Três repórteres detidos pelo Exército de Libertação Nacional (ELN) no departamento do Norte de Santander, na Colômbia, foram libertados hoje, informou a agência Reuters.
Na véspera, o presidente Juan Manuel Santos advertiu que as negociações com o segundo maior grupo guerrilheiro colombiano não começariam antes de todos os reféns serem libertados.
O ELN declarou que deteve a jornalista espanhola Salud Hernández Mora durante seis dias por "rotina de segurança". Quatro dias depois, sequestrou também os jornalistas colombianos Diego D'Pablo e Carlos Melo, da rede de rádio e televisão RCN.
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) estão em fase final de negociações com o governo colombiano em Havana, a capital de Cuba. O presidente Santos tem a preocupação de fazer um acordo de paz também com o ELN para evitar que guerrilheiros desmobilizados pelas FARC se unam ao outro grupo.
De qualquer forma, como em outros processos de paz, é provável que muitos ex-rebeldes não se adaptem à vida civil e entrem para o crime organizado, o contrabando e o tráfico de drogas e recursos naturais.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 28 de maio de 2016
ELN liberta três jornalistas na Colômbia
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Ganhadora do Nobel da Paz desafia Irã a soltar presos políticos
Diante da euforia com o acordo nuclear histórico do Irã com as grandes potências das Nações Unidas, a advogada defensora dos direitos humanos Chirin Ebadi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2003, lançou um desafio ao presidente Hassan Rouhani: liberte os presos políticos do país.
No sábado, os Estados Unidos e a União Europeia suspenderam as sanções ao Irã depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) certificou que a república islâmica está cumprindo o acordo. O Irã soltou quatro iraniano-americanos presos e os EUA libertaram sete iranianos.
Aproveitando a oportunidade, Ebadi enviou a seguinte carta aberta ao presidente:
"Senhor Rouhani, respeitável presidente do Irã,
"A entrada em vigor do acordo nuclear e o início do levantamento das sanções são um passo importante e eu espero que o povo iraniano possa se beneficiar de suas consequências mesmo se os bilhões de dólares gastos em programas errôneos deixarem um profundo desgosto nos iranianos.
"Uma nova era se abre com a suspensão das sanções econômicas. O que me levou a vos escrever esta carta é a boa notícia da libertação de quatro iraniano-americanos detidos pela República Islâmica sob pretextos sem fundamento. Estou feliz que a animosidade que reinava durante anos na política externa iraniana - com efeitos negativos sobre as situações econômica e política do Irã - tenha chegado ao fim e que o fruto desta reconciliação seja a libertação de prisioneiros políticos, em outras palavras, de reféns das relações bilaterais. No entanto, no Irã, os prisioneiros políticos e ideológicos são privados de um julgamento justo, na ausência de tribunais imparciais. Para falar a verdade, eles são reféns dos agentes dos serviços secretos.
"Atualmente, uma questão se põe para muitos cidadãos: quando chegará enfim o momento de uma reconciliação com o povo iraniano para que os reféns do Ministério da Informação - o estudante Omid Kavakebi, o advogado Abdolfattah Soltani, a militante pelos direitos civis Narguess Mohammadi e dezenas de outros presos - sejam libertados?
"O poder iraniano se reconcilia com seu inimigo de 35 anos [os EUA] e fico surpresa de ver que não se reconcilia com seu próprio povo. Se o Conselho de Segurança Nacional pode libertar um jornalista [Jason Rezaian, correspondente do jornal The Washington Post] tomado como refém para festejar a reconciliação com os americanos, por que não libertar um professor universitário [o ex-primeiro-ministro e ex-candidato a presidente Hossein Mussavi, em prisão domiciliar desde 2011]? Fico desolada porque os prisioneiros que só tem a nacionalidade iraniana devem ficar na prisão de maneira injusta.
"Senhor Presidente, o senhor esqueceu o juramento de defender a Constituição? Que os prisioneiros políticos e ideológicos do Irã devem ser julgados publicamente diante de um júri?
"Espero que chegue o dia da reconciliação com o povo iraniano e que possamos testemunhar a abertura das portas das prisões e a libertação de todos os presos políticos e ideológicos."
No sábado, os Estados Unidos e a União Europeia suspenderam as sanções ao Irã depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) certificou que a república islâmica está cumprindo o acordo. O Irã soltou quatro iraniano-americanos presos e os EUA libertaram sete iranianos.
Aproveitando a oportunidade, Ebadi enviou a seguinte carta aberta ao presidente:
"Senhor Rouhani, respeitável presidente do Irã,
"A entrada em vigor do acordo nuclear e o início do levantamento das sanções são um passo importante e eu espero que o povo iraniano possa se beneficiar de suas consequências mesmo se os bilhões de dólares gastos em programas errôneos deixarem um profundo desgosto nos iranianos.
"Uma nova era se abre com a suspensão das sanções econômicas. O que me levou a vos escrever esta carta é a boa notícia da libertação de quatro iraniano-americanos detidos pela República Islâmica sob pretextos sem fundamento. Estou feliz que a animosidade que reinava durante anos na política externa iraniana - com efeitos negativos sobre as situações econômica e política do Irã - tenha chegado ao fim e que o fruto desta reconciliação seja a libertação de prisioneiros políticos, em outras palavras, de reféns das relações bilaterais. No entanto, no Irã, os prisioneiros políticos e ideológicos são privados de um julgamento justo, na ausência de tribunais imparciais. Para falar a verdade, eles são reféns dos agentes dos serviços secretos.
"Atualmente, uma questão se põe para muitos cidadãos: quando chegará enfim o momento de uma reconciliação com o povo iraniano para que os reféns do Ministério da Informação - o estudante Omid Kavakebi, o advogado Abdolfattah Soltani, a militante pelos direitos civis Narguess Mohammadi e dezenas de outros presos - sejam libertados?
"O poder iraniano se reconcilia com seu inimigo de 35 anos [os EUA] e fico surpresa de ver que não se reconcilia com seu próprio povo. Se o Conselho de Segurança Nacional pode libertar um jornalista [Jason Rezaian, correspondente do jornal The Washington Post] tomado como refém para festejar a reconciliação com os americanos, por que não libertar um professor universitário [o ex-primeiro-ministro e ex-candidato a presidente Hossein Mussavi, em prisão domiciliar desde 2011]? Fico desolada porque os prisioneiros que só tem a nacionalidade iraniana devem ficar na prisão de maneira injusta.
"Senhor Presidente, o senhor esqueceu o juramento de defender a Constituição? Que os prisioneiros políticos e ideológicos do Irã devem ser julgados publicamente diante de um júri?
"Espero que chegue o dia da reconciliação com o povo iraniano e que possamos testemunhar a abertura das portas das prisões e a libertação de todos os presos políticos e ideológicos."
terça-feira, 6 de outubro de 2015
EUA soltam 6 mil presos para reduzir população carcerária
O Departamento da Justiça dos Estados Unidos está preparando a libertação de 6 mil condenados mantidos em prisões federais para reduzir a população carcerária, que é a maior do mundo, com mais de 2,2 milhões de detentos, revelou hoje o jornal The New York Times.
A maioria é de traficantes de drogas não violentos condenados nos anos 1980s e 1990s com base em leis que previam penas pesadas, especialmente para reincidentes,
Em abril, a Comissão de Sentenças dos EUA anunciou diretrizes para reduzir as penas de criminosos não violentos. Na época, funcionários estimaram em 50 mil o total de possíveis beneficiados. O país tem um quarto dos presos do mundo inteiro. A manutenção das penitenciárias consome um terço do orçamento do Departamento da Justiça.
Os 6 mil primeiros beneficiados serão soltos entre 30 de outubro e 2 de novembro de 2015. Ao mesmo tempo, a pedido do presidente Barack Obama, uma comissão bipartidária de senadores propôs uma ampla revisão das penas mínimas obrigatórias. Na Califórnia, a lei "três delitos e você está fora" previa prisão perpétua para condenados três vezes.
A maioria é de traficantes de drogas não violentos condenados nos anos 1980s e 1990s com base em leis que previam penas pesadas, especialmente para reincidentes,
Em abril, a Comissão de Sentenças dos EUA anunciou diretrizes para reduzir as penas de criminosos não violentos. Na época, funcionários estimaram em 50 mil o total de possíveis beneficiados. O país tem um quarto dos presos do mundo inteiro. A manutenção das penitenciárias consome um terço do orçamento do Departamento da Justiça.
Os 6 mil primeiros beneficiados serão soltos entre 30 de outubro e 2 de novembro de 2015. Ao mesmo tempo, a pedido do presidente Barack Obama, uma comissão bipartidária de senadores propôs uma ampla revisão das penas mínimas obrigatórias. Na Califórnia, a lei "três delitos e você está fora" previa prisão perpétua para condenados três vezes.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Iraque retoma parte de Beiji e liberta 300 soldados
O Exército do Iraque e milícias aliados reconquistaram hoje o setor oeste da cidade de Beiji, na província de Saladino, que estava em poder da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante e libertaram 300 soldados presos na refinaria da cidade, anunciou o secretário-geral da milícia xiita Exército dos Justos.
Nos últimos dias, o Estado Islâmico obteve importantes vitórias. Tomou Ramadi, capital da província de Ambar, a maior do Iraque, e Palmira, no centro da Síria, o que o coloca na rota para Homs, o berço da revolução síria, e de lá para a capital, Damasco.
Apesar das vitórias, analistas militares acreditam que o grupo está indo longe demais e não terá condições de manter e administrar os territórios conquistados.
Nos últimos dias, o Estado Islâmico obteve importantes vitórias. Tomou Ramadi, capital da província de Ambar, a maior do Iraque, e Palmira, no centro da Síria, o que o coloca na rota para Homs, o berço da revolução síria, e de lá para a capital, Damasco.
Apesar das vitórias, analistas militares acreditam que o grupo está indo longe demais e não terá condições de manter e administrar os territórios conquistados.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Turquia exige libertação de Mursi para melhorar relações com Egito
Antes de melhorar as relações com a Turquia, o Egito precisa libertar o presidente Mohamed Mursi, deposto num golpe de Estado em 3 de julho de 2013, declarou hoje o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, citado pela agência Reuters.
O Egito não manifestou publicamente a intenção de restaurar as relações com a Turquia. O governo do Cairo participa da intervenção militar da Arábia Saudita contra os rebeldes hutis do Iêmen, que são xiitas zaiditas apoiados pelo Irã.
A Turquia apoia a intervenção saudita, mas, no Egito, estava ao lado da Irmandade Muçulmana, o movimento político de Mursi, primeiro e único presidente eleito democraticamente na história do país. Depois do golpe, a Irmandade foi declarada terrorista e ilegal.
Mais de mil ativistas foram mortos em protestos contra a ditadura do general Abdel Fattah al-Sissi, atual presidente do Egito. A repressão atinge não somente os islamitas, mas também os liberais e socialistas que se uniram na Praça da Libertação, no centro do Cairo, para protestar e forçar a renúncia do ditador Hosni Mubarak durante a Primavera Árabe, em 11 de fevereiro de 2011.
Único movimento político de oposição realmente organizado no Egito, a Irmandade relutou em ir para a rua na revolução contra Mubarak. Foi a maior beneficiária da democracia, que logo conspirou para extinguir. Com o golpe, o Egito regrediu à era Mubarak.
O Egito não manifestou publicamente a intenção de restaurar as relações com a Turquia. O governo do Cairo participa da intervenção militar da Arábia Saudita contra os rebeldes hutis do Iêmen, que são xiitas zaiditas apoiados pelo Irã.
A Turquia apoia a intervenção saudita, mas, no Egito, estava ao lado da Irmandade Muçulmana, o movimento político de Mursi, primeiro e único presidente eleito democraticamente na história do país. Depois do golpe, a Irmandade foi declarada terrorista e ilegal.
Mais de mil ativistas foram mortos em protestos contra a ditadura do general Abdel Fattah al-Sissi, atual presidente do Egito. A repressão atinge não somente os islamitas, mas também os liberais e socialistas que se uniram na Praça da Libertação, no centro do Cairo, para protestar e forçar a renúncia do ditador Hosni Mubarak durante a Primavera Árabe, em 11 de fevereiro de 2011.
Único movimento político de oposição realmente organizado no Egito, a Irmandade relutou em ir para a rua na revolução contra Mubarak. Foi a maior beneficiária da democracia, que logo conspirou para extinguir. Com o golpe, o Egito regrediu à era Mubarak.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Egito liberta e expulsa repórter australiano da TV Al Jazira
Depois de 400 dias na cadeia, o jornalista australiano Peter Greste, da televisão árabe Al Jazira, condenado a sete anos de prisão sob a acusação de publicar notícias falsas para ajudar um grupo terrorista, foi solto e deportado do Egito, noticiou hoje agência oficial de notícias egípcia. Ele foi levado num avião de guerra egípcio para o Chipre, de onde deve embarcar para a Austrália para ver seus pais.
Preste, o egípcio naturalizado canadense Mohamed Fahmy e o egípcio Baher Mohamed foram presos em dezembro de 2003 no Hotel Marriott, no Cairo, quando trabalhavam para a TV Al Jazira, do Catar, especializada em jornalismo. O australiano era do escritório sediado em Nairóbi, capital do Quênia.
O Egito vivia dias de grande tensão por causa do golpe de 3 de julho de 2003 contra Mohamed Mursi, único presidente eleito democraticamente da história do Egito, no fim da chamada Primavera Árabe. Seu movimento político, a Irmandade Muçulmana, foi declarado terrorista.
Mais de 900 militantes da Irmandade, o mais antigo grupo fundamentalista muçulmano do mundo, fundado em 1928, foram mortos pelo governo militar chefiado pelo general Abdel Fattah al-Sissi, eleito presidente em 2004 para dar uma aparência de democracia.
Na prática, o Egito voltou à ditadura militar instaurada pela Revolução dos Coronéis, que derrubou a monarquia em 1952 e foi interrompida pela revolução que depôs Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011. Os repórteres estavam criticando a violência das forças de segurança.
Não há informações sobre o destino dos outros dois jornalistas condenados.
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sábado, 8 de novembro de 2014
Coreia do Norte liberta dois americanos
O regime comunista da Coreia do Norte soltou hoje dois americanos condenados à prisão por trabalhos forçados pela acusação e espionagem depois que o diretor nacional de inteligência dos Estados Unidos, James Clapper, foi em missão secreta ao país mais fechado do mundo.
Kenneth Bae e Matthew Todd "estão a caminho de casa acompanhados do diretor nacional de inteligência". Hoje à noite, eles devem chegar à costa oeste dos EUA. A China e a Coreia do Sul ajudaram nas negociações.
Coordenador dos 16 serviços secretos dos EUA, o diretor nacional de inteligência não costuma ser indicado para missões diplomáticas, mas Clapper, general da reserva, foi apontado como um negociador duro, que não faria muitas concessões.
Kenneth Bae e Matthew Todd "estão a caminho de casa acompanhados do diretor nacional de inteligência". Hoje à noite, eles devem chegar à costa oeste dos EUA. A China e a Coreia do Sul ajudaram nas negociações.
Coordenador dos 16 serviços secretos dos EUA, o diretor nacional de inteligência não costuma ser indicado para missões diplomáticas, mas Clapper, general da reserva, foi apontado como um negociador duro, que não faria muitas concessões.
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Ex-ditador egípcio Mubarak sai da prisão para hospital
De helicóptero, o ex-ditador Hosni Mubarak, de 85 anos, foi levado hoje da prisão de Tora, no Cairo, para um tribunal militar também situado na capital do Egito. Sua libertação foi ordenada por um tribunal, sob a alegação de que se esgotou o tempo de prisão sem que haja uma sentença sobre o caso.
Diante da prisão, partidários de Mubarak festejaram sua libertação, enquanto militantes da Irmandade Muçulmana protestaram lembrando que o ex-presidente democraticamente eleito Mohamed Mursi está preso desde que foi deposto, em 3 de julho, embora não seja acusado formalmente por crimes contra os direitos humanos e corrupção.
Pelo menos 852 foram mortas durante a revolta que derrubou Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011.
Diante da prisão, partidários de Mubarak festejaram sua libertação, enquanto militantes da Irmandade Muçulmana protestaram lembrando que o ex-presidente democraticamente eleito Mohamed Mursi está preso desde que foi deposto, em 3 de julho, embora não seja acusado formalmente por crimes contra os direitos humanos e corrupção.
Pelo menos 852 foram mortas durante a revolta que derrubou Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011.
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