Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Ao permitir a entrada ilegal em massa de dezenas de milhares de pessoas no território espanhol de Ceuta na semana passada, o governo do Marrocos deixou claro mais uma vez que não aceita o controle da Espanha sobre os dois últimos enclaves europeus na África, resquício do passado colonial e realimentou o debate sobre a imigração ilegal.
A imensa maioria voltou para o Marrocos, mas pelo menos 72 pessoas morreram.
Ao ser no mínimo conivente com a entrada ilegal em massa realimentou um dos debates favoritos da extrema direita na Europa e nos Estados Unidos. O primeiro-ministro socialista espanhol, Pedro Sánchez, abriu recentemente um caminho para a regularização de imigrantes ilegais que estavam no país há mais de cinco meses no fim do ano passado, um anátema para os neofascistas.
Com várias eleições em futuro próximo, o debate só tende a esquentar. Ao mesmo tempo, fica evidente que o sonho europeu está vivo para milhões de africanos despossuídos, dispostos a arriscar a vida para chegar em países onde têm muito mais oportunidades, países aliás que precisam da mão de obra imigrante por causa da queda da natalidade.
ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37
Em 1814, as forças europeias aliadas na Sexta Coalizão (Áustria, Rússia, Prússia, Suécia, Reino Unido, Espanha e Portugal) contra o imperador Napoleão Bonaparte, um dos maiores generais de todos os tempos, invadem Paris, acabando com uma década de domínio da França sobre o continente.
Napoleão Bonaparte nasce em Ajácio, na Córsega, em 15 de agosto de 1769, dois anos antes da ilha passar a fazer parte da França. É eleito primeiro cônsul da França aos 30 anos, em 12 de dezembro de 1799, acaba com a Revolução Francesa e assume o controle do Estado em 1800. Em 2 de dezembro de 1804, obriga o papa Pio VII a coroá-lo imperador.
Em 1807, Napoleão comanda um império que se estende por quase toda a Europa, invade Portugal e a família real portuguesa foge para o Brasil. Toma a Espanha no ano seguinte.
Seu grande erro é a desastrosa invasão da Rússia, em 1812, onde sofre as primeiras derrotas importantes. O Duque de Wellington liberta a Espanha e, em 1814, Napoleão sofre uma derrota total. Seus inimigos entram em Paris.
Napoleão abdica em 11 de maio de 1814 e vai para o exílio na Ilha de Elba. Em 28 de fevereiro de 1815, ele foge com 700 homens, retoma o poder na França, em 20 de março, e governa por 100 dias até a derrota final na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 18 de junho do mesmo ano.
Preso e exilado, morre seis anos depois, em 5 de maio de 1821, na Ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico.
NASCE VERLAINE
Em 1844, Paul Marie Verlaine, um dos maiores poetas do simbolismo francês, nasce em Metz, na França. Com Charles Baudelaire e Stéphane Mallarmé, formava o grupo dos decadentes.
Aos 22 anos, em 1866, ele lança seu primeiro trabalho, Poemas saturninos. Sua vida muda em setembro de 1781, quando Verlaine conhece o poeta Arthur Rimbaud, com quem tem uma relação amorosa tumultuada e errante pela Inglaterra e a Bélgica.
Depois de ferir o que chama de "meu marido infernal"com um revólver, Verlaine é preso por dois anos, quando busca refúgio na sua formação católica. De volta à liberdade, publica Sabedoria (1880), Jadis et Naguère (1884) e Paralelo (1889).
Com a saúde debilitada pelo abuso do álcool, Verlaine morre aos 51 anos em 8 de janeiro de 1896.
NASCE VAN GOGH
Em 1853, nasce em Zundert, nos Países Baixos, Vincent van Gogh, um dos pintores mais importantes da história.
Hoje, Van Gogh é celebrado mundialmente como um gênio da pintura. Mas, durante sua vida, só vende um quadro. É uma alma torturada e um grande artista que luta contra a fome.
Ele só decide se tornar um artista em 1880. Seus primeiros quadros, como Os Comedores de Batatas, são escuros e sombrios. Refletem a miséria dos pequenos agricultores holandeses. Ele vai para Londres de 1873 a 1875 e de lá vai para Paris.
Seus pintores de referência são os holandeses Rembrandt e Frans Hals. Com Paolo Veronese e Engène Delacroix, Van Gogh descobre a importância da cor em si mesma.
Em 1886, ele vai morar em Paris com o irmão Theo, um marchand que o apresenta a pintores como Paul Gauguin, Georges Seurat, Camille Pissarro e Henri de Toulouse Lautrec. Van Gogh muda de estilo e passa a usar cores vivas. Em 1888, aluga uma casa em Arles, no Sul da França, para criar uma colônia de artistas. Gauguin ficou lá por dois meses.
Durante uma discussão entre os dois, Van Gogh ameaça o amigo com uma faca antes de se mutilar. Van Gogh é hospitalizado em Arles e internado num hospício em Saint Rémy por um ano, um período em que oscilou entre a loucura e grande criatividade, e pintou Íris e Noite Estrelada.
Em 27 de julho de 1890, Van Gogh baleia a si mesmo e morre dois dias depois.
COMPRA DO ALASCA
Em 1867, William Seward, secretário de Estado norte-americano nos governos Abraham Lincoln (1861-65) e Andrew Johnson (1865-69), assina a compra do Alasca da Rússia por US$ 7,2 milhões, cerca de 5 centavos por hectare.
A Rússia oferece várias vezes aos Estados Unidos seu território na América do Norte, mas a transação é adiada pela Guerra da Secessão (1861-65). Em dezembro d 1866, o embaixador russo nos EUA, Barão Eduardo de Stoeckl, recebe orientação do czar Alexandre II para abrir negociações.
O custo e as dificuldades de enviar suprimentos ao território davam prejuízo à Rússia, endividada depois da derrota na Guerra da Crimeia (1853-56). As negociações começam em 11 de março de 1867 e são concluídas no dia 29. No dia 30, Johnson apresenta o acordo ao Congresso. O Senado ratifica o tratado em 9 de abril.
Vários jornais protestam contra o que chamam de "loucura de Seward", "Geleira de Seward" ou "jardim de ursos polares de Andrew Johnson". A transferência de soberania acontece em 18 de outubro de 1867.
A descoberta de ouro em 1896 provoca uma onda migratória. Desde a maior corrida do ouro da história da América, o Alasca, rico em recursos naturais, contribui para a prosperidade dos EUA.
FRANÇA DOMINA O MARROCOS
Em 1912, o sultão Abdal Hafide assina o Tratado de Fez e cede soberania do Marrocos à França, que transforma as regiões central e sul do país no Protetorado Francês do Marrocos.
Como parte do tratado, a Alemanha reconhece as áreas de influência da França e da Espanha no Marrocos. Em troca, recebe a colônia do Congo Francês, hoje República do Congo, e uma parte da África Equatorial Francesa que transforma em Camarões. A Espanha fica com o território que se converte no Marrocos Espanhol.
NASCE UM DEUS DO ROCK
Em 1945, Eric Clapton, cantor, compositor e um dos maiores guitarristas de história, que toca nas bandas Yardbirds, The Cream e Blind Faith antes de fazer uma magnífica carreira solo, nasce em Ripley, no Condado de Surrey, na Inglaterra. Faz 81 anos hoje.
Clapton é filho de mãe adolescente com um soldado canadense estacionado no Reino Unido durante a guerra que volta para sua mulher no Canadá antes de Eric nascer. Ele é criado pelos avós. Ele começa a tocar guitarra na adolescência e estuda no Kings College of Arts. Em 1963, entra para os Yardbirds. Depois, forma The Crime e o Blind Faith antes de se dedicar à carreira solo.
ATENTADO CONTRA REAGAN
Em 1981, pouco mais depois de dois meses da posse, o presidente Ronald Reagan é baleado e gravemente ferido por John Hinckley Jr.
É PROIBIDO FUMAR
Em 2003, uma lei proibindo fumar em todos os lugares onde há empregados, inclusive bares e restaurantes, entra em vigor da Cidade de Nova York.
ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37
Em 1498, o navegador português Vasco da Gama chega à ilha de Moçambique, na costa oriental da África, na primeira viagem marítima de europeus à Índia.
Ao cruzar o Cabo da Boa Esperança, no Sul da África, a frota de Vasco da Gama entra em mares nunca antes navegados por europeus. Os portugueses avançam lentamente ao longo da costa da Zululândia. O objetivo é encontrar cidades ou povoações onde possam se reabastecer de água e saber qual a distância para a Índia, talvez até conseguir um piloto que os guiasse até o destino.
Depois de uma tempestade, a frota explora a costa do que hoje é Moçambique até chegar à ilha do mesmo nome. Logo, percebem que é um lugar diferente dos que vêm encontrando, com uma cultura muçulmana, um povo que entende árabe, veste roupas coloridas de linho e algodão, usa touca e é formado por mercadores.
Há desconfiança mútua. O sultão local promete ajudar, mas dá informações erradas e não fornece um piloto. A frota tem problemas também em Mombaça, hoje parte do Quênia. Só em Melinde consegue um piloto que os guia até a Índia.
Depois de 20 mil quilômetros de viagem, os portugueses chegam em Calicute em 20 de maio de 1498.
INDEPENDÊNCIA DO MARROCOS
Em 1956, o Marrocos, um país que ao longo da história é colonizado por Portugal, Espanha e França, declara independência da França. O rei Muhammad V forma o governo do novo país.
A expansão árabe no fim do século 7 toma o Norte da África, a região do Magrebe. Em 1415, Portugal conquista Ceuta, marco inicial do Império Português. Nos próximos séculos, o país vive sob dominação europeia.
Com a Revolução Industrial na Europa, a colonização da África se aprofunda. Em 1830, a França mostra interesse no Marrocos para proteger sua fronteira na Argélia. O Tratado de Fez, de 1912, transforma o Marrocos num protetorado francês. A Espanha mantém seu protetorado.
Pela proximidade com a Europa, o Marrocos se envolve na Primeira Guerra Mundial (1914-18), na Guerra civil Espanhola (1936-39) e na Segunda Guerra Mundial (1939-45).
Depois da Segunda Guerra Mundial, com base na Carta do Atlântico, assinada em 1941 pelo presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, o povo marroquino pede a volta do rei Mohammad V.
Como enfrenta a Guerra da Independência da Argélia (1954-62), a França decide ceder. Em 1955, aceita a independência do Marrocos.
RECORDE DE PONTOS NO BASQUETE
Em 1962, Wilt Chamberlain estabelece um recorde de 200 pontos num jogo de basquete, não superado até hoje.
O Philadelphia Warriors, de Chamberlain, hoje Golden State Warriors, vence o New York Knicks por 169-147. Ele é o primeiro jogador a marcar mais de 4 mil pontos numa temporada e também detém até hoje o recorde de rebotes na carreira.
CHINA x URSS
Em 1969,de manhã, cerca de 30 soldados da República Popular da China andam sobre as águas congeladas do Rio Ussúri e enfrentam 70 guardas de fronteira da União Soviética perto de uma ilha reivindicada pelos chineses. A escaramuça termina com dezenas de mortos e feridos, confirmando o cisma entre as duas grandes potências comunistas, que continuaria até o fim da Guerra Fria.
Pelo Tratado de Beijim de 1860, a fronteira ficava na margem chinesa do rio, e não no meio. A disputa da ilha de Zhenbao ou Damansky, próxima da margem chinesa, deflagra o conflito fronteiriço sino-soviético, seis meses de uma guerra não declarada.
Pelos dados oficiais dos regimes, 58 soldados da URSS e 72 da China morreram. Os soviéticos afirmam que mataram cerca de 800 chineses.
Os Estados Unidos aproveitam o conflito sino-soviético para se reaproximar da China e fazer a détente com a URSS, com viagens do assessor de Segurança Nacional, Henry Kissinger, e do presidente Richard Nixon a Beijim e Moscou. A China vira uma virtual aliada não sócia da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no fim da Guerra Fria.
A demarcação da fronteira só é realizada depois do fim de URSS, em 1991, como resultado de vários acordos. O último, assinado em 14 de outubro de 2003, dá centenas de ilhas nos rios fronteiriços à China, inclusive Zhenbao.
Em 1814, as forças europeias aliadas na Sexta Coalizão (Áustria, Rússia, Prússia, Suécia, Reino Unido, Espanha e Portugal) contra o imperador Napoleão Bonaparte, um dos maiores generais de todos os tempos, invadem Paris, acabando com uma década de domínio da França sobre o continente.
Napoleão Bonaparte nasce em Ajácio, na Córsega, em 15 de agosto de 1769, dois anos antes da ilha passar a fazer parte da França. É eleito primeiro cônsul da França aos 30 anos, em 12 de dezembro de 1799, acaba com a Revolução Francesa e assume o controle do Estado em 1800. Em 2 de dezembro de 1804, obriga o papa Pio VII a coroá-lo imperador.
Em 1807, Napoleão comanda um império que se estende por quase toda a Europa, invade Portugal e a família real portuguesa foge para o Brasil. Toma a Espanha no ano seguinte.
Seu grande erro é a desastrosa invasão da Rússia, em 1812, onde sofre as primeiras derrotas importantes. O Duque de Wellington liberta a Espanha e, em 1814, Napoleão sofre uma derrota total. Seus inimigos entram em Paris.
Napoleão abdica em 11 de maio de 1814 e vai para o exílio na Ilha de Elba. Em 28 de fevereiro de 1815, ele foge com 700 homens, retoma o poder na França, em 20 de março, e governa por 100 dias até a derrota final na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 18 de junho do mesmo ano.
Preso e exilado, morre seis anos depois, em 5 de maio de 1821, na Ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico.
NASCE VERLAINE
Em 1844, Paul Marie Verlaine, um dos maiores poetas do simbolismo francês, nasce em Metz, na França. Com Charles Baudelaire e Stéphane Mallarmé, formava o grupo dos decadentes.
Aos 22 anos, em 1866, ele lança seu primeiro trabalho, Poemas saturninos. Sua vida muda em setembro de 1781, quando Verlaine conhece o poeta Arthur Rimbaud, com quem tem uma relação amorosa tumultuada e errante pela Inglaterra e a Bélgica.
Depois de ferir o que chama de "meu marido infernal"com um revólver, Verlaine é preso por dois anos, quando busca refúgio na sua formação católica. De volta à liberdade, publica Sabedoria (1880), Jadis et Naguère (1884) e Paralelo (1889).
Com a saúde debilitada pelo abuso do álcool, Verlaine morre aos 51 anos em 8 de janeiro de 1896.
NASCE VAN GOGH
Em 1853, nasce em Zundert, nos Países Baixos, Vincent van Gogh, um dos pintores mais importantes da história.
Hoje, Van Gogh é celebrado mundialmente como um gênio da pintura. Mas, durante sua vida, só vende um quadro. É uma alma torturada e um grande artista que luta contra a fome.
Ele só decide se tornar um artista em 1880. Seus primeiros quadros, como Os Comedores de Batatas, são escuros e sombrios. Refletem a miséria dos pequenos agricultores holandeses. Ele vai para Londres de 1873 a 1875 e de lá vai para Paris.
Seus pintores de referência são os holandeses Rembrandt e Frans Hals. Com Paolo Veronese e Engène Delacroix, Van Gogh descobre a importância da cor em si mesma.
Em 1886, ele vai morar em Paris com o irmão Theo, um marchand que o apresenta a pintores como Paul Gauguin, Georges Seurat, Camille Pissarro e Henri de Toulouse Lautrec. Van Gogh muda de estilo e passa a usar cores vivas. Em 1888, aluga uma casa em Arles, no Sul da França, para criar uma colônia de artistas. Gauguin ficou lá por dois meses.
Durante uma discussão entre os dois, Van Gogh ameaça o amigo com uma faca antes de se mutilar. Van Gogh é hospitalizado em Arles e internado num hospício em Saint Rémy por um ano, um período em que oscilou entre a loucura e grande criatividade, e pintou Íris e Noite Estrelada.
Em 27 de julho de 1890, Van Gogh baleia a si mesmo e morre dois dias depois.
COMPRA DO ALASCA
Em 1867, William Seward, secretário de Estado norte-americano nos governos Abraham Lincoln (1861-65) e Andrew Johnson (1865-69), assina a compra do Alasca da Rússia por US$ 7,2 milhões, cerca de 5 centavos por hectare.
A Rússia oferece várias vezes aos Estados Unidos seu território na América do Norte, mas a transação é adiada pela Guerra da Secessão (1861-65). Em dezembro d 1866, o embaixador russo nos EUA, Barão Eduardo de Stoeckl, recebe orientação do czar Alexandre II para abrir negociações.
O custo e as dificuldades de enviar suprimentos ao território davam prejuízo à Rússia, endividada depois da derrota na Guerra da Crimeia (1853-56). As negociações começam em 11 de março de 1867 e são concluídas no dia 29. No dia 30, Johnson apresenta o acordo ao Congresso. O Senado ratifica o tratado em 9 de abril.
Vários jornais protestam contra o que chamam de "loucura de Seward", "Geleira de Seward" ou "jardim de ursos polares de Andrew Johnson". A transferência de soberania acontece em 18 de outubro de 1867.
A descoberta de ouro em 1896 provoca uma onda migratória. Desde a maior corrida do ouro da história da América, o Alasca, rico em recursos naturais, contribui para a prosperidade dos EUA.
FRANÇA DOMINA O MARROCOS
Em 1912, o sultão Abdal Hafide assina o Tratado de Fez e cede soberania do Marrocos à França, que transforma as regiões central e sul do país no Protetorado Francês do Marrocos.
Como parte do tratado, a Alemanha reconhece as áreas de influência da França e da Espanha no Marrocos. Em troca, recebe a colônia do Congo Francês, hoje República do Congo, e uma parte da África Equatorial Francesa que transforma em Camarões. A Espanha fica com o território que se converte no Marrocos Espanhol.
NASCE UM DEUS DO ROCK
Em 1945, Eric Clapton, cantor, compositor e um dos maiores guitarristas de história, que toca nas bandas Yardbirds, The Cream e Blind Faith antes de fazer uma magnífica carreira solo, nasce em Ripley, no Condado de Surrey, na Inglaterra. Faz 80 anos hoje.
Clapton é filho de mãe adolescente com um soldado canadense estacionado no Reino Unido durante a guerra que volta para sua mulher no Canadá antes de Eric nascer. Ele é criado pelos avós. Ele começa a tocar guitarra na adolescência e estuda no Kings College of Arts. Em 1963, entra para os Yardbirds. Depois, forma The Crime e o Blind Faith antes de se dedicar à carreira solo.
ATENTADO CONTRA REAGAN
Em 1981, pouco mais depois de dois meses da posse, o presidente Ronald Reagan é baleado e gravemente ferido por John Hinckley Jr.
É PROIBIDO FUMAR
Em 2003, uma lei proibindo fumar em todos os lugares onde há empregados, inclusive bares e restaurantes, entra em vigor da Cidade de Nova York.
Em 1498, o navegador português Vasco da Gama chega à ilha de Moçambique, na costa oriental da África, na primeira viagem marítima de europeus à Índia.
Ao cruzar o Cabo da Boa Esperança, no Sul da África, a frota de Vasco da Gama entra em mares nunca antes navegados por europeus. Os portugueses avançam lentamente ao longo da costa da Zululândia. O objetivo é encontrar cidades ou povoações onde possam se reabastecer de água e saber qual a distância para a Índia, talvez até conseguir um piloto que os guiasse até o destino.
Depois de uma tempestade, a frota explora a costa do que hoje é Moçambique até chegar à ilha do mesmo nome. Logo, percebem que é um lugar diferente dos que vêm encontrando, com uma cultura muçulmana, um povo que entende árabe, veste roupas coloridas de linho e algodão, usa touca e é formado por mercadores.
Há desconfiança mútua. O sultão local promete ajudar, mas dá informações erradas e não fornece um piloto. A frota tem problemas também em Mombaça, hoje parte do Quênia. Só em Melinde consegue um piloto que os guia até a Índia.
Depois de 20 mil quilômetros de viagem, os portugueses chegam em Calicute em 20 de maio de 1498.
INDEPENDÊNCIA DO MARROCOS
Em 1956, o Marrocos, um país que ao longo da história é colonizado por Portugal, Espanha e França, declara independência da França. O rei Muhammad V forma o governo do novo país.
A expansão árabe no fim do século 7 toma o Norte da África, a região do Magrebe. Em 1415, Portugal conquista Ceuta, marco inicial do Império Português. Nos próximos séculos, o país vive sob dominação europeia.
Com a Revolução Industrial na Europa, a colonização da África se aprofunda. Em 1830, a França mostra interesse no Marrocos para proteger sua fronteira na Argélia. O Tratado de Fez, de 1912, transforma o Marrocos num protetorado francês. A Espanha mantém seu protetorado.
Pela proximidade com a Europa, o Marrocos se envolve na Primeira Guerra Mundial (1914-18), na Guerra civil Espanhola (1936-39) e na Segunda Guerra Mundial (1939-45).
Depois da Segunda Guerra Mundial, com base na Carta do Atlântico, assinada em 1941 pelo presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, o povo marroquino pede a volta do rei Mohammad V.
Como enfrenta a Guerra da Independência da Argélia (1954-62), a França decide ceder. Em 1955, aceita a independência do Marrocos.
CHINA x URSS
Em 1969,de manhã, cerca de 30 soldados da República Popular da China andam sobre as águas congeladas do Rio Ussúri e enfrentam 70 guardas de fronteira da União Soviética perto de uma ilha reivindicada pelos chineses. A escaramuça termina com dezenas de mortos e feridos, confirmando o cisma entre as duas grandes potências comunistas, que continuaria até o fim da Guerra Fria.
Pelo Tratado de Beijim de 1860, a fronteira ficava na margem chinesa do rio, e não no meio. A disputa da ilha de Zhenbao ou Damansky, próxima da margem chinesa, deflagra o conflito fronteiriço sino-soviético, seis meses de uma guerra não declarada.
Pelos dados oficiais dos regimes, 58 soldados da URSS e 72 da China morreram. Os soviéticos afirmam que mataram cerca de 800 chineses.
Os Estados Unidos aproveitam o conflito sino-soviético para se reaproximar da China e fazer a détente com a URSS, com viagens do assessor de Segurança Nacional, Henry Kissinger, e do presidente Richard Nixon a Beijim e Moscou. A China vira uma virtual aliada não sócia da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no fim da Guerra Fria.
A demarcação da fronteira só é realizada depois do fim de URSS, em 1991, como resultado de vários acordos. O último, assinado em 14 de outubro de 2003, dá centenas de ilhas nos rios fronteiriços à China, inclusive Zhenbao.
Em 1814, as forças europeias aliadas (Áustria, Rússia, Prússia, Suécia, Reino Unido, Espanha e Portugal) contra o imperador Napoleão Bonaparte, um dos maiores generais de todos os tempos, invadem Paris, acabando com uma década de domínio da França sobre o continente.
Napoleão Bonaparte nasce em Ajácio, na Córsega, em 15 de agosto de 1769, dois anos antes da ilha passar a fazer parte da França. É eleito primeiro cônsul da França aos 30 anos, em 12 de dezembro de 1799, acaba com a Revolução Francesa e assume o controle do Estado em 1800. Em 2 de dezembro de 1804, obriga o papa Pio VII a coroá-lo imperador.
Em 1807, Napoleão comanda um império que se estende por quase toda a Europa, invade Portugal e a família real portuguesa foge para o Brasil. Toma a Espanha no ano seguinte.
Seu grande erro é a desastrosa invasão da Rússia, em 1812, onde sofre as primeiras derrotas importantes. O Duque de Wellington liberta a Espanha e, em 1814, Napoleão sofre uma derrota total. Seus inimigos entram em Paris.
Napoleão abdica em 11 de maio de 1814 e vai para o exílio na Ilha de Elba. Em 28 de fevereiro de 1815, ele foge com 700 homens, retoma o poder na França, em 20 de março, e governa por 100 dias até a derrota final na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 18 de junho do mesmo ano.
Preso e exilado, morre seis anos depois, em 5 de maio de 1821, na Ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico.
NASCE VERLAINE
Em 1844, Paul Marie Verlaine, um dos maiores poetas do simbolismo francês, nasce em Metz, na França. Com Charles Baudelaire e Stéphane Mallarmé, formava o grupo dos decadentes.
Aos 22 anos, em 1866, ele lança seu primeiro trabalho, Poemas saturninos. Sua vida muda em setembro de 1781, quando Verlaine conhece o poeta Arthur Rimbaud, com quem tem uma relação amorosa tumultuada e errante pela Inglaterra e a Bélgica.
Depois de ferir o que chama de "meu marido infernal"com um revólver, Verlaine é preso por dois anos, quando busca refúgio na sua formação católica. De volta à liberdade, publica Sabedoria (1880), Jadis et Naguère (1884) e Paralelo (1889).
Com a saúde debilitada pelo abuso do álcool, Verlaine morre aos 51 anos em 8 de janeiro de 1896.
NASCE VAN GOGH
Em 1853, nasce em Zundert, nos Países Baixos, Vincent van Gogh, um dos pintores mais importantes da história.
Hoje, Van Gogh é celebrado mundialmente como um gênio da pintura. Mas, durante sua vida, só vendeu um quadro. Era uma alma torturada e um grande artista que lutava contra a fome.
Ele só decide se tornar um artista em 1880. Seus primeiros quadros, como Os Comedores de Batatas, são escuros e sombrios. Refletem a miséria dos pequenos agricultores holandeses. Ele vai para Londres de 1873 a 1875 e de lá vai para Paris.
Seus pintores de referência são os holandeses Rembrandt e Frans Hals. Com Paolo Veronese e Engène Delacroix, Van Gogh descobre a importância da cor em si mesma.
Em 1886, ele vai morar em Paris com o irmão Theo, um marchand que o apresenta a pintores como Paul Gauguin, Georges Seurat, Camille Pissarro e Henri de Toulouse Lautrec. Van Gogh muda de estilo e passa a usar cores vivas. Em 1888, aluga uma casa em Arles, no Sul da França, para criar uma colônia de artistas. Gauguin ficou lá por dois meses.
Durante uma discussão entre os dois, Van Gogh ameaça o amigo com uma faca antes de se mutilar. Van Gogh é hospitalizado em Arles e internado num hospício em Saint Rémy por um ano, um período em que oscilou entre a loucura e grande criatividade, e pintou Íris e Noite Estrelada.
Em 27 de julho de 1890, Van Gogh baleia a si mesmo e morre dois dias depois.
COMPRA DO ALASCA
Em 1867, William Seward, secretário de Estado norte-americano nos governos Abraham Lincoln (1861-65) e Andrew Johnson (1865-69), assina a compra do Alasca da Rússia por US$ 7,2 milhões, cerca de 5 centavos por hectare.
A Rússia ofereceu várias vezes aos Estados Unidos seu território na América do Norte, mas a transação foi adiada pela Guerra da Secessão (1861-65). Em dezembro d 1866, o embaixador russo nos EUA, Barão Eduardo de Stoeckl, recebe orientação do czar Alexandre II para abrir negociações.
O custo e as dificuldades de enviar suprimentos ao território davam prejuízo à Rússia, endividada depois da derrota na Guerra da Crimeia (1853-56). As negociações começam em 11 de março de 1867 e são concluídas no dia 29. No dia 30, Johnson apresenta o acordo ao Congresso. O Senado ratifica o tratado em 9 de abril.
Vários jornais protestam contra o que chamam de "loucura de Seward", "Geleira de Seward" ou "jardim de ursos polares de Andrew Johnson". A transferência de soberania acontece em 18 de outubro de 1867.
A descoberta de ouro em 1896 provoca uma onda migratória. Desde a maior corrida do ouro da história da América, o Alasca, rico em recursos naturais, contribui para a prosperidade dos EUA.
FRANÇA DOMINA O MARROCOS
Em 1912, o sultão Abdal Hafide assina o Tratado de Fez e cede soberania do Marrocos à França, que transforma as regiões central e sul do país no Protetorado Francês do Marrocos.
Como parte do tratado, a Alemanha reconhece as áreas de influência da França e da Espanha no Marrocos. Em troca, recebe a colônia do Congo Francês, hoje República do Congo, e uma parte da África Equatorial Francesa que transforma em Camarões. A Espanha fica com o território que se converte no Marrocos Espanhol.
NASCE UM DEUS DO ROCK
Em 1945, Eric Clapton, cantor, compositor e um dos maiores guitarristas de história, que toca nas bandas Yardbirds, The Cream e Blind Faith antes de fazer uma magnífica carreira solo, nasce em Ripley, no Condado de Surrey, na Inglaterra.
Clapton é filho de mãe adolescente com um soldado canadense estacionado no Reino Unido durante a guerra que volta para sua mulher no Canadá antes de Eric nascer. Ele é criado pelos avós. Ele começa a tocar guitarra na adolescência e estuda no Kings College of Arts. Em 1963, entra para os Yardbirds,
Primeiro país africano, primeiro país árabe e primeiro país muçulmano a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo, o Marrocos, a grande zebra no Catar, tem uma história riquíssima.
É um país marcado pela invasão dos mouros na Península Ibérica, o início do Império Português, a morte do jovem rei Dom Sebastião, que deixou sem herdeiro a coroa de Portugal, a primeira intervenção militar dos Estados Unidos no exterior, a partilha da África entre os europeus e o começo da Guerra Civil Espanhola.
A Croácia, que pega a Argentina na terça-feira, recuperou a independência depois de 900 anos. A França e a Inglaterra, aliadas há mais de cem anos depois de oito séculos de inimizade, fizeram outro jogo com grande peso da história e times cheios de jogadores de origem africana, numa proporção muito maior do que em suas populações. Meu comentário:
O reino do Marrocos não vai mais participar as operações militares da aliança liderada pela Arábia Saudita na guerra civil do Iêmen, noticiou ontem a agência Associated Press (AP), citando como fonte um alto funcionário marroquino.
A saída do Marrocos não representa uma grande perda de capacidade militar para a aliança saudita, mas revela a dificuldade para manter o apoio diplomático à intervenção iniciada em 25 de março de 2015 em apoio ao governo deposto do Iêmen na luta contra os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã.
O Marrocos participa desde o início da intervenção, mas reduz sua participação gradualmente, em especial desde que a Arábia Saudita decidiu isolar o emirado do Catar dentro do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico, que reúne as grandes monarquias petroleiras da região.
A intervenção militar saudita é considerada desastrosa. Não conseguiu retomar a capital iemenita, Saná, ocupada pelos rebeldes desde setembro de 2014, nem restaurar a legitimidade do presidente Abed Rabbo Mansur Hadi. O bloqueio de meses ao porto de Hodeida provocou uma grande fome nas áreas dominadas pelos rebeldes.
Se os países ricos querem conter o fluxo de refugiados, devem erradicar a miséria e combater a fome, afirmou o ex-embaixador e pesquisador marroquino Mohamed Loulichki, ao participar do painel sobre a gestão de fluxos de refugiados da 15ª Conferência do Forte de Copacabana, realizada em 21 de setembro no Rio de Janeiro pela Fundação Konrad Adenauer, o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e a Delegação da União Europeia no Brasil.
"A crise migratória mudou a política na Alemanha", admitiu diplomata Henning Speck, assessor de política externa e segurança da bancada da União Democrata-Crista (CDU), o partido da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, e da União Social Cristã (CSU), sua aliada na Baviera.
Com a chegada de 1 milhão de refugiados em 2015, "o peso financeiro para as comunidades que os receberam foi enorme", declarou Speck, que defendeu uma harmonização dos sistemas de asilo político, a diplomacia preventiva e um planejamento de contingência para crises.
Loulichki lembrou crises de refugiados anteriores como a dos palestinos em 1948, quando foi criado o Estado de Israel, e das 800 mil pessoas que fugiram do Vietnã depois que a vitória da revolução comunista unificou o país, entre 1975 e 1995.
A solução é acabar com conflitos como as guerras civis da Síria e da Líbia, "a falta de democracia e de desenvolvimento econômico e social", preconizou o ex-embaixador do Marrocos, observando que "a migração é o estado normal dos seres humanos ao longo da história".
A África, acrescentou, tem 31% do total de refugiados no mundo. A maioria fica no continente. Nos últimos anos, entraram e média 25 mil africanos por ano na UE. Eles têm uma imagem negativa na Europa, associada "ao terrorismo, à doença e a invasões. Isto não ajuda.
Muito mais pobres do que a Alemanha, a Colômbia e a Jordânia receberam 1 milhão de refugiados cada uma, sírios no Oriente Médio, venezuelanos na América do Sul.
O pesquisador marroquina propôs "o respeito às obrigações internacionais" de conceder asilo, com um processo transparente de exame dos pedidos, e uma mudança na abordagem da segurança internacional para se concentrar no desenvolvimento e na responsabilidade de proteger os migrantes e refugiados.
"A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) deve ter um papel mais ativo e as organizações não governamentais devem ser encorajadas e não criminalizadas", enfatizou o embaixador Loulichki, numa crítica ao partido de extrema direita Liga, que faz parte do atual governo da Itália com seu líder Matteo Salvino como ministro do Interior.
O reino do Marrocos fechou ontem sua embaixada em Teerã e retirou o embaixador, rompendo relações com o Irã. O ministro do Exterior marroquino, Nasser Bourita, acusou a república islâmica de fornecer armas para a Frente Polisário, que luta pela independência da República Árabe Saariana Democrática no Saara Ocidental, antigo Saara Espanhol, especialmente mísseis terra-ar, através da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).
As relações bilaterais são difíceis há muito tempo. Em 2009, o Marrocos rompeu com o Irã por causa do apoio do regime fundamentalista iraniano a uma rebelião xiita no Bahrein. Na época, também acusou o Irã de tentar converter os marroquinos ao xiismo.
O Marrocos ocupa a maior parte do Saara Ocidental desde 1975, quando a Espanha abandonou a antiga colônia com a morte do ditador Francisco Franco. Em 1991, depois de anos de guerra da Frente Polisário contra os vizinhos Marrocos e Mauritânia, houve uma trégua dentro de um processo de paz conduzido pelas Nações Unidas. Mas o Marrocos nunca permitiu a realização de um plebiscito para que o povo saariano decidisse a questão da independência.
Em maio de 2005, o conflito ressurgiu como a Intifada da Independência e durou até novembro daquele ano. Desde então, houve várias ondas de protesto dos saarianos contra a dominação marroquina.
No mês passado, o Marrocos denunciou às Nações Unidas a ajuda da Argélia à Frente Polisário. Para contrabalançar a influência argelina, o Marrocos procura o apoio dos Estados Unidos da França e do Conselho de Cooperação do Golfo, liderado pela Arábia Saudita.
Sob a liderança do jovem príncipe herdeiro, Mohamed ben Salman, os sauditas lideram uma aliança sunita contra a expansão iraniana no mundo árabe e muçulmano. A Argélia é aliada do Irã.
Assim, a Arábia Saudita elogiou imediatamente a decisão do Marrocos de romper com o Irã. O governo marroquino espera agora auferir benefícios dados pela Arábia Saudita em razão do rompimento com Teerã.