Os rebeldes que dominam parte do Iêmen apresentaram ao mediador das Nações Unidas uma série de exigências para a rendição de suas forças no porto de Hodeida e entrega do controle do porto à ONU, noticiou ontem a televisão saudita Al Arabiya.
Para entregar Hodeida, os hutis querem que o governo do presidente Abed Rabbo Mansur Hadi pague os salários de funcionários públicos civis e militares iemenitas, reabra o aeroporto da capital, Saná, acabe com os bombardeios aéreos às forças rebeldes e o fim do bloqueio aos portos do país.
O governo Hadi, apoiado pela Arábia Saudita e as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico, rejeitou as demandas dos hutis, apoiados pelo Irã, no momento em que a coalizão liderada pelos sauditas está prestes a tomar Hudaida. A cidade é o início de uma linha de suprimento vital para Saná e o principal porto de entrada de ajuda humanitária.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 7 de junho de 2018
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Kuwait ajuda Arábia Saudita a impedir ataques de hutis
O emirado do Kuwait vai enviar tropas à Arábia Saudita para ajudar este país a se defender de ataques através da fronteira de rebeldes hutis do Iêmen, informou hoje a agência Reuters citando como fonte o jornal kuwaitiano Al-Qabas. O governo ainda não confirmou a notícia.
Desde 25 de março de 2015, uma coalizão liderada pelos sauditas intervém militarmente na guerra civil do Iêmen em apoio ao presidente deposta Abed Rabbo Mansur Hadi. Até agora, o Kuwait tinha participado apenas dos bombardeios aéreos, enquanto o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos já enviaram forças terrestres.
A coalizão tenta retomar a capital do Iêmen, Saná, ocupada pelos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, desde setembro de 2014, e a região montanhosa do Norte do país.
É mais uma guerra civil brutal no Oriente Médio, ofuscada pelas situações muito mais graves na Síria e no Iraque, e mais um conflito entre sunitas e xiitas que se insere na disputa pelo poder regional entre Arábia Saudita e Irã.
Desde 25 de março de 2015, uma coalizão liderada pelos sauditas intervém militarmente na guerra civil do Iêmen em apoio ao presidente deposta Abed Rabbo Mansur Hadi. Até agora, o Kuwait tinha participado apenas dos bombardeios aéreos, enquanto o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos já enviaram forças terrestres.
A coalizão tenta retomar a capital do Iêmen, Saná, ocupada pelos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, desde setembro de 2014, e a região montanhosa do Norte do país.
É mais uma guerra civil brutal no Oriente Médio, ofuscada pelas situações muito mais graves na Síria e no Iraque, e mais um conflito entre sunitas e xiitas que se insere na disputa pelo poder regional entre Arábia Saudita e Irã.
sábado, 5 de setembro de 2015
Hutis matam 45 soldados dos EAU num dia no Iêmen
No pior dia da história militar dos Emirados Árabes Unidos, 45 soldados deste país foram mortos ontem por rebeldes hutis na guerra civil do Iêmen. Foi um duro golpe na aliança militar liderada pelo Arábia Saudita, que prometia reconquistar a capital iemenita, Saná, nos próximos dias.
Os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, derrubaram em fevereiro o presidente Abed Rabbo Mansur Hadi, que fugiu para a Arábia Saudita. Para combater a expansão do xiismo e devolver o poder ao presidente deposto, os sauditas organizaram uma aliança de países sunitas.
Em 25 de março de 2015, a coalizão saudita começou a bombardear posições dos hutis. A primeira vitória importante foi impedir que os rebeldes tomassem o porto de Áden, a segunda cidade mais importante do país, capital do Iêmen do Norte até a unificação do país, em 1990.
Logo ficou evidente que a missão não seria cumprida sem forças terrestres. Os EAU assumiram uma posição central nesta luta. Por isso, sofreram tantas baixas quando um míssil balístico dos rebeldes atingiu uma base militar da aliança na província de Maribe.
Outro membro da aliança militar, o Bahrein, perdeu cinco soldados.
Com mais de 4 mil mortos, a guerra civil do Iêmen se tornou nos últimos meses uma das mais violentas do Oriente Médio. Os hutis, que negam receber ajuda do Irã, declararam em nota que o ataque à base foi "uma resposta legítima do exército e dos comitês populares aos crimes e ao genocídio cometidos pela agressão saudita e seus mercenários."
Os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, derrubaram em fevereiro o presidente Abed Rabbo Mansur Hadi, que fugiu para a Arábia Saudita. Para combater a expansão do xiismo e devolver o poder ao presidente deposto, os sauditas organizaram uma aliança de países sunitas.
Em 25 de março de 2015, a coalizão saudita começou a bombardear posições dos hutis. A primeira vitória importante foi impedir que os rebeldes tomassem o porto de Áden, a segunda cidade mais importante do país, capital do Iêmen do Norte até a unificação do país, em 1990.
Logo ficou evidente que a missão não seria cumprida sem forças terrestres. Os EAU assumiram uma posição central nesta luta. Por isso, sofreram tantas baixas quando um míssil balístico dos rebeldes atingiu uma base militar da aliança na província de Maribe.
Outro membro da aliança militar, o Bahrein, perdeu cinco soldados.
Com mais de 4 mil mortos, a guerra civil do Iêmen se tornou nos últimos meses uma das mais violentas do Oriente Médio. Os hutis, que negam receber ajuda do Irã, declararam em nota que o ataque à base foi "uma resposta legítima do exército e dos comitês populares aos crimes e ao genocídio cometidos pela agressão saudita e seus mercenários."
sábado, 29 de agosto de 2015
Governo deposto do Iêmen prepara ataque à capital
O governo do presidente deposto Abed Rabbo Mansur Hadi, exilado na Arábia Saudita, planeja iniciar uma batalha para retomar a capital do Iêmen, Saná, nos próximos dois meses, declarou o ministro do Exterior, Reyad Yassin Abdulla, noticiou a agência Reuters.
A capital iemenita está sob controle dos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, desde setembro de 2014. Em fevereiro de 2015, os hutis dissolveram o governo e o presidente fugiu do país.
Desde 25 de março, a Arábia Saudita e outros países sunitas intervêm militarmente no Iêmen. As forças leais ao governo deposto conseguiram tomar o porto de Áden, a segunda cidade mais importante do país. Dias atrás, um míssil foi disparado do Norte do Iêmen em direção ao território saudita.
A capital iemenita está sob controle dos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, desde setembro de 2014. Em fevereiro de 2015, os hutis dissolveram o governo e o presidente fugiu do país.
Desde 25 de março, a Arábia Saudita e outros países sunitas intervêm militarmente no Iêmen. As forças leais ao governo deposto conseguiram tomar o porto de Áden, a segunda cidade mais importante do país. Dias atrás, um míssil foi disparado do Norte do Iêmen em direção ao território saudita.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardeia porto no Iêmen
A aliança militar de países sunitas liderada pela Arábia Saudita bombardeou hoje o porto de Hudaidá, que fica perto da capital, Saná, e é um dos principais centros de fornecimento de ajuda humanitária na guerra civil do Iêmen, reportou a agência Reuters.
As agêncas internacionais de ajuda humanitária denunciaram várias vezes a Arábia Saudita por bloquear o acesso da ajuda humanitária aos iemenitas. Os sauditas acusaram os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, de apreender os navios com ajuda para uso militar.
As agêncas internacionais de ajuda humanitária denunciaram várias vezes a Arábia Saudita por bloquear o acesso da ajuda humanitária aos iemenitas. Os sauditas acusaram os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, de apreender os navios com ajuda para uso militar.
terça-feira, 16 de junho de 2015
Rebeldes do Iêmen chegam a Genebra para negociar a paz
Uma delegação dos rebeldes hutis chegou hoje a Genebra, na Suíça, a tempo de participar do segundo dia das negociações sobre a paz no Iêmen mediadas pelas Nações Unidas.
A delegação huti deixou Saná, a capital iemenita, há dois dias, mas não pôde participar do primeiro dia de negociações porque ficou retida no Djibúti. Os hutis disseram que o Egito e o Sudão, aliados do presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, negaram permissão para que seu avião cruzasse seu espaço aéreo.
Os rebeldes hutis são xiitas zaiditas apoiados pelo Irã. Eles entraram em Saná em setembro do ano passado e, em fevereiro, depuseram o presidente e dissolveram os poderes Executivo e Legislativo.
Desde 25 de março de 2015, a Arábia Saudita e aliados intervêm militarmente para impedir que mais um governo apoiado pelo Irã se instale num país vizinho. Os sauditas apoiam os sunitas em confrontos com os xiitas no Bahrein, no Iraque, no Líbano e na Síria para impedir a consolidação de um acordo xiita que se estende do Irã ao Mar Mediterrâneo.
A Arábia Saudita deu abrigo ao presidente deposto e tentou mediar suas próprias negociações, mas os hutis se negaram a ir negociar em Riade.
O Iêmen é base da maior facção da rede terrorista Al Caeda, Al Caeda na Península Arábica, alvo frequente de ataques de drones dos EUA
A delegação huti deixou Saná, a capital iemenita, há dois dias, mas não pôde participar do primeiro dia de negociações porque ficou retida no Djibúti. Os hutis disseram que o Egito e o Sudão, aliados do presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, negaram permissão para que seu avião cruzasse seu espaço aéreo.
Os rebeldes hutis são xiitas zaiditas apoiados pelo Irã. Eles entraram em Saná em setembro do ano passado e, em fevereiro, depuseram o presidente e dissolveram os poderes Executivo e Legislativo.
Desde 25 de março de 2015, a Arábia Saudita e aliados intervêm militarmente para impedir que mais um governo apoiado pelo Irã se instale num país vizinho. Os sauditas apoiam os sunitas em confrontos com os xiitas no Bahrein, no Iraque, no Líbano e na Síria para impedir a consolidação de um acordo xiita que se estende do Irã ao Mar Mediterrâneo.
A Arábia Saudita deu abrigo ao presidente deposto e tentou mediar suas próprias negociações, mas os hutis se negaram a ir negociar em Riade.
O Iêmen é base da maior facção da rede terrorista Al Caeda, Al Caeda na Península Arábica, alvo frequente de ataques de drones dos EUA
terça-feira, 28 de abril de 2015
Arábia Saudita ataca aeroporto para barrar ajuda do Irã a hutis
A aliança liderada pela Arábia Saudita bombardeou o aeroporto de Saná, a capital do Iêmen, para evitar o pouso de um avião civil do Irã que levaria ajuda e possivelmente armas aos rebeldes hutis, noticiou hoje a televisão saudita Al Arabiya.
De acordo com os sauditas, o avião, que supostamente levava ajuda humanitária, entrou numa zona de proibição de voo imposta por sua intervenção militar. O Irã afirmou ter obtido permissão de Omã e do Iêmen, sem esclarecer quem deu a permissão no Iêmen, que está sem governo desde fevereiro de 2015.
Os sauditas acusam o Irã de entregar armas aos hutis, que são xiitas zaiditas, sob o disfarce de ajuda humanitária, como a Rússia faz na ex-república soviética da Ucrânia.
A intervenção militar no Iêmen faz parte de uma política externa mais agressiva adotada pelo novo rei Salman, que ascendeu ao trono saudita em 23 de janeiro de 2015, para tentar contar a expansão da influência iraniana no Oriente Médio. No Iraque, na Síria, no Líbano, no Bahrein e no Iêmen, há conflitos entre sunitas e xiitas em que o regime fundamentalista iraniano apoia os xiitas.
Até agora, a intervenção militar impediu os rebeldes de tomar o porto de Áden, mas não atingiu o objetivo de reinstalar no poder o presidente Abed Rabbo Mansur Hadi, deposto pelos hutis em fevereiro.
De acordo com os sauditas, o avião, que supostamente levava ajuda humanitária, entrou numa zona de proibição de voo imposta por sua intervenção militar. O Irã afirmou ter obtido permissão de Omã e do Iêmen, sem esclarecer quem deu a permissão no Iêmen, que está sem governo desde fevereiro de 2015.
Os sauditas acusam o Irã de entregar armas aos hutis, que são xiitas zaiditas, sob o disfarce de ajuda humanitária, como a Rússia faz na ex-república soviética da Ucrânia.
A intervenção militar no Iêmen faz parte de uma política externa mais agressiva adotada pelo novo rei Salman, que ascendeu ao trono saudita em 23 de janeiro de 2015, para tentar contar a expansão da influência iraniana no Oriente Médio. No Iraque, na Síria, no Líbano, no Bahrein e no Iêmen, há conflitos entre sunitas e xiitas em que o regime fundamentalista iraniano apoia os xiitas.
Até agora, a intervenção militar impediu os rebeldes de tomar o porto de Áden, mas não atingiu o objetivo de reinstalar no poder o presidente Abed Rabbo Mansur Hadi, deposto pelos hutis em fevereiro.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
Guarda Nacional saudita patrulha fronteira com Iêmen
A Arábia Saudita mobilizou a Guarda Nacional para ajuda a polícia e o Exército a patrulhar a fronteira do país com o vizinho Iêmen, revelou hoje a Agência France Presse (AFP). Os militares se juntaram à polícia de fronteiras desde que os sauditas iniciaram há um mês uma intervenção com bombardeios aéreos para impedir o avanço dos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã.
A notícia foi divulgada um dias depois que o ministro do Exterior iemenita, Riyadh Yassin rejeitou uma proposta de negociação de paz feita pelo ex-presidente Ali Abdullah Saleh, que apoia os hutis.
Os sauditas entraram na guerra civil do Iêmen quando os hutis avançavam rumo ao porto de Áden, a segunda cidade mais importante do país. Os hutis ocupam a capital, Saná, desde setembro de 2014, e dissolveram as instituições governamentais em fevereiro de 2015.
Diante da ofensiva rebelde, o presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, fugiu para a Arábia Saudita, onde pediu ajuda militar para retomar o poder.
Depois de anunciar o início de uma "segunda fase" na intervenção militar que implicaria o fim dos bombardeios aéreos, a Arábia Saudita voltou a atacar posições rebeldes no fim de semana.
Em meio ao caos da guerra civil iemenita, a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, hoje o braço mais forte do grupo jihadista, tomou a cidade de Mukala, capital da província de Hadramauta, inclusive do porto e do aeroporto.
A notícia foi divulgada um dias depois que o ministro do Exterior iemenita, Riyadh Yassin rejeitou uma proposta de negociação de paz feita pelo ex-presidente Ali Abdullah Saleh, que apoia os hutis.
Os sauditas entraram na guerra civil do Iêmen quando os hutis avançavam rumo ao porto de Áden, a segunda cidade mais importante do país. Os hutis ocupam a capital, Saná, desde setembro de 2014, e dissolveram as instituições governamentais em fevereiro de 2015.
Diante da ofensiva rebelde, o presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, fugiu para a Arábia Saudita, onde pediu ajuda militar para retomar o poder.
Depois de anunciar o início de uma "segunda fase" na intervenção militar que implicaria o fim dos bombardeios aéreos, a Arábia Saudita voltou a atacar posições rebeldes no fim de semana.
Em meio ao caos da guerra civil iemenita, a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, hoje o braço mais forte do grupo jihadista, tomou a cidade de Mukala, capital da província de Hadramauta, inclusive do porto e do aeroporto.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Ex-ditador propõe diálogo para evitar guerra civil no Iêmen
Sob a pressão de bombardeios aéreos liderados pela Arábia Saudita, o ex-ditador do Iêmen Ali Abdullah Saleh (1978-2011) pediu a ajuda da Rússia e de vários países árabes para sair do país em segurança com sua família, noticiaram as televisões Al Jazira e Al Arabiya.
Em troca, Saleh e o líder dos rebeldes hutis, Abdul Malik al-Houthi, ofereceram a retirada dos rebeldes das cidades de Saná e Áden, a entrega das armas ao Exército e a abertura de um diálogo para reconciliação nacional.
A proposta foi rejeitada pelo presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, que fugiu para a Arábia Saudita.
Mais de 700 pessoas foram mortas no Iêmen desde o início da interveção militar saudita, em 25 de março de 2015. O objetivo é impedir que os hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, tomem o porto de Áden, assumindo o controle das duas maiores cidades do país, depois de ocupar a capital, Saná, em setembro de 2014 e dissolver o governo e o Parlamento em fevereiro de 2015.
É assim mais um conflito entre sunitas e xiitas no Oriente Médio, a exemplo do que acontece no Bahrein, no Iraque, no Líbano e na Síria.
Com o clima de guerra civil, os Estados Unidos e outros países ocidentais fecharam suas representações diplomáticas no Iêmen. O governo americano usava o país como base para atacar com aviões não tripulados (drones) acampamentos da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão saudita.
Em troca, Saleh e o líder dos rebeldes hutis, Abdul Malik al-Houthi, ofereceram a retirada dos rebeldes das cidades de Saná e Áden, a entrega das armas ao Exército e a abertura de um diálogo para reconciliação nacional.
A proposta foi rejeitada pelo presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, que fugiu para a Arábia Saudita.
Mais de 700 pessoas foram mortas no Iêmen desde o início da interveção militar saudita, em 25 de março de 2015. O objetivo é impedir que os hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, tomem o porto de Áden, assumindo o controle das duas maiores cidades do país, depois de ocupar a capital, Saná, em setembro de 2014 e dissolver o governo e o Parlamento em fevereiro de 2015.
É assim mais um conflito entre sunitas e xiitas no Oriente Médio, a exemplo do que acontece no Bahrein, no Iraque, no Líbano e na Síria.
Com o clima de guerra civil, os Estados Unidos e outros países ocidentais fecharam suas representações diplomáticas no Iêmen. O governo americano usava o país como base para atacar com aviões não tripulados (drones) acampamentos da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão saudita.
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domingo, 29 de março de 2015
Intervenção da Arábia Saudita destrói Força Aérea do Iêmen
Nos três primeiros dias de bombardeios aéreos, a intervenção militar de 10 países árabes liderada pela Arábia Saudita destruiu a Força Aérea e os centros de comando e controle do Iêmen, num duro golpe contra os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, noticiou hoje o jornal The Washington Post citando militares sauditas. É a preparação clássica para uma invasão por terra.
Em nota divulgada ontem à noite pela Agência de Imprensa Saudita, o general brigadeiro Ahmed ben Hassan Assiri declarou que os rebeldes "não têm mais" aviões de combate. Eles foram usados para bombardear o palácio presidencial de Áden, onde se instalou o presidente deposto Abed Rabbo Mansur Hadi depois de ser libertado da prisão domiciliar em Saná há pouco mais de um mês.
Com a ofensiva rebelde, Hadi fugiu para a Arábia Saudita. Apesar da intervenção militar, os hutis continuam o assalto ao porto de Áden, onde a situação foi descrita por um político como um "grande caos". Há filas nos postos de gasolina e muitas famílias tentando escapar da guerra civil iemenita. Nos últimos dias, 61 pessoas foram mortas e outras 500 feridas em Áden e arredores.
Os bombardeios aéreos da aliança saudita visaram ontem as estradas ligando a capital, Saná, à província de Saada, principal reduto dos hutis, o porto e o aeroporto de Hodeida.
Ontem, o ex-presidente Ali Abdullah Saleh, que governou o país por 32 anos até 2011, quando foi derrubado pela revolta da Primavera Árabe, propôs uma trégua. Unidades militares leais a Saleh lutam ao lado dos rebeldes.
Durante uma reunião de cúpula da Liga Árabe em Charm al-Cheikh, no Egito, o novo sultão Salman, da Arábia Saudita, prometeu manter a intervenção militar no Iêmen "até a volta da estabilidade", com a devolução do poder a Hadi. O novo rei saudita manifesta assim a intenção de combater o expansionismo do Irã no Oriente Médio, aumentando o risco de mais conflitos entre sunitas e xiitas, a exemplo do que já acontece no Bahrein, no Iêmen, no Iraque, no Líbano e na Síria.
Em nota divulgada ontem à noite pela Agência de Imprensa Saudita, o general brigadeiro Ahmed ben Hassan Assiri declarou que os rebeldes "não têm mais" aviões de combate. Eles foram usados para bombardear o palácio presidencial de Áden, onde se instalou o presidente deposto Abed Rabbo Mansur Hadi depois de ser libertado da prisão domiciliar em Saná há pouco mais de um mês.
Com a ofensiva rebelde, Hadi fugiu para a Arábia Saudita. Apesar da intervenção militar, os hutis continuam o assalto ao porto de Áden, onde a situação foi descrita por um político como um "grande caos". Há filas nos postos de gasolina e muitas famílias tentando escapar da guerra civil iemenita. Nos últimos dias, 61 pessoas foram mortas e outras 500 feridas em Áden e arredores.
Os bombardeios aéreos da aliança saudita visaram ontem as estradas ligando a capital, Saná, à província de Saada, principal reduto dos hutis, o porto e o aeroporto de Hodeida.
Ontem, o ex-presidente Ali Abdullah Saleh, que governou o país por 32 anos até 2011, quando foi derrubado pela revolta da Primavera Árabe, propôs uma trégua. Unidades militares leais a Saleh lutam ao lado dos rebeldes.
Durante uma reunião de cúpula da Liga Árabe em Charm al-Cheikh, no Egito, o novo sultão Salman, da Arábia Saudita, prometeu manter a intervenção militar no Iêmen "até a volta da estabilidade", com a devolução do poder a Hadi. O novo rei saudita manifesta assim a intenção de combater o expansionismo do Irã no Oriente Médio, aumentando o risco de mais conflitos entre sunitas e xiitas, a exemplo do que já acontece no Bahrein, no Iêmen, no Iraque, no Líbano e na Síria.
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segunda-feira, 23 de março de 2015
Tribos sunitas combatem avanço dos hutis no Iêmen
Com a ajuda de milícias tribais, forças leais ao presidente Abed Rabbo Mansur Hadi, apoiado pela Arábia Saudita, tentam conter o avanço dos rebeldes hutis, que são xiitas zaiditas, rumo ao porto de Áden, no Sul do Iêmen, noticiou hoje a agência Reuters.
Ontem, os hutis tomaram Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen. Em reunião de emergência, o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou por unanimidade as "ações unilaterais" dos rebeldes, como o bombardeio ao aeroporto e ao palácio presidencial de Áden, acusando-os de desestabilizar o país e deixá-lo à beira de uma guerra civil.
Desde que foi libertado da prisão domiciliar imposta pelos rebeldes, há um mês, o presidente deposto fugiu da capital, Saná, para Áden, ex-capital do antigo Iêmen do Sul, onde tenta organizar um governo paralelo para resistir.
Na província central de Baida, os hutis enfrentam milícias tribais possivelmente ligadas à rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão saudita.
Os Estados Unidos usavam o país como base para atacar Al Caeda e teriam abandonado equipamentos militares no valor de US$ 500 milhões ao fechar a embaixada e retirar todo seu pessoal do país. No momento, a orientação do Departamento de Estado é que todos os americanos saiam do Iêmen.
Ontem, os hutis tomaram Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen. Em reunião de emergência, o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou por unanimidade as "ações unilaterais" dos rebeldes, como o bombardeio ao aeroporto e ao palácio presidencial de Áden, acusando-os de desestabilizar o país e deixá-lo à beira de uma guerra civil.
Desde que foi libertado da prisão domiciliar imposta pelos rebeldes, há um mês, o presidente deposto fugiu da capital, Saná, para Áden, ex-capital do antigo Iêmen do Sul, onde tenta organizar um governo paralelo para resistir.
Na província central de Baida, os hutis enfrentam milícias tribais possivelmente ligadas à rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão saudita.
Os Estados Unidos usavam o país como base para atacar Al Caeda e teriam abandonado equipamentos militares no valor de US$ 500 milhões ao fechar a embaixada e retirar todo seu pessoal do país. No momento, a orientação do Departamento de Estado é que todos os americanos saiam do Iêmen.
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sexta-feira, 20 de março de 2015
Triplo atentado do Estado Islâmico deixa 142 mortos no Iêmen
Um triplo atentado terrorista suicida contra duas mesquitas xiitas zaiditas da capital do Iêmen, Saná, matou pelo menos 142 pessoas, informou há pouco o jornal francês Le Monde. A milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do atentado, dois dias depois de atacar o Museu do Bardo, na Tunísia, onde 23 pessoas foram mortas.
A primeira bomba explodiu dentro da mesquita de Bader, no sul da cidade, durante as orações da sexta-feira, a folga religiosa semanal dos muçulmanos. Quando a multidão fugia, outro homem-bomba se detonou na entrada do prédio. A terceira explosão aconteceu na mesquita de Al-Hashahush, no norte de Saná.
O Estado Islâmico também reivindicou um quarto ataque diante de uma mesquita em Saada, a região do antigo Iêmen do Norte de origem da milícia xiita huti, apoiada pelo Irã. Este grupo ocupou Saná progressivamente desde setembro de 2014 e dissolveu o governo em fevereiro de 2015.
Fruto de uma dissidência da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, o ramo mais forte da rede, o Estado Islâmico considera os xiitas alvos prioritários, enquanto a Al Caeda prefere atacar alvos ocidentais e os regimes autoritários apoiados pelo Ocidente.
Com a queda do governo sunita, os Estados Unidos fecharam a embaixada em Saná, prejudicando o programa de ataques a Al Caeda com aviões não tripulados. Na fura rápida, os americanos deixaram para trás US$ 500 milhões em armas, munições e equipamentos militares que podem cair nas mãos dos rebeldes hutis ou dos terroristas.
Ontem, um avião de guerra bombardeou o palácio presidencial de Áden, a antiga capital do Iêmen do Sul, onde o ex-presidente Abed Rabbo Mansur Hadi está refugiado desde que foi libertado da prisão domiciliar em Saná, em 21 de fevereiro, na tentativa de formar um governo paralelo. Ele deixou o palácio, mas não saiu do país, informaram assessores da Presidência.
À noite, houve combates ao redor do aeroporto de Áden, onde unidades de forças especiais comandadas pelo general rebelde Abdel Hafedh al-Sakkaf, atacaram os "comitês de resistência popular" leais ao presidente deposto. Todos os voos foram suspensos.
Mais pobre dos países árabes, unificado em 1990, o Iêmen está radicalmente dividido. Os rebeldes hutis, da minoria xiita zaidita, dominam o antigo Iêmen do Norte, enquanto o ex-presidente tenta manter sua base no poder no Iêmen do Sul, com o apoio da Arábia Saudita e das monarquias petroleiras sunitas do Golfo Pérsico.
A primeira bomba explodiu dentro da mesquita de Bader, no sul da cidade, durante as orações da sexta-feira, a folga religiosa semanal dos muçulmanos. Quando a multidão fugia, outro homem-bomba se detonou na entrada do prédio. A terceira explosão aconteceu na mesquita de Al-Hashahush, no norte de Saná.
O Estado Islâmico também reivindicou um quarto ataque diante de uma mesquita em Saada, a região do antigo Iêmen do Norte de origem da milícia xiita huti, apoiada pelo Irã. Este grupo ocupou Saná progressivamente desde setembro de 2014 e dissolveu o governo em fevereiro de 2015.
Fruto de uma dissidência da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, o ramo mais forte da rede, o Estado Islâmico considera os xiitas alvos prioritários, enquanto a Al Caeda prefere atacar alvos ocidentais e os regimes autoritários apoiados pelo Ocidente.
Com a queda do governo sunita, os Estados Unidos fecharam a embaixada em Saná, prejudicando o programa de ataques a Al Caeda com aviões não tripulados. Na fura rápida, os americanos deixaram para trás US$ 500 milhões em armas, munições e equipamentos militares que podem cair nas mãos dos rebeldes hutis ou dos terroristas.
Ontem, um avião de guerra bombardeou o palácio presidencial de Áden, a antiga capital do Iêmen do Sul, onde o ex-presidente Abed Rabbo Mansur Hadi está refugiado desde que foi libertado da prisão domiciliar em Saná, em 21 de fevereiro, na tentativa de formar um governo paralelo. Ele deixou o palácio, mas não saiu do país, informaram assessores da Presidência.
À noite, houve combates ao redor do aeroporto de Áden, onde unidades de forças especiais comandadas pelo general rebelde Abdel Hafedh al-Sakkaf, atacaram os "comitês de resistência popular" leais ao presidente deposto. Todos os voos foram suspensos.
Mais pobre dos países árabes, unificado em 1990, o Iêmen está radicalmente dividido. Os rebeldes hutis, da minoria xiita zaidita, dominam o antigo Iêmen do Norte, enquanto o ex-presidente tenta manter sua base no poder no Iêmen do Sul, com o apoio da Arábia Saudita e das monarquias petroleiras sunitas do Golfo Pérsico.
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
EUA acusam Irã de colaborar com queda do governo no Iêmen
O secretário de Estado americano, John Kerry, acusou hoje o regime fundamentalista do Irã de colaborar com o colapso do governo do Iêmen ao apoiar os rebeldes hutis, representantes da minoria xiita zaidita. Os hutis ocuparam progressivamente a capital, Saná, desde setembro e em 6 de fevereiro de 2015 dissolveram todas as instituições do governo.
Depois de semanas em prisão domiciliar na capital, o presidente Abed Rabbo Mansur Hadi foi solto e fugiu para Áden, a capital do antigo Iêmen do Sul antes da reunificação do país, em 1990, que fica numa região não controlada pelos hutis. Lá, declarou ser o presidente legítimo do Iêmen e convocou uma reunião do Parlamento em Áden para resistir aos rebeldes.
As monarquias petroleiras da Península Arábica denunciaram um golpe de Estado. O Conselho de Segurança das Nações Unidas exigiu a retirada das forças rebeldes das instituições governamentais.
Além da guerra civil entre os hutis e o governo deposto, dominado pelos sunitas, ficam no Iêmen as bases da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que fugiu da repressão na Arábia Saudita. Os Estados Unidos bombardeiam o grupo regularmente com aviões não tripulados, os drones. Esta operação foi prejudicada pela tomada de poder pelos hutis, já que os EUA fecharam sua embaixada em Saná.
Depois de semanas em prisão domiciliar na capital, o presidente Abed Rabbo Mansur Hadi foi solto e fugiu para Áden, a capital do antigo Iêmen do Sul antes da reunificação do país, em 1990, que fica numa região não controlada pelos hutis. Lá, declarou ser o presidente legítimo do Iêmen e convocou uma reunião do Parlamento em Áden para resistir aos rebeldes.
As monarquias petroleiras da Península Arábica denunciaram um golpe de Estado. O Conselho de Segurança das Nações Unidas exigiu a retirada das forças rebeldes das instituições governamentais.
Além da guerra civil entre os hutis e o governo deposto, dominado pelos sunitas, ficam no Iêmen as bases da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que fugiu da repressão na Arábia Saudita. Os Estados Unidos bombardeiam o grupo regularmente com aviões não tripulados, os drones. Esta operação foi prejudicada pela tomada de poder pelos hutis, já que os EUA fecharam sua embaixada em Saná.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Presidente deposto do Iêmen nega legimitidade aos rebeldes hutis
Ao chegar ontem ao porto de Áden, no Sul do Iêmen, o presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, declarou ilegal e inconstitucionais todas as medidas tomadas pelos rebeldes hutis, que dissolveram o governo e o Parlamento em 6 de fevereiro de 2015.
Hadi foi para o Sul do país depois de ser libertado da prisão domiciliar imposta pelos hutis, que representam a minoria xiita zaidita. Em Áden, ele afirmou que ainda é o presidente constitucional do Iêmen e convocou o Parlamento a se reunir na cidade.
Como os rebeldes tomaram a capital mas não controlam as províncias do antigo Iêmen do Sul, os líderes de várias províncias pressionam o ex-presidente a declarar que a capital, Saná, é uma região ocupada.
Hadi foi para o Sul do país depois de ser libertado da prisão domiciliar imposta pelos hutis, que representam a minoria xiita zaidita. Em Áden, ele afirmou que ainda é o presidente constitucional do Iêmen e convocou o Parlamento a se reunir na cidade.
Como os rebeldes tomaram a capital mas não controlam as províncias do antigo Iêmen do Sul, os líderes de várias províncias pressionam o ex-presidente a declarar que a capital, Saná, é uma região ocupada.
sábado, 24 de janeiro de 2015
Milhares marcham contra hutis na capital do Iêmen
Cerca de 10 mil pessoas marcharam hoje nas ruas de Saná em protesto contra a milícia huti, que tomou a capital do Iêmen em setembro e forçou anteontem a renúncia coletiva do governo. Testemunhas disseram que a multidão gritava palavras de ordem contra os sutis e a rede terrorista Al Caeda, reportou a agência Reuters.
Os milicianos hutis, apoiados pelo Irã, não impediram a manifestação. Os hutis são xiitas da corrente zaidita, que dominava o antigo Iêmen do Norte. Insatisfeitos desde a reunificação do país, aproveitaram a anarquia gerada pela queda do presidente Ali Abdullah Saleh durante a chamada Primavera Árabe, em 2011, para marchar sobre a capital. Eles exigem a divisão do poder, não se sabe ainda em que termos, mas seus milicianos devem ser integrados às forças de segurança.
Os milicianos hutis, apoiados pelo Irã, não impediram a manifestação. Os hutis são xiitas da corrente zaidita, que dominava o antigo Iêmen do Norte. Insatisfeitos desde a reunificação do país, aproveitaram a anarquia gerada pela queda do presidente Ali Abdullah Saleh durante a chamada Primavera Árabe, em 2011, para marchar sobre a capital. Eles exigem a divisão do poder, não se sabe ainda em que termos, mas seus milicianos devem ser integrados às forças de segurança.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Rebeldes xiitas tomam palácio presidencial do Iêmen
Os rebeldes xiitas do grupo huti tomaram hoje o palácio presidencial do Iêmen, cercaram a casa do primeiro-ministro Khaled Banah, tomaram um quartel e grande quantidade de armas na capital, Saná, jogando o país ainda mais no caos e na anarquia, admitiu a ministra da Informação, que denuncia um golpe de Estado. Não se sabe onde está o presidente Abed Rabbo Mansur Hadi.
A ofensiva iniciada ontem com o cerco à casa do chefe de governo tomou hoje o quartel-general da 3ª Brigada do Exército do Iêmen e, menos de uma hora mais tarde, o palácio presidencial. Pelo menos dois guardas foram mortos.
Ao ocupar o palácio, os hutis fizeram dezenas de reféns das forças do governo, treinadas pelos Estados Unidos para combater a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita. Também pegaram as armas da 1ª e da 3ª divisões da guarda presidencial iemenita.
Os hutis, apoiados pelo Irã, querem maior participação no governo e uma nova Constituição.
Quatro forças lutam no mais pobre dos países árabes, hoje um Estado em colapso: o governo, os hutis, Al Caeda e os EUA, que bombardeiam os jihadistas com aviões não tripulados, os drones.
A ofensiva iniciada ontem com o cerco à casa do chefe de governo tomou hoje o quartel-general da 3ª Brigada do Exército do Iêmen e, menos de uma hora mais tarde, o palácio presidencial. Pelo menos dois guardas foram mortos.
Ao ocupar o palácio, os hutis fizeram dezenas de reféns das forças do governo, treinadas pelos Estados Unidos para combater a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita. Também pegaram as armas da 1ª e da 3ª divisões da guarda presidencial iemenita.
Os hutis, apoiados pelo Irã, querem maior participação no governo e uma nova Constituição.
Quatro forças lutam no mais pobre dos países árabes, hoje um Estado em colapso: o governo, os hutis, Al Caeda e os EUA, que bombardeiam os jihadistas com aviões não tripulados, os drones.
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