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domingo, 20 de dezembro de 2020

Congresso dos EUA chega a acordo sobre pacote econômico

 Depois de meses de divergências, os líderes dos dois partidos representados no Congresso dos Estados Unidos chegaram um acordo para aprovar um pacote de US$ 900 bilhões (R$ 4,574 trilhões) de estímulo à recuperação da maior economia do mundo e fortalecer o sistema de saúde no momento mais crítico da pandemia do coronavírus de 2019.

A proposta inclui nova ajuda federal aos lares americanos, às pequenas empresas e aos serviços de saúde, e para financiar o governo até 30 de setembro, quando termina o atual ano fiscal.

"Finalmente, temos o consenso bipartidário que o país precisa", declarou o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell. A presidente da Câmara dos Representantes, a deputada democrata, Nancy Pelosi, e o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, descreveram o plano como "um pacote que dá os fundos necessários urgentemente para salvar vidas e os meios de subsistência do povo americano quando a pandemia se acelera." Mas o consideram insuficiente. Prometam aprovar novos gastos para o futuro governo Joe Biden, que toma posse em 20 de janeiro.

O projeto é o segundo maior plano de alívio econômico da história dos EUA. Deve ser aprovado nesta segunda-feira.

Em março, o Congresso aprovou a Lei dos Cuidados, de US$ 2,2 trilhões (R$ 11,18 trilhões), para ajudar os cidadãos e as empresas a enfrentar a covid-19. Depois, os democratas aprovaram na Câmara gastos de mais US$ 2,4 trilhões (R$ 12,2 trilhões), mas a proposta empacou no Senado, onde os republicanos consideravam desnecessário mais estímulo.

Por causa desta resistência dos republicanos e do governo Donald Trump, a proposta exclui ajuda a estados e municípios, sobrecarregados com as despesas extras da pandemia. O presidente alegou que não daria dinheiro a governantes democratas. Com a derrota na eleição de 3 de novembro, que não aceitou, Trump manobra claramente para negar fundos ao governo Biden e no futuro acusar o presidente eleito de incompetência e de fazer um governo pior do que o seu.

Cada adulto e criança com renda anual de até US$ 75 mil (R$ 381 mil) vai receber uma ajuda direta de US$ 600 (R$ 3.049). O programa de proteção a pequenas empresas vai dar empréstimos de US$ 284 bilhões (R$ 1,443 trilhão), doações de US$ 20 bilhões (R$ 101,6 bilhões) a pequenas empresas e US$ 15 bilhões (R$ 76,23 bilhões) a cinemas, teatros e instituições culturais. Os desempregados vão receber US$ 300 (R$ 1.524) por semana de ajuda suplementar. Este benefício começa em 27 de dezembro e vai até 14 de março.

Outros US$ 25 bilhões (R$ 127 bilhões) serão destinados a inquilinos com dificuldade de pagar o aluguel, que não poderão ser despejados até 31 de janeiro, US$ 13 bilhões (R$ 66 bilhões) a ajuda alimentar e US$ 45 bilhões (R$ 228,68 bilhões) para o setor transportes, inclusive US$ 15 bilhões (R$ 76,23 bilhões) para as companhias aéreas arcarem com os custos das folhas de pagamento. As escolas e universidades levam US$ 82 bilhões (R$ 416,7 bilhões).

O pacote aprovado em março dava uma ajuda suplementar de US$ 600 (R$ 3.049) por semana aos desempregados, mas acabou no fim de julho. Pelo menos 20,6 milhões de trabalhadores recebem algum tipo de auxílio-desemprego hoje nos EUA.

Mais US$ 20 bilhões (R$ 101,6 bilhões) serão destinados à compra de vacinas para "tornar as vacinas disponíveis de graça para quem precisar", US$ 8 bilhões (R$ 40,65 bilhões) para a distribuição de vacinas e US$ 20 bilhões (R$ 101,6 bilhões) para ajudar os estados a realizar testes de covid-19.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

UE aprova ajuda de 100 milhões de euros à Somália

A União Europeia vai dar uma ajuda de 100 milhões de euros (R$ 467,5 milhões) ao governo provisório da Somália, a ser desembolsada do fim deste ano até 2021, anunciou ontem a Comissão Europeia, órgão executivo da UE.

A ajuda europeia é fundamental para a Somália tentar reconstruir a máquina estatal, destruída depois de 27 anos de guerra civil e anarquia, sem um governo central. O governo não controla o território nacional e não consegue prover os serviços básicos à população.

sábado, 27 de agosto de 2016

Japão promete ajuda de US$ 30 bilhões à África

Durante a Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento da África, realizada em Nairóbi, no Quênia, o primeiro-ministro Shinzo Abe anunciou hoje uma ajuda de US$ 30 bilhões do Japão ao continente, noticiou a agência Reuters.

Nos próximos três anos, essa quantia será investida em educação, saúde e infraestrutura. A nova ajuda se soma a US$ 32 bilhões prometidos pelo governo japonês em 2013, 67% dos quais já foram desembolsados.

O Japão concorre com a China, que nos últimos anos destinou muito mais dinheiro à África entre investimentos, empréstimos e ajuda direta.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

FMI suspende ajuda a Moçambique por esconder empréstimos

O governo de Moçambique autorizou um empréstimo de mais de US$ 500 milhões a uma empresa estatal. Junto com outros créditos, o total chega a quase US$ 2 bilhões, mais de 10% do produto interno bruto do país africano, o que levou o Fundo Monetário Internacional a suspender a ajuda.

Pela análise do FMI, a dívida pública de Moçambique passou de 39,9% do PIB em 2012 para 50,9% em 2013, 56,6% em 2014 e 73,6% em 2015, caindo ligeiramente para 69,5% neste ano. Essa queda agora está sob suspeita.

A notícia foi divulgada ontem, quando o primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, estava em Washington participando de reuniões, inclusive com a diretora-geral do Fundo, Christine Lagarde.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Grupo do Euro concorda em emprestar 86 bilhões de euros à Grécia

Depois de 16 horas de reunião, os ministros das Finanças do Grupo do Euro aprovaram na manhã de hoje um novo empréstimo de 86 bilhões de euros (R$ 296 bilhões) à Grécia em troca de um plano de reformas para equilibrar as contas públicas do país. 

O primeiro-ministro Alexis Tsipras declarou que o risco de saída da Grécia da união monetária europeia pertenceu ao passado.

Durante as tensas negociações do fim de semana, a Alemanha chegou a propor que a Grécia deixasse o euro durante cinco anos, até renegociar a dívida pública e equilibrar as receitas e despesas do governo.

O acordo ainda precisa ser aprovado pelos parlamentos vários países. Deve haver resistência na Alemanha, na Finlândia e na Holanda, que pareciam dispostos a aceitar a saída da Grécia da Zona do Euro.

A palavra decisiva de conciliação teria partido do ex-primeiro-ministro polonês Donald Tusk, atual presidente do Conselho Europeu, que reúne os chefes de Estado e de governo dos países da União Europeia.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

ONU dá US$ 15 milhões de ajuda de emergência ao Nepal

As Nações Unidas anunciaram há pouco a concessão de uma ajuda de emergência de US$ 15 milhões para o Nepal enfrentar o terremoto de dois dias atrás. Os Estados Unidos e a China prometeram US$ 10 bilhões. O total de mortos passa de 3,9 mil. Os prejuízos podem chegar a US$ 5 bilhões, um quinto de toda a riqueza que o Nepal produz num ano.

Os EUA, o Canadá, a França e a China enviaram equipes de resgate na esperança de encontrar sobreviventes. As primeiras 72 horas são críticas para isso.

Centenas de milhares de pessoas estão desabrigadas, com medo de voltar para as construções abaladas pelo tremor mais forte, de 7,8 graus na escala aberta de Richter. Os principais templos de Catmandu, a capital do país, que normalmente serviriam de abrigo, foram arrasados.

Depois do grande abalo, quando a terra tremeu numa oscilação de 4 metros, houve pelo menos 47 tremores secundários. O mais forte atingiu 6,7 graus.

No início da temporada de escalada do Monte Everest, o mais alto do mundo, haveria pelo menos mil alpinistas na montanha na hora do terremoto, que provocou grandes avalanches de neve, como esta divulgada pela televisão americana CNN. Pelo menos 17 montanhistas morreram e o socorro é difícil.

sábado, 25 de abril de 2015

China manda equipe de emergência para o Nepal

O governo chinês vai mandar uma equipe especializada de busca e salvamento para ajudar o Nepal a enfrentar as consequências do terremoto de 7,8 graus que abalou o país hoje, informou a agência de notícias oficial Nova China, citando como fonte a Administração de Terremotos da China. 

O total de mortos chegou a 1.832.

A equipe de socorro da China chega amanhã a Catmandu, a capital nepalesa, uma das áreas mais atingidas. A cidade foi parcialmente arrasada, mas está funcionando. O aeroporto foi reaberto.

Os Estados Unidos e a Índia já haviam enviado ajuda de emergência. A China também prepara o envio de suprimentos e equipamentos de emergência. Nos primeiros dias, as maiores necessidades serão de água potável, alimentos, barracas e agasalhos.

EUA enviam US$ 1 milhão e equipes de socorro ao Nepal

Os Estados Unidos anunciaram uma ajuda inicial de US$ 1 milhão e o envio de equipes de resgate para trabalhar no socorro às vítimas do terremoto de 7,8 graus na escala Richter que abalou hoje o Nepal, matando mais de 1,1 mil pessoas, informou a agência Reuters.

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e o Escritório para Ajuda em Desastres no Exterior estão se articulando para mandar equipes de emergência e recursos para as regiões onde houver maior necessidade.

Com epicentro a 80 km a noroeste da capital nepalesa, Catmandu, o tremor foi sentido nas capitais da Índia, Nova Déli, e de Bangladesh, Daca.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Ministros da Zona do Euro prorrogam socorro à Grécia

Os ministros das Finanças dos outros 18 países da Zona do Euro concordaram hoje com uma extensão de quatro meses no programa de ajuda à Grécia, de 240 bilhões de euros (R$ 775 bilhões), depois de aprovar uma série de reformas proposta pelo governo grego, noticiou o jornal The Wall St. Journal.

Vários parlamentos nacionais devem ratificar o acordo. A expectativa é que seja aprovado.

A Grécia ganhou um fôlego, mas a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, observou que as medidas proposta pelo governo radical de Atenas não são específicas. As promessas terão de ser traduzidas em resultados antes que o país receba dinheiro novo.

"Convocamos as autoridades da Grécia a desenvolver a ampliar a lista de reformas, baseado no acordo atual, em coordenação próxima com as instituições para permitir uma conclusão rápida e bem-sucedida da revisão", declararam em nota os ministros da Eurozona.

O governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), prometeu aumentar a disciplina nos gastos, orçamento e arrecadação de impostos, mantendo o direito de tomar medidas para combater a "crise humanitária" provocada por uma queda de 25% no produto interno bruto grego nos últimos seis anos.

Tsipras pretende manter o aumento do salário mínimo e se comprometeu a manter o programa de privatizações, mas ficou de revisar a venda de empresas estatais tendo em vista "aos benefícios de longo prazo ao Estado".

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

EUA aumentam ajuda à Jordânia

O secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro do Exterior jordaniano, Nasser Judeh, assinaram um acordo hoje para aumentar de US$ 660 milhões para US$ 1 bilhão nos próximos dois anos a ajuda dos Estados Unidos à Jordânia.

Como esse dinheiro, a Jordânia deve financiar projetos domésticos e lidar com a massa de refugiados vinda da guerra civil na Síria.

A Jordânia é uma importante aliada dos EUA na guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que hoje divulgou vídeo com imagens do piloto jordaniano Muath al Kasseasbeh sendo queimado vivo dentro de uma jaula, uma atrocidade sem precedentes na história sanguinária do grupo.

Em Amã, a expectativa é que a terrorista iraquiana Sajida al-Richawi seja executada nas próximas horas. Na semana passada, o Estado Islâmico exigiu sua libertação para não matar o piloto. A Jordânia exigiu uma prova de que ele estava vivo. Não consegui.

Richawi foi condenada à morte por um atentado terrorista suicida cometido contra um hotel de luxo da capital jordaniana em 2005 em que 38 pessoas foram mortas. Suas bombas não explodiram. O ataque foi realizado pela rede terrorista Al Caeda no Iraque, que depois se transformaria no Estado Islâmico do Iraque e Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que recentemente passou a se chamar apenas de Estado Islâmico para reivindicar a soberania sobre todo o planeta.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Israel pressiona Congresso dos EUA a cortar ajuda a palestinos

O governo de Israel quer usar a guinada à direita do Congresso dos Estados Unidos, onde a oposição conservadora tem agora maioria na Câmara e no Senado, para suspender a ajuda anual de US$ 400 milhões à Autoridade Nacional Palestina (ANP) em retaliação porque os palestinos pediram associação ao Tribunal Penal Internacional (TPI), informa o jornal liberal israelense Haaretz.

Pelo mesmo motivo, Israel congelou a transferência à ANP do dinheiro arrecadado em impostos dos palestinos em dezembro de 2014, cerca de US$ 127 milhões.

A lei aprovada no mês passado pelo Congresso dos EUA estipula que não será dada nenhuma ajuda econômica, se "os palestinos denunciarem Israel no TPI ou apoiarem ativamente um inquérito que submeta cidadãos israelenses a investigações por supostos crimes contra palestinos".

No domingo, o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu prometeu uma resposta dura, acusando a ANP de uma nova confrontação com Israel.

Desde que a ANP chegou a um acordo com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) para formar um governo de união nacional, há um movimento no Congresso dos EUA para cortar a ajuda aos palestinos.

Por isso, a lei de ajuda prevê o fechamento do escritório da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em Washington por três meses, se a Palestina se tornar membro das Nações Unidas ou de qualquer de suas agências. O escritório poderia ser reaberto depois de três meses, se a ANP retomar as negociações diretas com Israel, estagnadas diante da intransigência do governo israelense em congelar a colonização dos territórios árabes ocupados.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Síria impede ajuda a necessitados

A ditadura de Bachar Assad ignorou as advertências das Nações Unidas e manteve no mês passado o bloqueio a mais de 220 mil civis isolados pela guerra civil que flagela a Síria há três anos, impedindo que recebam comida e medicamentos, informa um relatório entregue sábado ao secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon.

O bloqueio à ajuda internacional continua um mês depois que o Conselho de Segurança da ONU aprovou sua primeira resolução relativa à guerra civil síria, exigindo que os combatentes deem acesso imediato aos trabalhadores de agências humanitárias envolvidos em operações de socorro às vítimas. A cada 30, o secretário-geral deve apresentar um relatório sobre a situação ao Conselho de Segurança.

Com o agravamento das divergências entre as grandes potências diante da anexação da Crimeia pela Rússia, a cooperação na questão síria fica ainda mais difícil. Moscou, que apoia Assad, tenta a levar a guerrinha fria indireta que trava com o Ocidente para outros campos de batalha, como a Síria e o Irã.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Brasil dá 11,5 mil toneladas de arroz a palestinos

Maior produtor de arroz do Brasil, o Rio Grande do Sul doou através do governo federal e do
Crianças palestinas agradecem
Programa Mundial de Alimentos 11,5 mil toneladas de arroz para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA, do inglês), anunciou ontem o governador Tarso Genro durante visita ao campo de refugiados de Chufat, em Jerusalém.

O alimento será distribuído na Cisjordânia ocupada, na Faixa de Gaza, na Jordânia, no Líbano e na Síria.

No ano passado, o Brasil deu US$ 7 milhões à agência de ajuda aos palestinos, o que o tornou o maior doador da América e do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Brasil ajuda vítimas do terremoto em Cuba e no Haiti

O Brasil vai dar US$ 100 mil para Cuba e outros US$ 100 mil para o Haiti enfrentarem os problemas criados pela passagem do furacão Sandy pela região do Caribe, anunciou ontem o Ministério das Relações Exteriores.

A ajuda ao Haiti será feita através da embaixada brasileira naquele país. O dinheiro para Cuba será entregue à Cruz Vermelha Internacional, informou o Itamaraty.