A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante sofreu hoje dois golpes que tiram do mapa o califado proclamado em junho de 2014, depois da tomada de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana.
O Exército da Síria e milícias aliadas conquistaram Deir el-Zur, a última cidade grande em poder do grupo, enquanto forças do Iraque tomavam o posto de fronteira de Hussaibá, informou o jornal britânico The Guardian.
"As Forças Armadas restauraram a estabilidade e a segurança em Deir el-Zur", anunciou um porta-voz militar sírio na televisão estatal. "Deir el-Zur representa a fase final da completa eliminação do Daech", a maneira pejorativa de se referir ao Estado Islâmico em árabe.
A cidade, acrescentou, "era o quartel-general da liderança da organização. Perdendo-o, eles perdem a capacidade de dirigir operações terroristas."
Deir el-Zur é a sétima maior cidade síria, a maior do Leste do país e o centro da principal região produtora de petróleo da Síria. Seca assim também uma fonte de recursos para o Estado Islâmico. Agora, Abu Kamal, do lado sírio da fronteira, é a única cidade com alguma importância ainda dominada pelo EI.
No seu auge, o califado controlava uma área do tamanho da Grã-Bretanha, com cerca de 8 milhões de pessoas. Em outubro, caiu sua capital, Rakka, na Síria. À medida que são liberadas desse reino do terror, suas vítimas revelam histórias macabras.
Com a intervenção militar da Rússia e sua poderosa Força Aérea, a partir de 30 de setembro de 2015, a ditadura de Bachar Assad retomou a iniciativa na guerra civil iniciada em março de 2011. Hoje, controla a maior parte do país.
Uma exceção é uma faixa na fronteira norte com a Turquia onde as Forças Democráticas Sírias, uma milícia majoritariamente curda apoiada pelos EUA. Com o colapso do Estado Islâmico, em breve estas forças vão se encontrar.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 3 de novembro de 2017
terça-feira, 26 de setembro de 2017
Estado Islâmico mata general da Rússia na guerra civil da Síria
O comandante do 5º Exército do comando oriental das Forças Armadas da Rússia, general de divisão Valery Assapov, foi morto por um ataque de morteiros da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante perto de Deir el-Zur, na Síria, informou em Moscou o Ministério da Defesa russo.
Em nota, o ministério revelou ontem que o general "estava um posto de comando das tropas sírias, assessorando os comandantes sírios na operação para libertar Deir el-Zur". De acordo com a agência estatal Tass, "como resultado de um bombardeio de morteiros do Estado Islâmico, Assapov foi mortalmente ferido."
Assapov é o oficial russo de mais alta patente morto na guerra civil da Síria. No início do mês, dois mercenários russos foram mortos em Deir el-Zur, para onde avançam as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda financiada e armada pelos Estados Unidos. No sábado, as FDS tomaram um campo de gás natural na região.
Sob o pretexto de combater o terrorismo, a Rússia interveio na guerra civil da Síria a partir de 30 de setembro de 2015 em apoio ao ditador Bachar Assad e conseguiu evitar sua derrota.
Em nota, o ministério revelou ontem que o general "estava um posto de comando das tropas sírias, assessorando os comandantes sírios na operação para libertar Deir el-Zur". De acordo com a agência estatal Tass, "como resultado de um bombardeio de morteiros do Estado Islâmico, Assapov foi mortalmente ferido."
Assapov é o oficial russo de mais alta patente morto na guerra civil da Síria. No início do mês, dois mercenários russos foram mortos em Deir el-Zur, para onde avançam as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda financiada e armada pelos Estados Unidos. No sábado, as FDS tomaram um campo de gás natural na região.
Sob o pretexto de combater o terrorismo, a Rússia interveio na guerra civil da Síria a partir de 30 de setembro de 2015 em apoio ao ditador Bachar Assad e conseguiu evitar sua derrota.
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Mais de 160 mortes em 24 horas ameaçam frágil trégua na Síria
Mais de 160 pessoas foram mortas em 24 horas entre sábado e domingo em combates e bombardeios, ameaçando o frágil cessar-fogo em vigor há uma semana na guerra civil da Síria, alertou ontem o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental com sede em Londres que monitora o conflito no país.
Só o ataque aéreo dos Estados Unidos e da Austrália contra Deir el-Zur matou "por erro" cerca de 90 soldados do Exército da Síria. Foi aproveitado pela Rússia e pela ditadura de Bachar Assad para acusar os EUA de fazer o jogo da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Um bombardeio aéreo da Rússia matou pelo menos 38 milicianos do Estado Islâmico perto do aeroporto de Deir el-Zur. O Estado Islâmico está excluído da trégua. Os EUA e a Austrália alegam que estavam atacando os jihadistas quando atingiram por engano os soldados sírios.
A trégua reduziu o nível de violência, mas as violações e a troca de acusações entre EUA e Rússia numa reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas ameaçam o cessar-fogo.
Em outra violação, há uma semana, um comboio de 20 caminhões com ajuda humanitária aguarda na fronteira da Turquia autorização do regime sírio para entrar no país. A ditadura de Assad quer controlar a distribuição de ajuda a áreas dominadas pelos rebeldes como arma de guerra.
Só o ataque aéreo dos Estados Unidos e da Austrália contra Deir el-Zur matou "por erro" cerca de 90 soldados do Exército da Síria. Foi aproveitado pela Rússia e pela ditadura de Bachar Assad para acusar os EUA de fazer o jogo da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Um bombardeio aéreo da Rússia matou pelo menos 38 milicianos do Estado Islâmico perto do aeroporto de Deir el-Zur. O Estado Islâmico está excluído da trégua. Os EUA e a Austrália alegam que estavam atacando os jihadistas quando atingiram por engano os soldados sírios.
A trégua reduziu o nível de violência, mas as violações e a troca de acusações entre EUA e Rússia numa reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas ameaçam o cessar-fogo.
Em outra violação, há uma semana, um comboio de 20 caminhões com ajuda humanitária aguarda na fronteira da Turquia autorização do regime sírio para entrar no país. A ditadura de Assad quer controlar a distribuição de ajuda a áreas dominadas pelos rebeldes como arma de guerra.
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sábado, 17 de setembro de 2016
Bombardeio dos EUA mata 90 soldados sírios "por engano"
A coalizão aérea liderada pelos Estados Unidos matou hoje 90 soldados do Exército da Síria em quatro ataques perto da cidade de Deir el-Zur na Síria, anunciou em Moscou o Ministério da Defesa da Rússia, citado pela agência de notícias russa Interfax.
Em comunicado, o Comando Militar Central dos EUA alegou que o bombardeio era à milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante e não tinha a intenção de matar os soldados sírios: "O ataque aéreo da coalizão foi suspenso imediatamente quando oficiais da coalizão foram informados por oficiais russos de que é possível que os veículos e soldados alvejados fossem parte das Forças Armadas da Síria."
A Rússia afirmou que os soldados sírios estavam cercados pelo Estado Islâmico, assim, "os bombardeios abriram o caminho para o ataque dos terroristas" a uma colina próxima.
O Ministério da Defesa russo acusou os EUA de se recusarem a coordenar suas operações aéreas com a Rússia e declarou que os ataques são "provas conclusivas do apoio dos EUA e seus aliados ao Estado Islâmico e outras organizações terroristas".
Desde agosto de 2014, os EUA bombardeiam o Estado Islâmico no Iraque e na Síria à frente de uma coalizão que hoje tem mais de 60 países. Em 30 de setembro de 2015, a Força Aérea da Rússia entrou na guerra civil da Síria ao lado da ditadura de Bachar Assad.
Há uma frágil trégua em vigor desde segunda-feira depois de mais de 300 mil mortes na guerra civil síria. O cessar-fogo negociado pelos EUA e a Rússia autoriza o ataque a duas milícias terroristas: o Estado Islâmico e a Frente de Luta do Levante, a antiga Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda no conflito na Síria.
O problema é que o ditador Bachar Assad, o maior terrorista nesta guerra, chama de terroristas todos os grupos rebeldes numa tentativa de desqualificá-los. Ao se alinhar com o discurso do regime, a Rússia enquadra os rebeldes apoiados pelos EUA, a Europa e outros países muçulmanos como terroristas, o que autoriza a reiniciar os ataques.
Se a trégua se sustentar por uma semana, os EUA e a Rússia prometem retomar as negociações de paz, mas é evidente que Assad não está disposto a fazer qualquer concessão. Os EUA aceitaram que ele fique no poder durante um "período de transição" ao fim do qual haverá uma eleição presidencial em que Assad será candidato.
Em Moscou, o presidente Vladimir Putin disse que os grupos rebeldes aproveitaram o cessar-fogo para se reagrupar. O homem-forte do Kremlin acusou os EUA de estarem mais preocupados em manter a capacidade militar dos rebeldes do que em separar rebeldes moderados de extremistas, um dos objetivos da trégua.
Um objetivo central era permitir o acesso de ajuda humanitária a áreas rebeldes sitiadas por forças leais ao regime. Há um comboio de 20 caminhões parado há dias na fronteira com a Turquia à espera de garantias do governo sírio, que insiste em controlar a distribuição para usar a ajuda humanitária como arma de guerra.
Em comunicado, o Comando Militar Central dos EUA alegou que o bombardeio era à milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante e não tinha a intenção de matar os soldados sírios: "O ataque aéreo da coalizão foi suspenso imediatamente quando oficiais da coalizão foram informados por oficiais russos de que é possível que os veículos e soldados alvejados fossem parte das Forças Armadas da Síria."
A Rússia afirmou que os soldados sírios estavam cercados pelo Estado Islâmico, assim, "os bombardeios abriram o caminho para o ataque dos terroristas" a uma colina próxima.
O Ministério da Defesa russo acusou os EUA de se recusarem a coordenar suas operações aéreas com a Rússia e declarou que os ataques são "provas conclusivas do apoio dos EUA e seus aliados ao Estado Islâmico e outras organizações terroristas".
Desde agosto de 2014, os EUA bombardeiam o Estado Islâmico no Iraque e na Síria à frente de uma coalizão que hoje tem mais de 60 países. Em 30 de setembro de 2015, a Força Aérea da Rússia entrou na guerra civil da Síria ao lado da ditadura de Bachar Assad.
Há uma frágil trégua em vigor desde segunda-feira depois de mais de 300 mil mortes na guerra civil síria. O cessar-fogo negociado pelos EUA e a Rússia autoriza o ataque a duas milícias terroristas: o Estado Islâmico e a Frente de Luta do Levante, a antiga Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda no conflito na Síria.
O problema é que o ditador Bachar Assad, o maior terrorista nesta guerra, chama de terroristas todos os grupos rebeldes numa tentativa de desqualificá-los. Ao se alinhar com o discurso do regime, a Rússia enquadra os rebeldes apoiados pelos EUA, a Europa e outros países muçulmanos como terroristas, o que autoriza a reiniciar os ataques.
Se a trégua se sustentar por uma semana, os EUA e a Rússia prometem retomar as negociações de paz, mas é evidente que Assad não está disposto a fazer qualquer concessão. Os EUA aceitaram que ele fique no poder durante um "período de transição" ao fim do qual haverá uma eleição presidencial em que Assad será candidato.
Em Moscou, o presidente Vladimir Putin disse que os grupos rebeldes aproveitaram o cessar-fogo para se reagrupar. O homem-forte do Kremlin acusou os EUA de estarem mais preocupados em manter a capacidade militar dos rebeldes do que em separar rebeldes moderados de extremistas, um dos objetivos da trégua.
Um objetivo central era permitir o acesso de ajuda humanitária a áreas rebeldes sitiadas por forças leais ao regime. Há um comboio de 20 caminhões parado há dias na fronteira com a Turquia à espera de garantias do governo sírio, que insiste em controlar a distribuição para usar a ajuda humanitária como arma de guerra.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Estado Islâmico derruba avião de guerra da Síria
A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante derrubou hoje um avião de guerra da Síria perto da cidade de Deir el-Zur, noticiou a agência Reuters citando como fontes o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que monitora a guerra civil no país, e a agência de notícias dos jihadistas.
O avião foi abatido a cerca de cinco quilômetros do aeroporto militar de Deir el-Zur. Um vídeo da Amaq, a agência de notícias do Estado Islâmico na Internet mostra os destroços de um avião pegando fogo e um cadáver que seria do piloto.
Ainda não se sabe como o avião foi derrubado. O Estado Islâmico controla a maioria da província de Deir el-Zur. Embora esteja perdendo territórios na Síria e no Iraque, a milícia ainda é muito perigosa.
Em três anos, o Estado Islâmico passou de braço da rede Al Caeda na guerra civil do Iraque à maior organização terrorista não estatal da história. Depois de tomar Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, em 10 de junho de 2014, seu líder Abu Baker al-Baghdadi proclamou um califado de jurisdição universal em 29 de junho daquele ano.
Naquela época, o califado tinha uma área do tamanho da Grã-Bretanha onde viviam cerca de 8 milhões de pessoas. Ia da província de Diala, no Leste do Iraque, à província de de Alepo, no Norte da Síria, ignorando as fronteiras estabelecidas pelas potências ocidentais no Oriente Médio depois da derrocada do Império Otomano (turco) no fim da Primeira Guerra Mundial.
Essa rápida expansão, a perseguição às minorias e as execuções de reféns ocidentais diante das câmeras, logo divulgadas pela Internet, levaram a uma nova intervenção militar dos Estados Unidos e seus aliados ocidentais e árabes no Iraque e depois na Síria.
Desde 30 de setembro do ano passado, a Rússia intervém militarmente na guerra civil síria a pretexto de combater o Estado Islâmico, embora na prática ataque muito mais os grupos rebeldes apoiados pelo Ocidente.
A Turquia também entrou na guerra contra o Estado Islâmico por ser alvo de vários atentados terroristas depois de ser tolerante a conivente com o tráfico de armas, a passagem de voluntários e o contrabando de petróleo através de sua fronteira.
Hoje o Estado Islâmico controla apenas enclaves isolados na Síria, na província de Alepo, em Deir el-Zur e em Rakka, considerada a capital do califado, e áreas desérticas. Sem condições de sustentar os territórios conquistas, recorre cada vez mais a táticas de guerrilha e ao terrorismo.
O avião foi abatido a cerca de cinco quilômetros do aeroporto militar de Deir el-Zur. Um vídeo da Amaq, a agência de notícias do Estado Islâmico na Internet mostra os destroços de um avião pegando fogo e um cadáver que seria do piloto.
Ainda não se sabe como o avião foi derrubado. O Estado Islâmico controla a maioria da província de Deir el-Zur. Embora esteja perdendo territórios na Síria e no Iraque, a milícia ainda é muito perigosa.
Em três anos, o Estado Islâmico passou de braço da rede Al Caeda na guerra civil do Iraque à maior organização terrorista não estatal da história. Depois de tomar Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, em 10 de junho de 2014, seu líder Abu Baker al-Baghdadi proclamou um califado de jurisdição universal em 29 de junho daquele ano.
Naquela época, o califado tinha uma área do tamanho da Grã-Bretanha onde viviam cerca de 8 milhões de pessoas. Ia da província de Diala, no Leste do Iraque, à província de de Alepo, no Norte da Síria, ignorando as fronteiras estabelecidas pelas potências ocidentais no Oriente Médio depois da derrocada do Império Otomano (turco) no fim da Primeira Guerra Mundial.
Essa rápida expansão, a perseguição às minorias e as execuções de reféns ocidentais diante das câmeras, logo divulgadas pela Internet, levaram a uma nova intervenção militar dos Estados Unidos e seus aliados ocidentais e árabes no Iraque e depois na Síria.
Desde 30 de setembro do ano passado, a Rússia intervém militarmente na guerra civil síria a pretexto de combater o Estado Islâmico, embora na prática ataque muito mais os grupos rebeldes apoiados pelo Ocidente.
A Turquia também entrou na guerra contra o Estado Islâmico por ser alvo de vários atentados terroristas depois de ser tolerante a conivente com o tráfico de armas, a passagem de voluntários e o contrabando de petróleo através de sua fronteira.
Hoje o Estado Islâmico controla apenas enclaves isolados na Síria, na província de Alepo, em Deir el-Zur e em Rakka, considerada a capital do califado, e áreas desérticas. Sem condições de sustentar os territórios conquistas, recorre cada vez mais a táticas de guerrilha e ao terrorismo.
terça-feira, 14 de junho de 2016
Hesbolá envia reforços à Síria
Depois de uma reunião em Teerã dos ministros da Defesa da Rússia, da Síria e do Irã em 9 de junho de 2016, a milícia extremista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) enviou centenas de combatentes para a Síria, noticiou hoje o jornal saudita Asharq Al-Awsat. O boletim de notícias Lebanon 24 fala em mais de mil.
O destino dos reforços ainda é incerto. Analistas estratégicos acreditam que possam ir para Deir el-Zur, no Leste da Síria, somar-se à ofensiva contra Rakka, a autodeclarada capital do Estado Islâmico do Iraque e do Levante ou entrar na Batalha de Alepo, que era o principal centro econômico do país antes da guerra civil na Síria.
Uma grande parte dos reforços faz parte da tropa de elite al-Rezwan, a força de intervenção rápida do Hesbolá, formada principalmente por milicianos dos bairros xiitas do Sul de Beirute e do Vale do Becá, no Líbano.
A reunião em Teerã visou a coordenar as forças que apoiam a ditadura de Bachar Assad, que não mostra disposição para fazer concessões na mesa de negociações e busca uma vitória militar no conflito.
O destino dos reforços ainda é incerto. Analistas estratégicos acreditam que possam ir para Deir el-Zur, no Leste da Síria, somar-se à ofensiva contra Rakka, a autodeclarada capital do Estado Islâmico do Iraque e do Levante ou entrar na Batalha de Alepo, que era o principal centro econômico do país antes da guerra civil na Síria.
Uma grande parte dos reforços faz parte da tropa de elite al-Rezwan, a força de intervenção rápida do Hesbolá, formada principalmente por milicianos dos bairros xiitas do Sul de Beirute e do Vale do Becá, no Líbano.
A reunião em Teerã visou a coordenar as forças que apoiam a ditadura de Bachar Assad, que não mostra disposição para fazer concessões na mesa de negociações e busca uma vitória militar no conflito.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Deserções em massa ameaçam Estado Islâmico na Síria
Com relatos de luta interna pelo poder e derrotas no campo
de batalha, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante está adotando medidas extremas para conter as
deserções, extremas mesmo para o EI.
Centenas de milicianos foram
executados, inclusive com métodos brutais como ser queimado vivo ou congelado
até a morte, denunciam Mara
Revkin & Ahmad Mhidi, pesquisadores da revista Foreign Affairs, em artigo publicado ontem.
O ensaio se baseia em entrevistas feitas com sírios que abandonaram a organização terrorista decepcionados com o fracasso do sonho de criar um Califado onde o islamismo seria aplicado de maneira rigorosa. Eles viram o Estado Islâmico executar amigos e amigos de infância morrerem no campo de batalha.
Alguns aderiram a outros grupos porque seu objetivo maior era lutar contra a ditadura de Bachar Assad.
Os autores investigam os motivos dos jovens para aderir ao Estado Islâmico:
1. Verdadeiros fiéis que acreditam num califado
ideologicamente puro
2.
Criminosos procurados e inimigos capturados não
têm alternativa.
3.
Razões econômicas: com a guerra civil, o
desemprego na Síria é o maior no mundo árabe. Os combatentes do EI ganham a
partir de US$ 400/mês
4.
O grande inimigo é o regime de Assad e o EI a
maior esperança de derrotá-lo.
5.
Oportunistas interessados em maximizar riqueza e
poder.
Também levantam as razões para abandonar o Estado Islâmico:
1.
Sensação de que o Estado Islâmico está perdendo
e fica mais fraco a cada dia.
2.
O EI é tão despótico quanto o regime de Assad e
outras ditaduras do Oriente Médio: tortura, censura, execuções sumárias e total
controle da sociedade civil.
3.
Para impor a verdadeira justiça, o EI prometia
combater o favoritismo e a corrupção. Na prática, quem tem ligação com a cúpula
recebe tratamento preferencial e não sofre punição por atos considerados de má
conduta como fumar ou usar drogas ilegais. Os voluntários estrangeiros ganham
mais e têm privilégios em relação a sírios e iraquianos, que cumprem as tarefas
mais difíceis e arriscadas na linha de frente.
4.
Sírios estão desertando para não serem enviados
para campos de batalha no Iraque e na Líbia, já que entraram na guerra civil
para derrubar Bachar Assad.
5.
Alguns voluntários sírios se negaram a atacar o
Exército da Síria Livre alegando que o inimigo é o regime sírio.
Em resposta à deserção dos combatentes, o Estado Islâmico estaria recrutando cada vez mais crianças e menores como soldados, os “filhotes do Califado”. Um desertor que fugiu de Deir el-Zur declarou que 60% de sua unidade eram menores de 18 anos.
Em resposta à deserção dos combatentes, o Estado Islâmico estaria recrutando cada vez mais crianças e menores como soldados, os “filhotes do Califado”. Um desertor que fugiu de Deir el-Zur declarou que 60% de sua unidade eram menores de 18 anos.
sábado, 16 de abril de 2016
Papa Francisco leva famílias de refugiados sírios para o Vaticano
Depois de uma visita à ilha de Lesbos, na Grécia, o papa Francisco voltou para o Vaticano levando junto três famílias de refugiados da guerra civil na Síria com 12 pessoas, inclusive seis crianças, num gesto para sensibilizar os países da Europa que se recusam a recebê-los.
"Quero dizer que vocês não estão sozinhos", afirmou Francisco num centro de detenção em Lesbos. "Esperamos que o mundo reaja a estas cenas trágicas de desespero."
Os refugiados vêm de Damasco e de Deir el-Zur, esta última ocupada pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. A Santa Sé vai abrigar os refugiados. Durante a viagem, o papa lembrou que a Europa é o berço dos direitos humanos.
"É uma mensagem a todos os outros países europeus para que ajudam a Grécia", declarou um funcionário do governo grego. Pelo menos 50 mil refugiados estão retidos no país por causa da decisão dos membros da União Europeia de barrar os que chegam sem fazer um pedido de asilo.
Um acordo entre UE e a Turquia, onde há 2,7 milhões de refugiados sírios, prevê que os refugiados sejam mandados de volta para a Turquia, onde deveriam fazer um pedido formal de asilo e esperar a solução do processo. Os refugiados de outros países, como Afeganistão e Paquistão, são considerados imigrantes econômicos e serão repatriados.
"Quero dizer que vocês não estão sozinhos", afirmou Francisco num centro de detenção em Lesbos. "Esperamos que o mundo reaja a estas cenas trágicas de desespero."
Os refugiados vêm de Damasco e de Deir el-Zur, esta última ocupada pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. A Santa Sé vai abrigar os refugiados. Durante a viagem, o papa lembrou que a Europa é o berço dos direitos humanos.
"É uma mensagem a todos os outros países europeus para que ajudam a Grécia", declarou um funcionário do governo grego. Pelo menos 50 mil refugiados estão retidos no país por causa da decisão dos membros da União Europeia de barrar os que chegam sem fazer um pedido de asilo.
Um acordo entre UE e a Turquia, onde há 2,7 milhões de refugiados sírios, prevê que os refugiados sejam mandados de volta para a Turquia, onde deveriam fazer um pedido formal de asilo e esperar a solução do processo. Os refugiados de outros países, como Afeganistão e Paquistão, são considerados imigrantes econômicos e serão repatriados.
domingo, 27 de março de 2016
Exército da Síria anuncia reconquista de Palmira
Com o apoio da Força Aérea da Rússia, que só ontem fez mais de 140 ataques, o Exército da Síria e milícias aliadas venceram a Batalha de Palmira, uma cidade situada no centro do país que estava em poder do Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde maio de 2015.
Ainda há combates no leste da cidade, ao redor de uma prisão e na área do aeroporto, mas a maioria dos milicianos do Estado Islâmico fugiu na direção leste, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil na Síria.
A intervenção militar da Rússia a partir de 30 de setembro de 2015 mudou o equilíbrio de forças no campo de batalha, fortalecendo a ditadura do aliado Bachar Assad, principal responsável pela guerra civil síria.
Com a queda de Palmira, está aberto o caminho em meio ao deserto que leva a Deir el-Zur e Rakka, considerada a capital do autoproclamado califado do Estado Islâmico. No Iraque, o Estado Islâmico perdeu no ano passado das cidades de Tikrit e Ramadi. Na semana passada, o Exército anunciou o início da ofensiva para retomar Mossul, a cidade maior cidade iraquiana.
Assim, o Estado Islâmico está sendo pressionado em várias frentes. Está sob bombardeio das duas forças aéreas mais poderosas do mundo. O secretário de Estado americano, Ashton Carter, afirmou que a organização terrorista perdeu 40% dos territórios que ocupava no Iraque.
Se Rakka e Mossul caíram, o califado estará liquidado. Por isso, o Estado Islâmico tenta se estabelecer na Líbia e cometer atentados terroristas no resto do mundo que o legitimem diante dos extremistas muçulmanos que pretende atrair para a guerra.
Os atentados terroristas de 13 de novembro de 2015 já pareciam um sinal de desespero. Outros virão para o Estado Islâmico provar que ainda está vivo.
Ainda há combates no leste da cidade, ao redor de uma prisão e na área do aeroporto, mas a maioria dos milicianos do Estado Islâmico fugiu na direção leste, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil na Síria.
A intervenção militar da Rússia a partir de 30 de setembro de 2015 mudou o equilíbrio de forças no campo de batalha, fortalecendo a ditadura do aliado Bachar Assad, principal responsável pela guerra civil síria.
Com a queda de Palmira, está aberto o caminho em meio ao deserto que leva a Deir el-Zur e Rakka, considerada a capital do autoproclamado califado do Estado Islâmico. No Iraque, o Estado Islâmico perdeu no ano passado das cidades de Tikrit e Ramadi. Na semana passada, o Exército anunciou o início da ofensiva para retomar Mossul, a cidade maior cidade iraquiana.
Assim, o Estado Islâmico está sendo pressionado em várias frentes. Está sob bombardeio das duas forças aéreas mais poderosas do mundo. O secretário de Estado americano, Ashton Carter, afirmou que a organização terrorista perdeu 40% dos territórios que ocupava no Iraque.
Se Rakka e Mossul caíram, o califado estará liquidado. Por isso, o Estado Islâmico tenta se estabelecer na Líbia e cometer atentados terroristas no resto do mundo que o legitimem diante dos extremistas muçulmanos que pretende atrair para a guerra.
Os atentados terroristas de 13 de novembro de 2015 já pareciam um sinal de desespero. Outros virão para o Estado Islâmico provar que ainda está vivo.
domingo, 17 de janeiro de 2016
Estado Islâmico sequestra 400 civis em Deir el-Zur
Milicianos da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante sequestraram ontem pelo menos 400 civis num ataque a áreas dominadas pela ditadura de Bachar Assad na cidade de Deir el-Zur, no Leste da Síria, noticiou hoje a agência Reuters citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil no país.
Capital da província de mesmo nome, Deir el-Zur é um ponto de ligação entre os territórios controlados pelo Estado Islâmico no Iraque e a cidade síria de Rakka, declarada capital do califado proclamado em 29 de junho de 2014 pelo líder supremo do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, o Califa Ibrahim. Os reféns teriam sido levados para Rakka.
A agência de notícias oficial síria SANA anunciou a morte de pelo menos 300 pessoas nos combates, mas não falou em sequestro. O governo sírio condenou as mortes. O Estado Islâmico já massacrou vários milhares de inimigos e civis capturados.
Sob a liderança dos Estados Unidos e da Rússia, as Nações Unidas pretendem iniciar negociações de paz a partir de 25 de janeiro entre o regime e alguns grupos rebeldes, mas não o Estado Islâmico, que se nega a negociar.
Capital da província de mesmo nome, Deir el-Zur é um ponto de ligação entre os territórios controlados pelo Estado Islâmico no Iraque e a cidade síria de Rakka, declarada capital do califado proclamado em 29 de junho de 2014 pelo líder supremo do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, o Califa Ibrahim. Os reféns teriam sido levados para Rakka.
A agência de notícias oficial síria SANA anunciou a morte de pelo menos 300 pessoas nos combates, mas não falou em sequestro. O governo sírio condenou as mortes. O Estado Islâmico já massacrou vários milhares de inimigos e civis capturados.
Sob a liderança dos Estados Unidos e da Rússia, as Nações Unidas pretendem iniciar negociações de paz a partir de 25 de janeiro entre o regime e alguns grupos rebeldes, mas não o Estado Islâmico, que se nega a negociar.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
EUA acusam Rússia por ataque contra base militar da Síria
A Rússia foi responsável por um bombardeio aéreo contra uma base militar do Exército da Síria em que três soldados morreram e outros 13 saíram feridos, noticiou a agência Reuters citando uma fonte militar dos Estados Unidos.
O governo sírio acusou a coalizão aérea de 65 países liderada pelos EUA para combater o Estado Islâmico do Iraque e do Levante pelo ataque que atingiu uma base na província de Deir el-Zur, no Leste do país.
Se a Rússia atingiu o próprio aliado, será um novo revés para a intervenção militar iniciada em 30 de setembro de 2015 a pretexto de combater o Estado Islâmico, mas, na verdade, para sustentar a ditadura de Bachar Assad. Desde então, um avião de passageiros com 224 civis russos a bordo foi derrubado pelo EI na Península do Sinai, no Egito, e a Turquia abateu um caça-bombardeiro russo acusado de invadir seu espaço aéreo.
O governo sírio acusou a coalizão aérea de 65 países liderada pelos EUA para combater o Estado Islâmico do Iraque e do Levante pelo ataque que atingiu uma base na província de Deir el-Zur, no Leste do país.
Se a Rússia atingiu o próprio aliado, será um novo revés para a intervenção militar iniciada em 30 de setembro de 2015 a pretexto de combater o Estado Islâmico, mas, na verdade, para sustentar a ditadura de Bachar Assad. Desde então, um avião de passageiros com 224 civis russos a bordo foi derrubado pelo EI na Península do Sinai, no Egito, e a Turquia abateu um caça-bombardeiro russo acusado de invadir seu espaço aéreo.
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Rússia e Síria bombardeiam 50 cidades em poder do Estado Islâmico
Em uma operação conjunta, as Forças Aéreas da Rússia e da Síria atacaram hoje 50 cidades da província de Deir el-Zur, no Leste da Síria, que estão em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
O intenso bombardeio foi uma resposta a um ataque dos jihadistas a uma base aérea próxima da cidade de Deir el-Zur que está sob o controle da ditadura de Bachar Assad.
Em Moscou, o presidente Vladimir Putin admitiu hoje que a campanha aérea russa, iniciada em 30 de setembro de 2015, ainda não produziu o resultado esperado. Como as potências ocidentais, a Rússia não pretende enviar forças terrestres para derrotar o Estado Islâmico no campo de batalha.
O Kremlin apoia o regime de Assad como "único governo legítimo da Síria" e espera que tropas locais façam a campanha no solo contra o EI.
O intenso bombardeio foi uma resposta a um ataque dos jihadistas a uma base aérea próxima da cidade de Deir el-Zur que está sob o controle da ditadura de Bachar Assad.
Em Moscou, o presidente Vladimir Putin admitiu hoje que a campanha aérea russa, iniciada em 30 de setembro de 2015, ainda não produziu o resultado esperado. Como as potências ocidentais, a Rússia não pretende enviar forças terrestres para derrotar o Estado Islâmico no campo de batalha.
O Kremlin apoia o regime de Assad como "único governo legítimo da Síria" e espera que tropas locais façam a campanha no solo contra o EI.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Estado Islâmico prepara ofensiva contra Deir el-Zur
A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante está preparando uma ofensiva para tomar os bairros que ainda não domina na cidade de Deir el-Zur: Jaura e Kussair, noticiou ontem a agência de notícias All4Syria.
Os milicianos foram vistos por aviões da coalizão liderada pelos Estados Unidos. O EI assumiu o controle da região em 2013, mas tropas leais à ditadura de Bachar Assad recuperação algumas áreas, inclusive uma base aérea.
Agora, os jihadistas partem para uma ofensiva final contra as forças governamentais. Para sustentar Assad, a Rússia está intervindo diretamente na guerra civil da Síria. Já tem 2 mil homens, aviões e helicópteros de combate prontos para entrar em ação. A pretexto de atacar o EI, reforça sua presença militar no Oriente Médio.
Sem alternativa a não ser aceitar a realidade, o presidente Barack Obama deve se encontrar com o homem-forte da Rússia, Vladimir Putin, durante a reunião anual da Assembleia Geral da ONU em Nova York na próxima semana.
Os milicianos foram vistos por aviões da coalizão liderada pelos Estados Unidos. O EI assumiu o controle da região em 2013, mas tropas leais à ditadura de Bachar Assad recuperação algumas áreas, inclusive uma base aérea.
Agora, os jihadistas partem para uma ofensiva final contra as forças governamentais. Para sustentar Assad, a Rússia está intervindo diretamente na guerra civil da Síria. Já tem 2 mil homens, aviões e helicópteros de combate prontos para entrar em ação. A pretexto de atacar o EI, reforça sua presença militar no Oriente Médio.
Sem alternativa a não ser aceitar a realidade, o presidente Barack Obama deve se encontrar com o homem-forte da Rússia, Vladimir Putin, durante a reunião anual da Assembleia Geral da ONU em Nova York na próxima semana.
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