O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), principal partido fundamentalista palestino, deu um passo para se associar à Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Seu líder, Khaled Mechal, se juntou ao comitê organizador das próximas eleições internas do grupo.
As eleições podem demorar anos, mas desde já Mechal vai trabalhar com o atual presidente da OLP e líder do partido Fatah (Luta), Mahmoud Abbas, informa o jornal israelense Haaretz.
Há três meses, sob protesto de Israel, os dois líderes anunciaram a formação de um governo de união nacional.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Abbas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Abbas. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Fatah e Hamas marcam eleições para maio de 2012
O presidente da Autoridade Nacional Palestina e líder da Fatah (Luta), Mahmoud Abbas, e o dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, acertaram nesta quinta-feira no Cairo a realização de eleições gerais nos territórios palestinos ocupados por Israel em maio de 2012.
Os dois maiores partidos políticos palestinos reafirmaram ainda sua reconciliação e a formação de um governo de união nacional, mas não anunciaram como seria a divisão dos ministérios. Tentam acabar com as hostilidades que levaram a uma verdadeira guerra civil palestina e a tomada do poder pelo Hamas na Faixa de Gaza, em julho de 2007.
Os dois maiores partidos políticos palestinos reafirmaram ainda sua reconciliação e a formação de um governo de união nacional, mas não anunciaram como seria a divisão dos ministérios. Tentam acabar com as hostilidades que levaram a uma verdadeira guerra civil palestina e a tomada do poder pelo Hamas na Faixa de Gaza, em julho de 2007.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Palestina pede reconhecimento à ONU
NOVA YORK - O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, entregou agora há pouco ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, o pedido de reconhecimento de um estado nacional palestino independente como membro pleno da organização.
Neste momento, discursa diante da Assembleia Geral, sob grande ovação. Mas o reconhecimento deve ser vetado pelos Estados Unidos, por força de sua aliança incondicional com Israel.
Abbas está pedindo maior envolvimento da ONU no processo de paz, mediado até agora, sem sucesso, pelos Estados Unidos.
"Há um ano, falamos aqui das negociações para um acordo definitivo iniciadas em setembro de 2010 em Washington, sob a mediação do presidente Obama, do Quarteto, do Egito e da Jordânia", recordou Abbas.
"Entramos nas negociações com esperança, mas elas se romperam em semanas", lembrou. "Tentamos todas as alternativas, batemos em todas as portas, procuramos todos os caminhos. Consideramos todas as iniciativas. Mas todas esbarraram na intransigência israelense. Israel se nega a aceitar negociações baseadas no direito internacional e nas resoluções da ONU. Continuou construindo colônias nos territórios ocupados, com toda a brutalidade da agressão e da discriminação de nosso povo que essa política implica."
Para o líder palestino, isso acabou com as chances de levar adiante o processo de paz marcado pel Declaração de Princípios e o aperto de mão entre o primeiro-ministro Yitzhak Rabin e o então líder palestino, Yasser Arafat, na Casa Branca em 13 de setembro de 1993. Ele denunciou a construção da milhares de casas na Cisjordânia, especialmente no setor árabe de Jerusalém e a construção de uma barreira isolando áreas da Cisjordânia.
Ao mesmo tempo, aumentou a campanha de demolição e expulsão de palestinos de suas terras, num processo que o líder palestino chamou de "faxina ética": "Representantes eleitos por Jerusalém foram expulsos de suas casas. A Cidade Sagrada continua sitiada. Essa realidade tenta transformar a ocupação num fato consumado, reduzindo as expectativas realistas de criação de um estado palestino."
Também acusou Israel de bombardear e matar palestinos, numa "guerra de agressão permanente, com milhares de martírios desnecessários. Nos últimos anos, atos criminosos de milícias protegidas pelo Exército de ocupação cometeram frequentes ataques contra o nosso povo contra aldeias, universidades, no campo e na cidade", acrescentou.
O presidente palestino afirmou que a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, onde pretende criar seu país, representam apenas 22% do território histórico da Palestina definido pelo mandato dado pela Liga das Nações ao Império Britânico para administrar a descolonização da área depois da Primeira Guerra Mundial.
Ele defendeu a proposta da Liga Árabe de 2002, que oferecia o reconhecimento de Israel por seus vizinhos árabes em troca da devolução dos territórios árabes ocupados na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Na busca de uma solução internacional para o conflito, "a Organização para a Libertação da Palestina renunciou ao terrorismo e à luta armada", declarou.
"Nosso povo vai continuar a resistência pacífica contra a ocupação e o apartheid. Nossa posição tem o apoio de pacifistas em Israel e no mundo inteiro", observou. "Este pedido é uma confirmação da nossa confiança na diplomacia e no direito internacional."
Na sua visão, "não tira a legitmidade do Estado de Israel, mas tenta conter a expansão das colônias. Estendemos a mão ao governo e ao povo de Israel para construir a paz, um futuro onde nossos filhos tenhem liberdade, segurança e prosperidade. Vamos construir relações cooperativas, em vez de ocupação, colonização e eliminação do outro."
Apesar de tudo, "nos últimos anos, temos criado as instituições para criar um país independente e feito projetos de desenvolvimento para nosso futuro país, para promover a justiça e o Estado de Direito, institucionalizando regras e regulamentações para garantir eficiência e transparência em nossos ministérios."
"Meses atrás, conseguimos a reconciliação nacional" com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), condenada por Israel porque este grupo não renunciou ao uso da força e é considerado terrorista pelos EUA e a União Europeia.
Por tudo isso, Abbas pediu o imediato reconhecimento internacional da Palestina como um país independente. Ressalvou que "é fútil entrar em negociações enquanto não houver regras claras e prazos, e o Exército de ocupação continuar mudando a realidade demográfica no terreno para criar um fato consumado. Isso é totalmente inaceitável. Nosso país é o último a continuar sob ocupação, indefinidamente, com a recusa de Israel de acatar as resoluções da ONU."
"A situação em nossa região, na Terra Santa, é extremamente delicada", advertiu. "É hora de acabar com a ocupação e o exílio de palestinos que vão de um lugar a outro sem voltar à sua terra. Chegou a hora de nossos homens, mulheres e crianças viverem em paz, dormirem em paz, das mães saberem que seus filhos voltarão para casa são e salvos, que poderão ir a escolas e universidades sem ter de passar por barreiras e outros obstáculos. É hora de libertar milhares de prisioneiros de consciência", conclamou.
"Meu povo só quer levar uma vida normal, como o resto da humanidade", resumiu o presidente da OLP agradecendo aos países que reconheceram a declaração de independência feita por Yasser Arafat em 1988 e agora recentemente, antes do pedido formal à ONU.
Esse pedido aponta as fronteiras da Cisjordânia e da Faixa de Gaza como territórios que constituirão a Palestina independente, com capital no setor oriental de Jerusalém. Sob grande ovação, ele mostrou uma cópia do pedido, para delírio de uma multidão reunida em Ramalá, na Cisjordânia, para acompanhar o discurso.
"A Palestina está renascendo", declarou. "Espero que não tenhamos de esperar muito mais tempo."
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deve discursar daqui a pouco para reiterar a posição de Israel.
Neste momento, discursa diante da Assembleia Geral, sob grande ovação. Mas o reconhecimento deve ser vetado pelos Estados Unidos, por força de sua aliança incondicional com Israel.
Abbas está pedindo maior envolvimento da ONU no processo de paz, mediado até agora, sem sucesso, pelos Estados Unidos.
"Há um ano, falamos aqui das negociações para um acordo definitivo iniciadas em setembro de 2010 em Washington, sob a mediação do presidente Obama, do Quarteto, do Egito e da Jordânia", recordou Abbas.
"Entramos nas negociações com esperança, mas elas se romperam em semanas", lembrou. "Tentamos todas as alternativas, batemos em todas as portas, procuramos todos os caminhos. Consideramos todas as iniciativas. Mas todas esbarraram na intransigência israelense. Israel se nega a aceitar negociações baseadas no direito internacional e nas resoluções da ONU. Continuou construindo colônias nos territórios ocupados, com toda a brutalidade da agressão e da discriminação de nosso povo que essa política implica."
Para o líder palestino, isso acabou com as chances de levar adiante o processo de paz marcado pel Declaração de Princípios e o aperto de mão entre o primeiro-ministro Yitzhak Rabin e o então líder palestino, Yasser Arafat, na Casa Branca em 13 de setembro de 1993. Ele denunciou a construção da milhares de casas na Cisjordânia, especialmente no setor árabe de Jerusalém e a construção de uma barreira isolando áreas da Cisjordânia.
Ao mesmo tempo, aumentou a campanha de demolição e expulsão de palestinos de suas terras, num processo que o líder palestino chamou de "faxina ética": "Representantes eleitos por Jerusalém foram expulsos de suas casas. A Cidade Sagrada continua sitiada. Essa realidade tenta transformar a ocupação num fato consumado, reduzindo as expectativas realistas de criação de um estado palestino."
Também acusou Israel de bombardear e matar palestinos, numa "guerra de agressão permanente, com milhares de martírios desnecessários. Nos últimos anos, atos criminosos de milícias protegidas pelo Exército de ocupação cometeram frequentes ataques contra o nosso povo contra aldeias, universidades, no campo e na cidade", acrescentou.
O presidente palestino afirmou que a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, onde pretende criar seu país, representam apenas 22% do território histórico da Palestina definido pelo mandato dado pela Liga das Nações ao Império Britânico para administrar a descolonização da área depois da Primeira Guerra Mundial.
Ele defendeu a proposta da Liga Árabe de 2002, que oferecia o reconhecimento de Israel por seus vizinhos árabes em troca da devolução dos territórios árabes ocupados na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Na busca de uma solução internacional para o conflito, "a Organização para a Libertação da Palestina renunciou ao terrorismo e à luta armada", declarou.
"Nosso povo vai continuar a resistência pacífica contra a ocupação e o apartheid. Nossa posição tem o apoio de pacifistas em Israel e no mundo inteiro", observou. "Este pedido é uma confirmação da nossa confiança na diplomacia e no direito internacional."
Na sua visão, "não tira a legitmidade do Estado de Israel, mas tenta conter a expansão das colônias. Estendemos a mão ao governo e ao povo de Israel para construir a paz, um futuro onde nossos filhos tenhem liberdade, segurança e prosperidade. Vamos construir relações cooperativas, em vez de ocupação, colonização e eliminação do outro."
Apesar de tudo, "nos últimos anos, temos criado as instituições para criar um país independente e feito projetos de desenvolvimento para nosso futuro país, para promover a justiça e o Estado de Direito, institucionalizando regras e regulamentações para garantir eficiência e transparência em nossos ministérios."
"Meses atrás, conseguimos a reconciliação nacional" com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), condenada por Israel porque este grupo não renunciou ao uso da força e é considerado terrorista pelos EUA e a União Europeia.
Por tudo isso, Abbas pediu o imediato reconhecimento internacional da Palestina como um país independente. Ressalvou que "é fútil entrar em negociações enquanto não houver regras claras e prazos, e o Exército de ocupação continuar mudando a realidade demográfica no terreno para criar um fato consumado. Isso é totalmente inaceitável. Nosso país é o último a continuar sob ocupação, indefinidamente, com a recusa de Israel de acatar as resoluções da ONU."
"A situação em nossa região, na Terra Santa, é extremamente delicada", advertiu. "É hora de acabar com a ocupação e o exílio de palestinos que vão de um lugar a outro sem voltar à sua terra. Chegou a hora de nossos homens, mulheres e crianças viverem em paz, dormirem em paz, das mães saberem que seus filhos voltarão para casa são e salvos, que poderão ir a escolas e universidades sem ter de passar por barreiras e outros obstáculos. É hora de libertar milhares de prisioneiros de consciência", conclamou.
"Meu povo só quer levar uma vida normal, como o resto da humanidade", resumiu o presidente da OLP agradecendo aos países que reconheceram a declaração de independência feita por Yasser Arafat em 1988 e agora recentemente, antes do pedido formal à ONU.
Esse pedido aponta as fronteiras da Cisjordânia e da Faixa de Gaza como territórios que constituirão a Palestina independente, com capital no setor oriental de Jerusalém. Sob grande ovação, ele mostrou uma cópia do pedido, para delírio de uma multidão reunida em Ramalá, na Cisjordânia, para acompanhar o discurso.
"A Palestina está renascendo", declarou. "Espero que não tenhamos de esperar muito mais tempo."
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deve discursar daqui a pouco para reiterar a posição de Israel.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Israel agora aceita negociar com os palestinos
NOVA YORK - Diante da iminência de reconhecimento da independência da Palestina pela maioria dos países-membros das Nações Unidas durante a reunião da Assembleia Geral que se realiza nesta semana, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, admitiu retomar imediatamente as negociações sobre a paz no Oriente Médio.
A Autoridade Nacional Palestina suspendeu as negociações porque Israel não congelou a construção de novas moradias nos territórios árabes ocupados, especialmente no setor árabe de Jerusalém, onde a direita israelense tenta consolidar a ocupação.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, aceitou a proposta de paz lançada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em setembro do ano passado, mas Netanyahu rejeitou a hipótese de negociar com base nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967. Isso seria reconhecer que a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, inclusive o setor oriental de Jerusalém, são territórios ocupados.
A Autoridade Nacional Palestina suspendeu as negociações porque Israel não congelou a construção de novas moradias nos territórios árabes ocupados, especialmente no setor árabe de Jerusalém, onde a direita israelense tenta consolidar a ocupação.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, aceitou a proposta de paz lançada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em setembro do ano passado, mas Netanyahu rejeitou a hipótese de negociar com base nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967. Isso seria reconhecer que a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, inclusive o setor oriental de Jerusalém, são territórios ocupados.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Netanyahu posa de pacifista em Washington
Em discurso agora há pouco no Congresso dos Estados Unidos, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu insistiu que Israel está pronto para negociar a paz com os palestinos. Mas, mais uma vez, não mostrou disposição para fazer as concessões necessárias para uma paz aceitável pelos palestinos.
“Israel é a única verdadeira democracia no Oriente Médio”, afirmou Netanyahu. “Entre 300 milhões de árabes, os únicos que vivem em plena liberdade são cidadãos de Israel.”
A seguir, ele tratou do problema que considera prioritário para o governo de Israel:
“As armas nucleares do Irã ameaçam não só Israel, ameaçam o próprio Islã. Os EUA devem impedir o Irã de fazer a bomba atômica”, um convite para um ataque contra a república islâmica que pode incendiar a região.
Como sempre, o discurso da direita israelense repete o mesmo bordão; “Israel tem o direito de se defender. Queremos a paz, precisamos de paz. Fizemos acordos históricos com o Egito e a Jordânia. Ninguém em Israel quer o retorno dos dias anteriores a esses acordos. Eu perdi um irmão.”
O chefe de governo israelense negou que seu país seja uma força de ocupação estrangeira: “Não somos como os ingleses na Índia e os belgas no Congo. Esta é a terra de nossos ancestrais. Nenhuma distorção da história pode negar o vínculo do povo judeu com a terra de Israel.”
Numa visão realista, admitiu que “os palestinos dividem o território conosco. Eles devem ter uma vida de liberdade em seu próprio Estado”. Mas, mais uma vez, acusou os palestinos de não quererem a paz: “Seis primeiros-ministros desde os Acordos de Oslo aceitaram a ideia de um Estado palestino. Mas os palestinos ainda não aceitam a existência de Israel. O conflito é sobre a existência de um Estado judaico”.
Em 1947, prosseguiu, “a ONU aprovou a divisão da terra; os palestinos disseram não. Nos últimos anos, vários primeiros-ministros de Israel ofereceram a criação de um Estado palestino em quase todos os territórios ocupados em 1967. Eles preferem perpetuar o conflito, na esperança de um dia inundar Israel com refugiados. Isto precisa acabar”.
Num desafio ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mohamed Abbas, Netanyahu afirmou que “ele deve fazer o que tenho feito, dizer claramente que
que aceita um Estado judaico”. Preferiu ignorar que a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), na época liderada por Yasser Arafat, reconheceu o direito de existência de Israel em 15 de novembro de 1988, para ser reconhecida pelos EUA”.
Assim, insistiu no discurso de que “Israel deseja assumir os dolorosos compromissos para a paz”, acusando os palestinos de quererem um Estado para destruir Israel”.
Sua visão de um Estado palestino é clara, mas inaceitável para os árabes. O líder da direita israelense defendeu a incorporação de áreas estratégicas e das colônias judaicas a Israel para acomodar as “mudanças demográficas”.
Netanyahu rejeitou o congelamento das colônias instaladas nos territórios árabes ocupados, que são ilegais à luz do direito internacional, que proíbe a guerra de conquista: “O status das colônias só vai ser decidido nas negociações”.
O prmeiro-ministro israelense também voltou a repudiar a proposta do presidente Barack Obama de que as negociações se baseiem nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias: “Israel não vai voltar às fronteiras indefensáveis de 1967.”
Também não aceitou o direito de retorno dos árabes expulsos de suas terras quando da criação de Israel, em 1948: “O Estado palestino deve ser suficientemente grande para ser independente, viável e próspero. Os palestinos devem ter o direito de imigrar para o Estado palestino. O problema demográfico palestino será resolvido dentro de um Estado palestino”.
A ocupação do setor árabe de Jerusalém também é definitiva, na visão de Netanyahu:
“Só um Israel democrático preservou a liberdade de Jerusalém para todas as religiões. Jerusalém jamais será dividida. Vai continuar sendo a capital de Israel. Com criatividade e boa vontade, será possível encontrar uma solução.”
Para defender sua exigência de desmilitarização da Palestina, argumentou que “a única paz viável é aquela que pode ser defendida. Israel saiu do Sul do Líbano e da Faixa de Gaza. O Hamas [Movimento de Resistência Islâmica] e o Hesbolá [milícia fundamentalista xiita libanesa] aproveitaram para disparar 12 mil foguetes contra Israel.
“Se Israel simplesmente abandonar os territórios”, alegou, “o tráfico de armas vai continuar. Todas as casas de Israel poderão ser atacadas. Seus moradores teriam menos de um minuto para procurar abrigos.”
Como um dos menores países do mundo, “Israel precisa de dispositivos de segurança únicos. Nas linhas de 1967, tinha em um ponto apenas 14km de largura. É vital que Israel mantenha uma presença militar no Rio Jordão. Numa região instável, ninguém pode saber se vai continuar tendo parceiros pela paz.”
Isso significa que os palestinos viveriam num país cercado por Israel, já que o Rio Jordão é a fronteira entre a Jordânia e a Cisjordânia. Nenhum país verdadeiramente independente aceitaria isso.
O falcão israelense também advertiu que o reconhecimento da Palestina pela Assembleia Geral da ONU, que deve acontecer em setembro não vai trazer a paz. “Agradeço a declaração do presidente Obama a esse respeito. A paz não pode ser imposta. Tem de ser negociada, mas só pode ser negociada com parceiros comprometidos com a paz. O Hamas não é um parceiro para a paz, continua comprometido com a destruição de Israel. Manda matar os judeus onde estiverem.
“O Hamas condenou a morte de Ben Laden e o elogiou como um guerreiro sagrado”, denunciou. “Israel está disposto a negociar, mas não vai negociar com a versão palestina d’al Caeda. Rompa o acordo com o Hamas, negocie e viva em paz com o Estado de Israel. Israel será o primeiro país a reconhecer a Palestina na ONU.”
Ele sabe que suas exigências são inaceitáveis. Apresenta-as como uma proposta generosa para ganhar tempo e consolidar a ocupação, como seu partido Likud vem fazendo desde a assinatura dos acordo de paz com o Egito, em Camp David, nos EUA, em 1979.
Sua visão de uma Palestina emasculada mereceu 56 aplausos de pé do Congresso dos EUA, mas muito poucos no resto do mundo. É um beco sem saída que só aumenta o isolamento internacional de Israel.
Netanyahu está mais interessado em bombardear o Irã para tentar neutralizar seu programa nuclear do que em resolver a questão palestina, que poderia ser um fator decisivo para desarmar os espíritos num mundo árabe que se democratiza.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
ANP anuncia eleições palestinas até setembro
A Autoridade Nacional Palestina vai realizar eleições legislativas até setembro, revelou hoje Yasser Abed Raddo, conselheiro do presidente Mahmoud Abbas.
Não está claro se vai haver eleições na Faixa de Gaza, controlada desde 2007 pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
Não está claro se vai haver eleições na Faixa de Gaza, controlada desde 2007 pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
ANP ofereceu concessões demais a Israel
Mais de 1,6 mil documentos obtidos pela rede de TV árabe Al Jazira revelam que os negociadores palestinos ofereceram secretamente concessões em 2008 como aceitar todos os assentamentos israelenses no setor árabe de Jerusalém menos um e reduzir o número dos refugiados que teriam direito de retorno. Isso seria uma traição ao povo palestino.
Durante visita ao Egito, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, negou a oferta. O negociador Saeb Erekat é citado tentando convencer os israeleses com o argumento de que “esta é a maior Jerusalém da História de Israel”; hoje, negou tudo, descrevendo os documentos como “um monte de mentiras".
A Organização para a Libertação da Palestina acusou o emir do Catar, sede d’al Jazira, de aprovar o vazamento dos documentos.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Palestinos suspendem negociação com Israel
A Autoridade Nacional Palestina suspendey as negociações de paz com Israel, horas depois dos EUA anunciarem que desistiram de tentar convencer o governo israelense a congelar as construções na Cisjordânia ocupada, uma exigência dos palestinos.
Durante visita à Grécia, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, pediu à União Europeia que tenha um papel mais ativo no processo de paz.
Em entrevista à rádio e televisão pública britânica BBC, o negociador palestino Nabil Shaat, criticou os EUA, dizendo que Israel amplia a colonização, mantém o bloqueio à Faixa de Gaza e promove uma desarabização do setor oriental de Jerusalém, e Washington aceita tudo passivamente.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Brasil reconhece a independência da Palestina
O governo do Brasil reconheceu hoje unilateralmente a independência de um Estado Nacional palestino nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967, que seria constituído pela Cisjordânia, inclusive o setor árabe de Jerusalém, e a Faixa de Gaza.
Diante da recusa do governo de Israel de congelar a colonização dos territórios ocupados naquela guerra, uma exigência dos palestinos para retomar as negociações de paz, a Autoridade Nacional Palestina acenava com a possibilidade de declarar a independência unilateralmente e buscar o reconhecimento dos países-membros das Nações Unidas.
Há pouco, o Itamaraty divulgou duas notas oficiais sobre o assunto:
Diante da recusa do governo de Israel de congelar a colonização dos territórios ocupados naquela guerra, uma exigência dos palestinos para retomar as negociações de paz, a Autoridade Nacional Palestina acenava com a possibilidade de declarar a independência unilateralmente e buscar o reconhecimento dos países-membros das Nações Unidas.
Há pouco, o Itamaraty divulgou duas notas oficiais sobre o assunto:
Nota à Imprensa nº 707
3 de dezembro de 2010
Reconhecimento do Estado Palestino nas Fronteiras de 1967
Por meio de carta enviada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, em 1º de dezembro, o Governo brasileiro reconheceu o Estado palestino nas fronteiras existentes em 1967.
O reconhecimento ocorre em resposta a gestões palestinas e a carta enviada pelo Presidente Abbas ao Presidente Lula, no último dia 24 de novembro, com solicitação nesse sentido.
A iniciativa é coerente com a disposição histórica do Brasil de contribuir para o processo de paz entre Israel e Palestina, cujas negociações diretas estão neste momento interrompidas, e está em consonância com as resoluções da ONU, que exigem o fim da ocupação dos territórios palestinos e a construção de um Estado independente dentro das fronteiras de 4 de junho de 1967.
A decisão não implica abandonar a convicção de que são imprescindíveis negociações entre Israel e Palestina, a fim de que se alcancem concessões mútuas sobre as questões centrais do conflito.
O Brasil reafirma sua tradicional posição de favorecer um Estado palestino democrático, geograficamente coeso e economicamente viável, que viva em paz com o Estado de Israel. Apenas uma Palestina democrática, livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios israelenses por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional.
O Governo brasileiro considera que o apoio de países extrarregionais à solução de dois Estados é fundamental para legitimar a via negociadora como único meio para se chegar ao fim da ocupação. Tal apoio ocorre tanto por meio de respaldo político a uma solução pacífica e justa, que resulte numa paz duradoura, quanto por meio de iniciativas conducentes à construção e ao fortalecimento de instituições estatais palestinas.
Mais de cem países reconhecem o Estado palestino. Entre esses, todos os árabes, a grande maioria dos africanos, asiáticos e leste-europeus. Países que mantêm relações fluidas com Israel – como Rússia, China, África do Sul e Índia, entre outros – reconhecem o Estado palestino. Todos os parceiros do Brasil no IBAS e no BRICS já reconheceram a Palestina.
A maior parte dos reconhecimentos se seguiu à Declaração de Independência adotada pelo Conselho Nacional Palestino em novembro de 1988, em Argel.
Em seguida à Declaração de Argel, a Assembléia Geral das Nações Unidas adotou Resolução, com o voto favorável do Brasil, por meio da qual tomou conhecimento da proclamação do Estado palestino.
O Brasil reconhece, desde 1975, a OLP como legítima representante do povo palestino, dotada de personalidade de direito internacional público. Em 1993, o Brasil autorizou a abertura de Delegação Especial Palestina, com “status” diplomático semelhante às representações das Organizações Internacionais. Em 1998, o tratamento concedido à Delegação foi equiparado ao de uma Embaixada, para todos os efeitos.
Nos últimos anos, o Brasil vem intensificando seu relacionamento com a Palestina. Em 2004, foi aberto Escritório de Representação em Ramalá . O Presidente Mahmoud Abbas veio ao Brasil em duas ocasiões (maio de 2005, para participar da I Cúpula ASPA, e novembro de 2009). O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve nos Territórios Palestinos Ocupados em março de 2010, acompanhado de expressiva delegação empresarial.
O Brasil tem também prestado apoio material à edificação do Estado palestino. Desde 2006, tem participado de Conferências internacionais em prol da resolução do conflito no Oriente Médio, como os encontros em Anna polis (novembro de 2007), Paris (dezembro de 2007) e Sharm El-Sheikh (março de 2009). Nas duas últimas, o Brasil fez doações de cerca de US$ 20 milhões à Autoridade Nacional Palestina, aplicados em projetos em segurança alimentar, saúde, educação e desenvolvimento rural.
O Brasil tem contribuído, ainda, para projetos em benefício do povo palestino coordenados por fundos e agências internacionais como o PNUD, o Banco Mundial e a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA). Juntas, essas contribuições se aproximam de US$ 2 milhões.
Por meio do Fundo IBAS, mantido com Índia e África do Sul, o Brasil realizou doação de US$ 3 milhões, que estão sendo investidos na construção de um centro poliesportivo em Ramalá e na recuperação de um hospital em Gaza.
O Brasil tem-se engajado também na diversificação e aprofundamento dos projetos de cooperação técnica com a Autoridade Nacional Palestina. Há iniciativas nas áreas de saúde, infraestrutura urbana, agricultura, educação, esportes e eleições.
Paralelamente, nunca foram tão robustas as relações bilaterais com Israel. Os laços entre os dois países têm-se fortalecido ao longo dos anos, em paralelo e sem prejuízo das iniciativas de aproximação com o mundo árabe e muçulmano.
A corrente de comércio e o fluxo de investimentos bilaterais com Israel vêm atingindo recordes históricos. O Acordo de Livre Comércio entre o MERCOSUL e Israel, em vigor desde abril, foi o primeiro do bloco regional com um país de fora da região.
O Presidente Lula realizou, em março, a primeira visita de um Chefe de Estado brasileiro ao Estado de Israel, retribuindo a visita do Presidente israelense Shimon Peres ao Brasil, em novembro de 2009, a primeira de um Chefe de Estado desse país em mais de quarenta anos.
Também têm-se intensificado os esforços de cooperação na área de ciência e tecnologia, defesa, segurança pública e cooperação técnica, de que é exemplo o acordo para cooperação conjunta em terceiros países, o que possibilita a atuação em casos de catástrofe humanitária, como no Haiti.
Nota à Imprensa nº 708
3 de dezembro de 2010
Cartas dos Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Mahmoud Abbas a respeito do Reconhecimento pelo Governo Brasileiro do Estado Palestino nas Fronteiras de 1967
Carta do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva:
“À Sua Excelência
Mahmoud Abbas
Presidente da Autoridade Nacional Palestina
Senhor Presidente,
Li com atenção a carta de 24 de novembro, por meio da qual Vossa Excelência solicita que o Brasil reconheça o Estado palestino nas fronteiras de 1967.
Como sabe Vossa Excelência, o Brasil tem defendido historicamente, e em particular durante meu Governo, a concretização da legítima aspiração do povo palestino a um Estado coeso, seguro, democrático e economicamente viável, coexistindo em paz com Israel.
Temos nos empenhado em favorecer as negociações de paz, buscar a estabilidade na região e aliviar a crise humanitária por que passa boa parte do povo palestino. Condenamos quaisquer atos terroristas, praticados sob qualquer pretexto.
Nos últimos anos, o Brasil intensificou suas relações diplomáticas com todos os países da região, seja pela abertura de novos postos, inclusive um Escritório de Representação em Ramalá ; por uma maior freqüência de visitas de alto nível, de que é exemplo minha visita a Israel, Palestina e Jordânia em março último; ou pelo aprofundamento das relações comerciais, como mostra a série de acordos de livre comércio assinados ou em negociação.
Nos contatos bilaterais, o Governo brasileiro notou os esforços bem sucedidos da Autoridade Nacional Palestina para dinamizar a economia da Cisjordânia, prestar serviços à sua população e melhorar as condições de segurança nos Territórios Ocupados.
Por considerar que a solicitação apresentada por Vossa Excelência é justa e coerente com os princípios defendidos pelo Brasil para a Questão Palestina, o Brasil, por meio desta carta, reconhece o Estado palestino nas fronteiras de 1967.
Ao fazê-lo, quero reiterar o entendimento do Governo brasileiro de que somente o diálogo e a convivência pacífica com os vizinhos farão avançar verdadeiramente a causa palestina. Estou seguro de que este é também o pensamento de Vossa Excelência
O reconhecimento do Estado palestino é parte da convicção brasileira de que um processo negociador que resulte em dois Estados convivendo pacificamente e em segurança é o melhor caminho para a paz no Oriente Médio, objetivo que interessa a toda a humanidade. O Brasil estará sempre pronto a ajudar no que for necessário.
Desejo a Vossa Excelência e à Autoridade Nacional Palestina êxito na condução de um processo que leve à construção do Estado palestino democrático, próspero e pacífico a que todos aspiramos.
Aproveito a ocasião para reiterar a Vossa Excelência a minha mais alta estima e consideração.”
Carta do Presidente Mahmoud Abbas ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(Tradução não-oficial)
“Sua Excelência Luiz Inácio Lula da Silva Presidente da República Federativa do Brasil Brasília
24/11/2010
Saudações,
Inicialmente, gostaríamos de estender a Vossa Excelência nossas felicitações pelo sucesso das eleições gerais no Brasil, louváveis por sua elevada transparência e pelo alto nível do processo democrático, que levaram à vitória a candidata de seu partido como nova Presidente da República Federativa do Brasil. É com satisfação que também saudamos entusiasticamente o seu Governo, testemunha de um período de prosperidade econômica e mudança política qualitativa, que inscreve Vossa Excelência na história política moderna do Brasil.
Senhor Presidente,
A atual situação nos territórios palestinos evidencia uma grande escalada das ações israelenses. O Governo de Israel recusa-se a interromper suas atividades em assentamentos. Isso paralisou o lançamento de negociações diretas, apesar das posições e dos pedidos de países de todo o mundo para que Israel ponha fim aos assentamentos, e, dessa forma, não apenas torne possíveis as negociações, como também dê uma chance à paz. No entanto, Israel ainda desafia o mundo inteiro e insiste em suas atividades colonizadoras. Tal posição dificulta qualquer possibilidade de se alcançar um acordo por meio de negociações e cria também uma nova realidade no terreno, que inviabiliza a solução de dois Estados.
Enquanto expressamos a Vossa Excelência o nosso orgulho das valorosas e históricas relações brasileiro-palestinas, que refletem suas posições firmes em relação ao nosso povo ao longo dos anos e em nossos recentes encontros, esperamos, nosso caro amigo, que Vossa Excelência decida tomar a iniciativa de reconhecer o Estado da Palestina nas fronteiras de 1967. Essa será uma decisão importante e histórica, porque encorajará outros países em seu continente e em outras regiões do mundo a seguir a sua posição de reconhecer o Estado palestino. Essa decisão levará também ao avanço do processo de paz e à promoção da posição palestina, que busca o reconhecimento internacional do Estado da Palestina. Esperamos que o nosso pedido possa receber sua bondosa aceitação e esperamos também que essa iniciativa possa ser tomada antes do fim de seu mandato presidencial.
Queira aceitar os protestos de nossa mais alta estima e consideração.
Mahmoud Abbas
Presidente do Estado da Palestina
Presidente do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina Presidente da Autoridade Nacional Palestina”
domingo, 5 de setembro de 2010
Negociador palestino acusa Israel de enrolar
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não está realmente interessado em negociar a paz, quer apenas ganhar tempo, declarou Saeb Erekat, um dos principais negociadores palestinos, ao jornal jordaniano Addustour.
Para justificar sua conclusão, Erekat contou que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, sugeriu a criação imediata de 12 comitês bilaterais israelo-palestinos para discutir os pormenores das questões centrais do processo de paz.
Entre as exigências feitas a Israel, Erekat pediu a remoção das colônias israelenses na Cisjordânia, revelou agência de notícias palestina Ma'an.
Para justificar sua conclusão, Erekat contou que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, sugeriu a criação imediata de 12 comitês bilaterais israelo-palestinos para discutir os pormenores das questões centrais do processo de paz.
Entre as exigências feitas a Israel, Erekat pediu a remoção das colônias israelenses na Cisjordânia, revelou agência de notícias palestina Ma'an.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Israel e palestinos impõem condições para a paz
No primeiro dia de negociações diretas depois de um ano e oito meses de estagnação no processo de paz no Oriente Médio, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu apresentou as condições para chegar a um acordo definitivo: o reconhecimento de Israel como Estado do povo judeu e garantias de que a Palestina independente não servirá de base para ataques em Israel.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, por sua vez, pediu o fim da colonização dos territórios árabes ocupados e a suspensão total do bloqueio à Faixa de Gaza como prova de que Israel concorda com a criação de um Estado Nacional palestino independente.
As negociações, promovidas pelos Estados Unidos, recomeçaram hoje em Washington. No fim da reunião de trabalho, o enviado especial do governo Barack Obama, o ex-senador George Mitchell, anunciou que Abbas e Netanyahu combinaram se encontrar duas vezes por mês.
Eles voltam a se reunir daqui a 15 dias no Cairo, a capital do Egito.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, por sua vez, pediu o fim da colonização dos territórios árabes ocupados e a suspensão total do bloqueio à Faixa de Gaza como prova de que Israel concorda com a criação de um Estado Nacional palestino independente.
As negociações, promovidas pelos Estados Unidos, recomeçaram hoje em Washington. No fim da reunião de trabalho, o enviado especial do governo Barack Obama, o ex-senador George Mitchell, anunciou que Abbas e Netanyahu combinaram se encontrar duas vezes por mês.
Eles voltam a se reunir daqui a 15 dias no Cairo, a capital do Egito.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
ANP prende militantes para salvar negociação
A Autoridade Nacional Palestina prendeu pelo menos 150 militantes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Cisjordânia, depois que o grupo assumiu a responsabilidade pelo assassinato de quatro colonos israelenses ontem perto de Hebron.
Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama recebeu hoje separadamente o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu; o presidente palestino, Mahmoud Abbas; o presidente do Egito, Hosni Mubarak Mubarak e o rei da Jordânia na Casa Branca horas antes do jantar que marca, hoje à noite, o reinício das negociações diretas entre Israel e os palestinos.
Na Cisjordânia, colonos israelenses atacaram uma casa palestina. A ex-chanceler Tzipi Livni e a ex-ministra palestina Hanan Ashrawi condearam o ataque do Hamas ao processo de paz.
• Em outro ataque à negociação e apoio velado à resistência armada, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirma que “sozinho o diálogo não resolve nada”. Ele disse que os EUA não podem ser mediadores porque “sempre apoiaram o regime sionista, seus crimes e ocupações”.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Hamas mata quatro colonos na Cisjordânia
Um ataque terrorista matou quatro colonos israelenses, inclusive uma mulher grávida, hoje perto de Hebron, na Cisjordânia ocupada. É uma tentativa do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) de boicotar as negociações diretas com Israel, que devem começar em 2 de setembro de 2010.
Na Faixa de Gaza, um porta-voz do Hamas elogiou o que chamou de "ato heroico". Os grupos armados palestinos e os colonos israelenses são hoje os maiores inimigos de um acordo de paz.
Antes de embarcar para Washington, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que só a direita israelense é capaz de negociar um acordo que não comprometa a segurança de Israel.
Na capital dos Estados Unidos, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, se encontrou com a secretária de Estado, Hillary Clinton. Abbas reiterou a ameaça de abandonar as negociações, caso Israel volte a construir nos territórios árabes ocupados a partir do fim de setembro, quando vence uma moratória decretada por Netanyahu.
Amanhã à noite, os dois serão recebidos pelo presidente Barack Obama para jantar na Casa Branca. As negociações diretas recomeçam no dia seguinte, depois de um ano e 10 meses de paralisação no processo de paz no Oriente Médio.
Na Faixa de Gaza, um porta-voz do Hamas elogiou o que chamou de "ato heroico". Os grupos armados palestinos e os colonos israelenses são hoje os maiores inimigos de um acordo de paz.
Antes de embarcar para Washington, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que só a direita israelense é capaz de negociar um acordo que não comprometa a segurança de Israel.
Na capital dos Estados Unidos, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, se encontrou com a secretária de Estado, Hillary Clinton. Abbas reiterou a ameaça de abandonar as negociações, caso Israel volte a construir nos territórios árabes ocupados a partir do fim de setembro, quando vence uma moratória decretada por Netanyahu.
Amanhã à noite, os dois serão recebidos pelo presidente Barack Obama para jantar na Casa Branca. As negociações diretas recomeçam no dia seguinte, depois de um ano e 10 meses de paralisação no processo de paz no Oriente Médio.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Obama quer negociações já entra Israel e palestinos
Ao receber na Casa Branca o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o presidente Barack Obama pressionou Israel a iniciar negociações de paz diretas com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, antes de setembro, quando acaba a moratória decretada pelo governo israelense para a expansão das colônias nos territórios árabes ocupados.
Netanyahu prometeu "passos concretos", mas não disse quais seriam.
Os colonos israelenses na Cisjordânia já tem vários projetos para novas construções e Netanyahu resistiu às pressões de Obama para prorrogar a moratória.
Sem o congelamento da colonização, os palestinos se recusam a negociar diretamente com Israel. O processo de paz, estagnado desde a vitória de Netanyahu, não anda.
Por isso, Obama quer lançar as negociações já: "Minha esperança é que, quando as conservações diretas começarem, bem antes do fim da moratória, para criar um clima em que todos sintam que têm de fazer um grande investimento no sucesso" das negociações.
"O presidente e eu discutimos passos concretos que podem ser dados agora, nos próximos dias e nas próximas semanas, para mover o processo de paz de forma robusta", declarou o primeiro-ministro israelense. Mas não escondeu que a maior preocupação de Israel é com o programa nuclear do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas.
Ao falar da crise nas relações entre os EUA e Israel por causa da resistência de seu governo em negociar a paz com os palestinos, Bibi Netanyahu parafraseou o que o escritor americano disse sobre a notícia de sua própria morte: "As reportagens sobre o fim da relação especial entre EUA e Israel não são apenas prematuras, são totalmente erradas."
Na sua visita anterior à Casa Branca, não houve fotos nem entrevista coletiva. Desta vez, Obama foi levá-lo até o carro, mais uma cena do teatro diplomático. Mas isso não significa que eles chegaram a um acordo.
Obama é considerado de esquerda pela direita religiosa americana, favorável ao apoio incondicional a Israel. Netanyahu tem problemas com seu próprio governo direitista, onde o ministro do Exterior linha dura, Avigdor Lieberman, já falou que não vai haver Estado palestino antes de 2012.
Netanyahu prometeu "passos concretos", mas não disse quais seriam.
Os colonos israelenses na Cisjordânia já tem vários projetos para novas construções e Netanyahu resistiu às pressões de Obama para prorrogar a moratória.
Sem o congelamento da colonização, os palestinos se recusam a negociar diretamente com Israel. O processo de paz, estagnado desde a vitória de Netanyahu, não anda.
Por isso, Obama quer lançar as negociações já: "Minha esperança é que, quando as conservações diretas começarem, bem antes do fim da moratória, para criar um clima em que todos sintam que têm de fazer um grande investimento no sucesso" das negociações.
"O presidente e eu discutimos passos concretos que podem ser dados agora, nos próximos dias e nas próximas semanas, para mover o processo de paz de forma robusta", declarou o primeiro-ministro israelense. Mas não escondeu que a maior preocupação de Israel é com o programa nuclear do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas.
Ao falar da crise nas relações entre os EUA e Israel por causa da resistência de seu governo em negociar a paz com os palestinos, Bibi Netanyahu parafraseou o que o escritor americano disse sobre a notícia de sua própria morte: "As reportagens sobre o fim da relação especial entre EUA e Israel não são apenas prematuras, são totalmente erradas."
Na sua visita anterior à Casa Branca, não houve fotos nem entrevista coletiva. Desta vez, Obama foi levá-lo até o carro, mais uma cena do teatro diplomático. Mas isso não significa que eles chegaram a um acordo.
Obama é considerado de esquerda pela direita religiosa americana, favorável ao apoio incondicional a Israel. Netanyahu tem problemas com seu próprio governo direitista, onde o ministro do Exterior linha dura, Avigdor Lieberman, já falou que não vai haver Estado palestino antes de 2012.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Hamas está comprando terras em Jerusalém
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) está comprando terras em Jerusalém para tentar conter o crescimento da colonização israelense, revelou o chefe do serviço secreto israelense em depoimento ao Parlamento.
A ONU insistiu hoje na necessidade de um inquérito internacional sobre o ataque à Flotilha da Liberdade em Gaza.
A ONU insistiu hoje na necessidade de um inquérito internacional sobre o ataque à Flotilha da Liberdade em Gaza.
Em visita ao presidente do Egito, Hosni Mubarak, no Cairo, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, pediu hoje a Israel a abertura de todas as fronteiras da Faixa de Gaza.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Abbas não vê sentido em negociar com Israel agora
Um dia depois de visitar Israel, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se encontrou hoje com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. Ambos repudiaram a expansão das colônias israelenses nos territórios árabes ocupados por Israel.
Abbas disse que não faz sentido reabrir negociações neste momento. A Autoridade Nacional Palestina exige o congelamento da colonização dos territórios árabes ocupados como precondição.
O governo direitista israelense mantém a estratégia de negociar sem ceder para manter o status quo e amplia lenta e progressivamente a ocupação de setores estratégicos como o setor oriental de Jerusalém.
Abbas disse que não faz sentido reabrir negociações neste momento. A Autoridade Nacional Palestina exige o congelamento da colonização dos territórios árabes ocupados como precondição.
O governo direitista israelense mantém a estratégia de negociar sem ceder para manter o status quo e amplia lenta e progressivamente a ocupação de setores estratégicos como o setor oriental de Jerusalém.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Obama apoia plano de paz do Egito
O presidente Barack Obama concorda com a visão do Egito sobre o processo de paz no Oriente Médio, afirmou ontem a rede de televisão árabe especializada em notícias Al Jazira, do Catar.
Entre os pontos comuns, estariam a congelamento da construção nas colônias israelenses nos territórios árabes ocupados, a libertação de altos dirigentes palestinos presos em Israel e a transferência de responsabilidade sobre a segurança de partes da Cisjordânia de Israel (área B, pelos acordos de paz de Oslo) para a ANP (área A).
Com esses gestos de boa vontade de Israel, seria possível convencer o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, a retomar as negociações de paz. No domingo, Abbas esteve no Cairo, onde conversou com o presidente egípcio, Hosni Mubarak.
O governo direitista de Israel teria de concordar com a proposta. É difícil. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu depende de partidos ultraortodoxos como o Shas e ultranacionalistas como Yisrael Beiteinu, que consideram a Cisjordânia parte da terra prometida que Deus teria reservado ao povo judeu.
No momento, apesar da promessa de congelamento, o governo Netanyahu abriu concorrência para a construção de mais 700 apartamentos no setor oriental (árabe) de Jerusalém. Alega que a cidade não é um território ocupado, mas a "eterna e indivisível capital de Israel".
Abbas fica numa situação complicada. Ele promete não voltar a negociar enquanto Israel não congelar totalmente as construções nos territórios ocupados, que são ilegais pelo direito internacional, inclusive em Jerusalém.
Mas Egito e EUA se movimentam para relançar as negociações de paz, e o dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, acaba de declarar que a reconciliação com a Fatah (Luta), o partido de Abbas, nunca esteve tão próxima.
Com a divisão no momento nacional palestino, Israel alega que fazer a paz com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), liderada por Abbas, não acaba com a guerra contra o Hamas.
Entre os pontos comuns, estariam a congelamento da construção nas colônias israelenses nos territórios árabes ocupados, a libertação de altos dirigentes palestinos presos em Israel e a transferência de responsabilidade sobre a segurança de partes da Cisjordânia de Israel (área B, pelos acordos de paz de Oslo) para a ANP (área A).
Com esses gestos de boa vontade de Israel, seria possível convencer o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, a retomar as negociações de paz. No domingo, Abbas esteve no Cairo, onde conversou com o presidente egípcio, Hosni Mubarak.
O governo direitista de Israel teria de concordar com a proposta. É difícil. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu depende de partidos ultraortodoxos como o Shas e ultranacionalistas como Yisrael Beiteinu, que consideram a Cisjordânia parte da terra prometida que Deus teria reservado ao povo judeu.
No momento, apesar da promessa de congelamento, o governo Netanyahu abriu concorrência para a construção de mais 700 apartamentos no setor oriental (árabe) de Jerusalém. Alega que a cidade não é um território ocupado, mas a "eterna e indivisível capital de Israel".
Abbas fica numa situação complicada. Ele promete não voltar a negociar enquanto Israel não congelar totalmente as construções nos territórios ocupados, que são ilegais pelo direito internacional, inclusive em Jerusalém.
Mas Egito e EUA se movimentam para relançar as negociações de paz, e o dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, acaba de declarar que a reconciliação com a Fatah (Luta), o partido de Abbas, nunca esteve tão próxima.
Com a divisão no momento nacional palestino, Israel alega que fazer a paz com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), liderada por Abbas, não acaba com a guerra contra o Hamas.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Abbas promete paz em seis meses
Se Israel suspender totalmente as construções nos territórios árabes ocupados, será possível chegar à paz em seis meses, afirmou o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.
Em entrevista ao jornal israelense Haaretz, Abbas disse que essa é a única precondição dos palestinos.
"Falei com o ministro da Defesa, Ehud Barak, duas vezes por telefone nas últimas semanas", declarou o presidente palestino. "Sugeri há três semanas que Israel congele todas as construções nas colônias por seis meses, inclusive no Leste de Jerusalém. Mas exigi que as construções parassem".
"Durante este período, poderíamos voltar à mesa de negociações e concluir um acordo definitivo", acrescentou Abbas. "Ainda não recebi uma resposta".
Outro problema é a divisão do momento nacional palestino entre a corrente secularista representada pela Organização para a Libertação da Palestina, de Abbas, e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que venceu as eleições de janeiro de 2006, hoje controla a Faixa de Gaza e tem o apoio do Irã e da Síria, diretamente interessados em boicotar a paz entre israelenses e palestinos.
O dirigente máximo do Hamas, Khaled Mechal, acaba de se aliar ao Irã, prometendo retaliar se Israel bombardear as instalações nucleares onde a república islâmica está desenvolvendo armas nucleares.
Em entrevista ao jornal israelense Haaretz, Abbas disse que essa é a única precondição dos palestinos.
"Falei com o ministro da Defesa, Ehud Barak, duas vezes por telefone nas últimas semanas", declarou o presidente palestino. "Sugeri há três semanas que Israel congele todas as construções nas colônias por seis meses, inclusive no Leste de Jerusalém. Mas exigi que as construções parassem".
"Durante este período, poderíamos voltar à mesa de negociações e concluir um acordo definitivo", acrescentou Abbas. "Ainda não recebi uma resposta".
Outro problema é a divisão do momento nacional palestino entre a corrente secularista representada pela Organização para a Libertação da Palestina, de Abbas, e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que venceu as eleições de janeiro de 2006, hoje controla a Faixa de Gaza e tem o apoio do Irã e da Síria, diretamente interessados em boicotar a paz entre israelenses e palestinos.
O dirigente máximo do Hamas, Khaled Mechal, acaba de se aliar ao Irã, prometendo retaliar se Israel bombardear as instalações nucleares onde a república islâmica está desenvolvendo armas nucleares.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Israel pode libertar Marwan Barghouti
Para libertar o sargento Gilad Shalit, sequestrado há três anos pelo Movimento de Resistência Isltâmica (Hamas), Israel teria concordado em libertar Marwan Barghouti, um dos principais líderes da Fatah, que pode ser candidato à presidência da Autoridade Nacional Palestina, se Mahmoud Abbas desistir do cargo definitivamente.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
UE rejeita independência unilateral palestina
O Conselho de Ministros da União Europeia rejeitou hoje uma proposta de declaração unilitaral de independência da Palestina que o grupo ligado ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, pretende fazer nas Nações Unidas, diante da estagnação do processo de paz com Israel.
Para os chanceleres da UE, a medida seria contraproducente. O governo israelense do primeiro-ministro linha dura Benjamin Netanyahu, advertiu que tal declaração representaria a ruptura dos acordos de paz assinados a partir de 1993.
Para os chanceleres da UE, a medida seria contraproducente. O governo israelense do primeiro-ministro linha dura Benjamin Netanyahu, advertiu que tal declaração representaria a ruptura dos acordos de paz assinados a partir de 1993.
Assinar:
Postagens (Atom)