Por 94 a 2 votos, com 14 abstenções, a Câmara dos Deputatos do Burúndi, um pequeno país do Centro da África, aprovou hoje a retirada do país do Tribunal Penal Internacional (TPI), informou a agência Reuters.
O TPI iniciou uma investigação sobre o Burúndi depois que a manobra para garantir um terceiro mandato consecutivo para o presidente Pierre Nkurunziza deflagrou uma onda de protestos e violência política. Centenas de pessoas morreram, em meio a denúncias de sequestros, tortura, estupros e desaparecimento de pessoas.
Sob pressão internacional, o governo proibiu a entrada no Burúndi de investigadores da ONU depois de um relatório da organização apontou nomes de vários altos funcionários públicos suspeitos de orquestrar a violência.
Para se tornar lei, o projeto precisa agora ser aprovado pelo Senado e receber a sanção do presidente Nkurunziza, o maior interessado em escapar da Justiça internacional.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2016
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Ruanda expulsa mais de 1,3 mil burundeses
O governo de Ruanda, no Centro da África, expulsou mais de 1,3 mil cidadãos do vizinho Burúndi na semana passada, revelaram hoje funcionários burundeses citados pela agência Reuters.
Desde que o presidente Pierre Nkurunziza decidiu concorrer a um terceiro mandato, em abril de 2015, centenas de pessoas foram mortas e milhares fugiram do país. Muitos se refugiaram em Uganda, que tem uma composição étnica semelhante, com uma maioria do povo hutu e uma minoria tútsi.
Na semana passada, o governo ruandês mandou os burundeses irem para campos de refugiados ou voltarem para o Burúndi.
Com o aumento da violência, os países vizinhos, especialmente Ruanda, temem o extravasamento do conflito através das fronteiras. Em 1994, quando a Frente Patriótica Ruandesa (FPR) derrubou o governo da maioria hutu, os hutus em fuga cometeram um genocídio, massacrando 800 mil pessoas.
Desde que o presidente Pierre Nkurunziza decidiu concorrer a um terceiro mandato, em abril de 2015, centenas de pessoas foram mortas e milhares fugiram do país. Muitos se refugiaram em Uganda, que tem uma composição étnica semelhante, com uma maioria do povo hutu e uma minoria tútsi.
Na semana passada, o governo ruandês mandou os burundeses irem para campos de refugiados ou voltarem para o Burúndi.
Com o aumento da violência, os países vizinhos, especialmente Ruanda, temem o extravasamento do conflito através das fronteiras. Em 1994, quando a Frente Patriótica Ruandesa (FPR) derrubou o governo da maioria hutu, os hutus em fuga cometeram um genocídio, massacrando 800 mil pessoas.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Ataque mata cinco pessoas na capital do Burúndi
Cinco pessoas foram mortas ontem num ataque com tiros e granada em Bujumbura, a capital do Burúndi, no Centro da África, um dos principais focos da oposição ao presidente Pierre Nkurunziza, noticiou hoje a agência Reuters.
Os confrontos entre as forças de segurança e os oposicionistas se intensificaram desde a reeleição de Nkurunziza em julho do ano passado. Ele mudou a Constituição para concorrer a um terceiro mandato.
Nos últimos 12 meses, a violência política no Burúndi causou a morte de cerca de 400 pessoas. Outras 260 mil fugiram do país, marcado pelo conflito étnico entre hutus e túsis, o mesmo que provocou o genocídio dos tútsis na vizinha Ruanda em 1994.
Nkurunziza, um hutu, está no poder desde o fim da guerra civil, em 2005, mas sua insistência em permanecer no cargo ameaça romper a trégua dos últimos dez anos.
Os confrontos entre as forças de segurança e os oposicionistas se intensificaram desde a reeleição de Nkurunziza em julho do ano passado. Ele mudou a Constituição para concorrer a um terceiro mandato.
Nos últimos 12 meses, a violência política no Burúndi causou a morte de cerca de 400 pessoas. Outras 260 mil fugiram do país, marcado pelo conflito étnico entre hutus e túsis, o mesmo que provocou o genocídio dos tútsis na vizinha Ruanda em 1994.
Nkurunziza, um hutu, está no poder desde o fim da guerra civil, em 2005, mas sua insistência em permanecer no cargo ameaça romper a trégua dos últimos dez anos.
segunda-feira, 25 de abril de 2016
General do Burúndi é morto ao deixar filha na escola
A Burúndi, um pequeno país do centro da África, está cada vez mais perto da guerra civil. Hoje, o general Athanase Kararuza, assessor do vice-presidente, e sua mulher foram mortos a tiros quando deixavam a filha numa escola da capital, Bujumbura, noticiou a televisão pública britânica BBC.
Já são mais de 400 assassinatos por motivos políticos desde que o presidente Pierre Nkurunziza decidiu atropelar o dispositivo constitucional que impede uma segunda reeleição, em abril de 2015. As forças de segurança são acusadas de massacrar inimigos do governo e de enterrá-los em covas rasas.
Há um sério risco de reinício da guerra civil entre a maioria hutu e a minoria tútsi, os dois grupos étnicos que se enfrentaram no genocídio na vizinha Ruanda em 1994. Nkurunziza liderava um grupo rebelde hutu quando tomou o poder, em 2005.
Ontem, o ministro dos Direitos Humanos, Martin Nivyabandi, sobreviveu a um ataque com granada quando saía da igreja depois da missa de domingo.
Já são mais de 400 assassinatos por motivos políticos desde que o presidente Pierre Nkurunziza decidiu atropelar o dispositivo constitucional que impede uma segunda reeleição, em abril de 2015. As forças de segurança são acusadas de massacrar inimigos do governo e de enterrá-los em covas rasas.
Há um sério risco de reinício da guerra civil entre a maioria hutu e a minoria tútsi, os dois grupos étnicos que se enfrentaram no genocídio na vizinha Ruanda em 1994. Nkurunziza liderava um grupo rebelde hutu quando tomou o poder, em 2005.
Ontem, o ministro dos Direitos Humanos, Martin Nivyabandi, sobreviveu a um ataque com granada quando saía da igreja depois da missa de domingo.
sábado, 25 de julho de 2015
Nkurunziza é reeleito presidente do Burúndi
Sem surpresas, a Comissão Nacional Eleitoral do Burúndi anunciou ontem a reeleição do presidente Pierre Nkurunziza para um terceiro mandato, o que contraria a Constituição do país e o acordo de paz de 2005. O secretário de Estado americano, John Kerry, protestou contra o que chamou de "eleição fraudulenta".
Em maio, um grupo de oficiais do Exército revoltados com a insistência do presidente em concorrer a um novo mandato tentou dar um golpe de Estado em meio a uma onda de protestos.
Mais de 80 pessoas morreram, no pior conflito no país, que tem a mesma composição étnica da vizinha Ruanda, desde o fim da guerra civil entre a minoria tútsi, que controlava o Exército, e a maioria hutu. Os protestos populares continuam.
Em maio, um grupo de oficiais do Exército revoltados com a insistência do presidente em concorrer a um novo mandato tentou dar um golpe de Estado em meio a uma onda de protestos.
Mais de 80 pessoas morreram, no pior conflito no país, que tem a mesma composição étnica da vizinha Ruanda, desde o fim da guerra civil entre a minoria tútsi, que controlava o Exército, e a maioria hutu. Os protestos populares continuam.
terça-feira, 21 de julho de 2015
Duas pessoas morrem na eleição presidencial do Burúndi
Um policial e um civil foram mortos hoje pouco antes da abertura das seções de votação na eleição presidencial do Burúndi, adiada depois de uma onda de protestos e uma tentativa frustrada de golpe de Estado para impedir o presidente Pierre Nkurunziza de concorrer a um terceiro mandato.
A insistência de Nkurunziza provocou uma onda de violência. O presidente foi acusado de violar o acordo de paz de 2005, que acabou com uma guerra civil iniciada em 1992 entre a maioria hutu e a minoria tútsi, que historicamente controlava o Exército.
É o mesmo conflito étnico que causou em 1994 o genocídio de Ruanda, um país vizinho de características semelhantes ao Burúndi.
A insistência de Nkurunziza provocou uma onda de violência. O presidente foi acusado de violar o acordo de paz de 2005, que acabou com uma guerra civil iniciada em 1992 entre a maioria hutu e a minoria tútsi, que historicamente controlava o Exército.
É o mesmo conflito étnico que causou em 1994 o genocídio de Ruanda, um país vizinho de características semelhantes ao Burúndi.
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Vice-presidente acusa presidente e foge do Burúndi
Um dos vice-presidentes do Burúndi, Gervais Rufyikiri, fugiu do país depois de acusar o presidente Pierre Nkurunziza de tentar concorrer a um terceiro mandato, violando a Constituição, noticiou a agência Reuters.
Rufyikiri é mais um alto funcionário a fugir em meio a uma crescente onda de protestos contra Nkurunziza, que estaria violando o acordo de paz de 2005, que pôs fim a uma longa guerra civil entre a minoria tútsi e a maioria hutu.
No mês passado, Nkurunziza foi alvo de uma tentativa de golpe de Estado quando participava na Tanzânia de uma reunião da Comunidade da África Oriental para discutir a crise, mas conseguiu voltar ao país. Adiou então as eleições presidencial e parlamentares.
Rufyikiri é mais um alto funcionário a fugir em meio a uma crescente onda de protestos contra Nkurunziza, que estaria violando o acordo de paz de 2005, que pôs fim a uma longa guerra civil entre a minoria tútsi e a maioria hutu.
No mês passado, Nkurunziza foi alvo de uma tentativa de golpe de Estado quando participava na Tanzânia de uma reunião da Comunidade da África Oriental para discutir a crise, mas conseguiu voltar ao país. Adiou então as eleições presidencial e parlamentares.
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Burúndi adia eleições parlamentares e presidencial
Sob pressão internacional, o governo do Burúndi decidiu hoje adiar as eleições parlamentares e presidencial previstas para este mês, noticiou a revista digital Africa Review.
As potências regionais estavam pressionando o Burúndi a adiar as eleições depois da frustrada tentativa de golpe contra o presidente Pierre Nkurunziza, mas os protestos populares contra sua intenção de concorrer a um terceiro mandato não pararam, apesar da ameaça de enquadrar os manifestantes como golpistas.
As potências regionais estavam pressionando o Burúndi a adiar as eleições depois da frustrada tentativa de golpe contra o presidente Pierre Nkurunziza, mas os protestos populares contra sua intenção de concorrer a um terceiro mandato não pararam, apesar da ameaça de enquadrar os manifestantes como golpistas.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Polícia ataca manifestantes no Burúndi
Com cassetetes e gás lacrimogênio, a polícia atacou hoje uma multidão que protestava contra a tentativa do presidente Pierre Nkurunziza de concorrer a um terceiro mandato, noticiou a agência Reuters. Pelo menos oito pessoas foram presas.
A oposição acusa o presidente de violar a Constituição e o acordo de paz de 2005, que pôs fim a uma guerra civil iniciada em 1993 entre a maioria hutu e a minoria tútsi, que historicamente dominou o Exército.
Pelo menos 20 pessoas morreram nas últimas três semanas em confrontos com a polícia e na frustrada tentativa de golpe militar da semana passada. O governo advertiu ontem que vai tratar os manifestantes como cúmplices do golpe, mas a oposição civil afirma não ter nada a ver com a conspiração.
A oposição acusa o presidente de violar a Constituição e o acordo de paz de 2005, que pôs fim a uma guerra civil iniciada em 1993 entre a maioria hutu e a minoria tútsi, que historicamente dominou o Exército.
Pelo menos 20 pessoas morreram nas últimas três semanas em confrontos com a polícia e na frustrada tentativa de golpe militar da semana passada. O governo advertiu ontem que vai tratar os manifestantes como cúmplices do golpe, mas a oposição civil afirma não ter nada a ver com a conspiração.
domingo, 17 de maio de 2015
Presidente do Burúndi reaparece em público após golpe frustrado
O presidente Pierre Nkurunziza fez hoje sua primeira aparição em público depois da fracassada tentativa de golpe da quarta-feira passada no Burúndi, um país pequeno e pobre do centro da África. Em breve declaração diante do palácio presidencial em Bujumbura, ele declarou que não teme as ameaças da milícia terrorista somaliana Al Chababe (A Juventude).
O Burúndi participa da força de paz da União Africana liderada pelo Quênia para apoiar o governo provisório da Somália. Em retaliação, a milícia jihadista já atacou várias vezes no Quênia. Em 2 de abril de 2015, massacrou 148 pessoas na universidade de Garissa. Mas agora acusou Nkurunziza de desviar as atenções da tentativa de golpe para o inimigo externo
Em 13 de maio, quando o presidente participava de uma reunião da Comunidade da África Oriental na vizinha Tanzânia para discutir a crise no Burúndi, o general Godefroid Niyombare anunciou sua destituição depois de semanas de violentos protestos de rua contra a tentativa de Nkurunziza de concorrer a um terceiro mandato presidencial, violando o limite imposto pela Constituição.
Sem conseguir entrar em seu país na quinta-feira, Nkurunziza voltou para a Tanzânia, enquanto seus partidários resistiam ao golpe no Burúndi. Ele regressou ao país na sexta-feira. Nos últimos dias, mais de 100 mil burundeses fugiram do país temendo um reinício da guerra civil entre a maioria hutu e a minoria tútsi, que acabou em 2005 com a eleição indireta de Nkurunziza, um hutu.
Pela primeira eleição ter sido indireta, o presidente alega poder concorrer a um segundo mandato pelo voto popular, o que lhe daria três mandatos consecutivos.
Ontem, 17 golpistas presos foram apresentados à Justiça, mas não seu líder, que está foragido, apesar de sua prisão ter sido anunciada.
O general Niyombare foi o primeiro hutu a comandar o Exército, historicamente dominado pela minoria tútsi, a partir de 2006. Impôs a promoção por mérito e não por etnicidade, uma contribuição importante para a pacificação depois da guerra civil de 1993-2005.
Em 2012, Niyombare passou a ser o chefe do serviço secreto e principal assessor de segurança do presidente. Tinha sido demitido em fevereiro da chefia do serviço secreto burundês por se opor a um terceiro mandato para o presidente.
Diante da rebelião, o governo do Burúndi admite adiar as eleições parlamentares, previstas para 26 de maio, e a eleição presidencial, marcada para 26 de junho. Um líder da oposição sem relação com os golpistas convocou a população a voltar a sair às ruas para impedir a reeleição de Nkurunziza.
A crise no Burúndi é mais uma tentativa de presidentes da África de alterar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato. Em Burkina Fasso, uma revolta popular derrubou Blaise Compaoré em outubro de 2014. Denis Sassou-Nguesso, do Congo; Joseph Kabila, da República Democrática do Congo; e Paul Kagame, de Ruanda; estão de olho em mais mandato.
Em Uganda Yoweri Museveni usou suas maiorias parlamentares para mudar a Constituição e acabar com a limitação do número de mandatos.
O Burúndi participa da força de paz da União Africana liderada pelo Quênia para apoiar o governo provisório da Somália. Em retaliação, a milícia jihadista já atacou várias vezes no Quênia. Em 2 de abril de 2015, massacrou 148 pessoas na universidade de Garissa. Mas agora acusou Nkurunziza de desviar as atenções da tentativa de golpe para o inimigo externo
Em 13 de maio, quando o presidente participava de uma reunião da Comunidade da África Oriental na vizinha Tanzânia para discutir a crise no Burúndi, o general Godefroid Niyombare anunciou sua destituição depois de semanas de violentos protestos de rua contra a tentativa de Nkurunziza de concorrer a um terceiro mandato presidencial, violando o limite imposto pela Constituição.
Sem conseguir entrar em seu país na quinta-feira, Nkurunziza voltou para a Tanzânia, enquanto seus partidários resistiam ao golpe no Burúndi. Ele regressou ao país na sexta-feira. Nos últimos dias, mais de 100 mil burundeses fugiram do país temendo um reinício da guerra civil entre a maioria hutu e a minoria tútsi, que acabou em 2005 com a eleição indireta de Nkurunziza, um hutu.
Pela primeira eleição ter sido indireta, o presidente alega poder concorrer a um segundo mandato pelo voto popular, o que lhe daria três mandatos consecutivos.
Ontem, 17 golpistas presos foram apresentados à Justiça, mas não seu líder, que está foragido, apesar de sua prisão ter sido anunciada.
O general Niyombare foi o primeiro hutu a comandar o Exército, historicamente dominado pela minoria tútsi, a partir de 2006. Impôs a promoção por mérito e não por etnicidade, uma contribuição importante para a pacificação depois da guerra civil de 1993-2005.
Em 2012, Niyombare passou a ser o chefe do serviço secreto e principal assessor de segurança do presidente. Tinha sido demitido em fevereiro da chefia do serviço secreto burundês por se opor a um terceiro mandato para o presidente.
Diante da rebelião, o governo do Burúndi admite adiar as eleições parlamentares, previstas para 26 de maio, e a eleição presidencial, marcada para 26 de junho. Um líder da oposição sem relação com os golpistas convocou a população a voltar a sair às ruas para impedir a reeleição de Nkurunziza.
A crise no Burúndi é mais uma tentativa de presidentes da África de alterar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato. Em Burkina Fasso, uma revolta popular derrubou Blaise Compaoré em outubro de 2014. Denis Sassou-Nguesso, do Congo; Joseph Kabila, da República Democrática do Congo; e Paul Kagame, de Ruanda; estão de olho em mais mandato.
Em Uganda Yoweri Museveni usou suas maiorias parlamentares para mudar a Constituição e acabar com a limitação do número de mandatos.
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sábado, 16 de maio de 2015
Oposição civil convoca novos protestos no Burúndi
O líder de um grupo de oposição civil no Burúndi, Gordien Niyungeko, conclamou a população a sair às ruas e manter os protestos contra o presidente Pierre Nkurunziza, que acaba de sobreviver a uma tentativa de golpe militar. Todos os quatro generais golpistas estão presos.
A polícia chegou atirar nos manifestantes, acusados de cumplicidade com os rebeldes. Niyungeko alega não ter nada a ver com o golpe fracassado no pequeno e pobre país do centro da África.
A revolta popular começou há três semanas, quando o presidente anunciou a intenção de concorrer a um terceiro mandato, violando o limite imposto pela Constituição. O Tribunal Constitucional o autorizou, sob o argumento de que sua primeira eleição, em 2005, foi indireta. Mas multidões tomaram as ruas.
Em 13 de maio de 2015, quarta-feira, o general Godefroid Niyombare anunciou o golpe, quando Nkurunziza estava na Tanzânia, onde discutiu a crise numa reunião dos países da Comunidade da África Oriental. Os golpistas tentaram impedi-lo de voltar ao país, mas enfrentaram feroz resistência das forças de segurança legalistas.
Na quinta-feira, o presidente reassumiu o poder. Niyombare foi o último líder golpista a ser preso. Pelo menos cinco pessoas morreram na tentativa de golpe.
A polícia chegou atirar nos manifestantes, acusados de cumplicidade com os rebeldes. Niyungeko alega não ter nada a ver com o golpe fracassado no pequeno e pobre país do centro da África.
A revolta popular começou há três semanas, quando o presidente anunciou a intenção de concorrer a um terceiro mandato, violando o limite imposto pela Constituição. O Tribunal Constitucional o autorizou, sob o argumento de que sua primeira eleição, em 2005, foi indireta. Mas multidões tomaram as ruas.
Em 13 de maio de 2015, quarta-feira, o general Godefroid Niyombare anunciou o golpe, quando Nkurunziza estava na Tanzânia, onde discutiu a crise numa reunião dos países da Comunidade da África Oriental. Os golpistas tentaram impedi-lo de voltar ao país, mas enfrentaram feroz resistência das forças de segurança legalistas.
Na quinta-feira, o presidente reassumiu o poder. Niyombare foi o último líder golpista a ser preso. Pelo menos cinco pessoas morreram na tentativa de golpe.
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sexta-feira, 15 de maio de 2015
General golpista reconhece a derrota no Burúndi
O general Cyrille Ndayiukiye, vice-líder do movimento golpista, admitiu ontem à noite que a tentativa de derrubar o governo do Burúndi fracassou. Horas antes, o presidente Pierre Nkurunziza havia anunciado sua volta ao país no Twitter, enquanto militares leais reassumiam o controle dos meios de comunicação.
"Pessoalmente, reconheço que nosso movimento fracassou. Encontramos uma grande determinação dos militares para sustentar o sistema de poder", declarou Ndayirukiye à Agência France Presse (AFP), citada no sítio da rádio France Info. Os golpistas se renderam.
Na madrugada desta sexta-feira pela hora local, o líder golpista, Godefroid Niyombare, anunciou: "Decidimos nos render. Espero que não nos matem", ele disse antes de ser preso pelas forças legalistas.
A crise começou há três semanas, quando Nkurunziza anunciou a intenção de concorrer a um terceiro mandato presidencial, violando a Constituição, o que deflagrou uma onda de protestos de rua. Quando o general Godefroid Niyombare anunciou o golpe há dois dias, uma multidão saiu às ruas para festejar.
"Pessoalmente, reconheço que nosso movimento fracassou. Encontramos uma grande determinação dos militares para sustentar o sistema de poder", declarou Ndayirukiye à Agência France Presse (AFP), citada no sítio da rádio France Info. Os golpistas se renderam.
Na madrugada desta sexta-feira pela hora local, o líder golpista, Godefroid Niyombare, anunciou: "Decidimos nos render. Espero que não nos matem", ele disse antes de ser preso pelas forças legalistas.
A crise começou há três semanas, quando Nkurunziza anunciou a intenção de concorrer a um terceiro mandato presidencial, violando a Constituição, o que deflagrou uma onda de protestos de rua. Quando o general Godefroid Niyombare anunciou o golpe há dois dias, uma multidão saiu às ruas para festejar.
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quinta-feira, 14 de maio de 2015
Resultado do golpe militar no Burúndi ainda é incerto
Com combates nas ruas da capital, Bujumbura, durante o dia de hoje, a situação no pequeno e miserável Burúndi, um país do Centro da África, ainda é incerta. Pelo Twitter, o presidente Pierre Nkurunziza declarou estar de volta ao país e agradeceu ao Exército e a Polícia pela lealdade, mas isso não está confirmado.
O comandante em chefe das Forças Armadas, general Prime Niyongabo, declarou que o golpe militar fracassou e as forças leais ao presidente retomaram o controle da capital, noticiou o sítio turco World Bulletin.
Ao mesmo tempo, a Tanzânia revelou que Nkurunziza não tinha conseguido entrar no Burúndi depois de participar de uma reunião da Comunidade da África Oriental na capital tanzaniana, onde passou a noite, divulgou a revista digital queniana Africa Review.
Na capital, os principais combates foram travados pelo controle dos meios de comunicação. No início da tarde, a rádio estatal estava fora do ar, informou a edição digital do jornal egípcio Ahram, mas já teria sido retomada pelo governo.
Depois de semanas de violentos protestos de rua contra a tentativa do presidente de se candidatar a um terceiro mandato, violando o limite constitucional, o general Godefroid Niyombare anunciou o golpe militar.
O comandante em chefe das Forças Armadas, general Prime Niyongabo, declarou que o golpe militar fracassou e as forças leais ao presidente retomaram o controle da capital, noticiou o sítio turco World Bulletin.
Ao mesmo tempo, a Tanzânia revelou que Nkurunziza não tinha conseguido entrar no Burúndi depois de participar de uma reunião da Comunidade da África Oriental na capital tanzaniana, onde passou a noite, divulgou a revista digital queniana Africa Review.
Na capital, os principais combates foram travados pelo controle dos meios de comunicação. No início da tarde, a rádio estatal estava fora do ar, informou a edição digital do jornal egípcio Ahram, mas já teria sido retomada pelo governo.
Depois de semanas de violentos protestos de rua contra a tentativa do presidente de se candidatar a um terceiro mandato, violando o limite constitucional, o general Godefroid Niyombare anunciou o golpe militar.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Golpe tenta derrubar presidente do Burúndi
Depois de semanas de violentos protestos contra a tentativa do presidente Pierre Nkurunziza de concorrer a um terceiro mandato, violando o limite constitucional, o general Godefroid Niyombare, do Exército do Burúndi, anunciou hoje ao meio-dia sua deposição, informou a televisão pública britânica BBC.
Milhares de pessoas saíram às ruas para festejar a queda de Nkurunziza, mas a situação ainda é confusa. O aeroporto capital foi fechado. Todos os voos foram cancelados. Depois de negar o golpe inicialmente, o governo passou a dizer que a conspiração fracassou.
Nkurunziza tinha ido a uma reunião da Comunidade dos Países da África Oriental na Tanzânia para discutir. Seu avião não conseguiu voltar ao país. Teria pousado em Uganda.
Na semana passada, o Tribunal Constitucional do país autorizou a candidatura, argumentando que a primeira eleição do presidente em 2005 foi indireta, pelo Parlamento. Assim, ele teria direito a concorrer a um segundo mandato pelo voto popular.
A oposição denunciou a manobra como ilegal, inconstitucional e uma violação do acordo de paz que acabou com uma guerra civil entre a maioria hutu, da qual Nkurunziza faz parte, e a minoria tútsi, que domina o Exército. A composição étnica é a mesma da vizinha Ruanda, onde 800 mil pessoas foram mortas num genocídio 21 anos atrás.
Milhares de pessoas saíram às ruas para festejar a queda de Nkurunziza, mas a situação ainda é confusa. O aeroporto capital foi fechado. Todos os voos foram cancelados. Depois de negar o golpe inicialmente, o governo passou a dizer que a conspiração fracassou.
Nkurunziza tinha ido a uma reunião da Comunidade dos Países da África Oriental na Tanzânia para discutir. Seu avião não conseguiu voltar ao país. Teria pousado em Uganda.
Na semana passada, o Tribunal Constitucional do país autorizou a candidatura, argumentando que a primeira eleição do presidente em 2005 foi indireta, pelo Parlamento. Assim, ele teria direito a concorrer a um segundo mandato pelo voto popular.
A oposição denunciou a manobra como ilegal, inconstitucional e uma violação do acordo de paz que acabou com uma guerra civil entre a maioria hutu, da qual Nkurunziza faz parte, e a minoria tútsi, que domina o Exército. A composição étnica é a mesma da vizinha Ruanda, onde 800 mil pessoas foram mortas num genocídio 21 anos atrás.
sábado, 9 de maio de 2015
Presidente do Burúndi registra candidatura
Apesar das violentas manifestações de protesto contra uma segunda reeleição, o presidente do Burúndi, Pierre Nkurunziza, apresentou ontem sua candidato para concorrer a um terceiro mandato de cinco anos, informou o sítio de notícias turco World Bulletin.
A oposição acusa o atual líder de violar a Constituição do país e o acordo de paz que pôs fim a uma guerra civil entre a maioria hutu e a minoria tútsi em 2005.
Numa decisão estranha, o Tribunal Constitucional autorizou sua candidatura sob o argumento de que sua primeira eleição foi indireta pelo Congresso. Assim, Nkurunziza teria direito a um segundo mandato obtido com o voto popular.
Para tentar acalmar os manifestantes, o presidente do Burúndi prometeu que esta será sua última eleição, mas a população não parece convencida disso.
A oposição acusa o atual líder de violar a Constituição do país e o acordo de paz que pôs fim a uma guerra civil entre a maioria hutu e a minoria tútsi em 2005.
Numa decisão estranha, o Tribunal Constitucional autorizou sua candidatura sob o argumento de que sua primeira eleição foi indireta pelo Congresso. Assim, Nkurunziza teria direito a um segundo mandato obtido com o voto popular.
Para tentar acalmar os manifestantes, o presidente do Burúndi prometeu que esta será sua última eleição, mas a população não parece convencida disso.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Mais de 40 mil pessoas fogem do Burúndi
Mais de 40 mil pessoas fugiram do Burúndi, um pequeno país da Região dos Grandes Lagos do Centro da África vizinho e semelhante a Ruanda, depois de duas semanas de protestos com 12 mortes contra manobras do presidente Pierre Nkurunziza para se reeleger.
Hoje o presidente prometeu que, se for reeleito em junho de 2015, será seu último mandato, informa o jornal digital americano The Huffington Post.
É a pior crise política no país desde o fim 12 anos atrás da guerra civil entre a maioria hutu e o Exército dominado pela minoria tútsi, num conflito ao que levou ao genocídio de 800 mil pessoas em 1994 em Ruanda.
A fuga em massa preocupa a República Democrática do Congo, a Tanzânia e especialmente Ruanda pelo impacto que pode ter no conflito interno ruandês.
"Todas as luzes estão piscando no Burúndi. Todos os alarmas estão tocando. Então, onde está o corpo de bombeiros", advertiu em Genebra, na Suíça, o presidente do Conselho de Refugiados da Noruega, Jan Egeland, pedindo uma ação internacional para acalmar a situação.
A Constituição do Burúndi limita o exercício da presidência a dois mandatos. Em 25 de abril de 2015, Nkurunziza, ex-comandante de um grupo rebelde hutu, anunciou a intenção de concorrer a um terceiro mandato.
Sob pressão do governo, o Tribunal Constitucional decidiu ontem autorizar Nkurunziza a disputar mais uma eleição alegando que o primeiro mandato não conta porque em 2005 ele foi eleito indiretamente pelo Congresso.
Seu principal desafiante, Audifax Ndabitoreye, foi preso num hotel da capital, Bujumbura, onde havia uma reunião de ministros de países da África Oriental para discutir a crise, sob a acusação de participar de uma insurreição: "Sou uma vítima porque estou protestanto claramente contra um terceiro mandato para Nkurunziza que é ilegal e inconstitucional."
Centenas de manifestantes foram presos. O governo os acusa de insurreição, promete soltar os menores de 18 anos e uma anistia caso cessem os protestos. O Ministério do Exterior do Reino Unido denunciou pressões sobre o supremo tribunal para autorizar mais uma reeleição do presidente. Um ministro do tribunal fugiu do país nos últimos dias.
Hoje o presidente prometeu que, se for reeleito em junho de 2015, será seu último mandato, informa o jornal digital americano The Huffington Post.
É a pior crise política no país desde o fim 12 anos atrás da guerra civil entre a maioria hutu e o Exército dominado pela minoria tútsi, num conflito ao que levou ao genocídio de 800 mil pessoas em 1994 em Ruanda.
A fuga em massa preocupa a República Democrática do Congo, a Tanzânia e especialmente Ruanda pelo impacto que pode ter no conflito interno ruandês.
"Todas as luzes estão piscando no Burúndi. Todos os alarmas estão tocando. Então, onde está o corpo de bombeiros", advertiu em Genebra, na Suíça, o presidente do Conselho de Refugiados da Noruega, Jan Egeland, pedindo uma ação internacional para acalmar a situação.
A Constituição do Burúndi limita o exercício da presidência a dois mandatos. Em 25 de abril de 2015, Nkurunziza, ex-comandante de um grupo rebelde hutu, anunciou a intenção de concorrer a um terceiro mandato.
Sob pressão do governo, o Tribunal Constitucional decidiu ontem autorizar Nkurunziza a disputar mais uma eleição alegando que o primeiro mandato não conta porque em 2005 ele foi eleito indiretamente pelo Congresso.
Seu principal desafiante, Audifax Ndabitoreye, foi preso num hotel da capital, Bujumbura, onde havia uma reunião de ministros de países da África Oriental para discutir a crise, sob a acusação de participar de uma insurreição: "Sou uma vítima porque estou protestanto claramente contra um terceiro mandato para Nkurunziza que é ilegal e inconstitucional."
Centenas de manifestantes foram presos. O governo os acusa de insurreição, promete soltar os menores de 18 anos e uma anistia caso cessem os protestos. O Ministério do Exterior do Reino Unido denunciou pressões sobre o supremo tribunal para autorizar mais uma reeleição do presidente. Um ministro do tribunal fugiu do país nos últimos dias.
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