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segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Marrocos é uma zebra carregada de história

Primeiro país africano, primeiro país árabe e primeiro país muçulmano a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo, o Marrocos, a grande zebra no Catar, tem uma história riquíssima.

É um país marcado pela invasão dos mouros na Península Ibérica, o início do Império Português, a morte do jovem rei Dom Sebastião, que deixou sem herdeiro a coroa de Portugal, a primeira intervenção militar dos Estados Unidos no exterior, a partilha da África entre os europeus e o começo da Guerra Civil Espanhola.

A Croácia, que pega a Argentina na terça-feira, recuperou a independência depois de 900 anos. A França e a Inglaterra, aliadas há mais de cem anos depois de oito séculos de inimizade, fizeram outro jogo com grande peso da história e times cheios de jogadores de origem africana, numa proporção muito maior do que em suas populações. Meu comentário:

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Equilíbrio da Copa reflete globalização do futebol

 A primeira fase da Copa do Mundo do Catar apresentou um equilíbrio relativo que reflete a globalização do futebol. Nenhuma seleção venceu os três jogos. Só o Catar e o Canadá perderam todos. A maioria dos jogadores atua em grandes liga e conhece os adversários.

Se a globalização é fruto do desenvolvimento das tecnologias de comunicações e de transportes, o futebol se tornou uma paixão global e um grande negócio na era da televisão e do avião, que encurtou as distâncias. 

A Copa do Mundo é o exemplo máximo da globalização do futebol. Nestas oitavas de final, estão representados todos os continentes, menos a Antártida. 

São oito seleções da Europa (Holanda, França, Polônia, Inglaterra, Croácia, Espanha, Portugal e Suíça), três da América (Argentina, Brasil e EUA), duas da África (Marrocos e Senegal) duas da Ásia (Coreia do Sul e Japão) e uma da Oceania (Austrália). Meu comentário: