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quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Guerra entre Israel e Hamas é a mais mortal da história recente

A guerra de Israel contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) tem o maior índice de mortalidade de todos os conflitos armados recentes, de acordo com os cálculos da organização não governamental Oxfam, o Comitê de Oxford para o Alívio da Fome. 

Mais de 26 mil palestinos foram mortos desde o início da guerra na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. A média diária de mortes na invasão da Faixa de Gaza é de 250. Na guerra civil da Síria, a média era de 96,5 mortes por dia, na guerra civil do Sudão é de 51,6, na invasão do Iraque pelos EUA 50,8, na invasão da Ucrânia pela Rússia 43,9, na guerra do Afeganistão 23,8 e na guerra civil do Iêmen 15,8.

A Corte Internacional de Justiça das Nações Unidas deve responder nesta sexta-feira ao pedido da África do Sul de ordenar um cessar-fogo imediato no processo em que denuncia Israel por cometer genocídio em Gaza.

A Agência da ONU para Refugiados Palestinos acusou Israel de atacar a causar um incêndio num de seus centros de treinamento onde centenas de civis tentavam se proteger dos bombardeios. Pelo menos 12 pessoas morreram. 

As negociações para uma nova trégua com troca de reféns israelenses por presos palestinos estão estagnadas.

Os Estados Unidos bombardearam no Iraque posições da milícia xiita Kataib Hesbolá (Batalhões do Partido de Deus), em resposta a um ataque que feriu dois militares norte-americanos e um iraquiano.

O ex-vice-primeiro-ministro e ex-comandante em chefe das Forças Armadas Benny Gantz, membro do gabinete de guerra, é o favorito para ser o próximo chefe de governo de Israel.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Irã admite pela primeira vez participação direta na guerra

A Guarda Revolucionária Iraniana, base militar da ditadura dos aiatolás, declarou que o ataque terrorista de 7 de outubro foi uma resposta à morte, em 2020 do comandante das Brigadas al-Quods, o braço armado da guarda para ações no exterior. O grupo terrorista Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) rejeitou a alegação iraniana.

É a primeira vez que o Irã admite participação direta na guerra. Todas as milícias que atacam Israel e os EUA são apoiadas pelo Irã. E a morte do comandante da Guarda Revolucionária na Síria aumenta o risco de guerra total entre Israel e a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), um braço armado do Irã.


O general Benny Gantz, ex-vice-primeiro-ministro e ex-comandante das Forças Armadas de Israel, ameaça dar uma resposta mais forte aos ataques do Hesbolá ao Norte de Israel, que foram pelo menos 18 nessa quarta-feira, de acordo com fontes militares israelenses. 

As forças de Israel atacaram mais 200 alvos em 24 horas e intensificaram as ações na Batalha de Khan Yunes, onde Israel acredita que estejam escondidos os principais líderes do na Faixa de Gaza. O Ministério da Saúde do Saúde anunciou que mais 195 palestinos foram mortos em Gaza em 24 horas, elevando o total de mortes no território para 21.320. 

Pelo menos 158 militares israelenses morreram até agora na invasão terrestre de Gaza, 498 desde o início da guerra. Com 82 dias de guerras, o e milícias aliadas ainda lançam foguetes contra o território israelense, num sinal de que não perderam a capacidade ofensiva. Desde 7 de outubro, cerca de 12 mil foguetes foram disparados de Gaza contra Israel. 

Os EUA interceptaram no Mar Vermelho 12 drones, três mísseis balísticos antinavio e 2 mísseis de cruzeiro disparados pelos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã na guerra civil do Iêmen, que intensificaram os ataques depois que um bombardeio israelense matou, na Síria, o oficial de ligação da Guarda Revolucionária Iraniana com a ditadura de Bachar Assad. 

O Irã, a principal força oculta por trás desta guerra, triplicou no mês passado o enriquecimento de urânio com teor de 60% de urânio-235. Está perto dos 90% necessário para fazer armas nucleares.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Israel afirma que Hamas desmorona e ameaça Hesbolá com reação mais dura

No 66º dia de guerra, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) está desmoronando, afirmou o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant. Vários milicianos estariam se rendendo por falta de comida e munição, e os últimos redutos estariam caindo. 

Para mostrar o controle de Israel, o comandante do Exército, general Herzi Halevi, e o chefe do serviço secreto interno de Israel (Shin Bet), Ronen Bar, se reniram em Khan Yunes, no Sul de Gaza.

O ex-vice-primeiro-ministro e ex-ministro da Defesa Benny Gantz, membro do gabinete de guerra, pediu uma resposta mais dura aos ataques da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido do Deus) ao Norte de Israel.

No Mar Vermelho, os rebeldes iemenistas hutis, apoiados pelo Irã, atingiram com míssil um navio norueguês que ia da Malásia para a Italia. Meu comentário:

domingo, 5 de julho de 2020

EUA interceptam ataque de foguete contra embaixada em Bagdá

Horas depois de instalar um sistema de defesa proteger de ataques de artilharia, morteiros e foguetes pequenos, os Estados Unidos conseguiram interceptar um foguete disparado contra a embaixada americana no Iraque em 4 de julho, Dia da Independência dos EUA, noticiou o jornal israelense The Jerusalem Post.

O ataque acontece depois de quatro explosões em instalações nucleares do Irã atribuídas a Israel. Sem assumir a responsabilidade, o ministro do Exterior israelense, Gabi Ashkenazi, declarou: "Temos uma política há vários governo de não permitir que o Irã tenha capacidade nuclear. 

"Este regime com tais habilidades é uma ameaça existencial a Israel e não podemos permitir que se instale na nossa fronteira norte", observou o ministro, numa referência à presença militar iraniana na Síria. "Fazemos ações que é melhor não comentar."

A República Islâmica e suas milícias aliadas tiveram um papel decisivo para sustentar a ditadura de Bachar Assad na guerra civil síria. Em várias ocasiões, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu considerou inaceitável uma presença militar permanente do Irã na Síria, especialmente numa faixa de até 50 quilômetros de distância da fronteira de Israel.

Uma série de explosões misteriosas ocorreu no Irã desde quinta-feira passada. A primeira foi numa instalação próxima do complexo militar de Parchin. O regime dos aiatolás atribuiu o incidente a uma explosão de gás, mas fotos de satélite revelaram que o alvo foi uma fábrica de mísseis.

No mesmo dia, uma explosão num hospital de Teerã matou 19 pessoas. Na sexta-feira, houve um grande incêndio num prédio da central nuclear de Natanz, a maior instalação de enriquecimento de urânio do Irã. Ontem, houve relatos de outro incêndio perto de uma usina de energia elétrica na região de Ahvaz, no Sul do país, perto da fronteira com o Iraque.

Em entrevista à Rádio do Exército, o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, tentou desvincular o país das explosões: "Nem todo incidente que transparece no Irã tem de ver conosco. Todos suspeitam de nós todo o tempo, mas nem todo incidente que acontece no Irã necessariamente tem algo a ver conosco."

Gantz, ex-comandante das Forças de Defesa de Israel disputou as últimas eleições contra o primeiro-ministro Netanyahu e formou um governo de coalizão depois de três eleições em que nenhum dos dois conseguiu maioria absoluta. 

"Continuamos a agir em todas as frentes para reduzir a possibilidade de que o Irã se torne uma potência nuclear. Um Irã nuclear é uma ameaça ao mundo, à região e a Israel. Faremos todo o possível para evitar que isto aconteça. E faremos todo o possível para impedir o Irã de difundir o terrorismo e distribuir armas, não vou me referir a nenhum caso específico", acrescentou o ministro da Defesa.

A preocupação de Israel não se limita às armas nucleares. O país quer a prorrogação do embargo das Nações Unidas à venda de armas ao Irã além de outubro, o prazo atualmente estabelecido, para impedir a ditadura teocrática iraniana de adquirir sistemas avanços de armamentos.

O ministro do Exterior lembrou que o Irã arma dezenas de milícias no Oriente Médio. A maior de todas é o Hesbolá (Partido de Deus), do Líbano, país que no momento enfrenta uma séria crise econômica, com protestos nas ruas contra a presença da milícia no governo da união nacional.

A Organização de Energia Atômica do Irã confirmou a ocorrência de um incidente na central nuclear de Natanz, alvo em 2010 de um ataque cibernético com o vírus Stuxnet para atrasar o desenvolvimento da bomba atômica iraniana. Na época, o regime iraniano acusou os EUA e Israel. O Stuxnet é considerado um verme por tornar lentos os computadores que infecta.

Oficialmente, o Irã nega estar desenvolvendo armas nucleares, mas retomou várias atividades de seu programa atômico depois que o presidente Donald Trump retirou, em maio de 2018, os EUA do acordo negociado pelo governo Barack Obama, as outras grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança da ONU ( China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha.

Em janeiro, um ataque de mísseis americanos matou o general Kassem Suleimani, o mais graduado oficial iraniano, no aeroporto de Bagdá, depois de ataques de milícias xiitas iraquianas financiadas, armadas e treinadas pelo Irã. O general comandava a Força Quods, braço da Guarda Revolucionária Iraniana para ações no exterior, e coordenava mais de 60 milícias xiitas no Oriente Médio.

sexta-feira, 6 de março de 2020

Aliança de Netanyahu fica três cadeiras abaixo da maioria na Knesset

Com o fim da apuração dos votos da eleição de 2 de março, o partido conservador Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ficou com 36 deputados contra 33 do partido Azul e Branco, de centro-direita. 


A aliança liderada por Netanyahu conquistou 58 cadeiras na Knesset, o Parlamento de Israel, de 120 cadeiras. Terá três deputados a menos do que o necessário para ter maioria absoluta e formar um governo.


Talvez o primeiro-ministro tenha festejado a vitória antes do tempo. Essas foram as terceiras eleições em menos de um ano em Israel. Mais uma vez, o resultado foi inconclusivo. Nenhum dos blocos parece em condições de formar um governo de maioria.

Netanyahu deve ser o primeiro líder a ser convidado pelo presidente Reuven Rivlin para tentar articular um governo. Se não conseguir, o general da reserva Benny Gantz, ex-comandante das Forças de Defesa de Israel, terá mais uma chance, como nas duas eleições anteriores.

A saída para este impasse seria a formação de um governo de união nacional do Likud como Azul e Branco, como antes da Guerra dos Seis, em 1967, e depois das eleições de 1984 e de 2009. Mas Gantz se nega a formar governo com o Likud enquanto Netanyahu for o líder porque o primeiro-ministro foi denunciado criminalmente por quatro escândalos de corrupção.

Chefe de governo que ficou mais tempo no poder em Israel, superando no ano passado o fundador do país, David ben Gurion, Netanyahu luta não só por sua carreira política, mas para não ir para a cadeia.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Direita vence eleições em Israel mas pode não ter maioria

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e sua aliança direitista conquistou o maior número de cadeira na Knesset, o Parlamento de Israel, nas eleições de hoje. Mas, mais uma vez, pode não ter maioria absoluta, indicam as pesquisas de boca de urna divulgadas há pouco pelas televisões israelenses.

Estas foram as terceiras eleições gerais em Israel em um ano. Tiveram a participação de 80% do eleitorado, a maior desde 1999. Talvez ainda não sejam capazes de romper o impasse, a exemplo do que ocorreu nas eleições de 9 de abril e 17 de setembro de 2019.

De acordo com as pesquisas, que erraram em eleições anteriores, o partido Likud, de Netanyahu, teria 37 deputados e sua coalizão chegaria a 60, uma abaixo da maioria na Knesset, de 120 cadeiras.

O partido Azul e Branco, liderado pelo general Benny Gantz, levaria 33 cadeiras e sua coalizão um total de 56 deputados.

Réu em quatro processos por corrupção, Netanyahu luta não só para manter o poder, mas para escapar da prisão. Ele espera conseguir o apoio necessário na Knesset para aprovar uma lei tornando o chefe de governo inimputável enquanto estiver no cargo.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Líderes de Israel vão à Casa Branca discutir plano de paz para o Oriente Médio

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o líder da oposição em Israel, general Benny Gantz, devem ir à Casa Branca na próxima terça-feira para discutir o plano do governo Donald Trump para a paz no Oriente Médio, que parece inaceitável para os palestinos.

O vice-presidente Mike Pence confirmou: os dois principais líderes israelense foram convidados para debater questões regionais e os prospectos para a paz na Terra Santa com o presidente Trump.

Os poucos detalhes que vazaram para a imprensa indicam que o plano dos Estados Unidos dá a Israel a soberania sobre o Vale do Rio Jordão e de todas as colônias israelenses na Cisjordânia ocupada, além de reconhecer Jerusalém como a capital israelense. Trump dá tudo o que Israel quer. 

Com certeza, este plano será rejeitado pelos palestinos. No Twitter, seu meio de comunicação favorito, o presidente americano afirmou que os detalhes revelados são meramente especulativos. Meu comentário:

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Derrota de Netanyahu pode marcar fim de uma era em Israel

A derrota do primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu nas eleições de 17 de setembro pode marcar o fim de uma era, salvar a democracia israelense e dar uma chance à paz com os palestinos.

O resultado ainda está indefinido. Apurados 97% nas segundas eleições deste ano em Israel, o partido Azul e Branco, liderado pelo ex-comandante do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, general Benny Gantz, está na frente com 33 deputados, enquanto o partido Likud, de Netanyahu, elegeu 32 deputados na Knesset, o Parlamento israelense.

Como a Knesset tem 120 cadeiras, ambos ainda estão longe da maioria absoluta de 61 deputados necessária para formar um novo governo. 

Hoje, Netanyahu propôs a Gantz a formação de uma grande aliança dos dois grandes partidos, com revezamento dos dois na chefia de governo. O general rejeitou. Com mais deputados, tem prioridade. Declarou que pretende formar uma coalizão ampla e liderar um governo de união nacional politicamente liberal. 

Esta aliança ampla pode incluir o Likud, desde que Netanyahu não seja mais líder. As negociações podem durar semanas e até meses. Se Gantz fracassar, Netanyahu terá mais uma chance. Meu comentário:

sábado, 6 de abril de 2019

Netanyahu promete anexar colônias da Cisjordânia ocupada

Sob pressão na reta final da campanha para as eleições de terça-feira, 9 de abril, com pesquisas indicando vitória da oposição, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou hoje que vai "ampliar a soberania israelense", anexando definitivamente as colônias judaicas na Cisjordânia ocupada na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Em entrevista ao canal 12 da televisão de Israel, Netanyahu descartou a criação de um Estado nacional palestino, prometeu controlar a segurança na Cisjordânia e estender a soberania israelense aos mais de 400 mil colonos assentados no território árabe ocupado. Na sua visão, um país palestino "ameaçaria nossa existência".

O reconhecimento pelos Estados Unidos no mês passado da anexação ilegal por Israel das Colinas do Golã, ocupadas na mesma guerra, criou um precedente perigoso ao violar uma norma da sociedade internacional pós-Segunda Guerra Mundial. A Carta das Nações diz expressamente que "é vedada a guerra de conquista".

Netanyahu havia avisado o presidente Donald Trump. Não pretende retirar nem nenhuma pessoa das colônias instaladas na Cisjordânia. O radicalismo de Netanyahu no fim da campanha é uma tentativa de tirar votos dos partidos de extrema direita e atraí-los para o Likud.

A coalizão Azul e Branco, liderada pelo general Benny Gantz, ex-comandante militar de Israel, e pelo ex-apresentador de televisão Yair Lapid, está na frente nas últimas pesquisas. Deve eleger entre 28 e 32 deputados, enquanto o Likud teria de 28% a 31%. Mas o primeiro-ministro tem mais chances de formar uma coalizão com pelo menos 61 deputados, a maioria absoluta da Knesset, de 120 cadeiras.