Quando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se preparava para convocar eleições antecipadas, o novo líder do partido Kadima (Avante), o ex-ministro da Defesa e ex-comandante das Forças Armadas Shaul Mofaz, resolveu aderir ao governo.
Sua principal exigência teria sido a retomada das negociações de paz com os palestinos. Ao mesmo tempo, com mais um general no poder, aumenta a possibilidade de um ataque para tentar destruir o programa nuclear do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas.
O Kadima foi criado em 2005 pelo então primeiro-ministro Ariel Sharon como uma dissidência do Likud, o partido direitista liderado pelo atual chefe de governo. Depois de fazer fama como o general mais linha dura da História de Israel, Sharon se convenceu de que a segurança do país a longo prazo depende da paz e de fronteiras definidas. Estava disposto a fazer uma retirada total da Cisjordânia.
Pouco depois de fundar o Kadima, atraindo o antigo líder trabalhista e ex-primeiro-ministro Shimon Peres, hoje presidente de Israel, Sharon sofreu um acidente vascular cerebral e está em coma até hoje, em estado vegetativo.
Seu sucessor, o ex-prefeito de Jerusalém Ehud Olmert, foi abatido por um escândalo de corrupção. Sob a liderança da ministra do Exterior Tzipi Livni, o Kadima acabou sendo derrotado nas últimas eleições parlamentares em Israel. Livni não conseguiu formar uma coalizão pela paz e passou o encargo para Netanyahu.
Agora, ela promete abandonar a vida pública, enquanto o governo Netanyahu se fortalece.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 8 de maio de 2012
Kadima adere e adia eleições em Israel
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quinta-feira, 29 de março de 2012
Tzipi Livni perde liderança do Kadima em Israel
A ex-ministra do Exterior e ex-candidata a chefe de governo de Israel Tzipi Livni perdeu ontem a liderança do partido Kadima (Avante) para o ex-ministro da Defesa Shaul Mofaz, considerado muito mais linha dura. Ele obteve 62% dos votos contra 38% para a ex-chanceler.
Mofaz, de 63 anos, tem melhores condições de desafiar o atual primeiro-ministro, o conservador Benjamin Netanyahu, no momento em que Israel discute a conveniência de atacar preventivamente as instalações nucleares do Irã para impedir que a república islâmica fabrique armas nucleares.
Diante do aumento da desigualdade social entre os israelenses e de uma onda de manifestações de protestos, no discurso da vitória, Mofaz preferiu falar desse problema: "Não há segurança nacional sem segurança social", advertiu. "Pretendo criar uma nova ordem social em Israel", noticia o sítio da companhia jornalística americana McClatchy Newspapers.
O Kadima foi criado em 2005 pelo então primeiro-ministro Ariel Sharon, o general mais linha dura da História de Israel, que deixou o Likud para criar um partido centrista capaz de negociar a paz com os palestinos. Sharon sofreu um acidente vascular cerebral em 4 de janeiro de 2006 e está até hoje em coma.
Com a doença de Sharon, seu vice Ehud Olmert ascendeu à liderança do partido e do governo, que caiu em 2009 em um escândalo de corrupção. Sob a liderança de Livni, o Kadima conquistou 29 cadeiras nas eleições parlamentares de 2009, uma a mais do que o Likud, mas ela não conseguiu o apoio de 61 deputados, necessário para formar o governo.
Agora, a expectativa de uma derrota esmagadora nas próximas eleições levou o Kadima a buscar um novo líder. Depois do afastamento de Olmert, Mofaz tinha perdido a disputa pela liderança por apenas 1%. Acaba de receber um amplo mandato.
Mofaz, de 63 anos, tem melhores condições de desafiar o atual primeiro-ministro, o conservador Benjamin Netanyahu, no momento em que Israel discute a conveniência de atacar preventivamente as instalações nucleares do Irã para impedir que a república islâmica fabrique armas nucleares.
Diante do aumento da desigualdade social entre os israelenses e de uma onda de manifestações de protestos, no discurso da vitória, Mofaz preferiu falar desse problema: "Não há segurança nacional sem segurança social", advertiu. "Pretendo criar uma nova ordem social em Israel", noticia o sítio da companhia jornalística americana McClatchy Newspapers.
O Kadima foi criado em 2005 pelo então primeiro-ministro Ariel Sharon, o general mais linha dura da História de Israel, que deixou o Likud para criar um partido centrista capaz de negociar a paz com os palestinos. Sharon sofreu um acidente vascular cerebral em 4 de janeiro de 2006 e está até hoje em coma.
Com a doença de Sharon, seu vice Ehud Olmert ascendeu à liderança do partido e do governo, que caiu em 2009 em um escândalo de corrupção. Sob a liderança de Livni, o Kadima conquistou 29 cadeiras nas eleições parlamentares de 2009, uma a mais do que o Likud, mas ela não conseguiu o apoio de 61 deputados, necessário para formar o governo.
Agora, a expectativa de uma derrota esmagadora nas próximas eleições levou o Kadima a buscar um novo líder. Depois do afastamento de Olmert, Mofaz tinha perdido a disputa pela liderança por apenas 1%. Acaba de receber um amplo mandato.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Knesset critica despreparo de Israel para declaração de independência da Palestina
O governo conservador do
primeiro-ministro Benjamin Netanyahu "não preveniu o que poderia ser
prevenido e depois não se preparou adequadamente", critica um relatório da
Knesset, o Parlamento de Israel, referindo-se à declaração de independência da
Palestina, que deve ser feita ainda neste mês, durante a reunião anual da
Assembleia Geral das Nações Unidas.
Nos últimos meses, a
Comissão de Relações Exteriores do parlamento, presidida pelo ex-ministro
linha-dura Shaul Mofaz, ouviu uma grande quantidade de depoimentos sobre o
significado da declaração palestina, inclusive do primeiro-ministro, do
ministro da Defesa, do comandante das Forças de Defesa de Israel, e dos
comandantes dos serviços secretos militar, do Mossad e do Shin Bet.
A conclusão básica, noticia
hoje o jornal liberal Haaretz,
é que o reconhecimento internacional da independência da Palestina vai apoiar a
luta pelos direitos nacionais do povo palestino e reduzir a margem de manobra
de Israel, criando um problema de longo prazo para o país.
O maior risco é de uma
deterioração do conflito árabe-israelense com uma escalada em todo o Oriente
Médio, adverte o relatório, assinado apenas por Mofaz, porque Netanyahu
pressionou os outros membros da comissão.
Se o governo conservador tivesse
aceitado a proposta dos Estados Unidos para reiniciar negociações diretas com
os palestinos para chegar a um acordo de paz definitivo, observa o relatório, poderia
ter neutralizado a iniciativa palestina.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Tzipi Livni lidera partido do governo de Israel
A ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni, pode ser a segunda mulher a governar Israel, depois da primeira-ministra Golda Meir (1969-74).
Tzipi Livni ganhou hoje a eleição interna do partido Kadima (Avante) para suceder o primeiro-ministro Ehud Olmert, indiciado por corrupção. Para ser primeira-ministra, precisa formar uma coligação que aprove seu nome na Knesset, o parlamento israelense.
O atual governo tem como líderes o Kadima e o Partido Trabalhista, liderado pelo ex-primeiro-ministro Ehud Barak, que não esconde seu desejo de voltar ao poder.
Quando o escândalo envolvendo Olmert se tornou incontrolável, Barak ameaçou retirar o apoio dos trabalhistas ao governo. Isso forçaria a realização de uma nova eleição.
No momento, o favorito nas pesquisas é o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido linha-dura Likud, que é contra a criação de um Estado palestino independente nos territórios ocupados por Israel.
Tzipi Livni está comprometida com o processo de paz com base na fórmula de dois países independentes, Israel e a Palestina, dividindo o território histórico da Palestina.
Seu maior rival no Kadima, o ex-ministro da Defesa e dos Transportes Shaul Mofaz, é um linha dura. Está mais preocupado com o desenvolvimento de armas atômicas pelo Irã.
Olmert fica no cargo até o parlamento aprovar a formação de um novo governo. Ele foi acusado de receber US$ 140 mil de um empresário americano, além de passagens aéreas usadas em seu próprio benefício. Ainda tenta negociar a paz com os palestinos para melhorar sua posição na História.
Tzipi Livni ganhou hoje a eleição interna do partido Kadima (Avante) para suceder o primeiro-ministro Ehud Olmert, indiciado por corrupção. Para ser primeira-ministra, precisa formar uma coligação que aprove seu nome na Knesset, o parlamento israelense.
O atual governo tem como líderes o Kadima e o Partido Trabalhista, liderado pelo ex-primeiro-ministro Ehud Barak, que não esconde seu desejo de voltar ao poder.
Quando o escândalo envolvendo Olmert se tornou incontrolável, Barak ameaçou retirar o apoio dos trabalhistas ao governo. Isso forçaria a realização de uma nova eleição.
No momento, o favorito nas pesquisas é o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido linha-dura Likud, que é contra a criação de um Estado palestino independente nos territórios ocupados por Israel.
Tzipi Livni está comprometida com o processo de paz com base na fórmula de dois países independentes, Israel e a Palestina, dividindo o território histórico da Palestina.
Seu maior rival no Kadima, o ex-ministro da Defesa e dos Transportes Shaul Mofaz, é um linha dura. Está mais preocupado com o desenvolvimento de armas atômicas pelo Irã.
Olmert fica no cargo até o parlamento aprovar a formação de um novo governo. Ele foi acusado de receber US$ 140 mil de um empresário americano, além de passagens aéreas usadas em seu próprio benefício. Ainda tenta negociar a paz com os palestinos para melhorar sua posição na História.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Olmert marca renúncia para setembro
Depois de meses de pressão sob acusações de corrupção, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, anunciou hoje que deixa o cargo em setembro, depois da eleição de um novo líder para seu partido Kadima (Avante).
Olmert foi prefeito de Jerusalém. Era vice-primeiro-ministro de Ariel Sharon quando o primeiro-ministro teve um acidente vascular cerebral que o deixou em coma e inconsciente até hoje, vivendo ligado a aparelhos. Herdou de Sharon a chefia do partido Kadima e do governo.
O Kadima (Avante) foi a herança política de Sharon, um linha-dura que no final da vida, como comandante militar, percebeu que há um momento para conquistar a paz. Em 2005 rompeu com a coligação direitista Likud e formou um partido para avançar na direção da paz dentro da fórmula de criação de dois Estados Nacionais independentes, um árabe e um judaico, no território histórico da Palestina.
Sharon sonhava em morrer depois de consolidar as fronteiras de Israel. Para isso, é necessária a paz.
Seu sucessor, Olmert, se elegeu com uma bancada do Kadima aquém do esperado: 28 deputados na Knesset, de 120 cadeiras. Para formar o governo, aliou-se ao Partido Trabalhista, de esquerda. É o partido que fundou Israel, de David Ben Gurion, dos kibbutzim e da central sindical Histadrut.
Na época, o líder era Amir Peretz, um dirigente sindical sem experiência militar. Como grande aliado, foi nomeado ministro da Defesa. Teve atuação desastrosa durante a fracassada ofensiva de 34 dias no Líbano contra a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), que abalou o governo Olmert desde o início.
Os inimigos árabes ainda têm medo e respeitam Israel. Mas o Hesbolá se gaba de ter acabado com o mito de invencibilidade israelense. Morreram cerca de 150 israeleses e 1,2 mil libaneses, mas uma força irregular muito menor e bem infiltrada na sociedade conseguiu resistir à mais poderosa máquina militar do Oriente Médio.
Em 2007, Peretz perdeu a liderança trabalhista para o ex-primeiro-ministro Ehud Barak.
Depois, vieram os escândalos de corrupção. Olmert foi acusado de receber US$ 140 mil de um empresário americano, Morris Talansky. O primeiro-ministro demissionário alega que era dinheiro para a campanha, mas Talansky garante que foi usado para despesas pessoais de Olmert.
Com a impopularidade do governo, no momento, as pesquisas dão vantagem ao ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido Likud, cada vez mais à direita, refratário ao processo de paz. Mantém a tática usada durante muito tempo por Sharon e outros falcões israelenses: fingir que está negociando para ganhar tempo e consolidar a ocupação.
Isso não impede que o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa Ehud Barak tenha orientado os deputados trabalhistas a derrubar o governo e provocar a antecipação das eleições, que não precisam ser realizadas até 2010, se alguém conseguir articular uma coalizão capaz de ter maioria para governar.
A favorita no Kadima é a ministra do Exterior, Tzipi Livni. Também são candidatos em potencial e o ex-ministro da Defesa e atual ministro dos Transporte, Shaul Mofaz, um linha-dura; o ministro do Interior, Meir Shitreet; e o da Segurança Interna, Avi Dichter.
Alguns analistas suspeitam que Olmert, ao anunciar a renúncia com antecedência e data marcada, a eleição de um novo líder do Kadima, dando-se aviso prévio, estaria na verdade blefando.
Se o novo líder do partido não conseguir formar um governo, ele permanece como primeiro-ministro interino. Isto pode lhe garantir uma sobrevida política de muitos meses em que poderia se dedicar, por exemplo, à paz com os palestinos, algo capaz de deixar uma marca positiva de seu governo para a História.
Olmert foi prefeito de Jerusalém. Era vice-primeiro-ministro de Ariel Sharon quando o primeiro-ministro teve um acidente vascular cerebral que o deixou em coma e inconsciente até hoje, vivendo ligado a aparelhos. Herdou de Sharon a chefia do partido Kadima e do governo.
O Kadima (Avante) foi a herança política de Sharon, um linha-dura que no final da vida, como comandante militar, percebeu que há um momento para conquistar a paz. Em 2005 rompeu com a coligação direitista Likud e formou um partido para avançar na direção da paz dentro da fórmula de criação de dois Estados Nacionais independentes, um árabe e um judaico, no território histórico da Palestina.
Sharon sonhava em morrer depois de consolidar as fronteiras de Israel. Para isso, é necessária a paz.
Seu sucessor, Olmert, se elegeu com uma bancada do Kadima aquém do esperado: 28 deputados na Knesset, de 120 cadeiras. Para formar o governo, aliou-se ao Partido Trabalhista, de esquerda. É o partido que fundou Israel, de David Ben Gurion, dos kibbutzim e da central sindical Histadrut.
Na época, o líder era Amir Peretz, um dirigente sindical sem experiência militar. Como grande aliado, foi nomeado ministro da Defesa. Teve atuação desastrosa durante a fracassada ofensiva de 34 dias no Líbano contra a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), que abalou o governo Olmert desde o início.
Os inimigos árabes ainda têm medo e respeitam Israel. Mas o Hesbolá se gaba de ter acabado com o mito de invencibilidade israelense. Morreram cerca de 150 israeleses e 1,2 mil libaneses, mas uma força irregular muito menor e bem infiltrada na sociedade conseguiu resistir à mais poderosa máquina militar do Oriente Médio.
Em 2007, Peretz perdeu a liderança trabalhista para o ex-primeiro-ministro Ehud Barak.
Depois, vieram os escândalos de corrupção. Olmert foi acusado de receber US$ 140 mil de um empresário americano, Morris Talansky. O primeiro-ministro demissionário alega que era dinheiro para a campanha, mas Talansky garante que foi usado para despesas pessoais de Olmert.
Com a impopularidade do governo, no momento, as pesquisas dão vantagem ao ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido Likud, cada vez mais à direita, refratário ao processo de paz. Mantém a tática usada durante muito tempo por Sharon e outros falcões israelenses: fingir que está negociando para ganhar tempo e consolidar a ocupação.
Isso não impede que o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa Ehud Barak tenha orientado os deputados trabalhistas a derrubar o governo e provocar a antecipação das eleições, que não precisam ser realizadas até 2010, se alguém conseguir articular uma coalizão capaz de ter maioria para governar.
A favorita no Kadima é a ministra do Exterior, Tzipi Livni. Também são candidatos em potencial e o ex-ministro da Defesa e atual ministro dos Transporte, Shaul Mofaz, um linha-dura; o ministro do Interior, Meir Shitreet; e o da Segurança Interna, Avi Dichter.
Alguns analistas suspeitam que Olmert, ao anunciar a renúncia com antecedência e data marcada, a eleição de um novo líder do Kadima, dando-se aviso prévio, estaria na verdade blefando.
Se o novo líder do partido não conseguir formar um governo, ele permanece como primeiro-ministro interino. Isto pode lhe garantir uma sobrevida política de muitos meses em que poderia se dedicar, por exemplo, à paz com os palestinos, algo capaz de deixar uma marca positiva de seu governo para a História.
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sexta-feira, 6 de junho de 2008
Israel considera "inevitável" ataque ao Irã
Um ataque para destruir as instalações nucleares do Irã parece "inevitável", alertou hoje o vice-primeiro-ministro e ministro dos Transportes, Shaul Mofaz. Suas declarações ajudaram a elevar o preço do petróleo a US$ 138,54 por barril.
"Se o Irã continuar a desenvolver armas nucleares, vamos atacá-lo. As sanções são ineficientes", ameaçou Mofaz, em entrevista ao jornal Yedioth Ahronoth. Foi a advertência mais clara de uso da força contra o programa nuclear iraniano.
Em visita a Washington nesta semana, o cambaleante primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, abalado por um escândalo de corrupção, pediu ao presidente George Walker Bush para "usar todos os meios possíveis" para impedir que a República Islâmica do Irã tenha a bomba atômica.
Como o presidente ultra-radical do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, vive insistindo em que Israel vai desaparecer, repetiu isso esta semana na Cúpula Mundial contra a Fome, em Roma, é natural que Israel se preocupe, mesmo tendo 200 a 400 ogivas nucleares, com o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã.
Até agora, o presidente Bush e os aliados europeus optam pela diplomacia, ao recorrer ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Mas os falcões da Casa Branca, inclusive o vice-presidente linha-dura Dick Cheney, gostariam de lançar um "bombardeio cirúrgico" contra o programa nuclear do Irã.
Tanto o senador Barack Obama quanto sua ex-rival, senadora Hillary Clinton, e o adversário na eleição presidencial de 4 de novembro, o senador republicano John McCain, avalizaram o "uso de todos os meios possíveis" para defender Israel. Deram carta branca para Bush lançar um ataque no final de seu governo.
"Se o Irã continuar a desenvolver armas nucleares, vamos atacá-lo. As sanções são ineficientes", ameaçou Mofaz, em entrevista ao jornal Yedioth Ahronoth. Foi a advertência mais clara de uso da força contra o programa nuclear iraniano.
Em visita a Washington nesta semana, o cambaleante primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, abalado por um escândalo de corrupção, pediu ao presidente George Walker Bush para "usar todos os meios possíveis" para impedir que a República Islâmica do Irã tenha a bomba atômica.
Como o presidente ultra-radical do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, vive insistindo em que Israel vai desaparecer, repetiu isso esta semana na Cúpula Mundial contra a Fome, em Roma, é natural que Israel se preocupe, mesmo tendo 200 a 400 ogivas nucleares, com o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã.
Até agora, o presidente Bush e os aliados europeus optam pela diplomacia, ao recorrer ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Mas os falcões da Casa Branca, inclusive o vice-presidente linha-dura Dick Cheney, gostariam de lançar um "bombardeio cirúrgico" contra o programa nuclear do Irã.
Tanto o senador Barack Obama quanto sua ex-rival, senadora Hillary Clinton, e o adversário na eleição presidencial de 4 de novembro, o senador republicano John McCain, avalizaram o "uso de todos os meios possíveis" para defender Israel. Deram carta branca para Bush lançar um ataque no final de seu governo.
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