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quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Armênios anunciam o fim da República de Artsaque

A Terceira Guerra de Nagorno-Karabakh, um enclave armênio dentro do território do Azerbaijão, durou apenas 24 horas. Terminou com a rendição total dos armênios, que viviam a região há milênios. Mais de 70 mil dos 120 mil habitantes da República de Artsaque, o nome armênio da região, fugiram para a Armênia. Mas uma nova guerra ameaça a região do Cáucaso.

O conflito secular vem pelo menos desde o colapso dos império Russo e Otomano no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18). A Armênia e o Azerbaijão declaram independência e reivindicam a soberania sobre Nagorno-Karabakh, mas são dominados pelos bolcheviques na guerra civil deflagrada pela Revolução Comunista na Rússia. Viram repúblicas soviéticas.

Dentro da política de dividir para reinar, o futuro ditador Josef Stalin, na época comissário das nacionalidades da União Soviética, cria a região autônoma de Nagorno-Karabakh, um enclave sob controle armênio em território azerbaijano sem ligação por terra com a Armênia.

Durante décadas, o stalinismo sufocou os nacionalismos dentro da pátria do comunismo. Eles ressurgem com as reformas e a abertura política promovida pelo líder soviético Mikhail Gorbachev a partir de 1985. Em 20 de fevereiro de 1988, os armênios de Nagorno-Karabakh proclamam a independência da República de Artsaque, nome adotado depois. E aí começam as guerras com o Azerbaijão. Meu comentário:

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Azerbaijão vai à guerra para retomar Nagorno-Karabakh

 Enclave armênio é mais uma herança maldita do ditador soviético Josef Stalin

O conflito armado entre a Armênia e o Azerbaijão se agravou no fim de semana. As duas ex-repúblicas soviéticas se acusam de alvejar populações civis. Bombardeios armênios atingiram Ganja, a segunda maior cidade azerbaijana, sede da base aérea de onde teriam partido ataques contra a região de Nagorno-Karabakh (Alto Karabakh), um enclave de maior armênia em território reconhecido internacionalmente como parte do Azerbaijão. Perto dali, passam gasodutos e oleodutos que levam petróleo e gás do Azerbaijão para a Turquia e a Europa.

Pelo menos 400 pessoas morreram desde o início das hostilidades, em 27 de setembro. Mais poderoso, com uma população mais de três vezes maior, rico em petróleo e gás, o Azerbaijão, apoiado pela Turquia, exige a retirada incondicional dos armênios de Nagorno-Karabakh e arredores. A Armênia aposta numa solução diplomática por interferência da Rússia, com que tem um tratado de defesa. Moscou mantém no país duas bases militares da era soviética.

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