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domingo, 14 de setembro de 2014

Catar expulsa líderes da Irmandade Muçulmana

Sob pressão do Egito, dos Estados Unidos e da Arábia Saudita, o emirado do Catar deu ontem dez dias de prazo para sete líderes da Irmandade Muçulmana deixarem o país. Eles prometeram sair sem problemas.

O atual governo egípcio é resultado do golpe militar que derrubou, em 3 de julho de 2013, o presidente Mohamed Mursi, da Irmandade, o mais antigo grupo fundamentalista muçulmano, fundado em 1928 por Hassan al-Bana para combater a influência ocidental.

Ainda não está claro o que vai acontecer com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), principal partido islamita palestino. O dirigente supremo do Hamas, Khaled Mechal, vivia exilado na Síria sob a proteção da ditadura de Bachar Assad.

Quando estourou a guerra civil na Síria, em 2011, a Irmandade ficou ao lado dos rebeldes sunitas, que lutam contra o regime de Assad, dominado pela minoria alauíta, um dos ramos do xiismo. Mechal e a liderança do Hamas foram então para o Catar, que está sendo acusado de apoiar e financiar grupos extremistas muçulmanos.

sábado, 23 de agosto de 2014

Hamas admite culpa pelas mortes de meninos

O dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, exilado no Catar, admitiu ontem que o braço armado do grupo foi responsável pelo sequestro e morte de três adolescentes israelenses em junho de 2014, que provocou a guerra de Israel contra o Hamas na Faixa de Gaza.

Quando as mortes foram reveladas, no fim de julho, o governo linha-dura de Israel prendeu mais de 500 militantes do Hamas, que respondeu disparando foguetes contra o território israelense. Em 8 de agosto, Israel iniciou a Operação Margem Protetora.

Depois de várias tréguas temporárias violadas, foi impossível chegar a um cessar-fogo definitivo. Na sexta-feira, o Hamas disparou mais de 60 foguetes contra Israel, matando um menino. Já morreram 68 palestinos e mais de 2.090 palestinos. Neste sábado, Israel bombardeou Gaza 15 vezes.

No início da guerra, a revista inglesa The Economist alegou não haver provas para incriminar o Hamas coletivamente, mesmo que seus militantes tivessem envolvimento com o sequestro dos meninos. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aproveitou o caso para atacar o Hamas, o acordo de união nacional palestino e o processo de paz. Agora, o Hamas confessa sua culpa.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Líder supremo do Hamas volta à Palestina após 45 anos

Quarenta e cinco anos depois de fugir ainda criança dos territórios ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias, o dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, voltou hoje à Faixa de Gaza para participar amanhã da festa de 25 anos do partido.

Ao chegar, Mechal beijou o chão do sonhado Estado nacional palestino, onde não pisava desde os 9 anos da idade, quando sua família se mudou da Cisjordânia ocupada para o Kuwait. Ele recebeu garantias do Egito e de outros países árabes de que não seria assassinado.

É uma tentativa de compensar a publicidade obtida pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, com a elevação do status da Palestina para Estado não membro pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, e de reafirmar a posição do Hamas como representante legítimo do povo palestino, reforçada por ter resistido a uma ofensiva militar israelense no mês passado.

"Este é meu terceiro nascimento", declarou emocionado o líder palestino, que nasceu na Cisjordânia, viveu 37 anos no exílio e hoje esteve na Faixa de Gaza pela primeira vez.

Mechal deve sua vida ao falecido Rei Hussein, da Jordânia. Em 25 de setembro de 1997, ele foi envenenado na Jordânia pelo Mossad, o serviço de espionagem israelense, a mando do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para vingar um atentado terrorista contra um mercado em Israel.

Dois agentes israelenses entraram na Jordânia com passaportes canadenses falsos e injetaram o veneno em Mechal, mas foram detidos por guarda-costas do líder do Hamas e entregues à polícia. A conspiração assassina estava revelada.

O Rei Hussein ligou pessoalmente para Netanyahu e ameaçou romper o acordo de paz entre os dois países. Israel revelou qual era o veneno e qual o antídoto necessário para neutralizá-lo.

Em relação ao processo de paz, Mechal defende a criação de um Estado palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Nega-se a reconhecer o direito de existência de Israel e a abandonar a luta armada enquanto a ocupação não acabar. Esta atitude ambígua e as ações violentas contra civis levaram o Hamas a ser declarado um grupo terrorista por Israel, Europa e Estados Unidos.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

UE pede cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza

A União Europeia condenou hoje os ataques de foguetes contra Israel, pediu ao Estado judaico que reaja proporcionalmente e defendeu um cessar-fogo imediato para evitar uma invasão da Faixa de Gaza.

Depois de horas de discussão sobre o conflito, o Conselho de Ministros da UE manifestou "grave preocupação com a situação em Gaza e em Israel" e declarou que "todos os ataques devem parar imediatamente".

Do exílio, o dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, afirmou que cabe a Israel encerrar o que começou, ignorando os ataques de foguetes disparados de Gaza contra território israelense.

"A UE condena os ataques de foguetes partindo da Faixa de Gaza, que o Hamas e outros grupos armados devem cessar imediatamente. Não há justificativa para atacar diretamente civis inocentes", protestam os ministros do Exterior da Europa.

O bloco europeu forma, ao lado dos Estados Unidos, da Rússia e da ONU, o Quarteto pela paz no Oriente Médio, mas na prática tem pouca influência.

Há uma radicalização do conflito. No rearranjo político da direita israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu vai concorrer nas próximas eleições numa lista comum com o ministro do Exterior, Avigdor Lieberman, líder do ultranacionalista Yisrael Beiteinu.

Mais preocupados com o desenvolvimento de armas atômicas pelo Irã, Netanyahu e Lieberman querem  impor uma solução de força ao problema palestino, anexando parte da Cisjordânia ocupada e desenhando eles mesmos o mapa do futuro estado nacional palestino.

Esta radicalização e a cronificação do problema palestino depois de 45 anos de ocupação já afastaram Israel da Turquia e agora põe à prova do acordo de paz com o Egito, desde a Primavera Árabe governado pela Irmandade Muçulmana.

O Hamas é filho da Irmandade Muçulmana. Sem condições de enfrentar diretamente Israel, parte para o confronto para se legitimar diante dos novos líderes do mundo árabe como verdadeiros representantes do povo palestino. Como observa o jornal The New York Times, ganhou força política com as vitórias eleitorais dos partidos islamitas no Egito e na Tunísia.

Quem fica totalmente marginalizado é o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, que não faz luta armada contra Israel mas também não recebe qualquer concessão nas negociações de paz, suspensas há anos em razão do desinteresse israelense em congelar a colonização da Cisjordânia ocupada.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Hamas prepara adesão à OLP

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), principal partido fundamentalista palestino, deu um passo para se associar à Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Seu líder, Khaled Mechal, se juntou ao comitê organizador das próximas eleições internas do grupo.

As eleições podem demorar anos, mas desde já Mechal vai trabalhar com o atual presidente da OLP e líder do partido Fatah (Luta), Mahmoud Abbas, informa o jornal israelense Haaretz.

Há três meses, sob protesto de Israel, os dois líderes anunciaram a formação de um governo de união nacional.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fatah e Hamas marcam eleições para maio de 2012

O presidente da Autoridade Nacional Palestina e líder da Fatah (Luta), Mahmoud Abbas, e o dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, acertaram nesta quinta-feira no Cairo a realização de eleições gerais nos territórios palestinos ocupados por Israel em maio de 2012.

Os dois maiores partidos políticos palestinos reafirmaram ainda sua reconciliação e a formação de um governo de união nacional, mas não anunciaram como seria a divisão dos ministérios. Tentam acabar com as hostilidades que levaram a uma verdadeira guerra civil palestina e a tomada do poder pelo Hamas na Faixa de Gaza, em julho de 2007.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Chefe do Hamas chega ao Cairo

O dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, chegou hoje à capital do Egito em meio a rumores sobre a retomada das negociações com Israel para a libertação do sargento Gilad Shalit em troca de mil prisioneiros palestinos, informa a agência de notícias Reuters.

As negociações mediadas pelo Egito incluem a reconciliação com o partido Fatah (Luta), do presidente da Autoridade Nacional Palestina, e a troca de prisioneiros com Israel.

sábado, 6 de novembro de 2010

Hamas aceita paz em troca do fim da ocupação

O dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) pede o aumento da pressão internacional e admite reconhecer Israel em troca do fim da ocupação, com a retirada total das forças israelenses dos territórios árabes ocupados na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Oficialmente o Hamas não reconhece Israel, defende a luta armada e é contra as negociações de paz. Mas, em entrevista à pesquisadora Manuela Paraipan, do Instituto de Estudos Políticos e Econômicos do Oriente Médio, de Bucareste, na Romênia, Khaled Mechal,  deixou claro mais uma vez o que está disposto a aceitar.

"A pressão agora deve ser dirigida contra Israel", declarou o líder do principal movimento islamita palestino. "É imoral continuar pressionando os palestinos simplesmente porque os americanos e a comunidade internacional estão fracassando diante de Netanyahu.

Mechal tinha 11 anos em 1967. Com a ocupação da Cisjordânia, da Faixa de Gaza e do Leste de Jerusalém, foi obrigado a fugir para a Jordânia. Tinha 33 anos quando o Hamas fez seu primeiro ataque.

O objetivo da entrevista era discutir o compromisso do partido com a luta armada e sua visão sobre o Estado palestino. Mechal atribuiu à "resistência" os avanços conquistados no processo de paz.

"O que foi conseguido em Oslo foi conquistado pela resistência", afirmou o líder radical palestino. "Ela compeliu Sharon a se retirar de Gaza e desmontar os assentamentos. Devemos ver nosso papel como provedores de segurança para Israel ou devemos lutar pela criação de um Estado Nacional para o povo palestino."

Uma questão central é se o Hamas aceita negociar ou está comprometido com a destruição de Israel: "Acreditamos no trabalho político em todos os seus aspectos. No entanto, selecionamos o tipo de ação mais apropriado para cada estágio da campanha. Quando há ocupação e o povo está sofrendo sob ocupação, a resposta estratégica deve ser a resistência - uma resistência firme e sem hesitar até o fim da ocupação", disse Mechal.

"Em 2006, decidimos participar das eleições, mas não fizemos isso como alternativa à resistência", acrescentou o dirigente do Hamas.

Sua visão do futuro é clara: a resistência acaba "quando a ocupação acabar, porque o Hamas é realista. Chegamos a um acordo entre as facções palestinas e os países árabes para aceitar o estabelecimento de um Estado palestino com base nas fronteiras de 1967, com Jerusalém como capital e o direito de retorno dos refugiados. A grande concessão já foi feita pelas facções palestinas e os países árabes. É aceitar as fronteiras de 1967, nos deixando uns 20% de todo o território em disputa.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Hamas pede suspensão total de negociações com Israel

Diante da ampliação das colônias judaicas em Jerusalém, o dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, convocou em Damasco, na Síria, "todos os palestinos, de dentro e de fora da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, e os árabes e muçulmanos do mundo inteiro" a suspender as negociações de paz com Israel.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Ahmadinejad: "regime sionista é insulto"

Em mais um ataque contra Israel, durante reunião com líderes de grupos palestinos radicais em Damasco, na Síria, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou hoje que "o regime sionista é um insulto à humanidade" e que Israel "perdeu sua razão de existir".

O discurso foi feito durante a conferência Solidariedade Nacional e Islâmica pelo Futuro da Palestinos. Ahmadinejad culpou Israel pela instabilidade no Oriente Médio, a origem de todas as guerras, terrorismo, genocídio e crimes contra a humanidade, um país racista que não respeita os princípios fundamentais do homem.

Entre os participantes do encontro, estavam o dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, que vive exilado na Síria; o líder da Jihad Islâmica para a Libertação da Palestina, Abdullah Shallah; e o líder da Frente Popular para a Libertação da Palestina-Comando Geral, Ahmed Jibril.

Ahmadinejad encerrou seu discurso propondo um plebiscito sobre a destruição de Israel.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Netanyahu faz proposta de paz no domingo

O novo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve anunciar sua proposta para a paz no Oriente Médio num discurso sobre política externa no próximo domingo.

Netanyahu deve aceitar finalmente a fórmula que prevê a convivência de dois Estados no território histórico da Palestina. Mas vai exigir que os palestinos reconheçam a existência de Israel como um Estado judaico e que o Estado palestino seja desmilitarizado.

Durante visita ao Egito, o dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, mandou um recado ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pedindo que suspenda as precondições para o diálogo com o partido. Ele quer o mesmo tratamento dispensado à Síria e ao Irã.

Para o ex-presidente americano Jimmy Carter (1977-1981), "é preciso encontrar uma forma de incluir o Hamas no processo de paz". Caso contrário, não haverá paz.

domingo, 22 de março de 2009

Líder do Hamas elogia "nova linguagem" de Obama

Do exílio em Damasco, na Síria, o dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, elogiou a "nova linguagem" do presidente Barack Obama em relação ao Oriente Médio e manifestou a esperança de que se traduza na melhoria das políticas dos Estados Unidos e da Europa para a região.

"Uma nova linguagem sobre a região está vindo do presidente Obama", declarou Mechal em entrevista ao jornal italiano La Repubblica. "O desafio para todos é fazer disso o prelúdio de uma mudança genuína nas políticas dos EUA e da Europa. Uma abertura em relação Hamas é uma questão de tempo.

Mechal estava se referindo às propostas de diálogo de Obama à Síria e ao Irã.

No sábado, o Supremo Líder iraniano, aiatolá Ali Khamenei, reagiu friamente, alegando que a oferta de "um recomeço" nas relações entre os EUA e o Irã proposta por Obama é apenas um "slogan" mas disse estar pronto a responder positivamente a qualquer mudança contra na política externa americana para o país.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Hamas pede para ser incluído no diálogo

Em mais um pronunciamento exaltado, de seu exílio em Damasco, na Síria, o dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas, do árabe), Khaled Mechal, declarou vitória no conflito contra Israel e pediu para ser incluído no diálogo proposto pelo novo presidente dos Estados Unidos Barack Obama.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Hamas aceita trégua se Israel levantar bloqueio

Do exílio na Síria, o dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, afirmou estar pronto para aceitar uma trégua com Israel em troca da suspensão do bloqueio militar israelense à Faixa de Gaza.

A oferta foi feita através do ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov. Israel exige o fim dos ataques de foguetes palestinos contra seu território.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Mechal critica silêncio árabe sobre bloqueio a Gaza

Do exílio na Síria, o dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, criticou duramente o silêncio dos países árabes diante do bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza desde 5 de novembro, em retaliação contra ataques de foguetes palestinos contra o território israelense.

"O que está acontecendo na Faixa de Gaza é uma tragédia", protestou Mechal. "É uma vergonha o silêncio sobre o bloqueio criminoso que foi imposto a Gaza. É uma vergonha para os regimes árabes e muçulmanos, e para a comunidade internacional".

Em entrevista em Damasco, ele declarou que não cabe aos países árabes fazer novas propostas de paz a Israel: "É [o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack] Obama que deve oferecer algo aos árabes".

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Hamas admite reconhecer Israel

O dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, indicou que seu grupo radical está disposto a negociar a paz no Oriente Médio com a criação de um Estado palestino ao lado de Israel. Isso implica o reconhecimento implícito de Israel.

Mechal deu a entender que estaria disposto a aceitar a existência do Estado judaico nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando Israel conquistou a Cisjordânia, a Faixa de Gaza, as Colinas do Golã e a Península do Sinai.

A pátria do povo palestino, desterrado desde a criação de Israel, há 60 anos, seria formada pelos territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, tendo como capital o setor árabe de Jerusalém.

Em entrevista publicada na quarta-feira no jornal palestino Al-Ayam, o líder do Hamas se referiu ao chamado Documento dos Prisioneiros ou da reconciliação nacional, em que os principais grupos palestinos chegaram a um consenso sobre os termos da negociação com Israel.

O documento, elaborado por por cinco palestinos presos por Israel, propõe a criação de um Estado palestino com base nas fronteiras anteriores à guerra de 1967, com capital no setor oriental de Jerusalém, e o direito de retorno dos refugiados palestinos. Foi assinado pelo Hamas, a Fatah do presidente palestino, Mahmoud Abbas, a Jihad Islâmica, a Frente Popular pela Libertação da Palestina e a Frente Democrática pela Libertação da Palestina.

Essa iniciativa foi encampada pela Arábia Saudita e adotada pela Liga Árabe, que oferece a normalização das relações com Israel dentro de um amplo acordo de paz que inclua a retirada israelense dos territórios ocupados em 1967 e "uma solução justa" para a diáspora palestina.

A referência às fronteiras anteriores à guerra de 1967 implica a necessidade de remoção das colônias judaicas da Cisjordânia, onde recentemente foi autorizada a construção de centenas de casas novas, inclusive no setor oriental de Jerusalém. Quanto ao direito de retorno, seria necessário negociar uma compensação para os árabes expulsos de suas casas e terras quando da fundação de Israel, em maio de 1948.

"Esta é a posição dos palestinos, esta é a posição dos árabes, com pequenas diferenças, mas é a posição comum", afirmou Mechal, dizendo que agora é a vez de Israel "declarar seu compromisso" com o processo de paz.

Israel se nega a negociar com o Hamas enquanto o principal partido islamita palestino não reconhecer sua direito de existir e abandonar a luta armada. Os EUA e a União Européia também consideram o Hamas um grupo terrorista e cortaram a ajuda ao movimento palestino depois que o partido ganhou as eleições parlamentares de 25 de janeiro de 2006.

"Como movimento", acrescentou Mechal, "estamos comprometidos, assim como o resto das facções palestinas, com um programa político que corresponda à posição árabe.

Para o chefe do Hamas, "a questão é se haverá um programa internacional para transformar esta proposta em realidade", argumentou. "O único obstáculo a isso é Israel, não são os palestinos nem os árabes".

No final da entrevista, ele mandou um recado ao povo israelense: "Digo a eles que a única saída é pressionar seus líderes a acabar com a agressão e a ocupação, e reconhecer os direitos dos palestinos, especialmente à luz do acordo árabe e palestino para criar um Estado palestino dentro das fronteiras de 1967".

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Hamas: israelense capturado há um ano está vivo

O cabo israelense Gilad Shalit, capturado em 25 de junho de 2006, na Faixa de Gaza, está vivo e bem, afirmou nesta sexta-feira o principal líder político do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, exilado na Síria, em entrevista à rede de televisão americana CNN.

Com a mediação de diplomatas do Egito, o Hamas tenta trocar o cabo israelense por prisioneiros palestinos. Chegou a apresentar uma lista de 350 presos que poderiam ser usados na troca.