O navio cargueiro iraniano Arezu saiu hoje do porto de Porto Machar com destino ao Iêmen, informou o chefe do Crescente Vermelho de Machar, citado pela Agência de Notícias República Islâmica.
Na carga, há 8 mil toneladas de arroz e mil toneladas de açúcar. Antes de seguir para o Iêmen, o Arezu deve parar em outro porto iraniano para receber um carregamento de farinha de trigo. De lá, segue para o Iêmen através do Golfo Pérsico.
Em 11 de maio de 2015, o Irã tinha enviado ao Iêmen o cargueiro Chahed, que não conseguiu chegar ao país por causa de um bloqueio naval da Arábia Saudita. Foi obrigado a desembarcar sua carga no Djubúti, um pequeno país africano onde as Nações Unidas coordenam a ajuda humanitária ao Iêmen.
O Irã apoia os rebeldes hutis, xiitas zaiditas, na guerra civil do Iêmen.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 6 de junho de 2015
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Negociação sobre paz na Síria não avança
A primeira rodada de negociações diretas entre a ditadura de Bachar Assad e os rebeldes que lutam para derrubá-la na Síria terminou hoje sem resultados práticos. Nem a proposta de permitir a entrada de uma caravana com ajuda humanitária para a cidade de Homs, sitiada pelo governo, foi aceita.
Ontem o Crescente Vermelho (Cruz Vermelha dos países muçulmanos) da Síria, acusado de privilegiar a distribuição de ajuda em áreas favoráveis ao governo, declarou que a ajuda humanitária deve ser distribuída de maneira políticamente neutra.
O diálogo será retomado em 10 de janeiro, anunciou em Genebra, na Suíça, o mediador das Nações Unidas, o ex-ministro do Exterior de Argélia Lakhdar Brahimi.
Ontem o Crescente Vermelho (Cruz Vermelha dos países muçulmanos) da Síria, acusado de privilegiar a distribuição de ajuda em áreas favoráveis ao governo, declarou que a ajuda humanitária deve ser distribuída de maneira políticamente neutra.
O diálogo será retomado em 10 de janeiro, anunciou em Genebra, na Suíça, o mediador das Nações Unidas, o ex-ministro do Exterior de Argélia Lakhdar Brahimi.
sexta-feira, 2 de março de 2012
ONU exige que Síria permita ajuda humanitária
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, exigiu hoje que a Síria autorize a entrada no país de agências de ajuda humanitária, a começar pelo Crescente Vermelho, a Cruz Vermelha do mundo muçulmano, sem impor condições.
"Peço o fim imediato da violência e a autorização para ajuda humanitária. Nossa prioridade um é a ajuda humanitária, mas, ao mesmo tempo, deve terminar toda a violência", declarou Ban.
Neste momento, em mais um discurso patético, na Assembleia Geral, o embaixador sírio na ONU tenta livrar seu governo de qualquer responsabilidade pela morte de mais de 7,5 mil pessoas em 11 meses e meio de revolta popular conta a ditadura de Bachar Assad.
Ele culpa todo o mundo, menos o governo sírio, claro, terrorista internacionais, a rede Al Caeda, Israel, outros países inimigos da Síria, a Arábia Saudita. Acusa o relatório da ONU culpando o governo de piorar a situação do país. E diz que a ditadura fez um "esforçou extraordinário para realizar reformas em curto prazo".
É por isso que cada vez mais se levantam vozes a favor de armar a oposição e intervir militarmente. As ditaduras só reconhecem a lei da força.
A repórter Edith Bouvier, que teve o fêmur quebrado no bombardeio a Homs, e o fotógrafoWilliam Daniels, ambos franceses, foram levados ontem pelos rebeldes até a fronteira com o Líbano e seguiram para a França, depois de ficar algumas horas em observação num hospital de Beirute.
O governo sírio entregou ao Crescente Vermelho os corpos dos jornalistas Marie Colvin e Rémi Ochlik, mortos num ataque aparentemente deliberado contra um centro de imprensa dos rebeldes, mas não deu acesso ao bairro de Baba Amir, duramente bombardeado durante 27 dias, informa o jornal The New York Times.
"Peço o fim imediato da violência e a autorização para ajuda humanitária. Nossa prioridade um é a ajuda humanitária, mas, ao mesmo tempo, deve terminar toda a violência", declarou Ban.
Neste momento, em mais um discurso patético, na Assembleia Geral, o embaixador sírio na ONU tenta livrar seu governo de qualquer responsabilidade pela morte de mais de 7,5 mil pessoas em 11 meses e meio de revolta popular conta a ditadura de Bachar Assad.
Ele culpa todo o mundo, menos o governo sírio, claro, terrorista internacionais, a rede Al Caeda, Israel, outros países inimigos da Síria, a Arábia Saudita. Acusa o relatório da ONU culpando o governo de piorar a situação do país. E diz que a ditadura fez um "esforçou extraordinário para realizar reformas em curto prazo".
É por isso que cada vez mais se levantam vozes a favor de armar a oposição e intervir militarmente. As ditaduras só reconhecem a lei da força.
A repórter Edith Bouvier, que teve o fêmur quebrado no bombardeio a Homs, e o fotógrafoWilliam Daniels, ambos franceses, foram levados ontem pelos rebeldes até a fronteira com o Líbano e seguiram para a França, depois de ficar algumas horas em observação num hospital de Beirute.
O governo sírio entregou ao Crescente Vermelho os corpos dos jornalistas Marie Colvin e Rémi Ochlik, mortos num ataque aparentemente deliberado contra um centro de imprensa dos rebeldes, mas não deu acesso ao bairro de Baba Amir, duramente bombardeado durante 27 dias, informa o jornal The New York Times.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Chefe do Crescente Vermelho é morto na Síria
Apesar de viajar num carro claramente identificado como de ajuda humanitária, o secretário-geral do Crescente Vermelho na Síria, Abdal Razzaq Jbeiro, foi morto ontem quando viajava de Alepo para Damasco. O Crescente Vermelho é a Cruz Vermelha dos países muçulmanos.
No segundo dia seguido da violentos combates na cidade de Hama, morreu ontem o padre Basilious Nasser, da Igreja Ortodoxa Grega. A imprensa oficial da ditadura síria atribuiu o crime a um "grupo terrorista armado", mas os rebeldes afirmam que o padre foi morto por atiradores do regime, noticia o jornal The New York Times.
Hoje os manifestantes que há mais de dez meses lutam pela liberalização do regime a um custo de mais de 5 mil mortes voltaram a enfrentar as forças de segurança nos arredores da capital síria.
Os países árabes e vários países ocidentais estão pressionando o Conselho de Segurança das Nações Unidas a endossar o plano de paz da Liga Árabe, que propõe o fim imediato da violência, o afastamento do ditador Bachar Assad, um diálogo para formar um governo de união nacional e eleições democráticas.
Em entrevista à televisão pública britânica BBC durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, acusou Assad de não atender a suas ligações telefônicas.
No segundo dia seguido da violentos combates na cidade de Hama, morreu ontem o padre Basilious Nasser, da Igreja Ortodoxa Grega. A imprensa oficial da ditadura síria atribuiu o crime a um "grupo terrorista armado", mas os rebeldes afirmam que o padre foi morto por atiradores do regime, noticia o jornal The New York Times.
Hoje os manifestantes que há mais de dez meses lutam pela liberalização do regime a um custo de mais de 5 mil mortes voltaram a enfrentar as forças de segurança nos arredores da capital síria.
Os países árabes e vários países ocidentais estão pressionando o Conselho de Segurança das Nações Unidas a endossar o plano de paz da Liga Árabe, que propõe o fim imediato da violência, o afastamento do ditador Bachar Assad, um diálogo para formar um governo de união nacional e eleições democráticas.
Em entrevista à televisão pública britânica BBC durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, acusou Assad de não atender a suas ligações telefônicas.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Talebã libertam 12 reféns sul-coreanos
A milícia dos Talebã libertou nesta quarta-feira 12 dos 19 reféns sul-coreanos que seqüestrou há mais de um mês. Eles foram entregues a funcionários do Crescente Vermelho em trës locais diferentes perto da cidade de Ghazni, no Afeganistão. Os rebeldes prometeram soltar os outros sete nos próximos dias.
Contrariando a orientação dos Estados Unidos, a Coréia do Sul negociou diretamente com a milícia que abrigava a rede terrorista Al Caeda e por isso foi derrubada pelos americanos como resposta aos atentados de 11 de setembro de 2001. Os termos da negociação não ficaram claros. Há fortes suspeitas de que o governo de Seul tenha comprado a libertação dos reféns.
Contrariando a orientação dos Estados Unidos, a Coréia do Sul negociou diretamente com a milícia que abrigava a rede terrorista Al Caeda e por isso foi derrubada pelos americanos como resposta aos atentados de 11 de setembro de 2001. Os termos da negociação não ficaram claros. Há fortes suspeitas de que o governo de Seul tenha comprado a libertação dos reféns.
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