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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Ditador do Egito perdoa 100 prisioneiros

Um dia antes de embarcar para Nova York, onde vai discursar na reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, o ditador do Egito, marechal Abdel Fattah al-Sissi, deu indulto a 100 presos, inclusive três jornalistas da televisão árabe Al Jazira.

O canadense Mohamed Fahmy, o egípcio Baher Mohamed e o australiano Peter Greste foram condenados a três anos de prisão num segundo julgamento no mês passado sob as acusações de trabalhar sem autorização e transmitir material danoso para o Egito. Greste foi deportado para a Austrália em fevereiro.

Outros prisioneiros indultados foram enquadrados numa lei que proíbe manifestações de protesto sem autorização. Ela foi imposta depois do golpe militar de 3 de julho de 2013, quando Al-Sissi derrubou o único presidente eleito democraticamente da história do Egito, Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, que fazia um governo sectário e desastroso.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Egito liberta e expulsa repórter australiano da TV Al Jazira

Depois de 400 dias na cadeia, o jornalista australiano Peter Greste, da televisão árabe Al Jazira, condenado a sete anos de prisão sob a acusação de publicar notícias falsas para ajudar um grupo terrorista, foi solto e deportado do Egito, noticiou hoje agência oficial de notícias egípcia. Ele foi levado num avião de guerra egípcio para o Chipre, de onde deve embarcar para a Austrália para ver seus pais.

Preste, o egípcio naturalizado canadense Mohamed Fahmy e o egípcio Baher Mohamed foram presos em dezembro de 2003 no Hotel Marriott, no Cairo, quando trabalhavam para a TV Al Jazira, do Catar, especializada em jornalismo. O australiano era do escritório sediado em Nairóbi, capital do Quênia. 

O Egito vivia dias de grande tensão por causa do golpe de 3 de julho de 2003 contra Mohamed Mursi, único presidente eleito democraticamente da história do Egito, no fim da chamada Primavera Árabe. Seu movimento político, a Irmandade Muçulmana, foi declarado terrorista. 

Mais de 900 militantes da Irmandade, o mais antigo grupo fundamentalista muçulmano do mundo, fundado em 1928, foram mortos pelo governo militar chefiado pelo general Abdel Fattah al-Sissi, eleito presidente em 2004 para dar uma aparência de democracia. 

Na prática, o Egito voltou à ditadura militar instaurada pela Revolução dos Coronéis, que derrubou a monarquia em 1952 e foi interrompida pela revolução que depôs Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011. Os repórteres estavam criticando a violência das forças de segurança.

Não há informações sobre o destino dos outros dois jornalistas condenados.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Egito condena três jornalistas a anos de prisão

A ditadura militar do Egito condenou ontem três jornalistas do serviço em inglês da televisão árabe Al Jazira, especializada em notícias, sob a acusação de conspirar com terroristas para divulgar notícias falsas numa suposta conspiração para derrubar o governo, noticia o jornal The New York Times.

O australiano Peter Greste e o egípcio-canadense Mohamed Fahmy pegaram sete anos, e o egípcio Baher Mohamed, dez anos de prisão. Eles estão detidos desde dezembro de 2013, quando foram presos durante um protesto da Irmandade Muçulmana contra o golpe militar de 3 de julho daquele ano.

O processo provocou uma reação internacional negativa. É um ataque à liberdade de imprensa e ao direito de fazer oposição, 24 horas depois de uma visita do secretário de Estado americano, John Kerry, ao Cairo no último fim de semana para restaurar a "importante parceria" entre Estados Unidos e Egito.

Kerry ligou para o ministro do Exterior egípcio para manifestar "nosso descontentamento": "Injustiças como estas não podem ser aceitas", alertou o chefe da diplomacia dos EUA, se o novo presidente, marechal Abdel Fattah al-Sissi, e seus assessores "quiserem levar o país adiante, como me disseram ontem".

Em nota, a Casa Branca declarou que o caso "viola os princípios mais básicos da liberdade de informação e representa um golpe no processo democrático no Egito", exigindo a anulação das sentenças e a libertação imediata dos condenados.

O governo egípcio endossou o veredito e destacou sua "completa rejeição a qualquer interferência estrangeira nos assuntos internos do país."