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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

EUA aumentam ajuda à Jordânia

O secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro do Exterior jordaniano, Nasser Judeh, assinaram um acordo hoje para aumentar de US$ 660 milhões para US$ 1 bilhão nos próximos dois anos a ajuda dos Estados Unidos à Jordânia.

Como esse dinheiro, a Jordânia deve financiar projetos domésticos e lidar com a massa de refugiados vinda da guerra civil na Síria.

A Jordânia é uma importante aliada dos EUA na guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que hoje divulgou vídeo com imagens do piloto jordaniano Muath al Kasseasbeh sendo queimado vivo dentro de uma jaula, uma atrocidade sem precedentes na história sanguinária do grupo.

Em Amã, a expectativa é que a terrorista iraquiana Sajida al-Richawi seja executada nas próximas horas. Na semana passada, o Estado Islâmico exigiu sua libertação para não matar o piloto. A Jordânia exigiu uma prova de que ele estava vivo. Não consegui.

Richawi foi condenada à morte por um atentado terrorista suicida cometido contra um hotel de luxo da capital jordaniana em 2005 em que 38 pessoas foram mortas. Suas bombas não explodiram. O ataque foi realizado pela rede terrorista Al Caeda no Iraque, que depois se transformaria no Estado Islâmico do Iraque e Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que recentemente passou a se chamar apenas de Estado Islâmico para reivindicar a soberania sobre todo o planeta.

Estado Islâmico queima piloto jordaniano vivo

Em vídeo de 22 minutos divulgado há pouco na Internet, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante bateu um novo recorde no festival de atrocidades que comete nas regiões sob controle do seu "califado". O piloto jordaniano Muath al-Kasseasbeh foi queimado vivo dentro de uma jaula.

O piloto foi captura em 24 de dezembro de 2014 na Síria depois que seu avião caiu ou foi abatido na Síria quando participava da guerra aérea liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico. Na semana passada, o grupo jihadista exigiu a libertação da terrorista iraquiana Sajida al-Richawi, condenada à morte na Jordânia, e degolou o jornalista japonês Kenji Goto.

A execução do piloto deve aumentar a pressão popular sobre o governo jordaniano para não lutar ao lado dos EUA contra o EI. É uma guerra que muita gente no Oriente Médio não acredita ser sua guerra, embora a maioria dos mortos nos conflitos seja muçulmana e o Estado Islâmico uma ameaça direta a seus governos.

O rei Abdala II, da Jordânia, cancelou a viagem que fazia aos Estados Unidos, está voltando ao país e deve se pronunciar em breve. Um militar jordaniano declarou que o piloto foi morto em 3 de janeiro e sua morte só teria sido anunciada hoje. Na semana passada, o governo de Amã exigiu provas de que o Kasseasbeh estava vivo e não conseguiu.

Como em nota oficial o governo jordaniano jurou vingança, a expectativa é que a terrorista iraquiana Sajida al-Richawi seja executada nas próximas horas. Na semana passada, o Estado Islâmico exigiu sua libertação para não matar o piloto. A Jordânia exigiu uma prova de que ele estava vivo. Não obteve. Talvez ele já estivesse morto.

Richawi foi condenada à morte por um atentado terrorista suicida cometido contra um hotel de luxo da capital jordaniana em 2005 em que 38 pessoas foram mortas. Suas bombas não explodiram. O ataque foi realizado pela rede terrorista Al Caeda no Iraque, que depois se transformaria no Estado Islâmico do Iraque e no Estado Islâmico do Iraque e do Levante na guerra civil da Síria. Recentemente, passou a se chamar apenas de Estado Islâmico para reivindicar a soberania sobre todo o planeta.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Estado Islâmico degola jornalista japonês

Seis dias depois de matar seu primeiro refém japonês, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante divulgou um vídeo sábado à noite na Internet mostrando a execução do jornalista Kenji Goto. Mais uma vez, o algoz foi um militante com forte sotaque britânico já apelidado de Jihadi John.

"Abe, por causa de sua decisão tola de tomar parte numa guerra que não pode vencer, esta faca não vai decapitar apenas Kenji, vai massacrar seu povo onde ele estiver. O pesadelo do Japão está só começando", proclamou o carrasco.

O primeiro-ministro Shinzo Abe condenou o "ato de terrorismo ignóbil e horrível". Ele jurou que o Japão "não vai perdoar nunca" e dará um combate sem tréguas a "um terrorismo inaceitável": "Quando penso na dor da família, fico sem palavras. O governo fez o máximo que podia para obter sua libertação. Estamos tomados pela mais profunda dor."

Na semana passada, o Estado Islâmico exigiu a libertação da terrorista iraquiana Sajida al-Richawi para não executar Goto e o piloto jordaniano Muath Kasseasbeh. O prazo fatal era quinta-feira ao entardecer na Síria.

O governo da Jordânia exigiu provas de que o piloto está vivo. Como o vídeo anunciando a degola de Kenji Goto não fez referência ao piloto, as autoridades jordanianas ficaram em silêncio depois da morte do japonês.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Jordânia não recebeu prova de que piloto está vivo

O reino da Jordânia está pronto para libertar a terrorista suicida iraquiana Sajida al-Richawi em troca do piloto Muath al-Kasseasbeh, mas exige da milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante uma prova de que ele está vivo, o que não recebeu até agora, declarou há pouco o porta-voz governamental Mohamed al-Momani.

Koasseasbeh foi capturado em 24 de dezembro de 2014, quando seu avião caiu ou foi derrubado na Síria quando participava de um bombardeio aéreo da aliança liderada pelos Estados Unidos na guerra contra o Estado Islâmico. A iraquiana foi condenada à morte depois de um atentado terrorista em 2005 em Amã, a capital jordaniana, em que sua carga não explodiu.

Há ainda o jornalista japonês Kenji Goto, outro refém jurado de morte pelos jihadistas, se Sajida al-Richawi não for solta. Sem conseguir contato direto com o EI, emissários do governo do Japão estão em Amã em contato com o governo da Jordânia.

Horas depois, em gravação de som divulgada na Internet, uma voz que seria do piloto exigiu que Sajida seja entregue hoje no fim da tarde na fronteira da Síria com a Turquia. O governo jordaniano não confirmou a autenticidade da voz nem aparentemente está levando a terrorista iraquiana para o local combinado para a troca de prisioneiros.