A Força Aérea de Israel jogou pelo menos 500 bombas de 900 quilos na Faixa de Gaza, noticiaram o jornal The New York Times e a rede de televisão norte-americana CNN. Ao examinar imagens de satélites, analistas descobriram 500 crateras de mais de 12 metros de diâmetro abertas por essas bombas, num bombardeio comparável ao da Guerra do Vietnã.
Israel intensificou os bombardeios nas últimas 48 horas e declarou que destruiu túneis do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Praça Palestina, tomou o quartel de Rimal e assumiu o controle do bairro de Chejaia, na Cidade de Gaza.Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 21 de dezembro de 2023
Israel jogou 500 bombas de 900 quilos na Faixa de Gaza
O Exército de Israel anunciou que matou mais de 2 mil terroristas do em dezembro e, nos últimos dias, mais quatro comandantes militares do grupo terrorista, que lançou na quinta-feira 30 foguetes contra Telavive, a capital econômica de Israel, e o Sul.
Com 76 dias de guerra, o Hamas ainda consegue lançar foguetes contra o território israelense, numa prova de que Israel ainda não conseguiu eliminar a capacidade ofensiva do inimigo.
O Hamas afirmou que o total de palestinos mortos em Gaza chegou a 20 mil e 57, além de 53 mil feridos, e divulgou imagens de três reféns mortos e atribuiu as mortes aos bombardeios israelenses. Israel não confirmou a notícia. Cerca de mil 140 pessoas foram mortas e cerca de 250 sequestradas no ataque terrorista de 7 de outubro, que deflagrou a guerra.
Na análise do historiador Paul Rogers, professor de estudos de paz da Universidade de Bradford, na Inglaterra, Israel está perdendo a guerra. Sua estratégia de terra arrasada está fracassando. Para o professor Robert Pape, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, se Israel quer acabar com o Hamas, precisa oferecer uma alternativa política melhor ao povo palestino, com a criação de uma Palestina independente.
Depois de mais um adiamento, a embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas Greenfield, disse que seu país está pronto para aprovar o projeto de resolução dos Emirados Árabes Unidos que fala em “tomar medidas urgentes para permitir imediatamente uma ajuda humanitária segura e sem entraves, criando condições para uma suspensão duradoura das hostilidades.” Meu comentário:
sábado, 16 de julho de 2022
Biden vai ao Oriente Médio atrás de petróleo e aliança contra Irã
A primeira visita do presidente Joe Biden ao Oriente Médio, realizada nessa semana, teve dois objetivos principais: pedir a Arábia Saudita e as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico para aumentar a produção de petróleo para compensar a queda na oferta com o boicote à Rússia, e consolidar a aliança informal entre esses países árabes e Israel para se contrapor ao Irã.
Há quem chame de uma mini-OTAN no Oriente Médio. Biden prometeu na campanha ser diferente de Donald Trump, retomar o acordo nuclear com o Irã e punir a Arábia Saudita pela morte do jornalista Jamal Khashoggi, esquartejado em 2 de outubro de 2018 no consulado saudita em Istambul, na Turquia.
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sábado, 6 de abril de 2019
Netanyahu promete anexar colônias da Cisjordânia ocupada
Sob pressão na reta final da campanha para as eleições de terça-feira, 9 de abril, com pesquisas indicando vitória da oposição, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou hoje que vai "ampliar a soberania israelense", anexando definitivamente as colônias judaicas na Cisjordânia ocupada na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Em entrevista ao canal 12 da televisão de Israel, Netanyahu descartou a criação de um Estado nacional palestino, prometeu controlar a segurança na Cisjordânia e estender a soberania israelense aos mais de 400 mil colonos assentados no território árabe ocupado. Na sua visão, um país palestino "ameaçaria nossa existência".
O reconhecimento pelos Estados Unidos no mês passado da anexação ilegal por Israel das Colinas do Golã, ocupadas na mesma guerra, criou um precedente perigoso ao violar uma norma da sociedade internacional pós-Segunda Guerra Mundial. A Carta das Nações diz expressamente que "é vedada a guerra de conquista".
Netanyahu havia avisado o presidente Donald Trump. Não pretende retirar nem nenhuma pessoa das colônias instaladas na Cisjordânia. O radicalismo de Netanyahu no fim da campanha é uma tentativa de tirar votos dos partidos de extrema direita e atraí-los para o Likud.
A coalizão Azul e Branco, liderada pelo general Benny Gantz, ex-comandante militar de Israel, e pelo ex-apresentador de televisão Yair Lapid, está na frente nas últimas pesquisas. Deve eleger entre 28 e 32 deputados, enquanto o Likud teria de 28% a 31%. Mas o primeiro-ministro tem mais chances de formar uma coalizão com pelo menos 61 deputados, a maioria absoluta da Knesset, de 120 cadeiras.
Em entrevista ao canal 12 da televisão de Israel, Netanyahu descartou a criação de um Estado nacional palestino, prometeu controlar a segurança na Cisjordânia e estender a soberania israelense aos mais de 400 mil colonos assentados no território árabe ocupado. Na sua visão, um país palestino "ameaçaria nossa existência".
O reconhecimento pelos Estados Unidos no mês passado da anexação ilegal por Israel das Colinas do Golã, ocupadas na mesma guerra, criou um precedente perigoso ao violar uma norma da sociedade internacional pós-Segunda Guerra Mundial. A Carta das Nações diz expressamente que "é vedada a guerra de conquista".
Netanyahu havia avisado o presidente Donald Trump. Não pretende retirar nem nenhuma pessoa das colônias instaladas na Cisjordânia. O radicalismo de Netanyahu no fim da campanha é uma tentativa de tirar votos dos partidos de extrema direita e atraí-los para o Likud.
A coalizão Azul e Branco, liderada pelo general Benny Gantz, ex-comandante militar de Israel, e pelo ex-apresentador de televisão Yair Lapid, está na frente nas últimas pesquisas. Deve eleger entre 28 e 32 deputados, enquanto o Likud teria de 28% a 31%. Mas o primeiro-ministro tem mais chances de formar uma coalizão com pelo menos 61 deputados, a maioria absoluta da Knesset, de 120 cadeiras.
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quinta-feira, 19 de março de 2015
Netanyahu recua e diz aceitar criação de um país palestino
Diante do risco de isolamento internacional, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, reeleito há dois dias contrariando as pesquisas de opinião, recuou da afirmação de que jamais aceitará a criação de um Estado Nacional palestino. Pode ser apenas jogo de cena.
Em entrevista à TV americana MSNBC, Netanyahu declarou estar disposto a concordar o surgimento de uma Palestina independente desde que a segurança de Israel seja garantida: "Eu não quero um Estado só. Quero uma solução com dois Estados pacífica e sustentável, mas para isso seja possível as circunstâncias têm de mudar."
O primeiro-ministro linha-dura de Israel acusou o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, de se negar a reconhecer Israel como um "Estado judaico" e de ter se aliado ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) para destruir seu país.
A oficialização de Israel como um Estado judaico, que tornaria suas populações árabes em cidadãos de segunda classe, foi a causa das eleições antecipadas quando os ministros Yair Lapid e Tzipi Livni se negaram a aprovação. Portanto, há resistência dentro de Israel.
Quanto à aliança entre a Fatah, de Abbas, e o Hamas para formar um governo de união nacional tinha exatamente o objetivo de apresentar uma frente palestina unida nas negociações de paz. De que adianta fazer um acordo de paz excluindo o Hamas, se é este grupo que mais ameaça Israel?
Netanyahu tem usado sucessivas desculpas para fugir de um acordo de paz definitivo sob a mediação dos Estados Unidos. No ano passado, aproveitou-se do sequestro e morte de adolescentes israelenses para invadir a Faixa de Gaza e atacar o Hamas.
Na época, o líder israelense afirmou que a retirada da Cisjordânia ocupada daria uma plataforma nove vezes maior para ataques a Israel. Nada indica que tenha mudado de opinião. Vai empurrando as negociações como pode, enquanto amplia as colônias nos territórios ocupados para criar um fato consumado.
A declaração prometendo vetar eternamente a criação de uma Palestina independente foi feita sob medida para agradar aos colonos ilegais da Cisjordânia.
O governo Barack Obama, agastado com o discurso de Netanyahu no Congresso dos EUA em 3 de março sabotando as negociações nucleares com o Irã, não acreditou muito na suposta mudança de posição do primeiro-ministro. Os EUA ameaçam não usar o veto na próxima vez em que a questão palestina for levada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Em entrevista à TV americana MSNBC, Netanyahu declarou estar disposto a concordar o surgimento de uma Palestina independente desde que a segurança de Israel seja garantida: "Eu não quero um Estado só. Quero uma solução com dois Estados pacífica e sustentável, mas para isso seja possível as circunstâncias têm de mudar."
O primeiro-ministro linha-dura de Israel acusou o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, de se negar a reconhecer Israel como um "Estado judaico" e de ter se aliado ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) para destruir seu país.
A oficialização de Israel como um Estado judaico, que tornaria suas populações árabes em cidadãos de segunda classe, foi a causa das eleições antecipadas quando os ministros Yair Lapid e Tzipi Livni se negaram a aprovação. Portanto, há resistência dentro de Israel.
Quanto à aliança entre a Fatah, de Abbas, e o Hamas para formar um governo de união nacional tinha exatamente o objetivo de apresentar uma frente palestina unida nas negociações de paz. De que adianta fazer um acordo de paz excluindo o Hamas, se é este grupo que mais ameaça Israel?
Netanyahu tem usado sucessivas desculpas para fugir de um acordo de paz definitivo sob a mediação dos Estados Unidos. No ano passado, aproveitou-se do sequestro e morte de adolescentes israelenses para invadir a Faixa de Gaza e atacar o Hamas.
Na época, o líder israelense afirmou que a retirada da Cisjordânia ocupada daria uma plataforma nove vezes maior para ataques a Israel. Nada indica que tenha mudado de opinião. Vai empurrando as negociações como pode, enquanto amplia as colônias nos territórios ocupados para criar um fato consumado.
A declaração prometendo vetar eternamente a criação de uma Palestina independente foi feita sob medida para agradar aos colonos ilegais da Cisjordânia.
O governo Barack Obama, agastado com o discurso de Netanyahu no Congresso dos EUA em 3 de março sabotando as negociações nucleares com o Irã, não acreditou muito na suposta mudança de posição do primeiro-ministro. Os EUA ameaçam não usar o veto na próxima vez em que a questão palestina for levada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.
quinta-feira, 12 de março de 2015
Última pesquisa dá vantagem à oposição nas eleições em Israel
Na última pesquisa do jornal liberal Haaretz antes das eleições de 17 de março de 2015 em Israel, a União Sionista, liderada pelo Partido Trabalhista aparece em primeiro lugar, com 24 deputados, seguida pelo partido Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Em terceiro lugar, ficou a Lista Conjunta, que reúne partidos da minoria árabe, com 13 cadeiras. Logo atrás, vem o partido Existe Futuro, do ex-apresentador de televisão Yair Lapid, com 12. O ultradireitista Casa Judaica e o partido Todos Nós elegeriam 12 deputados.
Cerca de 74% dos entrevistados manifestaram a intenção de votar. Para chefiar o futuro governo, 48% preferem Netanyahu e 34% o líder trabalhista, Isaac Herzog.
Em terceiro lugar, ficou a Lista Conjunta, que reúne partidos da minoria árabe, com 13 cadeiras. Logo atrás, vem o partido Existe Futuro, do ex-apresentador de televisão Yair Lapid, com 12. O ultradireitista Casa Judaica e o partido Todos Nós elegeriam 12 deputados.
Cerca de 74% dos entrevistados manifestaram a intenção de votar. Para chefiar o futuro governo, 48% preferem Netanyahu e 34% o líder trabalhista, Isaac Herzog.
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terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Netanyahu demite ministros e antecipa eleições em Israel
Em meio à crise provocada pelo projeto para declarar Israel oficialmente um "Estado judaico", o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu demitiu hoje os ministros das Finanças, Yair Lapid, e da Justiça, Tzipi Livni, contrários à proposta, e dissolveu o Parlamento. Cabe agora ao presidente convocar eleições antecipadas.
O projeto faz parte de uma ampla ofensiva da ultradireita israelense para enterrar definitivamente as negociações de paz para criar um Estado palestino e anexar a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém, negando à população árabe, hoje cerca de 20% do total, os mesmos direitos dados aos judeus israelenses.
Tanto o ex-presidente Shimon Peres e de líderes de partidos moderados como Lapid e Livni são contra a ideia. Por 16 a 5, os ministros do governo Netanyahu aprovaram a proposta, encaminhando-a para votação na Knesset, o Parlamento de Israel. Seus maiores defensores são os ultradireitistas Avigdor Lieberman, ministro do Exterior, e da Economia, Natali Bennett, contrários a qualquer concessão aos palestinos.
"Nas últimas semanas e especialmente nos últimos dias, os ministros atacaram intensamente o governo que lidero", afirmou Netanyahu. "Não vou tolerar ministros atacando a política do governo e seu líder dentro do próprio governo. É impossível governar um país dessa maneira."
Lapid, um ex-apresentador de televisão que fundou um partido de centro com a clara ambição de governar Israel, é candidatíssimo à vaga de Netanyahu, que tentará mais vender a imagem de que é o único líder capaz de administrar o país num momento de grandes riscos, do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e do Estado Islâmico ao programa nuclear do Irã.
O projeto faz parte de uma ampla ofensiva da ultradireita israelense para enterrar definitivamente as negociações de paz para criar um Estado palestino e anexar a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém, negando à população árabe, hoje cerca de 20% do total, os mesmos direitos dados aos judeus israelenses.
Tanto o ex-presidente Shimon Peres e de líderes de partidos moderados como Lapid e Livni são contra a ideia. Por 16 a 5, os ministros do governo Netanyahu aprovaram a proposta, encaminhando-a para votação na Knesset, o Parlamento de Israel. Seus maiores defensores são os ultradireitistas Avigdor Lieberman, ministro do Exterior, e da Economia, Natali Bennett, contrários a qualquer concessão aos palestinos.
"Nas últimas semanas e especialmente nos últimos dias, os ministros atacaram intensamente o governo que lidero", afirmou Netanyahu. "Não vou tolerar ministros atacando a política do governo e seu líder dentro do próprio governo. É impossível governar um país dessa maneira."
Lapid, um ex-apresentador de televisão que fundou um partido de centro com a clara ambição de governar Israel, é candidatíssimo à vaga de Netanyahu, que tentará mais vender a imagem de que é o único líder capaz de administrar o país num momento de grandes riscos, do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e do Estado Islâmico ao programa nuclear do Irã.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Israel forma governo sem partidos religiosos
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu fechou acordo com os partidos Yesh Atid (Há Futuro) e Casa Jucaica para formar um novo governo que terá o apoio de 70 deputados na Knesset, o Parlamento de Israel, de 120 cadeiras, rompendo a aliança com os partidos religiosos.
Mas o jornal liberal israelense Haaretz observa que os jovens líderes dos novos partidos do governo, Yair Lapid e Natali Bennett, são desde já fortes candidatos a destronar Netanyahu e a assumir a chefia do governo.
Lapid, um ex-apresentador de televisão, foi a grande surpresa das eleições parlamentares de 22 de janeiro em Israel. Seu partido Yesh Atid conquistou 19 cadeiras. Se Netanyahu não tivesse conseguido formar o governo, seu prazo se esgotaria e o presidente Shimon Peres teria de convocar novas eleições.
As pesquisas indicam que, neste caso, o Yesh Atid cresceria para 25 deputados, enquanto a coligação Likud Beiteinu, de Netanyahu, cairia de 31 para 28.
Se nas atuais condições, Lapid já queria uma troca de primeiros-ministros dentro da coalizão ainda neste governo, com mais deputados sem dúvida exigiria um rodízio.
Mas o jornal liberal israelense Haaretz observa que os jovens líderes dos novos partidos do governo, Yair Lapid e Natali Bennett, são desde já fortes candidatos a destronar Netanyahu e a assumir a chefia do governo.
Lapid, um ex-apresentador de televisão, foi a grande surpresa das eleições parlamentares de 22 de janeiro em Israel. Seu partido Yesh Atid conquistou 19 cadeiras. Se Netanyahu não tivesse conseguido formar o governo, seu prazo se esgotaria e o presidente Shimon Peres teria de convocar novas eleições.
As pesquisas indicam que, neste caso, o Yesh Atid cresceria para 25 deputados, enquanto a coligação Likud Beiteinu, de Netanyahu, cairia de 31 para 28.
Se nas atuais condições, Lapid já queria uma troca de primeiros-ministros dentro da coalizão ainda neste governo, com mais deputados sem dúvida exigiria um rodízio.
quarta-feira, 13 de março de 2013
Israel deve elevar barreira para partidos para 4%
Diante da fragmentação política da Knesset, o Parlamento de Israel, a coligação Likud-Beiteinu e os partidos Yesh Atid (Há Futuro) e Casa Judaica teriam chegado a um acordo para aumentar de 2% para 4% a votação mínima para eleger deputados, informa o jornal The Times of Israel.
A mudança é exigida pelo grande vitorioso nas últimas eleições parlamentares, o ex-apresentador de televisão Yair Lapid, que luta para reduzir a influência dos partidos religiosos. Em 22 de janeiro de 2013, concorreram 34 partidos e 12 conquistaram cadeiras no Parlamento. Se a nova cláusula de barreira estivesse em vigor, apenas oito partidos teriam eleito deputados.
Qualquer reforma depende de um acerto entre os partidos secularistas para formar o novo governo. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu teria dado um ultimato a Lapid: ou fecha o acordo ou o chefe de governo vai negociar com os partidos religiosos.
A mudança é exigida pelo grande vitorioso nas últimas eleições parlamentares, o ex-apresentador de televisão Yair Lapid, que luta para reduzir a influência dos partidos religiosos. Em 22 de janeiro de 2013, concorreram 34 partidos e 12 conquistaram cadeiras no Parlamento. Se a nova cláusula de barreira estivesse em vigor, apenas oito partidos teriam eleito deputados.
Qualquer reforma depende de um acerto entre os partidos secularistas para formar o novo governo. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu teria dado um ultimato a Lapid: ou fecha o acordo ou o chefe de governo vai negociar com os partidos religiosos.
sábado, 2 de março de 2013
Presidente de Israel dá mais tempo para formar governo
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ganhou hoje do presidente Shimon Peres mais duas semanas para formar um novo governo em Israel. Sua tarefa foi complicada por uma aliança inusitada entre dois partidos que tiveram bons resultados nas eleições parlamentares de 22 de janeiro de 2013 e querem manter os partidos religiosos longe do governo.
Grande surpresa das últimas eleições, o partido Yesh Atid (Existe Futuro), liderado pelo ex-apresentador de televisão Yair Lapid, elegeu 19 dos 120 deputados da Knesset, o parlamento israelense, e fez uma aliança supreendente com a Casa Judaica, direitista, que conquistou 12 cadeiras sob a liderança de Naftali Bennett.
Ambos seriam parceiros em potencial para a coligação linha-dura Likud-Beiteinu, de Netanyahu, que conta hoje com 31 deputados. Diante da resistência dos dois, o chefe de governo pode manter sua aliança com os partidos religiosos ultraortodoxos.
As novas estrelas da política de Israel querem acabar com os privilégios dos judeus ultraortodoxos. Por exemplo, como se dedicam a estudos religiosos, eles têm direito a isenção do serviço militar, obrigatório para todos os outros israelenses, e também não precisam prestar serviço civil.
O maior partido ultraortodoxo, Shas, que representa os judeus sefarditas, participa de quase todos os governos, de direita ou de esquerda, desde 1984. Sem seu apoio, Netanyahu ficaria mais fraco.
"Uma parcela inteira da população está sendo excluída", declarou David Shimron, um advogado do Likud nas negociações, citado pelo jornal The New York Times. "Não aceitamos boicotes e não vemos como será possível formar um governo nestas circunstâncias".
Até agora, a coligação Likud-Beiteinu só conseguiu o apoio do pequeno partido Hatnua (Movimento), liderado pela ex-ministra do Exterior Tzipi Livni, que exige a retomada das negociações de paz com os palestinos. Deve ser nomeada ministra da Justiça e negociadora oficial no processo de paz. Mas seu partido só tem seis votos na Knesset.
Logo depois das eleições, Netanyahu e Lapid tiveram uma breve aproximação que acabou quando o ex-apresentador de TV manifestou a intenção de substituir o atual chefe de governo daqui a um ano e meio.
Sem Lapid e a Casa Judaica, o primeiro-ministro precisaria do apoio dos 15 deputados do Partido Trabalhista, dos 11 do Shas e dos sete do partido religioso Judaísmo Unido da Torá, que representa os judeus ultraortodoxos askenazis, de origem europeia, para formar uma maioria de 70, comenta o jornal The Times of Israel.
Se Netanyahu não conseguir formar um novo governo até 16 de março, o presidente de Israel pode indicar outro político ou convocar novas eleições.
Uma pesquisa indica que Lapid seria o maior beneficiário da realização de novas eleições. Seu partido cresceria para 25 deputados e a coligação Likud-Beiteinu cairia para 31, deixando o ex-apresentador de TV mais perto do poder.
Grande surpresa das últimas eleições, o partido Yesh Atid (Existe Futuro), liderado pelo ex-apresentador de televisão Yair Lapid, elegeu 19 dos 120 deputados da Knesset, o parlamento israelense, e fez uma aliança supreendente com a Casa Judaica, direitista, que conquistou 12 cadeiras sob a liderança de Naftali Bennett.
Ambos seriam parceiros em potencial para a coligação linha-dura Likud-Beiteinu, de Netanyahu, que conta hoje com 31 deputados. Diante da resistência dos dois, o chefe de governo pode manter sua aliança com os partidos religiosos ultraortodoxos.
As novas estrelas da política de Israel querem acabar com os privilégios dos judeus ultraortodoxos. Por exemplo, como se dedicam a estudos religiosos, eles têm direito a isenção do serviço militar, obrigatório para todos os outros israelenses, e também não precisam prestar serviço civil.
O maior partido ultraortodoxo, Shas, que representa os judeus sefarditas, participa de quase todos os governos, de direita ou de esquerda, desde 1984. Sem seu apoio, Netanyahu ficaria mais fraco.
"Uma parcela inteira da população está sendo excluída", declarou David Shimron, um advogado do Likud nas negociações, citado pelo jornal The New York Times. "Não aceitamos boicotes e não vemos como será possível formar um governo nestas circunstâncias".
Até agora, a coligação Likud-Beiteinu só conseguiu o apoio do pequeno partido Hatnua (Movimento), liderado pela ex-ministra do Exterior Tzipi Livni, que exige a retomada das negociações de paz com os palestinos. Deve ser nomeada ministra da Justiça e negociadora oficial no processo de paz. Mas seu partido só tem seis votos na Knesset.
Logo depois das eleições, Netanyahu e Lapid tiveram uma breve aproximação que acabou quando o ex-apresentador de TV manifestou a intenção de substituir o atual chefe de governo daqui a um ano e meio.
Sem Lapid e a Casa Judaica, o primeiro-ministro precisaria do apoio dos 15 deputados do Partido Trabalhista, dos 11 do Shas e dos sete do partido religioso Judaísmo Unido da Torá, que representa os judeus ultraortodoxos askenazis, de origem europeia, para formar uma maioria de 70, comenta o jornal The Times of Israel.
Se Netanyahu não conseguir formar um novo governo até 16 de março, o presidente de Israel pode indicar outro político ou convocar novas eleições.
Uma pesquisa indica que Lapid seria o maior beneficiário da realização de novas eleições. Seu partido cresceria para 25 deputados e a coligação Likud-Beiteinu cairia para 31, deixando o ex-apresentador de TV mais perto do poder.
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