Os Estados Unidos anunciaram hoje a morte num ataque de drones no Iêmen do líder da rede Al Caeda na Península Arábica, Kassim al-Raymi. O grupo terrorista reivindicou no domingo a responsabilidade por um ataque a tiros na base aeronaval de Pensacola, na Flórida, em 6 de dezembro, quando um oficial da Força Aérea da Arábia Saudita matou três marinheiros americanos.
Para o Departamento da Defesa dos EUA, a rede na Península Arábica, com sede no Iêmen, é o ramo mais perigoso d'al Caeda. Por causa do aumento da repressão ao jihadismo na Arábia Saudita, há alguns anos seus líderes se refugiaram na vizinho Iêmen, aproveitando a guerra civil neste país.
"Sob a liderança de Raymi, Al Caeda cometeu atos de uma violência bárbara contra civis no Iêmen e tentou realizar e inspirar numerosos ataques contra os EUA e suas forças", declarou o presidente Donald Trump na Casa Branca. "Sua morte degrada ainda mais Al Caeda e seu movimento global, e nos deixa mais perto da eliminar a ameaça que estes grupos representam para nossa segurança nacional."
A alegação é falsa. O Departamento da Defesa acaba de reconhecer que a morte do líder do Estado Islâmico, Abu Baker al-Baghdadi, não reduziu em nada a capacidade militar de sua organização terrorista. Trump cantou vitória e retirou os soldados americanos da Síria, mas o Estado Islâmico ainda tem cerca de 30 mil milicianos no Iraque e na Síria.
Cerca de 850 sauditas estão entre os 5 mil militares estrangeiros em treinamento nos EUA.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Morre primeiro soldado dos EUA no governo Trump
Durante uma operação antiterrorista contra uma base da rede Al Caeda na Península Arábica, no Iêmen, um soldado americano e 14 milicianos morreram. A ação de comandos visava obter informações e foi aprovada diretamente pelo presidente Donald Trump. É o primeiro militar dos EUA morto em combate em seu governo.
Vários helicópteros de combate Apache participaram do ataque. Outros três soldados americanos saíram feridos. Entre os mortos, três eram líderes da rede terrorista, informou a televisão pública britânica BBC. Outras fontes locais falaram em 41 milicianos e 16 civis mortos.
O presidente Barack Obama ordenou seguidos ataques com drones contra bases d'al Caeda no Iêmen, mas sempre evitou colocar soldados americanos diretamente em ação. Trump deixa logo claro que com ele será diferente.
Mais de cem pessoas morreram nas últimas 24 horas na guerra civil do Iêmen, em violentos combates entre os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã e pelo ex-ditador Ali Abdullah Saleh e o presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, apoiado pela Arábia Saudita e as monarquias petroleiras sunitas do Golfo Pérsico.
Vários helicópteros de combate Apache participaram do ataque. Outros três soldados americanos saíram feridos. Entre os mortos, três eram líderes da rede terrorista, informou a televisão pública britânica BBC. Outras fontes locais falaram em 41 milicianos e 16 civis mortos.
O presidente Barack Obama ordenou seguidos ataques com drones contra bases d'al Caeda no Iêmen, mas sempre evitou colocar soldados americanos diretamente em ação. Trump deixa logo claro que com ele será diferente.
Mais de cem pessoas morreram nas últimas 24 horas na guerra civil do Iêmen, em violentos combates entre os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã e pelo ex-ditador Ali Abdullah Saleh e o presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, apoiado pela Arábia Saudita e as monarquias petroleiras sunitas do Golfo Pérsico.
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domingo, 3 de abril de 2016
Força aérea bombardeia campo d'al Caeda no Iêmen
Aviões de guerra realizaram hoje quatro missões de ataque à rede terrorista Al Caeda no Sul do Iêmen, noticiou a agência Reuters citando como fontes funcionários públicos da região. O alvo foi um campo de treinamento de milicianos da Caeda na Península Arábica situado na cidade portuária de de Mukala.
O funcionário iemenita disse que os aviões era da coalizão liderada pela Arábia Saudita, que intervém na guerra civil do Iêmen desde 25 de março de 2015 para impedir o controle total do país pelos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã. Mas não foi possível confirmar a informação.
Nas últimas semanas, a Força Aérea dos Estados Unidos atacou várias vezes Al Caeda no Iêmen. A rede terrorista aproveitou a guerra civil no Iêmen para aumentar a região sob seu controle e recrutar mais voluntários.
Até agora, as tentativas de negociar a paz fracassaram. A guerra civil iemenita foi enquadrada no conflito maior entre sunitas apoiados pela Arábia Saudita e xiitas apoiados pelo Irã.
O funcionário iemenita disse que os aviões era da coalizão liderada pela Arábia Saudita, que intervém na guerra civil do Iêmen desde 25 de março de 2015 para impedir o controle total do país pelos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã. Mas não foi possível confirmar a informação.
Nas últimas semanas, a Força Aérea dos Estados Unidos atacou várias vezes Al Caeda no Iêmen. A rede terrorista aproveitou a guerra civil no Iêmen para aumentar a região sob seu controle e recrutar mais voluntários.
Até agora, as tentativas de negociar a paz fracassaram. A guerra civil iemenita foi enquadrada no conflito maior entre sunitas apoiados pela Arábia Saudita e xiitas apoiados pelo Irã.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Al Caeda toma cidade estratégica no Sul do Iêmen
Sem maior resistência, milicianos ligados à rede terrorista Al Caeda tomaram hoje Azam, uma cidade estrategicamente situada no Sul do Iêmen numa estrada importante ligando as capitais das províncias de Hadramaute e Chabua, noticiou a Agência France Presse citando como fontes chefes tribais e funcionários públicos locais.
Os milicianos saíram de áreas próximas e não enfrentaram resistência. Em abril, Al Caeda tinha conquistado Mukala, capital da província de Hadramaute, que fica num grande deserto.
Com a guerra civil e o fechamento de várias embaixadas de países ocidentais, inclusive dos Estados Unidos, ficou prejudicada a guerra de drones do governo Barack Obama contra a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, instalada no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita, deixando mais forte do que nunca, na análise da empresas de estudos estratégicos Stratfor.
Os milicianos saíram de áreas próximas e não enfrentaram resistência. Em abril, Al Caeda tinha conquistado Mukala, capital da província de Hadramaute, que fica num grande deserto.
Com a guerra civil e o fechamento de várias embaixadas de países ocidentais, inclusive dos Estados Unidos, ficou prejudicada a guerra de drones do governo Barack Obama contra a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, instalada no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita, deixando mais forte do que nunca, na análise da empresas de estudos estratégicos Stratfor.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Al Caeda toma três cidades do Sul do Iêmen
A rede terrorista Al Caeda na Península Arábica conquistou três cidades próximas ao porto de Áden, no Sul do Iêmen, noticiou a agência Associated Press (AP) citando fontes militares iemenitas. As cidades de Rabat, Al-Lahoum e Al-Massaabin foram transformadas em bases militares.
Al Caeda na Península Arábica se instalou no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita. Lá, treinou Umar Faruk Abdulmutallab, que tentou explodir um avião americano da Northwest Airlines quando chegava ao aeroporto de Detroit, nos Estados Unidos, vindo de Amsterdã, na Holanda, no Natal de 2009.
Os irmãos Chérif e Saïd Kouachi, responsáveis pelo atentado que matou 12 pessoas na sede do jornal francês Libération em 7 de janeiro de 2015, também foram treinados pela Al Caeda no Iêmen.
No momento, Al Caeda se beneficia da guerra civil dos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, contra o governo sunita deposto em fevereiro, que tem o apoio da Arábia Saudita. Desde 25 de março de 2015, os sauditas e aliados bombardeiam posições dos hutis.
Os Estados Unidos atacavam regularmente os acampamentos da rede terrorista no Iêmen com aviões não tripulados, mas a queda do governo reduziu sensivelmente a operação.
Al Caeda na Península Arábica se instalou no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita. Lá, treinou Umar Faruk Abdulmutallab, que tentou explodir um avião americano da Northwest Airlines quando chegava ao aeroporto de Detroit, nos Estados Unidos, vindo de Amsterdã, na Holanda, no Natal de 2009.
Os irmãos Chérif e Saïd Kouachi, responsáveis pelo atentado que matou 12 pessoas na sede do jornal francês Libération em 7 de janeiro de 2015, também foram treinados pela Al Caeda no Iêmen.
No momento, Al Caeda se beneficia da guerra civil dos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, contra o governo sunita deposto em fevereiro, que tem o apoio da Arábia Saudita. Desde 25 de março de 2015, os sauditas e aliados bombardeiam posições dos hutis.
Os Estados Unidos atacavam regularmente os acampamentos da rede terrorista no Iêmen com aviões não tripulados, mas a queda do governo reduziu sensivelmente a operação.
terça-feira, 16 de junho de 2015
Bombardeio americano mata chefe d'al Caeda no Iêmen
A rede Al Caeda na Península Arábica, com sede no Iêmen, confirmou hoje a morte de seu líder, Nasser al-Wahishi, num bombardeio de aviões não tripulados (drones) dos Estados Unidos, noticiou o jornal The Washington Post, citando fontes do Departamento da Defesa, o Pentágono.
Ex-assessor pessoal de Ossama ben Laden, Wahishi era considerado o segundo homem na hierarquia d'al Caeda, depois do médico egípcio Ayman al-Zawahiri. O comandante militar da ACPA, Kassim al-Raimi, será o novo líder.
Ao derrubar o governo e criar um estado de anarquia no Iêmen, a guerra civil contribuiu para a expansão da rede terrorista, que tomou a cidade de al-Mukala, a quinta maior do país.
Ex-assessor pessoal de Ossama ben Laden, Wahishi era considerado o segundo homem na hierarquia d'al Caeda, depois do médico egípcio Ayman al-Zawahiri. O comandante militar da ACPA, Kassim al-Raimi, será o novo líder.
Ao derrubar o governo e criar um estado de anarquia no Iêmen, a guerra civil contribuiu para a expansão da rede terrorista, que tomou a cidade de al-Mukala, a quinta maior do país.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
General declara lealdade ao presidente deposto do Iêmen
O general Abdulrahman al-Halily anunciou ontem seu apoio ao presidente deposto do Iêmen, Abed Rabbo Mansur Hadi, que fugiu para a Arábia Saudita diante do avanço dos rebeldes hutis rumo ao porto de Áden, a segunda cidade mais importante do país, noticiou a agência Reuters.
Al-Halily comanda cerca de 15 mil homens estacionados perto da fronteira com a Arábia Saudita, que desde 25 de março bombardeia posição dos hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã em mais um conflito entre sunitas e xiitas no Oriente Médio.
Pelo menos 21 foram mortas ontem na guerra civil iemenita. A rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, baseada no país para fugir da repressão saudita, beneficia-se do clima de instabilidade. Tomou o porto de Mukalla, capital da província de Hadraramaute, e libertou todos os presos na penitenciária local.
Al-Halily comanda cerca de 15 mil homens estacionados perto da fronteira com a Arábia Saudita, que desde 25 de março bombardeia posição dos hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã em mais um conflito entre sunitas e xiitas no Oriente Médio.
Pelo menos 21 foram mortas ontem na guerra civil iemenita. A rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, baseada no país para fugir da repressão saudita, beneficia-se do clima de instabilidade. Tomou o porto de Mukalla, capital da província de Hadraramaute, e libertou todos os presos na penitenciária local.
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quinta-feira, 16 de abril de 2015
Ex-ditador propõe diálogo para evitar guerra civil no Iêmen
Sob a pressão de bombardeios aéreos liderados pela Arábia Saudita, o ex-ditador do Iêmen Ali Abdullah Saleh (1978-2011) pediu a ajuda da Rússia e de vários países árabes para sair do país em segurança com sua família, noticiaram as televisões Al Jazira e Al Arabiya.
Em troca, Saleh e o líder dos rebeldes hutis, Abdul Malik al-Houthi, ofereceram a retirada dos rebeldes das cidades de Saná e Áden, a entrega das armas ao Exército e a abertura de um diálogo para reconciliação nacional.
A proposta foi rejeitada pelo presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, que fugiu para a Arábia Saudita.
Mais de 700 pessoas foram mortas no Iêmen desde o início da interveção militar saudita, em 25 de março de 2015. O objetivo é impedir que os hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, tomem o porto de Áden, assumindo o controle das duas maiores cidades do país, depois de ocupar a capital, Saná, em setembro de 2014 e dissolver o governo e o Parlamento em fevereiro de 2015.
É assim mais um conflito entre sunitas e xiitas no Oriente Médio, a exemplo do que acontece no Bahrein, no Iraque, no Líbano e na Síria.
Com o clima de guerra civil, os Estados Unidos e outros países ocidentais fecharam suas representações diplomáticas no Iêmen. O governo americano usava o país como base para atacar com aviões não tripulados (drones) acampamentos da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão saudita.
Em troca, Saleh e o líder dos rebeldes hutis, Abdul Malik al-Houthi, ofereceram a retirada dos rebeldes das cidades de Saná e Áden, a entrega das armas ao Exército e a abertura de um diálogo para reconciliação nacional.
A proposta foi rejeitada pelo presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, que fugiu para a Arábia Saudita.
Mais de 700 pessoas foram mortas no Iêmen desde o início da interveção militar saudita, em 25 de março de 2015. O objetivo é impedir que os hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, tomem o porto de Áden, assumindo o controle das duas maiores cidades do país, depois de ocupar a capital, Saná, em setembro de 2014 e dissolver o governo e o Parlamento em fevereiro de 2015.
É assim mais um conflito entre sunitas e xiitas no Oriente Médio, a exemplo do que acontece no Bahrein, no Iraque, no Líbano e na Síria.
Com o clima de guerra civil, os Estados Unidos e outros países ocidentais fecharam suas representações diplomáticas no Iêmen. O governo americano usava o país como base para atacar com aviões não tripulados (drones) acampamentos da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão saudita.
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quarta-feira, 8 de abril de 2015
Al Caeda oferece 20 quilos de ouro por ex-presidente e líder rebelde do Iêmen
Em mensagem de vídeo na Internet, a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica ofereceu uma recompensa de 20 quilos de ouro pela morte ou captura do ex-presidente do Iêmen Ali Abdullah Saleh e pelo líder dos rebeldes hutis, Abdul-Malik al-Huti, revelou um grupo que monitora a ação de terroristas na rede mundial de computadores, noticiou o jornal libanês The Daily Star. São cerca de US$ 770 mil ou R$ 2,355 milhões.
Há 13 dias, uma intervenção militar liderada pela Arábia Saudita bombardeia os rebeldes na tentativa de impedi-los de tomar o porto de Áden, a segunda maior cidade iemenita, onde aliados do presidente Abed Rabbo Mansur Hadi, deposto em fevereiro de 2015, ainda resistem. Os sauditas prometem manter os ataques aéreos e se necessário fazer uma invasão terrestre até a devolução do poder a Hadi.
A rede terrorista Al Caeda, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita, aproveitou a guerra civil para atacar a cidade de Mukalla, uma capital de província, e libertar 300 presos, inclusive um de seus líderes.
Os hutis, uma minoria xiita zaidita apoiada pelo Irã, tomaram a capital, Saná, em setembro de 2014, mas só em fevereiro dissolveram as instituições iemenitas. Eles são considerados infiéis por grupos extremistas sunitas como Al Caeda e o Estado Islâmico.
Depois da queda de Hadi, os Estados Unidos e vários países europeus fecharam suas embaixadas no Iêmen. No caso americano, ficou prejudicado um programa para atacar bases d'al Caeda com aviões não tripulados.
Há 13 dias, uma intervenção militar liderada pela Arábia Saudita bombardeia os rebeldes na tentativa de impedi-los de tomar o porto de Áden, a segunda maior cidade iemenita, onde aliados do presidente Abed Rabbo Mansur Hadi, deposto em fevereiro de 2015, ainda resistem. Os sauditas prometem manter os ataques aéreos e se necessário fazer uma invasão terrestre até a devolução do poder a Hadi.
A rede terrorista Al Caeda, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita, aproveitou a guerra civil para atacar a cidade de Mukalla, uma capital de província, e libertar 300 presos, inclusive um de seus líderes.
Os hutis, uma minoria xiita zaidita apoiada pelo Irã, tomaram a capital, Saná, em setembro de 2014, mas só em fevereiro dissolveram as instituições iemenitas. Eles são considerados infiéis por grupos extremistas sunitas como Al Caeda e o Estado Islâmico.
Depois da queda de Hadi, os Estados Unidos e vários países europeus fecharam suas embaixadas no Iêmen. No caso americano, ficou prejudicado um programa para atacar bases d'al Caeda com aviões não tripulados.
quarta-feira, 25 de março de 2015
Rebeldes hutis rejeitam negociações de paz de Doha
Os rebeldes hutis, que tomaram a capital do Iêmen progressivamente a partir de setembro de 2014, não vão participar das negociações de paz a serem realizadas ainda neste mês em Doha, no Catar, porque este país apoia o presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, revelou hoje o jornal The Yemen Post citando como fonte o porta-voz huti Mohamed Abdulsalam.
Ele acusou a Arábia Saudita e o Catar de financiaram a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão saudita.
Hoje os hutis avançaram em direção a Áden, a antiga capital do Iêmen do Sul, antes da unificação do país, em 1990, prenderam o ministro da Defesa do governo deposto e obrigaram Hadi a fugir da cidade.
Ele acusou a Arábia Saudita e o Catar de financiaram a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão saudita.
Hoje os hutis avançaram em direção a Áden, a antiga capital do Iêmen do Sul, antes da unificação do país, em 1990, prenderam o ministro da Defesa do governo deposto e obrigaram Hadi a fugir da cidade.
segunda-feira, 23 de março de 2015
Tribos sunitas combatem avanço dos hutis no Iêmen
Com a ajuda de milícias tribais, forças leais ao presidente Abed Rabbo Mansur Hadi, apoiado pela Arábia Saudita, tentam conter o avanço dos rebeldes hutis, que são xiitas zaiditas, rumo ao porto de Áden, no Sul do Iêmen, noticiou hoje a agência Reuters.
Ontem, os hutis tomaram Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen. Em reunião de emergência, o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou por unanimidade as "ações unilaterais" dos rebeldes, como o bombardeio ao aeroporto e ao palácio presidencial de Áden, acusando-os de desestabilizar o país e deixá-lo à beira de uma guerra civil.
Desde que foi libertado da prisão domiciliar imposta pelos rebeldes, há um mês, o presidente deposto fugiu da capital, Saná, para Áden, ex-capital do antigo Iêmen do Sul, onde tenta organizar um governo paralelo para resistir.
Na província central de Baida, os hutis enfrentam milícias tribais possivelmente ligadas à rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão saudita.
Os Estados Unidos usavam o país como base para atacar Al Caeda e teriam abandonado equipamentos militares no valor de US$ 500 milhões ao fechar a embaixada e retirar todo seu pessoal do país. No momento, a orientação do Departamento de Estado é que todos os americanos saiam do Iêmen.
Ontem, os hutis tomaram Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen. Em reunião de emergência, o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou por unanimidade as "ações unilaterais" dos rebeldes, como o bombardeio ao aeroporto e ao palácio presidencial de Áden, acusando-os de desestabilizar o país e deixá-lo à beira de uma guerra civil.
Desde que foi libertado da prisão domiciliar imposta pelos rebeldes, há um mês, o presidente deposto fugiu da capital, Saná, para Áden, ex-capital do antigo Iêmen do Sul, onde tenta organizar um governo paralelo para resistir.
Na província central de Baida, os hutis enfrentam milícias tribais possivelmente ligadas à rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão saudita.
Os Estados Unidos usavam o país como base para atacar Al Caeda e teriam abandonado equipamentos militares no valor de US$ 500 milhões ao fechar a embaixada e retirar todo seu pessoal do país. No momento, a orientação do Departamento de Estado é que todos os americanos saiam do Iêmen.
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sexta-feira, 20 de março de 2015
Triplo atentado do Estado Islâmico deixa 142 mortos no Iêmen
Um triplo atentado terrorista suicida contra duas mesquitas xiitas zaiditas da capital do Iêmen, Saná, matou pelo menos 142 pessoas, informou há pouco o jornal francês Le Monde. A milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do atentado, dois dias depois de atacar o Museu do Bardo, na Tunísia, onde 23 pessoas foram mortas.
A primeira bomba explodiu dentro da mesquita de Bader, no sul da cidade, durante as orações da sexta-feira, a folga religiosa semanal dos muçulmanos. Quando a multidão fugia, outro homem-bomba se detonou na entrada do prédio. A terceira explosão aconteceu na mesquita de Al-Hashahush, no norte de Saná.
O Estado Islâmico também reivindicou um quarto ataque diante de uma mesquita em Saada, a região do antigo Iêmen do Norte de origem da milícia xiita huti, apoiada pelo Irã. Este grupo ocupou Saná progressivamente desde setembro de 2014 e dissolveu o governo em fevereiro de 2015.
Fruto de uma dissidência da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, o ramo mais forte da rede, o Estado Islâmico considera os xiitas alvos prioritários, enquanto a Al Caeda prefere atacar alvos ocidentais e os regimes autoritários apoiados pelo Ocidente.
Com a queda do governo sunita, os Estados Unidos fecharam a embaixada em Saná, prejudicando o programa de ataques a Al Caeda com aviões não tripulados. Na fura rápida, os americanos deixaram para trás US$ 500 milhões em armas, munições e equipamentos militares que podem cair nas mãos dos rebeldes hutis ou dos terroristas.
Ontem, um avião de guerra bombardeou o palácio presidencial de Áden, a antiga capital do Iêmen do Sul, onde o ex-presidente Abed Rabbo Mansur Hadi está refugiado desde que foi libertado da prisão domiciliar em Saná, em 21 de fevereiro, na tentativa de formar um governo paralelo. Ele deixou o palácio, mas não saiu do país, informaram assessores da Presidência.
À noite, houve combates ao redor do aeroporto de Áden, onde unidades de forças especiais comandadas pelo general rebelde Abdel Hafedh al-Sakkaf, atacaram os "comitês de resistência popular" leais ao presidente deposto. Todos os voos foram suspensos.
Mais pobre dos países árabes, unificado em 1990, o Iêmen está radicalmente dividido. Os rebeldes hutis, da minoria xiita zaidita, dominam o antigo Iêmen do Norte, enquanto o ex-presidente tenta manter sua base no poder no Iêmen do Sul, com o apoio da Arábia Saudita e das monarquias petroleiras sunitas do Golfo Pérsico.
A primeira bomba explodiu dentro da mesquita de Bader, no sul da cidade, durante as orações da sexta-feira, a folga religiosa semanal dos muçulmanos. Quando a multidão fugia, outro homem-bomba se detonou na entrada do prédio. A terceira explosão aconteceu na mesquita de Al-Hashahush, no norte de Saná.
O Estado Islâmico também reivindicou um quarto ataque diante de uma mesquita em Saada, a região do antigo Iêmen do Norte de origem da milícia xiita huti, apoiada pelo Irã. Este grupo ocupou Saná progressivamente desde setembro de 2014 e dissolveu o governo em fevereiro de 2015.
Fruto de uma dissidência da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, o ramo mais forte da rede, o Estado Islâmico considera os xiitas alvos prioritários, enquanto a Al Caeda prefere atacar alvos ocidentais e os regimes autoritários apoiados pelo Ocidente.
Com a queda do governo sunita, os Estados Unidos fecharam a embaixada em Saná, prejudicando o programa de ataques a Al Caeda com aviões não tripulados. Na fura rápida, os americanos deixaram para trás US$ 500 milhões em armas, munições e equipamentos militares que podem cair nas mãos dos rebeldes hutis ou dos terroristas.
Ontem, um avião de guerra bombardeou o palácio presidencial de Áden, a antiga capital do Iêmen do Sul, onde o ex-presidente Abed Rabbo Mansur Hadi está refugiado desde que foi libertado da prisão domiciliar em Saná, em 21 de fevereiro, na tentativa de formar um governo paralelo. Ele deixou o palácio, mas não saiu do país, informaram assessores da Presidência.
À noite, houve combates ao redor do aeroporto de Áden, onde unidades de forças especiais comandadas pelo general rebelde Abdel Hafedh al-Sakkaf, atacaram os "comitês de resistência popular" leais ao presidente deposto. Todos os voos foram suspensos.
Mais pobre dos países árabes, unificado em 1990, o Iêmen está radicalmente dividido. Os rebeldes hutis, da minoria xiita zaidita, dominam o antigo Iêmen do Norte, enquanto o ex-presidente tenta manter sua base no poder no Iêmen do Sul, com o apoio da Arábia Saudita e das monarquias petroleiras sunitas do Golfo Pérsico.
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quinta-feira, 19 de março de 2015
Ex-presidentes do Iêmen lutam pelo aeroporto de Áden
Tropas e milícias leais ao ex-presidente Abed Rabbo Mansur Hadi cercaram e tomaram hoje de manhã o aeroporto de Áden, no Iêmen, em combate contra as forças do ex-presidente Ali Abdala Saleh, que apoio a deposição de Hadi pelos rebeldes hutis, da minoria xiita zaidita.
Depois de ser libertado da prisão domiciliar imposta pelos hutis, Hadi fugiu para Áden, a antiga capital do Iêmen do Sul, antes da unificação do Iêmen, em 1990, onde tenta criar um governo paralelo que pode levar a uma nova divisão do mais pobre dos países árabes.
Os hutis têm o apoio do Irã, enquanto a Arábia Saudita e as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico apoiam os sunitas.
Os Estados Unidos, que apoiavam Hadi e tinham um programa de aviões não tripulados para atacar as bases da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica no Iêmen, admitiram ontem não saber o que aconteceu com US$ 500 milhões em armas e equipamentos que mantinham no país. Podem ter caído nas mãos dos rebeldes hutis ou, pior ainda, da rede Al Caeda,
Depois de ser libertado da prisão domiciliar imposta pelos hutis, Hadi fugiu para Áden, a antiga capital do Iêmen do Sul, antes da unificação do Iêmen, em 1990, onde tenta criar um governo paralelo que pode levar a uma nova divisão do mais pobre dos países árabes.
Os hutis têm o apoio do Irã, enquanto a Arábia Saudita e as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico apoiam os sunitas.
Os Estados Unidos, que apoiavam Hadi e tinham um programa de aviões não tripulados para atacar as bases da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica no Iêmen, admitiram ontem não saber o que aconteceu com US$ 500 milhões em armas e equipamentos que mantinham no país. Podem ter caído nas mãos dos rebeldes hutis ou, pior ainda, da rede Al Caeda,
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
EUA, França e Reino Unido fecham embaixadas no Iêmen
A Embaixada dos Estados Unidos no Iêmen foi fechada e todos seus funcionários saíram do país. O governo dos EUA está apelando a todos os americanos para que saiam do Iêmen. Antes de embarcar, os fuzileiros americanos tiveram suas armas e veículos confiscados pelos rebeldes hutis que tomaram o poder no país.
O Reino Unido e a França também anunciaram o fechamento de suas embaixadas em Saná. A Alemanha deve fazer o mesmo hoje.
Mais pobre entre os países árabes, o Iêmen está em crise desde a queda do presidente Ali Abdala Saleh na Primavera Árabe, em 2011. Uma rebelião dos xiitas da minoria zaidita, que historicamente dominaram o antigo Iêmen do Norte, ocupou a capital em setembro e, no mês passado, assumiu todos os poderes do Estado.
Além dos rebeldes hutis que tomaram o poder, a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica se instalou no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita. É alvo frequente de bombardeios aéreos de drones dos EUA. Com o fechamento da embaixada, esta operação fica prejudicada.
Parte dos jihadistas abandou Al Caeda e a liderança do médico egípcio Ayman al-Zawahiri e jurou lealdade ao Estado Islâmico, mas Al Caeda ainda é o grupo jihadista dominante no Iêmen.
O Reino Unido e a França também anunciaram o fechamento de suas embaixadas em Saná. A Alemanha deve fazer o mesmo hoje.
Mais pobre entre os países árabes, o Iêmen está em crise desde a queda do presidente Ali Abdala Saleh na Primavera Árabe, em 2011. Uma rebelião dos xiitas da minoria zaidita, que historicamente dominaram o antigo Iêmen do Norte, ocupou a capital em setembro e, no mês passado, assumiu todos os poderes do Estado.
Além dos rebeldes hutis que tomaram o poder, a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica se instalou no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita. É alvo frequente de bombardeios aéreos de drones dos EUA. Com o fechamento da embaixada, esta operação fica prejudicada.
Parte dos jihadistas abandou Al Caeda e a liderança do médico egípcio Ayman al-Zawahiri e jurou lealdade ao Estado Islâmico, mas Al Caeda ainda é o grupo jihadista dominante no Iêmen.
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Al Caeda no Iêmen declara que França é pior que EUA
A França é maior inimiga do Islã do que os Estados Unidos, declarou hoje em mensagem de voz divulgada na Internet o guru da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, Ibrahim Suleiman al-Rubaish, noticiou a Agência France Presse.
Al Caeda na Península Arábica, que fugiu para o Iêmen para escapar da repressão na Arábia Saudita, reivindicou a autoria do atentado terrorista contra o jornal satírico Charlie Hedbo, em Paris, em 7 de janeiro de 2015. O grupo treinou Saïd Kouachi, um dos terroristas, mas não há provas concretas.
Aparentemente é um golpe publicitário, reforçado pela declaração de guerra à França.
Al Caeda na Península Arábica, que fugiu para o Iêmen para escapar da repressão na Arábia Saudita, reivindicou a autoria do atentado terrorista contra o jornal satírico Charlie Hedbo, em Paris, em 7 de janeiro de 2015. O grupo treinou Saïd Kouachi, um dos terroristas, mas não há provas concretas.
Aparentemente é um golpe publicitário, reforçado pela declaração de guerra à França.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Governo do Iêmen renuncia em massa
Diante da nova ofensiva dos rebeldes hutis, da seita xiita zaidita, que já controlavam a capital desde setembro, todo o governo do Iêmen, o presidente, o primeiro-ministro e os demais ministros, renunciou hoje, deixando acéfalo o mais pobre país árabe.
A solução constitucional seria a posse do presidente do Parlamento, mas o Legislativo não aceitou as renúncias e convocou uma sessão de emergência.
Os hutis, financiados pelo Irã, são antiamericanos e anti-israelenses. Isso complica a estratégia dos Estados Unidos, que eram aliados do governo deposto na luta contra o terrorismo, especialmente da rede Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita e é alvo permanente dos bombardeios de aviões não tripulados (drones) americanos.
A solução constitucional seria a posse do presidente do Parlamento, mas o Legislativo não aceitou as renúncias e convocou uma sessão de emergência.
Os hutis, financiados pelo Irã, são antiamericanos e anti-israelenses. Isso complica a estratégia dos Estados Unidos, que eram aliados do governo deposto na luta contra o terrorismo, especialmente da rede Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita e é alvo permanente dos bombardeios de aviões não tripulados (drones) americanos.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Rebeldes impõem condições no Iêmen
Depois de praticamente tomarem a capital, do Iêmen, os rebeldes hutis, representantes da minoria xiita zaidita, não derrubaram o presidente Abd Rabbo Mansur Hadi, mas exigem a indicação de um vice-presidente de seu grupo, informou hoje a televisão árabe Al Jazira. O primeiro-ministro Khaled Banah teria deixado o palácio presidencial e ido para um "local seguro".
Os líderes hutis exigem ainda que 10 mil membros de sua milícia sejam integrados às Forças Armadas e outros 10 mil à Polícia. "Se estas exigências não forem atendidas", advertiu o porta-voz huti Mahdi al-Muchat, "uma primeira declaração está pronta."
Neste caso, os rebeldes tomariam o poder, derrubando um governo aliado dos Estados Unidos na luta contra o terrorismo. Com o colapso do Estado no Iêmen, a rede Al Caeda na Península Arábica se instalou lá para fugir da repressão na Arábia Saudita. Pelo menos um dos terroristas que atacaram há duas semanas o jornal satírico francês Charlie Hebdo, Saïd Kouachi, foi treinado lá.
Os líderes hutis exigem ainda que 10 mil membros de sua milícia sejam integrados às Forças Armadas e outros 10 mil à Polícia. "Se estas exigências não forem atendidas", advertiu o porta-voz huti Mahdi al-Muchat, "uma primeira declaração está pronta."
Neste caso, os rebeldes tomariam o poder, derrubando um governo aliado dos Estados Unidos na luta contra o terrorismo. Com o colapso do Estado no Iêmen, a rede Al Caeda na Península Arábica se instalou lá para fugir da repressão na Arábia Saudita. Pelo menos um dos terroristas que atacaram há duas semanas o jornal satírico francês Charlie Hebdo, Saïd Kouachi, foi treinado lá.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Rebeldes hutis cercam primeiro-ministro do Iêmen
Os rebeldes xiitas conhecidos como hutis cercaram o primeiro-ministro do Iêmen, Khaled Banah, em Saná, e o governo praticamente parou de funcionar, admitiu a ministra da Informação, Nadia Sakkaf, em entrevista à televisão americana CNN. A Embaixada dos Estados Unidos no país foi fechada. O governo americano avalia a necessidade de realizar uma operação para resgatar diplomatas e funcionários.
Quatro forças lutam na guerra civil do mais pobre entre os países árabes: o governo; os hutis, apoiados pelo Irã; a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou lá fugindo da repressão na Arábia Saudita; e os Estados Unidos, que bombardeiam a rede terrorista com aviões não tripulados, os drones.
Com o fechamento da embaixada, a operação antiterrorismo dos EUA no país fica muito mais difícil. Um dos terroristas responsáveis pelo ataque ao jornal satírico francês Charlie Hebdo em 7 de janeiro de 2015 foi treinado e declarou lealdade a Al Caeda no Iêmen.
Quatro forças lutam na guerra civil do mais pobre entre os países árabes: o governo; os hutis, apoiados pelo Irã; a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou lá fugindo da repressão na Arábia Saudita; e os Estados Unidos, que bombardeiam a rede terrorista com aviões não tripulados, os drones.
Com o fechamento da embaixada, a operação antiterrorismo dos EUA no país fica muito mais difícil. Um dos terroristas responsáveis pelo ataque ao jornal satírico francês Charlie Hebdo em 7 de janeiro de 2015 foi treinado e declarou lealdade a Al Caeda no Iêmen.
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Al Caeda reivindica atentado em Paris mas não tem provas
Em vídeo de 11 minutos divulgado em fóruns jihadistas na Internet, a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, com sede no Iêmen, reivindicou a autoria do ataque contra o jornal satírico Charlie Hebdo há uma semana em Paris, quando 12 pessoas foram mortas. Mas há dúvidas.
Sem apresentar nenhuma prova de sua participação, o comandante militar do grupo, Nasser ben Ali al-Anessi, pressionado pela ascensão do Estado Islâmico, tenta faturar na propaganda o que chamou de "bendita invasão" de Paris, mas os serviços secretos ocidentais não acreditaram muito nessa versão.
Os irmãos Saïd e Chérif Kouachi, que metralharam a redação do jornal, tinham uma antiga ligada com Al Caeda. A rede tenta se associar à tragédia tardiamente para tentar aumentar a arrecadação e recrutar novos voluntários para a "guerra santa". Se realmente fosse responsável pelo atentado, provavelmente reivindicaria a responsabilidade no primeiro momento.
Al-Anessi acusou a França de pertencer ao "partido do demônio" e ameaçou com novas "tragédias e terror", afirmando que Al Caeda "escolheu o alvo, formulou o plano e financiou a operação". Seja responsável ou não, a rede terrorista já faturou com a publicidade gratuita dada pelo caso.
Em Paris, o jornal Charlie Hebdo voltou a circular hoje com uma tiragem recorde de 5 milhões de exemplares. Pelo menos 750 mil exemplares foram vendidos de manhã na capital francesa, onde havia longas filas diante das bancas de jornais.
Sem apresentar nenhuma prova de sua participação, o comandante militar do grupo, Nasser ben Ali al-Anessi, pressionado pela ascensão do Estado Islâmico, tenta faturar na propaganda o que chamou de "bendita invasão" de Paris, mas os serviços secretos ocidentais não acreditaram muito nessa versão.
Os irmãos Saïd e Chérif Kouachi, que metralharam a redação do jornal, tinham uma antiga ligada com Al Caeda. A rede tenta se associar à tragédia tardiamente para tentar aumentar a arrecadação e recrutar novos voluntários para a "guerra santa". Se realmente fosse responsável pelo atentado, provavelmente reivindicaria a responsabilidade no primeiro momento.
Al-Anessi acusou a França de pertencer ao "partido do demônio" e ameaçou com novas "tragédias e terror", afirmando que Al Caeda "escolheu o alvo, formulou o plano e financiou a operação". Seja responsável ou não, a rede terrorista já faturou com a publicidade gratuita dada pelo caso.
Em Paris, o jornal Charlie Hebdo voltou a circular hoje com uma tiragem recorde de 5 milhões de exemplares. Pelo menos 750 mil exemplares foram vendidos de manhã na capital francesa, onde havia longas filas diante das bancas de jornais.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Carro-bomba contra líder huti mata 25 pessoas no Iêmen
Mais crianças foram atingidas hoje no fogo cruzado da guerra e do terrorismo. Um carro-bomba que tinha como alvo a casa de um rebelde do grupo xiita huti, em Rada, no Iêmen, matou 25 pessoas, inclusive 15 crianças que passavam ali por acaso num ônibus escolar.
Um policial local acusou a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que é sunita e luta contra os hutis, que por sua vez estão em guerra com o governo iemenita.
Um policial local acusou a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que é sunita e luta contra os hutis, que por sua vez estão em guerra com o governo iemenita.
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