O Exército de Israel resgatou ontem 800 funcionários da Defesa Civil Síria, uma organização voluntária que dava ajuda humanitária em áreas controladas pelos rebeldes durante a guerra civil e que, por isso, era ameaçada pelo avanço das forças leais à ditadura de Bachar Assad. Eles são conhecidos popularmente como capacetes brancos e seguiram para a Jordânia.
Ao anunciar hoje o sucesso da operação, o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu considerou “um gesto humanitário importante”.
“Nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, e vários outros pediram nossa ajuda para dar assistência a centenas de capacetes brancos da Síria. Aquelas pessoas salvaram vidas e estavam correndo risco de vida.”
Ao mesmo tempo, acrescentou Netanyahu, “não estamos parando de agir na Síria contra as tentativas do Irã de se entrincheirar lá.”
Em junho, o Exército da Síria e milícias xiitas aliadas lançaram uma grande ofensiva contra redutos rebeldes em Derá, perto da fronteira com a Jordânia, e Cuneitra, que fica junto às Colinas do Golã, um território ocupado por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexado em 1981, ao arrepio do direito internacional.
Na sexta-feira, os rebeldes se renderam e, no sábado, abandonaram uma faixa estreita junto à linha do cessar-fogo de 1974 entre Israel e a Síria, depois da Guerra do Yom Kippur, em 1973. Com o avanço do Exército, a vida dos voluntários da defesa civil ficaram sob ameaça.
A Alemanha ofereceu asilo político para 50 capacetes brancos. Em nota, o Ministério do Exterior do Canadá declarou que os voluntários “testemunharam atrocidades cruéis cometidas pelo regime de Assad e seus partidários. Tínhamos uma grande responsabilidade moral com essa gente brava a altruísta.”
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 22 de julho de 2018
Israel resgata 800 capacetes brancos da Defesa Civil Síria
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sábado, 30 de setembro de 2017
Trump ataca prefeita da capital de Porto Rico
Em mais uma tirada no Twitter, o presidente Donald Trump atacou na manhã de hoje a prefeita de São João de Porto Rico, Carmen Yulín Cruz, que criticou o governo federal dos Estados Unidos por não dar ajuda de emergência suficiente depois do furacão Maria.
"A prefeita de São João, que foi muito cortês alguns dias atrás, foi orientada pelos democratas a ser maldosa com Trump", escreveu o presidente. Ele afirmou que há 10 mil funcionários públicos federais "fazendo um trabalho fantástico" na ilha, que reconheceu estar "totalmente destruída", com prejuízo total estimado em US$ 95 bilhões.
As maiores críticas foram à lentidão do início da ajuda federal, quando as Forças Armadas dos EUA têm pessoal e recursos para agir e reagir imediatamente. Na sexta-feira, a prefeita afirmou que "vamos ver algo parecido com um genocídio", se o governo federal não resolver seus problemas logísticos.
O governo Trump foi elogiado pela resposta rápida quando o furacão Harvey arrasou a região de Houston, no Texas, e quando o furacão Irma devastou a Flórida. Porto Rico, um Estado livre associado de população latino-americana, não mereceu a mesma atenção.
Trump se defendeu alegando que Porto Rico é "uma ilha cercada por água, muita água, um oceano", e contra-atacou acusando diretamente a prefeita como se os recursos fossem comparáveis.
"Tal é a falta de liderança da prefeita de São João e de outros em Porto Rico que não são capazes de colocar seus trabalhadores para trabalhar. Querem que tudo seja feito para eles, quando deve ser um esforço comunitário", acrescentou Trump.
Em seguida, acusou as redes de televisão CNN e NBC de divulgar notícias falsas capazes de abater o moral dos soldados e agentes da defesa civil em ação em Porto Rico.
Uma semana depois da passagem do furacão, 97% dos porto-riquenhos continuavam sem energia elétrica e sem telefone. Nesse período, desde 20 de setembro, Trump jogou golfe em seu clube em Nova Jérsei, apoiou o candidato derrotado na eleição prévia do Partido Republicano para o Senado em Alabama, comprou uma briga com jogadores de basquete e futebol americano que protestam contra o racismo e propôs cortes de impostos que lhe pouparão US$ 1 bilhão.
"A prefeita de São João, que foi muito cortês alguns dias atrás, foi orientada pelos democratas a ser maldosa com Trump", escreveu o presidente. Ele afirmou que há 10 mil funcionários públicos federais "fazendo um trabalho fantástico" na ilha, que reconheceu estar "totalmente destruída", com prejuízo total estimado em US$ 95 bilhões.
As maiores críticas foram à lentidão do início da ajuda federal, quando as Forças Armadas dos EUA têm pessoal e recursos para agir e reagir imediatamente. Na sexta-feira, a prefeita afirmou que "vamos ver algo parecido com um genocídio", se o governo federal não resolver seus problemas logísticos.
O governo Trump foi elogiado pela resposta rápida quando o furacão Harvey arrasou a região de Houston, no Texas, e quando o furacão Irma devastou a Flórida. Porto Rico, um Estado livre associado de população latino-americana, não mereceu a mesma atenção.
Trump se defendeu alegando que Porto Rico é "uma ilha cercada por água, muita água, um oceano", e contra-atacou acusando diretamente a prefeita como se os recursos fossem comparáveis.
"Tal é a falta de liderança da prefeita de São João e de outros em Porto Rico que não são capazes de colocar seus trabalhadores para trabalhar. Querem que tudo seja feito para eles, quando deve ser um esforço comunitário", acrescentou Trump.
Em seguida, acusou as redes de televisão CNN e NBC de divulgar notícias falsas capazes de abater o moral dos soldados e agentes da defesa civil em ação em Porto Rico.
Uma semana depois da passagem do furacão, 97% dos porto-riquenhos continuavam sem energia elétrica e sem telefone. Nesse período, desde 20 de setembro, Trump jogou golfe em seu clube em Nova Jérsei, apoiou o candidato derrotado na eleição prévia do Partido Republicano para o Senado em Alabama, comprou uma briga com jogadores de basquete e futebol americano que protestam contra o racismo e propôs cortes de impostos que lhe pouparão US$ 1 bilhão.
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