Mostrando postagens com marcador Império Andaluz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Império Andaluz. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 10 de Outubro

CARLOS MARTEL CONTÉM INVASÃO MUÇULMANA

     Em 732, na Batalha de Tours, perto de Poitiers, na França, Carlos Martel derrota o exército árabe que invadira e tomara a Península Ibérica a partir de 711, parando a expansão muçulmana na Europa, onde os árabes criam o Império Al-Andaluz no que os mouros chamavam de "terra dos vândalos", referência às tribos germânicas que tomaram o continente depois da queda do Império Romano do Ocidente, em 476.

O governador muçulmano de Córdoba, Abd-ar-Rahman, morre em combate e as forças árabes recuam.

A vitória de Carlos Martel leva ao início da dinastia carolíngia, com seu filho Pepin. Seu neto, Carlos Magno, é coroado imperador do Sacro Império Romano-Germânico pela papa Leão III no Natal do ano 800.

Os muçulmanos são expulsos da Península Ibérica depois da tomada de Granada, em 2 de janeiro de  1492, pelos reis católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela. Portugal e a Espanha são frutos da Reconquista.

MENORES EXECUTADOS EM AUSCHWITZ

    Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha Nazista executa 800 romenos menores de idade, inclusive mais de 100 com idades de 9 a 14 anos, no campo de concentração e centro de extermínio de Auschwitz, na Polônia.

Auschwitz, Oswiecim em polonês, fica num importante entroncamento ferroviário da Europa Oriental. Em 27 de abril de 1940, Heinrich Himmler, o comandante da SS, a organização paramilitar que era a tropa de choque do regime nazista, decide transformar um quartel do Exercito da Polônia em campo de concentração.

Dos 11 milhões de mortos no Holocausto, estima-se que 1,5 milhão morreram em Auschwitz-Birkenau, uma rede de campos de concentração. Dos 6 milhões de judeus mortos no Holocausto, 1,1 milhão teriam morrido em Auschwitz-Birkenau.

Depois dos judeus, os ciganos são o povo mais sacrificado pelos nazistas. Cerca de 1,5 milhão de ciganos morreram no Holocausto. Também morrem socialistas, comunistas, negros, homossexuais, deficientes e dissidentes políticos.

No ambiente mais opressivo e aterrorizante criado pelo homem, com o melhor da ciência e requintes de crueldade nunca vistos, há uma revolta em 7 de outubro de 1944. Centenas de prisioneiros judeus que carregam os corpos da câmara de gás para os fornos crematórios detonam explosivos trazidos por mulheres judias que trabalham numa fábrica de armamentos próxima.

Cerca 450 prisioneiros participam da rebelião e 250 conseguem fugir. Todos são capturados e executados, assim como cinco mulheres da fábrica de armas, não antes de serem torturadas para confessar detalhes, especialmente como conseguiram contrabandear explosivos para dentro do campo. Nenhuma das mulheres falou.

A execução em massa das crianças romenas e ciganas é parte da vingança nazista contra a revolta.

EUA PEDEM DESCULPAS A MINISTRO AFRICANO

    Em 1957, o presidente Dwight Eisenhower pede desculpas em nome do governo dos Estados Unidos ao ministro das Finanças de Gana, Komla Agbeli Gbedemah, que não é atendido num restaurante na cidade de Dover, no estado de Delaware, por causa da segregação racial.

É um dos muitos incidentes com autoridades e diplomatas africanos durante a segregação racial nos EUA, que só acaba nos anos 1960. O racismo estrutural e a discriminação persistem até hoje. 

VICE DE NIXON RENUNCIA

    Em 1973, um ano antes da renúncia do presidente Richard Nixon por causa do Escândalo da Watergate, Spiro Agnew cai em desgraça por corrupção e se torna o primeiro vice-presidente da história dos Estados Unidos a renunciar.

As duas denúncias levaram à Casa Branca o presidente da Câmara dos Representantes, Gerald Ford, o único ocupante da Casa Branca não eleito para presidente nem vice-presidente.

No mesmo dia, Agnew admite a culpa numa acusação de evasão fiscal em troca da retirada de acusações de corrupção quando era governador do estado de Maryland. É condenado a três anos com direito a liberdade condicional e multa de US$ 10 mil.

RESGATE DO ACHILLE LAURO

    Em 1985, aviões de caça F-14 da Marinha dos Estados Unidos interceptam um avião de passageiros do Egito que levava quatro terroristas palestinos que haviam sequestrado o navio de cruzeiro italiano Achille Lauro e o obrigam a pousar numa base aérea da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Sigonella, na Sicília.

Os quatro terroristas Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP), um grupo dissidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), tomam em 7 de outubro o navio com cerca de 80 passageiros e 320 tripulantes a bordo para exigir a libertação de 50 palestinos presos em Israel. Ameaçam explodir o navio e matar os 11 norte-americanos a bordo.

No dia seguinte, o navio chega ao porto de Tartus, na Síria, que se nega a recebê-los. Para aumentar a pressão, os terroristas matam o judeu norte-americano Leon Klinghoffer, de 69 anos, que andava em cadeira de rodas. Jogam o corpo e a cadeira no mar.

O presidente da OLP, Yasser Arafat, condena o sequestro e a OLP se junta às autoridades egípcias para negociar a crise. O Achille Lauro vai então para Porto Said, no Egito, onde os sequestradores entregam os reféns e se rendem em troca de livre passagem para um destino ignorado. Eles embarcam num Boeing 737 da Egypt Air com destino à Tunísia, mas o avião não recebe autorização de pouco e é localizado pelos caças norte-americanos a cerca de 130 quilômetros ao sul da ilha grega de Creta.

Em 10 de julho de 1986, a Justiça da Itália condena três terroristas a penas de 15 a 30 anos de cadeia. O outro, menor de idade, é julgado separadamente. Também é condenado, mas tem direito a liberdade condicional em 1991.

ESTE BLOG DEPENDE DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Hoje na História do Mundo: 10 de Outubro

 MARTEL CONTÉM EXPANSÃO MUÇULMANA

    Em 732, na Batalha de Tours, perto de Poitiers, na França, Carlos Martel derrota o exército árabe que invadira e tomara a Península Ibérica a partir de 711, parando a expansão muçulmana na Europa, onde os árabes criam o Império Al-Andaluz no que os mouros chamavam de "terra dos vândalos", referência às tribos germânicas que tomaram o continente depois da queda do Império Romano do Ocidente, em 476.

O governador muçulmano de Córdoba, Abd-ar-Rahman, morre em combate e as forças árabes recuam.

A vitória de Carlos Martel leva ao início da dinastia carolíngia, com seu filho Pepin. Seu neto, Carlos Magno, é coroado imperador do Sacro Império Romano-Germânico pela papa Leão III no Natal do ano 800.

Os muçulmanos são expulsos da Península Ibérica depois da tomada de Granada, em 2 de janeiro de  1492, pelos reis católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela. Portugal e a Espanha são frutos da Reconquista.

MENORES EXECUTADOS EM AUSCHWITZ

    Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha Nazista executa 800 romenos menores de idade, inclusive mais de 100 com idades de 9 a 14 anos, no campo de concentração e centro de extermínio de Auschwitz, na Polônia.

Auschwitz, Oswiecim em polonês, fica num importante entroncamento ferroviário da Europa Oriental. Em 27 de abril de 1940, Heinrich Himmler, o comandante da SS, a organização paramilitar que era a tropa de choque do regime nazista, decide transformar um quartel do Exercito da Polônia em campo de concentração.

Dos 11 milhões de mortos no Holocausto, estima-se que 1,5 milhão morreram em Auschwitz-Birkenau, uma rede de campos de concentração. Dos 6 milhões de judeus mortos no Holocausto, 1,1 milhão teriam morrido em Auschwitz-Birkenau.

Depois dos judeus, os ciganos são o povo mais sacrificado pelos nazistas. Cerca de 1,5 milhão de ciganos morreram no Holocausto. Também morrem socialistas, comunistas, negros, homossexuais, deficientes e dissidentes políticos.

No ambiente mais opressivo e aterrorizante criado pelo homem, com o melhor da ciência e requintes de crueldade nunca vistos, há uma revolta em 7 de outubro de 1944. Centenas de prisioneiros judeus que carregam os corpos da câmara de gás para os fornos crematórios detonam explosivos trazidos por mulheres judias que trabalham numa fábrica de armamentos próxima.

Cerca 450 prisioneiros participam da rebelião e 250 conseguem fugir. Todos são capturados e executados, assim como cinco mulheres da fábrica de armas, não antes de serem torturadas para confessar detalhes, especialmente como conseguiram contrabandear explosivos para dentro do campo. Nenhuma das mulheres falou.

A execução em massa das crianças romenas e ciganas é parte da vingança nazista contra a revolta.

EUA PEDEM DESCULPAS A MINISTRO AFRICANO

    Em 1957, o presidente Dwight Eisenhower pede desculpas em nome do governo dos Estados Unidos ao ministro das Finanças de Gana, Komla Agbeli Gbedemah, que não é atendido num restaurante na cidade de Dover, no estado de Delaware, por causa da segregação racial.

É um dos muitos incidentes com autoridades e diplomatas africanos durante a segregação racial nos EUA, que só acaba nos anos 1960. O racismo estrutural e a discriminação persistem até hoje. 

VICE DE NIXON RENUNCIA

    Em 1973, um ano antes da renúncia do presidente Richard Nixon por causa do Escândalo da Watergate, Spiro Agnew cai em desgraça por corrupção e se torna o primeiro vice-presidente da história dos Estados Unidos a renunciar.

As duas denúncias levaram à Casa Branca o presidente da Câmara dos Representantes, Gerald Ford, o único ocupante da Casa Branca não eleito para presidente nem vice-presidente.

No mesmo dia, Agnew admite a culpa numa acusação de evasão fiscal em troca da retirada de acusações de corrupção quando era governador do estado de Maryland. É condenado a três anos com direito a liberdade condicional e multa de US$ 10 mil.

RESGATE DO ACHILLE LAURO

    Em 1985, aviões de caça F-14 da Marinha dos Estados Unidos interceptam um avião de passageiros do Egito que levava quatro terroristas palestinos que haviam sequestrado o navio de cruzeiro italiano Achille Lauro e o obrigam a pousar numa base aérea da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Sigonella, na Sicília.

Os quatro terroristas Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP), um grupo dissidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), tomam em 7 de outubro o navio com cerca de 80 passageiros e 320 tripulantes a bordo para exigir a libertação de 50 palestinos presos em Israel. Ameaçam explodir o navio e matar os 11 norte-americanos a bordo.

No dia seguinte, o navio chega ao porto de Tartus, na Síria, que se nega a recebê-los. Para aumentar a pressão, os terroristas matam o judeu norte-americano Leon Klinghoffer, de 69 anos, que andava em cadeira de rodas. Jogam o corpo e a cadeira no mar.

O presidente da OLP, Yasser Arafat, condena o sequestro e a OLP se junta às autoridades egípcias para negociar a crise. O Achille Lauro vai então para Porto Said, no Egito, onde os sequestradores entregam os reféns e se rendem em troca de livre passagem para um destino ignorado. Eles embarcam num Boeing 737 da Egypt Air com destino à Tunísia, mas o avião não recebe autorização de pouco e é localizado pelos caças norte-americanos a cerca de 130 quilômetros ao sul da ilha grega de Creta.

Em 10 de julho de 1986, a Justiça da Itália condena três terroristas a penas de 15 a 30 anos de cadeia. O outro, menor de idade, é julgado separadamente. Também é condenado, mas tem direito a liberdade condicional em 1991. 

terça-feira, 10 de outubro de 2023

Hoje na História do Mundo: 10 de Outubro

 MARTEL PARA EXPANSÃO MUÇULMANA

    Em 732, na Batalha de Tours, perto de Poitiers, na França, Carlos Martel derrota o exército árabe que invadira e tomara a Península Ibérica a partir de 711, parando a expansão muçulmana na Europa, onde os árabes criam o Império Al-Andaluz no que os mouros chamavam de "terra dos vândalos", referência às tribos germânicas que tomaram o continente depois da queda do Império Romano do Ocidente, em 476.

O governador muçulmano de Córdoba, Abd-ar-Rahman, morre em combate e as forças árabes recuam.

A vitória de Carlos Martel leva ao início da dinastia carolíngia, com seu filho Pepin. Seu neto, Carlos Magno, é coroado imperador do Sacro Império Romano-Germânico pela papa Leão III no Natal do ano 800.

Os muçulmanos são expulsos da Península Ibérica depois da tomada de Granada, em 2 de janeiro de  1492, pelos reis católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela. Portugal e a Espanha são frutos da Reconquista.

MENORES EXECUTADOS EM AUSCHWITZ

    Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha Nazista executa 800 romenos menores de idade, inclusive mais de 100 com idades de 9 a 14 anos, no campo de concentração e centro de extermínio de Auschwitz, na Polônia.

Auschwitz, Oswiecim em polonês, fica num importante entroncamento ferroviário da Europa Oriental. Em 27 de abril de 1940, Heinrich Himmler, o comandante da SS, a organização paramilitar que era a tropa de choque do regime nazista, decide transformar um quartel do Exercito da Polônia em campo de concentração.

Dos 11 milhões de mortos no Holocausto, estima-se que 1,5 milhão morreram em Auschwitz-Birkenau, uma rede de campos de concentração. Dos 6 milhões de judeus mortos no Holocausto, 1,1 milhão teriam morrido em Auschwitz-Birkenau.

Depois dos judeus, os ciganos são o povo mais sacrificado pelos nazistas. Cerca de 1,5 milhão de ciganos morreram no Holocausto. Também morrem socialistas, comunistas, negros, homossexuais, deficientes e dissidentes políticos.

No ambiente mais opressivo e aterrorizante criado pelo homem, com o melhor da ciência e requintes de crueldade nunca vistos, há uma revolta em 7 de outubro de 1944. Centenas de prisioneiros judeus que carregam os corpos da câmara de gás para os fornos crematórios detonam explosivos trazidos por mulheres judias que trabalham numa fábrica de armamentos próxima.

Cerca 450 prisioneiros participam da rebelião e 250 conseguem fugir. Todos são capturados e executados, assim como cinco mulheres da fábrica de armas, não antes de serem torturados para confessar detalhes, especialmente como conseguiram contrabandear explosivos para dentro do campo. Nenhuma das mulheres falou.

A execução em massa das crianças romenas e ciganas é parte da vingança nazista contra a revolta.

EUA PEDEM DESCULPAS A MINISTRO AFRICANO

    Em 1957, o presidente Dwight Eisenhower pede desculpas em nome do governo dos Estados Unidos ao ministro das Finanças de Gana, Komla Agbeli Gbedemah, que não é atendido num restaurante na cidade de Dover, no estado de Delaware, por causa da segregação racial.

É um dos muitos incidentes com autoridades e diplomatas africanos durante a segregação racial nos EUA, que só acaba nos anos 1960. O racismo estrutural e a discriminação persistem até hoje. 

VICE DE NIXON RENUNCIA

    Em 1973, um ano antes da renúncia do presidente Richard Nixon por causa do Escândalo da Watergate, Spiro Agnew cai em desgraça por corrupção e se torna o primeiro vice-presidente da história dos Estados Unidos a renunciar.

As duas denúncias levaram à Casa Branca o presidente da Câmara dos Representantes, Gerald Ford, o único ocupante da Casa Branca não eleito para presidente nem vice-presidente.

No mesmo dia, Agnew admite a culpa numa acusação de evasão fiscal em troca da retirada de acusações de corrupção quando era governador do estado de Maryland. É condenado a três anos com direito a liberdade condicional e multa de US$ 10 mil.

RESGATE DO ACHILLE LAURO

    Em 1985, aviões de caça F-14 da Marinha dos Estados Unidos interceptam um avião de passageiros do Egito que levava quatro terroristas palestinos que haviam sequestrado o navio de cruzeiro italiano Achille Lauro e o obrigam a pousar numa base aérea da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Sigonella, na Sicília.

Os quatro terroristas Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP), um grupo dissidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) tomam o navio em 7 de outubro com cerca de 80 passageiros e 320 tripulantes a bordo para exigir a libertação de 50 palestinos presos em Israel. Ameaçam explodir o navio e matar os 11 norte-americanos a bordo.

No dia seguinte, o navio chega ao porto de Tartus, na Síria, que se nega a recebê-los. Para aumentar a pressão, os terroristas matam o judeu norte-americano Leon Klinghoffer, de 69 anos, que andava em cadeira de rodas. Jogam o corpo e a cadeira no mar.

O presidente da OLP, Yasser Arafat, condena o sequestro e a OLP se junta às autoridades egípcias para negociar a crise. O Achille Lauro vai então para Porto Said, no Egito, onde os sequestradores entregam os reféns e se rendem em troca de livre passagem para um destino ignorado. Eles embarcam num Boeing 737 da Egypt Air com destino à Tunísia, mas o avião não recebe autorização de pouco e é localizado pelos caças norte-americanos a cerca de 130 quilômetros ao sul da ilha grega de Creta.

Em 10 de julho de 1986, a Justiça da Itália condena três terroristas a penas de 15 a 30 anos de cadeia. O outro, menor de idade  julgado separadamente. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Hoje na História do Mundo: 2 de Janeiro

RECONQUISTA DA PENÍNSULA IBÉRICA

    Em 1492, com a queda de Granada, é o fim do Império Andaluz e da reconquista da Espanha, sob a liderança dos reis católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, que patrocinariam a viagem de Cristóvão Colombo para descobrir a América para os europeus.

Os árabes invadem a Península Ibérica em 711 e avançam pela Europa até serem derrotados pelo rei franco Carlos Martel em 732 na Batalha de Poitiers.

Durante séculos, os muçulmanos dominam a Península Ibérica com o Império Andaluz. Portugal e Espanha são frutos da Reconquista.

FIM DA DÉTENTE

    Em 1980, o presidente Jimmy Carter reage à invasão da União Soviética ao Afeganistão dizendo ao Congresso dos Estados Unidos para suspender o debate sobre o Segundo Tratado de Limitação de Armas Estratégicas (SALT II) e retira o embaixador norte-americano em Moscou, acabando com o degelo na Guerra Fria iniciado com as viagens do presidente Richard Nixon à China e à URSS, em 1972.

É o início da Segunda Guerra Fria, que vai até a ascensão de Mikhail Gorbachev à Secretaria-Geral do Partido Comunista da URSS, em 11 março de 1985.

Como a URSS se nega a se retirar, Carter suspende as exportações de grãos e de alta tecnologia, e decide boicotar a Olimpíada de Moscou, em 1980.

No governo Ronald Reagan, em aliança com a Arábia Saudita, a China e os Paquistão, os EUA armam um exército guerrilheiro para fazer do Afeganistão o Vietnã da URSS. Os soviéticos se retiram em 1989, depois de perderem 15 mil homens. 

Os mujahedin, os árabes afegãos, criam em 1988 a rede terrorista Al Caeda, sob a liderança do saudita Ossama ben Laden e do egípcio Ayman al-Zawahiri, que ataca os EUA nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Marrocos é uma zebra carregada de história

Primeiro país africano, primeiro país árabe e primeiro país muçulmano a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo, o Marrocos, a grande zebra no Catar, tem uma história riquíssima.

É um país marcado pela invasão dos mouros na Península Ibérica, o início do Império Português, a morte do jovem rei Dom Sebastião, que deixou sem herdeiro a coroa de Portugal, a primeira intervenção militar dos Estados Unidos no exterior, a partilha da África entre os europeus e o começo da Guerra Civil Espanhola.

A Croácia, que pega a Argentina na terça-feira, recuperou a independência depois de 900 anos. A França e a Inglaterra, aliadas há mais de cem anos depois de oito séculos de inimizade, fizeram outro jogo com grande peso da história e times cheios de jogadores de origem africana, numa proporção muito maior do que em suas populações. Meu comentário:

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Espanha eleva nível de alerta contra o terrorismo

Com medo de extremistas muçulmanos, a Espanha elevou o nível de alerta contra o terrorismo, afirmou hoje o ministro da Segurança, Francisco Martínez, informa o jornal El País.

A maior preocupação vem do estabelecimento do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, e o sonho declarado dos jihadistas de recriar o Império Andaluz, que dominou parte da Península Ibéria durante sete séculos e foi finalmente derrotado na Batalha de Granada, em 1492.

Como há muitos jihadistas europeus lutando no Oriente Médio, sendo pelo menos 50 espanhóis, há o temor de que na volta para a Europa eles resolvam atacar alvos no continente. Desde 2011, as forças de segurança da Espanha realizaram mais de 25 operações antiterrorismo contra jihadistas no país.