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sexta-feira, 7 de abril de 2023

Hoje na História do Mundo: 7 de Abril

  GENOCÍDIO EM RUANDA

    Em 1994, no dia seguinte à morte do presidente Juvenal Habyarimana num avião abatido pela Frente Patriótica de Ruanda (FPR), o Exército dominado pela maioria hutu e milícias aliadas, em fuga, iniciam um genocídio em que 800 mil tútsis, tuás e hutus moderados são mortos até 15 de julho. 

O genocídio é cometido principalmente com facões pelas milícias. A principal é Interahamwe (os que lutam juntos). Quem queria uma morte mais rápida e menos dolorosa tinha de pagar a bala.

Os hutus fogem para o Leste do Zaire, onde entram em conflito com os baniamulengues, que são etnicamente tútsis. Começa uma guerra civil que leva o guerrilheiro Laurent Kabila, que lutaram com Ernesto Che Guevara no Congo nos anos 1960, sai de seu refúgio nas Montanhas da Lua, no coração da África, marcha até Kinshasa e derruba, em 1997, o ditador Joseph Mobutu, que estava no poder desde aquela época.

No poder, Kabila muda o nome do país para República Democrática do Congo.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Ataque mata cinco pessoas na capital do Burúndi

Cinco pessoas foram mortas ontem num ataque com tiros e granada em Bujumbura, a capital do Burúndi, no Centro da África, um dos principais focos da oposição ao presidente Pierre Nkurunziza, noticiou hoje a agência Reuters.

Os confrontos entre as forças de segurança e os oposicionistas se intensificaram desde a reeleição de Nkurunziza em julho do ano passado. Ele mudou a Constituição para concorrer a um terceiro mandato.

Nos últimos 12 meses, a violência política no Burúndi causou a morte de cerca de 400 pessoas. Outras 260 mil fugiram do país, marcado pelo conflito étnico entre hutus e túsis, o mesmo que provocou o genocídio dos tútsis na vizinha Ruanda em 1994.

Nkurunziza, um hutu, está no poder desde o fim da guerra civil, em 2005, mas sua insistência em permanecer no cargo ameaça romper a trégua dos últimos dez anos.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

General do Burúndi é morto ao deixar filha na escola

A Burúndi, um pequeno país do centro da África, está cada vez mais perto da guerra civil. Hoje, o general Athanase Kararuza, assessor do vice-presidente, e sua mulher foram mortos a tiros quando deixavam a filha numa escola da capital, Bujumbura, noticiou a televisão pública britânica BBC.

Já são mais de 400 assassinatos por motivos políticos desde que o presidente Pierre Nkurunziza decidiu atropelar o dispositivo constitucional que impede uma segunda reeleição, em abril de 2015. As forças de segurança são acusadas de massacrar inimigos do governo e de enterrá-los em covas rasas.

Há um sério risco de reinício da guerra civil entre a maioria hutu e a minoria tútsi, os dois grupos étnicos que se enfrentaram no genocídio na vizinha Ruanda em 1994. Nkurunziza liderava um grupo rebelde hutu quando tomou o poder, em 2005.

Ontem, o ministro dos Direitos Humanos, Martin Nivyabandi, sobreviveu a um ataque com granada quando saía da igreja depois da missa de domingo.

sábado, 25 de julho de 2015

Nkurunziza é reeleito presidente do Burúndi

Sem surpresas, a Comissão Nacional Eleitoral do Burúndi anunciou ontem a reeleição do presidente Pierre Nkurunziza para um terceiro mandato, o que contraria a Constituição do país e o acordo de paz de 2005. O secretário de Estado americano, John Kerry, protestou contra o que chamou de "eleição fraudulenta".

Em maio, um grupo de oficiais do Exército revoltados com a insistência do presidente em concorrer a um novo mandato tentou dar um golpe de Estado em meio a uma onda de protestos.

Mais de 80 pessoas morreram, no pior conflito no país, que tem a mesma composição étnica da vizinha Ruanda, desde o fim da guerra civil entre a minoria tútsi, que controlava o Exército, e a maioria hutu. Os protestos populares continuam.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Duas pessoas morrem na eleição presidencial do Burúndi

Um policial e um civil foram mortos hoje pouco antes da abertura das seções de votação na eleição presidencial do Burúndi, adiada depois de uma onda de protestos e uma tentativa frustrada de golpe de Estado para impedir o presidente Pierre Nkurunziza de concorrer a um terceiro mandato.

A insistência de Nkurunziza provocou uma onda de violência. O presidente foi acusado de violar o acordo de paz de 2005, que acabou com uma guerra civil iniciada em 1992 entre a maioria hutu e a minoria tútsi, que historicamente controlava o Exército.

É o mesmo conflito étnico que causou em 1994 o genocídio de Ruanda, um país vizinho de características semelhantes ao Burúndi.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Mais de 40 mil pessoas fogem do Burúndi

Mais de 40 mil pessoas fugiram do Burúndi, um pequeno país da Região dos Grandes Lagos do Centro da África vizinho e semelhante a Ruanda, depois de duas semanas de protestos com 12 mortes contra manobras do presidente Pierre Nkurunziza para se reeleger. 

Hoje o presidente prometeu que, se for reeleito em junho de 2015, será seu último mandato, informa o jornal digital americano The Huffington Post.

É a pior crise política no país desde o fim 12 anos atrás da guerra civil entre a maioria hutu e o Exército dominado pela minoria tútsi, num conflito ao que levou ao genocídio de 800 mil pessoas em 1994 em Ruanda.

A fuga em massa preocupa a República Democrática do Congo, a Tanzânia e especialmente Ruanda pelo impacto que pode ter no conflito interno ruandês.

"Todas as luzes estão piscando no Burúndi. Todos os alarmas estão tocando. Então, onde está o corpo de bombeiros", advertiu em Genebra, na Suíça, o presidente do Conselho de Refugiados da Noruega, Jan Egeland, pedindo uma ação internacional para acalmar a situação.

A Constituição do Burúndi limita o exercício da presidência a dois mandatos. Em 25 de abril de 2015, Nkurunziza, ex-comandante de um grupo rebelde hutu, anunciou a intenção de concorrer a um terceiro mandato.

Sob pressão do governo, o Tribunal Constitucional decidiu ontem autorizar Nkurunziza a disputar mais uma eleição alegando que o primeiro mandato não conta porque em 2005 ele foi eleito indiretamente pelo Congresso.

Seu principal desafiante, Audifax Ndabitoreye, foi preso num hotel da capital, Bujumbura, onde havia uma reunião de ministros de países da África Oriental para discutir a crise, sob a acusação de participar de uma insurreição: "Sou uma vítima porque estou protestanto claramente contra um terceiro mandato para Nkurunziza que é ilegal e inconstitucional."

Centenas de manifestantes foram presos. O governo os acusa de insurreição, promete soltar os menores de 18 anos e uma anistia caso cessem os protestos. O Ministério do Exterior do Reino Unido denunciou pressões sobre o supremo tribunal para autorizar mais uma reeleição do presidente. Um ministro do tribunal fugiu do país nos últimos dias.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

República Democrática do Congo ataca milícia genocida de Ruanda

As Forças Armadas da República Democrática do Congo lançaram sua primeira ofensiva contra o grupo rebelde Forças Democráticas pela Libertação de Ruanda, formado inicialmente pela milícia da etnia hutu responsável pelo genocídio de pelo menos 800 mil pessoas em Ruanda, em 1994, noticiou hoje o sítio World Bulletin.

O combate foi realizado perto da cidade de Uvira, na província de Kivu do Sul, junto à fronteira com o Burúndi. Mais de 5,4 milhões de pessoas foram mortas na guerra civil do Congo, de fome e de doenças causadas pelo conflito desde o genocídio em Ruanda.

A fuga dos hutus provocou um conflito com os baniamulengue do Congo, que têm a mesmo origem étnica dos tútsis, as maiores vítimas do genocídio em Ruanda. Isso levou o conflito para o grande país vizinho.

O líder rebelde Laurent Cabila, refugiado nas Montanhas da Lua desde que sua revolução apoiada pessoalmente por Che Guevara fracassara, nos anos 1960s, marchou rumo à capital, Kinshasa, e derrubar o ditador Joseph Mobutu, em 1997, na chamada Primeira Grande Guerra Mundial Africana.

Nove exércitos nacionais e centenas de grupos irregulares travaram então uma violenta guerra. O país não foi totalmente pacificado até hoje. Com o ataque à milícia hutu, o Exército também estabelecer seu controle sobre todo o Congo, um país riquíssimo em recursos naturais que tem sido um campo de batalha praticamente desde a independência.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Congo e ONU atacam rebeldes hutus de Ruanda

O Exército da República Popular do Congo e as forças de paz das Nações Unidas atacaram os rebeldes hutus das Forças Democráticas para Libertação de Ruanda (FDLR), baseadas no Leste do Congo.

As FDLR foram formadas pela milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio de pelo menos 800 mil tútsis e hutus moderados em Ruanda em 1994.

Desde aquela época, são uma fonte de instabilidade no Leste do Congo. Foram responsáveis pelo início do conflito que levou à queda do ditador Joseph Mobutu, em 1997, e à chamada Primeira Guerra Mundial Africana, em que mais de 5 milhões de pessoas morreram em combates e massacres, de fome e doenças.