanha. foi morto na madrugada de hoje em tiroteio com a polícia de Milão, confirmou o ministro do Interior da Itália, Marco Minniti.

"Sem dúvida alguma", declarou o ministro em entrevista coletiva na manhã de hoje. Amri foi parado por uma patrulha policial de rotina no bairro de Sesto San Giovanni por volta das três horas da madrugada, meia-noite em Brasília. Quando a polícia pediu sua identificação, o terrorista reagiu a tiros e foi baleado e morto.

Depois que seus documentos e impressões digitais foram encontradas na carcaça do caminhão, a Alemanha emitiu um mandado de prisão pan-europeu. Amri se beneficiou da abertura das fronteiras internas da União Europeia estabelecida pelo Tratado de Schengen. Na fuga, passou pela França e por Turim, na Itália, antes de enfrentar a polícia de Milão.

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a responsabilidade pelo atentado no dia seguinte, afirmando ser a fonte de inspiração, Hoje, divulgou um vídeo em que ele declarava lealdade ao grupo.

Amri teve contato com pelo menos um clérigo muçulmano radical acusado de ser recrutador do grupo. Sua fuga fortalece a suspeita de que tivesse uma rede de proteção ligada ao Estado Islâmico.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Tribunal proíbe prisão de migrantes em fronteiras internas da UE

A Corte Europeia de Justiça decidiu hoje que migrantes sem documentos não podem ser presos por tentar ilegalmente num país da União Europeia dentro da Zona de Schengen ou tentando sair dela, mas podem ser deportados para os países de origem, noticiou a televisão pública britânica BBC.

A decisão foi tomada no caso de um ganês detido pela polícia francesa ao tentar entrar ilegalmente na França com documentos falsos como se fosse belga. Não se aplica ao Reino Unido e à Irlanda.

Esses países não fazem parte do Acordo de Schengen, de 1985, que acabou com o controle das fronteiras internas da UE e de países associados como a Islândia, a Noruega e a Suíça. Também não vale para a Dinamarca, que tem o direito de não adotar as políticas de segurança europeias com que não concorde.

De acordo com a sentença, os migrantes podem ser detidos por razões excepcionais como acusações criminais ou se forem objeto de uma ordem de deportação. A decisão terá forte impacto sobre a crise provocada pela onda de migrantes econômicos e refugiados das guerras da África e do Oriente Médio que invade a Europa.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Áustria e Eslováquia seguem Alemanha e controlam fronteiras

Depois da Alemanha, a Áustria e a Eslováquia decidiram reintroduzir temporariamente o controle de suas fronteiras dentro da União Europeia (UE) numa tentativa de controlar e conter o fluxo de migrantes e refugiados das guerras e da miséria na África e no Oriente Médio.

A pretexto de "organizar a entrada" dos migrantes, desde ontem, a Alemanha passou a controlar as fronteiras, abertas com base no Tratado de Schengen, que acabou com o controle de passaportes em 26 países da Europa.

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maiziere, justificou a medida com base em necessidade de segurança. Depois de uma conversa telefônica entre a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, a comissão, órgão executivo da UE, divulgou nota esclarecendo que a medida pode ser adotada com base no Tratado de Schengen em situações excepcionais como a atual crise migratória.

Alemanha volta a controlar a fronteira com a Áustria

A Alemanha voltou a fazer hoje controle de identidade e passaportes na fronteira com a Áustria, sob o pretexto de manter uma ordem na entrada de pessoas no país, um dos destinos favoritos da onda de migrantes que tenta ir para a União Europeia.

Pelo Acordo de Schengen, 26 países europeus aboliram o controle das fronteiras internas do continente. Os migrantes e refugiados se aproveitam disso para, depois de chegar à UE, tentar ir para um país de economia forte como a Alemanha, na esperança de encontrar boas oportunidades de trabalho.

A maioria dos refugiados e imigrantes chega à Grécia, à Hungria e à Itália. Da Hungria, eles tentamir para a Alemanha através da Áustria. O governo direitista húngaro aprisionou os imigrantes em campos de refugiados

segunda-feira, 12 de março de 2012

Sarkozy ameaça tirar França do Acordo de Schengen

Em mais uma ofensiva contra a imigração ilegal para tentar tomar votos da extrema direita, o presidente Nicolas Sarkozy ameaçou ontem tirar a França do Acordo de Schengen, que acaba com o controle de passaporte nas fronteiras internas da União Europeia.

Foi mais um ultimato à Europa de um presidente e candidato à reeleição em 22 de abril e 6 de maio que se apresenta como defensor do processo de integração do continente, observa o jornal esquerdista Libération.