Quando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se preparava para convocar eleições antecipadas, o novo líder do partido Kadima (Avante), o ex-ministro da Defesa e ex-comandante das Forças Armadas Shaul Mofaz, resolveu aderir ao governo.
Sua principal exigência teria sido a retomada das negociações de paz com os palestinos. Ao mesmo tempo, com mais um general no poder, aumenta a possibilidade de um ataque para tentar destruir o programa nuclear do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas.
O Kadima foi criado em 2005 pelo então primeiro-ministro Ariel Sharon como uma dissidência do Likud, o partido direitista liderado pelo atual chefe de governo. Depois de fazer fama como o general mais linha dura da História de Israel, Sharon se convenceu de que a segurança do país a longo prazo depende da paz e de fronteiras definidas. Estava disposto a fazer uma retirada total da Cisjordânia.
Pouco depois de fundar o Kadima, atraindo o antigo líder trabalhista e ex-primeiro-ministro Shimon Peres, hoje presidente de Israel, Sharon sofreu um acidente vascular cerebral e está em coma até hoje, em estado vegetativo.
Seu sucessor, o ex-prefeito de Jerusalém Ehud Olmert, foi abatido por um escândalo de corrupção. Sob a liderança da ministra do Exterior Tzipi Livni, o Kadima acabou sendo derrotado nas últimas eleições parlamentares em Israel. Livni não conseguiu formar uma coalizão pela paz e passou o encargo para Netanyahu.
Agora, ela promete abandonar a vida pública, enquanto o governo Netanyahu se fortalece.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 8 de maio de 2012
Kadima adere e adia eleições em Israel
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sexta-feira, 4 de maio de 2012
Barak acusa ex-primeiro-ministro de fazer jogo do Irã
Em uma tentativa de reassumir a ofensiva no debate político, o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, acusou ontem o ex-primeiro-ministro Ehud Olmert e dois ex-chefes de serviço secreto de fazerem o jogo do Irã ao dizer que seu programa nuclear não representa um risco imediato ao país.
Olmert e o ex-chefes do Mossad (serviço secreto externo) Meir Dagan e do Shin Bet (serviço secreto interno) criticaram Barak e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por levar o país à beira de uma guerra com o Irã por razões messiânicas.
"A gangue de Olmert está viajando pelo mundo e falando de uma maneira que ajuda Israel", declarou Barak agressivamente ao jornal israelense Yisrael Hayon, citado pelo jornal liberal Haaretz.
O atual governo israelense acusa o regime fundamentalista iraniano de estar desenvolvendo armas atômicas.
Olmert e o ex-chefes do Mossad (serviço secreto externo) Meir Dagan e do Shin Bet (serviço secreto interno) criticaram Barak e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por levar o país à beira de uma guerra com o Irã por razões messiânicas.
"A gangue de Olmert está viajando pelo mundo e falando de uma maneira que ajuda Israel", declarou Barak agressivamente ao jornal israelense Yisrael Hayon, citado pelo jornal liberal Haaretz.
O atual governo israelense acusa o regime fundamentalista iraniano de estar desenvolvendo armas atômicas.
domingo, 30 de agosto de 2009
Olmert é denunciado por corrupção em Israel
O ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert, que deixou o cargo em setembro de 2008 por ser acusado de corrupção, foi denunciado criminalmente por suborno, fraude em despesas de viagem e tráfico de influência quando era prefeito de Israel e ministro do Comércio.
A pena máxima para fraude é de cinco anos de cadeia, mas Olmert pode receber mais de uma condenação.
A pena máxima para fraude é de cinco anos de cadeia, mas Olmert pode receber mais de uma condenação.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Israel exige libertação de soldado para manter trégua
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, condicionou a assinatura de qualquer acordo para uma trégua permanente com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) à libertação do soldado israelense Gilad Shalit, sequestrado em 25 de junho de 2006.
Nos últimos dias, líderes do Hamas, inclusive o dirigente máximo, Khaled Mechal, indicaram estar prestes a acertar um cessar-fogo de um ano e meio com Israel na Faixa de Gaza. Agora, o governo israelense endureceu o jogo. O Hamas ainda não se manifestou sobre este último lance.
Nos últimos dias, líderes do Hamas, inclusive o dirigente máximo, Khaled Mechal, indicaram estar prestes a acertar um cessar-fogo de um ano e meio com Israel na Faixa de Gaza. Agora, o governo israelense endureceu o jogo. O Hamas ainda não se manifestou sobre este último lance.
domingo, 30 de novembro de 2008
Israel vai libertar 250 prisioneiros palestinos
O governo de Israel aprovou neste domingo a libertação de 250 palestinos presos. É um gesto de boa vontade com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, em meio a tensão e violências crescentes na Faixa de Gaza, que está sob o controle do Movimento de Resistência Islâmicas (Hamas).
A lista dos prisioneiros que serão soltos será elaborada por uma comissão especial, com base no critério de não libertar quem "derramou sangue judeu". Os cidadãos israelenses terão o direito de apresentar objeções aos nomes escolhidos.
Abbas pediu a libertação de prisioneiros ao primeiro-ministro israelense demissionário Ehud Olmert em 17 de novembro
O negociador palestino Saeb Erakat elogiou a decisão israelense e manifestou a esperança da "libertação um dia de todos os prisioneiros palestinos".
A lista dos prisioneiros que serão soltos será elaborada por uma comissão especial, com base no critério de não libertar quem "derramou sangue judeu". Os cidadãos israelenses terão o direito de apresentar objeções aos nomes escolhidos.
Abbas pediu a libertação de prisioneiros ao primeiro-ministro israelense demissionário Ehud Olmert em 17 de novembro
O negociador palestino Saeb Erakat elogiou a decisão israelense e manifestou a esperança da "libertação um dia de todos os prisioneiros palestinos".
domingo, 21 de setembro de 2008
Primeiro-ministro de Israel renuncia
O primeiro-ministro Ehud Olmert, indiciado por corrupção, apresentou hoje sua renúncia ao presidente de Israel, Shimon Peres. Ele tinha prometido fazer isso assim que seu partido Kadima escolhesse um novo líder. Na semana passada, o Kadima elegeu a ministra do Exterior, Tzipi Livni, para substituí-lo.
Olmert fica no cargo interinamente até Livni conseguir formar um novo governo. Se não conseguir, haverá eleições antecipadas.
No momento, o favorito é o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, líder do partido linha-dura Likud, de onde saiu o Kadima, em 2005, por iniciativa do então primeiro-ministro Ariel Sharon, preocupado em criar um partido para negociar um acordo de paz definitivo com os palestinos.
Olmert fica no cargo interinamente até Livni conseguir formar um novo governo. Se não conseguir, haverá eleições antecipadas.
No momento, o favorito é o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, líder do partido linha-dura Likud, de onde saiu o Kadima, em 2005, por iniciativa do então primeiro-ministro Ariel Sharon, preocupado em criar um partido para negociar um acordo de paz definitivo com os palestinos.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Tzipi Livni lidera partido do governo de Israel
A ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni, pode ser a segunda mulher a governar Israel, depois da primeira-ministra Golda Meir (1969-74).
Tzipi Livni ganhou hoje a eleição interna do partido Kadima (Avante) para suceder o primeiro-ministro Ehud Olmert, indiciado por corrupção. Para ser primeira-ministra, precisa formar uma coligação que aprove seu nome na Knesset, o parlamento israelense.
O atual governo tem como líderes o Kadima e o Partido Trabalhista, liderado pelo ex-primeiro-ministro Ehud Barak, que não esconde seu desejo de voltar ao poder.
Quando o escândalo envolvendo Olmert se tornou incontrolável, Barak ameaçou retirar o apoio dos trabalhistas ao governo. Isso forçaria a realização de uma nova eleição.
No momento, o favorito nas pesquisas é o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido linha-dura Likud, que é contra a criação de um Estado palestino independente nos territórios ocupados por Israel.
Tzipi Livni está comprometida com o processo de paz com base na fórmula de dois países independentes, Israel e a Palestina, dividindo o território histórico da Palestina.
Seu maior rival no Kadima, o ex-ministro da Defesa e dos Transportes Shaul Mofaz, é um linha dura. Está mais preocupado com o desenvolvimento de armas atômicas pelo Irã.
Olmert fica no cargo até o parlamento aprovar a formação de um novo governo. Ele foi acusado de receber US$ 140 mil de um empresário americano, além de passagens aéreas usadas em seu próprio benefício. Ainda tenta negociar a paz com os palestinos para melhorar sua posição na História.
Tzipi Livni ganhou hoje a eleição interna do partido Kadima (Avante) para suceder o primeiro-ministro Ehud Olmert, indiciado por corrupção. Para ser primeira-ministra, precisa formar uma coligação que aprove seu nome na Knesset, o parlamento israelense.
O atual governo tem como líderes o Kadima e o Partido Trabalhista, liderado pelo ex-primeiro-ministro Ehud Barak, que não esconde seu desejo de voltar ao poder.
Quando o escândalo envolvendo Olmert se tornou incontrolável, Barak ameaçou retirar o apoio dos trabalhistas ao governo. Isso forçaria a realização de uma nova eleição.
No momento, o favorito nas pesquisas é o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido linha-dura Likud, que é contra a criação de um Estado palestino independente nos territórios ocupados por Israel.
Tzipi Livni está comprometida com o processo de paz com base na fórmula de dois países independentes, Israel e a Palestina, dividindo o território histórico da Palestina.
Seu maior rival no Kadima, o ex-ministro da Defesa e dos Transportes Shaul Mofaz, é um linha dura. Está mais preocupado com o desenvolvimento de armas atômicas pelo Irã.
Olmert fica no cargo até o parlamento aprovar a formação de um novo governo. Ele foi acusado de receber US$ 140 mil de um empresário americano, além de passagens aéreas usadas em seu próprio benefício. Ainda tenta negociar a paz com os palestinos para melhorar sua posição na História.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Olmert marca renúncia para setembro
Depois de meses de pressão sob acusações de corrupção, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, anunciou hoje que deixa o cargo em setembro, depois da eleição de um novo líder para seu partido Kadima (Avante).
Olmert foi prefeito de Jerusalém. Era vice-primeiro-ministro de Ariel Sharon quando o primeiro-ministro teve um acidente vascular cerebral que o deixou em coma e inconsciente até hoje, vivendo ligado a aparelhos. Herdou de Sharon a chefia do partido Kadima e do governo.
O Kadima (Avante) foi a herança política de Sharon, um linha-dura que no final da vida, como comandante militar, percebeu que há um momento para conquistar a paz. Em 2005 rompeu com a coligação direitista Likud e formou um partido para avançar na direção da paz dentro da fórmula de criação de dois Estados Nacionais independentes, um árabe e um judaico, no território histórico da Palestina.
Sharon sonhava em morrer depois de consolidar as fronteiras de Israel. Para isso, é necessária a paz.
Seu sucessor, Olmert, se elegeu com uma bancada do Kadima aquém do esperado: 28 deputados na Knesset, de 120 cadeiras. Para formar o governo, aliou-se ao Partido Trabalhista, de esquerda. É o partido que fundou Israel, de David Ben Gurion, dos kibbutzim e da central sindical Histadrut.
Na época, o líder era Amir Peretz, um dirigente sindical sem experiência militar. Como grande aliado, foi nomeado ministro da Defesa. Teve atuação desastrosa durante a fracassada ofensiva de 34 dias no Líbano contra a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), que abalou o governo Olmert desde o início.
Os inimigos árabes ainda têm medo e respeitam Israel. Mas o Hesbolá se gaba de ter acabado com o mito de invencibilidade israelense. Morreram cerca de 150 israeleses e 1,2 mil libaneses, mas uma força irregular muito menor e bem infiltrada na sociedade conseguiu resistir à mais poderosa máquina militar do Oriente Médio.
Em 2007, Peretz perdeu a liderança trabalhista para o ex-primeiro-ministro Ehud Barak.
Depois, vieram os escândalos de corrupção. Olmert foi acusado de receber US$ 140 mil de um empresário americano, Morris Talansky. O primeiro-ministro demissionário alega que era dinheiro para a campanha, mas Talansky garante que foi usado para despesas pessoais de Olmert.
Com a impopularidade do governo, no momento, as pesquisas dão vantagem ao ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido Likud, cada vez mais à direita, refratário ao processo de paz. Mantém a tática usada durante muito tempo por Sharon e outros falcões israelenses: fingir que está negociando para ganhar tempo e consolidar a ocupação.
Isso não impede que o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa Ehud Barak tenha orientado os deputados trabalhistas a derrubar o governo e provocar a antecipação das eleições, que não precisam ser realizadas até 2010, se alguém conseguir articular uma coalizão capaz de ter maioria para governar.
A favorita no Kadima é a ministra do Exterior, Tzipi Livni. Também são candidatos em potencial e o ex-ministro da Defesa e atual ministro dos Transporte, Shaul Mofaz, um linha-dura; o ministro do Interior, Meir Shitreet; e o da Segurança Interna, Avi Dichter.
Alguns analistas suspeitam que Olmert, ao anunciar a renúncia com antecedência e data marcada, a eleição de um novo líder do Kadima, dando-se aviso prévio, estaria na verdade blefando.
Se o novo líder do partido não conseguir formar um governo, ele permanece como primeiro-ministro interino. Isto pode lhe garantir uma sobrevida política de muitos meses em que poderia se dedicar, por exemplo, à paz com os palestinos, algo capaz de deixar uma marca positiva de seu governo para a História.
Olmert foi prefeito de Jerusalém. Era vice-primeiro-ministro de Ariel Sharon quando o primeiro-ministro teve um acidente vascular cerebral que o deixou em coma e inconsciente até hoje, vivendo ligado a aparelhos. Herdou de Sharon a chefia do partido Kadima e do governo.
O Kadima (Avante) foi a herança política de Sharon, um linha-dura que no final da vida, como comandante militar, percebeu que há um momento para conquistar a paz. Em 2005 rompeu com a coligação direitista Likud e formou um partido para avançar na direção da paz dentro da fórmula de criação de dois Estados Nacionais independentes, um árabe e um judaico, no território histórico da Palestina.
Sharon sonhava em morrer depois de consolidar as fronteiras de Israel. Para isso, é necessária a paz.
Seu sucessor, Olmert, se elegeu com uma bancada do Kadima aquém do esperado: 28 deputados na Knesset, de 120 cadeiras. Para formar o governo, aliou-se ao Partido Trabalhista, de esquerda. É o partido que fundou Israel, de David Ben Gurion, dos kibbutzim e da central sindical Histadrut.
Na época, o líder era Amir Peretz, um dirigente sindical sem experiência militar. Como grande aliado, foi nomeado ministro da Defesa. Teve atuação desastrosa durante a fracassada ofensiva de 34 dias no Líbano contra a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), que abalou o governo Olmert desde o início.
Os inimigos árabes ainda têm medo e respeitam Israel. Mas o Hesbolá se gaba de ter acabado com o mito de invencibilidade israelense. Morreram cerca de 150 israeleses e 1,2 mil libaneses, mas uma força irregular muito menor e bem infiltrada na sociedade conseguiu resistir à mais poderosa máquina militar do Oriente Médio.
Em 2007, Peretz perdeu a liderança trabalhista para o ex-primeiro-ministro Ehud Barak.
Depois, vieram os escândalos de corrupção. Olmert foi acusado de receber US$ 140 mil de um empresário americano, Morris Talansky. O primeiro-ministro demissionário alega que era dinheiro para a campanha, mas Talansky garante que foi usado para despesas pessoais de Olmert.
Com a impopularidade do governo, no momento, as pesquisas dão vantagem ao ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido Likud, cada vez mais à direita, refratário ao processo de paz. Mantém a tática usada durante muito tempo por Sharon e outros falcões israelenses: fingir que está negociando para ganhar tempo e consolidar a ocupação.
Isso não impede que o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa Ehud Barak tenha orientado os deputados trabalhistas a derrubar o governo e provocar a antecipação das eleições, que não precisam ser realizadas até 2010, se alguém conseguir articular uma coalizão capaz de ter maioria para governar.
A favorita no Kadima é a ministra do Exterior, Tzipi Livni. Também são candidatos em potencial e o ex-ministro da Defesa e atual ministro dos Transporte, Shaul Mofaz, um linha-dura; o ministro do Interior, Meir Shitreet; e o da Segurança Interna, Avi Dichter.
Alguns analistas suspeitam que Olmert, ao anunciar a renúncia com antecedência e data marcada, a eleição de um novo líder do Kadima, dando-se aviso prévio, estaria na verdade blefando.
Se o novo líder do partido não conseguir formar um governo, ele permanece como primeiro-ministro interino. Isto pode lhe garantir uma sobrevida política de muitos meses em que poderia se dedicar, por exemplo, à paz com os palestinos, algo capaz de deixar uma marca positiva de seu governo para a História.
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domingo, 11 de maio de 2008
Gaza enfrenta escuridão por falta de energia
Com sua usina geradora de eletricidade fechada e sem combustível porque Israel não entrega nada há quatro dias, a Faixa de Gaza, onde vivem 1,5 milhão de palestinos, enfrentou vários apagões neste domingo, enquanto o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, responsabilizava o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) pelos ataques com foguetes disparados de Gaza e ameaçava impor a "calma" à força.
"O Hamas é a força dominante em Gaza. É responsável por todos os ataques e por todas as conseqüências de suas atividades", advertiu Olmert. "Não vamos aceitar esta realidade. Ela tem de mudar. Ou há calma ou Israel vai usar tamanha força que vai impor a calma."
Três bombardeios aéreos israelenses mataram pelo menos cinco militantes do Hamas no sábado, depois que cerca de 20 foguetes palestinos atingiram o território israelense.
"Estamos numa crise muito séria", lamentou o porta-voz da companhia de energia elétrica, Jamal al-Dardasawi. "Com a usina fechada, estamos recebendo apenas 120 megawatts de Israel. Precisamos de cerca de 250MW. Há um déficit de mais de 50%".
A usina fornece cerca de 30% das necessidades do território, a maior parte vem de Israel e o Egito fornece o resto.
Na tarde de domingo, as padarias da Cidade de Gaza fecharam por falta de eletricidade para esquentar seus fornos.
"O Hamas é a força dominante em Gaza. É responsável por todos os ataques e por todas as conseqüências de suas atividades", advertiu Olmert. "Não vamos aceitar esta realidade. Ela tem de mudar. Ou há calma ou Israel vai usar tamanha força que vai impor a calma."
Três bombardeios aéreos israelenses mataram pelo menos cinco militantes do Hamas no sábado, depois que cerca de 20 foguetes palestinos atingiram o território israelense.
"Estamos numa crise muito séria", lamentou o porta-voz da companhia de energia elétrica, Jamal al-Dardasawi. "Com a usina fechada, estamos recebendo apenas 120 megawatts de Israel. Precisamos de cerca de 250MW. Há um déficit de mais de 50%".
A usina fornece cerca de 30% das necessidades do território, a maior parte vem de Israel e o Egito fornece o resto.
Na tarde de domingo, as padarias da Cidade de Gaza fecharam por falta de eletricidade para esquentar seus fornos.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
CIA acusa Síria de comprar reator norte-coreano
Em sessão a portas fechadas, a Agência Central de Inteligência (CIA), o serviço de espionagem dos Estados Unidos, apresentou ontem ao Congresso supostas provas de que a Síria estava construindo uma instalação nuclear onde seria instalado um reator importado da Coréia do Norte. Israel destruiu a usina atômica com um bombardeio aéreo em 6 de setembro de 2007.
"Há muito tempo, estamos seriamente preocupados com o programa de armas nucleares da Coréia do Norte e a suas atividades na proliferação nuclear", declarou em nota a Casa Branca. "A cooperação nuclear clandestina da Coréia do Norte com a China é uma perigosa manifestação destas atividades."
O problema é que o governo George Walker Bush sabia disso há muito tempo, desde antes do ataque israelense. Por que só agora teria dado destaque à notícia?
Em parte, para pressionar a Coréia do Norte, que se nega a revelar toda a extensão de seu programa nuclear, como exigem os EUA com base no acordo para desativar o programa de armas atômicas norte-coreano.
Certamente é uma advertência ao Irã, que acaba de anunciar a instalação de mais 6 mil centrífugas nos seus centros de enriquecimento de urânio.
Mas o momento coincide com uma visita a Damasco do primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, com uma proposta de paz israelense à Síria. Tanto o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, quanto o presidente sírio, Bachar Assad, mostraram nos últimos dias interesse em retomar as negociações de paz (veja abaixo).
Os falcões do governo Bush preferem a guerra.
"Há muito tempo, estamos seriamente preocupados com o programa de armas nucleares da Coréia do Norte e a suas atividades na proliferação nuclear", declarou em nota a Casa Branca. "A cooperação nuclear clandestina da Coréia do Norte com a China é uma perigosa manifestação destas atividades."
O problema é que o governo George Walker Bush sabia disso há muito tempo, desde antes do ataque israelense. Por que só agora teria dado destaque à notícia?
Em parte, para pressionar a Coréia do Norte, que se nega a revelar toda a extensão de seu programa nuclear, como exigem os EUA com base no acordo para desativar o programa de armas atômicas norte-coreano.
Certamente é uma advertência ao Irã, que acaba de anunciar a instalação de mais 6 mil centrífugas nos seus centros de enriquecimento de urânio.
Mas o momento coincide com uma visita a Damasco do primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, com uma proposta de paz israelense à Síria. Tanto o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, quanto o presidente sírio, Bachar Assad, mostraram nos últimos dias interesse em retomar as negociações de paz (veja abaixo).
Os falcões do governo Bush preferem a guerra.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Guerra de Israel no Líbano em 2006 fracassou
Israel cometeu graves erros na fracassada invasão do Líbano de 12 de julho a 14 de agosto de 2006 para atacar a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), e o insucesso da operação fortaleceu os inimigos do Estado judaico, concluiu uma comissão de inquérito presidida pelo juiz superior Eliyahu Winograd. O relatório final evitou apontar diretamente o primeiro-ministro Ehud Olmert.
Pelo menos 1,2 mil libaneses, na maioria civis, e 160 soldados israelenses morreram nos 34 dias de combates.
Mais do que isso, a guerra acabou com o mito da invencibilidade israelense.
A mais poderosa máquina militar do Oriente Médio não foi capaz de dominar e vencer um grupo altamente disciplinado de guerrilheiros movidos pelo fundamentalismo islâmico. Essa foi a maior derrota para Israel.
"A visão geral da guerra é uma mistura de falhas na conduta das lideranças políticas e militares, de desempenho falho dos militares, especialmente das forças terrestres, e de deficiências na preparação de Israel", critica o Relatório Winograd. "Descobrimos sérios fracassos e falhas por falta de planejamento e de raciocínio estratégico."
Apesar de tudo, a comissão optou por não culpar indivíduos, buscando maneiras de evitar a repetição dos erros. Mas ressalvou: "O fato de evitarmos apontar responsabilidades individuais não significa que elas não existam." Olmert e o então ministro da Defesa, Amir Peretz, foram as autoridades civis que conduziram a guerra.
Grande parte das 629 páginas do relatório foram dedicadas a criticar uma ofensiva terrestre de última hora, lançada pouco antes de entrar em vigor o cessar-fogo imposto pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Pelo menos 30 soldados israelenses morreram nessa operação.
As oposições à direita e à esquerda concordaram que o fracasso compromete o primeiro-ministro Olmert. Se o pacifista Yossi Beilin entende que a guerra não deveria ter sido realizada, o partido linha-dura Likud, de onde Olmert saiu, afirma que só resta ao primeiro-ministro pedir demissão e convocar eleições antecipadas.
Leia mais no jornal israelense Haaretz.
Pelo menos 1,2 mil libaneses, na maioria civis, e 160 soldados israelenses morreram nos 34 dias de combates.
Mais do que isso, a guerra acabou com o mito da invencibilidade israelense.
A mais poderosa máquina militar do Oriente Médio não foi capaz de dominar e vencer um grupo altamente disciplinado de guerrilheiros movidos pelo fundamentalismo islâmico. Essa foi a maior derrota para Israel.
"A visão geral da guerra é uma mistura de falhas na conduta das lideranças políticas e militares, de desempenho falho dos militares, especialmente das forças terrestres, e de deficiências na preparação de Israel", critica o Relatório Winograd. "Descobrimos sérios fracassos e falhas por falta de planejamento e de raciocínio estratégico."
Apesar de tudo, a comissão optou por não culpar indivíduos, buscando maneiras de evitar a repetição dos erros. Mas ressalvou: "O fato de evitarmos apontar responsabilidades individuais não significa que elas não existam." Olmert e o então ministro da Defesa, Amir Peretz, foram as autoridades civis que conduziram a guerra.
Grande parte das 629 páginas do relatório foram dedicadas a criticar uma ofensiva terrestre de última hora, lançada pouco antes de entrar em vigor o cessar-fogo imposto pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Pelo menos 30 soldados israelenses morreram nessa operação.
As oposições à direita e à esquerda concordaram que o fracasso compromete o primeiro-ministro Olmert. Se o pacifista Yossi Beilin entende que a guerra não deveria ter sido realizada, o partido linha-dura Likud, de onde Olmert saiu, afirma que só resta ao primeiro-ministro pedir demissão e convocar eleições antecipadas.
Leia mais no jornal israelense Haaretz.
sábado, 24 de novembro de 2007
Bush relança processo de paz árabe-israelense
Depois de abrir a conferência internacional sobre a paz no Oriente Médio na próxima terça-feira em Anápolis, Maryland, nos Estados Unidos, o presidente George Walker Bush fará pessoalmente três rodadas de negociações entre o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.
Seu objetivo é relançar o processo para criação de um Estado Nacional palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com capital em Jerusalém.
A Arábia Saudita confirmou sua participação, mas a Síria, um país-chave por seu apoio a grupos radicais palestinos e à milícia fundamentalista xiita Hesbolá no Líbano, vai boicotar o encontro, assim como o grupo radical palestino Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
Leia mais nos jornais The Washington Post e The New York Times.
Seu objetivo é relançar o processo para criação de um Estado Nacional palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com capital em Jerusalém.
A Arábia Saudita confirmou sua participação, mas a Síria, um país-chave por seu apoio a grupos radicais palestinos e à milícia fundamentalista xiita Hesbolá no Líbano, vai boicotar o encontro, assim como o grupo radical palestino Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
Leia mais nos jornais The Washington Post e The New York Times.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Israel quer Síria em conferência de paz
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, aceita a participação da Síria em uma conferência sobre a paz no Oriente Médio a ser convocada pelos Estados Unidos para meados de novembro. No domingo, o governo americano indicou que convidaria a Síria se este país se comprometer a renunciar ao uso da força e a negociar a paz.
Mas altos funcionários sírios disseram na segunda-feira que o bombardeio israelense ao território sírio em 6 de setembro enterrou as possibilidades de paz.
Mas altos funcionários sírios disseram na segunda-feira que o bombardeio israelense ao território sírio em 6 de setembro enterrou as possibilidades de paz.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Procurador-geral investiga primeiro-ministro de Israel
O procurador-geral de Israel ordendou a abertura de inquérito policial para investigar a compra de uma casa pelo primeiro-ministro Ehud Olmert. Ele é suspeito de ter conseguido um desconto substancial em troca de facilitar autorizações para construir.
Olmert, eleito como herdeiro do linha-dura Ariel Sharon, que no final da vida resolveu criar um partido mais ao centro para negociar a paz, perdeu prestígio com a desastrada guerra contra a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), em julho e agosto de 2006. Mas recuperou-se com o recente bombardeio à Síria, supostamente para destruir uma carga da Coréia do Norte suspeita de conter material nuclear.
Olmert, eleito como herdeiro do linha-dura Ariel Sharon, que no final da vida resolveu criar um partido mais ao centro para negociar a paz, perdeu prestígio com a desastrada guerra contra a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), em julho e agosto de 2006. Mas recuperou-se com o recente bombardeio à Síria, supostamente para destruir uma carga da Coréia do Norte suspeita de conter material nuclear.
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Olmert faz visita histórica a cidade palestina
Numa visita histórica, o primeiro-ministro Ehud Olmert tornou-se o primeiro chefe de governo de Israel a ir a uma cidade palestina desde o início da Segunda Intifada, em setembro de 2000. Sob forte proteção, ele se encontrou em Jericó com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, para discutir a criação de um Estado palestino independente.
O encontro faz parte de uma série programada para preparar uma conferência internacional sobre a paz no Oriente Médio a ser realizada em novembro nos Estados Unidos.
As principais questões que impedem um acordo de paz entre israelenses e palestinos são as fronteiras do futuro Estado palestino, a divisão de Jerusalém, a remoção das colônias israelenses implantadas nos territórios árabes ocupados e o direito de retorno dos palestinos refugiados desde a criação do Estado de Israel, em 1948.
O encontro faz parte de uma série programada para preparar uma conferência internacional sobre a paz no Oriente Médio a ser realizada em novembro nos Estados Unidos.
As principais questões que impedem um acordo de paz entre israelenses e palestinos são as fronteiras do futuro Estado palestino, a divisão de Jerusalém, a remoção das colônias israelenses implantadas nos territórios árabes ocupados e o direito de retorno dos palestinos refugiados desde a criação do Estado de Israel, em 1948.
terça-feira, 19 de junho de 2007
Suspensão do boicote não pacifica palestinos
O presidente George Walker Bush recebeu hoje o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert. Ambos prometeram apoiar o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, para retomar negociações de paz que levem finalmente à criação de um Estado Nacional palestino.
Com a dissolução do governo de união nacional formado há três meses, ontem os Estados Unidos, a União Européia e Israel anunciaram o fim do embargo econômico adotado desde a vitória do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) nas eleições parlamentares de 25 de janeiro de 2006. O novo governo do primeiro-ministro independente Salam Fayad, empossado no sábado, exclui os fundamentalistas do Hamas.
A estratégia americana é clara: fortalecer a Organização para a Libertação da Palestina, presidida por Abbas, considerado "um parceiro confiável para negociar a paz", e isolar o Hamas, que nas últimas semanas assumiu o controle total sobre a Faixa de Gaza, uma estreita tripa de areia de 360 quilômetros quadrados onde vivem 1,5 milhão de palestinos, na maior densidade populacional do mundo, com 70% de desemprego e subemprego, e uma renda média por habitante de apenas US$ 600 por ano.
Nada indica que o isolamento do Hamas e de Gaza contribuam para a paz no Oriente Médio. Pelo contrário, foi a deterioração da vida cotidiana dos palestinos em conseqüência do embargo provocou uma guerra civil entre o Hamas e a Fatah (Luta), partido político de Abbas, que consolidou seu domínio sobre a Cisjordânia.
Já se fala até numa solução com três Estados - um judaico e dois palestinos -, em vez de dois países, como previsto pelas Nações Unidas ao aprovar a divisão da Palestina e a criação de Israel, há 60 anos.
O objetivo dos EUA é mostrar ao povo palestino que há vantagens em viver sob um governo apoiado pelo Ocidente. Mas o apoio dos EUA e de Israel certamente não contribui para a popularidade de Abbas e dá mais um trunfo para a propaganda do Hamas.
Em outras palavras, aumenta a radicalização e não cria um clima de paz. Ao contrário, o surgimento do chamado Hamastão na Faixa de Gaza e a consolidação do poder da Fatah na Cisjordânia tornam ainda mais distante o sonho de uma pátria palestina. Os EUA e Israel poderiam negociar a criação de um país a partir da Cisjordânia. Mas ela tem colônias onde vivem 200 mil israelenses e há preocupações de segurança muito maiores de parte de Israel.
Israel cedeu Gaza porque não tinha nenhum interesse estratégico naquela estreita faixa de areia. Mas isolar os palestinos de Gaza, 1,4 milhão de pessoas sobrevivendo miseravelmente, só pode acirrar o conflito.
Com a dissolução do governo de união nacional formado há três meses, ontem os Estados Unidos, a União Européia e Israel anunciaram o fim do embargo econômico adotado desde a vitória do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) nas eleições parlamentares de 25 de janeiro de 2006. O novo governo do primeiro-ministro independente Salam Fayad, empossado no sábado, exclui os fundamentalistas do Hamas.
A estratégia americana é clara: fortalecer a Organização para a Libertação da Palestina, presidida por Abbas, considerado "um parceiro confiável para negociar a paz", e isolar o Hamas, que nas últimas semanas assumiu o controle total sobre a Faixa de Gaza, uma estreita tripa de areia de 360 quilômetros quadrados onde vivem 1,5 milhão de palestinos, na maior densidade populacional do mundo, com 70% de desemprego e subemprego, e uma renda média por habitante de apenas US$ 600 por ano.
Nada indica que o isolamento do Hamas e de Gaza contribuam para a paz no Oriente Médio. Pelo contrário, foi a deterioração da vida cotidiana dos palestinos em conseqüência do embargo provocou uma guerra civil entre o Hamas e a Fatah (Luta), partido político de Abbas, que consolidou seu domínio sobre a Cisjordânia.
Já se fala até numa solução com três Estados - um judaico e dois palestinos -, em vez de dois países, como previsto pelas Nações Unidas ao aprovar a divisão da Palestina e a criação de Israel, há 60 anos.
O objetivo dos EUA é mostrar ao povo palestino que há vantagens em viver sob um governo apoiado pelo Ocidente. Mas o apoio dos EUA e de Israel certamente não contribui para a popularidade de Abbas e dá mais um trunfo para a propaganda do Hamas.
Em outras palavras, aumenta a radicalização e não cria um clima de paz. Ao contrário, o surgimento do chamado Hamastão na Faixa de Gaza e a consolidação do poder da Fatah na Cisjordânia tornam ainda mais distante o sonho de uma pátria palestina. Os EUA e Israel poderiam negociar a criação de um país a partir da Cisjordânia. Mas ela tem colônias onde vivem 200 mil israelenses e há preocupações de segurança muito maiores de parte de Israel.
Israel cedeu Gaza porque não tinha nenhum interesse estratégico naquela estreita faixa de areia. Mas isolar os palestinos de Gaza, 1,4 milhão de pessoas sobrevivendo miseravelmente, só pode acirrar o conflito.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Barak é o novo líder trabalhista israelense
O ex-primeiro-ministro Ehud Barak venceu a eleição interna pela liderança do Partido Trabalhista de Israel.
Com a vitória de Barak, o partido da paz ganha mais um peso-pesado. Só que ele quer a renúncia do primeiro-ministro Ehud Olmert, do partido Kadima (Avante) para disputar o poder. Mesmo assim, será nomeado ministro da Defesa do governo da coalizão que quer derrubar.
Se Olmert foi obrigado a antecipar as eleições, a vitória pode ser do partido direitista Likud, hoje liderado pelo ex-primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu, que rejeita a criação de um Estado palestino independente, ou seja, que não tem sequer uma proposta para negociar a paz.
Com a vitória de Barak, o partido da paz ganha mais um peso-pesado. Só que ele quer a renúncia do primeiro-ministro Ehud Olmert, do partido Kadima (Avante) para disputar o poder. Mesmo assim, será nomeado ministro da Defesa do governo da coalizão que quer derrubar.
Se Olmert foi obrigado a antecipar as eleições, a vitória pode ser do partido direitista Likud, hoje liderado pelo ex-primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu, que rejeita a criação de um Estado palestino independente, ou seja, que não tem sequer uma proposta para negociar a paz.
domingo, 27 de maio de 2007
Israel ameaça matar dirigentes do Hamas
Depois da segunda morte causada por um foguete palestino em uma semana em Israel, o primeiro-ministro Ehud Olmert ameaçou hoje atacar os dirigentes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), inclusive o primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh.
Em reunião do governo israelense, Olmert alertou que "ninguém está imune", a mais séria advertência até agora.
Em reunião do governo israelense, Olmert alertou que "ninguém está imune", a mais séria advertência até agora.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Chanceler de Israel pede saída do primeiro-ministro
A ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni, somou-se hoje à oposição para pedir a queda do primeiro-ministro Ehud Olmert, acusado por uma comissão de "erros graves" na condução da guerra contra a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), em julho e agosto do ano passado.
O primeiro-ministro rejeitou o apelo, dizendo que não pretende se eximir de suas "responsabilidades" e que quer "reparar todos os erros".
Figura mais popular do governo, Tzipi Livni será uma forte candidata à liderança do partido Kadima (Avante), se Olmert cair.
O primeiro-ministro rejeitou o apelo, dizendo que não pretende se eximir de suas "responsabilidades" e que quer "reparar todos os erros".
Figura mais popular do governo, Tzipi Livni será uma forte candidata à liderança do partido Kadima (Avante), se Olmert cair.
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Relatório acusa Olmert por erros no Líbano
Com a divulgação de um relatório sobre os "graves erros" cometidos por Israel na guerra contra a milícia xiita Hesbolá (Partido de Deus), no Líbano, no ano passado, o primeiro-ministro conservador Ehud Olmert, e seu ministro da Defesa, o líder trabalhista Amir Peretz, estão sob forte pressão para renunciar. O terceiro acusado, o então chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, Dan Halutz, já caiu.
Ao levar o país à guerra sem um plano completo sobre como derrotar o Hesbolá e sem analisar alternativas, Olmert revelou "falta de juízo, responsabilidade e cautela", conclui o relatório da comissão presidida pelo juiz superior Eliahu Winograd.
No caso de Peretz, sua "falta de conhecimento de assuntos de defesa e sua falta experiência foram as causas do fracasso de sua missão. O ministro da Defesa não pediu nem examinou os planos do Exército, não verificou a preparação das Forças de Defesa nem os planos em que foram fixados os objetivos da guerra".
Ao levar o país à guerra sem um plano completo sobre como derrotar o Hesbolá e sem analisar alternativas, Olmert revelou "falta de juízo, responsabilidade e cautela", conclui o relatório da comissão presidida pelo juiz superior Eliahu Winograd.
No caso de Peretz, sua "falta de conhecimento de assuntos de defesa e sua falta experiência foram as causas do fracasso de sua missão. O ministro da Defesa não pediu nem examinou os planos do Exército, não verificou a preparação das Forças de Defesa nem os planos em que foram fixados os objetivos da guerra".
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