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quinta-feira, 20 de março de 2025

Turcos protestam em massa contra prisão do líder da oposição

Milhões de pessoas saíram às ruas das principais cidades da Turquia ontem em protesto contra a prisão do prefeito de Istambul e principal líder da oposição no país, Ekrem Imamoglu (foto). Sua prisão com uma série de acusações forjadas consolida a ditadura do presidente Recep Tayyip Erdogan, chamado pelos críticos de “Sultão louco”. 
O governo impôs um toque de recolher noturno em várias regiões da Turquia e desligou a Internet. Erdogan estaria escondido em local secreto. Há rumores de que o Exército recebeu ordens de abandonar posições que ocupa na vizinha Síria para conter a revolta na Turquia.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Irã admite pela primeira vez participação direta na guerra

A Guarda Revolucionária Iraniana, base militar da ditadura dos aiatolás, declarou que o ataque terrorista de 7 de outubro foi uma resposta à morte, em 2020 do comandante das Brigadas al-Quods, o braço armado da guarda para ações no exterior. O grupo terrorista Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) rejeitou a alegação iraniana.

É a primeira vez que o Irã admite participação direta na guerra. Todas as milícias que atacam Israel e os EUA são apoiadas pelo Irã. E a morte do comandante da Guarda Revolucionária na Síria aumenta o risco de guerra total entre Israel e a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), um braço armado do Irã.


O general Benny Gantz, ex-vice-primeiro-ministro e ex-comandante das Forças Armadas de Israel, ameaça dar uma resposta mais forte aos ataques do Hesbolá ao Norte de Israel, que foram pelo menos 18 nessa quarta-feira, de acordo com fontes militares israelenses. 

As forças de Israel atacaram mais 200 alvos em 24 horas e intensificaram as ações na Batalha de Khan Yunes, onde Israel acredita que estejam escondidos os principais líderes do na Faixa de Gaza. O Ministério da Saúde do Saúde anunciou que mais 195 palestinos foram mortos em Gaza em 24 horas, elevando o total de mortes no território para 21.320. 

Pelo menos 158 militares israelenses morreram até agora na invasão terrestre de Gaza, 498 desde o início da guerra. Com 82 dias de guerras, o e milícias aliadas ainda lançam foguetes contra o território israelense, num sinal de que não perderam a capacidade ofensiva. Desde 7 de outubro, cerca de 12 mil foguetes foram disparados de Gaza contra Israel. 

Os EUA interceptaram no Mar Vermelho 12 drones, três mísseis balísticos antinavio e 2 mísseis de cruzeiro disparados pelos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã na guerra civil do Iêmen, que intensificaram os ataques depois que um bombardeio israelense matou, na Síria, o oficial de ligação da Guarda Revolucionária Iraniana com a ditadura de Bachar Assad. 

O Irã, a principal força oculta por trás desta guerra, triplicou no mês passado o enriquecimento de urânio com teor de 60% de urânio-235. Está perto dos 90% necessário para fazer armas nucleares.

terça-feira, 30 de maio de 2023

Rússia envia armas nucleares à Bielorrússia e sofre ataque em Moscou

A Rússia fez um acordo para enviar armas nucleares à Bielorrússia e intensificou os ataques a Kiev nos últimos dias. Hoje o prefeito de Moscou atribuiu explosões na capital russa a drones da Ucrânia. 

O ex-presidente Dimitri Medvedev previu que a guerra pode durar décadas, enquanto o ministro do Exterior, Serguei Lavrov, disse ao enviado chinês para negociar a paz que há "sérios obstáculos" por causa da Ucrânia e do Ocidente.

Se a guerra é a continuação da política por outros meios, a guerra só termina quando houver mudança de regime em Kiev ou Moscou, observa o historiador norte-americano Timothy Snyder, autor de vários livros sobre a Ucrânia.

Como terminam as guerras? O século 20 criou as guerras sem fim, entende o professor Chris Coker, diretor de LSE Ideias, o centro de pesquisas sobre relações internacionais da London School of Economics.

Sob o impacto econômico da guerra, a Alemanha entrou em recessão.

Dez presidentes da América do Sul se reúnem hoje em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para relançar a integração regional. Ontem, Lula recebeu o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, com honras de chefe de Estado e afirmou que foi "eleito pelo povo" e que as críticas ao regime chavista são uma "narrativa antidemocrática".

Na Turquia, o ditador Recep Tayyip Erdogan, há 20 anos no poder, foi reeleito para mais um mandato de cinco anos. É um exemplo de como a democracia iliberal involui para autocracia.

O governador da Flórida, Ron DeSanctis, lançou sua candidatura à Casa Branca no Twitter com vários problemas técnicos. É o principal adversário do ex-presidente Donald Trump na luta pela candidatura do Partido Republicano. Trump é o franco favorito, uma ameaça à democracia nos Estados Unidos.

A disputa pela água do Rio Helmand causa um conflito entre os regimes extremistas muçulmanos do Afeganistão e do Irã.

A China superou o Japão como maior exportadora mundial de automóveis. Lidera a corrida pelo carro elétrico e a produção de baterias de lítio. Meu comentário:

terça-feira, 16 de maio de 2023

Zelensky faz giro pela Europa atrás de dinheiro e armas

Em viagem surpresa pela Europa, o presidente Volodymyr Zelensky esteve na Itália, no Vaticano, na Alemanha, na França e no Reino Unido em busco de dinheiro, armas e apoio político às vésperas de uma anunciada contraofensiva de primavera para retomar territórios ocupados pela Rússia. Documentos vazados do Pentágono revelam que Zelensky cogitou lançar ataques em território russo, noticiou o jornal The Washington Post.

No livro recém-lançado A Guerra Russo-Ucraniana, o historiador ucraniano naturalizado norte-americano Serhii Plokhy, professor da Universidade de Harvard, afirma que a guerra acabou com a restauração do Império Russo sonhada pelo ditador Vladimir Putin.

O Brasil tenta evitar que a declaração final da reunião do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) a ser realizada de 19 a 21 de maio em Hiroxima acuse a Rússia pela guerra na Ucrânia.

A eleição presidencial da Turquia terá um segundo turno em 28 de maio. Com 49,5% dos votos no primeiro turno, contra 44,5% para o oposicionista Kemal Kiliçdaroglu, o presidente Recep Tayyip Erdogan é favorito.

A economia do Reino Unido cresceu apenas 0,1% no primeiro trimestre. Sob o peso da saída do país da União Europeia, é uma das poucas que ainda não recuperou o nível anterior à pandemia. Meu comentário:

sexta-feira, 12 de maio de 2023

EUA e China retomam diálogo de alto nível

O embaixador dos Estados Unidos em Beijim, Nicholas Burns, se encontrou nesta semana com o ministro do Exterior da China, Qin Gang. Foi o primeiro contato direto de alto nível entre as duas superpotências desde o abate de um balão-espião chinês que entrou no espaço aéreo norte-americano há três meses e meio. Num mundo que voltou a falar em guerra nuclear, o diálogo e a diplomacia são fundamentais para desarmar crises.

No Dia da Vitória, o ditador Vladimir Putin descreveu a invasão da Ucrânia como uma guerra civilizacional contra "elites globalistas ocidentais" que querem "destruir e família" e os "valores tradicionais".

A Ucrânia declara que precisa esperar a chegada de novas armas prometidas pelos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), inclusive tanques alemães Leopard de última geração, para lançar uma esperada contraofensiva de primavera. 

O Reino Unido anunciou o envio de mísseis com até 500 quilômetros de alcance. O governo ucraniano se compromete a não usar as armas para atacar o território da Rússia, só as forças invasoras russas.

Depois de ir a Moscou, o ex-chanceler brasileiro Celso Amorim foi a Kiev oferecer a mediação do Brasil ao presidente Volodymyr Zelensky.

O jornalista francês Arman Soldin, de 32 anos, coordenador de vídeo da Agência France Presse (AFP), é o 11º membro de uma equipe jornalística a morrer na guerra. Estava perto da cidade de Bakhmut, onde acontece a batalha mais encarniçada da guerra.

Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump foi condenado por abuso sexual e difamação e responde a vários outros processos que não o inabilitam a concorrer à Casa Branca em 2024. 

Em patética entrevista à rede de televisão norte-americana CNN, Trump repetiu as mentiras sobre fraude na eleição que perdeu e alegou perseguição política e "caça às bruxas" para explicar as investigações de que é alvo.

Com o fim da emergência de saúde pública da pandemia, caduca um decreto do governo Trump que autorizava a rejeitar a entrada de imigrantes como medida preventiva contra a covid-19. O governo Biden deportou 2,7 milhões de imigrantes com base neste decreto.

O fim da medida deve provocar um grande fluxo de imigrantes para a fronteira do México com os EUA. Mas a regra agora exige que os candidatos a asilo ou imigração façam o pedido antecipadamente pela Internet. Quem tentar entrar ilegalmente será deportado automaticamente.

A Turquia realiza no domingo uma eleição presidencial decisiva para o futuro do país, que é uma ponte entre a Europa e a Ásia. O presidente Recep Tayyip Erdogan, do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), no poder há 20 anos e cada vez mais ditatorial. 

Erdogan enfrenta o oposicionista Kemal Kiliçdaroglu, do secularista Partido Popular Republicano (CHP), fundado em 1923 por Mustafá Kemal Ataturk, o pai da Pai da República da Turquia depois da dissolução do Império Otomano no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18). Kiliçdaroglu promete unir o país e enfrentar a crise econômica, com inflação de mais de 40% ao ano.

Na Nicarágua, o ditador Daniel Ortega dissolveu a Cruz Vermelha. Meu comentário:

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Terrorista muçulmano mata três pessoas a facadas na França

 Um refugiado tunisiano que teria entrado ilegalmente na Europa no mês passado matou três pessoas - duas mulheres e homem - a facadas na Catedral de Nossa Senhora da Assunção de Nice, no Sul da França, e arredores. Uma das vítimas era a chef de cozinha Simone Barreto Silva, uma brasileira de 40 anos residente na França. O assassino, identificado como Brahim Aouissoui, de 21 anos, foi baleado pela polícia e hospitalizado em estado grave.

"É a França que é atacada", reagiu o presidente Emmanuel Macron, que visitou o local. O novo ataque acontece dias depois de um professor secundarista ser degolado por usar caricaturas do profeta Maomé numa aula sobre liberdade de expressão. O terrorista chegou de barco à Ilha de Lampedusa, na Itália, em setembro, e teria entrado na França na véspera do ataque.

A primeira mulher, de 60 anos, foi degolada dentro da igreja. Em seguida, um homem foi ferido mortalmente por várias facadas. A brasileira foi morta dentro de um bar onde tentava de esconder para fugir do assassino. A baiana Simone ia à igreja todas as manhãs.

O terrorista saiu da igreja gritando "Alá ou akbar" (Deus é grande). A Procuradoria Nacional Antiterrorismo abriu inquérito por "homicídio" e "tentativa de homicídio". O ministro do Interior, Gérald Darmanin, ordenou um aumento da vigilância em locais de culto e o governo aumentou de 3 para 7 mil o número de militares que participam da Operação Sentinela.

A França vive um novo período de grande tensão sob ameaça do terrorismo dos extremistas muçulmanos por causa do julgamento do ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo, em que 12 pessoas foram mortas em 7 de janeiro de 2015. Os dois terroristas foram mortos pela polícia dias depois.

Desde 2 de setembro, 14 réus estão sendo julgados, três à revelia, por colaborar com o ataque ao Charlie Hebdo, que publicara caricaturas do profeta Maomé consideradas ofensivas ao islamismo. O professor Samuel Paty discutiu a questão em sala de aula, provocando reações indignadas de pelo menos um pai e de ativistas muçulmanos nas redes sociais.

Em 17 de outubro, Abdoullakh Abouyezidvitch Anzorov, um refugiado russo de origem chechena, degolou o professor e foi morto pela polícia. O governo francês respondeu tornando ilegais várias associações muçulmanas. 

Vários países de maioria islâmica, entre eles o Egito, o Kuwait e a Turquia lançaram uma campanha de boicote a produtos franceses. O ditador turco, Recep Tayyip Erdogan, foi especialmente agressivo. Agora, manifestou condolências pelo atentado em Nice. Antes do segundo ataque, o ex-primeiro-ministro da Malásia Mahathir Mohamed declarou que "os muçulmanos têm o direito de matar franceses".

O recrudescimento da violência terrorista assombra a França no momento em que o país se prepara para iniciar amanhã um novo confinamento geral para combater a pandemia do coronavírus de 2019, que já matou 36 mil pessoas no país.

Nice tem um passado de terror. Em 14 de julho de 2016, no feriado da data nacional da França, outro terrorista tunisiano atropelou a matou 86 na avenida beira-mar.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Azerbaijão vai à guerra para retomar Nagorno-Karabakh

 Enclave armênio é mais uma herança maldita do ditador soviético Josef Stalin

O conflito armado entre a Armênia e o Azerbaijão se agravou no fim de semana. As duas ex-repúblicas soviéticas se acusam de alvejar populações civis. Bombardeios armênios atingiram Ganja, a segunda maior cidade azerbaijana, sede da base aérea de onde teriam partido ataques contra a região de Nagorno-Karabakh (Alto Karabakh), um enclave de maior armênia em território reconhecido internacionalmente como parte do Azerbaijão. Perto dali, passam gasodutos e oleodutos que levam petróleo e gás do Azerbaijão para a Turquia e a Europa.

Pelo menos 400 pessoas morreram desde o início das hostilidades, em 27 de setembro. Mais poderoso, com uma população mais de três vezes maior, rico em petróleo e gás, o Azerbaijão, apoiado pela Turquia, exige a retirada incondicional dos armênios de Nagorno-Karabakh e arredores. A Armênia aposta numa solução diplomática por interferência da Rússia, com que tem um tratado de defesa. Moscou mantém no país duas bases militares da era soviética.

Leia mais em Quarentena News.

sexta-feira, 6 de março de 2020

Rússia e Turquia fazem acordo de cessar-fogo na Síria

Até alguns minutos antes da meia-noite, os bombardeios continuaram na província de Idlibe, no Noroeste da Síria. À zero hora de 6 de março pela hora local (19h em Brasília), entrou em vigor um cessar-fogo negociado entre a Rússia e a Turquia.

Para o ditador russo, Vladimir Putin, o texto "servirá de base sólida para levar ao fim dos combates na região de Idlibe". Pelo acordo, os dois países signatários se comprometem a criar uma zona de segurança de seis quilômetros para cada lado da rodovia Damasco-Alepo (M4). A estrada que liga as duas maiores cidades sírias passa por Idlibe.

Ao todo, seria um corredor de segurança de 12 km ao longo da estrada. A Rússia e a Turquia ficaram de acertar os detalhes dentro de uma semana. O ditador turco, Recep Tayyip Erdogan, preveniu que seu país se reserva "o direito de responder com todas as nossas forças e em toda parte a qualquer ataque do regime de Damasco."

Na esperança de que este acordo "leve a uma cessação das hostilidades imediata e durável", o secretário-geral das Nações Unidas, o ex-primeiro-ministro português António Guterres destacou que a população do Noroeste da Síria já "suportou um sofrimento enorme".

Depois de meses de um conflito brutal, um milhão de civis fugiram de Idlibe. A próxima etapa da iniciativa de paz é uma reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta sexta-feira em Nova York. Mas a expectativa é que a ditadura de Bachar Assad, apoiada pela Rússia e o Irã, retome a ofensiva para conquistar o último bastião rebelde depois de nove anos de guerra civil, que se completam neste mês.

Ao concordar com o cessar-fogo, a Turquia parece disposta a entregar o significativo território ainda em poder dos rebeldes que apoia, extremistas muçulmanos ligados à rede terrorista Al Caeda, em troca de um fim rápido dos combates.

Assim, a Turquia abre caminho para a próxima ofensiva do regime sírio sem nenhuma preocupação sobre a situação dos civis em fuga na região, reduzindo sua esfera de influência na Síria.

Sob o aspecto militar, o corredor de segurança reduz drasticamente a capacidade dos rebeldes de defender a cidade de Idlibe. A cidade rebelde de Jisr al-Shughour fica toda dentro do corredor.

Mesmo sendo questionável militarmente, o acordo é uma vitória diplomática para a Turquia, que melhora suas relações com a Rússia, a potência dominante hoje na Síria, no momento em que abre uma nova crise com a Europa ao permitir a saída de refugiados que querem entrar na União Europeia.

Pelo menos 380 mil pessoas foram mortas em nove anos de guerra civil na Síria e 5,5 milhões fugiram do país. Outras 13,5 milhões tiveram de sair de casa mas ficaram na Síria.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Turquia vai enviar tropas à Líbia

O ditador Recep Tayyip Erdogan anunciou ontem que a Turquia aceitou um pedido de ajuda militar do Governo do Acordo Nacional, o governo da Líbia reconhecido internacionalmente, e vai pedir a autorização para enviar forças ao exterior quando o Parlamento voltar a se reunir, em 2020.

Mesmo que o número de soldados e o tipo de armamento a ser enviados não tenha sido divulgado, a Turquia deve enviar tropas de combate à Líbia. Seria um grande reforço para o Governo do Acordo Nacional, que enfrenta o Exército Nacional da Líbia (ELN), comandado pelo marechal Khalifa Hifter, com o apoio de mercenários russos.

A Turquia apoia há muito tempo o Governo do Acordo Nacional, mas sua entrada na guerra civil da Líbia, assim como o envolvimento da Rússia, tornam o conflito ainda mais complexo e difícil de resolver.

Em abril, o ELN, que domina a região de Bengázi, a segunda maior cidade líbia, no Leste do país, lançou uma ofensiva para tentar capturar a capital, Trípoli. A Líbia vive em guerra civil desde a queda e a morte do ditador Muamar Kadafi, em 2011.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Trump reduz a importância dos EUA no mundo

Enquanto os Estados Unidos discutem o processo de impeachment, o presidente Donald Trump dobra a aposta no unilateralismo e no isolacionismo, apequena a política externa do país, abdica da liderança americana e torna o mundo mais instável e perigoso. A análise é do jornalista Fareed Zakaria, da rede de televisão americana CNN, em coluna publicada no jornal The Washington Post.

Ontem, a principal especialista em Rússia do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Fiona Hill, declarou à comissão de inquérito do impeachment na Câmara dos Representantes de que a alegação de que a Ucrânia tentou manipular as eleições americanas em 2016 é uma ficção espalhada pelos serviços secretos da Rússia para encobrir sua própria culpa.

Seu uso no debate político interno diminui os Estados Unidos e faz o jogo do ditador russo, Vladimir Putin, um dos grandes inimigos da democracia hoje no mundo inteiro. Trump repetiu o argumento falso hoje em entrevista à Fox News, o canal de televisão que cria inventa sua própria realidade e faz propaganda do presidente todo o tempo.

A política externa de Trump não é primeiro os Estados Unidos, é primeiro ele mesmo. Meu comentário:

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Cessar-fogo na Síria é uma grande vitória para a Turquia

Ao afastar os curdos de sua fronteira, a trégua negociada pelos Estados Unidos na invasão da Turquia no Nordeste da Síria é uma grande vitória para o ditador Recep Tayyip Erdogan. A retirada americana dá a vitória final na guerra civil da Síria ao ditador Bachar Assad, à Rússia e ao Irã.

No nono dia da operação chamada cinicamente de Fonte da Paz, ao receber em Ancara o vice-presidente Mike Pence e o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, o ditador Recep Tayyip Erdogan concordou em suspender por cinco dias a ofensiva militar da Turquia.

Neste período, os Estados Unidos devem colaborar com a retirada das Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda aliada de Washington na guerra contra o Estado Islâmico para uma distância de 20 milhas, pouco mais de 30 quilômetros da fronteira. Quando os milicianos curdos, que a Turquia acusa de terrorismo, estiverem fora de uma zona de segurança junto à fronteira, haverá um cessar-fogo permanente, declarou Pence.

Onze dias depois da traição do presidente Donald Trump, que deixou os curdos à mercê do Exército da Turquia, o vice-presidente Pence declarou que “os Estados Unidos serão sempre gratos pela parceria com as Forças Democráticas Sírias na luta para derrotar o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas também reconhecem a importância e o valor da criação de uma zona de segurança entre a população curda e a fronteira turca.”

Mas o governo turco afirmou que é apenas uma pausa. Para o ministro do Exterior da Turquia, Mevlut Cavusoglu, “não é um cessar-fogo porque um cessar-fogo só pode acontecer entre duas partes legítimas” e a operação tem como objetivo retirar “elementos terroristas” da região. Meu comentário:

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Exércitos da Turquia e da Síria estão em rota de colisão

A retirada dos Estados Unidos do Nordeste da Síria cria o risco de um conflito entre os Exércitos da Turquia e da Síria. Hoje, o presidente Donald Trump exigiu um cessar-fogo e a suspensão imediata da invasão turca. Talvez seja tarde demais.

Depois de um apelo da milícia árabe-curda Forças Democráticas Sírias, ameaçada pela invasão turca, as forças leais à ditadura de Bachar Assad avançaram para tomar o Nordeste do país, região antes ocupada pelo califado proclamado pelo Estado Islâmico.

Com a traição do presidente Donald Trump aos curdos, que fizeram o trabalho pesado na guerra contra o Estado Islâmico, os grandes beneficiários são o regime assassino de Assad e os aliados que o sustentaram durante a guerra civil na Síria: a Rússia e o Irã. Tanto Assad quanto a Rússia e o Irã são inimigos dos Estados Unidos. 

Mais do que isso, as forças americanas eram um elemento importante para a estabilidade na região e dariam a Washington uma voz mais forte na discussão sobre o futuro da Síria, agora nas mãos do ditador russo, Vladimir Putin.

Ao seguir seus próprios instintos, Trump ainda expõe os soldados americanos à ação de milícias apoiadas pela Turquia, que não têm a mesma disciplina do Exército, e volta a tocar fogo numa guerra civil próxima do fim. Meu comentário:

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Turquia invade Nordeste da Síria para atacar curdos

Com o aval do presidente Donald Trump, a Turquia invadiu hoje o Nordeste da Síria para atacar os curdos abandonados pelos Estados Unidos e criar uma zona para mandar de volta milhões de refugiados sírios.

Esta é a crônica de uma invasão anunciada. Com ataques aéreos e bombardeios de artilharia pesada, a Turquia iniciou hoje uma invasão ao Nordeste da Síria, à área antes ocupada pelo califado do Estado Islâmico do Iraque e do Levante. 

Os objetivos são atacar as Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda financiada, armada e treinada pelos Estados Unidos, responsável pela operação terrestre na guerra contra o Estado Islâmico e criar uma zona de segurança junto à fronteira. Seria um enclave para assentar 3 milhões 666 mil refugiados da guerra civil da Síria. 

Ao fazer isso, a Turquia pretende mudar a composição étnica da região aumentando a população árabe para reduzir a influência curda.

No domingo à noite, depois de uma conversa telefônica com o ditador turco, Recep Tayyip Erdogan, Trump anunciou a retirada das forças americanas que protegiam a fronteira, avalizando assim a invasão turca, apesar do protesto de generais, assessores e até mesmo de líderes republicanos no Senado. 

Diante da reação negativa, o presidente americano ameaçou destruir totalmente a economia da Turquia, se houver excessos na invasão, sem definir que excessos seriam esses.

Hoje, o presidente americano tentou se eximir de responsabilidade com a seguinte declaração: “Os Estados Unidos não endossam este ataque e deixaram claro à Turquia que esta operação é uma má ideia.” Esqueceu deliberadamente que ditadores só entendem a linguagem da força bruta. Meu comentário:

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Trump trai curdos e autoriza invasão da Turquia ao Nordeste da Síria

Em uma traição aos curdos que fizeram o trabalho pesado na operação terrestre da guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o presidente Donald Trump retira as tropas dos Estados Unidos e autoriza a Turquia a invadir o Nordeste da Síria.

Trump deu mais um passo atrás hoje, no recuo estratégico dos Estados Unidos, a superpotência em declínio diante da ascensão da China. Abandonou as Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda de maioria curda responsável pela operação terrestre na guerra contra o grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Em agosto de 2014, depois da tomada de Mossul, no Iraque, da proclamação de um califado, do genocídio do povo yazidi e da degola de reféns americanos, o presidente Barack Obama declarou guerra ao Estado Islâmico, mas os Estados Unidos e aliados se limitaram a fazer bombardeios aéreos. 

O trabalho sujo e pesado de combater os terroristas suicidas em terra coube às Forças Democráticas Sírias. Em março deste ano, a milícia árabe-curda reconquistou os últimos territórios ainda em poder do Estado Islâmico. 

Apesar do colapso do califado, se estima que a organização terrorista ainda tenha 30 a 40 mil milicianos espalhados pelo mundo. A maioria vive clandestinamente no Iraque e na Síria. 

A retirada americana dá uma nova chance de sobrevivência ao império do terror que o líder Abu Baker al-Baghdadi tentou criar. O Estado Islâmico deve aproveitar o confronto entre o Exército da Turquia e as Forças Democráticas Sírias para se reagrupar e, diante de tamanha traição, ao abandonar a milícia árabe-curda, os Estados Unidos terão dificuldades para fazer alianças. Meu comentário:

sábado, 6 de julho de 2019

Ditador demite presidente do Banco Central da Turquia

O ditador Recep Tayyip Erdogan demitiu hoje o presidente do Banco Central da Turquia, Murat Cetinkaya, minando a independência da autoridade monetária encarregada de estabelecer a taxa básica de juros da economia do país.

Um decreto divulgado nas primeiras horas deste sábado afastou Cetinkaya um ano antes do fim de seu mandato de quatro anos. Ele será substituído pelo economista Murat Uysal, que fez carreira no banco estatal Halk antes de se tornar um dos vice-presidentes do Banco Central.

Num momento de fraqueza da economia turca, Erdogan havia se queixado das taxas básicas de juros, que estariam prejudicando a atividade empresarial. A taxa básica de juros de curto prazo está em 8,5% ao ano, depois de chegar em 24% em setembro de 2018 para combater a inflação.

O índice de crescimento de preços caiu do pico de 25% ao ano em outubro do ano passado para 15,7% no mês passado.

A lira turca perdeu 30% do valor desde o ano passado. A expectativa é de forte queda da moeda turca na segunda-feira.

domingo, 23 de junho de 2019

Ditador turco perde mais uma vez eleição para prefeito de Istambul

De nada adiantou anular a eleição de 31 de março. Com 54% dos votos, o candidato da oposição, Ekrem Imamoglu, do Partido Popular Republicano (CHP) e da Aliança Nacional, venceu mais uma vez o governista Binali Yildirim, do Partido da Justiça e do Desenvolvimento e da Aliança Popular, do ditador Recep Tayyip Erdogan, que está no poder na Turquia desde 2003, noticiou o jornal turco Hurriyet.

É mais um golpe na liderança de Erdogan. O AKP dominava o governo de Istambul, a maior e mais rica cidade da Turquia, desde 1994. Era uma base importante do ditador, que foi primeiro-ministro de 2003 a 2014, quando se tornou presidente com poderes reforçados.

Depois da tentativa frustrada de golpe militar em 15 de julho de 2016, em que sua vida esteve em perigo, Erdogan se tornou um ditador, a ponto de pressionar o Supremo Conselho Eleitoral a anular a eleição de 31 de março.

O CHP, um partido secularista, segue a tradição do fundador da República Turca depois da dissolução do Império Otomano, Mustafá Kemal Ataturk, que tentou separar a religião da política. Erdogan ascendeu como um islamista moderado. Durante a Primavera Árabe, a Turquia era apontada como exemplo de democracia num país muçulmano.

A oposição acusou o governo de interferir no processo eleitoral, alegando que a eleição só foi anulada por causa da derrota do AKP. Na terça-feira passada, o ditador declarou que Imamoglu poderia ser impedido de assumir a prefeitura se ganhar a eleição e não pedir desculpas ao governador da província de Ordu.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Exército da Turquia adia operação militar no Leste da Síria

Diante do anúncio da retirada das tropas dos Estados Unidos da Síria, o presidente Recep Tayyip Erdogan adiou uma operação militar do Exército da Turquia no vale do Rio Eufrates contra a mílicia árabe-curda Forças Democráticas Sírias (FDS), noticiou hoje o jornal governista turco Daily Sabah.

Erdogan tomou a decisão depois de falar pelo telefone com o presidente Donald Trump, que anunciou a retirada, apesar das críticas dos Departamentos da Defesa e de Estado e de aliados dos EUA. Com o adiamento da operação militar turca, diminui o risco de um conflito acidental com forças americanas.

Já as FDS ficam sob pressão do Exército da Turquia, do Exército da Síria e seus aliados iranianos e da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. A milícia árabe-curda foi criada pelos EUA para servir como força terrestre na campanha contra o Estado Islâmico.

Erdogan teme que os curdos da Síria se aliem ao governo autônomo do Curdistão iraquiano e proclamem a independência do Curdistão. Como a maioria dos curdos vive na Turquia, o novo país poderia reivindicar a soberania sobre uma área do Sudeste da Turquia.

Para surpresa de seus próprios generais e de países aliados, Trump anunciou nesta semana a retirada total dos 2 mil soldados americanos que estão na Síria, alegando que o Estado Islâmico está derrotado. O ditador da Rússia, Vladimir Putin, festejou. Não é um amigo dos EUA.

A retirada intempestiva de Trump provocou a demissão do secretário da Defesa, general James Mattis, considerado o último dos adultos capazes de controlar o presidente sem limites dos EUA.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

EUA anunciam retirada total da Síria

Os Estados Unidos estão preparando uma retirada completa das forças enviadas à Síria para combater a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, num total de 2 mil soldados, informou hoje a agência Reuters.

A saída americana abre o caminho para a Síria e a Turquia entrarem no território atualmente controlado pelas Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda apoiada pelos EUA, que ficaria totalmente desprotegida.

Com a decisão, o governo Donald Trump reduz ainda mais a influência do país na Síria e sua participação nas negociações de paz. Ganham a Rússia, a Síria, a Turquia e o Irã.

"Derrotamos o Estado Islâmico na Síria, minha única razão para estar lá na presidência de Trump", declarou o presidente no Twitter. Ainda há bolsões de resistência na fronteira entre a Síria e o Iraque, estimada em 35 mil milicianos ligados ao Estado Islâmico.

Trump já havia tentado retirar as forças dos EUA da Síria. Recuou diante da pressão dos Departamentos da Defesa e de Estado. O anúncio de hoje veio depois de uma conversa telefônica entre Trump e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que ameaçou várias vezes atacar as FDS a leste do Rio Eufrates.

Os dois departamentos protestaram, assim como deputados e senadores dos dois partidos. Depois de conquistar a área dominada pelo Estado Islâmico na Síria, os militares americanos entendem ser necessário um trabalho de estabilização de longo prazo.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Assessor do príncipe-herdeiro comandou assassinato via Skype

O assessor real Saud al-Kahtani, responsável pelas mídias sociais do príncipe-herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed ben Salman, e por centenas de prisões, comandou pessoalmente a operação que matou a esquartejou o jornalista Jamal Khashoggi no consulado saudita em Istambul, na Turquia, em 2 de outubro, noticiou o jornal liberal israelense Haaretz, citando fontes árabes.

Depois de insultar o jornalista, ele deu aprovação ao assassinato político: "Tragam-me a cabeça deste cão", vociferou Al Kahtani ao autorizar o "crime bárbaro", como definiu ontem o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

O líder turco prometeu revelar tudo o que sabia, mas não acrescentou muito. Acusou os sauditas de homicídio premeditado e pediu a extradição dos 18 sauditas presos pela monarquia absolutista. Entre eles, está Al-Kahtani.

A televisão britânica Sky News afirmou que restos mortais do jornalista foram encontrados enterrados na residência do cônsul saudita em Istambul. Esta notícia não foi confirmada. Erdogan disse que o corpo não foi encontrado.

Também apareceu um vídeo de um sósia de Khashoggi que fazia parte do esquadrão da morte saudita. Ele usava as roupas do morto, mas foi denunciado pelos sapatos.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump descreveu a manobra para encobrir o assassinato como "um dos piores acobertamentos da história".

Trump insiste na versão oficial saudita de que foi uma operação não autorizada que não deu certo, como se fosse possível mobilizar a segurança pessoal do príncipe-herdeiro sem seu consentimento. Não quer abrir mão de um contrato de venda de armas no valor de US$ 110 bilhões.

"Era um projeto muito ruim desde a origem, foi mal executado e a operação de acobertamento foi uma das piores da história", declarou o presidente americano na Casa Branca", defendendo a versão oficial da monarquia absolutista.

Na segunda-feira, Trump falou pelo telefone com o príncipe Mohamed ben Salman, principal suspeito de ser o mandante do crime e aceitou suas desculpas: "Ele disse firmemente que não teve nada a ver com aquilo, que foi a um nível inferior." É difícil imaginar que isso seja possível num regime totalitário.

A primeira retaliação oficial dos EUA foi cancelar os vistos de entrada no país de 21 sauditas implicados no assassinato.

Em Riade, a capital saudita, o príncipe Mohamed ben Salman foi aplaudido numa conferência internacional para atrair investimentos para a Arábia Saudita. Apesar do boicote de várias empresas e governos ocidentais, no primeiro dia, o governo saudita anunciou negócios da ordem de US$ 50 bilhões.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Arábia Saudita muda versão sobre a morte do jornalista Jamal Khashoggi

Depois de dizer que o jornalista Jamal Khashoggi havia saído vivo do consulado em Istambul, na Turquia, em 2 de outubro, há três dias a monarquia absolutista Arábia Saudita reconheceu que ele foi morto numa briga. 

Agora, o ministro do Exterior saudita, Adel al-Jubeir, admite que foi uma operação policial mal feita, "um erro monumental, mas nega que o príncipe-herdeiro, Mohamed ben Salman tivesse conhecimento.

A nova versão não convenceu ninguém. "Descobrimos que ele foi morto no consulado. Não sabemos como. Não sabemos os detalhes. Não sabemos onde está o corpo", declarou Al-Jubeir no domingo em entrevista à televisão americana Fox News diretamente de Riade, a capital saudita.

"Os indivíduos que fizeram aquilo agiram fora de suas responsabilidades. Foi um erro monumental, agravado pela tentativa de escondê-lo", acrescentando que o herdeiro do trono "não havia sido informado".

Até agora, informações vazadas pelo governo turco indicam que Khashoggi foi torturado e esquartejado vivo. Teve os dedos das mãos e os pés cortados e no fim foi decapitado numa execução brutal que teria sido gravada pela espionagem da Turquia.

Em comunicado conjunto, a Alemanha, a França e o Reino Unido exigiram explicações convincentes do regime saudita. A chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, suspendeu a venda de armas à Arábia Saudita, pressionando os aliados a fazer o mesmo.

O grande aliado da Arábia Saudita no Ocidente, o presidente Donald Trump reluta em adotar sanções econômicas ou militares por causa do volume de negócios que o país tem com os Estados Unidos. Só em armas os sauditas querem comprar US$ 110 bilhões nos EUA e um total de US$ 350 bilhões em dez anos.

Na terça-feira, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ficou de anunciar o resultado das investigações e promete revelar toda a verdade sobre o caso.