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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Netanyahu demite ministros e antecipa eleições em Israel

Em meio à crise provocada pelo projeto para declarar Israel oficialmente um "Estado judaico", o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu demitiu hoje os ministros das Finanças, Yair Lapid, e da Justiça, Tzipi Livni, contrários à proposta, e dissolveu o Parlamento. Cabe agora ao presidente convocar eleições antecipadas.

O projeto faz parte de uma ampla ofensiva da ultradireita israelense para enterrar definitivamente as negociações de paz para criar um Estado palestino e anexar a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém, negando à população árabe, hoje cerca de 20% do total, os mesmos direitos dados aos judeus israelenses.

Tanto o ex-presidente Shimon Peres e de líderes de partidos moderados como Lapid e Livni são contra a ideia. Por 16 a 5, os ministros do governo Netanyahu aprovaram a proposta, encaminhando-a para votação na Knesset, o Parlamento de Israel. Seus maiores defensores são os ultradireitistas Avigdor Lieberman, ministro do Exterior, e da Economia, Natali Bennett, contrários a qualquer concessão aos palestinos.

"Nas últimas semanas e especialmente nos últimos dias, os ministros atacaram intensamente o governo que lidero", afirmou Netanyahu. "Não vou tolerar ministros atacando a política do governo e seu líder dentro do próprio governo. É impossível governar um país dessa maneira."

Lapid, um ex-apresentador de televisão que fundou um partido de centro com a clara ambição de governar Israel, é candidatíssimo à vaga de Netanyahu, que tentará mais vender a imagem de que é o único líder capaz de administrar o país num momento de grandes riscos, do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e do Estado Islâmico ao programa nuclear do Irã.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Netanyahu quer oficializar Israel como Estado judaico

Durante visita a um monumento em homenagem à independência de Israel, o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu anunciou uma reforma constitucional para "ancorar legalmente" o status de israel como "Estado nacional do povo judeu", noticia o jornal liberal israelense Haaretz.

Na sua opinião, "o ingrediente básico da nossa vida nacional deve ter status legal assim como outros fundamentos centrais que já estão na Lei Básica da Knesset", o Parlamento de Israel. "Infelizmente, há aqueles que não querem reconhecer este direito natural", acrescentou, atacando o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, que jurou jamais reconhecer Israel como um Estado judaico.

O governo direitista israelense rompeu na semana passada as negociações de paz depois do acordo de reconciliação nacional entre os dois maiores partidos do movimento nacional palestino, a Fatah (Luta) e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

"Uma das minhas principais missões como primeiro-ministro é fortificar Israel como Estado Nacional do povo judeu", justificou Netanyahu. Os palestinos temem que a caracterização sirva de pretexto para expulsar a população árabe, que representa 21% da população israelense, hoje de 8,8 milhões de habitantes, sendo 78%.

A anexação definitiva da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, defendida pela extrema direita israelense e os colonos dos territórios ocupados mudaria a composição demográfica do país. Como a taxa de natalidade dos árabes é maior, em alguns anos eles poderiam se tornar maioria.

Com a declaração de Estado judaico e a maioria da população árabe, a democracia estaria ameaçada em Israel, que teria de fazer uma "purificação étnica" de caráter nazista ou impor um regime de apartheid do tipo sul-africano para manter a supremacia do povo judeu, como disse o secretário de Estado americano, John Kerry, num encontro reservado que acabou sendo revelado.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Kerry culpa Israel por fracasso nas negociações

O secretário de Estado americano, John Kerry, responsabilizou hoje o governo linha-dura de Israel pelo fracasso das negociações de paz com a Autoridade Nacional Palestina, por não libertar 26 palestinos presos há muitos anos e autorizar novas construções no setor ocupado de Jerusalém.

Diante da ameaça de queda do governo israelense, os Estados Unidos chegaram a oferecer em troca a soltura do espião Jonathan Pollard, condenado à prisão perpétua em 1987 por passar segredos de Estado a Israel.

Insatisfeita com o andamento das negociações, a ANP ameaçou pedir adesão a 15 agências e tratados internacionais como meio de encaminhar sua reivindicação de independência nacional. Como assim os palestinos poderiam processar Israel por crimes de guerra em tribunais internacionais, o governo israelense suspendeu a negociação para libertar os presos, deixando o processo de paz à beira do colapso.

O que Kerry não disse que é os EUA bancaram duas exigências israelenses totalmente inaceitáveis para os palestinos: o reconhecimento de Israel como um Estado judaico e a manutenção de forças israelenses no Vale do Rio Jordão, dentro do futuro país palestino.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Liga Árabe nunca aceitará Israel como Estado judaico

No fim de uma reunião de dois dias, a Liga Árabe declarou hoje que jamais vai reconhecer Israel como um Estado judaico, uma das exigências do primeiro-ministro conservador Benjamin Netanyahu nas negociações de paz com os palestinos.

Israel quer uma garantia de que seu caráter judaico nunca seja ameaçado por um possível crescimento da população árabe. Os palestinos e a Liga Árabe temem que isso acabe com o "direito de retorno" dos refugiados expulsos das terras onde foi criado o Estado de Israel, em 1948, e até mesmo sirva para justificar o êxodo forçado dos árabes.

A Liga Árabe também denunciou os massacres cometidos pelo governo na guerra civil na Síria e defenderam a realização de negociações para encontrar uma solução política para o conflito que matou mais de 140 mil pessoas nos últimos três anos.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

OLP pode reconhecer Israel como "Estado judaico"

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) pode reconhecer Israel como um "Estado judaico", como prevê a proposta dos Estados Unidos para a paz entre árabes e israelenses, mas não nos termos exigidos pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje Nabil Amro, membro do comitê central da OLP.

Os palestinos temem que o reconhecimento leve Israel a expulsar sua população árabe, cerca de 20% do total.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010