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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Polícia enfrenta manifestantes na República Democrática do Congo

Pelo terceiro dia seguido, a política enfrentou manifestantes que protestam contra a reforma da lei eleitoral para adiar as eleições previstas para 2016 na República Democrática do Congo, o antigo Congo Belga e ex-Zaire. O governo admite 15 mortes. A oposição fala em muito mais.

Os manifestantes fizeram barricadas de fogo com pneus e atacaram a polícia com pedradas. Em pelo menos um confronto, as forças de segurança teriam reagido com munição real.

A reforma da lei eleitoral foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de janeiro de 2015 e deve ser votada no Senado amanhã, 22 de janeiro.

Doze anos depois do fim da Primeira Guerra Mundial Africana (1997-2002), que envolveu exércitos de nove países e centenas de grupos irregulares, e causou mais de 5 milhões de mortes violentas, de fome ou doença, o antigo Congo Belga, um país enorme, riquíssimo em recursos mineiros, situado no coração da África, é um dos maiores exemplos de fracasso e subdesenvolvimento no continente.

"O Congo deveria ser um Brasil, um motor da África Subsaariana em energia hidrelétrica, agricultura e mineração", observa Aly-Khan Satchu, analista de investimentos na África.

Na prática, o Congo é o segundo mais país menos desenvolvido do mundo, depois do Níger. É o maior produtor mundial de cobalto e o maior da África de cobre.

O presidente Joseph Kabila está no poder desde 2001, quando morreu seu pai, Laurent Kabila, companheiro de luta da aventura africana de Che Guevara nos anos 1960s, que derrubou o ditador Joseph Mobutu em 1997.

Mobutu Sese Seko, como gostava de ser chamado, tomou o poder em meio a uma guerra civil em que foi preso e assassinado o grande herói da independência do Congo, Patrice Lumumba, em 1961. A história do país, brutalmente explorado pelo rei Leopoldo II, da Bélgica, no início do século, é uma tragédia atrás da outra.

Um possível candidato de oposição é Moise Katumbi, governador da rica província de Katanga e dono do clube de futebol Mazembe, que derrotou o Internacional no Mundial de Clubes em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Ex-aliado de Kabila, Katumbi é um dos homens mais populares do país e um dos representantes da elite que gostaria de se livrar da dinastia dos Kabila. Em entrevista ao jornal inglês Financial Times na semana passada, ele falou como candidato: "O Congo é o elefante da África. No momento, é um elefante morto. Temos de levantar este para ir em frente."

quarta-feira, 12 de março de 2014

Congo e ONU atacam rebeldes hutus de Ruanda

O Exército da República Popular do Congo e as forças de paz das Nações Unidas atacaram os rebeldes hutus das Forças Democráticas para Libertação de Ruanda (FDLR), baseadas no Leste do Congo.

As FDLR foram formadas pela milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio de pelo menos 800 mil tútsis e hutus moderados em Ruanda em 1994.

Desde aquela época, são uma fonte de instabilidade no Leste do Congo. Foram responsáveis pelo início do conflito que levou à queda do ditador Joseph Mobutu, em 1997, e à chamada Primeira Guerra Mundial Africana, em que mais de 5 milhões de pessoas morreram em combates e massacres, de fome e doenças.