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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Palestinos rejeitam na ONU plano de paz de Trump para Oriente Médio

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, denunciou hoje perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova York, o plano do governo Donald Trump para a paz no Oriente Médio como ilegítimo, unilateral e uma recompensa a Israel pela ocupação de territórios árabes desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. 

Trump apresentou seu plano com grande fanfarra na Casa Branca ao lado do primeiro-ministro linha-dura de Israel, Benjamin Netanyahu, duas semanas atrás. 

Os palestinos não foram convidados para discutir a proposta, que oferece tudo o que a direita de Israel quer: a anexação das colônias judaicas na Cisjordânia ocupada, o controle sobre o Vale do Rio Jordão, o reconhecimento de Jerusalém como capital indivisível de Israel e a fundação de um Estado Nacional palestino com soberania limitada, sem Forças Armadas, quatro anos depois. 

Abbas descreveu o país palestino proposto por Trump como “um queijo suíço” cheio de assentamentos israelenses. Meu comentário:

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Palestinos rompem cooperação com EUA e Israel em segurança

Em reação ao plano de paz do governo Donald Trump para o Oriente Médio, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, anunciou hoje o fim da cooperação em questões de segurança e um rompimento total de relações com os Estados Unidos e Israel.

Por unanimidade, a pedido da ANP, a Liga Árabe rejeitou hoje no Cairo o plano de Trump por "não contemplar as mínimos direitos e aspirações do povo palestino" e declarou que não vai cooperar com sua implementação.

"Israel será o único responsável pelas consequência destas políticas", advertem os governos árabes.

A proposta de Trump estende a soberania de Israel ao Vale do Rio Jordão e a todas as colônias israelenses na Cisjordânia ocupada na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Isto é ilegal à luz do direito internacional, que proíbe a guerra de conquista. E declara que Jerusalém é a capital indivisível de Israel, embora o setor árabe (oriental) tenha sido ocupado na mesma guerra.

Também prevê a criação de um Estado Nacional palestino com soberania limitada no que restar na Cisjordânia e na Faixa de Gaza em quatro anos, desde que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) entregue as armas e deixe de controlar Gaza.

"Jamais vou aceitar esta solução", afirmou Abbas. "Não vou deixar registrado na minha história que vendi Jerusalém."

Os palestinos continuarão lutando para acabar com a ocupação israelense na Cisjordânia e criar um país nos territórios da Cisjordânia e de Gaza com base nas fronteiras anteriores à guerra de 1967 e capital no setor oriental de Jerusalém.

Apesar das pressões do governo Trump, nem os maiores aliados dos EUA no mundo árabe, a Arábia Saudita e o Egito.

"Os esforços de paz devem procurar uma solução justa que inclua os direitos dos palestinos. A Arábia Saudita vai apoiar sempre as escolhas do povo palestino", declarou o ministro do Exterior saudita, Faissal ben Farhan.

Depois de adotar uma postura receptiva em relação ao plano, o Egito recuou: "A posição egípcia é bem conhecida e está em linha com as resoluções internacionais, a favor do estabelecimento de um Estado palestino com Jerusalém Oriental como capital."

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Líderes de Israel vão à Casa Branca discutir plano de paz para o Oriente Médio

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o líder da oposição em Israel, general Benny Gantz, devem ir à Casa Branca na próxima terça-feira para discutir o plano do governo Donald Trump para a paz no Oriente Médio, que parece inaceitável para os palestinos.

O vice-presidente Mike Pence confirmou: os dois principais líderes israelense foram convidados para debater questões regionais e os prospectos para a paz na Terra Santa com o presidente Trump.

Os poucos detalhes que vazaram para a imprensa indicam que o plano dos Estados Unidos dá a Israel a soberania sobre o Vale do Rio Jordão e de todas as colônias israelenses na Cisjordânia ocupada, além de reconhecer Jerusalém como a capital israelense. Trump dá tudo o que Israel quer. 

Com certeza, este plano será rejeitado pelos palestinos. No Twitter, seu meio de comunicação favorito, o presidente americano afirmou que os detalhes revelados são meramente especulativos. Meu comentário:

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Netanyahu promete anexar colônias e o Vale do Rio Jordão

Em situação difícil às vésperas das eleições de 17 de setembro em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu hoje anexar o Vale do Rio Jordão e todos os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, noticiou hoje o jornal The Times of Israel. É quase um terço do território.

Depois de vários escândalos de corrupção, com quatro processos em andamento, Netanyahu e seu partido Likud estão em empate técnico ou atrás, em algumas pesquisa, do partido Azul e Branco, liderado por Benny Gantz, comandante-em-chefe das Forças de Defesa de Israel de 2011 a 2015.

A oposição propõe limitar o número de mandatos do primeiro-ministro, proibir políticos denunciados de servir na Knesset, o Parlamento de Israel, mudar a lei que considera não judeus cidadãos de segunda classe, investir no ensino básico e na saúde pública, e reiniciar as negociações de paz com a Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Antes das eleições de 9 de abril, que Netanyahu venceu, mas não conseguiu formar um governo, o presidente Donald Trump reconheceu a soberania de Israel sobre as Colinas do Golã, ocupadas da Síria na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexadas em 1981. Abriu um precedente para os Estados Unidos reconhecerem anexações de território, numa violação da Carta das Nações Unidas, que proíbe a guerra de conquista.

Na mesma guerra, Israel também ocupou a Península do Sinai, devolvida ao Egito pelo acordo de paz de Camp David, em 1979, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém. Israel se retirou da Faixa de Gaza em agosto de 2005.

Historicamente o Likud prolongou as negociações de paz com os palestinos para tornar a ocupação da Cisjordânia um fato consumado. As colônias ocupam locais estratégicos. Hoje o projeto da direita israelense é anexar a Cisjordânia.

Ao anexar as colônias, Netanyahu inviabilizaria a criação de um Estado nacional para o povo palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. É a receita para uma guerra sem fim. É uma jogada política para fidelizar suas bases eleitorais, construir uma coalizão majoritária na Knesset e escapar da prisão.

Com base nos acordos de Oslo, a Cisjordânia está dividida em áreas A, administradas pela Autoridade Nacional Palestina; áreas B, onde a administração é dividida; e áreas C, controladas por Israel, onde estão as colônias israelenses. O Vale do Rio Jordão é uma região fértil onde vivem 50 mil palestinos e 11 mil israelenses.