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domingo, 7 de dezembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 7 de Dezembro

 RATIFICANDO A CONSTITUIÇÃO

    Em 1787, com a votação de 30 delegados, Delaware é o primeiro estado a ratificar a Constituição dos Estados Unidos.

Pelos termos da Constituição dos EUA, o documento precisa ser ratificado por 75% dos estados para entrar em vigor ou ser reformado. Em 21 de junho de 1788, Novo Hampshire se torna o nono dos 13 estados a ratificar concluindo a tramitação. A carta entra em vigor em 4 de março de 1789. 

ATAQUE A PEARL HARBOR

    Em 1941, às 7h55, o Império do Japão lança um ataque de surpresa contra a Frota do Pacífico dos Estados Unidos em Pearl Harbor, no Havaí, mata 2.403 norte-americanos e destrói ou danifica 19 navios, levando os EUA a entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os EUA chamam a data de Dia da Infâmia. No dia seguinte, o presidente Franklin Delano Roosevelt vai ao Congresso e pede autorização para declarar guerra ao Japão. Na Câmara e no Senado, só há um voto contra, da deputada pacifista Jeanette Rankin, que votara contra a entrada na Primeira Guerra Mundial (1914-18), em 1917.

Três dias depois, A Alemanha Nazista e a Itália Fascista, aliadas do Império do Japão, declaram guerra aos EUA. Em quatro anos de guerra, morrem 418,5 mil norte-americanos.

INDONÉSIA INVADE TIMOR

    Em 1975, a Indonésia bombardeia Díli e invade o Timor Leste, quando a ex-colônia de Portugal, que sai em agosto, declara independência.

Mais de 100 mil timorenses morrem nos primeiros meses da invasão, incentivada pelo então secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, que teme que um governo de esquerda da Frente Timorense de Libertação Nacional (Fretilin) transforme o Timor Leste numa Cuba.

Quando o sanguinário ditador Mohamed Suharto, que ordena a invasão, morre em 1998, o movimento pela independência ganha força. 

Em 1999, um plebicito aprova a independência, garantida por uma força de paz das Nações Unidas liderada pela Austrália. As primeiras eleições democráticas são realizadas em agosto de 2001. 

Em 12 de outubro de 2002, atentados terroristas de extremistas muçulmanos na paradisíaca ilha indonésia de Báli, tendo como principais alvos turistas australianos, matam 202 pessoas, inclusive 88 australianos.

TERREMOTO DA ARMÊNIA

    Em 1988, dois terremotos de 6,9 e 5,8 graus na escala aberta de Richter arrasam a então República Soviética da Armênia, matando 60 mil pessoas e destruindo meio milhão de prédios, entre eles quase todas as construções de má qualidade da era soviética.

O Terremoto de Spitak atinge o Norte da Armênia, parte de uma região sujeita a abalos sísmicos que vai da Cordilheira dos Alpes à do Himalaia. Dura pouco menos de 20 segundos.

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sábado, 7 de dezembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 7 de Dezembro

RATIFICANDO A CONSTITUIÇÃO

    Em 1787, com a votação de 30 delegados, Delaware é o primeiro estado a ratificar a Constituição dos Estados Unidos.

Pelos termos da Constituição dos EUA, o documento precisa ser ratificado por 75% dos estados para entrar em vigor. Isso ocorre em 21 de junho de 1788, quando Novo Hampshire se torna o nono dos 13 estados a ratificar. A carta entra em vigor em 4 de março de 1789. 

ATAQUE A PEARL HARBOR

    Em 1941, às 7h55, o Império do Japão lança um ataque de surpresa contra a Frota do Pacífico dos Estados Unidos em Pearl Harbor, no Havaí, mata 2.403 norte-americanos e destrói ou danifica 19 navios, levando os EUA a entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os EUA chamam a data de Dia da Infâmia. No dia seguinte, o presidente Franklin Delano Roosevelt vai ao Congresso e pede autorização para declarar guerra ao Japão. Na Câmara e no Senado, só há um voto contra, da deputada pacifista Jeanette Rankin, que votara contra a entrada na Primeira Guerra Mundial (1914-18), em 1917.

Três dias depois, A Alemanha Nazista e a Itália Fascista, aliadas do Império do Japão, declaram guerra aos EUA. Em quatro anos de guerra, morrem 418,5 mil norte-americanos.

INDONÉSIA INVADE TIMOR

    Em 1975, a Indonésia bombardeia Díli e invade o Timor Leste, quando a ex-colônia de Portugal, que saíra em agosto, declara independência.

Mais de 100 mil timorenses morrem nos primeiros meses da invasão, incentivada pelo então secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, que teme que um governo de esquerda da Frente Timorense de Libertação Nacional (Fretilin) transforme o Timor Leste numa Cuba.

Quando o sanguinário ditador Mohamed Suharto, que ordena a invasão, morre em 1998, o movimento pela independência ganha força. 

Em 1999, um plebicito aprova a independência, garantida por uma força de paz das Nações Unidas liderada pela Austrália. As primeiras eleições democráticas são realizadas em agosto de 2001. 

Em 12 de outubro de 2002, atentados terroristas de extremistas muçulmanos na paradisíaca ilha indonésia de Báli, tendo como principais alvos turistas australianos, matam 202 pessoas, inclusive 88 australianos.

TERREMOTO DA ARMÊNIA

    Em 1988, dois terremotos de 6,9 e 5,8 graus na escala aberta de Richter arrasam a então República Soviética da Armênia, matando 60 mil pessoas e destruindo meio milhão de prédios, entre eles quase todas as construções de má qualidade da era soviética.

O Terremoto de Spitak atinge o Norte da Armênia, parte de uma região sujeita a abalos sísmicos que vai da Cordilheira dos Alpes à do Himalaia. Dura pouco menos de 20 segundos.  

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 7 de Dezembro

RATIFICANDO A CONSTITUIÇÃO

    Em 1787, com a votação de 30 delegados, Delaware é o primeiro estado a ratificar a Constituição dos Estados Unidos.

Pelos termos da Constituição dos EUA, o documento precisa ser ratificado por 75% dos estados para entrar em vigor. Isso ocorre em 21 de junho de 1788, quando Novo Hampshire se torna o nono dos 13 estados a ratificar. A carta entra em vigor em 4 de março de 1789. 

ATAQUE A PEARL HARBOR

    Em 1941, às 7h55, o Império do Japão lança um ataque de surpresa contra a base da Frota do Pacífico dos Estados Unidos em Pearl Harbor, no Havaí, mata 2.403 norte-americanos e destrói ou danifica 19 navios, levando os EUA a entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os EUA chamam a data de Dia da Infâmia. No dia seguinte, o presidente Franklin Delano Roosevelt vai ao Congresso e pede autorização para declarar guerra ao Japão. Na Câmara e no Senado, só há um voto contra, da deputada pacifista Jeanette Rankin, que votara contra a entrada na Primeira Guerra Mundial (1914-18), em 1917.

Três dias depois, A Alemanha Nazista e a Itália Fascista, aliadas do Império do Japão, declaram guerra aos EUA. Em quatro anos de guerra, morrem 418,5 mil norte-americanos.

INDONÉSIA INVADE

    Em 1975, a Indonésia bombardeia Díli e invade o Timor Leste, na época uma ex-colônia de Portugal, que saíra em agosto.

Mais de 100 mil timorenses morrem nos primeiros meses da invasão, incentivada pelo então secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, que teme que um governo de esquerda da Frente Timorense de Libertação Nacional (Fretilin) transforme o Timor Leste numa Cuba.

Quando o sanguinário ditador Mohamed Suharto, que ordena a invasão, morre em 1998, o movimento pela independência ganha força. 

Em 1999, um plebicito aprova a independência, garantida por uma força de paz das Nações Unidas liderada pela Austrália. As primeiras eleições democráticas são realizadas em agosto de 2001. 

Em 12 de outubro de 2002, atentados terroristas de extremistas muçulmanos na paradisíaca ilha indonésia de Báli, tendo como principais alvos turistas australianos, matam 202 pessoas, inclusive 88 australianos.

TERREMOTO DA ARMÊNIA

    Em 1988, dois terremotos de 6,9 e 5,8 graus na escala aberta de Richter arrasam a então República Soviética da Armênia, matando 60 mil pessoas e destruindo meio milhão de prédios, entre eles quase todas as construções de má qualidade da era soviética.

O Terremoto de Spitak atinge o Norte da Armênia, parte de uma região sujeita a abalos sísmicos que vai da Cordilheira dos Alpes à do Himalaia. Dura pouco menos de 20 segundos. 

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Armênios anunciam o fim da República de Artsaque

A Terceira Guerra de Nagorno-Karabakh, um enclave armênio dentro do território do Azerbaijão, durou apenas 24 horas. Terminou com a rendição total dos armênios, que viviam a região há milênios. Mais de 70 mil dos 120 mil habitantes da República de Artsaque, o nome armênio da região, fugiram para a Armênia. Mas uma nova guerra ameaça a região do Cáucaso.

O conflito secular vem pelo menos desde o colapso dos império Russo e Otomano no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18). A Armênia e o Azerbaijão declaram independência e reivindicam a soberania sobre Nagorno-Karabakh, mas são dominados pelos bolcheviques na guerra civil deflagrada pela Revolução Comunista na Rússia. Viram repúblicas soviéticas.

Dentro da política de dividir para reinar, o futuro ditador Josef Stalin, na época comissário das nacionalidades da União Soviética, cria a região autônoma de Nagorno-Karabakh, um enclave sob controle armênio em território azerbaijano sem ligação por terra com a Armênia.

Durante décadas, o stalinismo sufocou os nacionalismos dentro da pátria do comunismo. Eles ressurgem com as reformas e a abertura política promovida pelo líder soviético Mikhail Gorbachev a partir de 1985. Em 20 de fevereiro de 1988, os armênios de Nagorno-Karabakh proclamam a independência da República de Artsaque, nome adotado depois. E aí começam as guerras com o Azerbaijão. Meu comentário:

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 7 de Dezembro

 RATIFICANDO A CONSTITUIÇÃO

    Em 1787, com a votação de 30 delegados, Delaware é o primeiro estado a ratificar a Constituição dos Estados Unidos.

Pelos termos da Constituição, o documento precisa ser ratificado por 75% dos estados para entrar em vigor. Isso ocorre em 21 de junho de 1788, quando Novo Hampshire se torna o nono dos 13 estados a ratificar. A carta entra em vigor em 4 de março de 1789. 

ATAQUE A PEARL HARBOR

    Em 1941, às 7h55, o Império do Japão lança um ataque de surpresa contra a base da Frota do Pacífico dos Estados Unidos em Pearl Harbor, no Havaí, mata 2.403 norte-americanos e destrói ou danifica 19 navios, levando os EUA a entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os EUA chamam a data de Dia da Infâmia. No dia seguinte, o presidente Franklin Delano Roosevelt vai ao Congresso e pede autorização para declarar guerra ao Japão. Na Câmara e no Senado, só há um voto contra, da deputada pacifista Jeanette Rankin, que votara contra a entrada na Primeira Guerra Mundial (1914-18), em 1917.

Três dias depois, A Alemanha Nazista e a Itália Fascista, aliadas do Império do Japão, declaram guerra aos EUA. Em quatro anos de guerra, morrem 418,5 mil norte-americanos.

INDONÉSIA INVADE

    Em 1975, a Indonésia bombardeia Díli e invade o Timor Leste, na época uma ex-colônia de Portugal, que saíra em agosto.

Mais de 100 mil timorenses morrem nos primeiros meses da invasão.

Quando o sanguinário ditador Mohamed Suharto, que ordena a invasão, morre em 1998, o movimento pela independência ganha força. 

Em 1999, um plebicito aprova a independência, garantida por uma força de paz das Nações Unidas liderada pela Austrália. As primeiras eleições democráticas são realizadas em agosto de 2001. 

Em 12 de outubro de 2002, atentados terroristas de extremistas muçulmanos na paradisíaca ilha indonésia de Báli, tendo como principais alvos turistas australianos, matam 202 pessoas, inclusive 88 australianos.

TERREMOTO DA ARMÊNIA

    Em 1988, dois terremotos de 6,9 e 5,8 graus na escala aberta de Richter arrasam a então República Soviética da Armênia, matando 60 mil pessoas e destruindo meio milhão de prédios, entre eles quase todas as construções de má qualidade da era soviética.

O Terremoto de Spitak atinge o Norte da Armênia, parte de uma região sujeita a abalos sísmicos que vai da Cordilheira dos Alpes à do Himalaia. Dura pouco menos de 20 segundos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 7 de Dezembro

RATIFICANDO A CONSTITUIÇÃO

    Em 1787, com a votação de 30 delegados, Delaware é o primeiro estado a ratificar a Constituição dos Estados Unidos.

Pelos termos da Constituição, o documento precisa ser ratificado por 75% dos estados para entrar em vigor. Isso ocorre em 21 de junho de 1788, quando Novo Hampshire se torna o nono dos 13 estados a ratificar. A carta entra em vigor em 4 de março de 1789. 

ATAQUE A PEARL HARBOR

    Em 1941, às 7h55, o Império do Japão lança um ataque de surpresa contra a base da Frota do Pacífico dos Estados Unidos em Pearl Harbor, no Havaí, mata 2.403 norte-americanos e destrói ou danifica 19 navios, levando os EUA a entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os EUA chamam a data de Dia da Infâmia. No dia seguinte, o presidente Franklin Delano Roosevelt vai ao Congresso e pede autorização para declarar guerra ao Japão. Na Câmara e no Senado, só há um voto contra, da deputada pacifista Jeanette Rankin, que votara contra a entrada na Primeira Guerra Mundial (1914-18), em 1917.

Três dias depois, A Alemanha Nazista e a Itália Fascista, aliadas do Império do Japão, declaram guerra aos EUA. Em quatro anos de guerra, morreram 418,5 mil norte-americanos.

INDONÉSIA INVADE

    Em 1975, a Indonésia bombardeia Díli e invade o Timor Leste, na época uma ex-colônia de Portugal, que se saíra em agosto.

Mais de 100 mil timorense morrem nos primeiros meses da invasão.

Quando o sanguinário ditador Mohamed Suharto, que ordena a invasão, morre em 1998, o movimento pela independência ganha força. 

Em 1999, um plebicito aprova a independência, garantida por uma força de paz das Nações Unidas liderada pela Austrália. As primeiras eleições democráticas são realizadas em agosto de 2001. 

Em 12 de outubro de 2002, atentados terroristas de extremistas muçulmanos na paradisíaca ilha indonésia de Báli, tendo como principais alvos turistas australianos, matam 202 pessoas, inclusive 88 australianos.

TERREMOTO DA ARMÊNIA

    Em 1988, dois terremotos de 6,9 e 5,8 graus na escala aberta de Richter arrasa a então República Soviética da Armênia, matando 60 mil pessoas e destruindo meio milhão de prédios, entre eles quase todas as construções de má qualidade da era soviética.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Racismo, Brexit e derrota de Trump também marcaram 2020

 Além da pandemia, 2020 foi o ano da derrota do presidente Donald Trump, por menosprezar o coronavírus, e de uma onda sem precedentes de manifestações pelo mundo inteiro contra o racismo e a violência policial. 

O Reino Unido deixou a União Europeia. As queimadas na Amazônia e no Pantanal, agravadas pela negligência do governo Jair Bolsonaro, isolaram ainda mais o Brasil, que se tornou um pária internacional.

A China e a Índia tiveram seu choque mais violento em décadas na fronteira que disputam nas montanhas do Himalaia. Na antiga União Soviética, a Armênia e o Azerbaijão voltaram à guerra pelo território de Nagorno-Karabakh e o ditador Alexander Lukachenko enfrentou uma revolta popular na Bielorrúsia.

O primeiro-ministro Aby Ahmed, da Etiópia, o segundo país mais populoso da África, foi à guerra contra os rebeldes da Frente Popular de Libertação do Tigré, que controlam um governo regional. Suscitou dúvidas sobre a legitimidade do Prêmio Nobel da Paz que ganhou em 2019.

Leia mais em Quarentena News e veja meu comentário com as lições positivas de 2020.


terça-feira, 6 de outubro de 2020

Azerbaijão vai à guerra para retomar Nagorno-Karabakh

 Enclave armênio é mais uma herança maldita do ditador soviético Josef Stalin

O conflito armado entre a Armênia e o Azerbaijão se agravou no fim de semana. As duas ex-repúblicas soviéticas se acusam de alvejar populações civis. Bombardeios armênios atingiram Ganja, a segunda maior cidade azerbaijana, sede da base aérea de onde teriam partido ataques contra a região de Nagorno-Karabakh (Alto Karabakh), um enclave de maior armênia em território reconhecido internacionalmente como parte do Azerbaijão. Perto dali, passam gasodutos e oleodutos que levam petróleo e gás do Azerbaijão para a Turquia e a Europa.

Pelo menos 400 pessoas morreram desde o início das hostilidades, em 27 de setembro. Mais poderoso, com uma população mais de três vezes maior, rico em petróleo e gás, o Azerbaijão, apoiado pela Turquia, exige a retirada incondicional dos armênios de Nagorno-Karabakh e arredores. A Armênia aposta numa solução diplomática por interferência da Rússia, com que tem um tratado de defesa. Moscou mantém no país duas bases militares da era soviética.

Leia mais em Quarentena News.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Líder da oposição na Armênia encontra embaixadores estrangeiros

Além de obter o apoio do Partido Republicano da Armênia, o líder da oposição, deputado Nikol Panchinian, se encontrou ontem em Ierevã com os embaixadores da Rússia, dos Estados Unidos, da União Europeia e da Geórgia. A expectativa é que seja eleito primeiro-ministro em 8 de maio de 2018, pondo fim à atual crise política política.

Em 1º de maio, a Assembleia Nacional, onde o Partido Republicano tem a maior bancada, rejeitou Panchinian em primeira votação. Como líder da oposição, ele criticara e ameaçara punir os deputados governistas que apoiavam o ex-presidente e primeiro-ministro por seis dias, Serge Sarkissian, que caiu em 23 de abril depois de 11 dias de manifestações de rua convocadas por Panchinian.

Os encontros com embaixadores estrangeiros ajudam a indicar que Panchinian não deve mudar a política externa da ex-república soviética da Armênia, que vive na esfera de influência da Rússia, sob a proteção militar do Kremlin contra dois vizinhos, a ex-república soviética do Azerbaijão, com que disputa o território de Nagorno-Karabakh, e a Turquia, que os armênios acusam de genocídio durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Manifestantes fecham estradas em mais protestos na Armênia

As manifestações de protesto retomaram a força hoje na Armênia, com bloqueio de ruas, estradas e estações de trem e de metrô, um dia depois que a Assembleia Nacional rejeitou a indicação do líder da oposição, o deputado Nikol Pashinian, para primeiro-ministro, informou a Rádio Europa Livre, financiada pelo Congresso dos Estados Unidos. Os protestos devem continuar até nova votação para escolher um chefe de governo, em 8 de maio.

Os armênios saíram às ruas em 13 de abril para impedir o ex-presidente Serge Sarkissian de se tornar primeiro-ministro depois de dez anos e dois governos medíocres em que a economia não avançou e a pobreza aumentou. Ele desistiu em 23 de abril.

Ex-jornalista crítico da corrupção no governo, Pashinian só conseguiu um voto do Partido Republicano da Armênia, liderado por Sarkissian, depois de liderar o movimento por seu afastamento.

Até agora, as manifestações chegaram a reunir 100 mil pessoas na capital armênia, Ierevã, mas foram pacíficas e a reação das autoridades, moderada.

A Rússia, que mantém a Armênia em sua esfera de influência, com 5 mil soldados russos para defender esta ex-república soviética, acompanha com atenção, mas não espera mudanças na política externa.

Durante o debate na Assembleia Nacional, Pashinian deixou claro que vai manter a aliança com a Rússia, essencial para a segurança da Armênia, diante do conflito com a ex-república soviética do Azerbaijão pelo território de Nagorno-Karabakh e da inimizade histórica com a Turquia, que acusa de genocídio durante a Primeira Guerra Mundial.

Se a situação degenerar em caos e anarquia e as relações bilaterais estiverem ameaçadas, a Rússia pode intervir.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Parlamento da Armênia rejeita indicação de líder da oposição para primeiro-ministro

A Assembleia Nacional da ex-república soviética da Armênia rejeitou hoje a indicação do líder da oposição, deputado Nikol Panchinian, para chefiar um novo governo, oito dias depois da queda do primeiro-ministro e ex-presidente Serge Sarkissian, que estava no poder há dez anos.

Sarkissian pediu demissão depois de onze dias de manifestações de rua. Panchinian prometeu manter os protestos se a nomeação não fosse confirmada. O Parlamento fará nova votação para escolher um novo primeiro-ministro em 8 de maio.

O Partido Republicano da Armênia recebeu 49% dos votos nas eleições de 2 de abril. Sarkissian foi eleito primeiro-ministro em 17 de abril. Como tinha prometido não se candidatar ao cargo quando aumentou os poderes do primeiro-ministro, numa reforma constitucional aprovada em 2015, uma multidão saiu às ruas em protestos.

Depois de dez anos de governos medíocres, Sarkissian manobrou para continuar no poder, mas foi repudiado durante manifestações de rua por 11 dias.

Hoje Panchinian era candidato único. Precisava de 53 votos. Obteve apenas 45. Só recebeu um voto do Partido Republicano.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Líder da oposição é nomeado primeiro-ministro da Armênia

O líder da revolta popular que derrubou o presidente Serge Sarkissian, deputado Nikol Pashinian, foi nomeado hoje primeiro-ministro da ex-república soviética da Armênia. Sua indicação deve ser confirmada hoje pelo Parlamento, em Ierevã, mas vai exigir votos de pelo menos 13 deputados de partidos ligados ao antigo governo.

Depois de ser presidente por dez anos, sem direito à reeleição, Sarkissian durou apenas seis dias no cargo de primeiro-ministro e caiu há uma semana em meio a uma onda de 11 dias de protestos. Quando aumentou os poderes do primeiro-ministro, ainda como presidente, prometeu nunca concorrer ao cargo.

Pashinian ameaçava manter as manifestações até a indicação de um oposicionista para chefiar o novo governo.

Em 2008, Sarkissian reprimiu com violência protestos contra sua eleição, decretou estado de emergência e colocou o então líder da oposição, Levon Ter-Petrossian, em prisão domiciliar. Dez pessoas foram mortas.

Desta vez, centenas de manifestantes foram presos, inclusive Pashinian, mas soltos em seguida. Quando 200 soldados da tropa de elite Boinas Azuis participaram desarmados de um protesto, em 23 de abril, o primeiro-ministro renunciou à chefia do governo.

A queda de Sarkissian depois de 11 dias seguidos de protestos reflete uma nova realidade nas antigas repúblicas da União Soviética. Desde a Revolução da Praça Maidan, na Ucrânia, em fevereiro de 2014, os governos, mesmo na Rússia e na Bielorrússia, relutam em reprimir as manifestações com muita violência, optando por um controle de massas com uma abordagem com menos confrontação.

O massacre na Praça Maidan levou à queda do presidente Viktor Yanukovich e à intervenção militar da Rússia, à anexação da Crimeia por Vladimir Putin e a uma guerra civil no Leste da Ucrânia. A violência provocou uma revolução e uma guerra. Mais de 10 mil pessoas foram mortas e o conflito não terminou.

Até na Bielorrússia, Alexander Lukachenko teme seguir o destino de Yanukovich. Depois de reprimir com dureza os protestos contra sua reeleição em 2010, há pouco o ditador suspendeu uma proposta de cobrança de impostos dos desempregados, que chamou de "parasitas sociais". Recuou diante das manifestações de rua.

Como os regimes pós-soviéticos são basicamente autoritários e centralizados, com uma repressão menos violenta, a expectativa é de maior mobilização política.

A Armênia é na prática um satélite da Rússia, dentro da política do ditador Vladimir Putin de restaurar o poder imperial soviético, que considera as ex-repúblicas da URSS como esfera de influência de Moscou.

Quando as reformas de Mikhail Gorbachev liberaram as forças nacionalistas na antiga URSS, houve uma guerra entre a Armênia e o Azerbaijão pelo controle da região de Nagorno-Karabakh, um enclave de maioria armênia dentro do Azerbaijão criado pelas remoções forçadas promovidas pelo ditador soviético Josef Stalin.

Além do Azerbaijão, a Armênia tem um conflito histórico com a Turquia, que acusa de genocídio durante a Primeira Guerra Mundial. Venceu o Azerbaijão com o apoio decisivo da Rússia, que mantém 5 mil soldados para garantir a segurança da Armênia.

O país é membro de duas organizações internacionais dominadas pela Rússia, a Organização do Tratado de Segurança Coletiva (Rússia, Armênia, Bielorrúsia, Casaquistão, Tajiquistão e Quirguistão) e a União Econômica da Eurásia, com os mesmos países, menos o Tajiquistão.

Assim, é improvável que Pashinian tente tirar a Armênia da esfera de influência da Rússia.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Primeiro-ministro da Armênia cai após dias de protestos de rua

Depois de dez anos no poder como presidente da Armênia, Serge Sarkissian durou apenas seis dias como primeiro-ministro. Nomeado em 17 de abril, pediu demissão hoje, sob pressão de onze dias de manifestações de rua em Ierevã, capital da ex-república soviética da região do Cáucaso.

"Eu deixo o cargo de dirigente do país", declarou Sarkissian, citado pela agência oficial de notícias Armenpress.

Poucas horas antes, foi libertado o deputado Nikol Panchinian, líder do movimento popular, que mandou seus seguidores festejaram: "Cidadão comum da Armênia, você ganhou! E ninguém pode te privar desta vitória. Eu te felicito, povo vitorioso."

A festa foi na Praça da República, no centro de Ierevã, diante da sede do governo. Milhares de pessoas se reuniram, se abraçaram e dançaram em meio a bandeiras da Armênia. Em vários bairros da cidade, donos de bares abriram garrafas de vinho e ofereceram um cálice a quem passava para brindar o futuro do país, informou a Agência France Presse.

O padrão se repete nas ex-repúblicas da União Soviética: um líder eleito democraticamente se alia à oligarquia que enriqueceu com as privatizações do fim do comunismo, enquanto a maioria não tem oportunidade, o setor público não funciona e é visto como corrupto. Aí, o povo sai às ruas e faz uma revolução, mas a oligarquia dominante mantém o poder.

Presidente de 2008 a 2018, Sarkissian foi o alvo central da cólera da população armênia. Eleito primeiro-ministro depois de dois mandados como presidente, sem direito à reeleição, ele pretendia continuar no poder depois de governos medíocres.

A taxa de pobreza da Armênia aumentou de 27,6% em 2008 para 29,8% em 2016, indicam dados do Banco Mundial. A renda média por habitante ficou praticamente estagnada nos últimos dez anos. Está hoje em US$ 3.770 por ano (R$ 12.985).

Com a crise da democracia representativa em criar um mundo melhor, como em tantos outros países, "a maioria da população não confia nas autoridades nem no sistema político do país", observa o analista Iuri Navoian, presidente da organização não governamental russa Diálogo, com sede em Moscou. "As autoridades e o povo constituem duas realidades opostas."

Dentro da política do ditador da Rússia, Vladimir Putin, de restaurar o poder imperial soviético, a Armênia, faz parte do chamado "exterior próximo", referência às ex-repúblicas do "império interior" soviético. É praticamente um satélite do Kremlin e mais uma revolta popular para inquietar Putin.

Quando aprovou uma reforma constitucional em 2015 aumentando os poderes do primeiro-ministro, Sarkissian prometeu não se candidatar ao cargo. O povo nas ruas cobrou a promissória.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Câmara Federal da Alemanha reconhece o genocídio armênio

A Câmara Federal do Parlamento da Alemanha aprovou ontem uma resolução que reconhece como genocídio o massacre de 1,5 milhão de armênios pelo Império Otomano (turco) de 1915 a 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, noticiou a revista alemã Der Spiegel. Em protesto contra o "erro histórico", a Turquia retirou seu embaixador de Berlim.

A aprovação foi quase unânime. Ao encaminhar a votação, o presidente da Câmara deixou claro que o atual governo da Turquia não é responsável pelos atos de seus predecessores, mas o país já protestou. É um momento delicado. A União Europeia precisa da ajuda da Turquia para conter a onda de refugiados nas guerras do Oriente Médio.

Com a derrota na Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano e seu califado foram extintos. Os armênios foram exterminados sob a acusação de colaborar com o inimigo.

Em 1923, nascia a República da Turquia, mas seus governos jamais reconheceram o primeiro genocídio do século 20. Depois da guerra, a Armênia virou uma república soviética.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Armênia e Azerbaijão chegam a acordo para cessar fogo

Os governos da Armênia e do Azerbaijão anunciaram hoje uma trégua depois de dias de choques que deixaram dezenas e civis de militares mortos no território de Nagorno-Karabakh, disputado entre os dois países desde o fim da União Soviética, noticiou a agência Associated Press.

A trégua foi acertada depois que um grupo de enviados especiais da Europa e dos Estados Unidos prepavara uma visita à região para mediar uma solução para o conflito.

Nagorno-Karabakh (Alto Karabakh) e um território do Azerbaijão onde a maioria da população é armênia por causa de migrações forçadas promovidas pelo ditador soviético Josef Stalin para tornar a URSS indivisível.

Quando o país entrou em declínio, ressurgiram os nacionalismos sufocados pelo regime comunista depois da Revolução Bolchevique, em 1917. A guerra em Nagorno-Karabakh estourou em 1988 e durou até 1994. Cerca de 11 mil azerbaijanos e 6 mil armênios foram mortos. O território ficou sob o controle da Armênia.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Presidente da Armênia aceita cessar-fogo em Nagorno-Karabakh

O presidente da ex-república soviética da Armênia, Serj Sakissian, declarou hoje ser a favor de um cessar-fogo no conflito com a ex-republica soviética do Azerbaijão pelo território de Nagorno-Karabakh, um enclave de maioria armênia em território azerbaijano, mas exige o retorno das forças às posições de 1º de abril.

A violência voltou a explodir entre os dois países em 2 de abril, quando cerca de 30 soldados foram mortos. O Ministério do Exterior de Azerbaijão anunciou ontem uma trégua unilateral, mas exigiu respeito à integridade territorial do país. Os dois países se acusam mutuamente pelo reinício do conflito.

Nagorno-Karabakh (Alto Karabakh) é uma região do Azerbaijão onde os armênios são maioria por causa de uma migração forçada ordenada pelo ditador soviético Josef Stalin. Com o declínio da União Soviética e a abertura política promovida por Mikhail Gorbachev, os conflitos nacionalistas ressurgiram.

A guerra por Nagorno-Karabakh estourou em 1988 e terminou em 1994 depois de morte de 6 mil armênios e 11 mil azerbaijanos, com o controle da Armênia sobre o território.

sábado, 2 de abril de 2016

Armênia e Azerbaijão guerreiam pelo território de Nagorno-Karabakh

A violência explodiu hoje entre os exércitos das ex-repúblicas soviéticas da Armênia e do Azerbaijão no território disputado de Nagorno-Karabakh, noticiou a agência Reuters. Os dois lados se acusam mutuamente pelo início das hostilidades.

O Azerbaijão perdeu 12 soldados, um tanque e um helicóptero Mi-24. A Armênia também sofreu baixas e responsabilizou os azerbaijanos por iniciar as hostilidades. O Azerbaijão repudiou esta versão afirmando que suas forças foram atacadas e reagiram.

O presidente Vladimir Putin, que considera as ex-repúblicas soviéticas parte da esfera de influência russa, divulgou um comunicado declarando que os dois lados aceitaram um cessar-fogo imediato depois que os ministros do Exterior e da Defesa da Rússia entraram em contato com os dois lados.

Em encontro com o presidente azerbaijano, Ilam Aliev, em 30 de março em Washington, o secretário de Estado americano, John Kerry, pediu uma solução definitiva para o conflito.

Nagorno-Karabakh é uma região do Azerbaijão onde a maioria da população é armênia por causa de migrações forçadas ordenadas pelo ditador soviético Josef Stalin. Com a decadência da União Soviética e o ressurgimento dos conflitos nacionalistas internos, o Parlamento de Nagorno-Karabakh votou a favor da integração com a Armênia.

A guerra estourou em fevereiro de 1988 e durou até maio de 1994, deixando quase 6 mil armênios e 11 mil azerbaijanos mortos. Desde então, a Armênia controla o território, um enclave em território do Azerbaijão.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Governo ganha eleições boicotadas no Azerbaijão

Ao conquistar 73 das 125 cadeiras da Assembleia Nacional, o governista Partido Novo Azerbaijão manteve sua maioria absoluta nas eleições parlamentares do último domingo, informou hoje a comissão nacional eleitoral.

Vários partidos de oposição boicotaram as eleições, inclusive o Musavat, o Partido Democrático do Azerbaijão, o Conselho Nacional das Forças Democráticas e o Movimento Civil Nida. Eles acusam o governo do presidente Ilham Aliev de prender os principais candidatos da oposição.

Em 30 de agosto, o Azerbaijão festejou 24 anos de independência da União Soviética, que começou em meio a uma guerra com a Armênia pelo território de Alto Karaback iniciada em 1988, depois da abertura política lançada pelo líder soviético Mikhail Gorbachev. É um território de maioria armênia anexado ao Azerbaijão na ditadura de Josef Stalin.

Rússia fortalece controle sobre a Armênia

Com o fim das sanções internacionais ao Irã, a ex-república soviética da Armênia pode se tornar um importante país de trânsito do petróleo e do gás natural iranianos para o Ocidente através de portos de ex-república soviética da Geórgia. Em sua obstinação de manter o controle sobre as repúblicas da antiga União Soviética, o presidente Vladimir Putin mobiliza recursos para garantir a influência da Rússia.

Além de aumentar sua participação econômica na Armênia, o governo russo pressiona armênios importantes residentes na Rússia a entrar na política em seu país de origem. O Kremlin visa a isolar a Armênia para afastá-la do Ocidente e mantê-la na sua esfera de influência. Ao lançar na política armênios que vivem na Rússia, quer defensores de seus interesses em Ierevã.

Desde o colapso da URSS, a Armênia vive isolada entre a ex-república soviética do Azerbaijão, com que disputa o território de Alto Karaback, e a Turquia, inimiga histórica desde o Genocídio Armênio (1915-16), que apoia os azerbaijanos. Sob pressão, a Armênia recorreu à Rússia. Os dois países têm em comum a cultura cristã ortodoxa.

Durante as negociações com as grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Irã se aproximou da Armênia como possível via de escoamento de suas exportações do setor de energia. Com a discórdia em relação à guerra civil na Síria, onde Irã apoia o ditador Bachar Assad e a Turquia quer derrubá-lo, a Turquia deixou de ser uma opção para o petróleo e o gás natural iranianos.

No momento, Armênia e Irã discutem a construção de uma estrada de ferro de US$ 3,7 bilhões ligando os dois países. A Rússia é contra o projeto. O Irã cogita então fazer uma ligação ferroviária com o Azerbaijão, inimigo da Armênia.

Não é a única manobra russa para sabotar a aproximação entre a Armênia e o Irã. Em 9 de agosto, os dois países firmaram um convênio para construir a terceira linha de transmissão de energia de alta voltagem entre si. A empresa estatal russa Gazprom já teria obtido o direito de usar a energia para suas exportações.

A Gazprom e outra companhia russa, o grupo Tachir, domina as redes de distribuição de energia elétrica e de gás na Armênia. Com uma fortuna estimada em US$ 4,8 bilhões, o dono do grupo Tachir, Samuel Karapetian, é um dos armênios residentes na Rússia que o Kremlin quer lançar na política.

Outro candidato em potencial é o atual presidente da União dos Armênios na Rússia, Ara Abrahamian. Em 14 de outubro, ele anunciou a fundação de um partido para disputar as eleições parlamentares armênias em 2017.

As relações bilaterais enfrentam problemas. Em janeiro, um soldado das forças russas estacionadas no país matou uma família armênia inteira. O Kremlin aceitou que ele fosse julgado pela Justiça da Armênia, mas o crime estimulou o sentimento antirrusso.

Um aumento no preço da eletricidade imposto por uma empresa russa deflagrou uma onda de protestos. Com a Rússia em crise por causa das sanções contra a intervenção militar na Ucrânia e a queda nos preços do petróleo, a economia da Armênia também sofre. Mas o domínio de empresas russas sobre o setor de energia de Armênia vai dificultar a negociação para se tornar um país de trânsito para as exportações iranianas.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Armênios voltam a protestar contra governo aliado da Rússia

As manifestações de protesto contra um aumento nas tarifas de energia elétrica lideradas pelo movimento "De Pé, Armênia!" foram reiniciadas na noite de hoje em Ierevã, a capital desta ex-república soviética aliada da Rússia.

O movimento exige a suspensão da alta nos preços da eletricidade até 1º de agosto de 2015.

As manifestações são comparadas à onda de protestos iniciada em novembro de 2013 na ex-república soviética da Ucrânia, que levaram à revolução da Praça Maidan, à queda do presidente Viktor Yanukovich e à intervenção militar russa para anexar a Crimeia e subverter a ordem no Leste da Ucrânia. Mas é improvável que ameacem o governo, a não ser que haja violência.

Como a empresa de energia elétrica é de propriedade de um oligarca russo próximo do Kremlin, os protestos têm um caráter contra a Rússia e as pretensões do protoditador Vladimir Putin de manter a influência sobre as repúblicas da antiga União Soviética.