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domingo, 10 de outubro de 2021

Hoje na História do Mundo: 10 de Outubro

MARTEL VENCE OS MOUROS

    Em 732, na Batalha de Tours, perto de Poitiers, na França, Carlos Martel derrota o exército árabe que invadira e tomara a Península Ibérica a partir de 711, parando a expansão muçulmana na Europa, onde cria o Império Al-Andaluz no que os mouros chamavam de "terra dos vândalos", referência às tribos germânicas que tomaram o continente depois da queda do Império Romano do Ocidente, em 476.

O governador muçulmano de Córdoba, Abd-ar-Rahman, morre em combate e as forças árabes recuam.

A vitória de Carlos Martel leva ao início da dinastia carolíngia, com seu filho Pepin. Seu neto, Carlos Magno, é coroado imperador do Sacro Império Romano-Germânico pela papa Leão III no Natal do ano 800.

MENORES EXECUTADOS EM AUSCHWITZ

    Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha Nazista executa 800 romenos menores de idade, inclusive mais de 100 com idades de 9 a 14 anos, no campo de concentração e centro de extermínio de Auschwitz, na Polônia.

Auschwitz, Oswiecim em polonês, fica num importante entroncamento ferroviário da Europa Oriental. Em 27 de abril de 1940, Heinrich Himmler, o comandante da SS, a organização paramilitar que era a tropa de choque do regime nazista, decidiu transformar um quartel do Exercito da Polônia em campo de concentração.

Dos 11 milhões de mortos no Holocausto, estima-se que 1,5 milhão morreram em Auschwitz-Birkenau, uma rede de campos de concentração. Dos 6 milhões de judeus mortos no Holocausto, 1,1 milhão teriam morrido em Auschwitz-Birkenau.

Depois dos judeus, os ciganos são o povo mais sacrificado pelos nazistas. Cerca de 1,5 milhão de ciganos morreram no Holocausto.

No ambiente mais opressivo e aterrorizante criado pelo homem, com o melhor da ciência e requintes de crueldade nunca vistos, há uma revolta em 7 de outubro de 1944. Centenas de prisioneiros judeus que carregam os corpos da câmara de gás para os fornos crematórios explodem com explosivos trazidos por mulheres judias que trabalham numa fábrica de armamentos próxima.

Cerca 450 prisioneiros participam da rebelião e 250 conseguem fugir. Todos capturados e executados, assim como cinco mulheres da fábrica de armas, não antes de serem torturados para confessar detalhes, especialmente como conseguiram contrabandear explosivos para dentro do campo. Nenhuma das mulheres falou.

A execução em massa das crianças romenas e ciganas é parte da vingança nazista contra a revolta.

EUA PEDEM DESCULPAS A MINISTRO AFRICANO

    Em 1957, o presidente Dwight Eisenhower pede desculpas em nome do governo dos Estados Unidos ao ministro das Finanças de Gana, Komla Agbeli Gbedemah, que não é atendido num restaurante na cidade de Dover, no estado de Delaware.

É um dos muitos incidentes com autoridades e diplomatas africanos durante a segregação racial nos EUA. 

VICE DE NIXON RENUNCIA

    Em 1973 um ano antes da renúncia do presidente Richard Nixon por causa do Escândalo da Watergate, Spiro Agnew cai em desgraça por corrupção e se torna o primeiro vice-presidente da história dos Estados Unidos a renunciar. 

As duas denúncias levaram à Casa Branca o presidente da Câmara dos Representantes, Gerald Ford, o único ocupante da Casa Branca não eleito para presidente e vice.

No mesmo dia, Agnew admite a culpa numa acusação de evasão fiscal em troca da retirada de acusações de corrupção. É condenado a três anos com direito a liberdade condicional e multa de US$ 10 mil.

RESGATE DO ACHILLE LAURO

    Em 1985, aviões de caça F-14 da Marinha dos Estados Unidos interceptam um avião de passageiros do Egito que levava quatro terroristas palestinos que haviam sequestrado o navio de cruzeiro italiano Achille Lauro e o obrigam a pousar numa base aérea da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Sigonella, na Sicília.

Os quatro terroristas Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP), um grupo dissidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) tomaram o navio em 7 de outubro com cerca de 80 passageiros e 320 tripulantes a bordo para exigir a libertação de 50 palestinos presos em Israel. Ameaçam explodir o navio e matar os 11 norte-americanos a bordo.

No dia seguinte, o navio chega ao porto de Tartus, na Síria, que se nega a recebê-los. Para aumentar a pressão, os terroristas matam o judeu norte-americano Leon Klinghoffer, de 69 anos, que andava em cadeira de rodas. Jogam o corpo e a cadeira no mar.

O presidente da OLP, Yasser Arafat, condena o sequestro e a OLP se junta às autoridades egípcias para negociar a crise. O Achille Lauro vai então para Porto Said, no Egito, onde os sequestrados entregam os reféns e se rendem em troca de livre passagem para um destino ignorado. Eles embarcam num Boeing 737 da Egypt Air com destino à Tunísia, mas o avião não recebe autorização de pouco e é localizado pelos caças norte-americanos a cerca de 130 quilômetros ao sul da ilha grega de Creta.

Em 10 de julho de 1986, a Justiça da Itália condenou três terroristas a penas de 15 a 30 anos de cadeia. O outro era menor de idade e foi julgado separadamente.

sábado, 11 de maio de 2019

Dois soldados franceses morrem em resgate de reféns na África

Uma operação de resgate de turistas franceses sequestrados por terroristas muçulmanos no Benin, na África, mobilizou 20 soldados especializados em resgate de reféns, drones e helicópteros das Forças Armadas da França no Norte de Burkina Fasso, na África Ocidental. 

Quatro reféns foram libertados, entre eles dois franceses, uma americana e uma sul-coreana, mas dois soldados franceses morreram em ação, noticiou o jornal francês Le Monde. É mais um sinal de que a guerra contra o terrorismo se dá cada vez mais na África.

Laurent Lassimouillas e Patrick Picque faziam um safári no Parque da Pendjari, no Norte do Benin, uma das últimas reservas de vida selvagem na África Ocidental, que fica ao longo da fronteira com Burkina Fasso. Na noite de 1º de maio, eles não voltaram ao acampamento. Dias depois, foi encontrado corpo seviciado de seu guia.

A operação de resgate foi realizada pela força francesa na região Sahel, no Sul do Deserto do Saara, chamada Barkhane e a Força-Tarefa Sabre, com a participação de 20 especialistas do Comando Hubert, uma das sete unidades comandos da Marinha e talvez a tropa de elite mais prestigiada das Forças Armadas da França.

Tudo foi planejado e feito com a cooperação da inteligência militar dos Estados Unidos na região e com o Exército de Burkina Fasso. Desde que os reféns foram sequestrados, os serviços secretos formaram uma rede para obter informações sobre seu paradeiro.

Um oficial francês revelou que os reféns em trânsito em Burkina Fasso. Os terroristas pretendiam levá-los para o Norte do Mali. Em 7 de maio, os franceses foram localizados no Norte de Burkina Fasso. Enquanto o comboio estava em movimento, era impossível agir sem ameaçar a vida dos reféns, explicou o comandante militar da operação.

Na quinta-feira, o comandante de operações especiais viu que os sequestradores haviam parado e pediu a autorização ao presidente Emmanuel Macron para atacar. À noite, Macron deu a ordem.

A decisão foi tomada antes que os reféns fossem entregues a outra grupo terrorista mais poderoso, a katiba Macina ou Frente de Libertação do Macina, uma milícia islamista ligada à rede terrorista Al Caeda que atua no Norte do Mali e teria encomendado o sequestro.

Seu líder, Amadou Koufa, é considerado mais do que um comandante militar. É um guia espiritual, um catalisador das frustrações dos jovens da região. Em janeiro de 2015, ele lançou sua insurreição, que no ano passado causou a morte de cerca de 500 civis.

Em março de 2017, Koufa apareceu ao lado de líderes tuaregues do Mali e da rede Al Caeda no Magreb e Al Mourabitoun, unindo suas forças no Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos. Todos estavam sob o comando de Ag Ghali dentro de Al Caeda no Magreb Islâmico.

Mas, de acordo com o serviço secreto burkinense, o sequestro no Norte do Benin foi realizado pelo Estado Islâmico no Grande Saara. Se for o caso, a Frente Macina, afiliada a Al Caeda, mantém ligações com outros grupos jihadistas como o burkinense Ansaroul Islam e com o Estado Islâmico, concorrente da Caeda.

Sob a noite escura, os comandos franceses avançaram 200 metros a céu aberto e passaram por um sentinela para chegar às quatro barracas do acampamento. Quando estavam a cerca de 10 metros, foram percebidos. Os sequestradores engatilharam suas armas. Mesmo assim, os franceses decidiram não abrir fogo para preservar os reféns.

Neste momento, os soldados Cédric de Pierrepont e Alain Bertoncello foram mortos, cada um em uma barraca. Quatro terroristas foram mortos e dois conseguiram fugir. A presença das duas outras reféns, a americana e a sul-coreana, não era esperada. Elas eram reféns há 28 dias.

O presidente Macron "curva-se com emoção e gravidade diante do sacrifício de nossos dois militares", declarou em nota o Palácio do Eliseu. Em 14 de maio, às 11h em Paris (6h em Brasília), Macron vai presidir uma homenagem aos mortos no Palácio dos Inválidos, onde fica o túmulo de Napoleão Bonaparte.

sábado, 24 de março de 2018

Policial que trocou de lugar com refém morre na França

A França tem um novo herói nacional, um mártir na guerra contra o terrorismo: morreu o policial Arnaud Beltrame, de 44 anos, que trocou de lugar com uma mulher ontem durante sequestro num supermercado da cidade de Trèbes. Além do terrorista, o marroquino Redouane Lakdim, três pessoas morreram no ataque. O policial é a quarta vítima fatal. Outras 15 pessoas saíram feridas.

"Ele deu sua vida para proteger nossos concidadãos. É um "herói caído" e merece "o respeito e a admiração da nação inteira", declarou o presidente Emmanuel Macron. Ele "fez a escolha, com risco para sua vida, de tomar o lugar de reféns detidos no supermercado", disse ontem o procurador-geral François Molins. "Deixou seu telefone ligado sobre uma mesa e assim que percebemos o som dos tiros o GIGN (Grupo de Intervenção da Gendarmeria Nacional) entrou em ação." É o grupo tático da polícia francesa.

Lakdim feriu o motorista e matou um passageiro ao roubar um carro ontem de manhã na cidade vizinha de Carcassonne, capital do departamento de Aude, no Sul da França. De lá, foi para Trèbes, onde invadiu um supermercado e tomou reféns. Beltrame trocou de lugar com uma mulher. Dois reféns e o policial morreram.

"Morreu pela pátria! Jamais a França esquecerá seu heroísmo, sua bravura e seu sacrifício", escreveu no Twitter o ministro do Interior, Gérard Collomb.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Assassinos da ditadura militar pegam prisão perpétua na Argentina

O Tribunal Federal Oral da Argentina condenou há dois dias à prisão perpétua por "crimes contra a humanidade" 29 acusados por sequestros, torturas, assassinatos e os "voos de morte" durante a última ditadura militar (1976-83) a desgraçar o país, entre eles os capitães Alfredo Astiz, o Anjo da Morte, e Jorge Tigre Acosta, noticiaram os jornais Clarín e La Nación.

Foi o terceiro grande processo sobre os crimes cometidos na Escola Superior de Mecânica da Armada (ESMA), a academia militar da Marinha argentina, que se tornou no principal centro de detenção, tortura e desaparecimento de presos políticos durante a guerra suja contra a esquerda. E o mais importante julgamento sobre direitos humanos na Argentina desde a condenação, há 32 anos, das juntas militares que desgovernaram o país de 1976 a 1982 e caíram com a derrota na Guerra das Malvinas.

No processo conhecido como ESMA III ou ESMA unificada, iniciado em 2012, 68 réus foram denunciados por crimes cometidos contra 789 pessoas; 14 morreram neste últimos cinco anos. Além dos 29 condenados à prisão perpétua, seis foram absolvidos e 19 pegaram de 8 a 25 anos de reclusão.

Durante a leitura da sentença, o tribunal situado no bairro do Retiro, no centro histórico de Buenos Aires, ficou dividido entre parentes das vítimas e defensores dos direitos humanos, de um lado, e partidários da ditadura, do outro, cantando o hino argentino e ofendendo jornalistas e ativistas.

O juiz David Obligado pediu aos manifestantes que baixassem faixas e cartas. Chegou a ameaçar evacuar a sala. Eram tantos os delitos que a leitura da sentença levou cinco horas. Só foram lidos os nomes dos réus, as acusações e os vereditos. As razões dos três desembargadores serão apresentadas noutro dia.

Mais de 5 mil presos políticos passaram pela ESMA e apenas centenas saíram com vida. Muitos foram drogados e jogados no mar nos sinistros voos da morte. Entre os sentenciados a passar a vida na cadeia, está o ex-piloto Mario Arru, responsável por alguns daqueles voos. Sua condenação foi das mais festejadas.

Arru estava no voo que jogou no Rio da Prata os sequestrados na Igreja de Santa Cruz, em que estavam a primeira presidente da organização das Mães da Praça de Maio, Azucena Villaflor, e as freiras francesas Alice Dumont e Leonis Duquet. Causou indignação a absolvição de Julio Poch, que morava na Holanda e foi extraditado depois de se gabar de ter participado dos voos da morte.

Talvez a figura mais odiada internacionalmente seja o capitão Alfredo Astiz, mais conhecido como Anjo da Morte, porque era jovem, louro e bonito na época da ditadura. Ele fico tristemente famoso por ter matado com um tiro pelas costas uma jovem sueca-argentina de apenas 17 anos, Dagmar Hagelin. Também foi acusado, entre muitos outros crimes, pelo sequestro e morte das freiras argentinas.

Durante a Guerra das Malvinas (1982), Astiz foi nomeado governador das Ilhas Geórgias do Sul, e se rendeu aos britânicos sem disparar um tiro. Preso, teve pedidos de extradição feitos pela França e a Suécia, mas a primeira-ministra conservadora Margaret Thatcher o entregou à ditadura militar argentina. Amiga do ditador chileno Augusto Pinochet, Thatcher era conivente com caçadores de comunistas.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Piratas da Somália sequestram navio indiano

Os piratas da Somália sequestraram um pequeno navio comercial com bandeira da Índia há dois dias, revelaram hoje fontes do setor de segurança da navegação, citados pela agência de notícias Reuters. O barco saiu de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e foi tomado no mar da região do Chifre da África.

Com seus 12 tripulantes, o navio foi levado para o porto de Eil, situado na região autônoma somaliana da Puntlândia. Os piratas atacam com frequência pequenas embarcações, mas ganham muito pouco com isso em comparação com os resgates que pedem por grandes navios.

Em 14 de março, os piratas somalianos tomaram um petroleiro no primeiro sequestro de um grande navio desde 2012. Sob pressão internacional e ameaça de intervenção militar dos Estados Unidos, o governo da Puntlândia mandou suas forças libertar os reféns e liberar o navio-tanque.

A Somália vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991. Em 1992, o então presidente George H. W. Bush mandou os militares americanos distribuir comida para a população faminta.

No ano seguinte, o presidente Bill Clinton decidiu atacar o senhor da guerra Mohamed Farah Aidid, que dominava a capital Mogadíscio, sem ter força militar suficiente. Pelo menos 18 americanos foram mortos e alguns arrastados pelas ruas como troféus de guerra na Batalha de Mogadíscio, retratada no filme Falcão Negro em Perigo.

Esse fracasso levou Clinton a não intervir durante o genocídio em Ruanda, de abril a junho de 1994, quando pelo menos 800 mil pessoas foram mortas. O ex-presidente considera a omissão diante do genocídio seu maior erro.

Como a Somália continua em estado de anarquia, com um governo reconhecido internacionalmente que só controla uma pequena parte do país e é sustentado por uma força da União Africana, é possível que meninos que Bush salvou da fome estejam hoje pirateando navios no Golfo de Áden, no Mar da Arábia e no Oceano Índico.

terça-feira, 14 de março de 2017

Nigéria anuncia libertação de 455 reféns do Boko Haram

O Exército da Nigéria, o país mais populoso da África, anunciou hoje ter destruído uma base da milícia extremista muçulmana Boko Haram e libertado 455 pessoas sequestradas pelo grupo terrorista, informou o jornal nigeriano The Daily Post. 

A grande operação de varredura visa a acabar com os últimos redutos da milícia no estado de Borno. Atingiu as regiões de Artano, Saduguma, Duve, Bordo, Kala, Bok, Magan, Misherde, Ahisari,
Gilgil, Mika, Hiwa, Kala Balge, Kutila e Shirawa.

Em Kutila, os jihadistas atacaram os soldados em aproximação, declarou o porta-voz do Exército, Sani Usman: "As tropas responderam, neutralizaram os terroristas do Boko Haram e os expulsaram da área. Vários feridos escaparam pela floresta densa."

Os reféns libertados foram para um campo de pessoas deslocadas internamente pela guerra civil na Nigéria, país-líder da África Ocidental.

Pelo menos 15 mil pessoas foram mortas desde 2009 pela guerra civil deflagrada pela adesão do Boko Haram à luta armada para impor a lei islâmica na África Ocidental a partir do empobrecido Nordeste da Nigéria. É a organização terrorista não governamental que mais mata no mundo hoje depois do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Em março de 2015, o líder do Boko Haram, que significa "repúdio à educação ocidental", Abubakar Shekau, declarou lealdade ao Estado Islâmico. Desde então, o Boko Haram é a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, mas há pouca colaboração operacional entre as duas milícias.

sábado, 1 de outubro de 2016

ELN liberta refém na Colômbia

O Exército de Libertação Nacional (ELN), segundo maior grupo guerrilheiro da Colômbia, libertou ontem um refém na zona rural do departamento de Arauca, noticiou a Rádio Santa Fé.

A libertação de todos os reféns e o fim dos sequestros são exigências do governo colombiano para o começo de negociações formais de paz com o ELN. As duas partes concordaram em iniciar um processo de paz em março. Os sequestros eram um obstáculo.

Agora, a expectativa é que as negociações, a serem realizadas no vizinho Equador, comecem em breve.

Neste domingo, o eleitorado colombiano decide em referendo se aceita o acordo de paz negociado entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Mesmo se as FARC e o ELN abandonarem a luta armada, a violência e a criminalidade devem persistir em algumas zonas rurais da Colômbia.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Navio-tanque da Malásia é sequestrado na Indonésia

Um navio petroleiro da Malásia com 900 mil litros de óleo diesel foi sequestrado e levado para perto da ilha de Batam, na Indonésia, noticiou a televisão pública britânica BBC citando como fonte a polícia marítima malasiana.

O valor da carga a bordo do do navio-tanque Vier Harmoni foi estimado em US$ 392 mil (R$ 1,257 milhão).

Com o rápido desenvolvimento da Ásia, o Sudeste Asiático tornou-se uma das principais rotas do comércio internacional. O Estreito de Málaca é uma região muito perigosa por causa dos piratas, embora nos últimos anos as regiões mais problemas tenham sido as costas da Nigéria, no Golfo da Guiné, e da Somália, no Oceano Índico.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Polícia invade restaurante em Bangladesh

Cerca de cem soldados do Exército de Bangladesh participaram há pouco do ataque a um restaurante, café e padaria onde terroristas mantinham reféns há várias horas. Houve intensa troca de tiros e depois silêncio. 

O governo de Bangladesh não divulgou o resultado da operação, mas o governo do Japão disse que 12 reféns foram resgatados citando como fonte autoridades bengalesas. Cinco terroristas foram mortos e um preso. A operação ainda não terminou porque a polícia suspeita que há dois terroristas soltos.

Mais cedo, quando a polícia cercou o local, os terroristas reagiram matando dois policiais. O restaurante estava cheio no início da noite, quando os muçulmanos quebram o jejum que são obrigados a manter durante o dia no mês sagrado do Ramadã.

O restaurante fica num bairro nobre de Daca, a capital de Bangladesh, onde há várias embaixadas e residências de estrangeiros. Vários reféns seriam estrangeiros.

Na Internet, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do atentado, mas o Departamento da Defesa dos Estados Unidos também suspeita de grupos ligados à rede terrorista Al Caeda.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Estado Islâmico sequestra centenas de civis curdos em Manbij

Sob pressão de uma ofensiva das Forças Democráticas da Síria para retomar a cidade de Manbij, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante sequestrou cerca de 900 de civis curdos na província de Alepo, no Norte de Síria, informou a agência Associated Press, citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

De acordo com relatos colhidos pelo Estado Islâmico, os sequestros ocorreram nas últimas três semanas em áreas sob o controle da milícia nos arredores de Manbij. Os reféns estão sendo forçados a cavar trincheiras e erguer defesas para o grupo, assediado por guerrilheiros árabes e curdos apoiados pelos Estados Unidos.

Mais de 20 reféns foram mortos por se recusar a cumprir as ordens dos terroristas, declarou um ativista curdo. A queda de Manbij vai cortar a linha de suprimento entre Rakka, a capital do Estado Islâmico, e a Turquia, por onde entram armas, suprimentos e voluntários.

sábado, 28 de maio de 2016

ELN liberta três jornalistas na Colômbia

Três repórteres detidos pelo Exército de Libertação Nacional (ELN) no departamento do Norte de Santander, na Colômbia, foram libertados hoje, informou a agência Reuters. 

Na véspera, o presidente Juan Manuel Santos advertiu que as negociações com o segundo maior grupo guerrilheiro colombiano não começariam antes de todos os reféns serem libertados.

O ELN declarou que deteve a jornalista espanhola Salud Hernández Mora durante seis dias por "rotina de segurança". Quatro dias depois, sequestrou também os jornalistas colombianos Diego D'Pablo e Carlos Melo, da rede de rádio e televisão RCN.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) estão em fase final de negociações com o governo colombiano em Havana, a capital de Cuba. O presidente Santos tem a preocupação de fazer um acordo de paz também com o ELN para evitar que guerrilheiros desmobilizados pelas FARC se unam ao outro grupo.

De qualquer forma, como em outros processos de paz, é provável que muitos ex-rebeldes não se adaptem à vida civil e entrem para o crime organizado, o contrabando e o tráfico de drogas e recursos naturais.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Extremistas muçulmanos matam refém canadense nas Filipinas

Rebeldes muçulmanos do grupo Abu Sayyaf (Portador da Espada) mataram um canadense sequestrado em setembro de 2015 no Sul das Filipinas, revelou hoje o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau. A cabeça de John Ridsdel foi encontrada numa rua da remota ilha de Jolo horas depois do prazo final do ultimato dos rebeldes.

Os sequestradores exigiam dinheiro para libertar Ridsdel, mas o governo canadense adota uma política de não pagar resgate a terroristas. Trudeau descreveu a morte como um "assassinato a sangue frio".

As Filipinas são um país majoritariamente católico, mas os muçulmanos são maioria em algumas áreas do Sul, onde travam uma longa guerra civil em que 140 mil pessoas foram mortas nos últimos 40 anos.

Em 2014, o governo assinou um tratado de paz com a Frente Moro de Libertação Islâmica, mas o Congresso acaba de adiar a aprovação final da Lei Básica de Bangsamoro, um aspecto central do acordo, que daria aos rebeldes a oportunidade de criar um governo autônomo em parte das ilhas de Mindanau.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Estado Islâmico sequestra centenas de trabalhadores na Síria

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante sequestrou pelo menos 200 trabalhadores de uma fábrica de cimento perto de Damasco, a capital da Síria, disseram os diretores da empresa e moradores da região, citados pela televisão pública britânica BBC.

Os terroristas atacaram em 4 de abril o dormitório da fábrica Badiyah, nos arredores da cidade de Dumair, a 40 quilômetros a leste de Damasco. Desde então, nenhum refém entrou em contato com diretores da companhia, parentes ou moradores.

Sob pressão em várias frentes, o califado do Estado Islâmico perde território. Na Síria, o governo retomou Palmira e outras regiões da província de Homs com o apoio da Força Aérea da Rússia, e outros grupos rebeldes, principalmente os curdos, tomaram cidades do Norte do país, junto à fronteira da Turquia.

No Iraque, o Exército avança lenta mas decididamente em direção a Mossul.  Sem grandes sucessos no campo de batalha há quase um ano, a milícia apela cada vez mais para atos terroristas.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Estado Islâmico sequestra 400 civis em Deir el-Zur

Milicianos da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante sequestraram ontem pelo menos 400 civis num ataque a áreas dominadas pela ditadura de Bachar Assad na cidade de Deir el-Zur, no Leste da Síria, noticiou hoje a agência Reuters citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil no país.

Capital da província de mesmo nome, Deir el-Zur é um ponto de ligação entre os territórios controlados pelo Estado Islâmico no Iraque e a cidade síria de Rakka, declarada capital do califado proclamado em 29 de junho de 2014 pelo líder supremo do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, o Califa Ibrahim. Os reféns teriam sido levados para Rakka.

A agência de notícias oficial síria SANA anunciou a morte de pelo menos 300 pessoas nos combates, mas não falou em sequestro. O governo sírio condenou as mortes. O Estado Islâmico já massacrou vários milhares de inimigos e civis capturados.

Sob a liderança dos Estados Unidos e da Rússia, as Nações Unidas pretendem iniciar negociações de paz a partir de 25 de janeiro entre o regime e alguns grupos rebeldes, mas não o Estado Islâmico, que se nega a negociar.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

EUA bombardeiam braço da rede terrorista Al Caeda na Síria

A coalizão aérea liderada pelos Estados Unidos bombardeou hoje bases da Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil da Síria, perto da cidade de Alepo, no Norte do país, informou a agência Reuters.

Os EUA negaram ontem que o ataque tenha sido uma retaliação aos jihadistas, que teriam sequestrado rebeldes moderados treinados por militares americanos. Horas antes, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora o conflito, dissera que pelo menos oito rebeldes tinham sido sequestrados.

De acordo com o Departamento da Defesa dos EUA, nenhum dos 54 graduados no programa de treinamento conhecido como Nova Força Síria foi capturado.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Tunísia fecha consulado na capital da Líbia

Depois do sequestro de 10 diplomatas e funcionários consuladores em 12 de junho de 2015, a Tunísia anunciou hoje o fechamento do consulado em Trípoli, a capital da Líbia, noticiou hoje a agência Reuters. Todos os reféns foram libertados.

O governo tunisiano não comentou as condições da libertação dos reféns. A soltura coincide com uma decisão da Justiça da Tunísia de extraditar um cidadão líbio acusado de sequestro e terrorismo.

Desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011, a Líbia vive em estado de anarquia. Hoje, dois governos paralelos disputam o poder. Um deles, formado por milícias jihadistas, domina a capital desde o ano passado.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Egito condena presidente deposto a 20 anos de prisão

O único presidente eleito democraticamente da história do Egito, Mohamed Mursi, deposto por um golpe militar em 3 de julho de 2013, foi condenado hoje a 20 anos de prisão por sequestro, tortura e incitação à violência na repressão aos protestos contra seu governo em 2012.

Desde dezembro de 2013, seu movimento político, a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico do mundo, é considerado terrorista pela Justiça egípcia. Centenas de militantes foram condenados, inclusive o supremo líder espiritual do grupo, Mohamed Badie, sentenciado à pena de morte. Ainda cabem recursos no seu caso e no de Mursi.

O ex-presidente e outros três partidários da Irmandade estavam numa cela instalada dentro do tribunal. Quando ouviram a sentença, transmitida ao vivo pela televisão, os três gritaram: "Alá é grande!"

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Turquia bloqueia redes sociais para censurar imagens da morte de procurador

O governo da Turquia bloqueou o acesso ao Facebook, Twitter e YouTube durante oito horas para pressionar esses gigantes da Internet a tirar da rede as imagens do sequestro e assassinato do procurador Mehmet Selim Kiraz, cometido há uma semana por um grupo terrorista de esquerda, o Partido Frente Popular de Libertação, noticiou o jornal turco Hürriyet.

Uma decisão do juiz Bekir Altun, da 1ª Vara Criminal de Istambul, autorizou o governo a bloquear 166 sítios de Internet que reproduziram as fotos, a pedido do procurador-chefe do Escritório de Investigações sobre o Crime Organizado e o Terrorismo. Além das redes sociais, foram censurados meios de comunicação da Turquia.

O porta-voz do presidente Recep Tayyip Erdogan, Ibrahim Kalin, justificou a medida alegando que "estavam fazendo propaganda terrorista".

Quando as empresas atenderam à determinação da Justiça, na tarde desta segunda-feira, o bloqueio das redes sociais foi suspenso na Turquia, informou Tayfun Acarer, diretor da Autoridade de Tecnologias de Telecomunicações e Informação, o órgão regulador.

A Turquia vive um momento de violência antes das eleições parlamentares de 7 de junho de 2015. No sábado, o ônibus do clube de futebol Fenerbahçe foi atingido por um tiro que feriu gravemente o motorista. O campeonato nacional foi suspenso por uma semana.

O procurador investigava a atuação na polícia na morte do jovem adolescente Berkin Elvan durante os protestos contra o governo no Parque Guézi, em Istambul, em 2013.

As próximas eleições parlamentares turcas são especialmente singulares. Depois de três mandatos como primeiro-ministro, de 2003 a 2014, não podendo mais ser reeleito chefe de governo por limitação constitucional, Recep Tayyip Erdogan foi eleito presidente no ano passado. Ele quer aumentar os poderes da Presidência para continuar mandando na Turquia.

Para fazer uma reforma constitucional sozinho, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento, islamita moderado, precisa eleger 367 dos 550 deputados da Assembleia Nacional da Turquia. Se quiser fazer a mudança por referendo, o partido do governo precisa de 330 deputados.

Já o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu, do mesmo partido, precisa apenas de maioria simples, de 276 deputados, para continuar mandando no país, que vai manter o sistema parlamentarista se Erdogan não conseguir emendar a Constituição.

terça-feira, 31 de março de 2015

Procurador morre em sequestro em tribunal da Turquia

Dois suspeitos de pertencer a um grupo armado de extrema esquerda e um procurador tomado como refém morreram hoje quando as forças de segurança da Turquia atacaram um tribunal em Istambul, a maior cidade do país, noticiou o jornal turco Hurriyet. Os sequestradores morreram no local e o procurador Mehmet Selim Kiraz, no hospital.

Os rebeldes do Partido Frente Popular de Libertação divulgaram uma foto do procurador sob a mira de um revólver. Como além de tiros houve explosões no assalto da polícia de choque, acredita-se que os agentes tenham usado explosivos.

"Negociamos durante seis horas", alegou o chefe de polícia de Istambul, Selami Altinok. "As forças de segurança entraram em ação depois de serem ouvidos tiros enquanto os terroristas negociavam por telefone."

O presidente Recep Tayyip Erdogan elogiou as forças de segurança e disse que o procurador foi baleado cinco vezes, três delas na cabeça. Kiraz estava encarregado do processo sobre a morte de Berkin Elvan, um dos ativistas que ocuparam o Parque Guézi, em 2013, para defender uma das últimas áreas verdes do centro da cidade.

A organização de extrema esquerda exigia uma confissão pública dos oficiais suspeitos da morte de Elvan, seu julgamento num "tribunal popular" e a libertação de todos os presos nas manifestações de protestos e em memória do jovem morto.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Estado Islâmico degola jornalista japonês

Seis dias depois de matar seu primeiro refém japonês, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante divulgou um vídeo sábado à noite na Internet mostrando a execução do jornalista Kenji Goto. Mais uma vez, o algoz foi um militante com forte sotaque britânico já apelidado de Jihadi John.

"Abe, por causa de sua decisão tola de tomar parte numa guerra que não pode vencer, esta faca não vai decapitar apenas Kenji, vai massacrar seu povo onde ele estiver. O pesadelo do Japão está só começando", proclamou o carrasco.

O primeiro-ministro Shinzo Abe condenou o "ato de terrorismo ignóbil e horrível". Ele jurou que o Japão "não vai perdoar nunca" e dará um combate sem tréguas a "um terrorismo inaceitável": "Quando penso na dor da família, fico sem palavras. O governo fez o máximo que podia para obter sua libertação. Estamos tomados pela mais profunda dor."

Na semana passada, o Estado Islâmico exigiu a libertação da terrorista iraquiana Sajida al-Richawi para não executar Goto e o piloto jordaniano Muath Kasseasbeh. O prazo fatal era quinta-feira ao entardecer na Síria.

O governo da Jordânia exigiu provas de que o piloto está vivo. Como o vídeo anunciando a degola de Kenji Goto não fez referência ao piloto, as autoridades jordanianas ficaram em silêncio depois da morte do japonês.