Diante do risco de isolamento internacional, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, reeleito há dois dias contrariando as pesquisas de opinião, recuou da afirmação de que jamais aceitará a criação de um Estado Nacional palestino. Pode ser apenas jogo de cena.
Em entrevista à TV americana MSNBC, Netanyahu declarou estar disposto a concordar o surgimento de uma Palestina independente desde que a segurança de Israel seja garantida: "Eu não quero um Estado só. Quero uma solução com dois Estados pacífica e sustentável, mas para isso seja possível as circunstâncias têm de mudar."
O primeiro-ministro linha-dura de Israel acusou o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, de se negar a reconhecer Israel como um "Estado judaico" e de ter se aliado ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) para destruir seu país.
A oficialização de Israel como um Estado judaico, que tornaria suas populações árabes em cidadãos de segunda classe, foi a causa das eleições antecipadas quando os ministros Yair Lapid e Tzipi Livni se negaram a aprovação. Portanto, há resistência dentro de Israel.
Quanto à aliança entre a Fatah, de Abbas, e o Hamas para formar um governo de união nacional tinha exatamente o objetivo de apresentar uma frente palestina unida nas negociações de paz. De que adianta fazer um acordo de paz excluindo o Hamas, se é este grupo que mais ameaça Israel?
Netanyahu tem usado sucessivas desculpas para fugir de um acordo de paz definitivo sob a mediação dos Estados Unidos. No ano passado, aproveitou-se do sequestro e morte de adolescentes israelenses para invadir a Faixa de Gaza e atacar o Hamas.
Na época, o líder israelense afirmou que a retirada da Cisjordânia ocupada daria uma plataforma nove vezes maior para ataques a Israel. Nada indica que tenha mudado de opinião. Vai empurrando as negociações como pode, enquanto amplia as colônias nos territórios ocupados para criar um fato consumado.
A declaração prometendo vetar eternamente a criação de uma Palestina independente foi feita sob medida para agradar aos colonos ilegais da Cisjordânia.
O governo Barack Obama, agastado com o discurso de Netanyahu no Congresso dos EUA em 3 de março sabotando as negociações nucleares com o Irã, não acreditou muito na suposta mudança de posição do primeiro-ministro. Os EUA ameaçam não usar o veto na próxima vez em que a questão palestina for levada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 19 de março de 2015
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Netanyahu demite ministros e antecipa eleições em Israel
Em meio à crise provocada pelo projeto para declarar Israel oficialmente um "Estado judaico", o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu demitiu hoje os ministros das Finanças, Yair Lapid, e da Justiça, Tzipi Livni, contrários à proposta, e dissolveu o Parlamento. Cabe agora ao presidente convocar eleições antecipadas.
O projeto faz parte de uma ampla ofensiva da ultradireita israelense para enterrar definitivamente as negociações de paz para criar um Estado palestino e anexar a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém, negando à população árabe, hoje cerca de 20% do total, os mesmos direitos dados aos judeus israelenses.
Tanto o ex-presidente Shimon Peres e de líderes de partidos moderados como Lapid e Livni são contra a ideia. Por 16 a 5, os ministros do governo Netanyahu aprovaram a proposta, encaminhando-a para votação na Knesset, o Parlamento de Israel. Seus maiores defensores são os ultradireitistas Avigdor Lieberman, ministro do Exterior, e da Economia, Natali Bennett, contrários a qualquer concessão aos palestinos.
"Nas últimas semanas e especialmente nos últimos dias, os ministros atacaram intensamente o governo que lidero", afirmou Netanyahu. "Não vou tolerar ministros atacando a política do governo e seu líder dentro do próprio governo. É impossível governar um país dessa maneira."
Lapid, um ex-apresentador de televisão que fundou um partido de centro com a clara ambição de governar Israel, é candidatíssimo à vaga de Netanyahu, que tentará mais vender a imagem de que é o único líder capaz de administrar o país num momento de grandes riscos, do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e do Estado Islâmico ao programa nuclear do Irã.
O projeto faz parte de uma ampla ofensiva da ultradireita israelense para enterrar definitivamente as negociações de paz para criar um Estado palestino e anexar a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém, negando à população árabe, hoje cerca de 20% do total, os mesmos direitos dados aos judeus israelenses.
Tanto o ex-presidente Shimon Peres e de líderes de partidos moderados como Lapid e Livni são contra a ideia. Por 16 a 5, os ministros do governo Netanyahu aprovaram a proposta, encaminhando-a para votação na Knesset, o Parlamento de Israel. Seus maiores defensores são os ultradireitistas Avigdor Lieberman, ministro do Exterior, e da Economia, Natali Bennett, contrários a qualquer concessão aos palestinos.
"Nas últimas semanas e especialmente nos últimos dias, os ministros atacaram intensamente o governo que lidero", afirmou Netanyahu. "Não vou tolerar ministros atacando a política do governo e seu líder dentro do próprio governo. É impossível governar um país dessa maneira."
Lapid, um ex-apresentador de televisão que fundou um partido de centro com a clara ambição de governar Israel, é candidatíssimo à vaga de Netanyahu, que tentará mais vender a imagem de que é o único líder capaz de administrar o país num momento de grandes riscos, do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e do Estado Islâmico ao programa nuclear do Irã.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
UE classifica milícia do Hesbolá como terrorista
Por unanimidade, o Conselho de Ministros do Exterior da União Europeia declarou hoje que a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) é uma organização terrorista por considerá-la responsável por um ataque terrorista contra um ônibus de turistas israelenses no ano passado, na Bulgária.
A partir de agora, nenhum cidadão europeu poderá contribuir legalmente para o Hesbolá e as autoridades europeias não poderão manter contatos oficiais com a organização. O Conselho Judaico do Reino Unido pediu que a classificação seja estendida ao partido político do grupo.
Em Israel, a ministra da Justiça, Tzipi Livni, encarregada das negociações de paz com os palestinos, saudou a medida: "Finalmente, depois de anos de discussões e deliberações, eles fracassaram na tentativa de se apresentar como um partido político legítmimo."
A UE resistia às pressões dos Estados Unidos para enquadrar o Hesbolá como terrorista por medo de que ajudasse a desestabilizar o Líbano, onde a milícia faz parte da coalizão de governo. Um dos países que relutavam era a Alemanha.
Antes da votação, o ministro do Exterior alemão, Guido Westerwelle, admitiu que o ataque contra o balneário búlgaro de Burgas, no Mar Negro, em que cinco turistas israelenses morreram era a prova que faltava: "Temos de responder a isso, e a resposta é colocar o braço militar do Hesbolá na lista negra".
Na capital libanesa, o deputado Walid Sukarieh repudiou a decisão, acusando a Europa de "abandonar sua independência" para apoiar uma posição dos EUA: "O Hesbolá não realiza ataques terroristas nem na Europa nem fora da Europa. É um movimento de resistência que luta para liberar terras ocupadas pelo inimigo israelense".
A partir de agora, nenhum cidadão europeu poderá contribuir legalmente para o Hesbolá e as autoridades europeias não poderão manter contatos oficiais com a organização. O Conselho Judaico do Reino Unido pediu que a classificação seja estendida ao partido político do grupo.
Em Israel, a ministra da Justiça, Tzipi Livni, encarregada das negociações de paz com os palestinos, saudou a medida: "Finalmente, depois de anos de discussões e deliberações, eles fracassaram na tentativa de se apresentar como um partido político legítmimo."
A UE resistia às pressões dos Estados Unidos para enquadrar o Hesbolá como terrorista por medo de que ajudasse a desestabilizar o Líbano, onde a milícia faz parte da coalizão de governo. Um dos países que relutavam era a Alemanha.
Antes da votação, o ministro do Exterior alemão, Guido Westerwelle, admitiu que o ataque contra o balneário búlgaro de Burgas, no Mar Negro, em que cinco turistas israelenses morreram era a prova que faltava: "Temos de responder a isso, e a resposta é colocar o braço militar do Hesbolá na lista negra".
Na capital libanesa, o deputado Walid Sukarieh repudiou a decisão, acusando a Europa de "abandonar sua independência" para apoiar uma posição dos EUA: "O Hesbolá não realiza ataques terroristas nem na Europa nem fora da Europa. É um movimento de resistência que luta para liberar terras ocupadas pelo inimigo israelense".
sábado, 2 de março de 2013
Presidente de Israel dá mais tempo para formar governo
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ganhou hoje do presidente Shimon Peres mais duas semanas para formar um novo governo em Israel. Sua tarefa foi complicada por uma aliança inusitada entre dois partidos que tiveram bons resultados nas eleições parlamentares de 22 de janeiro de 2013 e querem manter os partidos religiosos longe do governo.
Grande surpresa das últimas eleições, o partido Yesh Atid (Existe Futuro), liderado pelo ex-apresentador de televisão Yair Lapid, elegeu 19 dos 120 deputados da Knesset, o parlamento israelense, e fez uma aliança supreendente com a Casa Judaica, direitista, que conquistou 12 cadeiras sob a liderança de Naftali Bennett.
Ambos seriam parceiros em potencial para a coligação linha-dura Likud-Beiteinu, de Netanyahu, que conta hoje com 31 deputados. Diante da resistência dos dois, o chefe de governo pode manter sua aliança com os partidos religiosos ultraortodoxos.
As novas estrelas da política de Israel querem acabar com os privilégios dos judeus ultraortodoxos. Por exemplo, como se dedicam a estudos religiosos, eles têm direito a isenção do serviço militar, obrigatório para todos os outros israelenses, e também não precisam prestar serviço civil.
O maior partido ultraortodoxo, Shas, que representa os judeus sefarditas, participa de quase todos os governos, de direita ou de esquerda, desde 1984. Sem seu apoio, Netanyahu ficaria mais fraco.
"Uma parcela inteira da população está sendo excluída", declarou David Shimron, um advogado do Likud nas negociações, citado pelo jornal The New York Times. "Não aceitamos boicotes e não vemos como será possível formar um governo nestas circunstâncias".
Até agora, a coligação Likud-Beiteinu só conseguiu o apoio do pequeno partido Hatnua (Movimento), liderado pela ex-ministra do Exterior Tzipi Livni, que exige a retomada das negociações de paz com os palestinos. Deve ser nomeada ministra da Justiça e negociadora oficial no processo de paz. Mas seu partido só tem seis votos na Knesset.
Logo depois das eleições, Netanyahu e Lapid tiveram uma breve aproximação que acabou quando o ex-apresentador de TV manifestou a intenção de substituir o atual chefe de governo daqui a um ano e meio.
Sem Lapid e a Casa Judaica, o primeiro-ministro precisaria do apoio dos 15 deputados do Partido Trabalhista, dos 11 do Shas e dos sete do partido religioso Judaísmo Unido da Torá, que representa os judeus ultraortodoxos askenazis, de origem europeia, para formar uma maioria de 70, comenta o jornal The Times of Israel.
Se Netanyahu não conseguir formar um novo governo até 16 de março, o presidente de Israel pode indicar outro político ou convocar novas eleições.
Uma pesquisa indica que Lapid seria o maior beneficiário da realização de novas eleições. Seu partido cresceria para 25 deputados e a coligação Likud-Beiteinu cairia para 31, deixando o ex-apresentador de TV mais perto do poder.
Grande surpresa das últimas eleições, o partido Yesh Atid (Existe Futuro), liderado pelo ex-apresentador de televisão Yair Lapid, elegeu 19 dos 120 deputados da Knesset, o parlamento israelense, e fez uma aliança supreendente com a Casa Judaica, direitista, que conquistou 12 cadeiras sob a liderança de Naftali Bennett.
Ambos seriam parceiros em potencial para a coligação linha-dura Likud-Beiteinu, de Netanyahu, que conta hoje com 31 deputados. Diante da resistência dos dois, o chefe de governo pode manter sua aliança com os partidos religiosos ultraortodoxos.
As novas estrelas da política de Israel querem acabar com os privilégios dos judeus ultraortodoxos. Por exemplo, como se dedicam a estudos religiosos, eles têm direito a isenção do serviço militar, obrigatório para todos os outros israelenses, e também não precisam prestar serviço civil.
O maior partido ultraortodoxo, Shas, que representa os judeus sefarditas, participa de quase todos os governos, de direita ou de esquerda, desde 1984. Sem seu apoio, Netanyahu ficaria mais fraco.
"Uma parcela inteira da população está sendo excluída", declarou David Shimron, um advogado do Likud nas negociações, citado pelo jornal The New York Times. "Não aceitamos boicotes e não vemos como será possível formar um governo nestas circunstâncias".
Até agora, a coligação Likud-Beiteinu só conseguiu o apoio do pequeno partido Hatnua (Movimento), liderado pela ex-ministra do Exterior Tzipi Livni, que exige a retomada das negociações de paz com os palestinos. Deve ser nomeada ministra da Justiça e negociadora oficial no processo de paz. Mas seu partido só tem seis votos na Knesset.
Logo depois das eleições, Netanyahu e Lapid tiveram uma breve aproximação que acabou quando o ex-apresentador de TV manifestou a intenção de substituir o atual chefe de governo daqui a um ano e meio.
Sem Lapid e a Casa Judaica, o primeiro-ministro precisaria do apoio dos 15 deputados do Partido Trabalhista, dos 11 do Shas e dos sete do partido religioso Judaísmo Unido da Torá, que representa os judeus ultraortodoxos askenazis, de origem europeia, para formar uma maioria de 70, comenta o jornal The Times of Israel.
Se Netanyahu não conseguir formar um novo governo até 16 de março, o presidente de Israel pode indicar outro político ou convocar novas eleições.
Uma pesquisa indica que Lapid seria o maior beneficiário da realização de novas eleições. Seu partido cresceria para 25 deputados e a coligação Likud-Beiteinu cairia para 31, deixando o ex-apresentador de TV mais perto do poder.
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terça-feira, 8 de maio de 2012
Kadima adere e adia eleições em Israel
Quando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se preparava para convocar eleições antecipadas, o novo líder do partido Kadima (Avante), o ex-ministro da Defesa e ex-comandante das Forças Armadas Shaul Mofaz, resolveu aderir ao governo.
Sua principal exigência teria sido a retomada das negociações de paz com os palestinos. Ao mesmo tempo, com mais um general no poder, aumenta a possibilidade de um ataque para tentar destruir o programa nuclear do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas.
O Kadima foi criado em 2005 pelo então primeiro-ministro Ariel Sharon como uma dissidência do Likud, o partido direitista liderado pelo atual chefe de governo. Depois de fazer fama como o general mais linha dura da História de Israel, Sharon se convenceu de que a segurança do país a longo prazo depende da paz e de fronteiras definidas. Estava disposto a fazer uma retirada total da Cisjordânia.
Pouco depois de fundar o Kadima, atraindo o antigo líder trabalhista e ex-primeiro-ministro Shimon Peres, hoje presidente de Israel, Sharon sofreu um acidente vascular cerebral e está em coma até hoje, em estado vegetativo.
Seu sucessor, o ex-prefeito de Jerusalém Ehud Olmert, foi abatido por um escândalo de corrupção. Sob a liderança da ministra do Exterior Tzipi Livni, o Kadima acabou sendo derrotado nas últimas eleições parlamentares em Israel. Livni não conseguiu formar uma coalizão pela paz e passou o encargo para Netanyahu.
Agora, ela promete abandonar a vida pública, enquanto o governo Netanyahu se fortalece.
Sua principal exigência teria sido a retomada das negociações de paz com os palestinos. Ao mesmo tempo, com mais um general no poder, aumenta a possibilidade de um ataque para tentar destruir o programa nuclear do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas.
O Kadima foi criado em 2005 pelo então primeiro-ministro Ariel Sharon como uma dissidência do Likud, o partido direitista liderado pelo atual chefe de governo. Depois de fazer fama como o general mais linha dura da História de Israel, Sharon se convenceu de que a segurança do país a longo prazo depende da paz e de fronteiras definidas. Estava disposto a fazer uma retirada total da Cisjordânia.
Pouco depois de fundar o Kadima, atraindo o antigo líder trabalhista e ex-primeiro-ministro Shimon Peres, hoje presidente de Israel, Sharon sofreu um acidente vascular cerebral e está em coma até hoje, em estado vegetativo.
Seu sucessor, o ex-prefeito de Jerusalém Ehud Olmert, foi abatido por um escândalo de corrupção. Sob a liderança da ministra do Exterior Tzipi Livni, o Kadima acabou sendo derrotado nas últimas eleições parlamentares em Israel. Livni não conseguiu formar uma coalizão pela paz e passou o encargo para Netanyahu.
Agora, ela promete abandonar a vida pública, enquanto o governo Netanyahu se fortalece.
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quinta-feira, 29 de março de 2012
Tzipi Livni perde liderança do Kadima em Israel
A ex-ministra do Exterior e ex-candidata a chefe de governo de Israel Tzipi Livni perdeu ontem a liderança do partido Kadima (Avante) para o ex-ministro da Defesa Shaul Mofaz, considerado muito mais linha dura. Ele obteve 62% dos votos contra 38% para a ex-chanceler.
Mofaz, de 63 anos, tem melhores condições de desafiar o atual primeiro-ministro, o conservador Benjamin Netanyahu, no momento em que Israel discute a conveniência de atacar preventivamente as instalações nucleares do Irã para impedir que a república islâmica fabrique armas nucleares.
Diante do aumento da desigualdade social entre os israelenses e de uma onda de manifestações de protestos, no discurso da vitória, Mofaz preferiu falar desse problema: "Não há segurança nacional sem segurança social", advertiu. "Pretendo criar uma nova ordem social em Israel", noticia o sítio da companhia jornalística americana McClatchy Newspapers.
O Kadima foi criado em 2005 pelo então primeiro-ministro Ariel Sharon, o general mais linha dura da História de Israel, que deixou o Likud para criar um partido centrista capaz de negociar a paz com os palestinos. Sharon sofreu um acidente vascular cerebral em 4 de janeiro de 2006 e está até hoje em coma.
Com a doença de Sharon, seu vice Ehud Olmert ascendeu à liderança do partido e do governo, que caiu em 2009 em um escândalo de corrupção. Sob a liderança de Livni, o Kadima conquistou 29 cadeiras nas eleições parlamentares de 2009, uma a mais do que o Likud, mas ela não conseguiu o apoio de 61 deputados, necessário para formar o governo.
Agora, a expectativa de uma derrota esmagadora nas próximas eleições levou o Kadima a buscar um novo líder. Depois do afastamento de Olmert, Mofaz tinha perdido a disputa pela liderança por apenas 1%. Acaba de receber um amplo mandato.
Mofaz, de 63 anos, tem melhores condições de desafiar o atual primeiro-ministro, o conservador Benjamin Netanyahu, no momento em que Israel discute a conveniência de atacar preventivamente as instalações nucleares do Irã para impedir que a república islâmica fabrique armas nucleares.
Diante do aumento da desigualdade social entre os israelenses e de uma onda de manifestações de protestos, no discurso da vitória, Mofaz preferiu falar desse problema: "Não há segurança nacional sem segurança social", advertiu. "Pretendo criar uma nova ordem social em Israel", noticia o sítio da companhia jornalística americana McClatchy Newspapers.
O Kadima foi criado em 2005 pelo então primeiro-ministro Ariel Sharon, o general mais linha dura da História de Israel, que deixou o Likud para criar um partido centrista capaz de negociar a paz com os palestinos. Sharon sofreu um acidente vascular cerebral em 4 de janeiro de 2006 e está até hoje em coma.
Com a doença de Sharon, seu vice Ehud Olmert ascendeu à liderança do partido e do governo, que caiu em 2009 em um escândalo de corrupção. Sob a liderança de Livni, o Kadima conquistou 29 cadeiras nas eleições parlamentares de 2009, uma a mais do que o Likud, mas ela não conseguiu o apoio de 61 deputados, necessário para formar o governo.
Agora, a expectativa de uma derrota esmagadora nas próximas eleições levou o Kadima a buscar um novo líder. Depois do afastamento de Olmert, Mofaz tinha perdido a disputa pela liderança por apenas 1%. Acaba de receber um amplo mandato.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Netanyahu é convidado a formar governo em Israel
O presidente Shimon Peres indicou hoje o ex-primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu, do partido direitista Likud, para formar o próximo governo de Israel.
Netanyahu propõe a formação de um governo de união nacional, mas a ministra do Exterior, Tzipi Livni, condiciona a participação do partido Kadima a um compromisso com o processo de paz baseado na fórmula de dois Estados convivendo no território histórico da Palestina. Isso implica a criação de um país palestino independente.
O futuro primeiro-ministro aponta o Irã como seu maior desafio. Ontem, ele recebeu o apoio do ultraconservador Avigdor Lieberman, que não considera o diálogo com os palestinos uma prioridade.
Netanyahu propõe a formação de um governo de união nacional, mas a ministra do Exterior, Tzipi Livni, condiciona a participação do partido Kadima a um compromisso com o processo de paz baseado na fórmula de dois Estados convivendo no território histórico da Palestina. Isso implica a criação de um país palestino independente.
O futuro primeiro-ministro aponta o Irã como seu maior desafio. Ontem, ele recebeu o apoio do ultraconservador Avigdor Lieberman, que não considera o diálogo com os palestinos uma prioridade.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Linha dura é favorita nas eleições israelenses
O ex-primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu, líder do partido Likud, é o favorito para chefiar o novo governo a ser criado com base nas eleições de amanhã, em Israel.
Nos últimos dias, o partido Kadima (Avante), liderado pela ministra do Exterior, Tzipi Livni, aproximou-se do Likud. Mas nenhum partido deve conseguir nem 30 das 120 cadeiras da Knesset, o Parlamento de Israel.
Com o avanço da linha dura depois da recente guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), acredita-se que Netanyahu terá mais condições de formar um governo estável.
Pelas pesquisas, o Likud deve eleger 27 deputados, um a menos do que Kadima tem hoje. O partido do primeiro-ministro interino Ehud Olmert, derrubado por corrupção e da ministra Tzipi Livni, deve ficar um pouco abaixo.
A grande surpresa é o avanço do partido ultraconservador Israel Beiteinu (Israel Nossa Casa), liderado pelo imigrante russo Avigdor Lieberman, que questiona o direito à cidadania dos árabes israelenses. Tentou até impedir a participação de seus partidos nas eleições.
Com a expectativa de eleger 18 deputados, a bancada da Beiteinu terá um papel importante na formação e na instabilidade do futuro governo. Está na frente do Partido Trabalhista, que fundou Israel e governou o país durante a primeira metade de sua História.
Sob a liderança do atual ministro da Defesa, Ehud Barak, os trabalhistas devem ver sua bancada encolher para 14 deputados, apesar da atuação destacada e elogiada de Barak na luta contra o Hamas.
O grande tema da campanha é a segurança. Depois do fraco desempenho na guerra contra a milícia fundamentalista xiita Hesbolá, no Líbano, em 2006, os líderes israelenses acreditam que a campanha em Gaza restabeleceu a credibilidade militar de Israel como uma força capaz de dissuadir seus inimigos.
Enquanto os trabalhistas e o Kadima querem aproveitar o interesse do presidente Barack Obama para negociar a paz com a criação de um Estado palestino independente, Netanyahu e Lieberman atrapalham os planos de Obama.
Netanyahu fez campanha acusando o governo de ter terminando a guerra contra o Hamas antes da hora, desperdiçando a oportunidade de tirar do poder o grupo extremista palestino. O Hamas domina Gaza desde que venceu a Fatah do presidente palestino, Mahmoud Abbas, numa guerra civil palestina, em junho de 2007.
Mas a maior tormenta no horizonte é o programa nuclear do Irã, que está desenvolvendo a bomba atômica.
Nos últimos dias, o partido Kadima (Avante), liderado pela ministra do Exterior, Tzipi Livni, aproximou-se do Likud. Mas nenhum partido deve conseguir nem 30 das 120 cadeiras da Knesset, o Parlamento de Israel.
Com o avanço da linha dura depois da recente guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), acredita-se que Netanyahu terá mais condições de formar um governo estável.
Pelas pesquisas, o Likud deve eleger 27 deputados, um a menos do que Kadima tem hoje. O partido do primeiro-ministro interino Ehud Olmert, derrubado por corrupção e da ministra Tzipi Livni, deve ficar um pouco abaixo.
A grande surpresa é o avanço do partido ultraconservador Israel Beiteinu (Israel Nossa Casa), liderado pelo imigrante russo Avigdor Lieberman, que questiona o direito à cidadania dos árabes israelenses. Tentou até impedir a participação de seus partidos nas eleições.
Com a expectativa de eleger 18 deputados, a bancada da Beiteinu terá um papel importante na formação e na instabilidade do futuro governo. Está na frente do Partido Trabalhista, que fundou Israel e governou o país durante a primeira metade de sua História.
Sob a liderança do atual ministro da Defesa, Ehud Barak, os trabalhistas devem ver sua bancada encolher para 14 deputados, apesar da atuação destacada e elogiada de Barak na luta contra o Hamas.
O grande tema da campanha é a segurança. Depois do fraco desempenho na guerra contra a milícia fundamentalista xiita Hesbolá, no Líbano, em 2006, os líderes israelenses acreditam que a campanha em Gaza restabeleceu a credibilidade militar de Israel como uma força capaz de dissuadir seus inimigos.
Enquanto os trabalhistas e o Kadima querem aproveitar o interesse do presidente Barack Obama para negociar a paz com a criação de um Estado palestino independente, Netanyahu e Lieberman atrapalham os planos de Obama.
Netanyahu fez campanha acusando o governo de ter terminando a guerra contra o Hamas antes da hora, desperdiçando a oportunidade de tirar do poder o grupo extremista palestino. O Hamas domina Gaza desde que venceu a Fatah do presidente palestino, Mahmoud Abbas, numa guerra civil palestina, em junho de 2007.
Mas a maior tormenta no horizonte é o programa nuclear do Irã, que está desenvolvendo a bomba atômica.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Exército de Israel divide Gaza em duas
O Exército de Israel dividiu hoje a Faixa de Gaza em duas, cercou a Cidade de Gaza e matou pelo menos mais três líderes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
Em Teerã, o presidente do parlamento do Irã, Ari Larijani, repetiu a ameaça feita ontem por líderes do grupo extremista palestino de "transformar Gaza num cemitério" para os soldados de Israel.
Há vários conflitos: o primeiro é o conflito árabe-israelense, a questão palestina, um povo sem pátria porque até hoje não foi criado o Estado árabe previsto na decisão das Nações Unidas. Isso criou uma guerra sim e um problema de refugiados desde a fundação de Israel, em 1948.
Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel ocupou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, assumindo o controle de todo o território histórico da Palestina, entregue pela Liga das Nações ao Império Britânico no final da Primeira Guerra Mundial, que os extremistas israelenses consideram o território sagrado da Grande Israel.
Além deste conflito, há o conflito ou a guerra civil interna do Islã sobre qual é a verdadeira interpretação do Corão, contrapondo fundamentalistas e secularistas. Isso alinha a guerra Israel x Hamas na luta dos EUA e seus aliados contra o jihadismo, a guerra de George W. Bush contra o terrorismo.
O Hamas é um partido de orientação religiosa que se opõe à Fatah do presidente palestino, Mahmoud Abbas, e boicota as negociações de paz da Autoridade Nacional Palestina com Israel e os Estados Unidos. Mas suas diferenças com a Organização para a Libertação da Palestina, que é laica, não são religiosas, são políticas.
Em algum momento, será necessário negociar com o Hamas. A viagem que o presidente da França, Nicolas Sarkozy inicia nesta segunda-feira ao Oriente Médio, passando por Israel, a Cisjordânia, a Jordânia, o Líbano e a Síria mostra a intenção de buscar um acordo amplo para tornar a paz entre árabes e israelenses. É evidente a intenção de atrair a Síria e isolar o Irã.
Israel, por sua vez, realiza eleições gerais em fevereiro. O líder da oposição direitista, o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, liderava as pesquisas pregando uma invasão a Gaza para acabar com os ataques do Hamas.
Desde que Israel deixou a Faixa de Gaza e retirou os 8 mil colonos instalados no território palestino, em 2005, mais de 3 mil foguetes disparados de lá atingiram o território israelense. Mesmo durante os últimos seis meses de trégua encerrada em 19 de dezembro, um a dois foguetes caíam diariamente no Sul de Israel.
O ministro da Defesa, Ehud Barak, também ex-primeiro-ministro, é candidato a voltar à chefia do governo como líder do Partido Trabalhista. A ministra do Exterior, Tzipi Livni, é candidata pelo partido Kadima (Avante), do atual primeiro-ministro Ehud Olmert, que renunciou em meio a um escândalo de corrupção envolvendo financiadores de campanhas eleitorais.
A maioria da população israelense (52%) é a favor da continuação da ofensiva até o fim dos ataques de foguetes da Faixa de Gaza.
Há ainda a disputa pela liderança regional entre EUA e Irã, que se manifesta no apoio iraniano a grupos como o Hamas e a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).
O Irã foi o maior beneficiário da invasão americana ao Iraque, que derrubou seu inimigo e levou ao poder um governo da maioria xiita, que tem uma afinidade histórica, política e cultural com o país vizinho. É uma potência regional e está desenvolvendo armas nucleares.
Ao desafiar Israel e resistir a uma ofensiva israelense de 12 de julho a 14 de agosto de 2006, o Hesbolá quebrou o mito da invencibilidade israelense e se fortaleceu como líder da oposição libanesa. Tanto para o Hesbolá como para o Hamas, tudo é feito em nome de uma resistência que iguala seus adversários políticos a lacaios de Israel e dos EUA.
Esta invasão israelense à Faixa de Gaza, iniciada no sábado, 3 de janeiro de 2009, visa também a restaurar a credibilidade das Forças Armadas de Israel, abalada pela desastrosa campanha no Líbano, já sob o governo Olmert.
O primeiro-ministro demissionário, à espera apenas das próximas eleições para entregar o cargo com desonra ao sucessor, tenta melhorar sua imagem na História. Mas mesmo que obtenha uma vitória militar, o ganho moral e político pode ir para o inimigo, como aconteceu com o Hesbolá há dois anos e meio.
Em Teerã, o presidente do parlamento do Irã, Ari Larijani, repetiu a ameaça feita ontem por líderes do grupo extremista palestino de "transformar Gaza num cemitério" para os soldados de Israel.
Há vários conflitos: o primeiro é o conflito árabe-israelense, a questão palestina, um povo sem pátria porque até hoje não foi criado o Estado árabe previsto na decisão das Nações Unidas. Isso criou uma guerra sim e um problema de refugiados desde a fundação de Israel, em 1948.
Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel ocupou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, assumindo o controle de todo o território histórico da Palestina, entregue pela Liga das Nações ao Império Britânico no final da Primeira Guerra Mundial, que os extremistas israelenses consideram o território sagrado da Grande Israel.
Além deste conflito, há o conflito ou a guerra civil interna do Islã sobre qual é a verdadeira interpretação do Corão, contrapondo fundamentalistas e secularistas. Isso alinha a guerra Israel x Hamas na luta dos EUA e seus aliados contra o jihadismo, a guerra de George W. Bush contra o terrorismo.
O Hamas é um partido de orientação religiosa que se opõe à Fatah do presidente palestino, Mahmoud Abbas, e boicota as negociações de paz da Autoridade Nacional Palestina com Israel e os Estados Unidos. Mas suas diferenças com a Organização para a Libertação da Palestina, que é laica, não são religiosas, são políticas.
Em algum momento, será necessário negociar com o Hamas. A viagem que o presidente da França, Nicolas Sarkozy inicia nesta segunda-feira ao Oriente Médio, passando por Israel, a Cisjordânia, a Jordânia, o Líbano e a Síria mostra a intenção de buscar um acordo amplo para tornar a paz entre árabes e israelenses. É evidente a intenção de atrair a Síria e isolar o Irã.
Israel, por sua vez, realiza eleições gerais em fevereiro. O líder da oposição direitista, o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, liderava as pesquisas pregando uma invasão a Gaza para acabar com os ataques do Hamas.
Desde que Israel deixou a Faixa de Gaza e retirou os 8 mil colonos instalados no território palestino, em 2005, mais de 3 mil foguetes disparados de lá atingiram o território israelense. Mesmo durante os últimos seis meses de trégua encerrada em 19 de dezembro, um a dois foguetes caíam diariamente no Sul de Israel.
O ministro da Defesa, Ehud Barak, também ex-primeiro-ministro, é candidato a voltar à chefia do governo como líder do Partido Trabalhista. A ministra do Exterior, Tzipi Livni, é candidata pelo partido Kadima (Avante), do atual primeiro-ministro Ehud Olmert, que renunciou em meio a um escândalo de corrupção envolvendo financiadores de campanhas eleitorais.
A maioria da população israelense (52%) é a favor da continuação da ofensiva até o fim dos ataques de foguetes da Faixa de Gaza.
Há ainda a disputa pela liderança regional entre EUA e Irã, que se manifesta no apoio iraniano a grupos como o Hamas e a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).
O Irã foi o maior beneficiário da invasão americana ao Iraque, que derrubou seu inimigo e levou ao poder um governo da maioria xiita, que tem uma afinidade histórica, política e cultural com o país vizinho. É uma potência regional e está desenvolvendo armas nucleares.
Ao desafiar Israel e resistir a uma ofensiva israelense de 12 de julho a 14 de agosto de 2006, o Hesbolá quebrou o mito da invencibilidade israelense e se fortaleceu como líder da oposição libanesa. Tanto para o Hesbolá como para o Hamas, tudo é feito em nome de uma resistência que iguala seus adversários políticos a lacaios de Israel e dos EUA.
Esta invasão israelense à Faixa de Gaza, iniciada no sábado, 3 de janeiro de 2009, visa também a restaurar a credibilidade das Forças Armadas de Israel, abalada pela desastrosa campanha no Líbano, já sob o governo Olmert.
O primeiro-ministro demissionário, à espera apenas das próximas eleições para entregar o cargo com desonra ao sucessor, tenta melhorar sua imagem na História. Mas mesmo que obtenha uma vitória militar, o ganho moral e político pode ir para o inimigo, como aconteceu com o Hesbolá há dois anos e meio.
domingo, 28 de dezembro de 2008
Total de mortos em Gaza chega a 277
No segundo dia de uma ofensiva de Israel contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), o total de mortos na Faixa de Gaza chegou a 277 pessoas, com mais de 700 feridos.
A ministra do Exterior israelense, Tzipi Livni, candidata a primeira-ministra nas eleições de fevereiro, justificou a operação alegando que Israel é um Estado soberano e não pode assistir passivamente a ataques de foguetes contra sua população civil.
O Exército de Israel disse ao governo que a maioria dos alvos pré-selecionados foram atingidos, com o objetivo de neutralizar a capacidade militar do Hamas. Entre eles, estão túneis que ligam a Faixa de Gaza ao Egito. Esses túneis são usados para traficar armas para a resistência palestina.
A ministra do Exterior israelense, Tzipi Livni, candidata a primeira-ministra nas eleições de fevereiro, justificou a operação alegando que Israel é um Estado soberano e não pode assistir passivamente a ataques de foguetes contra sua população civil.
O Exército de Israel disse ao governo que a maioria dos alvos pré-selecionados foram atingidos, com o objetivo de neutralizar a capacidade militar do Hamas. Entre eles, estão túneis que ligam a Faixa de Gaza ao Egito. Esses túneis são usados para traficar armas para a resistência palestina.
domingo, 21 de setembro de 2008
Primeiro-ministro de Israel renuncia
O primeiro-ministro Ehud Olmert, indiciado por corrupção, apresentou hoje sua renúncia ao presidente de Israel, Shimon Peres. Ele tinha prometido fazer isso assim que seu partido Kadima escolhesse um novo líder. Na semana passada, o Kadima elegeu a ministra do Exterior, Tzipi Livni, para substituí-lo.
Olmert fica no cargo interinamente até Livni conseguir formar um novo governo. Se não conseguir, haverá eleições antecipadas.
No momento, o favorito é o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, líder do partido linha-dura Likud, de onde saiu o Kadima, em 2005, por iniciativa do então primeiro-ministro Ariel Sharon, preocupado em criar um partido para negociar um acordo de paz definitivo com os palestinos.
Olmert fica no cargo interinamente até Livni conseguir formar um novo governo. Se não conseguir, haverá eleições antecipadas.
No momento, o favorito é o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, líder do partido linha-dura Likud, de onde saiu o Kadima, em 2005, por iniciativa do então primeiro-ministro Ariel Sharon, preocupado em criar um partido para negociar um acordo de paz definitivo com os palestinos.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Tzipi Livni lidera partido do governo de Israel
A ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni, pode ser a segunda mulher a governar Israel, depois da primeira-ministra Golda Meir (1969-74).
Tzipi Livni ganhou hoje a eleição interna do partido Kadima (Avante) para suceder o primeiro-ministro Ehud Olmert, indiciado por corrupção. Para ser primeira-ministra, precisa formar uma coligação que aprove seu nome na Knesset, o parlamento israelense.
O atual governo tem como líderes o Kadima e o Partido Trabalhista, liderado pelo ex-primeiro-ministro Ehud Barak, que não esconde seu desejo de voltar ao poder.
Quando o escândalo envolvendo Olmert se tornou incontrolável, Barak ameaçou retirar o apoio dos trabalhistas ao governo. Isso forçaria a realização de uma nova eleição.
No momento, o favorito nas pesquisas é o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido linha-dura Likud, que é contra a criação de um Estado palestino independente nos territórios ocupados por Israel.
Tzipi Livni está comprometida com o processo de paz com base na fórmula de dois países independentes, Israel e a Palestina, dividindo o território histórico da Palestina.
Seu maior rival no Kadima, o ex-ministro da Defesa e dos Transportes Shaul Mofaz, é um linha dura. Está mais preocupado com o desenvolvimento de armas atômicas pelo Irã.
Olmert fica no cargo até o parlamento aprovar a formação de um novo governo. Ele foi acusado de receber US$ 140 mil de um empresário americano, além de passagens aéreas usadas em seu próprio benefício. Ainda tenta negociar a paz com os palestinos para melhorar sua posição na História.
Tzipi Livni ganhou hoje a eleição interna do partido Kadima (Avante) para suceder o primeiro-ministro Ehud Olmert, indiciado por corrupção. Para ser primeira-ministra, precisa formar uma coligação que aprove seu nome na Knesset, o parlamento israelense.
O atual governo tem como líderes o Kadima e o Partido Trabalhista, liderado pelo ex-primeiro-ministro Ehud Barak, que não esconde seu desejo de voltar ao poder.
Quando o escândalo envolvendo Olmert se tornou incontrolável, Barak ameaçou retirar o apoio dos trabalhistas ao governo. Isso forçaria a realização de uma nova eleição.
No momento, o favorito nas pesquisas é o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido linha-dura Likud, que é contra a criação de um Estado palestino independente nos territórios ocupados por Israel.
Tzipi Livni está comprometida com o processo de paz com base na fórmula de dois países independentes, Israel e a Palestina, dividindo o território histórico da Palestina.
Seu maior rival no Kadima, o ex-ministro da Defesa e dos Transportes Shaul Mofaz, é um linha dura. Está mais preocupado com o desenvolvimento de armas atômicas pelo Irã.
Olmert fica no cargo até o parlamento aprovar a formação de um novo governo. Ele foi acusado de receber US$ 140 mil de um empresário americano, além de passagens aéreas usadas em seu próprio benefício. Ainda tenta negociar a paz com os palestinos para melhorar sua posição na História.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Olmert marca renúncia para setembro
Depois de meses de pressão sob acusações de corrupção, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, anunciou hoje que deixa o cargo em setembro, depois da eleição de um novo líder para seu partido Kadima (Avante).
Olmert foi prefeito de Jerusalém. Era vice-primeiro-ministro de Ariel Sharon quando o primeiro-ministro teve um acidente vascular cerebral que o deixou em coma e inconsciente até hoje, vivendo ligado a aparelhos. Herdou de Sharon a chefia do partido Kadima e do governo.
O Kadima (Avante) foi a herança política de Sharon, um linha-dura que no final da vida, como comandante militar, percebeu que há um momento para conquistar a paz. Em 2005 rompeu com a coligação direitista Likud e formou um partido para avançar na direção da paz dentro da fórmula de criação de dois Estados Nacionais independentes, um árabe e um judaico, no território histórico da Palestina.
Sharon sonhava em morrer depois de consolidar as fronteiras de Israel. Para isso, é necessária a paz.
Seu sucessor, Olmert, se elegeu com uma bancada do Kadima aquém do esperado: 28 deputados na Knesset, de 120 cadeiras. Para formar o governo, aliou-se ao Partido Trabalhista, de esquerda. É o partido que fundou Israel, de David Ben Gurion, dos kibbutzim e da central sindical Histadrut.
Na época, o líder era Amir Peretz, um dirigente sindical sem experiência militar. Como grande aliado, foi nomeado ministro da Defesa. Teve atuação desastrosa durante a fracassada ofensiva de 34 dias no Líbano contra a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), que abalou o governo Olmert desde o início.
Os inimigos árabes ainda têm medo e respeitam Israel. Mas o Hesbolá se gaba de ter acabado com o mito de invencibilidade israelense. Morreram cerca de 150 israeleses e 1,2 mil libaneses, mas uma força irregular muito menor e bem infiltrada na sociedade conseguiu resistir à mais poderosa máquina militar do Oriente Médio.
Em 2007, Peretz perdeu a liderança trabalhista para o ex-primeiro-ministro Ehud Barak.
Depois, vieram os escândalos de corrupção. Olmert foi acusado de receber US$ 140 mil de um empresário americano, Morris Talansky. O primeiro-ministro demissionário alega que era dinheiro para a campanha, mas Talansky garante que foi usado para despesas pessoais de Olmert.
Com a impopularidade do governo, no momento, as pesquisas dão vantagem ao ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido Likud, cada vez mais à direita, refratário ao processo de paz. Mantém a tática usada durante muito tempo por Sharon e outros falcões israelenses: fingir que está negociando para ganhar tempo e consolidar a ocupação.
Isso não impede que o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa Ehud Barak tenha orientado os deputados trabalhistas a derrubar o governo e provocar a antecipação das eleições, que não precisam ser realizadas até 2010, se alguém conseguir articular uma coalizão capaz de ter maioria para governar.
A favorita no Kadima é a ministra do Exterior, Tzipi Livni. Também são candidatos em potencial e o ex-ministro da Defesa e atual ministro dos Transporte, Shaul Mofaz, um linha-dura; o ministro do Interior, Meir Shitreet; e o da Segurança Interna, Avi Dichter.
Alguns analistas suspeitam que Olmert, ao anunciar a renúncia com antecedência e data marcada, a eleição de um novo líder do Kadima, dando-se aviso prévio, estaria na verdade blefando.
Se o novo líder do partido não conseguir formar um governo, ele permanece como primeiro-ministro interino. Isto pode lhe garantir uma sobrevida política de muitos meses em que poderia se dedicar, por exemplo, à paz com os palestinos, algo capaz de deixar uma marca positiva de seu governo para a História.
Olmert foi prefeito de Jerusalém. Era vice-primeiro-ministro de Ariel Sharon quando o primeiro-ministro teve um acidente vascular cerebral que o deixou em coma e inconsciente até hoje, vivendo ligado a aparelhos. Herdou de Sharon a chefia do partido Kadima e do governo.
O Kadima (Avante) foi a herança política de Sharon, um linha-dura que no final da vida, como comandante militar, percebeu que há um momento para conquistar a paz. Em 2005 rompeu com a coligação direitista Likud e formou um partido para avançar na direção da paz dentro da fórmula de criação de dois Estados Nacionais independentes, um árabe e um judaico, no território histórico da Palestina.
Sharon sonhava em morrer depois de consolidar as fronteiras de Israel. Para isso, é necessária a paz.
Seu sucessor, Olmert, se elegeu com uma bancada do Kadima aquém do esperado: 28 deputados na Knesset, de 120 cadeiras. Para formar o governo, aliou-se ao Partido Trabalhista, de esquerda. É o partido que fundou Israel, de David Ben Gurion, dos kibbutzim e da central sindical Histadrut.
Na época, o líder era Amir Peretz, um dirigente sindical sem experiência militar. Como grande aliado, foi nomeado ministro da Defesa. Teve atuação desastrosa durante a fracassada ofensiva de 34 dias no Líbano contra a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), que abalou o governo Olmert desde o início.
Os inimigos árabes ainda têm medo e respeitam Israel. Mas o Hesbolá se gaba de ter acabado com o mito de invencibilidade israelense. Morreram cerca de 150 israeleses e 1,2 mil libaneses, mas uma força irregular muito menor e bem infiltrada na sociedade conseguiu resistir à mais poderosa máquina militar do Oriente Médio.
Em 2007, Peretz perdeu a liderança trabalhista para o ex-primeiro-ministro Ehud Barak.
Depois, vieram os escândalos de corrupção. Olmert foi acusado de receber US$ 140 mil de um empresário americano, Morris Talansky. O primeiro-ministro demissionário alega que era dinheiro para a campanha, mas Talansky garante que foi usado para despesas pessoais de Olmert.
Com a impopularidade do governo, no momento, as pesquisas dão vantagem ao ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido Likud, cada vez mais à direita, refratário ao processo de paz. Mantém a tática usada durante muito tempo por Sharon e outros falcões israelenses: fingir que está negociando para ganhar tempo e consolidar a ocupação.
Isso não impede que o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa Ehud Barak tenha orientado os deputados trabalhistas a derrubar o governo e provocar a antecipação das eleições, que não precisam ser realizadas até 2010, se alguém conseguir articular uma coalizão capaz de ter maioria para governar.
A favorita no Kadima é a ministra do Exterior, Tzipi Livni. Também são candidatos em potencial e o ex-ministro da Defesa e atual ministro dos Transporte, Shaul Mofaz, um linha-dura; o ministro do Interior, Meir Shitreet; e o da Segurança Interna, Avi Dichter.
Alguns analistas suspeitam que Olmert, ao anunciar a renúncia com antecedência e data marcada, a eleição de um novo líder do Kadima, dando-se aviso prévio, estaria na verdade blefando.
Se o novo líder do partido não conseguir formar um governo, ele permanece como primeiro-ministro interino. Isto pode lhe garantir uma sobrevida política de muitos meses em que poderia se dedicar, por exemplo, à paz com os palestinos, algo capaz de deixar uma marca positiva de seu governo para a História.
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sexta-feira, 23 de maio de 2008
Israel faz novas exigências à Síria
Através da Turquia, que intermedia as negociações de paz entre os dois países, Israel prometeu à Síria a retirada total das Colinas do Golã, ocupadas na Guerra dos Seis Dias, em 1967, mas fez novas exigências rejeitadas pelo governo sírio.
A ministra do Exterior israelense, Tzipi Livni, afirmou que a Síria precisa se afastar do Irã e parar de apoiar grupos muçulmanos fundamentalistas, como o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) palestino e a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).
"Recebemos mensagens e promessas do governo israelense que mostram que o primeiro-ministro sabe o que a Síria quer", declarou o ministro da Informação da Síria, Mohsen Bilal, à televisão árabe especializada em notícias Al Jazira, ao comentar os três dias de negociações em Istambul. "A Síria quer a devolução integral das Colinas do Golã e a retirada de Israel para as fronteiras de 4 de junho de 1967".
A Síria exige a devolução das Colinas do Golã, ocupadas em 1967 e anexadas em 1981, e metade do Mar da Galiléia, uma importante fonte de água para Israel.
Os Estados Unidos declararam oficialmente que não se opõem às negociações, mas repetiram a acusação de que a Síria "apóia o terrorismo". A chanceler israelense usou o mesmo tom.
"Quando eles fazem essas exigências, estão estabelecendo condições para negociar a paz. O processo de paz não exige precondições", reclama o porta-voz sírio.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse estar "pronto para fazer concessões substanciais à Síria bastante dolorosas".
Bilal rejeita o argumento: "O que os sírios estão exigindo é seu direito. Não há concessão dolorosa nenhuma em devolver uma terra que pertence à Síria".
No momento em que a retomada das negociações sírio-israelenses depois de oito anos foi anunciado, os EUA divulgaram detalhes sobre um bombardeio aéreo de Israel contra uma suposta central nuclear em construção na Síria com reator da Coréia do Norte. Foi claramente uma tentativa de bombardear a negociação, que é do interesse de Israel e não apenas uma jogada para chamar a atenção porque o primeiro-ministro está sendo acusado de corrupção.
A invasão do Iraque pelos EUA mudou o equilíbrio de forças no Oriente Médio. O grande vencedor foi o Irã. Viu desaparecer um poderoso inimigo. Conseguiu criar um arco xiita com a ascensão dos xiitas ao poder no Iraque e o fortalecimento do Hesbolá, no Líbano, especialmente após resistir à ofensiva israelense de 12 de julho a 14 de agosto de 2006, sem esquecer da vitória eleitoral do Hamas em janeiro do mesmo ano.
O Hamas não é xiita mas é um partido fundamentalista muçulmano, inspirado pela revolução islâmica no Irã, em 1979, que recebe dinheiro e outros recursos do governo iraniano.
Ao criar o Iraque, depois da Primeira Guerra Mundial, o Império Britânico juntou as províncias de Mossul, Bagdá e Bássora do extinto Império Otomano (turco), abandonando a promessa de fundar o Curdistão para criar um país suficientemente poderoso para conter o Irã, a antiga Pérsia.
O presidente George Walker Bush não estudou as lições da História. Israel aprendeu, e elas foram amargas demais.
Talvez o governo israelense, reconhecendo a ascensão do Irã como potência regional que está desenvolvendo armas nucleares, tenha considerado importante negociar com a Síria para isolar o Irã, que desponta como o grande inimigo a médio prazo de Israel.
A Síria é a questão-chave para a paz entre árabes e israelenses. Ao apoiar o Hamas e o Hesbolá, a Síria e o Irã travam uma guerra indireta contra Israel e outra no Líbano, e boicotam o processo de paz. A paz com a Síria é o melhor caminho para resolver tanto o problema palestino quanto o libanês.
A ministra do Exterior israelense, Tzipi Livni, afirmou que a Síria precisa se afastar do Irã e parar de apoiar grupos muçulmanos fundamentalistas, como o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) palestino e a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).
"Recebemos mensagens e promessas do governo israelense que mostram que o primeiro-ministro sabe o que a Síria quer", declarou o ministro da Informação da Síria, Mohsen Bilal, à televisão árabe especializada em notícias Al Jazira, ao comentar os três dias de negociações em Istambul. "A Síria quer a devolução integral das Colinas do Golã e a retirada de Israel para as fronteiras de 4 de junho de 1967".
A Síria exige a devolução das Colinas do Golã, ocupadas em 1967 e anexadas em 1981, e metade do Mar da Galiléia, uma importante fonte de água para Israel.
Os Estados Unidos declararam oficialmente que não se opõem às negociações, mas repetiram a acusação de que a Síria "apóia o terrorismo". A chanceler israelense usou o mesmo tom.
"Quando eles fazem essas exigências, estão estabelecendo condições para negociar a paz. O processo de paz não exige precondições", reclama o porta-voz sírio.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse estar "pronto para fazer concessões substanciais à Síria bastante dolorosas".
Bilal rejeita o argumento: "O que os sírios estão exigindo é seu direito. Não há concessão dolorosa nenhuma em devolver uma terra que pertence à Síria".
No momento em que a retomada das negociações sírio-israelenses depois de oito anos foi anunciado, os EUA divulgaram detalhes sobre um bombardeio aéreo de Israel contra uma suposta central nuclear em construção na Síria com reator da Coréia do Norte. Foi claramente uma tentativa de bombardear a negociação, que é do interesse de Israel e não apenas uma jogada para chamar a atenção porque o primeiro-ministro está sendo acusado de corrupção.
A invasão do Iraque pelos EUA mudou o equilíbrio de forças no Oriente Médio. O grande vencedor foi o Irã. Viu desaparecer um poderoso inimigo. Conseguiu criar um arco xiita com a ascensão dos xiitas ao poder no Iraque e o fortalecimento do Hesbolá, no Líbano, especialmente após resistir à ofensiva israelense de 12 de julho a 14 de agosto de 2006, sem esquecer da vitória eleitoral do Hamas em janeiro do mesmo ano.
O Hamas não é xiita mas é um partido fundamentalista muçulmano, inspirado pela revolução islâmica no Irã, em 1979, que recebe dinheiro e outros recursos do governo iraniano.
Ao criar o Iraque, depois da Primeira Guerra Mundial, o Império Britânico juntou as províncias de Mossul, Bagdá e Bássora do extinto Império Otomano (turco), abandonando a promessa de fundar o Curdistão para criar um país suficientemente poderoso para conter o Irã, a antiga Pérsia.
O presidente George Walker Bush não estudou as lições da História. Israel aprendeu, e elas foram amargas demais.
Talvez o governo israelense, reconhecendo a ascensão do Irã como potência regional que está desenvolvendo armas nucleares, tenha considerado importante negociar com a Síria para isolar o Irã, que desponta como o grande inimigo a médio prazo de Israel.
A Síria é a questão-chave para a paz entre árabes e israelenses. Ao apoiar o Hamas e o Hesbolá, a Síria e o Irã travam uma guerra indireta contra Israel e outra no Líbano, e boicotam o processo de paz. A paz com a Síria é o melhor caminho para resolver tanto o problema palestino quanto o libanês.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Chanceler de Israel pede saída do primeiro-ministro
A ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni, somou-se hoje à oposição para pedir a queda do primeiro-ministro Ehud Olmert, acusado por uma comissão de "erros graves" na condução da guerra contra a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), em julho e agosto do ano passado.
O primeiro-ministro rejeitou o apelo, dizendo que não pretende se eximir de suas "responsabilidades" e que quer "reparar todos os erros".
Figura mais popular do governo, Tzipi Livni será uma forte candidata à liderança do partido Kadima (Avante), se Olmert cair.
O primeiro-ministro rejeitou o apelo, dizendo que não pretende se eximir de suas "responsabilidades" e que quer "reparar todos os erros".
Figura mais popular do governo, Tzipi Livni será uma forte candidata à liderança do partido Kadima (Avante), se Olmert cair.
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