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segunda-feira, 2 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 2 de Março

 VASCO DA GAMA EM MOÇAMBIQUE

    Em 1498, o navegador português Vasco da Gama chega à ilha de Moçambique, na costa oriental da África, na primeira viagem marítima de europeus à Índia.

Ao cruzar o Cabo da Boa Esperança, no Sul da África, a frota de Vasco da Gama entra em mares nunca antes navegados por europeus. Os portugueses avançam lentamente ao longo da costa da Zululândia. O objetivo é encontrar cidades ou povoações onde possam se reabastecer de água e saber qual a distância para a Índia, talvez até conseguir um piloto que os guiasse até o destino.

Depois de uma tempestade, a frota explora a costa do que hoje é Moçambique até chegar à ilha do mesmo nome. Logo, percebem que é um lugar diferente dos que vêm encontrando, com uma cultura muçulmana, um povo que entende árabe, veste roupas coloridas de linho e algodão, usa touca e é formado por mercadores.

Há desconfiança mútua. O sultão local promete ajudar, mas dá informações erradas e não fornece um piloto. A frota tem problemas também em Mombaça, hoje parte do Quênia. Só em Melinde consegue um piloto que os guia até a Índia.

Depois de 20 mil quilômetros de viagem, os portugueses chegam em Calicute em 20 de maio de 1498.

INDEPENDÊNCIA DO MARROCOS

    Em 1956, o Marrocos, um país que ao longo da história é colonizado por Portugal, Espanha e França, declara independência da França. O rei Muhammad V forma o governo do novo país.

A expansão árabe no fim do século 7 toma o Norte da África, a região do Magrebe. Em 1415, Portugal conquista Ceuta, marco inicial do Império Português. Nos próximos séculos, o país vive sob dominação europeia.

Com a Revolução Industrial na Europa, a colonização da África se aprofunda. Em 1830, a França mostra interesse no Marrocos para proteger sua fronteira na Argélia. O Tratado de Fez, de 1912, transforma o Marrocos num protetorado francês. A Espanha mantém seu protetorado.

Pela proximidade com a Europa, o Marrocos se envolve na Primeira Guerra Mundial (1914-18), na Guerra civil Espanhola (1936-39) e na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Depois da Segunda Guerra Mundial, com base na Carta do Atlântico, assinada em 1941 pelo presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, o povo marroquino pede a volta do rei Mohammad V.

Como enfrenta a Guerra da Independência da Argélia (1954-62), a França decide ceder. Em 1955, aceita a independência do Marrocos.

RECORDE DE PONTOS NO BASQUETE

    Em 1962, Wilt Chamberlain estabelece um recorde de 200 pontos num jogo de basquete, não superado até hoje.

O Philadelphia Warriors, de Chamberlain, hoje Golden State Warriors, vence o New York Knicks por 169-147. Ele é o primeiro jogador a marcar mais de 4 mil pontos numa temporada e também detém até hoje o recorde de rebotes na carreira.

CHINA x URSS

    Em 1969, de manhã, cerca de 30 soldados da República Popular da China andam sobre as águas congeladas do Rio Ussúri e enfrentam 70 guardas de fronteira da União Soviética perto de uma ilha reivindicada pelos chineses. A escaramuça termina com dezenas de mortos e feridos, confirmando o cisma entre as duas grandes potências comunistas, que continuaria até o fim da Guerra Fria.

Pelo Tratado de Beijim de 1860, a fronteira ficava na margem chinesa do rio, e não no meio. A disputa da ilha de Zhenbao ou Damansky, próxima da margem chinesa, deflagra o conflito fronteiriço sino-soviético, seis meses de uma guerra não declarada. 

Pelos dados oficiais dos regimes, 58 soldados da URSS e 72 da China morreram. Os soviéticos afirmam que mataram cerca de 800 chineses.

Os Estados Unidos aproveitam o conflito sino-soviético para se reaproximar da China e fazer a détente com a URSS, com viagens do assessor de Segurança Nacional, Henry Kissinger, e do presidente Richard Nixon a Beijim e Moscou. A China vira uma virtual aliada não sócia da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no fim da Guerra Fria.

A demarcação da fronteira só é realizada depois do fim de URSS, em 1991, como resultado de vários acordos. O último, assinado em 14 de outubro de 2003, dá centenas de ilhas nos rios fronteiriços à China, inclusive Zhenbao.

domingo, 2 de março de 2025

Hoje na História do Mundo: 2 de Março

 VASCO DA GAMA EM MOÇAMBIQUE

    Em 1498, o navegador português Vasco da Gama chega à ilha de Moçambique, na costa oriental da África, na primeira viagem marítima de europeus à Índia.

Ao cruzar o Cabo da Boa Esperança, no Sul da África, a frota de Vasco da Gama entra em mares nunca antes navegados por europeus. Os portugueses avançam lentamente ao longo da costa da Zululândia. O objetivo é encontrar cidades ou povoações onde possam se reabastecer de água e saber qual a distância para a Índia, talvez até conseguir um piloto que os guiasse até o destino.

Depois de uma tempestade, a frota explora a costa do que hoje é Moçambique até chegar à ilha do mesmo nome. Logo, percebem que é um lugar diferente dos que vêm encontrando, com uma cultura muçulmana, um povo que entende árabe, veste roupas coloridas de linho e algodão, usa touca e é formado por mercadores.

Há desconfiança mútua. O sultão local promete ajudar, mas dá informações erradas e não fornece um piloto. A frota tem problemas também em Mombaça, hoje parte do Quênia. Só em Melinde consegue um piloto que os guia até a Índia.

Depois de 20 mil quilômetros de viagem, os portugueses chegam em Calicute em 20 de maio de 1498.

INDEPENDÊNCIA DO MARROCOS

    Em 1956, o Marrocos, um país que ao longo da história é colonizado por Portugal, Espanha e França, declara independência da França. O rei Muhammad V forma o governo do novo país.

A expansão árabe no fim do século 7 toma o Norte da África, a região do Magrebe. Em 1415, Portugal conquista Ceuta, marco inicial do Império Português. Nos próximos séculos, o país vive sob dominação europeia.

Com a Revolução Industrial na Europa, a colonização da África se aprofunda. Em 1830, a França mostra interesse no Marrocos para proteger sua fronteira na Argélia. O Tratado de Fez, de 1912, transforma o Marrocos num protetorado francês. A Espanha mantém seu protetorado.

Pela proximidade com a Europa, o Marrocos se envolve na Primeira Guerra Mundial (1914-18), na Guerra civil Espanhola (1936-39) e na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Depois da Segunda Guerra Mundial, com base na Carta do Atlântico, assinada em 1941 pelo presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, o povo marroquino pede a volta do rei Mohammad V.

Como enfrenta a Guerra da Independência da Argélia (1954-62), a França decide ceder. Em 1955, aceita a independência do Marrocos.

CHINA x URSS

    Em 1969, de manhã, cerca de 30 soldados da República Popular da China andam sobre as águas congeladas do Rio Ussúri e enfrentam 70 guardas de fronteira da União Soviética perto de uma ilha reivindicada pelos chineses. A escaramuça termina com dezenas de mortos e feridos, confirmando o cisma entre as duas grandes potências comunistas, que continuaria até o fim da Guerra Fria.

Pelo Tratado de Beijim de 1860, a fronteira ficava na margem chinesa do rio, e não no meio. A disputa da ilha de Zhenbao ou Damansky, próxima da margem chinesa, deflagra o conflito fronteiriço sino-soviético, seis meses de uma guerra não declarada. 

Pelos dados oficiais dos regimes, 58 soldados da URSS e 72 da China morreram. Os soviéticos afirmam que mataram cerca de 800 chineses.

Os Estados Unidos aproveitam o conflito sino-soviético para se reaproximar da China e fazer a détente com a URSS, com viagens do assessor de Segurança Nacional, Henry Kissinger, e do presidente Richard Nixon a Beijim e Moscou. A China vira uma virtual aliada não sócia da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no fim da Guerra Fria.

A demarcação da fronteira só é realizada depois do fim de URSS, em 1991, como resultado de vários acordos. O último, assinado em 14 de outubro de 2003, dá centenas de ilhas nos rios fronteiriços à China, inclusive Zhenbao.

sábado, 2 de março de 2024

Hoje na História do Mundo: 2 de Março

VASCO DA GAMA EM MOÇAMBIQUE

    Em 1498, o navegador português Vasco da Gama chega à ilha de Moçambique, na costa oriental da África, na primeira viagem marítima de europeus à Índia.

Ao cruzar o Cabo da Boa Esperança, no Sul da África, a frota de Vasco da Gama entra em mares nunca antes navegados por europeus. Os portugueses avançam lentamente ao longo da costa da Zululândia. O objetivo é encontrar cidades ou povoações onde possam se reabastecer de água e saber qual a distância para a Índia, talvez até conseguir um piloto que os guiasse até o destino.

Depois de uma tempestade, a frota explora a costa do que hoje é Moçambique até chegar à ilha do mesmo nome. Logo, percebem que é um lugar diferentes dos que vêm encontrando, com uma cultura muçulmana, um povo que entende árabe, veste roupas coloridas de linho e algodão, usava touca e é formado por mercadores.

Há desconfiança mútua. O sultão local promete ajudar, mas dá informações erradas e não fornece. A frota tem problemas também em Mombaça, hoje parte do Quênia. Só em Melinde consegue um piloto que os guia até a Índia.

Depois de 20 mil quilômetros de viagem, os portugueses chegam em Calicute, em 20 de maio de 1498.

INDEPENDÊNCIA DO MARROCOS

    Em 1956, o Marrocos, um país que ao longo da história é colonizado por Portugal, Espanha e França, declara independência da França. O rei Muhammad V forma o governo do novo país.

A expansão árabe no fim do século 7 toma o Norte da África, a região do Magrebe. Em 1415, Portugal conquista Ceuta, marco inicial do Império Português. Nos próximos século, o país vive sob dominação europeia.

Com a Revolução Industrial na Europa, a colonização da África se aprofunda. Em 1830, a França mostra interesse no Marrocos para proteger sua fronteira na Argélia. O Tratado de Fez, de 1912, transforma o Marrocos num protetorado francês. A Espanha mantém seu protetorado.

Pela proximidade com a Europa, o Marrocos se envolve na Primeira Guerra Mundial (1914-18), na Guerra civil Espanhola (1936-39) e na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Depois da Segunda Guerra Mundial, com base na Carta do Atlântico, assinada em 1941 pelo presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, o povo marroquino pede a volta do rei Mouhammad V.

Como enfrenta a Guerra da Independência da Argélia (1954-62), a França decide ceder. Em 1955, aceita a independência do Marrocos.

CHINA x URSS

    Em 1969, de manhã, cerca de 30 soldados da República Popular da China andam sobre as águas congeladas do Rio Ussúri enfrentam 70 guardas de fronteira da União Soviética perto de uma ilha reivindicada pelos chineses. A escaramuça termina com dezenas de mortos e feridos, confirmando o cisma entre as duas grandes potências comunistas, que continuaria até o fim da Guerra Fria.

Pelo Tratado de Beijim de 1860, a fronteira ficava na margem chinesa do rio, e não no meio. A disputa da ilha de Zhenbao ou Damansky, próxima da margem chinesa, deflagra o conflito fronteiriço sino-soviético, seis meses de uma guerra não declarada. 

Pelos dados oficiais dos regimes, 58 soldados da URSS e 72 da China morreram. Os soviéticos afirmam que mataram cerca de 800 chineses.

Os Estados Unidos aproveitam o conflito sino-soviético para se reaproximar da China e fazer a détente com a URSS, com viagens do assessor de Segurança Nacional, Henry Kissinger, e do presidente Richard Nixon a Beijim e Moscou. A China vira uma aliada não sócia da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no fim da Guerra Fria.

A demarcação da fronteira só é realizada depois do fim de URSS, em 1991, como resultado de vários acordos. O último, assinado em 14 de outubro de 2003, deu centenas de ilhas nos rios fronteiriços à China, inclusive Zhenbao.

domingo, 30 de agosto de 2020

Mais de 60 universidades registram contágios nos EUA

Com o reinício das aulas presenciais, mais de 60 universidades de 36 estados americanos registraram casos da doença do coronavírus de 2019. Em escolas primárias e secundárias, houve pelo menos 7,9 mil casos novos em alunos e funcionários. Em todo o país, sindicatos de professres vão à Justiça contra o reinício das aulas.

O total de casos confirmados da covid-19 ultrapassou hoje os 25 milhões, com 845 mil mortes e 17,7 milhões de pacientes curados. Os Estados Unidos estão perto de 6 milhões de casos e passaram de 183 mil mortes.

No Brasil, houve 15.151 casos novos e mais 398 mortes notificadas nas últimas 24 horas, de acordo com dados das secretarias estaduais da Saúde compilados por um consórcio de empresas jornalísticas. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu para 875. É a menor desde 21 de maio.

Os prefeitos das duas maiores cidades da Turquia, Istambul e Ancara, acusaram o governo central do ditador Recep Tayyip Erdogan de esconder a verdadeira escala da pandemia no país. Oficialmente, o país tem 267 mil casos confirmados e 6,3 mil mortes.

A China fez acordos com 20 países de baixa renda interessados em renegociar suas dívidas, entre eles Angola e Moçambique, duas ex-colônias de Portugal.

sábado, 21 de dezembro de 2019

Terrorismo islâmico ataca no Norte de Moçambique

Mais de 600 pessoas foram mortas desde o início do ano em Cabo Delgado, a província mais ao norte de Moçambique, distante da capital, Maputo. Só neste meses houve 17 ataques. Há suspeitas de que o grupo terrorista seja ligado ao Estado Islâmico.

A ofensiva terrorista dura dois anos e deixa um rastro de corpos mutilados, decapitados e esquartejados. O Estado Islâmico reivindicou 26 ataques. A origem e as fontes de financiamento do grupo são desconhecidos.

O Norte de Moçambique é povoado por pequenas vilas onde vivem agricultores de subsistência e pescadores, na região próxima ao Oceano Índico.

Jasmine Opperman, uma especialista africana em teologia islâmica e terrorismo, acreditam que existam entre sete e dez células terroristas operando em Cabo Delgado, mas até agora "não há provas de que haja uma ideologia ou uma liderança comum. Há indicações de extremismo muçulmano", mas a censura do governo moçambicano impede o acesso a informações mais detalhadas.

"É um problema séria e a Província do Estado Islâmico na África Central pode ter visto uma oportunidade", acrescenta a especialista. "O Estado Islâmico não precisa de uma grande organização. Precisa de representantes e algumas dessas células são o representante ideal."

Ela entende que o problema é regional e a maior potência da África Austral, a África do Sul, precisa apoiar o país vizinho, muito mais pobre.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Governo e oposição assinam acordo de paz em Moçambique

O presidente Filipe Nyusi, da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade, assinaram ontem um acordo de paz para evitar a volta da guerra civil a este país da África Austral. 

Se a paz entre os dois inimigos histórico for finalmente alcança, Moçambique poderá se concentrar na luta contra uma crescente rebelião de extremistas muçulmanos no Norte do país.

O sucesso do acordo depende da desmobilização ou integração às Forças Armadas de 5 mil milicianos da Renamo. Isto não aconteceu em acordos de paz anteriores por desconfiança dos rebeldes quanto às reais intenções do governo.

Afonso Dhlakama, líder histórico da Renamo, falecido em 3 de maio de 2018, nunca depôs as armas. Sua morte enfraqueceu o grupo, que luta para se manter politicamente relevante como eterno partido de oposição que nunca chegou ao poder.

A Renamo nasceu em 1975 como uma organização anticomunista para se contrapor à Frelimo, que governa o país desde a independência de Portugal, alguns meses antes, naquele mesmo. Foi criada pela Organização Central de Inteligência da Rodésia, hoje Zimbábue, na época governada por uma ditadura da minoria branca no modelo do regime do apartheid na África do Sul.

O ditador branco Ian Smith queria impedir que Moçambique servisse de refúgio para os rebeldes negros da União Nacional Africana do Zimbábue, que lutavam contra o regime segregacionista da minoria branca e conquistariam a vitória em 1980, sob a liderança de Robert Mugabe.

Em plena Guerra Fria, o governo de Samora Machel, da Frelimo, era aliada da União Soviética, do Congresso Nacional Africano, que lutava contra o apartheid na África do Sul, e dos rebeldes do Zimbábue, enquanto as ditaduras da minoria branca eram aliadas do Ocidente até começarem a ser alvo de sanções internacionais contra seus regimes racistas.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Estado Islâmico reivindica primeiro ataque em Moçambique

Uma milícia que se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Central reivindicou um ataque contra as forças de segurança de Moçambique na província de Cabo Delgado, no primeiro ataque da organização terrorista neste país do Sul da África, noticiou hoje a Agência France Presse.

A ação faz parte da estratégia do Estado Islâmico de tentar se estabelecer em outras regiões, fora do Oriente Médio, depois do colapso do califado que proclamou em 2014 em territórios do Iraque e da Síria, mesmo que seja através de alianças com grupos locais.

Embora o ataque não signifique necessariamente que milícias extremistas muçulmanas terão mais capacidade militar sob a bandeira do Estado Islâmico, Moçambique poderá obter mais ajuda internacional para conter a rebelião no Norte do país.

Desde 2017, a milícia terrorista muçulmana Ahlu Sunnah Wa-Hamo trava uma guerra de baixa intensidade contra o Exército de Moçambique na província de Cabo Delgado, rica em energia.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Atentado contra empresa dos EUA deixa três mortos em Moçambique

Atiradores não identificados mataram pelo menos três pessoas em três ataques contra um comboio da companhia americana de petróleo e gás natural Andarko no Norte de Moçambique, noticiou hoje a agência de notícias Bloomberg.

O primeiro ataque a uma empresa de gás e petróleo é uma escalada nas ações armadas de rebeldes muçulmanos iniciadas no fim de 2017 na região de Cabo Delgado, onde foram registrados seis ataques recentemente.

Grandes empresas de energia planejam investir US$ 50 bilhões em projetos de gás natural no país africano. A insurgência muçulmana representa uma ameaça que o Exército de Moçambique não está conseguindo controlar.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Líder histórico da oposição de Moçambique morre aos 65 anos

O veterano líder rebelde Afonso Dhlakama, chefe da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), o maior partido de oposição de Moçambique, morreu aos 65 anos em seu refúgio na Floresta da Gorongosa, aparentemente depois de sofrer um ataque cardíaco, informou hoje a Agência France Presse (AFP).

A Resistência Nacional Moçambicana nasceu com nome inglês em 1976 na antiga Rodésia, hoje Zimbábue, na época governada por uma ditadura da minoria branca, como a vizinha África do Sul. Era uma aliança anticomunista sustentada pelos regime brancos do Sul da África e os conservadores nos Estados Unidos para combater o governo marxista da Frente da Libertação de Moçambique (Frelimo), aliada da União Soviética na Guerra Fria.

Para o ditador rodesiano Ian Smith, a preocupação era que a Frelimo desse refúgio aos guerrilheiros da União Nacional Africana do Zimbábue (ZANU, em inglês), que chegaria ao poder em 1980 com Robert Mugabe. Ironicamente, o governo Margaret Thatcher chegou a apoiar a Frelimo porque o Reino Unido queria acabar com a ditadura de Ian Smith.

Dhlakama chegou a ser membro da Frelimo na luta pela independência, mas foi um dos fundadores da Renamo. Depois da morte em combate do primeiro presidente, André Maitsangaíssa, em 17 de outubro de 1979, Dhlakama assumiu o comando da luta armada contra o governo comunista da Frelimo.

A guerra civil moçambicana durou até 1992. Com o acordo de paz, garantido por uma força de paz das Nações Unidas com grande participação brasileira, Dhlakama disputou cinco eleições presidenciais e a Renamo, cinco eleições legislativas. Ficaram sempre em segundo lugar, atrás da Frelimo, que governa Moçambique até hoje. Seu melhor resultado foi 2.133.655 votos (47,7%), em 1999, quando perdeu para o então presidente Joaquim Chissano (1986-2005), com 2.338.888 votos (52,3%).

Como na África o chefe é o chefe, não pode ser segundo de ninguém, Dhlakama nunca aceitou ser vice-presidente ou líder da oposição na Assembleia Nacional, em Maputo. Viveu sempre em regiões onde a Renamo ganhava as eleições. Defendia um regime federativo onde a Renamo pudesse ter uma base de poder.

De tempos em tempos, a frágil trégua entre o eterno governo e a eterna oposição se rompeu. Em outubro de 2013, a Renamo rejeitou o acordo de paz de 1992. Houve combates esporádicos, mas não um conflito generalizado.

Um segundo acordo de paz foi acertado em setembro de 2014. A Frelimo deu à Renamo a chance de integrar seus homens às Forças Armadas, uma anistia ampla e maior acesso às finanças públicas. Mas não durou, Dhlakama não reconhecei a eleição de Filipe Nyusi e, em dezembro de 2014, ameaçou declarar a independência da República do Centro e Norte de Moçambique.

Em fevereiro de 2015, os dois negociaram a aprovação de uma lei para dar mais autonomia às províncias. O Parlamento rejeitou a proposta como inconstitucional em maio daquele ano.

A Renamo mantém seus redutos, como a Floresta de Gorongosa. A violência ocasional tende a continuar, prevê a empresa de consultoria e análise estratégica Stratfor.

Desde o acordo de paz, a Frelimo se concentrou no desenvolvimento da região da capital, Maputo, no Sul de Moçambique, que fica perto de Joanesburgo, a capital econômica da África do Sul, negligenciando o Centro e o Norte do país, onde estão as bases da Frelimo.

A partir da década passada, aumentou o interesse pelas regiões mais pobres por causa de suas jazidas de carvão e gás natural. A exploração do gás pelas empresas Anadarko, ENI e Statoil deve mobilizar investimentos de US$ 31 bilhões nos próximos cinco anos.

É uma quantia importante num país com produto interno bruto estimado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) US$ 12,345 bilhões no ano passado. Em duas décadas, o gás natural deve render US$ 37 bilhões a Moçambique e há potencial para novas descobertas.

Com esta riqueza, Moçambique deve se tornar uma economia baseada em hidrocarbonetos como Angola, segunda maior produtora de petróleo da África, depois da Nigéria. Como país litorâneo, os portos de Maputo, Beira e Nacala podem ser centros logísticos para o comércio exterior dos países sem saída para o mar.

Os recursos para um projeto de desenvolvimento capaz de fortalecer a unidade nacional estão dados. Ao mesmo tempo em que Moçambique crescia, a legitimidade do sistema eleitoral passou a ser contestada. Em 2009, o presidente Armando Guebuza ganhou um segundo mandato com 75% dos votos.

A seguir, houve uma mudança de gerações. Saíram os heróis da independência. O novo presidente, Filipe Nyusi, teve a eleição contestada por Dhlakama.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Lixão desaba e mata 17 pessoas em Moçambique

Pelo menos 17 pessoas morreram no desabamento de um depósito de lixo sobre cinco casas de uma favela próxima, em Maputo, a capital de Moçambique, uma antiga colônia portuguesa no Sul da África. Mais pessoas podem estar soterradas sob e montanha de lixo.

A tragédia aconteceu por volta das três horas da madrugada de segunda-feira, quando uma chuva forte caiu sobre o lixão de Hulene, deflagrando uma avalanche que enterrou cinco casas construídas irregularmente.

O Serviço Nacional de Segurança Pública teme que o número de mortos possa ser maior: "A informação que recebemos das autoridades locais é que o número de moradores daquelas casas excede o número de mortes registradas, então continuamos a trabalhar para ver se há mais mortos", declarou Leonilde Pelembe, porta-voz do serviço.

Antes do colapso, as autoridades haviam pedido aos favelados que abandonassem as casas erguidas ilegalmente numa área miserável da capital moçambicana. De acordo com a agência de notícias portuguesa Lusa, a montanha de lixo tinha a altura de um edifício de três andares.

"Este lixão deveria ter sido fechado há dez anos porque estava cheio, mas continuavam a chegar caminhões e empilhar mais lixo. A consequência está aí", declarou a líder comunitária Teresa Mangue.

Cerca de 55% da população de Moçambique, de 14 milhões de habitantes, vivem na miséria. A Câmara Municipal de Maputo vai criar um centro de acolhimento temporária para abrigar os flagelados.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Países africanos são acusados de violar embargo à Coreia do Norte

No momento em que o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprova novas sanções contra a ditadura comunista da Coreia do Norte, um relatório de avaliação das sanções existentes anteriormente revela que vários países africanos estão violando o embargo à venda de armas.

Angola, o Congo, a Eritreia, Moçambique, a Namíbia, Tanzânia e Uganda teriam comprado armas da Coreia do Norte, dando fôlego ao regime stalinista de Pionguiangue para manter seus programas de desenvolvimento de armas atômicas e tecnologia de mísseis.

O relatório, citado pela agência de notícias portuguesa Lusa, acusa Moçambique de assinar contratos para compra mísseis terra-ar portáteis, sistema de defesa antiaérea, outros tipos de mísseis e radares.

Fora da África, a Síria é citada como grande compradora de armas da Coreia do Norte. Em 2007, a Força Aérea de Israel destruiu uma instalação nuclear em construção pela ditadura de Bachar Assad em Deir el-Zur, onde seria instalado um reator nuclear de grafite norte-coreano.

Do fim de 2016 a maio de 2017, a Coreia do Norte exportou ilegalmente carvão, ferro e outros produtos, no valor total de pelo menos US$ 270 milhões. Usando meios indiretos, a ditadura norte-coreana exportou ilegalmente minério de ferro, aço e produtos ferrosos para a China, o Egito, a França, a Índia, a Irlanda e o México.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Praga de gafanhotos ameaça de fome Sul da África

Uma infestação de uma espécie de gafanhotos que durante o crescimento são conhecidos como lagartas-militares ameaça a segurança alimentar do Sul da África, especialmente de países mais pobres e vulneráveis como a Zâmbia e o Zimbábue.

A praga, considerada endêmica na América, foi registrada pela primeira vez na África no ano passado. Já chegou à África do Sul, Gana, Maláui, Moçambique, Namíbia, Zâmbia e Zimbábue. É mais difícil de eliminar do que as espécies nativas africanas. Uma única espécie é responsável por 73% das perdas agrícolas causadas por ataques de gafanhotos no continente americano.

Maior produtora agrícola da região, a África do Sul deve ser o alvo principal dos gafanhotos e suas lagartas, mas está mais capacitada para combater o mal.

O impacto sobre a produção de alimentos deve ser agravado pelas secas recentes na região, afetando duramente a agricultura de subsistência. Em 2012, uma praga de gafanhotos causou uma perda de 11% na safra de milho da Zâmbia.

sábado, 18 de junho de 2016

Vale suspende transporte de carvão após ataques em Moçambique

Depois da dois ataques na semana passada, a companhia mineradora brasileira Vale suspendeu o transporte de carvão na Ferrovia do Sena, em Moçambique, noticiou a agência Lusa.

"O transporte na linha do Sena está interrompido desde 8 de junho, quando houve o último incidente", declarou uma porta-voz da empresa, ressalvando que "até o momento não há impacto na produção nem na exportação".

A locomotiva foi alvo de tiros. Um tripulante saiu ferido. "Ocorreram recentemente dois incidentes envolvendo trens da Vale na linha férrea do Sena, o primeiro no dia 6 de junho às 10 horas e o segundo no dia 8 de junho por volta das 20h", acrescentou a porta-voz.

A polícia de Moçambique acusa a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), o maior partido de oposição, que se recusou a aceitar o resultado das eleições de 2014 e exige o direito de governar as províncias onde venceu.

No início de junho, representantes do governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e da Renamo se reuniram pela terceira vez desde o reinício do diálogo, no fim de maio de 2016, para preparar um encontro entre o presidente do país, Filipe Nyusi, e o líder da oposição, Afonso Dhlakama.

A Frelimo, originalmente um grupo guerrilheiro comunista, governa Moçambique desde a independência, em 1975. A Renamo nasceu na vizinha Rodésia, hoje Zimbábue, na época governada por um regime supremacista branco ligado ao regime do apartheid na África do Sul.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Renamo ataca trem da Vale em Moçambique

Rebeldes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), o maior partido de oposição de Moçambique atacaram um trem da mineradora brasileira Vale na região de Lavos, no distrito de Cheringoma, na província de Sofala, no centro desta antiga colônia portuguesa no Oceano Índico.

Os atiradores dispararam contra a locomotiva do trem, que ia descarregado para uma mina de carvão, ferindo um ajudante do condutor, revelou o chefe de polícia de Moçambique, Alfredo Mussa, destacando ter sido o primeiro ataque da Renamo contra um trem neste ano.

A composição estava num corredor ferroviário que liega a vila produtora de carvão de Moatize, na província central de Tete, com o porto da Beira, em Sofala. Depois do ataque, o trem seguiu  viagem para seu destino.

Insatisfeita com sucessivas derrotas na eleições nacionais, na prática o país é desde a independência uma ditadura de partido único, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), a Renamo defende autonomia regional para as províncias onde é maioria de modo a ter uma base política.

Nas últimas semanas, há preparações para um encontro do presidente Filipe Nyusi com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Professores de Portugal tentam barrar Acordo Ortográfico

A Associação Nacional de Professores de Português e o grupo Cidadãos contra o Acordo Ortográfico entraram na Justiça em Portugal para tentar anular a harmonização acertada pelos países lusófonos em 1990, informa o jornal português Público.

Na ação judicial popular apresentada hoje ao Supremo Tribunal Administrativo, os professores e seus aliados no grupo formado no Facebook alegam que a reforma ortográfico só poderia ser aprovada por projeto de lei e não pela Resolução do Conselho de Ministros nº 8/2011.

Os impetrantes alegam que ninguém seguia as novas regras ortográficas até o então primeiro-ministro José Sócrates baixar a resolução.

Pelo acordo de 1990, a reforma só entraria em vigor quando ratificada por todos os países. Até hoje, Angola e Moçambique não aprovaram. Durante recente visita a Moçambique, o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu que será necessário revisá-lo se os dois grandes países da África portuguesa não o ratificarem.

Qualquer se seja a decisão cabe recurso ao Tribunal Constitucional.

Veja aqui as principais mudanças, no Guia Prático da Nova Ortografia dos Dicionários Michaelis.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Presidente de Portugal fala em repensar o acordo ortográfico

Durante visita de Estado à ex-colônia de Moçambique, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, declarou que, se este país africano e Angola decidirem não ratificar o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, será o caso de revisar a matéria.

Em entrevista à Rádio e Televisão Portuguesa (RTP) África, o chefe de Estado português admitiu que pessoalmente não segue a nova ortografia.

"Estamos à espera de que Moçambique decida sim ou não ao Acordo Ortográfico", afirmou Rebelo de Sousa. "Se decidir que não, mais Angola, é uma oportunidade para repensar essa matéria."

O acordo foi assinado em 1990 por Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), fundada em julho de 1996. O Timor Leste aderiu em 2004, depois de sua independência. Todos os países lusófonos ratificaram o acordo, menos Angola e Moçambique.

No Brasil, o acordo ortográfico entrou em vigor em maio de 2009, com um período de transição de três anos. Veja o que mudou no Guia Prático da Nova Ortografia dos Dicionários Michaelis.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

FMI suspende ajuda a Moçambique por esconder empréstimos

O governo de Moçambique autorizou um empréstimo de mais de US$ 500 milhões a uma empresa estatal. Junto com outros créditos, o total chega a quase US$ 2 bilhões, mais de 10% do produto interno bruto do país africano, o que levou o Fundo Monetário Internacional a suspender a ajuda.

Pela análise do FMI, a dívida pública de Moçambique passou de 39,9% do PIB em 2012 para 50,9% em 2013, 56,6% em 2014 e 73,6% em 2015, caindo ligeiramente para 69,5% neste ano. Essa queda agora está sob suspeita.

A notícia foi divulgada ontem, quando o primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, estava em Washington participando de reuniões, inclusive com a diretora-geral do Fundo, Christine Lagarde.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Moçambique expulsa espanhola que defendia minissaia nas escolas

Em nome dos "bons costumes", o Serviço Nacional de Migração de Moçambique deportou há dois dias a espanhola Eva Anadon Moreno por ter participado de uma manifestação de protesto na capital, Maputo, contra a proibição do uso de minissaias nas escolas.

A manifestação foi convocada por organizações da sociedade civil em protesto contra a exigência de uso de saias abaixo do joelho em escolas primárias e secundárias.

Pela nota oficial do governo, "a cidadã dirigia um grupo de crianças vestidas de uniforme escolar e empunhando dísticos com dizeres ofensivos aos bons costumes da República de Moçambique, violando de forma clara e manifesta a Lei 5/93, que estabelece o regime jurídico do cidadão estrangeiros e fixa as respectivas normas de entrada, permanência e saída do país."

Numa contradição com sua própria narrativa, o governo afirma que a manifestação convocada para 28 de março "não chegou a ocorrer pelo fato de ter sido inviabilizada pela polícia da República de Moçambique por se tratar de uma marcha ilegal."

Desde a independência de Portugal, em 1975, o mesmo partido, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) governa o país do Sul da África. Isso levou a uma guerra civil com a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) que acabou oficialmente em 1992, mas de tempo em tempo ainda há escaramuças no interior do país.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Moçambique cresce em ritmo de 6% ao ano

A economia de Moçambique avançou em ritmo de 6% ao ano no primeiro trimestre de 2015, abaixo da meta oficial de 7,5%, anunciou ontem o primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário em depoimento na Assembleia da República.

No primeiro dia de audiência no parlamento, o chefe do governo declarou que a inflação ficou em 2,4% ao ano em junho, abaixo da meta oficial, de 5,1%.

Rosário destacou a contratação de 1.963 pelo Sistema Nacional de Saúde, a construção de 387 salas de aula e 46 centros de saúde, a eletrificação de 92 escolas com energia solar e a geração de 119.403 empregos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Filipe Nyusi toma posse como presidente de Moçambique

Em cerimônia na Praça da Independência, em Maputo, o ex-ministro da Defesa Filipe Nyusi assumiu hoje a Presidência da República de Moçambique. Ferroviário, filho de camponeses, é o quarto presidente da história do país, depois do líder da independência, Samora Machel, de Joaquim Chissano e de Armando Guebuza.

Filipe Jacinto Nyusi, de 55 anos, toma posse para um mandato de cinco anos, com direito a uma reeleição. Estavam presentes os presidentes da África do Sul, Jacob Zuma, e de Portugal, a antiga potência colonial, Aníbal Cavaco Silva.

O secretário-geral da Presidência da República, ministro Miguel Rossetto, representou o Brasil.

Na eleição presidencial de 15 de outubro de 2014, Nyusi, da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) obteve 57% dos votos contra 36,6% para Afonso Dhlakama, da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo); e 6,4% para Daviz Samango, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM). Mas os oposicionistas contestaram o resultado oficial.

Dhlakama ameaçou impedir a posse da nova Assembleia da República e reiniciar a guerra civil. Ele só participou das eleições depois de um novo acordo de paz, no ano passado. Este será um desafio inicial do novo governo, manter a paz. A Renamo exige uma divisão de poder em que governaria as províncias onde ganhou a votação.