Mostrando postagens com marcador Mal. Khalifa Hifter. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mal. Khalifa Hifter. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de março de 2020

Combates violentos rompem cessar-fogo na Líbia

O autointitulado Exército Nacional da Líbia (ENL), comandando pelo general Khalifa Hifter, e as forças leais ao Governo do Acordo Nacional (GAN), liderado pelo primeiro-ministro Fayez al-Sarraj e reconhecido internacional, voltaram a travar violentos combate na quinta-feira ao sul da capital, Trípoli.

Foi mais um assalto dentro da ofensiva rumo a Trípoli meses atrás por Hifter, que controla a região de Trípoli, no Leste da Líbia, na tentativa de assumir o controle sobre todo o território nacional. O ELN avançou, mas os combates cessaram na manhã de sexta-feira.

Durante dois dias, os soldados do ENL testaram as milícias leias a Al-Sarraj que defendem a capital, especialmente nos subúrbios da Zona Sul. O ministro do Interior do GAN, Fathi Bachagha, prometeu usar força total para libertar o país inteiro das "milícias ilegais" do ELN.

A Líbia vive em estado de anarquia desde a queda e morte, em 2011, do coronel Muamar Kadafi, que governava o país ditatorialmente desde 1969. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e o secretário-geral da Liga Árabe, Abul Gheit, fizeram um apelo de cessar-fogo.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Turquia vai enviar tropas à Líbia

O ditador Recep Tayyip Erdogan anunciou ontem que a Turquia aceitou um pedido de ajuda militar do Governo do Acordo Nacional, o governo da Líbia reconhecido internacionalmente, e vai pedir a autorização para enviar forças ao exterior quando o Parlamento voltar a se reunir, em 2020.

Mesmo que o número de soldados e o tipo de armamento a ser enviados não tenha sido divulgado, a Turquia deve enviar tropas de combate à Líbia. Seria um grande reforço para o Governo do Acordo Nacional, que enfrenta o Exército Nacional da Líbia (ELN), comandado pelo marechal Khalifa Hifter, com o apoio de mercenários russos.

A Turquia apoia há muito tempo o Governo do Acordo Nacional, mas sua entrada na guerra civil da Líbia, assim como o envolvimento da Rússia, tornam o conflito ainda mais complexo e difícil de resolver.

Em abril, o ELN, que domina a região de Bengázi, a segunda maior cidade líbia, no Leste do país, lançou uma ofensiva para tentar capturar a capital, Trípoli. A Líbia vive em guerra civil desde a queda e a morte do ditador Muamar Kadafi, em 2011.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Guerra civil sem fim ameaça exportação de petróleo da Líbia

Seis meses depois da ofensiva Exército Nacional da Líbia para tomar a capital, Trípoli, a guerra civil que se arrasta desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011, aumenta o risco de uma queda ainda maior na oferta de petróleo no mercado internacional.

Com as sanções dos Estados Unidos ao Irã e os ataques a instalações de petróleo na Arábia Saudita, um colapso das exportações da Líbia pode causar um aumento nos preços do barril.

Hoje, apesar da guerra civil, a Líbia produz pouco mais de 1 milhão de barris por dia. No pico, em outubro de 1973, a produção líbia chegou a 2 milhões 370 mil barris. Em agosto de 2011, quando caiu a ditadura de Muamar Kadafi, a produção caiu para 7 mil barris diários.

A Líbia foi um dos países, ao lado do Iêmen e da Síria, onde a chamada Primavera Árabe deflagrou uma guerra civil sem fim. Quando o ditador se preparava para esmagar a revolta popular em Trípoli, no Leste da Líbia, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou em 31 de março de 2011 uma intervenção militar com base do princípio da responsabilidade de proteger.

Kadafi caiu em agosto de 2011 e foi morto depois meses depois. Meu comentário: