Mostrando postagens com marcador Pedro Sánchez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pedro Sánchez. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de agosto de 2026

Marrocos provoca Espanha e reaviva debate sobre imigração

Ao permitir a entrada ilegal em massa de dezenas de milhares de pessoas no território espanhol de Ceuta na semana passada, o governo do Marrocos deixou claro mais uma vez que não aceita o controle da Espanha sobre os dois últimos enclaves europeus na África, resquício do passado colonial e realimentou o debate sobre a imigração ilegal. 

A imensa maioria voltou para o Marrocos, mas pelo menos 72 pessoas morreram.

Ao ser no mínimo conivente com a entrada ilegal em massa realimentou um dos debates favoritos da extrema direita na Europa e nos Estados Unidos. O primeiro-ministro socialista espanhol, Pedro Sánchez, abriu recentemente um caminho para a regularização de imigrantes ilegais que estavam no país há mais de cinco meses no fim do ano passado, um anátema para os neofascistas.

Com várias eleições em futuro próximo, o debate só tende a esquentar. Ao mesmo tempo, fica evidente que o sonho europeu está vivo para milhões de africanos despossuídos, dispostos a arriscar a vida para chegar em países onde têm muito mais oportunidades, países aliás que precisam da mão de obra imigrante por causa da queda da natalidade.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

segunda-feira, 24 de julho de 2023

Extrema direita é grande perdedora nas eleições na Espanha

Com um desempenho abaixo do esperado, a extrema direita ficou sem condições de formar um governo de maioria com o conservador Partido Popular (PP) depois das eleições gerais de ontem na Espanha. 

Líder do partido mais votado, Alberto Núñez Feijóo, do PP, tem prioridade para formar o novo governo. Se não conseguir, o atual primeiro-ministro socialista, Pedro Sánchez, poderá continuar governando com apoio de partidos autonomistas que jamais farão acordo com a ultradireita.

Caso nenhum dos dois consiga os apoios necessários para governar, a Espanha poderá ser forçada a realizar novas eleições. Desde que a Crise do Euro (2008-14) desarticulou o sistema político espanhol, o país fez cinco eleições gerais.

Para o ex-primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, as eleições na Espanha são muito importantes na luta contra o ascensão do neofascismo na Europa. Meu comentário:

domingo, 29 de novembro de 2020

Reino Unido será primeiro país a vacinar contra Covid-19

 O Reino Unido será o primeiro país a iniciar a vacinação contra a doença do coronavírus de 2019. A campanha para imunizar a população e controlar a pandemia deve começar nos primeiros dias de dezembro, com publicidade oficial convocando os britânicos a tomar a vacina contra a Covid-19. O Serviço Nacional de Saúde foi avisado para estar pronto para aplicar a vacina em 1º de dezembro.

A Alemanha e os Estados Unidos também pretendem iniciar a vacinação assim que a primeira vacina for aprovada. A Espanha planeja imunizar 25% da população nos primeiros três meses de 2021, começando em janeiro.

A primeira vacina para uso no país deve ser do laboratório americano Pfizer e da empresa alemã de biotecnologia BioNTech. Em seguida, espera-se a aprovação da vacina do laboratório AstraZeneca e da Universidade de Oxford. O governo britânico comprou 40 milhões de vacina da Pfizer-BioNTech e espera receber até o fim do ano 10 milhões de doses, suficientes para imunizar 5 milhões de pessoas.

Os resultados acima do esperado nos testes com as vacinas da Pfizer-BioNTech e da Moderna, com cerca de 95% de eficácia, são a grande esperança de controle da pandemia, que infectou 62,678 milhões de pessoas e matou 1,458 milhão de pessoas em pouco mais de um ano. Mais de 43 milhões de pacientes foram curados, quase 18 milhões apresentam sintomas leves e 105.549 estão em estado grave.

Nos EUA, o chefe da operação da Casa Branca para apoiar o desenvolvimento de vacinas, Moncef Slaoui, planeja iniciar a vacinação em 11 de dezembro, um dia depois das primeiras aprovações para Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), o órgão regulador do setor. 

As autoridades de saúde temem um grande aumento no contágio por causa do feriadão do Dia Nacional de Ação de Graças, festejado neste fim de semana. Os EUA registraram mais 151.247 casos novos, alta de 12% em duas semanas, e 1.192, com alta de 29% em duas semanas. Têm até agora 13,379 milhões de casos e 266.838 mortes.

A Alemanha encomendou 300 milhões de doses através da Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE). Deve começar a campanha de vacinação em dezembro. O país tem 1,055 milhão de casos e 16.533 mortes por covid-19.

No Brasil, foram notificadas mais 261 mortes e 23.496 casos novos em 24 horas, elevando o total para 172.848 mortes e 6,314 milhões de casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu para 522, com tendência de alta. Há um sério risco de um novo pico da pandemia.

Na Espanha, o primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez prometeu instalar 13 mil pontos de vacinação. A campanha começa em janeiro.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Conferência do Clima tenta acelerar redução de emissões de gases

Mais uma conferência das Nações Unidas sobre mudança do clima tenta ampliar as metas de redução de emissões de gases carbônicos no combate ao aquecimento global.

Ao abrir hoje a vigésima-quinta Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, o secretário-geral da ONU, o ex-primeiro-ministro português António Guterres, elogiou a liderança da juventude na luta contra o agravamento do efeito estufa. Porque os 193 países que assinaram o Acordo de Paris em 2015 não estão cumprindo metas voluntárias que anunciaram desde então.

Se todos os países atingirem suas metas, a temperatura média do planeta deve subir 3 graus e 2 décimos em relação à era pré-industrial. Os cientistas recomendam um grau e meio, no máximo dois, para evitar consequências catastróficas, como fenômenos climáticos mais radicais, furacões, tornados, secas, enchentes, incêndios florestais mais violentos, a destruição de habitats e a extinção de espécies.

O mundo já está um grau e um décimo mais quente do que na metade do século 18 e o impacto é evidente. Por isso, os jovens organizaram “greves do clima”, escolhida como expressão do ano pelo Dicionário Inglês de Oxford, o mais completo do mundo. Meu comentário:

domingo, 10 de novembro de 2019

Novas eleições mantêm impasse político na Espanha

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do primeiro-ministro Pedro Sánchez, venceu as eleições deste domingo na Espanha com 28% dos votos, mas perdeu três cadeiras. Terá 120 deputados no Congresso dos Deputados, de 350 cadeiras, muito abaixo da maioria absoluta. Isto mantém a dificuldade de formar um novo governo. 

O Partido Popular, conservador, conquistou 20,8% cresceu de 66 para 88 cadeiras. A grande novidade foi o avanço do partido Vox, de extrema direita. Com 15%, sua bancada passou de 24 para 52 deputados. É o terceiro maior da Espanha. Sua ascensão é atribuída à crise econômica e ao movimento pela independência da Catalunha.

Dois partidos nascidos durante a Grande Recessão, que na Espanha foi de 2008 a 2014 e deixou mais de 25% dos trabalhadores sem emprego, tiveram mau desempenho desta vez.

O Podemos agora faz parte da coalizão Unidas Podemos com o Partido Comunista e outros grupos de esquerda tradicional, da antiga Esquerda Unida. A aliança teve 12,8% dos votos e elegeu 35 deputados. Perdeu sete cadeiras.

A maior queda foi dos Cidadãos, de centro-direita. Com apenas 6,8% dos votos, perdeu 47 cadeiras, elegendo apenas 10 deputados.

Foram as quartas eleições em quatro anos, todas inconclusivas, incapazes de levar à formação de um governo estável na Espanha. Desta vez, houve um colapso do centro e uma ascensão da direita, insuficiente para formar uma coalizão direitista como as que governam a Andaluzia e Madri.

Um bloco de centro-esquerda teria 160 deputados contra 150 para um bloco de direita. O líder do PP, Pablo Casado, pediu a renúncia do primeiro-ministro Sánchez, alegando que "perdeu seu referendo e foi o grande derrotado de hoje".

Depois das eleições de abril, Sánchez negociou longamente com Pablo Iglesias, da coalizão Unidas Podemos, sem chegar a um acordo. As conversas acabaram em 24 de julho, quando Iglesias rejeitou a oferta de um cargo de vice-primeiro-ministro e três ministérios. Nunca foram retomadas.

Assim, não existe a menor garantia de que a Espanha tenha um governo de coalizão de esquerda, o que não acontece desde a Guerra Civil (1936-39), mesmo que seja minoritário.

Na Catalunha, os grupos nacionalistas mais radicais avançaram, mas os partidos secessionistas estão longe dos 50% dos votos de que precisam para vencer um possível plebiscito sobre a independência.

domingo, 20 de outubro de 2019

Catalunha protesta há seis dias contra prisão de nacionalistas

Mais de 500 mil pessoas tomaram as ruas de Barcelona em manifestações paralelas. O movimento nacionalista da Catalunha protesta há seis dias contra condenações de nove de seus líderes a penas de nove a 13 anos de reclusão por sedição e malversação de fundos públicos ao organizarem um plebiscito ilegal sobre a independência em 1º de outubro de 2017.

Quando os independentistas catalães foram condenados, o primeiro-ministro socialista da Espanha, Pedro Sánchez, declarou que o conflito entrava numa "nova fase". Não era exatamente o que ele esperava.

O medo agora é que os líderes separatistas não consigam controlar os elementos mais radicais. Eles exigem a libertação do que consideram "presos políticos".

Na sexta-feira, houve uma greve geral. As autoridades disseram que menos da metade dos funcionários públicos aderiram. Quem é contra a independência se manifestou em homenagem aos policiais feridos durante os protestos.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Líderes da luta pela independência da Catalunha são condenados

Nove dirigentes do movimento pela independência da Catalunha foram condenados hoje a penas de 9 a 13 anos de prisão pelo Tribunal Supremo da Espanha por sedição e malversação de fundos ao organizarem um plebiscito ilegal em 1º de outubro de 2017. 

Centenas de milhares protestaram. Houve confronto com a polícia e tentativa de bloquear o acesso ao aeroporto de Barcelona, a capital catalã; 108 voos foram cancelados. Mais de 50 pessoas saíram feridas. O mandato de prisão pan-europeu contra o ex-governador Carles Puigdemont foi reativado.

Todos foram absolvidos da acusação de rebelião. A maior pena foi para o ex-vice-governador Oriol Junqueras: 13 anos de cadeia e 13 anos de inabilitação para a vida pública. Os ex-secretários Raül Romeva, Jordi Turull e Dolors Bassa pegaram 12 anos.

A ex-presidente do Parlamento Carme Forcadell pegou 11 anos e seis meses de prisão. Os ex-secretários Joaquim Forn e Josep Rull foram sentenciados a 10 anos e seis meses. O ex-presidente da organização não governamental Assembleia Nacional Catalã (ANC) Jordi Sánchez e o ex-presidente da ONG Òmnium Jordi Cuixart foram condenados a nove anos.

Três ex-secretários, Santi Vila, Meritxell Borràs e Carles Mundó, foram condenados a 10 meses de multa de 200 euros por dia e um ano e oito meses de inabilitação para a vida pública.

Em Madri, o primeiro-ministro interino Pedro Sánchez rejeitou a possibilidade de dar indulto aos condenados e garantiu o "cumprimento absoluto" da decisão judicial.

domingo, 28 de abril de 2019

Socialistas vencem eleições na Espanha

Dois anos depois de ser destituído da liderança do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de voltar numa eleição primária e de chegar ao poder numa moção de desconfiança, o primeiro-ministro Pedro Sánchez foi o grande vencedor das eleições gerais deste domingo na Espanha. 

Com 99,98% dos votos apurados, o PSOE elegeu 123 (28,7%) dos 350 membros do Congresso dos Deputados. Mas vai precisar fazer alianças para governar. Sua parceira natural, a frente de esquerda Unidos Podemos, conquistou 42 cadeiras. A soma dá 165.

Nas terceiras eleições gerais em quatro anos, a participação foi de 75%. O grande derrotado foi 0 Partido Popular (PP), conservador, que caiu de 135 para 66 deputados (16,7%), no pior desempenho de sua história. Os Cidadãos, de centro-direita, elegeram 58 deputados (15,8%).

A grande novidade foi a volta da extrema direita ao Parlamento da Espanha depois do fim da ditadura do generalíssimo Francisco Franco Bahamonde, em 1975. O partido Vox, que no ano passado entrara no parlamento regional da Andaluzia, elegeu agora 24 deputados nacionais (10,3%).

Em seguida, vieram partidos regionais como a Esquerda Revolucionária da Catalunha (ERC). Com 15 deputados, a ERC é agora o maior partido independentista catalão, à frente dos Juntos pela Catalunha, que ficaram com sete cadeiras.

O Partido Nacionalista Basco (PNV), de centro-direita, a favor da independência do País Basco mas contra a violência da ETA (Euskadi Ta Askatasuna), também elegeu sete deputados.

Com a derrota da direita, Sánchez é o único em condições de formar um governo de maioria. "Com Rivera, não! Com Rivera, não", gritavam os militantes do PSOE, rejeitando uma aliança com os Cidadãos, liderados por Albert Rivera. O próprio Rivera descartou esta possibilidade.

Uma aliança entre o PSOE e Unidos Podemos teria 165 deputados, 11 a menos do que a maioria absoluta. A direita somada chegaria a 148, com PP, Cidadãos e Vox.

Sánchez chegou ao poder em 2 de junho de 2018 depois de derrubar o primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy com um voto de desconfiança, com o apoio dos partidos a favor da independência da Catalunha. Foi obrigado a convocar eleições antecipadas quando perdeu o apoio dos catalães, que exigem a realização de um plebiscito sobre a independência. Isso dificulta qualquer acordo.

Desde a redemocratização, o PSOE e o PP se alternavam no poder. A Grande Recessão (2008-14) explodiu a bolha imobiliária. O sistema bancário espanhol estava quebrado. Em 2012, a Espanha pediu 100 bilhões de euros ao Mecanismo Europeu de Estabilidade. O desemprego chegou a 27% no primeiro trimestre e passou de 55% entre os jovens.

A pior crise da era pós-Franco fragmentou o sistema político espanhol. Surgiram dois novos partidos, Podemos à esquerda e Cidadãos, de centro-direita. Com a reação conservadora ao movimento pela independência da Catalunha somada à crise econômica, a extrema direita está de volta ao Parlamento.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Maioria da UE reconhece Guaidó como presidente da Venezuela

Dezesseis países da União Europeia - Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Holanda, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Portugal, Reino Unido, República Tcheca e Suécia - reconheceram hoje o presidente da Assembleia Nacional, deputado Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela depois que o ditador Nicolás Maduro se negou a convocar uma nova eleição presidencial.

Maduro está cada vez mais isolado. Os Estados Unidos, o Canadá e 12 países latino-americanos, inclusive o Brasil, também reconheceram Guaidó. O ditador só tem o apoio da China, da Rússia, da Turquia, da Bolívia, de Cuba, da Nicarágua e de El Salvador, onde a esquerdista Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) acaba de sofrer uma derrota fragorosa na eleição presidencial.

O presidente interino deu entrevista a um jornal da China, onde toda a imprensa é controlada pelo Partido Comunista. É um sinal de que o maior credor da Venezuela pode retirar o apoio a Maduro em troca do cumprimento pelo futuro governo dos contratos firmados pelo regime chavista, estimados em US$ 30 bilhões.

A base de sustentação de Maduro, as Forças Armadas da Venezuela, permanece firme, apesar dos apelos da oposição e de outros países. Sem uma divisão interna, o regime não cai.

Em Madri, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, comentou que Guiadó tem uma tarefa clara a cumprir: convocar uma eleição presidencial livre e democrática. O ministro do Exterior britânico, Jeremy Hunt, e o presidente francês, Emmanuel Macron, reforçaram esta ideia, a proposta central da Europa.

"Os venezuelanos têm o direito de se expressar livre e democraticamente. A França reconhece Guaidó como presidente interino para implementar um processo eleitoral", escreveu Macron no Twitter.

Durante viagem ao Japão, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, declarou que Guaidó é o "presidente interino legítimo da Venezuela". A ministra do Exterior da Suécia, Margot Wallstrom, justificou a decisão alegando que a reeleição da Maduro não foi "uma eleição livre e justa".

"Não aceitamos ultimato de ninguém", reagiu Maduro, apegando-se à ameaça de intervenção militar dos EUA para reduzir tudo a uma conspiração americana: "Os EUA querem voltar ao século 20 de golpes militares, governos fantoches e saques de recursos."

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Extrema direita apoia governo regional da Andaluzia

O partido Vox, ultranacionalista, eurocético e anti-imigrantes, anunciou hoje apoio ao novo governo conservador da região da Andaluzia, na Espanha, formado pelo Partido Popular e os Cidadãos, que precisa ser confirmado pela assembleia regional na próxima semana.

Mesmo ficando em quinto lugar nas eleições regionais de 2 de dezembro de 2018, Vox entrou pela primeira vez na assembleia regional andaluza e se tornou o fiel da balança por causa da fragmentação do sistema político espanhol depois da crise econômica de 2011.

Mas depois de fazer um acordo de 37 pontos com o PP para endossar a candidatura de seu líder, Juan Manuel Moreno, Vox entrou em atrito come Cidadãos, e acusou seu líder nacional, Albert Rivera, de "manobrar para diluir" a proposta de criação de uma Secretaria da Família.

Pela manhã, o líder regional dos Cidadãos, Juan Marín, declarou que, "em nosso pacto programático, não se contempla uma Secretaria da Família independente", respondendo a Javier Ortega, secretário do Vox.

"Cidadãos quer integrar esta pasta em Igualdade. Isso é não entender das coisas nem do jogo democrático. A prepotência de Cidadãos não cabe no jogo democrático", protestou Ortega. A criação da Secretaria de Políticas Sociais, Igualdade, Conciliação e Família é uma proposta dos Cidadãos.

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) foi o mais votado, mas perdeu a maioria necessária para governar a Andaluzia. Mesmo numa aliança com a Esquerda Unida, não teria o controle do parlamento. A ex-governadora socialista, Susana Díaz, será líder da oposição.

A ultradireita não vai participar do governo andaluz, mas seu apoio será decisivo para aprovar o novo governo regional direitista. Com a fragmentação política do país, Vox pode integrar um governo conservador nacional depois das próximas eleições gerais, podem ser antecipadas porque o primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez lidera um governo de minoria.

A ascensão do Vox é resultado da crise econômica, da onda migratória no Mar Mediterrâneo, que no ano passado chegou mais à Espanha, e do movimento pela independência da Catalunha. Seu programa defende o fim das autonomias regionais e o fortalecimento do governo central, em Madri.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Líder socialista derruba Rajoy e vira primeiro-ministro da Espanha

Com 180 votos a favor e 169 contra, o Congresso dos Deputados da Espanha aprovou hoje uma moção de censura ao primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy, entregando a chefia do futuro governo ao líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Pedro Sánchez.

"Foi uma honra chefiar o governo e deixar a Espanha melhor do que encontrei", declarou Rajoy num breve discurso de despedida, citado pelo jornal espanhol El País. "Oxalá meu substituto possa dizer o mesmo."

Pela primeira vez, a mudança de governo através de moção desconfiança aconteceu na Espanha sob a Constituição de 1978, marco da democratização da Espanha depois da ditadura do generalíssimo Francisco Franco (1936-75).

Sánchez apresentou o moção depois da sentença condenatória contra vários membros do Partido Popular (PP) num escândalo de corrupção. O próprio partido foi multado. Ao contrário de outros regimes parlamentaristas, em que a queda do governo leva à convocação de novas eleições, na Espanha o líder da oposição vitorioso assume o poder.

O líder socialista teve o apoio da esquerda e de partidos nacionalistas de várias regiões da Espanha. Os votos decisivos vieram do Partido Nacionalista Basco (PNV), o último a ser convencido de que a era de Rajoy chegara ao fim.

Neste sábado, Sánchez deve prestar juramento e tomar posse perante o rei Felipe VI. Em seguida, poderá nomear seu ministério.

Seu maior desafio será negociar com o movimento pela independência da Catalunha. O líder do PSOE apoiou a intervenção de Rajoy suspendendo a autonomia regional da Catalunha, mas criticou os métodos truculentos do governo deposto.

sábado, 21 de outubro de 2017

Governo da Espanha aprova intervenção na Catalunha

O Conselho de Ministros da Espanha aprovou hoje a suspensão da autonomia regional na Catalunha para impedir sua independência. O governador regional Carles Puigdemont, o vice-governador Oriol Junqueras e todos os secretários foram afastados. 

A expectativa é de convocação de eleições regionais dentro de seis meses. Enquanto isso, o Parlament ficará aberto, mas não poderá indicar um governador nem formar um novo govern. Puigdemont ameaça declarar a independência.

A intervenção, prevista no artigo 155 da Constituição da Espanha, precisa ser confirmada pelo Senado, que deve fazer uma reunião extraordinária prevista para a próxima sexta-feira, noticiou o jornal espanhol El País. Na exposição de motivos, o governo alega a necessidade de "voltar à legalidade".

"Não era nosso desejo nem intenção aplicar o artigo 155", declarou o primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy. "Fazemos porque nenhum governo, de nenhum país democrático, pode aceitar que se ignore a lei, que se viole a lei, que se mude a lei e que se faça tudo isso pretendendo impor seus critérios aos demais."

O Partido Popular (PP), de Rajoy, tem maioria no Senado e conta com o apoio do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), o maior da oposição, e do centrista Cidadãos. O líder socialista, Pedro Sánchez, afirmou não ter "nenhuma discrepância com Rajoy sobre a integridade territorial" da Espanha.

Já o partido radical de esquerda Podemos lamentou, através de seu secretário de organização, Paulo Echenique: "Estamos em choque com o fim da democracia na Catalunha e na Espanha." Seu líder, Pablo Iglesias, atacou a monarquia espanhola: "O bloco monárquico crê mostrar autoridade, mas só revela sua incapacidade de oferecer soluções e afasta ainda mais a Catalunha da Espanha."

Com a aprovação do Senado, o governo central espanhol vai assumir o controle das finanças da Generalitat, o governo autônomo catalão, e da polícia regional, os Mossos d'Esquadra, em catalão, que ficarão sob o controle do Ministério do Interior. Se Puigdemont declarar a independência, será denunciado pelo Ministério Público por "rebelião", com pena de até 30 anos de prisão.

Rajoy nega que as medidas suspendam a autonomia regional da Catalunha. Argumenta que apenas afastou os dirigentes que estavam agindo ilegalmente ao convocar o plebiscito de 1º de outubro. Pela Constituição espanhola, todo o país deve votar em plebiscitos sobre independência.

A presidente do Parlament, deputada Carme Forcadell, considerou a aplicação do artigo 155 "um golpe de Estado" e advertiu: "Não permitiremos."

Antes da intervenção, o Tribunal Constitucional da Espanha declarou ilegal e inconstitucional a Lei do Plebiscito sobre Autonomia, abrindo o caminho para as medidas de Rajoy.

Neste momento, há uma grande manifestação em Barcelona a favor da independência. Puigdemont já chegou local e deve fazer um pronunciamento, possivelmente para declarar a independência da Catalunha. Os independentistas radicais querem manter a mobilização nas ruas para pressionar Madri a negociar.

A solução racional seria realizar eleições regionais e ver como fica a divisão de forças no Parlament, mas os movimentos sociais mais radicais, a Assembleia Nacional Catalã, Òmnium e a Candidatura da Unidade Popular (CUP) consideram qualquer recuo uma "traição".

O senador Jordi Guillot, eleito pela esquerdista Entesa Catalana, vê "uma forte inércia para o conflito": "Demasiadas vozes, cá e lá, pedem vitórias e derrotas. É evidente que o procés nunca teve força para vergar o Estado, nem para conseguir apoios internacionais.

A aposta radical seria no confronto, acrescenta: "Pode haver a tentação de que, tendo chegado onde chegamos, será melhor fazer uma declaração unilateral de independência esperando que o Estado reaja, intervindo na Generalitat, e forçar uma Maidan [referência à revolução de 2014 na Ucrânia]. Uma mobilização ampla e prolongada a que o governo central responderia com repressão. Agravar o conflito custe o que custar para gerar um descontrole a uma virulência que obrigue a União Europeia a intervir."

Para o escritor catalão Antoni Puigverd, há um "choque de dois sonhos": o da uma Espanha francesa, unitária e socialista, e o da Catalunha independente: "Ambos creem que têm uma oportunidade de ouro para ganhar. Sendo antagônicos, estes dois sonhos coincidem num ponto: quanto pior, melhor. Estão conseguindo."

sábado, 1 de outubro de 2016

Líder do Partido Socialista Operário Espanhol cai

O secretário-geral do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Pedro Sánchez, pediu demissão ontem à noite depois que a direção do partido rejeitou, por 132 a 107 votos, sua proposta de convocar um congresso e eleições primárias nas próximas semanas. Ele será substituído por uma direção colegiada até o próximo congresso do partido.

Durante dois anos e três meses, Sánchez liderou o PSOE, que chega dividido e destroçado às próximas eleições, previstas para dezembro, as terceiras desde 20 de dezembro de 2015. Nas duas anteriores, com o Parlamento dividido pelo surgimento de novos partidos nascidos da crise, foi impossível formar um governo de maioria.

Depois das eleições de dezembro do ano passado, Sánchez se recusou a formar uma grande aliança com o Partido Popular, conservador, liderado pelo primeiro-ministro Mariano Rajoy, a quem culpa pelo sofrimento dos espanhóis durante a crise econômica.

O líder do PSOE sonhava em se tornar ele mesmo chefe de governo em aliança com os novos partidos Podemos, de esquerda, e Cidadãos, de centro-direita. Mas o líder do Podemos, Pablo Iglesias, se negou a fazer uma coligação com os Cidadãos.

Diante do impasse, foram realizadas novas eleições em 26 de junho. Sánchez apostou no enfraquecimento dos novos partidos, mas o resultado foi semelhante: PP em primeiro, PSOE em segundo, Podemos em terceiro e Cidadãos em quarto. Com a queda da bancada de 90 para 85 deputados, foi o pior resultado da história do PSOE.

Sem conseguir formar sua própria aliança, Sánchez obrigou os deputados socialistas a votar contra a tentativa de Rajoy de formar um governo minoritário.

A batalha interna na comissão executiva nacional que terminou com sua queda, com a oposição interna liderada pela governadora da região da Andaluzia, Susana Díaz, foi considerada pelo jornal espanhol El País o maior desgaste em 137 anos de existência do PSOE.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Espanha fará terceiras eleições gerais num ano

O primeiro-ministro interino Mariano Rajoy fracassou hoje pela segunda vez na tentativa de obter aprovação do Parlamento da Espanha para formar um novo governo depois das últimas eleições legislativas. Assim, a Espanha deverá realizar suas terceiras eleições num ano, provavelmente em dezembro.

Por 180 a 170 votos, mesmo resultado da votação anterior, um Parlamento dividido frustrou mais uma vez a tentativa do primeiro-ministro conservador de se manter no poder, onde chegou em 2011 em meio à crise da periferia da Zona do Euro, que derrubou o primeiro-ministro socialista José Luis Rodríguez Zapatero.

A crise desmoralizou os partidos tradicionais, o Partido Popular, de Rajoy, e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que se alternavam no poder em Madri desde a consolidação da remocratização da Espanha, em 1982.

Com desemprego acima de 25% e de 55% entre os jovens, o movimento dos indignados levou ao nascimento de dois novos partidos: Podemos, de esquerda, antiliberal, anticapitalista e antiglobalização; e Cidadãos, liberal, de centro direita.

Nesta nova realidade política, duas eleições levaram a parlamentos fragmentados, onde nenhum partido conseguiu formar um coligação majoritária. O líder do PSOE, Pedro Sánchez, se nega a formar uma grande coalizão com o PP. Uma aliança PSOE-Podemos-Cidadãos teria maioria, mas o líder do Podemos, Pablo Iglesias, recusa qualquer acordo com Cidadãos, de Alberto Rivera. Nem PP-Cidadãos nem PSOE-Podemos formam maiorias.

Nada indica que as próximas eleições rompam o impasse. Só resta à Espanha continuar votando.

domingo, 26 de junho de 2016

PP vence eleições na Espanha sem maioria absoluta

Como em dezembro do ano passado, o conservador Partido Popular (PP) foi o partido mais votado hoje nas eleições parlamentares da Espanha. Com 97% dos votos apurados, o PP do primeiro-ministro Mariano Rajoy elege 137 deputados, abaixo dos 176 necessários para a maioria absoluta no Congresso dos Deputados. 

Até a apuração de 90% das urnas, estava em segundo lugar coligação Unidos Podemos, do novo partido de esquerda Podemos com a Esquerda Unida, que incluiu o Partido Comunista e outros pequenos grupos de esquerda.

Na reta final, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de centro-esquerda, ultrapassou a coalizão Unidos Podemos. O PSOE terá 85 deputados e coalizão Unidos Podemos 71. O novo partido de centro-direita Cidadãos caiu de 40 para 32 deputados.

"Os resultados não são satisfatórios para nós. Esperávemos outros números", declarou Pablo Iglesias, líder do Podemos, nascido do movimento dos indignados com a crise econômica da Espanha e da Zona do Euro. Ele espera ser possível "formar um governo progressista".

Depois das eleições anteriores, o líder socialista, Pedro Sánchez rejeitou a proposta do primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy para formar uma grande aliança entre os dois partidos tradicionais que se alternam no poder em Madri desde 1982. Sánchez tentou formar aliança com os novos partidos, mas Iglesias recusou qualquer acordo com Albert Rivera, dos Cidadãos.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Socialistas caem para terceiro lugar em pesquisa na Espanha

A campanha para as eleições parlamentares de 26 de junho de 2016 começou ontem na Espanha com uma pesquisa indicando uma queda do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) para terceiro lugar, depois do conservador Partido Popular (PP) e da aliança Unidos Podemos, a grande novidade destas eleições, formada pelo novo partido esquerdista Podemos e da coalizão Esquerda Unida, que inclui o Partido Comunista.

Pela pesquisa do Centro de Investigações Sociólogicas (CIS), o PP lidera com 29,2%, seguido pela coalizão Unidos Podemos com 25,6%, 21,2% para o PSOE e 14,6% para o novo partido de centro-direita Cidadãos.

A erosão do apoio aos partidos tradicionais que governaram a Espanha desde 1982, o PP e o PSOE, é consequência da crise econômica que elevou o desemprego acima de 25% para os trabalhadores em geral e acima de 55% entre os jovens.

Com a ascensão dos novos partidos, Podemos e Cidadãos, nas eleições de 20 de dezembro, nenhum partido conseguiu articular uma maioria para formar um novo governo. O líder do PSOE, Pedro Sánchez, que ficou em segundo lugar, rejeitou a proposta de uma grande aliança com o PP do primeiro-ministro Mariano Rajoy e tentou formar governo com os novos partidos. Mas Pablo Iglesias, do Podemos, repudiou uma coligação com os Cidadãos.

No momento, há um declínio da social-democracia e dos partidos de centro-esquerda na União Europeia. Em Portugal, o Partido Socialista está no poder em coligação com grupos mais à esquerda. Na França, o PS corre sério risco de ficar de fora do segundo turno da eleição presidencial de 2017.

No Reino Unido, o Partido Trabalhista foi mais para a esquerda sob a liderança de Jeremy Corbin e tem participação irrelevante no debate sobre o referendo de 23 de junho sobre a permanência do país na União Europeia. Na Alemanha e na Áustria, os sociais-democratas deixaram de ser uma opção de poder.

Como observou o jornal conservador espanhol El Mundo, "o mapa político da esquerda foi reconfigurado" pela emergência de "movimentos de protesto, indignação e revolta". Os partidos tradicionais de esquerda não têm resposta ao surgimento de movimentos como Podemos.

Na opinião do colunista Wolfgang Münchau, do jornal britânico Financial Times, os partidos de centro-esquerda passaram as últimas décadas absorvendo políticas de direita, da liberalização comercial à desregulamentação e à independência dos bancos centrais. Tornaram-se "indistinguíveis" dos partidos de centro-direta. Com a Grande Recessão iniciada em 2008, os eleitores buscaram alternativas à esquerda.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Rei dissolve Parlamento e convoca eleições na Espanha

O rei Felipe VI dissolveu hoje o Parlamento e convocou novas eleições gerais na Espanha para 26 de junho de 2016 depois que os deputados eleitos em dezembro de 2015 não conseguiram formar um novo governo. Estarão em jogo as 350 cadeiras da Câmara e 208 das 226 cadeiras do Senado.

De acordo com a Constituição da Espanha, são necessários 54 dias entre a dissolução das Cortes Gerais e as eleições. Até o momento, não há nenhuma indicação de que o resultado em junho será muito diferente.

A crise provocada pela incapacidade financeira do governo de socorrer o setor bancário espanhol, atingido pela crise financeira internacional, elevou o desemprego no país a 25% e a mais de 50% entre os jovens. Foi a pior crise enfrentada pelos espanhóis desde a morte do generalíssimo Francisco Franco e do fim da ditadura, em 1975.

Com a insatisfação popular e o movimento dos Indignados, houve o desgaste dos tradicionais Partido Popular, conservador pós-franquista, e Partido Socialista Operário Espanhol. Nasceram dois novos partidos, Podemos, de esquerda radical, e Cidadãos, liberal de centro-direita.

Em dezembro do ano passado, foi eleito o Parlamento mais fragmentado desde a redemocratização PP do primeiro-ministro Mariano Rajoy, no poder desde 2011, caiu de 45% para 28,7% dos votos, perdeu 64 deputados e elegeu 123, ficando sem a maioria absoluta que lhe permitia governar sozinho.

Sob a liderança de Pedro Sánchez, o PSOE foi o segundo partido mais votado, mas caiu de 28,8% para 20% da votação. A bancada diminuiu de 110 para 90 e Sánchez se negou a formar uma grande aliança entre direita e esquerda com Rajoy. Tentou se tornar primeiro-ministro em aliança com os novos partidos.

A nova esquerda do Podemos, inspirado pela Coligação de Esquerda Radical (Syriza) da Grécia e financiado pelo regime chavista da Venezuela, estreou levando 20,7% dos votos e 69 cadeiras, mas seu líder Pablo Iglesias se negou a fazer aliança com os Cidadãos, de Albert Rivera, que elegeram 40 deputados com 13,9% dos votos, minando o sonho de poder de Sánchez.

Como quase nada mudou mudou, a economia está crescendo mas o desemprego ainda está em 20,7%, a expectativa é de um resultado parecido. Podemos está tentando consolidar alianças com pequenos partidos de esquerda.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Rei da Espanha convida líder socialista a formar governo

O rei Felipe VI pediu hoje ao líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Pedro Sánchez, para formar o próximo governo da Espanha, noticiou o jornal El País. O conservador Partido Popular, do atual primeiro-ministro Mariano Rajoy, foi o mais votado, mas ele disse ao rei que não conseguiria articular uma maioria absoluta no Parlamento.

Com o surgimento de novos partidos como o esquerdista Podemos e o centro-direitista Cidadãos depois da forte crise econômica que elevou o desemprego a mais de 25%, as eleições parlamentares de 20 de dezembro de 2015 produziram um Parlamento fragmentado. Foi o fim do bipartidarismo em vigor na prática. Desde 1982, o PSOE e o PP se alternaram no poder.

O líder socialista prometeu conversar com "a direita e a esquerda", mas descartou a possibilidade de um acordo com o PP, que na sua opinião seria "recompensar a corrupção", e com os partidos a favor da independência da Catalunha.

"A mudança não é patrimônio de nenhum partido nem líder político e, sim, de milhões de cidadãos", afirmou Sánchez, comprometendo-se a formar um "governo de mudança, progressista e reformista".

É um recado em parte dirigido a Pablo Iglesias, líder do Podemos, que colocou a realização de um referendo sobre a independência da Catalunha entre as exigências para participar do governo. Para Sánchez, a integridade da Espanha é inegociável.

Se Podemos e Cidadãos não acabarem com o veto recíproco, o PSOE também não terá condições de formar um novo governo na Espanha.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

PP lidera na reta final da campanha eleitoral na Espanha

A seis dias das eleições parlamentares na Espanha, o governante Partido Popular, de direita, lidera as pesquisas com 25,3%, seguido pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) com 21% e pelos novos partidos de esquerda Podemos (19,1%) e de centro Cidadãos (18,2%), noticia hoje o jornal espanhol El País.

Depois da pior crise econômica desde a redemocratização da Espanha, em que o desemprego atingiu um quarto da população ativa, estas eleições marcam o fim do bipartidarismo. A partir da eleição do socialista Felipe González, em 1982, PSOE e PP se alternaram no poder. Agora, terão de formar coligações para governar com os novos partidos nascidos da crise.

Com base nos números da pesquisa do instituto Metroscopia, o PP deve eleger 109 dos 350 deputados, ficando bem abaixo da maioria simples, de 176 cadeiras. O PSOE teria 90, Podemos e Cidadãos 60 deputados cada e a Esquerda Unida, dois parlamentares.

Em relação à sondagem anterior, o PP se consolida em primeiro lugar, mesmo com o primeiro-ministro Mariano Rajoy fugindo dos debates. O PSOE, liderado por Pedro Sánchez, caiu um pouco. Podemos, liderado por Pablo Iglesias, avançou dois pontos e Cidadãos, liderado por Albert Rivera, caiu quatro pontos.

Com tanto em jogo, a expectativa é de uma taxa de abstenção em torno de 20%.