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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Al Caeda toma três cidades do Sul do Iêmen

A rede terrorista Al Caeda na Península Arábica conquistou três cidades próximas ao porto de Áden, no Sul do Iêmen, noticiou a agência Associated Press (AP) citando fontes militares iemenitas. As cidades de Rabat, Al-Lahoum e Al-Massaabin foram transformadas em bases militares.

Al Caeda na Península Arábica se instalou no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita. Lá, treinou Umar Faruk Abdulmutallab, que tentou explodir um avião americano da Northwest Airlines quando chegava ao aeroporto de Detroit, nos Estados Unidos, vindo de Amsterdã, na Holanda, no Natal de 2009.

Os irmãos Chérif e Saïd Kouachi, responsáveis pelo atentado que matou 12 pessoas na sede do jornal francês Libération em 7 de janeiro de 2015, também foram treinados pela Al Caeda no Iêmen.

No momento, Al Caeda se beneficia da guerra civil dos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, contra o governo sunita deposto em fevereiro, que tem o apoio da Arábia Saudita. Desde 25 de março de 2015, os sauditas e aliados bombardeiam posições dos hutis.

Os Estados Unidos atacavam regularmente os acampamentos da rede terrorista no Iêmen com aviões não tripulados, mas a queda do governo reduziu sensivelmente a operação.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Suspeito do atentado recebeu treinamento no Iêmen

Um dos suspeitos pelo atentado com 12 mortes contra o jornal satírico Charlie Hebdo, Saïd Kouachi, de 34 anos, recebeu treinamento de guerrilha no Iêmen, revelaram hoje funcionários dos Estados Unidos. O serviço francês chegou à mesma conclusão. Ele e o irmão, Chérif Kouachi, estava na lista de pessoas proibidas de entrar nos EUA por suspeita de terrorismo.

O Iêmen é hoje a principal base da rede Al Caeda na Península Arábica, que fugiu da Arábia Saudita para escapar da repressão. Lá foi treinado o terrorista nigeriano Umar Faruk Abdulmutallab, que tentou explodiu um Airbus A330 da companhia aérea Northwest Airlines que fazia a rota Amsterdã-Detroit no Natal de 2009.

"Sabemos que eles foram inspirados pela Caeda, mas não sabemos até onde eles estão ligados à rede", comentou um funcionário do governo dos EUA citado anonimamente pelo jornal The Wall St. Journal.

Quando invadiram a sede do jornal, em 7 de janeiro de 2015, os terroristas berraram que eram d'al Caeda no Iêmen. Hoje o Estado Islâmico do Iraque e do Levante elogiou o atentado, mas não reivindicou a responsabilidade. Há uma concorrência entre os dois grupos jihadistas para ver qual provoca maior ultraje.

"O ataque foi muito complexo. Obviamente foi menos complexo do que os atentados de 11 de setembro, mas foi taticamente complexo. Exigiu planejamento, reconhecimento do terreno, logística e apoio", concluiu o general reforma Michael Flynn, ex-chefe da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA. "Eles treinaram para este ataque em algum outro lugar, mas hoje menos tempo é gasto em centros de treinamento. Claramente eles ensaiaram esse ataque."

Como analista de inteligência, Flynn está convencido de que os terroristas atingiram o objetivo desejado ao massacrar a redação do Charlie Hebdo: "O impacto estratégico é exatamente o que eles queriam. O que eles querem é a condenação internacional. Pode parecer estranho para nós, mas faz sentido para eles. É o que os transforma em heróis. O triunfo para eles é serem vistos como heróis no mundo dos islamitas radicais."

domingo, 24 de janeiro de 2010

Ben Laden reivindica autoria de atentado do Natal

Em mensagem gravada enviada à televisão árabe Al Jazira, o líder da rede terrorista Al Caeda, Ossama ben Laden, reivindicou a autoria da tentativa de derrubar um avião americano no Natal.

"Nossos ataques continuarão enquanto continuar o apoio americano a Israel", afirmou Ben Laden.

Foi a primeira declaração do líder terrorista responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001 desde 25 de setembro de 2009, quando ele pediu a retirada das tropas europeias do Afeganistão.

O voo 253 da Northwest Airlines (Amsterdã-Detroit) estava chegando a seu destino quando o estudante nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab tentou tocar fogo em explosivos que trazia escondidos dentro da cueca, quando foi dominado por passageiros e tripulantes.

Farouk foi preso e está respondendo a processo por tentativa de assassinato de 289 pessoas, terrorismo e uso de arma de destruição em massa.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Suspeito é acusado de tentar explodir avião

A Justiça dos Estados Unidos denunciou Umar Farouk Abdulmutallab, um nigeriano de 23 anos, de tentar explodir um avião Airbus 330 que chegava de Amsterdã, na Holanda, no Natal, pouco antes da chegada ao Aeroporto Internacional de Detroit.

O suspeito de terrorismo iniciou sua viagem em Lagos, na Nigéria, e teria recebido o material explosivo da rede Al Caeda no Iêmen.