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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 14 de Setembro

ALELUIA, HÄNDEL!

    Em 1741, o compositor alemão Georg Friederic Händel, radicado na Inglaterra, completa sua obra-prima, O Messias.

Em 1741, o Lorde Tenente da Irlanda, o governador britânico da Irlanda, pede ajuda a Händel para arrecadar dinheiro para três instituições de caridade em Dublin com apresentações de música. Mesmo doente, Händel está determinado a compor um oratório para a ocasião

Messias é um oratório de cerca de duas horas e meia com 51 movimentos divididos em três partes. O mais famoso é o 42º (Aleluia). A estreia é em Dublin em 13 de abril de 1742. O texto causa polêmica na época. Sofre acusações de blasfêmia.

O tema é Jesus Cristo, o Messias, desde o anúncio profético de seu nascimento ao nascimento, vida, morte, ressurreição e ascensão aos céus. (Os dois últimos são mitos do cristianismo sem comprovação histórica.)

CAMPANHA DA RÚSSIA

    Em 1812, depois de uma vitória de Pirro na Batalha de Borodino, em 7 de setembro, o imperador francês Napoleão Bonaparte entra em Moscou naquela que seria sua maior derrota: a campanha da Rússia.


Com a cidade evacuada e o recuo do Exército russo, Moscou está deserta. Não há oficiais do regime czarista para assinar a rendição nem comida e suprimentos. Os russos tocam fogo em dois terços da cidade, deixando os franceses sem abrigo e víveres para enfrentar o inverno que se aproxima.

Cinco semanas depois, o Grande Exército deixa Moscou sem conseguir tomar o poder na Rússia e inicia uma longa retirada por um solo enlameado pelas chuvas do outono, um prelúdio do inverno russa.

O Grande Exército de Napoleão, com 685 mil homens, perde 400 mil na campanha da Rússia, de onde sai em 14 de dezembro. Seus inimigos se unem e o derrotam na Batalha de Leipzig, de 16 a 19 de outubro de 1813. Napoleão abdica em 4 de abril de 1814 vai para o exílio na Ilha de Elba, na costa da Toscana. Em 26 de fevereiro de 1815, ele foge da ilha com 700 homens, volta e reina por 100 dias até a derrota final, na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 18 de junho daquele ano.

Vencido, Napoleão é preso na Ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico, onde morre em 5 de maio de 1821.

HINO DOS EUA

    Em 1814, Francis Scott escreve o poema A Defesa do Forte M'Henry, letra do Hino dos Estados Unidos, depois de assistir ao bombardeio do forte de Maryland na Guerra de 1812, quando o Império Britânico tenta reassumir o controle sobre a ex-colônia.

Mais tarde, o poema é musicado e, em 1931, se torna o Hino dos EUA, Star-Spangled Banner (Bandeira Salpicada de Estrelas). A letra diz que, apesar das bombas e foguetes explodindo no ar durante a noite, quando amanheceu, "nossa bandeira ainda estava lá" e várias vezes que ela deve "tremular sobre a terra dos [homens] livres e lar dos bravos".

No encerramento do Festival de Woodstock, Jimi Hendrix, o maior guitarrista da história e único virtuose da história do rock, apresentou sua versão do hino marcada por distorções para lembrar os bombardeios da Guerra do Vietnã.

GUERRA MEXICANO-AMERICANA

    Em 1847, o general Winfield Scott entra na Cidade do México e hasteia a bandeira dos Estados Unidos, no final de uma ofensiva iniciada seis meses antes com um desembarque em Vera Cruz, durante a Guerra Mexicano-Americana (1846-48).

No Tratado de Guadalupe Hidalgo, os EUA ficam com mais de 40% do território mexicano, partes dos estados do Texas, Novo México, Arizona, Nevada, Utah e Califórnia.

O escritor e naturalista Henry David Thoreau, em protesto contra a guerra, se nega a pagar impostos, se refugia no Lago de Walden, em Massachusetts, e cria o conceito de desobediência civil.

Com suas ideias de luta pacífica, Thoreau influencia o escritor russo Leon Tolstói, o líder da independência da Índia, Mohandas Gandhi, que troca cartas com Tolstoy sobre as ideias de Thoreau, e o líder da luta contra o regime segregacionista do apartheid na África do Sul, Nelson Mandela.

PRESIDENTE McKINLEY MORRE BALEADO

    Em 1901, o presidente William McKinley morre depois de ser baleado por um anarquista na Exposição Pan-Americana em Buffalo, no estado de Nova York.

McKinley é eleito deputado aos 34 anos e passa 14 anos na Câmara. Depois de perder a eleição em 1890, ele se elege governador de Ohio. Em 1896, vence a eleição presidencial pelo Partido Republicano.

Seu governo privilegia as grandes empresas, que têm grande crescimento. Os EUA superam o Reino Unido em 1890 para se tornar a maior economia do mundo. É o início do imperialismo norte-americano.

Em abril de 1898, pressionado pela opinião pública e pelo Congresso, os EUA intervêm na luta de Cuba pela independência. Em três meses, derrotam a Espanha, promovem a independência de Cuba e anexam Porto Rico, as Filipinas e a ilha de Guam, no Oceano Pacífico. É o fim do imperialismo espanhol.

Com crescente interesse na Ásia, em 1900, McKinley manda milhares de soldados para a China na Guerra dos Boxers (1899-1901), uma revolta contra o colonialismo ocidental.

Reeleito em 1900, vai à Exposição Pan-Americana em 6 de setembro de 1901, quando o anarquista de origem polonesa Leon Czolgosz se aproxima e dispara dois tiros com um revólver calibre 32. Uma bala desvia num botão, mas a outra penetra no estômago, atravessa um rim e se aloja nas costas.

Os médicos não conseguem extrair a bala. O ferimento gangrena e causa uma infecção generalizada. McKinley morre oito dias depois. É um dos quatro presidentes dos EUA assassinados no exercício do cargo, ao lado de Abraham Lincoln, James Garfield e John Kennedy.

ISADORA DUNCAN MORRE EM ACIDENTE

    Em 1927, a bailarina Isadora Duncan morre num acidente de trânsito, estrangulada por um lenço de seda preso nas calotas das rodas traseiras de um carro conversível em Nice, na França.

Isadora Duncan nasce em 1877 em São Francisco da Califórnia. Nos seus 20 anos, vai para a Europa para se tornar bailarina. Mais do que uma bailarina clássica, tem um estilo livre e boêmio baseado na emoção e no improviso. Ela dança de pés no chão, com togas e lenços.

Ao saber da morte trágica enforcada no lenço de pescoço, a escritora norte-americana Gertrude Stein comenta: “A afetação pode ser perigosa.”

 

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domingo, 14 de setembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 14 de Setembro

 ALELUIA, HÄNDEL!

    Em 1741, o compositor alemão Georg Friederic Händel, radicado na Inglaterra, completa sua obra-prima, O Messias.

Em 1741, o Lorde Tenente da Irlanda, o governador britânico da Irlanda, pede ajuda a Händel para arrecadar dinheiro para três instituições de caridade em Dublin com apresentações de música. Mesmo doente, Händel está determinado a compor um oratório para a ocasião

Messias é um oratório de cerca de duas horas e meia com 51 movimentos divididos em três partes. O mais famoso é o 42º (Aleluia). A estreia é em Dublin em 13 de abril de 1742. O texto causa polêmica na época. Sofre acusações de blasfêmia.

O tema é Jesus Cristo, o Messias, desde o anúncio profético de seu nascimento ao nascimento, vida, morte. ressurreição e ascensão aos céus. (Os dois últimos são mitos do cristianismo sem comprovação histórica.)

CAMPANHA DA RÚSSIA

    Em 1812, depois de uma vitória de Pirro na Batalha de Borodino, em 7 de setembro, o imperador francês Napoleão Bonaparte entra em Moscou naquela que seria sua maior derrota: a campanha da Rússia.


Com a cidade evacuada e o recuo do Exército russo, Moscou está deserta. Não há oficiais do regime czarista para assinar a rendição nem comida e suprimentos. Os russos tocam fogo em dois terços da cidade, deixando os franceses sem abrigo e víveres para enfrentar o inverno que se aproxima.

Cinco semanas depois, o Grande Exército deixa Moscou sem conseguir tomar o poder na Rússia e inicia uma longa retirada por um solo enlameado pelas chuvas do outono, um prelúdio do inverno russa.

O Grande Exército de Napoleão, com 685 mil homens, perde 400 mil na campanha da Rússia, de onde sai em 14 de dezembro. Seus inimigos se unem e o derrotam na Batalha de Leipzig, de 16 a 19 de outubro de 1813. Napoleão abdica em 4 de abril de 1814 vai para o exílio na Ilha de Elba, na costa da Toscana. Em 26 de fevereiro de 1815, ele foge da ilha com 700 homens, volta e reina por 100 dias até a derrota final, na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 18 de junho daquele ano.

Vencido, Napoleão é preso na Ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico, onde morre em 5 de maio de 1821.

HINO DOS EUA

    Em 1814, Francis Scott escreve o poema A Defesa do Forte M'Henry, letra do Hino dos Estados Unidos, depois de assistir ao bombardeio do forte de Maryland na Guerra de 1812, quando o Império Britânico tenta reassumir o controle sobre a ex-colônia.

Mais tarde, o poema é musicado e, em 1931, se torna o Hino dos EUA, Star-Spangled Banner (Bandeira Salpicada de Estrelas). A letra diz que, apesar das bombas e foguetes explodindo no ar durante a noite, quando amanheceu, "nossa bandeira ainda estava lá" e várias vezes que ela deve "tremular sobre a terra dos [homens] livres e lar dos bravos".

No encerramento do Festival de Woodstock, Jimi Hendrix, o maior guitarrista da história e único virtuose da história do rock, apresentou sua versão do hino marcada por distorções para lembrar os bombardeios da Guerra do Vietnã.

GUERRA MEXICANO-AMERICANA

    Em 1847, o general Winfield Scott entra na Cidade do México e hasteia a bandeira dos Estados Unidos, no final de uma ofensiva iniciada seis meses antes com um desembarque em Vera Cruz, durante a Guerra Mexicano-Americana (1846-48).

No Tratado de Guadalupe Hidalgo, os EUA ficam com mais de 40% do território mexicano, partes dos estados do Texas, Novo México, Arizona, Nevada, Utah e Califórnia.

O escritor e naturalista Henry David Thoreau, em protesto contra a guerra, se nega a pagar impostos, se refugia no Lago de Walden, em Massachusetts, e cria o conceito de desobediência civil.

Com suas ideias de luta pacífica, influencia o escritor russo Leon Tolstói, o líder da independência da Índia, Mohandas Gandhi, que troca cartas com Tolstoy sobre as ideias de Thoreau, e o líder da luta contra o regime segregacionista do apartheid na África do Sul, Nelson Mandela.

PRESIDENTE McKINLEY MORRE BALEADO

    Em 1901, o presidente William McKinley morre depois de ser baleado por um anarquista na Exposição Pan-Americana em Buffalo, no estado de Nova York.

McKinley é eleito deputado aos 34 anos e passa 14 anos na Câmara. Depois de perder a eleição em 1890, ele se elege governador de Ohio. Em 1896, vence a eleição presidencial pelo Partido Republicano.

Seu governo privilegia as grandes empresas, que têm grande crescimento. Os EUA superam o Reino Unido em 1890 para se tornar a maior economia do mundo. É o início do imperialismo norte-americano.

Em abril de 1898, pressionado pela opinião pública e pelo Congresso, os EUA intervêm na luta de Cuba pela independência. Em três meses, derrotam a Espanha, promovem a independência de Cuba e anexam Porto Rico, as Filipinas e a ilha de Guam, no Oceano Pacífico. É o fim do imperialismo espanhol.

Com crescente interesse na Ásia, em 1900, McKinley manda milhares de soldados para a China na Guerra dos Boxers (1899-1901), uma revolta contra o colonialismo ocidental.

Reeleito em 1900, vai à Exposição Pan-Americana em 6 de setembro de 1901, quando o anarquista de origem polonesa Leon Czolgosz se aproxima e dispara dois tiros com um revólver calibre 32. Uma bala desvia num botão, mas a outra penetra no estômago, atravessa um rim e se aloja nas costas.

Os médicos não consegue extrair a bala. O ferimento gangrena e causa uma infecção generalizada. McKinley morre oito dias depois. É um dos quatro presidentes dos EUA assassinados no exercício do cargo, ao lado de Abraham Lincoln, James Garfield e John Kennedy.

ISADORA DUNCAN MORRE EM ACIDENTE

    Em 1927, a bailarina Isadora Duncan morre num acidente de trânsito, estrangulada por um lenço de seda preso nas calotas das rodas traseiras de um carro conversível em Nice, na França.

Isadora Duncan nasce em 1877 em São Francisco da Califórnia. Nos seus 20 anos, vai para a Europa para se tornar bailarina. Mais do que uma bailarina clássica, tem um estilo livre e boêmio baseado na emoção e no improviso. Ela dança de pés no chão, com togas e lenços.

Ao saber da morte trágica enforcada no lenço de pescoço, a escritora norte-americana Gertrude Stein comenta: “A afetação pode ser perigosa.”

sábado, 14 de setembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 14 de Setembro

 ALELUIA, HÄNDEL!

    Em 1741, o compositor alemão Georg Friederic Händel, radicado na Inglaterra, completa sua obra-prima, O Messias.

Em 1741, o Lorde Tenente da Irlanda, o governador britânico da Irlanda, pede ajuda a Händel para arrecadar dinheiro para três instituições de caridade em Dublin com apresentações de música. Mesmo doente, Händel está determinado a compor um oratório para a ocasião

Messias é um oratório de cerca de duas horas e meia com 51 movimentos divididos em três partes. O mais famoso é o 42º (Aleluia). A estreia é em Dublin em 13 de abril de 1742. O texto causa polêmica na época. Sofre acusações de blasfêmia.

O tema é Jesus Cristo, o Messias, desde o anúncio profético de seu nascimento ao nascimento, vida, morte. ressurreição e ascensão aos céus. (Os dois últimos são mitos do cristianismo sem comprovação histórica.)

CAMPANHA DA RÚSSIA

    Em 1812, depois de uma vitória de Pirro na Batalha de Borodino, em 7 de setembro, o imperador francês Napoleão Bonaparte entra em Moscou naquela que seria sua maior derrota: a campanha da Rússia.


Com a cidade evacuada e o recuo do Exército russo, Moscou está deserta. Não há oficiais do regime czarista para assinar a rendição nem comida e suprimentos. Os russos tocam fogo em dois terços da cidade, deixando os franceses sem abrigo e víveres para enfrentar o inverno.

Cinco semanas depois, o Grande Exército deixa Moscou sem conseguir tomar o poder na Rússia e inicia uma longa retirada por um solo enlameado pelas chuvas do outono, um prelúdio do inverno russa.

O Grande Exército de Napoleão, com 685 mil homens, perde 400 mil na campanha da Rússia, de onde sai em 14 de dezembro. Seus inimigos se unem e o derrotam na Batalha de Leipzig, de 16 a 19 de outubro de 1813. Napoleão abdica em 4 de abril de 1814 vai para o exílio na Ilha de Elba, na costa da Toscana. Em 26 de fevereiro de 1815, ele foge da ilha com 700 homens, volta e reina por 100 dias até a derrota final, na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 18 de junho daquele ano.

Vencido, Napoleão é preso na Ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico, onde morre em 5 de maio de 1821.

HINO DOS EUA

    Em 1814, Francis Scott escreve o poema A Defesa do Forte M'Henry, letra do Hino dos Estados Unidos, depois de assistir ao bombardeio do forte de Maryland na Guerra de 1812, quando o Império Britânico tenta reassumir o controle sobre a ex-colônia.

Mais tarde, o poema é musicado e, em 1931, se torna o Hino dos EUA, Star-Spangled Banner (Bandeira Salpicada de Estrelas). A letra diz que, apesar das bombas e foguetes explodindo no ar durante a noite, quando amanheceu, "nossa bandeira ainda estava lá" e várias vezes que ela deve "tremular sobre a terra dos [homens] livres e lar dos bravos".

No encerramento do Festival de Woodstock, Jimi Hendrix, o maior guitarrista da história e único virtuose da história do rock, apresentou sua versão do hino marcada por distorções para lembrar os bombardeios da Guerra do Vietnã.

GUERRA MEXICANO-AMERICANA

    Em 1847, o general Winfield Scott entra na Cidade do México e hasteia a bandeira dos Estados Unidos, no final de uma ofensiva iniciada seis meses antes com um desembarque em Vera Cruz, durante a Guerra Mexicano-Americana (1846-48).

No Tratado de Guadalupe Hidalgo, os EUA ficam com mais de 40% do território mexicano, partes dos estados do Texas, Novo México, Arizona, Nevada, Utah e Califórnia.

O escritor e naturalista Henry David Thoreau, em protesto contra a guerra, se nega a pagar impostos, se refugia no Lago de Walden, em Massachusetts, e cria o conceito de desobediência civil.

Com suas ideias pacifistas, influencia o escritor russo Leon Tolstói, o líder da independência da Índia, Mohandas Gandhi, e o líder da luta contra o regime segregacionista do apartheid na África do Sul, Nelson Mandela.

PRESIDENTE McKINLEY MORRE BALEADO

    Em 1901, o presidente William McKinley morre depois de ser baleado por um anarquista na Exposição Pan-Americana em Buffalo, no estado de Nova York.

McKinley é eleito deputado aos 34 anos e passa 14 anos na Câmara. Depois de perder a eleição em 1890, ele se elege governador de Ohio. Em 1896, vence a eleição presidencial pelo Partido Republicano.

Seu governo privilegia as grandes empresas, que têm grande crescimento no momento em que os EUA superam o Reino Unido para se tornar a maior economia do mundo, e marca o início do imperialismo norte-americano.

Em abril de 1898, pressionado pela opinião pública e pelo Congresso, os EUA intervêm na luta de Cuba pela independência. Em três meses, derrotam a Espanha, promovem a independência de Cuba e anexam Porto Rico, as Filipinas e a ilha de Guam, no Oceano Pacífico. É o fim do imperialismo espanhol.

Com crescente interesse na Ásia, em 1900, McKinley manda milhares de soldados para a China na Guerra dos Boxers (1899-1901), uma revolta contra o colonialismo ocidental.

Reeleito em 1900, vai à Exposição Pan-Americana em 6 de setembro de 1901, quando o anarquista de origem polonesa Leon Czolgosz se aproxima e dispara dois tiros com um revólver calibre 32. Uma bala desvia num botão, mas a outra penetra no estômago, atravessa um rim e se aloja nas costas.

Os médicos não consegue extrair a bala. O ferimento gangrena e causa uma infecção generalizada. McKinley morre oito dias depois. É um dos quatro presidentes dos EUA assassinados no exercício do cargo, ao lado de Abraham Lincoln, James Garfield e John Kennedy.

ISADORA DUNCAN MORRE EM ACIDENTE

    Em 1927, a bailarina Isadora Duncan morre num acidente de trânsito, estrangulada por um lenço de seda preso nas calotas das rodas traseiras de um carro conversível em Nice, na França.

Isadora Duncan nasce em 1877 em São Francisco da Califórnia. Nos seus 20 anos, vai para a Europa para se tornar bailarina. Mais do que uma bailarina clássica, tem um estilo livre e boêmio baseado na emoção e no improviso. Ela dança de pés no chão, com togas e lenços.

Ao saber da morte trágica enforcada no lenço de pescoço, a escritora norte-americana Gertrude Stein comenta: “A afetação pode ser perigosa.”

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 14 de Setembro

ALELUIA, HÄNDEL!

    Em 1741, o compositor alemão Georg Friederic Händel, radicado na Inglaterra, completa Messiah, sua obra-prima.

Em 1741, o Lorde Tenente da Irlanda, o governador britânico da Irlanda, pede ajuda a Händel para arrecadar dinheiro para três instituições de caridade em Dublin com apresentações de música. Mesmo doente, Händel está determinado a compor um oratório para a ocasião.

Messias é um oratório de cerca de duas horas e meia com 51 movimentos divididos em três partes. O mais famoso é o 42º (Aleluia). A estreia é em Dublin em 13 de abril de 1742. O texto causa polêmico na época. Sofreu acusações de blasfêmia.

O tema é Jesus Cristo, o Messias, desde o anúncio profético de seu nascimento ao nascimento, vida, morte. ressurreição e ascensão aos céus. (Os dois últimos são mitos do cristianismo sem comprovação histórica.)

CAMPANHA DA RÚSSIA

    Em 1812, depois de uma vitória de Pirro na Batalha de Borodino, em 7 de setembro, o imperador francês Napoleão Bonaparte entra em Moscou naquela que seria sua maior derrota: a campanha da Rússia.


Com a cidade evacuada e o recuo do Exército russo, Moscou está deserta. Não há oficiais do regime czarista para assinar a rendição nem comida e suprimentos. Os russos tocam fogo em dois terços da cidade, deixam os franceses sem abrigo e víveres para enfrentar o outono.

Cinco semanas depois, o O Grande Exército deixa Moscou sem conseguir tomar o poder na Rússia e inicia uma longa retirada por um solo enlameado pelas chuvas do outono, um prelúdio do inverno russo.

O Grande Exército de Napoleão, com 685 mil homens, perde 400 mil na campanha da Rússia, de onde sai em 14 de dezembro. Seus inimigos se unem e o derrotam na Batalha de Leipzig, em outubro de 1813. Em 4 de abril de 1814, ele abdica e vai para o exílio na Ilha de Elba. Em 1815, volta e reina por 100 dias até a derrota final, na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 18 de junho daquele ano.

Vencido, Napoleão é preso na Ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico, onde morre em 5 de maio de 1821.

HINO DOS EUA

    Em 1814, Francis Scott escreve o poema A Defesa do Forte M'Henry, letra do Hino dos Estados Unidos, depois de assistir ao bombardeio do forte de Maryland na Guerra de 1812, quando o Império Britânico tenta reassumir o controle sobre a ex-colônia.

Mais tarde, o poema é musicado. Em 1931, se torna o Hino dos EUA, Star-Spangled Banner (Bandeira Salpicada de Estrelas). A letra diz que, apesar das bombas e foguetes explodindo no ar durante a noite, quando amanhece, "nossa bandeira ainda estava lá" e várias vezes que ela deve "tremular sobre a terra dos [homens] livres e lar dos bravos".

GUERRA MEXICANO-AMERICANA

    Em 1847, o general Winfield Scott entra na Cidade do México e hasteia a bandeira dos Estados Unidos, no final de uma ofensiva iniciada seis meses antes com um desembarque em Vera Cruz, durante a Guerra Mexicano-Americana (1846-48).

No Tratado de Guadalupe Hidalgo, os EUA ficam com mais de 40% do território mexicano, partes dos estados do Texas, Novo México, Arizona, Nevada, Utah e Califórnia.

Em protesto contra a guerra, o escritor e naturalista Henry David Thoreau se nega a pagar impostos, se refugia no Lago de Walden, em Massachusetts, e cria o conceito de desobediência civil.

Com suas ideias pacifistas, Thoreau influencia o escritor russo Leon Tolstói, o líder da independência da Índia, Mohandas Gandhi, e o líder da luta contra o regime segregacionista do apartheid na África do Sul, Nelson Mandela.

PRESIDENTE McKINLEY MORRE BALEADO

    Em 1901, o presidente William McKinley morre depois de ser baleado por um anarquia na Exposição Pan-Americana em Buffalo, no estado de Nova York.

McKinley é eleito deputado aos 34 anos e passa 14 anos na Câmara. Depois de perder a eleição em 1890, ele se elege governador de Ohio. Em 1896, vence a eleição presidencial pelo Partido Republicano.

Seu governo privilegia as grandes empresas, que têm grande crescimento no momento em que os EUA superam o Reino Unido para se tornar a maior economia do mundo, e marca o início do imperialismo norte-americano.

Em abril de 1898, pressionado pela opinião pública e pelo Congresso, os EUA intervêm na luta de Cuba pela independência. Em três meses, derrotam a Espanha, promovem a independência de Cuba e anexam Porto Rico, as Filipinas e a ilha de Guam, no Oceano Pacífico. É o fim do imperialismo espanhol.

Com crescente interesse na Ásia, em 1900, McKinley manda milhares de soldados para a China na Guerra dos Boxers (1899-1901), uma revolta contra o colonialismo ocidental.

Reeleito em 1900, vai à Exposição Pan-Americana em 6 de setembro de 1901, quando o anarquista de origem polonesa Leon Czolgosz se aproxima e dispara dois tiros com um revólver calibre 32. Uma bala desvia num botão, mas a outra penetra no estômago, atravessa um rim e se aloja nas costas.

Os médicos não consegue extrair a bala. O ferimento gangrena e causa uma infecção generalizada. McKinley morre oito dias depois. É um dos quatro presidentes dos EUA assassinados no exercício do cargo, ao lado de Abraham Lincoln, James Garfield e John Kennedy.

ISADORA DUNCAN MORRE EM ACIDENTE

    Em 1927, a bailarina Isadora Duncan morre num acidente de trânsito, estrangulada por um lenço de seda preso nas calotas das rodas traseiras de um carro conversível em Nice, na França.

Isadora Duncan nasce em 1877 em São Francisco da Califórnia. Nos seus 20 anos, vai para a Europa para se tornar bailarina. Mais do que uma bailarina clássica, tem um estilo livre e boêmio baseado na emoção e no improviso. Ela dança de pés no chão, com togas e lenços.

Ao saber da morte trágica enforcada no lenço de pescoço, a escritora norte-americana Gertrude Stein comenta: “A afetação pode ser perigosa.”

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Hoje na História do Mundo: 14 de julho

    Em 1099, os cavaleiros cristãos tomam Jerusalém na Primeira Cruzada. No século 11, os muçulmanos que dominavam a região começaram a perseguir os cristãos. O imperador bizantino Alexius Comenos pede ajuda ao Ocidente. 

Num discurso em Clermont, na França, em 27 de novembro de 1095, o papa Urbano II lança as Cruzadas. Abandona o ensinamento de Jesus Cristo de amar uns aos outros e prega morte "aos infiéis".

Mais de 4 mil cavaleiros e 25 mil soldados de infantaria formavam o exército cruzado. Sob o comando de Godofredo de Bulhões, Roberto de Flandres e Raimundo de Toulouse, parte em 1096 e entra na Ásia Menor em 1097. Chega a Jerusalém em 7 de junho de 1099.

A Primeira Cruzada é a única das nove a tomar Jerusalém. O Reino Cristão de Jerusalém dura até 1291, quando cai Acre, sua última capital. 

    Em 1789, a tomada da prisão da Bastilha, em Paris, marca o início da Revolução Francesa. A fortaleza era um símbolo da tirania do monarquia francesa. Os rebeldes destruíram a prisão, onde esperavam encontrar um arsenal.

A revolução, marco do início da Idade Contemporânea, derrubou a monarquia e levou a um Período do Terror (1793-94) em que o rei Luís XVI, a rainha Maria Antonieta e até líderes revolucionários, como os jacobinos Georges Jacques Danton e Maximiliano Robespierre, foram guilhotinados. Jean-Paul Marat foi assassinado no banho

O terrorismo político, o "banho de sangue purificador" prometido pelas revoluções para criar um mundo novo, o terror como instrumento planejado de ação política, nasce aí. Durante a segunda fase da revolução, o poder passa para a Convenção (1792-95) e o Comitê de Salvação Pública, liderado por Robespierre, tem mais poder do que tinha o rei. Decide quem vai literalmente perder a cabeça. 

A Revolução Francesa termina em 1799, com o golpe que levou Napoleão Bonaparte ao poder. Cinco anos depois, ele se coroaria imperador.

    Em 1881, o xerife Pat Garrett mata Henry McCarthy, conhecido como Billy the Kid, no Rancho Maxwell, no estado do Novo México. Garrett persegue Billy the Kid durante três meses, desde que o pistoleiro fugiu da cadeia três dias antes da data marcada para sua execução.

Billy the Kid matara numa embosca, em 1º de abril de 1878, o xerife William Brady e o subxerife George Hindman, em vingança pela morte do fazendeiro John Tunstall, para quem tinha trabalhado. O xerife e o sub eram aliados de outros fazendeiros.

Aos 18 anos, Kid matara 17 homens.

    Em 2016, o tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel, um terrorista muçulmano de 31 anos, atropela, mata 86 pessoas e fere outras 400 com um caminhão na avenida beira-mar da cidade de Nice, na Riviera Francesa, na data nacional da França, aniversário do início da Revolução Francesa de 1789.

A França está em guerra contra o terrorismo dos jihadistas, que repudiam a participação do país na guerra dos Estados Unidos contra a organização terrorista Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Sofre dois grandes atentados terroristas em 2015. 

Em 7 de janeiro, extremistas islâmicos mataram 12 pessoas ao atacar o jornal humorístico Charlie Hebdo, que publicara caricaturas do profeta Maomé. Em 13 de novembro, 130 pessoas foram mortas em ataques a um jogo de futebol, um show de música, bares e restaurante. O Estado Islâmico reivindicou a autoria deste atentado.

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Terrorista muçulmano mata três pessoas a facadas na França

 Um refugiado tunisiano que teria entrado ilegalmente na Europa no mês passado matou três pessoas - duas mulheres e homem - a facadas na Catedral de Nossa Senhora da Assunção de Nice, no Sul da França, e arredores. Uma das vítimas era a chef de cozinha Simone Barreto Silva, uma brasileira de 40 anos residente na França. O assassino, identificado como Brahim Aouissoui, de 21 anos, foi baleado pela polícia e hospitalizado em estado grave.

"É a França que é atacada", reagiu o presidente Emmanuel Macron, que visitou o local. O novo ataque acontece dias depois de um professor secundarista ser degolado por usar caricaturas do profeta Maomé numa aula sobre liberdade de expressão. O terrorista chegou de barco à Ilha de Lampedusa, na Itália, em setembro, e teria entrado na França na véspera do ataque.

A primeira mulher, de 60 anos, foi degolada dentro da igreja. Em seguida, um homem foi ferido mortalmente por várias facadas. A brasileira foi morta dentro de um bar onde tentava de esconder para fugir do assassino. A baiana Simone ia à igreja todas as manhãs.

O terrorista saiu da igreja gritando "Alá ou akbar" (Deus é grande). A Procuradoria Nacional Antiterrorismo abriu inquérito por "homicídio" e "tentativa de homicídio". O ministro do Interior, Gérald Darmanin, ordenou um aumento da vigilância em locais de culto e o governo aumentou de 3 para 7 mil o número de militares que participam da Operação Sentinela.

A França vive um novo período de grande tensão sob ameaça do terrorismo dos extremistas muçulmanos por causa do julgamento do ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo, em que 12 pessoas foram mortas em 7 de janeiro de 2015. Os dois terroristas foram mortos pela polícia dias depois.

Desde 2 de setembro, 14 réus estão sendo julgados, três à revelia, por colaborar com o ataque ao Charlie Hebdo, que publicara caricaturas do profeta Maomé consideradas ofensivas ao islamismo. O professor Samuel Paty discutiu a questão em sala de aula, provocando reações indignadas de pelo menos um pai e de ativistas muçulmanos nas redes sociais.

Em 17 de outubro, Abdoullakh Abouyezidvitch Anzorov, um refugiado russo de origem chechena, degolou o professor e foi morto pela polícia. O governo francês respondeu tornando ilegais várias associações muçulmanas. 

Vários países de maioria islâmica, entre eles o Egito, o Kuwait e a Turquia lançaram uma campanha de boicote a produtos franceses. O ditador turco, Recep Tayyip Erdogan, foi especialmente agressivo. Agora, manifestou condolências pelo atentado em Nice. Antes do segundo ataque, o ex-primeiro-ministro da Malásia Mahathir Mohamed declarou que "os muçulmanos têm o direito de matar franceses".

O recrudescimento da violência terrorista assombra a França no momento em que o país se prepara para iniciar amanhã um novo confinamento geral para combater a pandemia do coronavírus de 2019, que já matou 36 mil pessoas no país.

Nice tem um passado de terror. Em 14 de julho de 2016, no feriado da data nacional da França, outro terrorista tunisiano atropelou a matou 86 na avenida beira-mar.

sábado, 7 de abril de 2018

Atropelamento deixa mortos e feridos na Alemanha

Pelo menos duas pessoas foram mortas e 20 saíram feridas quando uma caminhonete de entrega foi jogado contra a multidão no centro histórico da cidade de Münster, na Alemanha. Seis feridos correm risco de vida. O delinquente se suicidou em seguida. A polícia alemã trata o caso como suspeita de terrorismo, mas não descarta outras possibilidades.

Em 19 de dezembro de 2016, um caminhão invadiu uma feirinha de Natal em Berlim, a capital alemã, matando 12 pessoas e ferindo outras 49. O responsável foi um terrorista tunisiano morto pela polícia da Itália ao resistir à prisão.

O pior de todos os atentados terroristas com veículos terrestres foi em 14 de julho do mesmo ano, quando 86 pessoas foram atropeladas e mortas e outras centenas feridas na avenida beira-mar de Nice no Sul da França, durante as comemorações da Queda da Bastilha e do início da Revolução Francesa de 1789.

A polícia acredita que o terrorista agiu sozinho. A primeira suspeita era que fosse ligado ao extremismo muçulmano, mas também se examina se o motorista tinha problemas mentais. Os policiais não deram mais detalhes, declarando ser "cedo ainda para dizer se foi um atentado".

sábado, 8 de abril de 2017

Suécia prende segundo suspeito do ataque terrorista com caminhão

A polícia da Suécia prendeu hoje um segundo suspeito de envolvimento no ataque terrorista com um caminhão jogado contra pedestres ontem à tarde no centro comercial de Estocolmo. Pelo menos quatro pessoas morreram e outras 15 foram feridas, nove em estado grave.

O principal suspeito é um refugiado da ex-república soviética do Usbequistão, de 39 anos, que fez declarações de apoio à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante no Facebook. Ele foi preso ontem à noite. Já havia sido investigado por indícios de extremismo muçulmano.

Uma bomba caseira foi encontrada dentro do caminhão, revelou o chefe de polícia de Estocolmo, Dan Eliasson. Provavelmente o terrorista pretendia detoná-la quando jogou o veículo contra uma grande loja de departamentos. Houve um pequeno incêndio logo controlado.

Foi o quarto atentado terrorista com veículos, frequente em Israel, realizado na Europa. Em 14 de julho de 2016, 86 pessoas foram mortas por um imigrante tunisiano durante a festa de aniversário da Revolução Francesa em Nice, na França.

Em 20 de dezembro de 2016, houve 12 mortes quando um caminhão invadiu uma feira de Natal, em Berlim, na Alemanha. O terrorista era um imigrante tunisiano que tivera seu pedido de asilo rejeitado.

Em 22 de março de 2017, um terrorista britânico de origem jamaicana matou cinco nos arredores do Palácio de Westminster, sede do Parlamento Britânico.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Terrorista atropela e mata quatro pessoas no centro de Estocolmo

O grande herói do jihadismo, Ossama ben Laden, declarou certa vez: "Não atacamos a Suécia", sugerindo que seus alvos eram países imperialistas que interferem nos países muçulmanos. Na era do Estado Islâmico, isto mudou.

Um homem sequestrou hoje um caminhão e jogou-o contra uma loja de departamentos e pessoas que faziam compras no centro de Estocolmo, a capital da Suécia. Pelo menos quatro pessoas morreram. O governo descreveu a ação como "um ataque terrorista". 

"A Suécia está sob ataque", declarou o primeiro-ministro Stefan Löfven. O terrorista continua solto.

O método foi semelhante ao dos atentados contra a festa de aniversário da Revolução Francesa na cidade de Nice, em 14 de julho de 2016, quando morreram 86 pessoas; uma feira de Natal em Berlim, na Alemanha, em 20 de dezembro passado, matando 12 pessoas; e à area do Parlamento Britânico, em Londres, em 22 de março de 2017, com cinco mortes.

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a responsabilidade pelos atentados. Em 22 de setembro de 2014, quando a aliança militar liderada pelos Estados Unidos começou a bombardear o grupo, Abu Muhammed al-Adnani, considerado ministro da Propaganda e chefe de operações externas do Estado Islâmico, conclamou os jihadistas a atacar cidadãos ocidentais de todas as formas possíveis.

"Se você puder matar um infiel americano ou europeu - especialmente os maldosos e nojentos franceses -, ou um australiano ou canadense, ou qualquer outro infiel de países infiéis que estão em guerra, inclusive os cidadãos dos países que entraram numa coalizão contra o Estado Islâmico, então confie em Alá e mate-o de qualquer maneira ou método, qualquer que seja. Esmague sua cabeça com o pedra, o abata com uma faca ou o atropele com seu carro, ou o jogue de um lugar alto, ou o sufoque ou o envene", pregou Al-Adnani, morto por um bombardeio americano em 30 de agosto do ano passado na província de Alepo, na Síria.

Hoje o alvo foi a capital da Suécia, um país neutro há dois séculos. "Uma das cidades mais vibrantes e coloridas da Europa aparece ter sido atacada por aqueles que querem atingir nosso estilo de vida", reagiu o presidente da Comissão Europeia, o ex-primeiro-ministro luxemburguês Jean-Claude Juncker.

A ação de hoje ocorreu perto do local do centro de Estocolmo onde Taimur Abdulwahab, um cidadão sueco de origem árabe, se suicidou num atentado suicida em dezembro de 2010. O homem-bomba morreu e outras duas pessoas saíram feridas.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Turismo em Paris caiu 6% em 2016

Sob o impacto dos atentados terroristas de 13 de novembro de 2015, quando 130 pessoas foram mortas, o movimento turístico na capital da França caiu 6% neste ano, mas o Observatório do Escritório de Turismo e Congressos vê sinais de recuperação.

A análise não leva em conta as consequências do atentado terrorista de dois dias atrás em Berlim, onde um caminhão foi jogado contra uma feira de Natal, matando 12 pessoas e ferindo outras 48, a exemplo do que aconteceu, em Nice, no Sul da França, durante a festa de aniversário da Revolução Francesa de 1789, quando 86 pessoas morreram.

O fantasma do terrorismo volta a assombar a Europa. Desde segunda-feira, Londres, Paris e outras grandes cidades reforçaram a segurança. A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a responsabilidade pelos atentados de Paris, Nice e Berlim.

Em Nice e Berlim, as autoridades acreditam que os autores foram inspirados pelo Estado Islâmico, mas não foram treinados nem financiados pelo grupo. Os atentados de Paris foram realizados por terroristas que lutaram na guerra civil da Síria.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Caminhão invade feira de Natal e mata 12 pessoas em Berlim

Um caminhão invadiu hoje uma feirinha de Natal numa praça do centro comercial da capital da Alemanha no início da noite. Pelo menos 12 pessoas morreram e outras 48 saíram feridas. Há fortes suspeitas de terrorismo. O motorista foi preso, é um refugiado paquistanês que entrou no país no ano passado.

A polícia alemã suspeita de um atentado terrorista como o que matou 86 pessoas em Nice, na Franca, em 14 de julho, durante as comemorações do aniversário do começo da Revolução Francesa de 1789.

O caminhão era de uma empresa polonesa, mas não manteve contato com a firma desde a tarde. O ministro do Exterior alemão não descarta a possibilidade de acidente, mas a hipótese de atentado é mais provável.

Há rumores de que a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do ataque.

A Alemanha é o país europeu que mais acolheu refugiados da guerra civil da Síria. Só no ano passado, foram quase 1 milhão de imigrantes. Isso abalou a popularidade da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, que resolveu honrar a tradição europeia e alemã de abrigar refugiados depois do fim da Segunda Guerra Mundial.

Até agora, a Alemanha não havia sido alvo de um grande atentado terrorista. O ataque abala a campanha para a reeleição de Merkel em setembro de 2017. Pela ultradireita, cresce o partido Alternativa para a Alemanha (AfD), que é contra o euro e oferecer asilo a refugiados.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Conselho de Estado da França libera o burquíni nas praias

A pedido da Liga dos Direitos do Homem e do Comitê contra a Islamofobia na França, o Conselho de Estado, o supremo tribunal administrativo do país, liberou hoje o uso do burquíni, o traje de banho que cobre todo o corpo das mulheres muçulmanas.

Depois do atentado terrorista que matou 84 pessoas em Nice em 14 de julho, algumas cidades do Sul da França proibiram o uso do burquíni alegando que poderia estimular conflitos. Algumas mulheres foram presas ou obrigadas a tirar o traje.

Em 22 de agosto, um tribunal regional de Nice aprovou a medida. A decisão foi revogada pelo Conselho de Estado, que entendeu que se trata de "um atentado grave e manifestamente ilegal a liberdades fundamentais como o direito de ir e vir, a liberdade de consciência e a liberdade individual."

As egípcias que disputaram o torneio de vôlei de praia da Olimpíada do Rio usaram burquines, em vez dos biquínis ousados das atletas de outros países.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Ataque a Nice teve cúmplices e meses de preparação

O terrorista que matou 84 pessoas e feriu outras 202 com um caminhão frigorífico em Nice em 14 de junho, a data nacional da França, planejou o atentado durante meses e não agiu sozinho, afirmou há pouco o procurador François Molins. Cinco pessoas foram presas hoje de manhã, um casal albanês, um tunisiano e dois francos-tunisianos.

"As investigações realizadas desde a noite de 14 de julho não param de avançar e permitem não só confirmar ainda mais o caráter premeditado da passagem e ato mortífero de Mohamed Lahouaiej Bouhlel, mas igualmente estabelecer que este último pôde se beneficiar do apoio e da cumplicidade na preparação e realização de seu ato criminoso", declarou Molins procurador da República junto aos tribunais superiores em Paris.

Quatro homens e uma mulher foram presos hoje. Ramzi A. tem seis condenações por crime comum. Os outros quatro não tinham antecedentes criminais. Nenhum estava na lista de suspeitos de extremismo muçulmano dos serviços secretos franceses.

Um dos suspeitos detidos falou 1.278 vezes por telefone num ano com Bouhlel. Outro foi fotografado na cabine do caminhão em 12 de julho. Nas operações de busca nas casas deles, foi encontrado um fuzil Kalachnikov.

Entre as mensagens interceptadas pela polícia está um elogio ao ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo em 7 de janeiro de 2015: "Eu não sou Charlie, estou contente que eles trouxeram de volta os soldados de Alá para concluir o trabalho."

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do atentado, alegando que Bouhlel era um dos "soldados do califado". Até agora, tudo indica que o ataque foi cometido por uma célula autônoma, sem ligação direta com a cúpula do movimento jihadista.

Ontem, o jornal esquerdista Libération acusou o governo nacional de mentir sobre o atentado. Ao contrário do que disse o governo do primeiro-ministro Manuel Valls, não havia agentes da polícia nacional na barreira que fechava o acesso de veículos à área reservada para pedestres no Passeio dos Ingleses. Só havia guardas municipais.

sábado, 16 de julho de 2016

Estado Islâmico reivindica atentado em Nice

Através de sua agência de notícias Amaq, a milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a responsabilidade pelo atentado terrorista que matou 84 pessoas no dia 14 de julho em Nice, no Sul da França, atropelando-as com um caminhão frigorífico. 

O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, revelou que o terrorista tunisiano virou extremista rapidamente, noticiou o jornal Libération. 

"Parece que o terrorista radicalizou suas visões rapidamente", afirmou Cazeneuve, sem revelar muitos detalhes. "Estes são os primeiros resultados de nossa investigação através de entrevistas com seus conhecidos."

Até agora, cinco pessoas foram detidas para interrogatório. Uma falou com o terrorista momentos antes do atentado.

A grande dúvida das autoridades francesas é se Bouhlel agiu sozinho ou em contato direto com a milícia terrorista. Ele morava há seis anos em Nice, um dos focos do extremismo muçulmano na França.

É improvável que o Estado Islâmico tenha organizado o ataque. Mais parece ter inspirado, mas também pode estar apenas fazendo propaganda em cima do atentado.

"Estamos enfrentando agora indivíduos que respondem positivamente às mensagens do Estado Islâmico sem ter acesso a nenhum treinamento especial nem acesso a armas que permitam cometer assassinatos em massa", observou o ministro do Interior.

A agência Amaq afirmou que Bouhlel "era um soldado do Estado Islâmico" citando "fontes internas" da organização. "Ele executou a operação em resposta aos apelos para alvejar cidadãos da coalizão de nações que luta contra o Estado Islâmico", alegou genericamente, sem fornecer qualquer prova.

A rádio oficial do grupo, al-Bayan, exaltou a "nova tática" usada pelo terrorista tunisiano: "Os países cruzados sabem que não importa quanto aplicarem procedimentos e medidas de segurança não vão conseguir impedir os mujahedin de atacar."

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Terrorista de Nice não era fanático religioso

A polícia da França identificou o motorista que atropelou e matou 84 pessoas e feriu outras 202 ontem à noite durante a festa da data nacional da França como Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de 31 anos nascido na Tunísia. Ele tinha uma condenação por briga no trânsito, não era conhecido dos serviços secretos nem dava sinais de fanatismo religioso.

"O autor do atentado era desconhecido dos serviços de inteligência", observou o procurador de Paris, François Molins, acrescentando que Bouhlel atirou várias vezes contra três policiais.

"Só havia sido condenado uma vez, em 24 de março de 2016, por um tribunal de Nice, por atos de violência numa altercação depois de um acidente de trânsito" em que sacou um revólver, revelou o ministro da Justiça, Jean-Jacques Urvoas.

Sua advogada no caso, Corentin Delobel, declarou hoje que "nada me levaria a pensar que ele cometeria atos tão desumanos". Bouhlel foi condenado a seis meses de prisão com direito a suspensão da pena. Não foi para a cadeia.

Ontem, Bouhlel estava armado com uma pistola de 7,65 milímetros que usou para enfrentar a polícia e dois homens que tentaram pará-lo. Um motociclista tentou pular na cabine do caminhão. Não conseguiu, caiu e foi atropelado. Outro saltou até a porta do veículo, mas foi repelido a tiros.

Dentro do caminhão, a polícia encontrou uma pistola e dois fuzis de plástico e uma granada que estaria desativada.

Como Bouhlel não era visto como um muçulmano, as autoridades francesas se perguntam se era um jihadista ou apenas um desequilibrado mentalmente. Em dezembro de 2014, um motorista atropelou 13 pessoas aos gritos de "Alá é grande!"

O método da ação terrorista se enquadra nas incitações ao terrorismo feitas pela milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que apela a seus simpatizantes para esmagar os "cruzados" de qualquer maneira, inclusive com seu próprio veículo.

Vários atentados deste tipo foram cometidos por palestinos contra israelenses. A rede terrorista Al Caeda usou um método semelhante, transformando aviões em mísseis guiados em 11 de setembro de 2001 e fazendo o mesmo com veículos terrestres. Mas as autoridades franceses mantêm a cautela.

Em dezembro de 2014, um motorista jogou seu veículo e atropelou 13 pessoas na cidade de Dijon aos gritos de "Alá é grande!" Ele tinha 157 passagens por hospitais psiquiátricos. A promotoria inicialmente tratou o caso como terrorismo, mas depois considerou crime comum.

ONU condena ataque "bárbaro e covarde"

Por unanimidade, o Conselho de Segurança das Nações Unidas "condenou com a maior firmeza o ataque terrorista bárbaro e covarde" cometido ontem à noite em Nice, no Sul da França, quando 84 morreram atropeladas por um caminhão de 19 toneladas.

Em declaração conjunta, os 15 países do Conselho de Segurança da ONU manifestaram "profunda simpatia e condolências" às famílias das vítimas e à França.

O Conselho de Segurança reafirmou que "o terrorismo sob todas as suas formas representa uma das ameaças mais graves à paz e à segurança internacionais".

Assim, "todo terrorismo é criminoso e injustificável", declaram os países-membros, defendendo "a necessidade de que todos os países combatam o terrorismo por todos os meios possíveis", com respeito ao direito internacional.

Na realidade, uma das razões da onda de terror atribuída à milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante é a incapacidade da sociedade internacional de pacificar o Oriente Médio, especialmente a Síria e o Iraque. O terrorismo leva as guerras do Oriente Médio para o território das potências ocidentais.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Hollande prorroga estado de emergência por três meses

Em pronunciamento à nação neste momento, pouco antes das 4h em Paris, o presidente François Hollande acaba de anunciar a prorrogação do estado de emergência na França por 90 dias a partir de 26 de julho por causa do atentado terrorista que matou pelo menos 80 pessoas hoje à noite em Nice.

O terrorista, morto pela polícia, seria um homem de 31 anos com dupla nacionalidade, francês e tunisiano, informou o jornal local Nice-Matin. Esses dados são de uma carteira de identidade encontrada no caminhão. Sua autenticidade não foi confirmada. A Tunísia é o país que mais forneceu voluntários para lutar pela milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante nas guerras civis do Iraque e da Síria.

Hollande prometeu um combate sem trégua ao terrorismo e à milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mantendo a mobilização de 10 mil soldados e policiais para garantir a segurança. A França participa dos ataques aéreos contra o grupo na Síria e no Iraque.

"É toda a França que está sob ameaça do terrorismo islamista. Assim, nestas circunstâncias, devemos fazer uma demonstração de vigilância absoluta e de uma determinação sem falha", afirmou Hollande, abrindo o flanco para críticas. Afinal, é mais um desafio à autoridade do Estado francês.

"Nós devemos reforçar ainda mais nosso nível de proteção", declarou o presidente da França. "Assim, decidi, sob proposição do primeiro-ministro e dos ministros da Defesa e do Interior, que vamos manter em nível elevado a Operação Sentinela, que permite mobilizar 10 mil soldados e policiais."

Mais cedo, antes do ataque, o presidente francês revelou que assessores militares vão participar da ofensiva do Exército do Iraque para retomar a cidade de Mossul, em poder do Estado Islâmico desde junho de 2014. Ele também havia anunciado a suspensão do estado de emergência a partir de 26 de julho.

O problema é que o estado de emergência, agora mantido, não tem sido suficiente para evitar ações terroristas na França.

Amanhã, às 9h da manhã (4h em Brasília), o presidente reúne o Conselho de Segurança e Defesa Nacional no Palácio do Eliseu. Depois, vai a Nice com o primeiro-ministro Manuel Valls.

Conselho Muçulmano da França condena o atentado em Nice

Antes de qualquer grupo reivindicar a autoria do ataque terrorista desta noite em Nice, o Conselho Francês do Culto Muçulmano condenou o atentado, que fomenta a intolerância religiosa na França. Pelo menos 84 pessoas foram mortas por um caminhão de 19 toneladas jogado contra a multidão durante a festa de 14 de julho, marco do início da Revolução Francesa de 1789.

"A França é atingida mais uma vez mais por um atentado de extrema gravidade", declarou em comunicado oficial o Conselho Muçulmano, condenando o ataque "odioso e abjeto que visa nosso país no dia da festa nacional para celebrar os valores da liberdade, igualdade e fraternidade".

A nota acrescenta: "O CFCM transmite sua total solidariedade com os habitantes de Nice, exprime sua profunda compaixão às famílias das numerosas vítimas e deseja um pronto restabelecimento dos feridos." No fim, o texto pede a todos os muçulmanos da França que rezem nesta sexta-feira "em memória das vítimas deste ataque bárbaro".

O conselho que representa os cerca de 5 milhões de muçulmanos da França denuncia o extremismo em nome de sua religião, que certamente será explorado pela ultradireita antiestrangeiros e anti-imigrantes.

Caminhão investe contra multidão que festejava Revolução Francesa

Pelo menos 84 pessoas foram mortas e centenas feridas por um caminhão de 19 toneladas jogado contra uma multidão hoje à noite no Sul da França, noticiou o jornal francês Le Figaro.

Dezoito feridos estão em estado gravíssimo. Milhares de pessoas participavam das festividades do Dia da Bastilha, 14 de julho, marco do início da Revolução Francesa de 1789, no Passeio dos Ingleses, na cidade de Nice. 

A maior suspeita é de ataque terrorista. O motorista foi morto pela polícia. A TV BFM fala em mais de 80 mortos, citando como fonte o Ministério Público. O promotor Jean-Michel Prêtre avisou que o balanço é provisório.

Logo depois do espetáculo de fogos de artifício para celebrar a data nacional da França, o caminhão avançou contra a multidão, atropelando pessoas por uma distância de cerca de dois quilômetros. Quando o caminhão parou, o terrorista ainda atacou a multidão a tiros. A polícia encontrou pistolas, bombas e granadas dentro do veículo, mas disse que algumas eram falsas e não representavam perigo.

O jornalista Damien Allemand, editor da versão digital do jornal local Nice-Matin, estava no local: "Quando o show terminou, todos se levantaram ao mesmo tempo. Em direção às escadas, espremidos como sardinhas. Eu ziguezagueiei entre as pessoas atrás do meu scooter, que estava a poucos passos de distância. Ao longe, um ruído. Gritos. Meu primeiro pensamento: alguma pessoa maligna trouxe seus próprios fogos e não os controlou...

"Mas, não", acrescentou o jornalista. "Uma fração de segundo mais tarde, um enorme caminhão branco avançava numa velocidade louca contra as pessoas com golpes de direção para para ceifar o maior número de vidas. Esse caminhão da morte passou a metros de mim e não me dei conta. Vi corpos voarem como peças de boliche, os ruídos, os uivos que não esquecerei jamais. Fiquei paralisado. Não me mexi nem disse nada. Segui com os olhos aquele cortejo fúnebre. Ao redor de mim, o pânico. As pessoas corriam, gritavam, choravam. Aí me dei conta. E corri junto com elas."

Em entrevista à televisão, o vice-governador do departamento dos Alpes Marítimos, Sébastian Humbert, declarou que "o balanço é muito pesado", com "dezenas de mortos", provavelmente "uma trintena", na estimativa inicial. Ele acrescentou que "o motorista foi abatido" porque foi "um ataque criminoso".

O presidente François Hollande estava no Festival de Teatro de Avignon, no Sul do país. Voltou às pressas para Paris, onde participa daqui a pouco de uma reunião de emergência do gabinete de crise no Ministério do Interior. Amanhã, às 9h, o presidente vai reunir o Conselho de Segurança e Defesa no Palácio do Eliseu.

Horas antes, ao discursar na cerimônia oficial em Paris desde 14 de julho, o presidente havia anunciado a suspensão a partir de 26 de julho do estado de emergência decretado depois dos atentados que mataram 132 pessoas na capital francesa em 13 de novembro de 2015. Em janeiro do ano passado, a capital francesa também foi aterrorizada pelo ataque ao jornal humorístico Charlie Hebdo e outras ações nos dias seguintes, que deixaram um total de 17 mortos.

Hollande revelou que assessores militares da França estarão ao lado das forças do Iraque na ofensiva para retomar a segunda maior cidade do país, Mossul, em poder da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde 10 de junho de 2014. O Estado Islâmico foi responsável pelos atentados de Paris e é o maior suspeito agora em Nice.

O departamento dos Alpes Marítimos é um dos principais focos do jihadismo na França, observaram vários meios de comunicação regionais. Grande parte do contingente de extremistas muçulmanos franceses que lutam voluntariamente nas guerras civis do Iraque e do Iraque saiu de Nice.

Durante a Euro 2016, a copa europeia de seleções de futebol, encerrada no domingo passado, o ex-prefeito de Nice, Christian Estrosi, atual governador da região da Provença-Alpes-Costa Azul (Paca), instalou detetores de bombas e metais na entrada do chamada zona dos fãs, onde as pessoas assistiram aos jogos em telões. Nice foi a única cidade-sede a fazer isso.