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sexta-feira, 1 de março de 2024

Mais de 100 palestinos morrem em ataque à fila da comida

 A confusão, a tragédia e a morte da guerra na Faixa de Gaza se abateram ontem sobre a fila da comida. Mais de 100 palestinos morreram e outros 760 feridos durante a distribuição de ajuda humanitária na Cidade de Gaza. 

Os palestinos acusam tanques e soldados israelenses de atirar contra uma multidão de famintos que saqueava os caminhões com alimentos. Israel admite que soldados que se sentiram ameaçados atiraram, mas alega que a maioria das mortes foi de pessoas atropeladas pelos caminhões ou pisoteadas.

No mundo inteiro, a matança foi condenada. Os Estados Unidos e as Nações Unidas pediram uma investigação. Os elogios do ministro da Segurança Nacional de Israel, o ultraextremista de direita Itamar Ben-Gvir, cumprimentou os soldados israelenses não deixa dúvida quanto à autoria do ataque.

De qualquer maneira, com o colapso do governo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Israel, como exército invasor, tem a obrigação de manter a ordem pública.

No Líbano, há uma escalada no conflito entre Israel e a milícia extremista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), que lançou um número recorde de foguetes contra o Norte de Israel e fez um ataque mais profundo.

A nova tragédia em Gaza e a escalada no Sul do Líbano e Norte de Israel mostram a necessidade urgente de um cessar-fogo, mas o Massacre da Farinha, como está sendo chamado, prejudica as negociações para uma trégua e a troca de reféns por presos.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

ONU aprova aumento da ajuda humanitária sem exigir trégua

Depois de 77 dias de guerra, o Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta sexta-feira a segunda resolução sobre a guerra entre Israel e o grupo terrorista Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), descrita pela TV árabe Al Jazira descreveu como “aguada” depois de cinco dias de negociações para evitar um veto dos Estados Unidos.

 A resolução pede um aumento significativo da ajuda humanitária à Faixa de Gaza em grande escala, sem apelar a um cessar-fogo imediato. Pede a utilização de todas as vias de acesso à Faixa de Gaza” para a distribuição de alimentos, combustíveis e material médico por todo o território. 

O Hamas criticou a resolução como “insuficiente por não responder à situação catastrófica criada pela máquina de guerra sionista”. O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, saudou a decisão como “um passo em boa direção”, mas insistiu na necessidade de um cessar-fogo imediato”. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que “um cessar-fogo humanitário é o único meio para começar a responder às necessidades urgentes da população de Gaza e pôr fim a seu pesadelo”. Para Guterres, o “verdadeiro problema” é a “ofensiva israelense”.

Israel intensificou os bombardeios nos últimos dias, matando pelo menos 390 palestinos em 24 horas, e conseguiu expulsar o Hamas do bairro de Chejaia, assumindo o controle da Zona Sul da Cidade de Gaza. Meu comentário:

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Israel e o Hamas prorrogam trégua em Gaza por dois dias

 Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) chegaram a um acordo para prorrogar por dois dias a trégua na Faixa de Gaza iniciada na sexta-feira para permitir a troca de reféns sequestrados no ataque terrorista de 7 de outubro por palestinos presos em prisões israelenses, anunciaram hoje os Estados Unidos e o Catar, que mediam as negociações. Para cada dia de trégua a mais, serão soltos mais 10 reféns.

"É uma luz de esperança e de humanidade em meio às trevas da guerra. Espero que nos permita levar mais ajuda humanitária aos habitantes de Gaza, que tanto sofrem, sabendo que mesmo com esse tempo suplementar será impossível satisfazer todas as necessidades imensas da população", declarou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Os terroristas soltaram mais 11 reféns, pela segunda vez com algum atraso, na maioria crianças, duas mães e dois gêmeos de 3 anos,  Mais cedo, Israel fez objeções à lista de reféns a serem soltos proposta pelo Hamas porque muitas crianças foram libertadas sem as mães. O Catar teve de resolver. Em troca, Israel libertou 33 palestinos presos.

Na Cisjordânia ocupada, o conflito entre israelenses e palestinos se acirrou desde o início da guerra. Mais dois palestinos foram mortos nesta segunda-feira e pelo menos 260 foram presos no fim de semana, muito mais do que foram soltos desde o início da trégua na Faixa de Gaza. Meu comentário:

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Maduro instala mísseis antiaéreos na fronteira com o Brasil

Diante do aumento de tensões com a tentativa de entregar ajuda humanitária que rejeita, a ditadura de Nicolás Maduro instalou sistemas de mísseis de defesa antiaérea de última geração fabricados na Rússia S-300 junto à fronteira da Venezuela com o Brasil, noticiou o boletim de notícias brasileiro DefesaNet.

O sistema foi instalado junto ao aeroporto da cidade venezuelana de Santa Elena do Uairán, que fica a 11 quilômetros de Pacaraima, no estado de Roraima, do lado brasileiro da fronteira.

Como o sistema amplia a cobertura de radar e permite abater aviões no espaço aéreo do Brasil, a medida pode ser considerada um ato de agressão, com base numa lei brasileira de 2007. O porta-voz do Palácio do Planalto, general Otávio Rêgo Barros, declarou que a notícia não foi confirmada.

Sob pressão internacional, com a economia venezuelana à beira do colapso e mais de 80% da população passando necessidade, o ditador rejeitou a ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos e aliados como o Brasil e a Colômbia e colocou a Força Armada Nacional Bolivarista (FANB) em estado de alerta.

A fronteira com a Colômbia ainda está aberta, mas os militares venezuelanos bloquearam pontes para impedir a chegada da ajuda humanitária, prevista para este sábado. A fronteira com o Brasil foi fechada hoje. O espaço aéreo da Venezuela também está fechado.

As forças de segurança de Maduro atacaram civis que tentavam impedir o bloqueio à ajuda humanitária perto da fronteira com o Brasil. Pelo menos dois índios foram mortos e 11 feridos em estado grave estão internados num hospital brasileiro.

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional do governo brasileiro, general Augusto Heleno, afirmou que o Brasil não adotará nenhuma medida de força, a não ser se for alvo de agressão.

Este sábado será um dia decisivo para a tentativa de oposição e dos EUA, com o apoio do Brasil e da Colômbia, para fazer chegar a ajuda humanitária. Maduro nega que a Venezuela necessite de ajuda. 

O presidente da Assembleia Nacional, deputado Juan Guaidó, que há um mês se autoproclamou presidente interino e foi reconhecido como líder legítimo do país por mais de 50 países, inclusive o Brasil, chegou hoje à cidade de Cúcuta, na Colômbia, para organizar a ajuda humanitária.

Se os militares venezuelanos permitirem a entrada de alguma ajuda, será um duro golpe à autoridade de Maduro. Guaidó declarou que o comboio em que viajou recebeu ajuda ou pelo menos teve o consentimento dos militares. Se atacarem os civis interessados na ajuda, o ditador perderá ainda mais sua autoridade moral e legitimidade diante dos venezuelanos.

A oposição, os EUA e aliados tentam jogar a população desesperada contra Maduro na esperança de dividir a FANB, sustentáculo do regime chavista, e conquistar o apoio do oficialato de baixa patente, que não tem os privilégios dos altos oficiais que apoiam a ditadura.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Guaidó não descarta intervenção militar na Venezuela

O presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino da Venezuela, deputado Juan Guaidó, admitiu a possibilidade de uma intervenção militar para derrubar a ditadura de Nicolás Maduro. 

O ditador rejeitou a ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos e a mediação da União Europeia, que exige a convocação de nova eleição presidencial em três meses.

O Grupo Internacional de Contato se reuniu na quinta-feira em Montevidéu, com a participação de países da União Europeia e da América Latina. A Bolívia, que apoia Maduro, não assinou o comunicado final, nem o México.

A maioria dos países da América do Sul, inclusive o Brasil, reconheceu Guaidó e não participou do encontro em Montevidéu. Guaidó declarou que o diálogo é apenas uma manobra de Maduro para ganhar tempo.

Na Venezuela, o governo fechou uma passagem na fronteira com a Colômbia para impedir o acesso da ajuda humanitária. Apesar da crise econômica, Maduro afirmou que não precisa, alegou que a ajuda é apenas uma maneira de justificar uma intervenção militar e mandou distribuí-la a "colombianos pobres".

Agora, o Grupo de Contato pretende abrir um escritório em Caracas para facilitar a chegada de ajuda humanitária e "propiciar contatos", nas palavras da ex-ministra do Exterior da Itália Federico Mogherini, comissária de Exterior da UE.

Se não obtiver sucesso, o Grupo de Contato será dissolvido em três meses para não se tornar instrumentos de manobras do regime chavista para ganhar tempo.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Assad cancela vistos da UE para ajuda humanitária à Síria

A ditadura de Bachar Assad anulou todos os vistos especiais para funcionários da União Europeia que dão ajuda humanitária às vítimas da guerra civil na Síria, noticiou a agência Reuters. Tudo indica que Assad vai ajudar a ajuda humanitária e a crise dos refugiados para barganhar reconhecimento internacional do regime.

A UE condicionou o reconhecimento do regime à realização de um processo de paz e a uma transição em que Assad deixaria a Presidência da Síria.

Com a intervenção militar da Rússia, a partir de 30 de setembro de 2015, depois de estar prestes a ser derrotado, Assad recuperou o controle da maior parte do território sírio e está preocupado em obter o reconhecimento internacional.

Os Emirados Árabes Unidos reabriram a embaixada em Damasco em dezembro do ano passado e a Liga Árabe deve readmitir a Síria, expulsa em 2011. Com o apoio político, diplomático e militar da Rússia e do Irã, Assad quer agora dobrar a resistência da UE.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Oposição da Venezuela convoca protesto para dia da posse de Maduro

A Frente Ampla de oposição na Venezuela convocou uma nova onda de protestos nacionais a partir de 10 de janeiro de 2019, dia da posse do ditador Nicolás Maduro para um novo mandato. 

Seus objetivos são "defender a Constituição" e apelar às Forças Armadas para "restabelecer a ordem constitucional", noticiou ontem o jornal Versión Final, editado na cidade de Maracaibo.

Em uma reunião chamada de Congresso Venezuela Livre, a Frente lançou um manifesto pela mudança política no país com base em uma série de encontros regionais. O texto fala em "reunificar" as forças que lutam contra a ditadura.

Como não reconhecem o resultado da eleição presidencial de 22 de maio, as oposições venezuelanas negam legitimidade ao novo mandato de Maduro. O documento também apela à sociedade internacional para "reconhecer a luta democrática do povo venezuelano e a intensificar as pressões e as ações que contribuam para o fim da ditadura", alegando que o regime chavista é uma ameaça para o mundo e especialmente para a região.

Os protestos devem ser contidos enquanto a polícia e as Forças Armadas mantiverem lealdade do regime, mas sua capacidade para reprimir as manifestações será limitada pela escassez de combustíveis no país com as maiores reservas mundiais de petróleo.

Ontem, as Nações Unidas anunciaram uma "ajuda humanitária de emergência" de saúde e alimentos ao governo da Venezuela no valor de US$ 9,2 milhões para tentar conter a fuga em massa do país. Mais de 4 milhões de pessoas saíram no país nos últimos quatro anos para fugir da depressão econômica de 50%, da hiperinflação prevista para atingir 1.800.000% neste ano, e o desabastecimento generalizado de remédios e alimentos.

A ONU trabalha com um número menor, mas pesquisadores e acadêmicos venezuelanos argumentam que não leva em conta quem tem dupla nacionalidade e quem não fez uma declaração de saída definitiva.

Na Colômbia, a vice-presidente Marta Lucía Ramírez afirmou nesta terça-feira em Miami que a "tragédia da diáspora venezuelana" exige a ajuda todos os países da região para acolher os refugiados, Mais de 1 milhão foram para a Colômbia, além do regresso de colombianos que fugiram para o país vizinho durante a longa guerra civil colombiana.

domingo, 22 de julho de 2018

Israel resgata 800 capacetes brancos da Defesa Civil Síria

O Exército de Israel resgatou ontem 800 funcionários da Defesa Civil Síria, uma organização voluntária que dava ajuda humanitária em áreas controladas pelos rebeldes durante a guerra civil e que, por isso, era ameaçada pelo avanço das forças leais à ditadura de Bachar Assad. Eles são conhecidos popularmente como capacetes brancos e seguiram para a Jordânia.

Ao anunciar hoje o sucesso da operação, o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu considerou “um gesto humanitário importante”.

 “Nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, e vários outros pediram nossa ajuda para dar assistência a centenas de capacetes brancos da Síria. Aquelas pessoas salvaram vidas e estavam correndo risco de vida.”

Ao mesmo tempo, acrescentou Netanyahu, “não estamos parando de agir na Síria contra as tentativas do Irã de se entrincheirar lá.”

Em junho, o Exército da Síria e milícias xiitas aliadas lançaram uma grande ofensiva contra redutos rebeldes em Derá, perto da fronteira com a Jordânia, e Cuneitra, que fica junto às Colinas do Golã, um território ocupado por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexado em 1981, ao arrepio do direito internacional.

Na sexta-feira, os rebeldes se renderam e, no sábado, abandonaram uma faixa estreita junto à linha do  cessar-fogo de 1974 entre Israel e a Síria, depois da Guerra do Yom Kippur, em 1973. Com o avanço do Exército, a vida dos voluntários da defesa civil ficaram sob ameaça.

A Alemanha ofereceu asilo político para 50 capacetes brancos. Em nota, o Ministério do Exterior do Canadá declarou que os voluntários “testemunharam atrocidades cruéis cometidas pelo regime de Assad e seus partidários. Tínhamos uma grande responsabilidade moral com essa gente brava a altruísta.”

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Coalizão saudita ataca importante porto do Iêmen

A aliança sunita liderada pela Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos (EAU) atacou hoje os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, no porto de Hodeida, uma cidade de 60 mil habitantes por onde entra a maior parte da ajuda humanitária internacional para a população civil atingida pela guerra civil do país.

A coalizão sunita apoia o governo do presidente deposto Abed Rabbo Mansur Hadi, exilado na Arábia Saudita, e acusa os rebeldes de usar o porto para contrabandear armas. Quer tomar a cidade.

Os Estados Unidos tinham bases militares no Iêmen para combater a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica. Com o avanço dos hutis, retiraram suas tropas do país. Agora, apoiam a aliança sunita.

A Arábia Saudita entrou na guerra em 25 de março de 2015 com bombardeios aéreos aos rebeldes, com a esperança de obter uma vitória rápida sobre os hutis. Ao atacar Hodeida, o objetivo é isolar os rebeldes, cortando o suprimento de armas, munição, comida e outros utensílios necessários.

Em vez de encorajar a volta ao diálogo e à negociação, a batalha vai "aprofundar ainda mais o que já é a pior tragédia humanitária hoje no mundo", advertiu o International Crisis Group, uma organização não governamental dedicada à paz mundial.

A polarização entre sunitas e xiitas, Arábia Saudita e Irã, sempre cria o risco de uma conflagração maior no Oriente Médio.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

ONU suspende ajuda humanitária na Síria

As Nações Unidas suspenderam hoje a distribuição de ajuda humanitária na Síria depois que um bombardeio aérea atingiu ontem um comboio de caminhões da própria ONU e do Crescente Vermelho, a Cruz Vermelha dos países muçulmanos, anunciou um porta-voz da organização citado pela Agência France Presse (AFP).

Pelo menos 12 voluntários e motoristas do Crescente Vermelho foram mortos. Dos 31 caminhões, 18 foram destruídos. Os Estados Unidos responsabilizaram a Rússia pelo ataque aéreo e questionaram o compromisso de Moscou com a manutenção da frágil trégua, que as Forças Armadas da Síria deram por encerrada ontem depois que um bombardeio americano matou "por engano" cerca de 90 soldados sírios no fim de semana.

O cessar-fogo entrou em vigor em 12 de setembro. Se durasse uma semana, os EUA e a Rússia passariam a coordenar as ações de combate a grupos terroristas como a rede Al Caeda e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Outra violação do acordo foi a falta de garantias de segurança da ditadura de Bachar Assad para a distribuição de ajuda humanitária. O regime sírio quer controlar o acesso a áreas dominadas por rebeldes para usar a ajuda como arma de guerra, o que levou ao bombardeio do comboio ontem pela Rússia, que intervém há um ano no conflito sírio em apoio a Assad.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Mais de 160 mortes em 24 horas ameaçam frágil trégua na Síria

Mais de 160 pessoas foram mortas em 24 horas entre sábado e domingo em combates e bombardeios, ameaçando o frágil cessar-fogo em vigor há uma semana na guerra civil da Síria, alertou ontem o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental com sede em Londres que monitora o conflito no país.

Só o ataque aéreo dos Estados Unidos e da Austrália contra Deir el-Zur matou "por erro" cerca de 90 soldados do Exército da Síria. Foi aproveitado pela Rússia e pela ditadura de Bachar Assad para acusar os EUA de fazer o jogo da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Um bombardeio aéreo da Rússia matou pelo menos 38 milicianos do Estado Islâmico perto do aeroporto de Deir el-Zur. O Estado Islâmico está excluído da trégua. Os EUA e a Austrália alegam que estavam atacando os jihadistas quando atingiram por engano os soldados sírios.

A trégua reduziu o nível de violência, mas as violações e a troca de acusações entre EUA e Rússia numa reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas ameaçam o cessar-fogo.

Em outra violação, há uma semana, um comboio de 20 caminhões com ajuda humanitária aguarda na fronteira da Turquia autorização do regime sírio para entrar no país. A ditadura de Assad quer controlar a distribuição de ajuda a áreas dominadas pelos rebeldes como arma de guerra.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Trégua se mantém na Síria mas ajuda não chega a áreas rebeladas

Dois grandes comboios de caminhões com ajuda humanitária destinada à cidade de Alepo, no Noroeste da Síria, estão parados na fronteira com a Turquia por causa do desentendimento entre a ditadura de Bachar Assad e os rebeldes. Eles exigem garantias de segurança para realizar a viagem, informou hoje a agência Reuters.

Cada comboio tem cerca de 20 caminhões. Eles cruzaram ontem a fronteira perto da cidade turca de Cilvegozu, mas não se consideram seguros para ir em frente. Representantes das Nações Unidas lamentaram que a ajuda humanitária para populações desesperadas seja objeto de disputa política, mas assim é a brutal guerra civil na Síria.

A ditadura síria exige que ONU precisa de sua aprovação para entregar ajuda humanitária. É uma manobra para tentar tirar os rebeldes de áreas estratégicas, especialmente do Leste da cidade de Alepo.

Com o cessar-fogo em vigor desde o pôr do sol de 12 de setembro, o número de novas vítimas caiu drasticamente, mas a ONU estima que centenas de milhares de sírios que vivem em áreas sitiadas precisam com urgência de comida e assistência médica.

Além da ajuda humanitária, a trégua de uma semana anunciada na sexta-feira passada pela Rússia e os Estados Unidos visa a criar as condições mínimas para o reinício das negociações de paz, mas analistas internacionais observam que Washington se rendeu à exigência de Moscou de que o ditador continue no poder indefinidamente durante um mal definido "período de transição". Dificilmente os rebeldes vão aceitar isso.

O cessar-fogo pode ser apenas uma oportunidade para cada lado reagrupar suas forças.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Caminhões com ajuda da Turquia entram na Faixa de Gaza

Numa consequência prática do reatamento entre Israel e a Turquia, caminhões turcos com roupas e alimentos cruzaram hoje a fronteira israelense e entraram na Faixa de Gaza, noticiou a agência Associated Press (AP).

Os interesses estratégicos diante de inimigos comuns no Oriente Médio levaram a uma reaproximação entre os dois países. As relações bilaterais estavam abaladas desde o ataque de Israel a uma flotilha que tentou furar o bloqueio naval a Gaza em 31 de maio de 2010, quando dez turcos foram mortos.

Depois de várias guerras de Israel contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e do isolamento do grupo com o fim de apoio da Síria e a queda do governo da Irmandade Muçulmana no Egito, Gaza é uma região arrasada, superpovoada e sem oportunidades para mais de 1,1 milhão de palestinos que vivem no território.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Comboio de ajuda humanitária a Alepo entra na Síria

Um comboio de ambulâncias e caminhões cruzou hoje a fronteira da Turquia com a Síria para levar ajuda humanitária a dezenas de milhares de civis que fogem da cidade de Alepo, alvo de bombardeios da Rússia e de uma ofensiva do Exército sírio e milícias aliadas, noticiou a agência Reuters citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Com o apoio aéreo da Rússia, as forças leais à ditadura de Bachar Assad intensificaram os ataques às regiões dominadas pelos rebeldes. A expectativa dos profissionais de ajuda humanitária é de uma queda iminente da cidade. Antes da guerra civil, Alepo era a capital econômica da Síria . Hoje é praticamente uma ruína só.

Na semana passada, durante uma conferência em Londres que prometeu US$ 11 bilhões para ajudar a Síria e os refugiados, o primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, disse que a situação das populações sitiadas dentro da Síria é muito pior do que no exterior: "As pessoas estão comendo grama, quando encontram grama para comer."

Desde 30 de setembro de 2015, a Rússia intervém militarmente na guerra civil síria com bombardeios aéreos para apoiar o aliado Assad. Isso mudou a realidade no campo de batalha, rompendo um perigoso impasse capaz de levar ao colapso do regime, o único aliado de Moscou hoje no Oriente Médio.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

ONU precisa de US$ 885 milhões para fome na Somália

A Organização das Nações Unidas fez um apelo urgente ontem para arrecadar US$ 885 milhões para ajudar 3,5 milhões de pessoas ameaçadas pela fome na Somália, informou o boletim África 21 Digital.

Em entrevista em Mogadíscio, o coordenador da ONU para ajuda humanitária à Somália, Peter de Clercq, disse que o Plano de Resposta Humanitária de 2016 representa a visão coletiva das agências do setor. Cerca de 4,9 milhões precisam de ajuda alimentar.

Com a guerra civil e a situação de anarquia em vive a Somália desde 1991, mais de 1,1 milhão fugiram de casa mas não saíram do país e "aguardam há tempo uma solução duradoura". Cerca de 308 mil menores de cinco anos sofrem de desnutrição aguda. Mais de 56 mil podem morrer se não receberem socorro imediato.

Além da guerra civil e da violência terrorista da milícia Al Chababe (A Juventude), ligada à rede terrorista Al Caeda, o fenômeno climático El Niño causou problemas à agricultura frustrando as expectativas de colheita.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Ajuda humanitária chega a cidades sírias sitiadas há meses

Comboios com água, alimentos e suprimentos médicos entraram em três cidades da Síria que não recebiam ajuda humanitária desde outubro, noticiou a televisão pública britânica BBC.

Cerca de 20 caminhões chegaram à cidade de Madaia, que está sob ataque das forças da ditadura de Bachar Assad e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus). Os comboios também entraram em Fuá e Kefraya, na província de Idlibe, onde cerca de 20 mil pessoas viviam sob controle rebelde desde março de 2015.

Estima-se que 400 mil sírios estejam vivendo em áreas sitiadas a que as agências internacionais de ajuda humanitária não têm acesso e o fim do conflito não parece próximo.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardeia porto no Iêmen

A aliança militar de países sunitas liderada pela Arábia Saudita bombardeou hoje o porto de Hudaidá,  que fica perto da capital, Saná, e é um dos principais centros de fornecimento de ajuda humanitária na guerra civil do Iêmen, reportou a agência Reuters.

As agêncas internacionais de ajuda humanitária denunciaram várias vezes a Arábia Saudita por bloquear o acesso da ajuda humanitária aos iemenitas. Os sauditas acusaram os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, de apreender os navios com ajuda para uso militar.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

250 mil crianças correm risco de morrer de fome no Sudão do Sul

Cerca de 250 mil crianças estão ameaçadas pela fome no Sudão do Sul, o mais novo país do mundo, independente desde 2011. Uma em cada três crianças sul-sudanesas está seriamente subnutrida, advertiu ontem um relatório da Coordenação de Ações Humanitárias das Nações Unidas.

Dois terços dos 12 milhões de sul-sudaneses precisam de ajuda humanitária e 4,6 correm sério risco de subnutrição aguda. Desde o início da guerra civil entre o presidente e o vice-presidente, em 2013, 565 mil pessoas fugiram do país.

sábado, 6 de junho de 2015

Irã manda segunda navio com ajuda ao Iêmen

O navio cargueiro iraniano Arezu saiu hoje do porto de Porto Machar com destino ao Iêmen, informou o chefe do Crescente Vermelho de Machar, citado pela Agência de Notícias República Islâmica.

Na carga, há 8 mil toneladas de arroz e mil toneladas de açúcar. Antes de seguir para o Iêmen, o Arezu deve parar em outro porto iraniano para receber um carregamento de farinha de trigo. De lá, segue para o Iêmen através do Golfo Pérsico.

Em 11 de maio de 2015, o Irã tinha enviado ao Iêmen o cargueiro Chahed, que não conseguiu chegar ao país por causa de um bloqueio naval da Arábia Saudita. Foi obrigado a desembarcar sua carga no Djubúti, um pequeno país africano onde as Nações Unidas coordenam a ajuda humanitária ao Iêmen.

O Irã apoia os rebeldes hutis, xiitas zaiditas, na guerra civil do Iêmen.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Cargueiro iraniano termina viagem no Djibúti

Depois de se desviar de sua rota, o navio iraniano Chahed desembarcou sua carga no porto de Djibúti em 23 de maio de 2015 e entregou a ajuda humanitária destinada ao Iêmen ao Crescente Vermelho do Irã, que a enviou ao país em guerra em cargueiros fretados pelas Nações Unidas.

Enquanto o navio está ancorado no Djibúti, sua carga chega ao destino. A tripulação do Chahed disse que o cargueiro mudou seu destino por razões de segurança. A aliança liderada pela Arábia Saudita que intervém militarmente no Iêmen há dois meses bombardeou o porto de Hudaida e impôs um bloqueio naval ao país.

Os iranianos alegaram que já havia um grupo armado apoiado pelos sauditas preparado para atacar o Chahed em Hudaida. A suspeita é que o navio estivesse levando ajuda militar e não somente ajuda humanitária aos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã.