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terça-feira, 30 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 30 de Junho

CORTEZ FOGE

     Em 1520, diante de uma revolta dos astecas, as forças do conquistador espanhol Hernán Cortez se retiram de Tecnochtitlán, a capital do Império Asteca, hoje Cidade do México, e fogem para Tlaxcala.

Na Noite Triste, há uma batalha em que os astecas derrotam os espanhóis, que fogem. Muitos soldados morrem afogados quando um navio que leva os espanhóis e os tesouros recebidos e roubados naufraga no Lago Texcoco. O imperador Montezuma II também morre na revolta.

Cortez volta a atacar a capital do Império Asteca em maio de 1521. Depois de três meses de cerco, com a ajuda de uma epidemia de varíola, toma Tenochtitlán para a coroa espanhola, que rebatizaria o país como Vice-Reino da Nova Espanha.

HITLER EXPURGA NAZISTAS

    Em 1934, na Noite das Facas Longas, Adolf Hitler promove um expurgo dentro do Partido Nacional-Socialista Trabalhista da Alemanha (Nazista).


Centenas de nazistas que o Führer teme que possam virar inimigos são assassinados. Entre os principais alvos, estão as tropas de choque do Partido Nazista, a SA (Sturmabeitlung), a Divisão de Assalto, os camisas-marrons que o ajudaram a chegar ao poder em 1933.

Sob a alegação de que o comandante da SA, Ernst Röhm, planeja um golpe de Estado, Hitler ordena o massacre. A SS (Schutzstaffeln), Esquadrão de Proteção, sob o comando de Heinrich Himmler, mata Röhm e outros chefes da SA.

Outros inimigos de Hitler são mortos, inclusive o último chanceler (primeiro-ministro) da República de Weimar, Kurt von Schleicher; Gregor Strasser, que até 1932 era o vice-líder do Partido Nazista; o ex-separatista da Baviera Gustav von Kahr; Edgar Jung, um conservador crítico do nazismo; e o professor católico Erich Klausener. O vice-chanceler Franz von Papen escapa do massacre, mas é demitido três dias depois.

LUMUMBA PROCLAMA INDEPENDÊNCIA DO CONGO

    Em 1960, depois de 75 anos de um colonialismo brutal, o Congo declara independência da Bélgica sob a liderança do primeiro-ministro Patrice Lumumba.

Líder do Movimento Nacional Congolês, Lumumba é um pan-africanista que defende a luta pacífica pela independência e a solidariedade dos povos da África contra o imperialismo.

Logo depois da independência, começa uma guerra civil com a tentativa de separação das províncias de Catanga e Cassai do Sul. Lumumba pede ajuda aos Estados Unidos e às Nações Unidas. Diante da recusa, recorre à URSS. É deposto em 14 de setembro de 1960 por um golpe liderado por Joseph-Desiré Mobutu, um medíocre ex-sargento do exército colonial belga, e é executado por um pelotão de fuzilamento em Lubumbashi em 17 de janeiro de 1961.

A ONU manda sua primeira grande missão de paz ao país, com cerca de 20 mil soldados. Pela primeira vez, soldados da ONU entram em combate. O sueco Dag Hammarskjöld torna-se o único secretário-geral a morrer no exercício do cargo, num acidente de avião suspeito, provavelmente abatido pelos rebeldes e aliados durante visita para tratar da guerra civil, em 18 de setembro de 1961, na Rodésia do Norte, hoje Zâmbia.

Riquíssimo em minerais, o Congo tem uma das histórias mais trágicas da África. A Primeira Guerra Civil do Congo vai até 1965 e termina com a ascensão ao poder de Mobutu, que muda o nome do país para Zaire em 1971 governa até 16 de maio de 1997, quando é derrubado por Laurent Kabila, que luta ao lado de Ernesto Che Guevara, quando o guerrilheiro argentino tenta levar a revolução à África, de abril e novembro de 1965.

Em 1996, depois do genocídio de Ruanda, em 1994, e da fuga de ruandeses para o Leste do então Zaire, Kabila deixa seu refúgio nas Montanhas da Luta e marcha até Kinshasa para depor Mobutu. Um dia depois, em 17 de maio de 1997, muda o nome do país para República Democrática do Congo.

A queda de Mobutu deflagra a Primeira Guerra Mundial Africana, com a participação de nove exércitos nacionais e cerca de 300 grupos armados irregulares. Até 2002, estima-se que mais de 5 milhões de africanos tenham morrido em combate, de fome e de doenças causadas pela guerra.

BARYSHNIKOV FOGE PARA A LIBERDADE

    Em 1964, aos 26 anos, o bailarino soviético Mikhail Baryshnikov pede asilo ao Canadá durante uma turnê do Balé Kirov, de Leningrado, hoje São Petersburgo.

Depois de uma articulação com amigos, no fim de uma apresentação em Toronto, antes de entrar no ônibus, o bailarino para para dar autógrafos a um grupo de fãs e sai correndo. O carro de resgate está a quadras de distância. Os fãs saem atrás, ajudando-o a escapar da polícia política da União Soviética, o Comitê de Defesa do Estado (KGB).

TRUMP NA COREIA DO NORTE

    Em 2019, num encontro com o ditador Kim Jong na zona desmilitarizada entre as duas Coreias, o presidente Donald Trump cruza a fronteira, tornando-se o primeiro presidente em exercício dos Estados Unidos a ir à Coreia do Norte.

Em 15 de junho de 1994, o ex-presidente Jimmy Carter vai à Coreia do Norte e se reúne com o ditador Kim Il Sung, fundador do país, para tentar aliviar a tensão na última fronteira da Guerra Fria gerada pelo programa nuclear norte-coreano e reduzir o risco de guerra com a aliada da China. Mas a distensão não progride.

Depois de Trump ameaçar destruir a Coreia do Norte com um ataque que só poderia ser feito com armas nucleares, na mensagem de Ano Novo de 2018, Kim propõe negociações para enviar uma delegação norte-coreana aos Jogos Olímpicos de Inverno realizados na Coreia do Sul em 2018. Por iniciativa do presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, Trump se encontra com Kim em Cingapura em 12 de junho daquele ano.

Logo após o encontro, Trump anuncia o fim das manobras militares conjuntas "provocativas" dos EUA com a Coreia do Sul e declara a intenção de retirar as forças norte-americanas que estão no país desde a Guerra da Coreia (1950-53), hoje cerca de 28,5 mil soldados. 

Em 1º de agosto, o Congresso aprova um orçamento militar e proíbe a redução do número de militares na Coreia do Sul para menos de 22 mil. O recado é que a retirada dos EUA não pode ser usada como instrumento de barganha nas negociações para acabar com o programa nuclear norte-coreano.

A Coreia do Norte explode a bomba em 9 de outubro de 2006. Desde então, faz um total de seis testes nucleares, o último em 3 de setembro de 2017. O arsenal do país teria entre 40 e 70 ogivas nucleares.

Trump e Kim voltam a se encontrar em Hanói, a capital do Vietnã, em 27 e 28 de fevereiro de 2019, mas não há avanço nas negociações para desnuclearizar a Coreia do Norte e reduzir ou suspender as sanções ao país.

O terceiro encontro de cúpula entre Trump e Kim é realizado na zona desmilitarizada em 30 de junho de 2019 com a presença do líder sul-coreano. A conversa dura quase uma hora, mais do que previsto. Trump convida Kim para ir à Casa Branca, mas isto não acontece. Os dois líderes trocam o que Trump descreve como "cartas de amor", mas as negociações não avançam.

Kim volta a usar uma linguagem agressiva. No fim de 2024, 10 a 12 mil soldados norte-coreanos são enviados para lutar na província russa de Kursk, invadida pela Ucrânia na guerra de agressão do Kremlin contra o país vizinho. No início de 2025, mais 3 a 4 mil soldados do Coreia do Norte reforçam o contingente que luta ao lado da Rússia. Pelo menos 300 norte-coreanos foram mortos e 2,7 mil feridos nesta guerra até janeiro de 2025.

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segunda-feira, 30 de junho de 2025

Hoje na História do Mundo: 30 de Junho

CORTEZ FOGE

     Em 1520, diante de uma revolta dos astecas, as forças do conquistador espanhol Hernán Cortez se retiram de Tecnochtitlán, a capital do Império Asteca, hoje Cidade do México, e fogem para Tlaxcala.

Na Noite Triste, há uma batalha em que os astecas derrotam os espanhóis, que fogem. Muitos soldados morrem afogados quando um navio que leva os espanhóis e os tesouros recebidos e roubados naufraga no Lago Texcoco. O imperador Montezuma II também morre na revolta.

Cortez volta a atacar a capital do Império Asteca em maio de 1521. Depois de três meses de cerco, com a ajuda de uma epidemia de varíola, toma Tenochtitlán para a coroa espanhola, que rebatizaria o país como Vice-Reino da Nova Espanha.

HITLER EXPURGA NAZISTAS

    Em 1934, na Noite das Facas Longas, Adolf Hitler promove um expurgo dentro do Partido Nacional-Socialista Trabalhista da Alemanha.


 Centenas de nazistas que o Führer teme que possam virar inimigos são assassinados. Entre os principais alvos, estão as tropas de choque do Partido Nazista, a SA (Sturmabeitlung), a Divisão de Assalto, os camisas-marrons que o ajudaram a chegar ao poder em 1933.

Sob a alegação de que o comandante da SA, Ernst Röhm, planeja um golpe de Estado, Hitler ordena o massacre. A SS (Schutzstaffeln), Esquadrão de Proteção, sob o comando de Heinrich Himmler, mata Röhm e outros chefes da SA.

Outros inimigos de Hitler são mortos, inclusive o último chanceler (primeiro-ministro) da República de Weimar, Kurt von Schleicher; Gregor Strasser, que até 1932 era o vice-líder do Partido Nazista; o ex-separatista da Baviera Gustav von Kahr; Edgar Jung, um conservador crítico do nazismo; e o professor católico Erich Klausener. O vice-chanceler Franz von Papen escapa do massacre, mas é demitido três dias depois.

LUMUMBA PROCLAMA INDEPENDÊNCIA DO CONGO

    Em 1960, depois de 75 anos de um colonialismo brutal, o Congo declara independência da Bélgica sob a liderança do primeiro-ministro Patrice Lumumba.

Líder do Movimento Nacional Congolês, Lumumba é um pan-africanista que defende a luta pacífica pela independência e a solidariedade dos povos da África contra o imperialismo.

Logo depois da independência, começa uma guerra civil com a tentativa de separação das províncias de Catanga e Cassai do Sul. Lumumba pede ajuda aos Estados Unidos e às Nações Unidas. Diante da recusa, recorre à URSS. É deposto em 14 de setembro de 1960 por um golpe liderado por Joseph-Desiré Mobutu, um medíocre ex-sargento do exército colonial belga, e é executado por um pelotão de fuzilamento em Lubumbashi em 17 de janeiro de 1961.

A ONU manda sua primeira grande missão de paz ao país, com cerca de 20 mil soldados. Pela primeira vez, soldados da ONU entram em combate. O sueco Dag Hammarskjöld torna-se o único secretário-geral a morrer no exercício do cargo, num acidente de avião suspeito, provavelmente abatido pelos rebeldes e aliados durante visita para tratar da guerra civil, em 18 de setembro de 1961, na Rodésia do Norte, hoje Zâmbia.

Riquíssimo em minerais, o Congo tem uma das histórias mais trágicas da África. A Primeira Guerra Civil do Congo vai até 1965 e termina com a ascensão ao poder de Mobutu, que muda o nome do país para Zaire em 1971 governa até 16 de maio de 1997, quando é derrubado por Laurent Kabila, que luta ao lado de Ernesto Che Guevara, quando o guerrilheiro argentino tenta levar a revolução à África, de abril e novembro de 1965.

Em 1996, depois do genocídio de Ruanda, em 1994, e da fuga de ruandeses para o Leste do então Zaire, Kabila deixa seu refúgio nas Montanhas da Luta e marcha até Kinshasa para depor Mobutu. Um dia depois, em 17 de maio de 1997, muda o nome do país para República Democrática do Congo.

A queda de Mobutu deflagra a Primeira Guerra Mundial Africana, com a participação de nove exércitos nacionais e cerca de 300 grupos armados irregulares. Até 2002, estima-se que mais de 5 milhões de africanos tenham morrido em combate, de fome e de doenças causadas pela guerra.

BARYSHNIKOV FOGE PARA A LIBERDADE

    Em 1964, aos 26 anos, o bailarino soviético Mikhail Baryshnikov pede asilo ao Canadá durante uma turnê do Balé Kirov, de Leningrado, hoje São Petersburgo.

Depois de uma articulação com amigos, no fim de uma apresentação em Toronto, antes de entrar no ônibus, o bailarino para para dar autógrafos a um grupo de fãs e sai correndo. O carro de resgate está a quadras de distância. Os fãs saem atrás, ajudando-o a escapar da polícia política da União Soviética, o Comitê de Defesa do Estado (KGB).

TRUMP NA COREIA DO NORTE

    Em 2019, num encontro com o ditador Kim Jong na zona desmilitarizada entre as duas Coreias, o presidente Donald Trump cruza a fronteira, tornando-se o primeiro presidente em exercício dos Estados Unidos a ir à Coreia do Norte.

Em 15 de junho de 1994, o ex-presidente Jimmy Carter vai à Coreia do Norte e se reúne com o ditador Kim Il Sung, fundador do país, para tentar aliviar a tensão na última fronteira da Guerra Fria gerada pelo programa nuclear norte-coreano e reduzir o risco de guerra com a aliada da China. Mas a distensão não progride.

Depois de Trump ameaçar destruir a Coreia do Norte com um ataque que só poderia ser feito com armas nucleares, na mensagem de Ano Novo de 2018, Kim propõe negociações para enviar uma delegação norte-coreana aos Jogos Olímpicos de Inverno realizados na Coreia do Sul em 2018. Por iniciativa do presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, Trump se encontra com Kim em Cingapura em 12 de junho daquele ano.

Logo após o encontro, Trump anuncia o fim das manobras militares conjuntas "provocativas" dos EUA com a Coreia do Sul e declara a intenção de retirar as forças norte-americanas que estão no país desde a Guerra da Coreia (1950-53), hoje cerca de 28,5 mil soldados. 

Em 1º de agosto, o Congresso aprova um orçamento militar e proíbe a redução do número de militares na Coreia do Sul para menos de 22 mil. O recado é que a retirada dos EUA não pode ser usada como instrumento de barganha nas negociações para acabar com o programa nuclear norte-coreano.

A Coreia do Norte explode a bomba em 9 de outubro de 2006. Desde então, faz um total de seis testes nucleares, o último em 3 de setembro de 2017. O arsenal do país teria entre 40 e 70 ogivas nucleares.

Trump e Kim voltam a se encontrar em Hanói, a capital do Vietnã, em 27 e 28 de fevereiro de 2019, mas não há avanço nas negociações para desnuclearizar a Coreia do Norte e reduzir ou suspender as sanções ao país.

O terceiro encontro de cúpula entre Trump e Kim é realizado na zona desmilitarizada em 30 de junho de 2019 com a presença do líder sul-coreano. A conversa dura quase uma hora, mais do que previsto. Trump convida Kim para ir à Casa Branca, mas isto não acontece. Os dois líderes trocam o que Trump descreve como "cartas de amor", mas as negociações não avançam.

Kim volta a usar uma linguagem agressiva. No fim de 2024, 10 a 12 mil soldados norte-coreanos são enviados para lutar na província russa de Kursk, invadida pela Ucrânia na guerra de agressão do Kremlin contra o país vizinho. No início de 2025, mais 3 a 4 mil soldados do Coreia do Norte reforçam o contingente que luta ao lado da Rússia. Pelo menos 300 norte-coreanos foram mortos e 2,7 mil feridos nesta guerra até janeiro de 2025.

domingo, 30 de junho de 2024

Hoje na História do Mundo: 30 de Junho

 CORTEZ SE RETIRA

     Em 1520, diante de uma revolta dos astecas, as forças do conquistador espanhol Hernán Cortez se retiram de Tecnochtitlán, a capital do Império Asteca, hoje Cidade do México, e fogem para Tlaxcala.

Na Noite Triste, há uma batalha em que os astecas derrotam os espanhóis, que fogem. Muitos soldados morrem afogados quando um navio que leva os espanhóis e os tesouros recebidos e roubados naufraga no Lago Texcoco. O imperador Montezuma II também morre na revolta.

Cortez volta a atacar a capital do Império Asteca em maio de 1521. Depois de três meses de cerco, com a ajuda de uma epidemia de varíola, toma Tenochtitlán para a coroa espanhola, que rebatizaria o país como Vice-Reino da Nova Espanha.

HITLER EXPURGA NAZISTAS

    Em 1934, na Noite das Facas Longas, Adolf Hitler promove um expurgo dentro do Partido Nacional-Socialista Trabalhista da Alemanha.


 Centenas de nazistas que o Führer teme que possam virar inimigos são assassinados. Entre os principais alvos, estão as tropas de choque do Partido Nazista, a SA (Sturmabeitlung), a Divisão de Assalto, os camisas-marrons que o ajudaram a chegar ao poder em 1933.

Sob a alegação de que o comandante da SA, Ernst Röhm, planeja um golpe de Estado, Hitler ordena o massacre. A SS (Schutzstaffeln), Esquadrão de Proteção, sob o comando de Heinrich Himmler, mata Röhm e outros chefes da SA.

Outros inimigos de Hitler são mortos, inclusive o último chanceler (primeiro-ministro) da República de Weimar, Kurt von Schleicher; Gregor Strasser, que até 1932 era o vice-líder do Partido Nazista; o ex-separatista da Baviera Gustav von Kahr; Edgar Jung, um conservador crítico do nazismo; e o professor católico Erich Klausener. O vice-chanceler Franz von Papen escapa do massacre, mas é demitido três dias depois.

LUMUMBA PROCLAMA INDEPENDÊNCIA DO CONGO

    Em 1960, depois de 75 anos de um colonialismo brutal, o Congo declara independência da Bélgica sob a liderança do primeiro-ministro Patrice Lumumba.

Líder do Movimento Nacional Congolês, Lumumba é um pan-africanista que defende a luta pacífica pela independência e a solidariedade dos povos da África contra o imperialismo.

Logo depois da independência, começa uma guerra civil com a tentativa de separação das províncias de Catanga e Cassai do Sul. Lumumba pede ajuda aos Estados Unidos e às Nações Unidas. Diante da recusa, recorre à URSS. É deposto em 14 de setembro de 1960 por um golpe liderado por Joseph-Desiré Mobutu, um medíocre ex-sargento do exército colonial belga, e executado por um pelotão de fuzilamento em Lubumbashi em 17 de janeiro de 1961.

A ONU manda sua primeira grande missão de paz ao país, com cerca de 20 mil soldados. Pela primeira vez, soldados da ONU entram em combate e o sueco Dag Hammarskjöld torna-se o único secretário-geral a morrer no exercício do cargo, num acidente de avião durante visita para tratar da crise da guerra civil, em 18 de setembro de 1961.

Riquíssimo em minerais, o Congo tem uma das histórias mais trágicas da África. A Primeira Guerra Civil do Congo vai até 1965 e termina com a ascensão ao poder de Mobutu, que muda o nome do país para Zaire em 1971 governa até 16 de maio de 1997, quando é derrubado por Laurent Kabila, que luta ao lado de Ernesto Che Guevara, quando o guerrilheiro argentino tenta levar a revolução à África.

Em 1996, depois do genocídio de Ruanda, em 1994, e da fuga de ruandeses para o Leste do então Zaire, Kabila deixa seu refúgio nas Montanhas da Luta e marcha até Kinshasa para depor Mobutu. Um dia depois, em 17 de maio de 1997, muda o nome do país para República Democrática do Congo.

A queda de Mobutu deflagra a Primeira Guerra Mundial Africana, com a participação de nove exércitos nacionais e cerca de 300 grupos armados irregulares. Até 2002, estima-se que mais de 5 milhões de africanos tenham morrido em combate, de fome e de doenças causadas pela guerra.

BARYSHNIKOV FOGE PARA A LIBERDADE

    Em 1964, aos 26 anos, o bailarino soviético Mikhail Baryshnikov pede asilo ao Canadá durante uma turnê do Balé Kirov, de Leningrado.

Depois de uma articulação com amigos, no fim de uma apresentação em Toronto, antes de entrar no ônibus, o bailarino para para dar autógrafos a um grupo de fãs e sai correndo. O carro de resgate está a quadras de distância. Os fãs saem atrás, ajudando-o a escapar da polícia política da União Soviética, o Comitê de Defesa do Estado (KGB).

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Hoje na História do Mundo: 30 de Junho

 CORTEZ SE RETIRA

     Em 1520, diante de uma revolta dos astecas, as forças do conquistador espanhol Hernán Cortez se retiram de Tecnochtitlán, a capital do Império Asteca, hoje Cidade do México, e fogem para Tlaxcala.

Na Noite Triste, há uma batalha em que os astecas derrotam os espanhóis, que fogem. Muitos soldados morrem afogados quando um navio que leva os espanhóis e os tesouros recebidos e roubados naufraga no Lago Texcoco. O imperador Montezuma II também morre na revolta.

Cortez volta a atacar a capital do Império Asteca em maio de 1521. Depois de três meses de cerco, com a ajuda de uma epidemia de varíola, toma Tenochtitlán para a coroa espanhola, que rebatizaria o país como Vice-Reino da Nova Espanha.

HITLER EXPURGA NAZISTAS

    Em 1934, na Noite das Facas Longas, Adolf Hitler promove um expurgo dentro do Partido Nacional-Socialista Trabalhista da Alemanha.


 Centenas de nazistas que o Führer teme que possam virar inimigos são assassinados. Entre os principais alvos, estão as tropas de choque do Partido Nazista, a SA (Sturmabeitlung),a Divisão de Assalto, os camisas-marrons que o ajudaram a chegar ao poder em 1933.

Sob a alegação de que o comandante da SA, Ernst Röhm, planeja um golpe de Estado, Hitler ordena o massacre. A SS (Schutzstaffeln), Esquadrão de Proteção, sob o comando de Heinrich Himmler, mata Röhm e outros chefes da SA.

Outros inimigos de Hitler são mortos, inclusive o último chanceler (primeiro-ministro) da República de Weimar, Kurt von Schleicher; Gregor Strasser, que até 1932 era o vice-líder do Partido Nazista; o ex-separatista da Baviera Gustav von Kahr; Edgar Jung, um conservador crítico do nazismo; e o professor católico Erich Klausener. O vice-chanceler Franz von Papen escapa do massacre, mas é demitido três dias depois.

LUMUMBA PROCLAMA INDEPENDÊNCIA DO CONGO

    Em 1960, depois de 75 anos de um colonialismo brutal, o Congo declara independência da Bélgica sob a liderança do primeiro-ministro Patrice Lumumba.

Líder do Movimento Nacional Congolês, Lumumba é um pan-africanista que defende a luta pacífica pela independência e a solidariedade dos povos da África contra o imperialismo.

Logo depois da independência, começa uma guerra civil com a tentativa de separação das províncias de Catanga e Cassai do Sul. Lumumba pede ajuda aos Estados Unidos e às Nações Unidas. Diante da recusa, recorre à URSS. É deposto em 14 de setembro de 1960 por um golpe liderado por Joseph-Desiré Mobutu, um medíocre ex-sargento do exército colonial belga, e executado por um pelotão de fuzilamento em Lubumbashi em 17 de janeiro de 1961.

A ONU manda sua primeira grande missão de paz ao país, com cerca de 20 mil soldados. Pela primeira vez, soldados da ONU entram em combate e o sueco Dag Hammarskjöld torna-se o único secretário-geral a morrer no exercício do cargo, num acidente de avião durante visita para tratar da crise da guerra civil, em 18 de setembro de 1961.

Riquíssimo em minerais, o Congo tem uma das histórias mais trágicas da África. A Primeira Guerra Civil do Congo vai até 1965 e termina com a ascensão ao poder de Mobutu, que muda o nome do país para Zaire em 1971 governa até 16 de maio de 1997, quando é derrubado por Laurent Kabila, que luta ao lado de Ernesto Che Guevara, quando o guerrilheiro argentino tenta levar a revolução à África.

Em 1996, depois do genocídio de Ruanda, em 1994, e da fuga de ruandeses para o Leste do então Zaire, Kabila deixa seu refúgio nas Montanhas da Luta e marcha até Kinshasa para depor Mobutu. Um dia depois, em 17 de maio de 1997, muda o nome do país para República Democrática do Congo.

A queda de Mobutu deflagra a Primeira Guerra Mundial Africana, com a participação de nove exércitos nacionais e cerca de 300 grupos armados irregulares. Até 2002, estima-se que mais de 5 milhões de africanos tenham morrido em combate, de fome e de doenças causadas pela guerra.

BARYSHNIKOV FOGE PARA A LIBERDADE

    Em 1964, aos 26 anos, o bailarino soviético Mikhail Baryshnikov pede asilo ao Canadá durante uma turnê do Balé Kirov, de Leningrado.

Depois de uma articulação com amigos, no fim de uma apresentação em Toronto, antes de entrar no ônibus, o bailarino para para dar autógrafos a um grupo de fãs e sai correndo. O carro de resgate está a quadras de distância. Os fãs saem atrás, ajudando-o a escapar da polícia política da União Soviética, o Comitê de Defesa do Estado (KGB).

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Hoje na História do Mundo: 30 de Junho

CORTEZ SE RETIRA

     Em 1520, diante de uma revolta dos astecas, as forças do conquistador Hernán Cortez se retiram de Tecnochtitlán, a capital do Império Asteca, hoje Cidade do México. 

Na Noite Triste, muitos soldados morrem afogados quando um navio que leva os espanhóis e os tesouros recebidos e roubados naufraga no Lago Texcoco. O imperador Montezuma II também morre na revolta.

Cortez volta a atacar a capital do Império Asteca em maio de 1521. Depois de três meses de cerco, com a ajuda de uma epidemia de varíola, toma Tenochtitlán para a coroa espanhola, que rebatizaria o país como Vice-Reino da Nova Espanha.

HITLER EXPURGA NAZISTAS

    Em 1934, na Noite das Facas Longas, Adolf Hitler promove um expurgo dentro do Partido Nacional-Socialista Trabalhista da Alemanha. 

Centenas de nazistas que o Führer teme que possam virar inimigos são assassinados. Entre os principais alvos, estão as tropas de choque do partido nazista (SA), que o ajudaram a chegar ao poder, em 1933.

LUMUMBA PROCLAMA INDEPENDÊNCIA DO CONGO

    Em 1960, depois de 75 anos de um colonialismo brutal, o Congo declara independência da Bélgica sob a liderança do primeiro-ministro Patrice Lumumba, que se aproxima da União Soviética. 

Logo, começa uma guerra civil com a tentativa de separação das províncias de Catanga e Cassai do Sul. Lumumba É deposto e assassinado.

As Nações Unidas mandam sua primeira missão de paz ao país. Pela primeira vez, soldados da ONU entram em combate e o sueco Dag Hammarskjöld torna-se o único secretário-geral a morrer no exercício do cargo, num acidente de avião durante visita para tratar da crise da guerra civil.

BARYSHNIKOV FOGE PARA A LIBERDADE

    Em 1964, aos 26 anos, o bailarino soviético Mikhail Baryshnikov pede asilo ao Canadá durante uma turnê do Balé Kirov, de Leningrado. 

Depois de uma articulação com amigos, no fim de uma apresentação em Toronto, antes de entrar no ônibus, o bailarino para para dar autógrafos a um grupo de fãs e sai correndo. O carro de resgate estava a quadras de distância. Os fãs saíram atrás, ajudando-o a escapar da polícia política da União Soviética, o Comitê de Defesa do Estado (KGB).

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Hoje na História do Mundo: 30 de Junho

    Em 1520, diante de uma revolta dos astecas, as forças do conquistador Hernán Cortez se retiram de Tecnochtitlán, hoje Cidade do México. Na Noite Triste, muitos soldados morreram afogados quando um navio que levava os espanhóis e os tesouros recebidos e roubados naufragou no Lago Texcoco. O imperador Montezuma II também morreu na revolta.

Cortez voltou a atacar a capital do Império Asteca em maio de 1521. Depois de três meses de cerco, com a ajuda de uma epidemia de varíola, tomou Tenochtitlán para a coroa espanhola, que rebatizaria o país como Vice-Reino da Nova Espanha.

    Em 1934, Adolf Hitler promove um expurgo dentro do Partido Nacional-Socialista Trabalhista da Alemanha na Noite das Facas Longas. Centenas de nazistas que o Führer temia que pudessem se tornar inimigos foram assassinados. Entre os principais alvos, estavam as tropas de choque do partido nazista, as SA, que o haviam ajudado a chegar ao poder, em 1933.

    Em 1960, depois de 75 anos de um colonialismo brutal, o Congo declara independência da Bélgica sob a liderança do primeiro-ministro Patrice Lumumba, que se aproxima da União Soviética. Logo, começa uma guerra civil com a tentativa de separação das províncias de Catanga e Cassai do Sul. Lumumba foi deposto e assassinado.

As Nações Unidas mandaram sua primeira missão de paz ao país. Pela primeira, soldados da ONU entraram em combate e o sueco Dag Hammarskjöld tornou-se o único secretário-geral a morrer no exercício do cargo, num acidente de avião durante visita para tratar da crise do Congo.

    Em 1964, aos 26 anos, o bailarino soviético Mikhail Baryshnikov pede asilo ao Canadá durante uma turnê do Balé Kirov, de Leningrado. Depois de uma articulação com amigos, no fim de uma apresentação em Toronto, antes de entrar no ônibus, o bailarino parou para dar autógrafos a um grupo de fãs e saiu correndo. O carro de resgate estava a quadras de distância. Os fãs saíram atrás, ajudando-o a escapar da polícia política da União Soviética, o KGB (Comitê de Defesa do Estado).

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Oposicionista Félix Tshisekedi vence eleição presidencial no Congo

Félix Antoine Tshisekedi Tshilombo, líder da União para a Democracia e o Progresso Social (UPDS), o maior e mais antigo partido de oposição da República Democrática do Congo, venceu a eleição presidencial de 30 de dezembro, noticiou hoje o canal de televisão France 24 citando anúncio oficial da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI).

Pelos dados da CENI, Tshisekedi recebeu -pouco mais de 7 milhões de votos ( 38,57%) contra 6,4 milhões (34,83%) para outro oposicionista, Martin Fayulu, e 4,4 milhões (23,84%) para o governista Emmanual Ramazani Sharady. Uma apuração paralela da conferência episcopal da Igreja Católica deu a vitória a Fayulu, abrindo a possibilidade de uma contestação e de violência nas ruas.

O resultado alimenta a suspeita de um acordo espúrio entre Tshisekedi e o presidente Joseph Kabila.

Se a vitória de Tshisekedi for confirmada e não houver uma reação violenta, será a primeira transição pacífica de governo desde que o Congo se tornou independente da Bélgica, em 1960, sob a liderança de Patrice Lumumba.

Aliado da União Soviética em plena Guerra Fria, Lumumba foi preso e assassinado no início de 1961 numa conspiração articulada pela CIA (Agência Central de Inteligência), o serviço de espionagem dos Estados Unidos, que levou ao poder Joseph Mobutu, ex-sargento do exército colonial belga, na Primeira Guerra Civil Congolesa (1960-64).

O presidente eleito nasceu em 13 de junho de 1963 em Kinshasa, a capital do antigo Congo Belga. É filho de Étienne Tshisekedi, que foi três vezes primeiro-ministro do ditador Joseph Mobutu, em 1991, 1992-93 e 1997, quando o país se chamava Zaire, mas também foi um dos poucos políticos a desafiar Mobutu.

A eleição presidencial foi realizada com dois anos de atraso. O mandato do presidente Joseph Kabila terminava em dezembro de 2016.

A expectativa dos analistas internacionais era de uma grande fraude eleitoral para eleger o candidato governista Sharady, especialmente depois do adiamento da divulgação dos resultados oficiais, inicialmente prevista para domingo. Com a surpreendente vitória de Tshisekedi, a suspeita permanece.

Joseph Kabila ocupava o cargo desde 2001, quando sucedeu ao pai, o guerrilheiro Laurent Kabila, que lutou ao lado do revolucionário argentino Ernesto Che Guevara nos anos 1960s e resistiu, refugiado nas Montanhas da Lua, até derrubar Mobutu, em 1997.

A queda de Kabila deflagrou uma guerra civil conhecida como Primeira Guerra Mundial Africana (1997-2003), com a participação de seis exércitos nacionais (República Democrática do Congo, República do Congo, Angola, Chade, Ruanda e Zimbábue) e centenas de grupos irregulares. Mais de 5,4 milhões de pessoas morreram em combate, de fome e de doenças causadas pela guerra.

Riquíssimo em minerais, o Congo tem as maiores reservas mundiais de cobalto, 3,5 milhões de toneladas, quase três vezes mais do que a Austrália, que vem em segundo lugar. Este elemento químico é fundamental para a fabricação de baterias recarregáveis, que serão cada vez mais importante quanto mais carros elétricos entrarem em circulação.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Trump retira EUA do Conselho de Direitos Humanos da ONU

Os Estados Unidos anunciaram hoje em Washington sua saída do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que acusa de discriminação contra Israel e de ter entre os atuais países-membros violadores contumazes dos direitos humanos. É mais um sinal do crescente isolacionismo americano no governo Donald Trump.

Há duas semanas, a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, deu um ultimato. Ameaçou com a retirada dos EUA se o conselho admitisse regimes autoritários que não respeitam os direitos humanos. Ela citou Arábia Saudita, China, Cuba e Venezuela como países que não merecem um assento no Conselho de Direitos Humanos.

Ao lado do secretário de Estado, Mike Pompeo, Haley acusou o órgão da ONU de haver se tornado "protetor de violadores dos direitos humanos e uma fossa de distorções políticas". A embaixadora citou a admissão da República Democrática do Congo e o erro de não coibir os abusos dos direitos humanos no Irã e na Venezuela.

"Quero deixar claro que este passo não é uma retirada do nosso compromisso com os direitos humanos", afirmou Haley. "Ao contrário, damos este passo porque nosso compromisso nos nos permite fazer parte da uma organização hipócrita e egoísta que despreza os direitos humanos."

Suas tentativas de reformar o conselho foram inúteis: "Quando deixamos claro que iríamos procurar com firmeza fazer uma reforma do conselho, alguns países se opuseram", acrescentou a embaixadora. "A Rússia, a China, Cuba e o Egito tentaram minar nossos esforços nos últimos 12 meses."

É mais uma retirada dos EUA de um acordo ou órgão internacional. Trump retirou os EUA do Acordo do Clima, em 1º de junho de 2017. Em 8 de maio de 2018, abandonou o acordo nuclear com  o Irã. Também ataca a ONU, o sistema multilateral de comércio e a ordem internacional liberal criada pelos EUA no pós-guerra.

Na questão dos direitos humanos, Trump não toca no assunto com seus líderes autoritários favoritos, os ditadores da China, Xi Jinping, da Rússia, Vladimir Putin, e agora da Coreia do Norte, Kim Jong Un. Os EUA sempre defenderam regimes autoritários aliados, como a monarquia absolutista da Arábia Saudita, mas não é um dos temas favoritos do presidente, que no momento separa famílias e tortura crianças na fronteira com o México para pressionar o Congresso e ganhar votos nas eleições de novembro.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Países africanos são acusados de violar embargo à Coreia do Norte

No momento em que o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprova novas sanções contra a ditadura comunista da Coreia do Norte, um relatório de avaliação das sanções existentes anteriormente revela que vários países africanos estão violando o embargo à venda de armas.

Angola, o Congo, a Eritreia, Moçambique, a Namíbia, Tanzânia e Uganda teriam comprado armas da Coreia do Norte, dando fôlego ao regime stalinista de Pionguiangue para manter seus programas de desenvolvimento de armas atômicas e tecnologia de mísseis.

O relatório, citado pela agência de notícias portuguesa Lusa, acusa Moçambique de assinar contratos para compra mísseis terra-ar portáteis, sistema de defesa antiaérea, outros tipos de mísseis e radares.

Fora da África, a Síria é citada como grande compradora de armas da Coreia do Norte. Em 2007, a Força Aérea de Israel destruiu uma instalação nuclear em construção pela ditadura de Bachar Assad em Deir el-Zur, onde seria instalado um reator nuclear de grafite norte-coreano.

Do fim de 2016 a maio de 2017, a Coreia do Norte exportou ilegalmente carvão, ferro e outros produtos, no valor total de pelo menos US$ 270 milhões. Usando meios indiretos, a ditadura norte-coreana exportou ilegalmente minério de ferro, aço e produtos ferrosos para a China, o Egito, a França, a Índia, a Irlanda e o México.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Exército sai às ruas da capital do Congo após ataques ao governo

Tropas do Exército da República do Congo, o antigo Congo Francês, tomou as ruas de Brazzaville, a capital do país, depois de um ataque a um quartel da polícia e um prédio público, noticiou a agência Africa News. Milhares de pessoas estão fugindo da cidade.

Os ataques foram atribuídos a uma milícia conhecida como Ninja, acusada de cometer violações dos direitos humanos durante a guerra civil dos anos 1990s. Com a ajuda de helicópteros, os soldados contra-atacaram os rebeldes.

A violência é atribuída à eleição presidencial de 20 de março, quando o ditador Denis Sassou-Nguesso foi reeleito com mais de 60% dos votos, sob protesto das oposições.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Ditador do Congo é reeleito no primeiro turno

Como esperado, o ditador Denis Sassou Nguesso foi reeleito no domingo passado em primeiro turno para a Presidência da República do Congo, o antigo Congo Francês. O resultado oficial, divulgado hoje, deu-lhe 60% dos votos, informou o jornal francês Le Monde.

Nguesso, de 72 anos, está no poder desde 1979, com uma interrupção de cinco anos de 1992 a 1997, quando liderou um golpe militar. Ele precisou mudar a Constituição para concorrer a mais um mandato.

Durante visita ao país em outubro de 2007, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que a República do Congro "está construindo uma democracia cada vez mais forte", registra a BBC Brasil.

Em 27 de março de 2015, Nguesso anunciou um referendo para reformar a Constituição de 2002, autorizando-o a concorrer a um novo mandato. A consulta popular foi realizada em outubro. O resultado oficial apontou a aprovação de 92%, com 72% de comparecimento às urnas, números altamente suspeitos. A oposição boicotou o referendo.

Apesar de ser o quarto maior produtor de petróleo do Golfo da Guiné, na África, a renda média de seus 4,7 milhões de habitantes não passa de US$ 2.190.

O petróleo é responsável por 65% do produto interno bruto, projetado em US$ 9,77 bilhões para 2016, 85% da arrecadação do governo e 92% das exportações.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Vírus da aids se originou no Congo Belga

O vírus da imunodeficiência humana (HIV), causador da síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids), foi transmitido de um chimpanzé para o homem numa única contaminação em 1920 em Léopoldville, hoje Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, concluiu uma pesquisa das universidades de Oxford, na Inglaterra, e de Louvain, na Bélgica, publicada na revista Science, da Associação Americana para o Progresso da Ciência.

A pesquisa fez uma análise estatística de todos os dados genéticos disponíveis sobre a pandemia que atraiu a atenção internacional em 1980, quando foram registrados muitos casos entre homens gays nos Estados Unidos. Até hoje, cerca de 75 milhões de pessoas foram infectadas pelo HIV, que mudou o comportamento sexual no mundo, tornando obrigatório o uso da camisinha por quem tem mais de um parceiro ou parceira.

Anteriormente, os cientistas acreditavam que a doença tinha sido transmitida ao homem por chimpanzés do Sul de Camarões. Os pesquisadores mudaram de ideia comparando as variações genéticas entre os vírus. No início do século passado, quando os belgas colonizaram o Congo, havia um grande fluxo de mercadorias, especialmente borracha, madeira e marfim, entre o Congo e Camarões.

Nas décadas seguintes, Kinshasa, que no período colonial se chamava Léopoldville, se tornou uma das cidades mais importantes do Centro da África. Mais de um milhão de pessoas passavam por ano pela cidade no fim dos anos 1940s. A aids logo se espalhou pelo Congo, impulsionada pela prostituição e pela má esterilização de agulhas usadas em serviços de saúde pública.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Congo e ONU atacam rebeldes hutus de Ruanda

O Exército da República Popular do Congo e as forças de paz das Nações Unidas atacaram os rebeldes hutus das Forças Democráticas para Libertação de Ruanda (FDLR), baseadas no Leste do Congo.

As FDLR foram formadas pela milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio de pelo menos 800 mil tútsis e hutus moderados em Ruanda em 1994.

Desde aquela época, são uma fonte de instabilidade no Leste do Congo. Foram responsáveis pelo início do conflito que levou à queda do ditador Joseph Mobutu, em 1997, e à chamada Primeira Guerra Mundial Africana, em que mais de 5 milhões de pessoas morreram em combates e massacres, de fome e doenças.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Itamaraty divulga boletim semanal

O Ministério das Relações Exteriores divulgou agora há pouco seu boletim diplomático com os principais atos da semana relacionados à política externa do Brasil:

Concessão de Agrément
  • O Governo brasileiro concedeu agrément ao Senhor Louis Sylvain Goma, como Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República do Congo no Brasil.
Atos do Congresso Nacional
» 25/ABR – Publicado, no Diário Oficial da União Nº 80, Seção 1, o seguinte Decreto Legislativo:
  • N° 88, de 2012, que aprova o texto do Acordo de Cooperação Cultural entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo de Belize, assinado em Brasília, em 26 de abril de 2010.
Atos do Poder Executivo
» 23/ABR – Publicado, no Diário Oficial da União Nº 78, Seção 1, o seguinte Decreto:
  • N° 7.722, de 20 de abril de 2012, que dispõe sobre a execução no Território Nacional das Resoluções N° 1540 (2004), e N° 1977 (2011), adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 28 de abril de 2004 e em 20 de abril de 2011, as quais dispõem sobre o combate à proliferação de armas de destruição em massa e sobre a vigência do Comitê 1540.
Atos da Presidência da República
» 23/ABR – Publicadas, no Diário Oficial da União Nº 78, Seção 1, as seguintes Resoluções:
  • N° 23, de 19 de abril de 2012, que altera a Lista Brasileira de Exceções à Tarifa Externa Comum do MERCOSUL e concede redução temporária da alíquota do Imposto de Importação ao amparo da Resolução nº 08/08 do Grupo Mercado Comum do MERCOSUL - GMC.
  • N° 24, de 19 de abril de 2012, que aplica direito antidumping definitivo, por um prazo de até 5 (cinco) anos, às importações brasileiras de magnésio metálico em forma bruta, contendo pelo menos 99,8%, em peso, de magnésio, originárias da Rússia.
  • 25/ABR – Publicada, no Diário Oficial da União Nº 80, Seção 1, a seguinte Mensagem:
  • N° 145, de 24 de abril de 2012, que encaminha ao Congresso Nacional o texto do Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Organização das Nações Unidas para a Realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, no Rio de Janeiro, Brasil, de 13 a 22 de junho de 2012, assinado em Nova Iorque, em 5 de abril de 2012.
Atividade Parlamentar
» 25/ABR – A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou as seguintes Proposições:
  • Projeto de Decreto Legislativo (PDC) N° 475/2011, que aprova o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República de Cameroun sobre o Exercício de Atividade Remunerada por Parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Militar, Administrativo e Técnico, celebrado em Brasília, em 4 de agosto de 2010.
  • Projeto de Decreto Legislativo (PDC) N° 525/2011, que aprova o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da Guiné Equatorial sobre o Exercício de Atividade Remunerada por parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Militar, Administrativo e Técnico das Missões Diplomáticas, Repartições Consulares e Perante Organizações Internacionais, assinado em Malabo, em 5 de julho de 2010
- As matérias foram encaminhadas ao Plenário da Câmara dos Deputados.

» 25/ABR – A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou as seguintes Proposições:
  • Mensagem (MSC) Nº 496/2011, que aprova o texto do Acordo Internacional de Madeiras Tropicais, 2006, concluído em Genebra, em 27 de janeiro de 200
- A matéria deverá ser apreciada pelas Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC), e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS), e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), e pelo Plenário da Câmara dos Deputados, antes de ser encaminhada ao Senado Federal.

  • Mensagem (MSC) Nº 46/2012, que submete à apreciação do Congresso Nacional o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Argentina para a Construção de uma Ponte Internacional sobre o Rio Peperi-Guaçu, entre as Cidades de Paraíso, Brasil, e San Pedro, Argentina, assinado em Buenos Aires, em 31 de janeiro de 2011.
  • - A matéria deverá ser apreciada pelas Comissões de Viação e Transportes (CVT), e de Finanças e Tributação (CFT), e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), e pelo Plenário da Câmara dos Deputados, antes de ser encaminhada ao Senado Federal.
  • Mensagem (MSC) Nº 48/2012, que submete à apreciação do Congresso Nacional o texto do Acordo para a Constituição da Academia Internacional contra a Corrupção como Organização Internacional, celebrado em Viena, em 2 de setembro de 2010, e assinado pelo Brasil em 22 de dezembro de 2010.

- A matéria deverá ser apreciada pelas Comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO), e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), e pelo Plenário da Câmara dos Deputados, antes de ser encaminhada ao Senado Federal.

  • Mensagem (MSC) Nº 50/2012, que submete à apreciação do Congresso Nacional o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Conselho de Ministros da Bósnia-Herzegovina sobre a Isenção Parcial de Vistos, assinado em Sarajevo, em 19 de junho de 2010.
  • - A matéria deverá ser apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), e pelo Plenário da Câmara dos Deputados, antes de ser encaminhada ao Senado Federal.
» 26/ABR – O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou as seguintes Proposições:
  • Projeto de Decreto Legislativo (PDC) Nº 559/2012, que aprova o Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Organização das Nações Unidas para a Realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, no Rio de Janeiro, Brasil, de 13 a 22 de junho de 2012, assinado em Nova Iorque, em 5 de abril de 2012.
  • Projeto de Decreto Legislativo (PDC) Nº 475/2011, que aprova o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República de Cameroun sobre o Exercício de Atividade Remunerada por Parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Militar, Administrativo e Técnico, celebrado em Brasília, em 4 de agosto de 2010.
  • Projeto de Decreto Legislativo (PDC) Nº 525/2011, que aprova o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da Guiné Equatorial sobre o Exercício de Atividade Remunerada por parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Militar, Administrativo e Técnico das Missões Diplomáticas, Repartições Consulares e Perante Organizações Internacionais, assinado em Malabo, em 5 de julho de 2010.
  • - As matérias seguirão para o Senado Federal.
Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul
» 24/ABR – A Comissão de Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul aprovou a seguinte Proposição:
  • Mensagem (MSC) Nº 43/2012, que submete à consideração do Congresso Nacional o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e a República Oriental do Uruguai sobre Transporte Fluvial e Lacustre na Hidrovia Uruguai-Brasil, assinado em Santana do Livramento, em 30 de julho de 2010.- A matéria deverá ser apreciada pelas Comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), e de Viação e Transportes (CVT), e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), e pelo Plenário da Câmara dos Deputados, antes de ser encaminhada para o Senado Federal.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ex-vice-presidente do Congo é julgado em Haia

O ex-vice-presidente da República Democrática do Congo Jean-Pierre Bemba negou hoje, na abertura de processo no Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda, responsabilidade por uma onda de violência sexual cometida por seus soldados na República Centro-Africana no início da década.

Na primeira audiência, Bemba se declarou inocente.

Mais de 700 vítimas participam do processo. Seus advogados alegam que elas continuam traumatizadas

sábado, 28 de agosto de 2010

ONU acusa Ruanda de genocídio contra hutus

Um relatório das Nações Unidas sobre a brutal violência que assolou o Congo durante uma década acusa o governo de Ruanda de perseguir os hutus em fuga e cometer atrocidades contra civis que podem ser caracterizadas como genocídio.

Em 6 de abril de 1994, a Frente Patriótica de Ruanda derrubou o avião do presidente Juvenal Habyarimana, matando-o, e marchou para tomar o poder na capital, Kigali. Na fuga, o exército derrotado e deposto, e milícias aliadas, mataram 800 mil pessoas em 100 dias, no que ficou conhecido como Genocídio de Ruanda.

Os hutus fugiram em massa para a província de Kivu do Norte, no Nordeste do Zaire, rebatizado como República Democrática do Congo depois da queda do ditador Joseph Mobutu, em 1997.

Agora, um relatório de 545 páginas sobre as 600 piores atrocidades cometidas no Zaire-Congo entre 1994 e 2004, citado pelo The New York Times acusa o Exército de Ruanda de invadir o país e "massacrar civis, inclusive, velhos, mulheres e crianças refugiadas e mal nutridas, que não representavam nenhuma ameaça".

sábado, 9 de janeiro de 2010

Togo deixa Copa da África após tiroteio

Depois de ser atacada por rebeldes que lutam pela independência de Cabinda, na fronteira entre Angola e a República Democrática do Congo, a seleção de futebol do Togo decidiu abandonar a Copa da África e voltar para casa. Três pessoas morreram no ataque.

A província de Cabinda, rica em petróleo, é um território separado do resto de Angola, um enclave entre o Congo (antigo Congo Francês) e a República Democrática do Congo (antigo Congo Belga).

Apesar da violência e da desistência do Togo, a Confederação Africana de Futebol confirmou a realização do torneio, que começa neste domingo, em Angola.

As Forças de Libertação do Estado de Cabinda assumiram a responsabilidade pela autoria do ataque, descrito corretamente pelo governo angolano como um atentado terrorista, já que a delegação do Togo é formada por civis inocentes que não podem ser considerados alvos legítimos.

O principal jogador e capitão do time é Emmanuel Adebayor, que joga no Manchester City, da Inglaterra.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Argentina tem terceira maior inflação

As inflações da Argentina e da Venezuela estiveram entre as mais altas do mundo no ano passado, indicando o desacerto das políticas econômicas populistas de seus governos.

 Só na República Democrática do Congo, um país arrasado por décadas de guerra civil, os preços cresceram mais do que nos dois países sul-americano.

Num ranking dos 186 países-membros do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, o Congo registrou um crescimento de preços de 31,2% em 2009, seguido pela Venezuela com 28 % e a Argentina com 15%.

Em comparação com outros países do subcontinente, a inflação ficou em 7,5% no Uruguai, 4,2% no Brasil,  3,8% na Colômbia e 1,2% no Peru. O Chile teve deflação de 0,5%.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Congo entrega genocida a tribunal da ONU

A República Democrática do Congo entregou hoje ao Tribunal Penal Internacional sobre Ruanda Gregoire Ndahimana, acusado por pelo menos 2 mil mortes durante o genocídio em Ruanda, em 1994.

Ndahimana foi preso no mês passado numa operação do Exército congolês contra as Forças Populares de Libertação de Ruanda, formadas pela milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio de 800 mil a 1 milhão de pessoas entre abril e julho de 1994.

O tribunal das Nações Unidas, com sede em Arucha, na Tanzânia, pediu a prisão de Ndahimane por genocídio, conspiração para cometer genocídio e crimes contra a humanidade.

Ao justificar a extradição, o ministro da Informação do Congo afirmou que o acusado era um dos chefes da milícia genocida no exílio.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

General Nkunda é preso

O general rebelde Laurent Nkunda, que luta contra o Exército do Congo em nome da defesa do povo tútsi, foi preso agora há pouco quando tentava entrar em Ruanda.

Em agosto de 2008, o general renegado reiniciou a guerra civil da República Democrática com o pretexto de proteger o povo tútsi da milícia da etnia hutu responsável pela morte de 800 mil pessoas no genocídio em Ruanda, de abril a junho de 1994.

A milícia genocida Interahamwe refugiou-se no Congo, deflagrando uma guerra civil em que morreram 5,4 milhões de africanos de vários países.

Agora, Nkunda invocou uma suposta aliança do Exército do Congo com a Frente Democrática pela Libertação de Ruanda para justificar o ataque. Ele tinha o apoio do governo tútsi de Ruanda.

Mais de 150 mil pessoas fugiram de suas casas desde agosto, provocando uma catástrofe humanitária na província de Kivu do Norte, perto da fronteira de Ruanda.

O Congo e Ruanda foram pressionados a resolver o conflito, e o ex-presidente da Nigéria Olusegun Obasanjo foi nomeado mediador. Ele esperava sucesso rápido nas negociações de paz, mas esbarrou na intransigência do general rebelde.

Sob pressão internacional, os dois países chegaram a um acordo e decidiram capturar Nkunda. Ele foi preso ao entrar em Ruanda. O Congo pede sua extradição para processá-lo por violações dos direitos humanos e crimes de guerra.