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segunda-feira, 8 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 8 de Maio

DIA DA VITÓRIA NA EUROPA

    Em 1945, o Exército Vermelho vence a Batalha de Berlim e crava a Bandeira da União Soviética no Reichstag enquanto os aliados ocidentais avançam pelo oeste, e a Alemanha Nazista se rende incondicionalmente acabando com a Segunda Guerra Mundial (1939-45) na Europa.

A guerra começa em 1º de setembro de 1939, quando a Alemanha de Adolf Hitler invade a Polônia, dias depois de firmar o Pacto Germano-Soviético, um acordo de não agressão com a União Soviética de Josef Stalin.

Antes, o Japão invade a Manchúria em 1931 e o Leste da China em 1937, a Itália ocupa a Etiópia e a Alemanha anexa a Áustria em 1938 e a Tcheco-Eslováquia em 1938-9, sem que a Liga das Nações tome qualquer medida.

A Alemanha, aliada à Itália de Benito Mussolini, conquista o Norte da África e a Europa Ocidental. A França se rende em junho de 1940. A rendição é assinada no mesmo vagão onde a Alemanha capitulou na Primeira Guerra Mundial (1914-18). Hitler fez questão disso para demonstrar que uma guerra era a continuação da outra.

Com a derrota na Batalha da Inglaterra, uma batalha aérea travada de julho a outubro de 1940, a Alemanha não consegue invadir a Grã-Bretanha, que resiste. É sede, por exemplo, dos governos da França e da Polônia no exílio.

Em 22 de junho de 1941, a Alemanha rompe o pacto de não agressão e invade a URSS em três frentes: rumo a São Petersburgo, no Norte; rumo a Moscou, no Centro; e rumo à Ucrânia, no Sul. Nesta frente, os nazistas avançaram até a Batalha de Stalingrado, talvez a mais importante da história, travada de 23 de agosto de 1942 a 3 de fevereiro de 1943, com cerca de 2 milhões de mortes.

De Stalingrado, o Exército Vermelho inicia a contraofensiva rumo a Berlim.

Os EUA entram na guerra com o ataque japonês à Frota do Pacífico, baseada em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, e apoiam ao esforço aliado, inclusive dando apoio logístico à URSS através do Irã.

A vitória do Exército Real britânico na Batalha de El-Alamein, no Egito, em 3 de novembro de 1942, sobre o poderoso Afrika Korps, é a primeira para mudar o curso da guerra. O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, comentou: "Este não é o fim, nem o começo do fim, mas é talvez o fim do começo."

Anos depois, Churchill escreve: "Antes de El-Alamein, nunca tivemos uma vitória; depois de El-Alamein, nunca tivemos uma derrota."

Os aliados ocidentais invadem a Itália em 3 de setembro de 1943 e a Normandia, no Norte da França, em 6 de junho de 1944. Paris é libertada em 25 de agosto. Eles avançam e ocupam o Oeste da Alemanha, que se torna Alemanha Ocidental, enquanto os soviéticos ocupam o Leste, a futura Alemanha Oriental, a libertam, no caminho sobreviventes de campos de concentração como Auschwitz-Birkenau, em 27 de janeiro de 1945.

Mussolini é executado em 28 de abril de 1945 pelos guerrilheiros comunistas da resistência Italiana. Hitler se suicida em 30 de abril.

A Segunda Guerra Mundial termina com a rendição do Japão, em 15 de agosto de 1945, depois de ser alvo das bombas atômicas de Hiroxima e Nagasaki.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Hoje na História do Mundo: 16 de Agosto

CORRIDA DO OURO

     Em 1896, quando pescava salmão perto do Rio Klondike, no território canadense do Yukon, George Carmack descobre pepitas de ouro no leito de um riacho e deflagra a maior corrida do outo da história da América, com mais de mil garimpeiros indo para o Alasca em três anos.

Carmack se muda da Califórnia para o Alasca em 1881 em busca de ouro. Sem sucesso, ele cruza a fronteira para o território do Yukon. Em 1896, outro caçador da fortuna, Robert Henderson, lhe diz que há ouro no Klondike.

Com dois indígenas, Carmack vai investigar. Eles acampam perto do Riacho Coelho e um deles, Skookum Jim, cunhado de Carmack, avista as pepitas.

A notícia se espalha rapidamente pelos Estados Unidos e o Canadá. Em duas semanas, 50 mil garimpeiros correm para o Yukon. A Febre do Klondike atinge a temperatura máxima em julho de 1897, quando navios com mais de duas toneladas de ouro do Yukon chegam a São Francisco e Seattle.

Uma nova onda de migrantes vai para o Norte, mas o maior parte do ouro já fora garimpada. Entre os fracassados, está o jovem escritor Jack London, de 21 anos, que escreve livros sobre a saga dos buscadores de ouro.

Carmack enriquece. Sai do Yukon com US$ 1 milhão. Os pequenos mineiros vendem os direitos de exploração para grandes empresas. A exploração de ouro em grande escala continua até 1966 e rende US$ 250 milhões. Cerca de 200 pequenas minas de ouro operam hoje na região.

REI DO ROCK MORRE

    Em 1977, o cantor, músico e ator americano Elvis Presley, o Rei do Rock, morre aos 42 anos em Memphis, no Tennessee, de ataque cardíaco, provavelmente por causa do vício em drogas de farmácia, deflagrando uma romaria até sua casa, a Mansão de Graceland.

Elvis nasce pobre em Tupelo, no Mississípi, em 8 de janeiro de 1935. O irmão gêmeo Jesse morre no parto. Depois do ensino médio, consegue um emprego como motorista de caminhão.

Aos 19 anos, entra num estúdio e paga US$ 4 para gravar algumas músicas para presentear a mãe. O dono do estúdio, Sam Philips, gosta da voz e convida Elvis para ensaiar com músicos locais. Ao ouvir a gravação da canção de rhythm & blues That's All Right, decide lançar um compacto na sua gravadora Sun Records.

O disco chega ao primeiro lugar nas paradas de sucesso locais e lança Elvis, o cantor solo que mais vendeu discos até hoje no mundo. Em 1955, a Sun Records vende o contrato com Elvis para a RCA, uma das gravadoras mais importantes dos Estados Unidos pelo preço recorde de US$ 40 mil.

Em setembro de 1956, Elvis aparece no programa de televisão Ed Sullivan Show, mas as câmeras só o mostram da cintura. Seu requebrado era considerado sensual demais para os padrões moralistas da época.

De 1956 a 1958, ele estrela quatro filmes. Em 1958, para desespero dos fãs, é convocado para servir ao Exército dos EUA na Alemanha Ocidental durante a Guerra Fria. Seu empresário, coronel Tom Parker, guarda cinco compactos a serem lançados durante o ano do serviço militar. Todos vendem mais de um milhão de cópias.

Após deixar o Exército, Elvis muda seu estilo do rock para baladas românticas que embalam os melosos filmes de Hollywood que ele estrela. No fim dos anos 1960, o rock sofreu uma revolução com bandas como os Beatles e os Rolling Stones, entre outras. Acomodado e conformado, Elvis deixa de ser um ídolo da juventude.

Nos anos 1970, Elvis entra em declínio físico e mental. Divorcia-se da mulher, Priscilla. Deprimido, se vicia em álcool e drogas de farmácia. Engorda com comida de má qualidade e se torna obeso. Em 16 de agosto de 1977, é encontrado inconsciente na Mansão de Graceland, onde está enterrado, que vira uma grande atração turística.

RAMONES LANÇAM PUNK ROCK

    Em 1974, cinco anos depois do auge da era hippie com o Festival de Woodstock, quatro garotos do bairro nova-iorquino do Queens, os Ramones entraram no palco de um bar do Village Leste de jeans e jaquetas de motoqueiros para iniciar uma nova revolução musical. O termo punk rock só seria cunhado em 1975 pela revista musical McNeil.

A música feroz e selvagem, "eliminando o desnecessário para focar na substância", estridente e ensurdecora, inspira bandas britânicas como Sex Pistols e The Clash, ícones do movimento punk.

HOMEM-RELÂMPAGO

    Em 2009, o corredor jamaicano Usain Bolt reduz seu próprio recorde mundial nos 100 metros em rasos em 11 décimos de segundo, com o tempo de 9,58 seg, no Estádio Olímpico de Berlim, onde na Olimpíada de 1936 o negro americano Jesse Owens conquistara quatro medalhas de ouro destruindo o mito nazista da superiodade da raça ariana (branca).

Bolt bate o recorde mundial na Olimpíada de 2008, em Beijim, na China, com o tempo de 9,69 seg. É o primeiro homem a correr 100 m em menos de 9,7 seg. Em Berlim, é o primeiro a baixar a marca para menos de 9,6 seg.

O homem mais rápido da história promete reduzir o tempo para 9,4 seg. Deixa as pistas no Campeonato Mundial de Atletismo de 2017 sem conseguir, mas o recorde é seu até hoje.

sábado, 7 de abril de 2018

Atropelamento deixa mortos e feridos na Alemanha

Pelo menos duas pessoas foram mortas e 20 saíram feridas quando uma caminhonete de entrega foi jogado contra a multidão no centro histórico da cidade de Münster, na Alemanha. Seis feridos correm risco de vida. O delinquente se suicidou em seguida. A polícia alemã trata o caso como suspeita de terrorismo, mas não descarta outras possibilidades.

Em 19 de dezembro de 2016, um caminhão invadiu uma feirinha de Natal em Berlim, a capital alemã, matando 12 pessoas e ferindo outras 49. O responsável foi um terrorista tunisiano morto pela polícia da Itália ao resistir à prisão.

O pior de todos os atentados terroristas com veículos terrestres foi em 14 de julho do mesmo ano, quando 86 pessoas foram atropeladas e mortas e outras centenas feridas na avenida beira-mar de Nice no Sul da França, durante as comemorações da Queda da Bastilha e do início da Revolução Francesa de 1789.

A polícia acredita que o terrorista agiu sozinho. A primeira suspeita era que fosse ligado ao extremismo muçulmano, mas também se examina se o motorista tinha problemas mentais. Os policiais não deram mais detalhes, declarando ser "cedo ainda para dizer se foi um atentado".

sábado, 8 de abril de 2017

Suécia prende segundo suspeito do ataque terrorista com caminhão

A polícia da Suécia prendeu hoje um segundo suspeito de envolvimento no ataque terrorista com um caminhão jogado contra pedestres ontem à tarde no centro comercial de Estocolmo. Pelo menos quatro pessoas morreram e outras 15 foram feridas, nove em estado grave.

O principal suspeito é um refugiado da ex-república soviética do Usbequistão, de 39 anos, que fez declarações de apoio à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante no Facebook. Ele foi preso ontem à noite. Já havia sido investigado por indícios de extremismo muçulmano.

Uma bomba caseira foi encontrada dentro do caminhão, revelou o chefe de polícia de Estocolmo, Dan Eliasson. Provavelmente o terrorista pretendia detoná-la quando jogou o veículo contra uma grande loja de departamentos. Houve um pequeno incêndio logo controlado.

Foi o quarto atentado terrorista com veículos, frequente em Israel, realizado na Europa. Em 14 de julho de 2016, 86 pessoas foram mortas por um imigrante tunisiano durante a festa de aniversário da Revolução Francesa em Nice, na França.

Em 20 de dezembro de 2016, houve 12 mortes quando um caminhão invadiu uma feira de Natal, em Berlim, na Alemanha. O terrorista era um imigrante tunisiano que tivera seu pedido de asilo rejeitado.

Em 22 de março de 2017, um terrorista britânico de origem jamaicana matou cinco nos arredores do Palácio de Westminster, sede do Parlamento Britânico.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Terrorista atropela e mata quatro pessoas no centro de Estocolmo

O grande herói do jihadismo, Ossama ben Laden, declarou certa vez: "Não atacamos a Suécia", sugerindo que seus alvos eram países imperialistas que interferem nos países muçulmanos. Na era do Estado Islâmico, isto mudou.

Um homem sequestrou hoje um caminhão e jogou-o contra uma loja de departamentos e pessoas que faziam compras no centro de Estocolmo, a capital da Suécia. Pelo menos quatro pessoas morreram. O governo descreveu a ação como "um ataque terrorista". 

"A Suécia está sob ataque", declarou o primeiro-ministro Stefan Löfven. O terrorista continua solto.

O método foi semelhante ao dos atentados contra a festa de aniversário da Revolução Francesa na cidade de Nice, em 14 de julho de 2016, quando morreram 86 pessoas; uma feira de Natal em Berlim, na Alemanha, em 20 de dezembro passado, matando 12 pessoas; e à area do Parlamento Britânico, em Londres, em 22 de março de 2017, com cinco mortes.

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a responsabilidade pelos atentados. Em 22 de setembro de 2014, quando a aliança militar liderada pelos Estados Unidos começou a bombardear o grupo, Abu Muhammed al-Adnani, considerado ministro da Propaganda e chefe de operações externas do Estado Islâmico, conclamou os jihadistas a atacar cidadãos ocidentais de todas as formas possíveis.

"Se você puder matar um infiel americano ou europeu - especialmente os maldosos e nojentos franceses -, ou um australiano ou canadense, ou qualquer outro infiel de países infiéis que estão em guerra, inclusive os cidadãos dos países que entraram numa coalizão contra o Estado Islâmico, então confie em Alá e mate-o de qualquer maneira ou método, qualquer que seja. Esmague sua cabeça com o pedra, o abata com uma faca ou o atropele com seu carro, ou o jogue de um lugar alto, ou o sufoque ou o envene", pregou Al-Adnani, morto por um bombardeio americano em 30 de agosto do ano passado na província de Alepo, na Síria.

Hoje o alvo foi a capital da Suécia, um país neutro há dois séculos. "Uma das cidades mais vibrantes e coloridas da Europa aparece ter sido atacada por aqueles que querem atingir nosso estilo de vida", reagiu o presidente da Comissão Europeia, o ex-primeiro-ministro luxemburguês Jean-Claude Juncker.

A ação de hoje ocorreu perto do local do centro de Estocolmo onde Taimur Abdulwahab, um cidadão sueco de origem árabe, se suicidou num atentado suicida em dezembro de 2010. O homem-bomba morreu e outras duas pessoas saíram feridas.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Itália afirma ter matado suspeito do atentado terrorista em Berlim

O tunisiano Anis Amri, de 24 anos, principal suspeito de dirigir o caminhão jogado contra uma feira de Natal na segunda-feira na capital da Alemanha. foi morto na madrugada de hoje em tiroteio com a polícia de Milão, confirmou o ministro do Interior da Itália, Marco Minniti.

"Sem dúvida alguma", declarou o ministro em entrevista coletiva na manhã de hoje. Amri foi parado por uma patrulha policial de rotina no bairro de Sesto San Giovanni por volta das três horas da madrugada, meia-noite em Brasília. Quando a polícia pediu sua identificação, o terrorista reagiu a tiros e foi baleado e morto.

Depois que seus documentos e impressões digitais foram encontradas na carcaça do caminhão, a Alemanha emitiu um mandado de prisão pan-europeu. Amri se beneficiou da abertura das fronteiras internas da União Europeia estabelecida pelo Tratado de Schengen. Na fuga, passou pela França e por Turim, na Itália, antes de enfrentar a polícia de Milão.

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a responsabilidade pelo atentado no dia seguinte, afirmando ser a fonte de inspiração, Hoje, divulgou um vídeo em que ele declarava lealdade ao grupo.

Amri teve contato com pelo menos um clérigo muçulmano radical acusado de ser recrutador do grupo. Sua fuga fortalece a suspeita de que tivesse uma rede de proteção ligada ao Estado Islâmico.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Alemanha oferece 100 mil euros por suspeito do ataque a Berlim

A Justiça da Alemanha ofereceu hoje uma recompensa de 100 mil euros (R$ 347 mil) por informações sobre o tunisiano Anis Amri, de 24 anos, principal suspeito de ser o responsável pela atentado terrorista em que um caminhão foi jogado contra uma feira de Natal no centro de Berlim, matando 12 pessoas e ferindo outras 48.

Um documento de Amri foi encontrado no caminhão usado no ataque. As autoridades alemãs tentaram deportá-lo. Não conseguiram porque a Tunísia não o reconheceu como cidadão do país. É mais um exemplo das dificuldades da Alemanha para deportar candidatos a asilo que tiveram seus pedidos rejeitados.

Dentro da cabine do caminhão, a polícia encontrou um cidadão polonês morto. Provavelmente seja o motorista do caminhão, que levava uma carga de vigas de aço.

Com o influxo maciço de refugiados do Grande Oriente Médio, que inclui Afeganistão e Paquistão, o risco para a segurança aumentou muito. O atentado abala a candidatura à reeleição da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, que adotou uma política de braços abertos, honrando as tradições da Europa e da Alemanha de acolher refugiados de guerra depois da Segunda Guerra Mundial.

Os serviços secretos europeus advertem que a onda de refugiados cria oportunidades para organizações terroristas como o Estado Islâmico do Iraque e do Levante infiltrarem milicianos no continente europeu. Com a rejeição ao fluxo migratório e a discriminação a muçulmanos, fica mais fácil para grupos terroristas aliciarem marginalizados.

Amri entrou na Alemanha em julho de 2015 e estava na lista de suspeitos de ligação com extremistas muçulmanos. Seu pedido de asilo foi rejeitado em junho de 2016. Ele não foi deportado porque não tinha um passporte válido. O Ministério Público o investigou pela suspeita de planejar "um crime grave de ameaça ao Estado".

Depois de passar por várias cidades alemãs, ele se mudou para Berlim em fevereiro deste ano. Hoje há um notório aumento do policiamento na capital alemã. As mais de 60 feirinhas de Natal da cidade voltaram a funcionar.

O jornal alemão Süddeutsche Zeitung, de Munique, revelou que Amri esteve em contato com Abu Walaa, que recrutaria extremistas muçulmanos para lutar pelo Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

A Tunísia foi o único país onde a Primavera Árabe levou a uma democratização do país, mas a instabilidade política impediu a recuperação da economia. Dois ataques terroristas atribuídos ao Estado Islâmico em 2015 abalaram o setor de turismo, afugentando os visitantes estrangeiros.

Turismo em Paris caiu 6% em 2016

Sob o impacto dos atentados terroristas de 13 de novembro de 2015, quando 130 pessoas foram mortas, o movimento turístico na capital da França caiu 6% neste ano, mas o Observatório do Escritório de Turismo e Congressos vê sinais de recuperação.

A análise não leva em conta as consequências do atentado terrorista de dois dias atrás em Berlim, onde um caminhão foi jogado contra uma feira de Natal, matando 12 pessoas e ferindo outras 48, a exemplo do que aconteceu, em Nice, no Sul da França, durante a festa de aniversário da Revolução Francesa de 1789, quando 86 pessoas morreram.

O fantasma do terrorismo volta a assombar a Europa. Desde segunda-feira, Londres, Paris e outras grandes cidades reforçaram a segurança. A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a responsabilidade pelos atentados de Paris, Nice e Berlim.

Em Nice e Berlim, as autoridades acreditam que os autores foram inspirados pelo Estado Islâmico, mas não foram treinados nem financiados pelo grupo. Os atentados de Paris foram realizados por terroristas que lutaram na guerra civil da Síria.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Estado Islâmico afirma ter inspirado ataque em Berlim

Através de sua agência de propaganda Amaq, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou hoje a responsabilidade pelo atentado terrorista que matou 12 pessoas e feriu outras 48 ontem na capital da Alemanha, descrevendo o autor do ataque como "um soldado do Califado".

Pode ser uma reivindicação oportunista como a do atentado contra um clube noturno gay de Orlando, na Flórida, mas a inspiração vem claramente do Estado Islâmico. A declaração implica que o terrorista não foi treinado nem financiado pelo grupo, apenas seguiu sua orientação.

Em um discurso em 22 de setembro de 2014 intitulado De fato, o Senhor está sempre atento, o então ministro da Comunicação Social do autointitulado Califado do Estado Islâmico, Abu Mohamed al-Adnani, incitou os jihadistas a atacar seus inimigos com todas as armas possíveis.

"Se você puder matar um descrente americano ou europeu - especialmente os imundos e peçonhentos franceses - ou um australiano ou canadense, ou qualquer outro descrente dos descrentes que estão fazendo a guerra, inclusive os cidadãos de países qne entraram na coalizão contra o Estado Islâmico, então confie em Alá e mate-o de qualquer maneira possível, Esmague sua cabeça com uma pedra, o chacine com uma faca, ou o atropele com seu carro, ou o jogue de um lugar alto, ou o estrangule ou o envene", incitou o porta-voz do Estado Islâmico, morto por um bombardeio americano em 30 de agosto de 2016.

Alemanha admite ter prendido o suspeito errado

O ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maiziere, reconheceu hoje que o candidato a asilo paquistanês preso ontem pode não ter relação com o atentando terrorista contra uma feira de Natal de Berlim que deixou 12 mortos e 48 feridos. O verdadeiro terrorista continua solto.

A capital da Alemanha está em estado de alerta máxima e outras grandes cidades europeias também. O fato de um caminhão ter sido usado pela segunda vez como arma, a exemplo do que aconteceu em Nice, na França, em 14 de julho, no aniversário da Revolução Francesa de 1789, aumenta consideravelmente as precauções em cidades como Londres e Paris.

O suspeito foi seguido por um motorista que o viu saindo a pé rapidamente da praça atacada e avisou a polícia, mas pretextou inocência e a polícia aparentemente aceitou suas alegações.

Ao visitar o local da tragédia hoje de manhã, a chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel admitiu que sua política de braços abertos para os refugiados será alvo de novos ataques. Se fosse confirmado que o terrorista era um requerente de asilo, suas chances de reeleição em setembro de 2017 seriam abaladas.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Caminhão invade feira de Natal e mata 12 pessoas em Berlim

Um caminhão invadiu hoje uma feirinha de Natal numa praça do centro comercial da capital da Alemanha no início da noite. Pelo menos 12 pessoas morreram e outras 48 saíram feridas. Há fortes suspeitas de terrorismo. O motorista foi preso, é um refugiado paquistanês que entrou no país no ano passado.

A polícia alemã suspeita de um atentado terrorista como o que matou 86 pessoas em Nice, na Franca, em 14 de julho, durante as comemorações do aniversário do começo da Revolução Francesa de 1789.

O caminhão era de uma empresa polonesa, mas não manteve contato com a firma desde a tarde. O ministro do Exterior alemão não descarta a possibilidade de acidente, mas a hipótese de atentado é mais provável.

Há rumores de que a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do ataque.

A Alemanha é o país europeu que mais acolheu refugiados da guerra civil da Síria. Só no ano passado, foram quase 1 milhão de imigrantes. Isso abalou a popularidade da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, que resolveu honrar a tradição europeia e alemã de abrigar refugiados depois do fim da Segunda Guerra Mundial.

Até agora, a Alemanha não havia sido alvo de um grande atentado terrorista. O ataque abala a campanha para a reeleição de Merkel em setembro de 2017. Pela ultradireita, cresce o partido Alternativa para a Alemanha (AfD), que é contra o euro e oferecer asilo a refugiados.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Berlim proíbe Airbnb

Para combater a escassez de imóveis para alugar, a Prefeitura de Berlim proibiu o aluguel temporário através da empresa de Internet Airbnb, que faz uma intermediação entre viajantes e proprietários de imóveis.

As autoridades da capital da Alemanha alegam que o serviço está encarecendo e dificultando os aluguéis de longo prazo de quem quer morar na cidade não apenas passar uma temporada.

No bairro de Kreuzberg, havia semanas atrás só um apartamento para alugar por longo prazo e centenas em oferta no Airbnb.

Quem violar a nova regra está sujeito a uma multa de 100 mil euros (R$ 404 mil).

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Alemanha e Irã restabelecem conexão aérea

Depois de dez anos, a rota aérea entre Teerã e Berlim voltou a funcionar ontem, noticiou hoje a Agência de Notícias República Islâmica, citando como fonte a Organização de Aviação Civil do Irã.

A Alemanha é um dos seis países que negociam com o Irã o desarmamento do programa nuclear iraniano para evitar que o país faça armas nucleares. Um acordo preliminar deve ser acertado até o fim de março. O prazo final é 30 de junho de 2015, mas o restabelecimento da conexão aérea já é um avanço.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Obama propõe corte de um terço nos arsenais nucleares

Num discurso histórico em Berlim, onde outros presidentes americanos como John Kennedy e Ronald Reagan falaram à multidões, Barack Obama pediu ontem a redução em um terço do número de armas atômicas dos Estados Unidos e da Rússia.

Sob forte calor, suado, Obama tirou o paletó para lembrar a famosa declaração de Kennedy em plena Guerra Fria, em 1963: "Todos os homens livres, onde quer que vivam, são cidadãos de Berlim. Por isso, como um homem livre, tenho o orgulho de dizer [em alemão] 'ich bin ein Berliner'" (eu sou um berlinense).

Duas décadas mais tarde, em 1987, diante do Muro de Berlim, o então presidente americano Ronald Reagan fez um apelo ao secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética: "Sr. Gorbachev, derrube este muro". O maior símbolo da divisão do mundo durante a Guerra Fria cairia dois anos depois, em 9 de novembro de 1989.

Agora, num mundo mais pacífico, sem maior risco de uma guerra nuclear entre as grandes potências, Obama propõe a redução dos arsenais nucleares, provavelmente eliminando apenas armas obsoletas.