Mostrando postagens com marcador África Oriental. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador África Oriental. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Leste da África enfrenta praga de gafanhotos de proporções bíblicas

O espectro da fome em massa volta a rondar uma das regiões mais pobres do mundo. Uma praga de bilhões de gafanhotos do deserto como não se via há décadas arrasa a África Oriental, em países como Quênia, Etiópia, Uganda, Somália, Eritreia e Djibúti.
É mais um sintoma da emergência climática. Secas fortes e um grande número de ciclone criaram uma tempestade perfeita para levar as nuvens de gafanhotos irem da Península Arábica para o Leste da África devorando todo verde que encontram pelo caminho, noticiou a revista americana Foreign Policy.

Nuvens de 2,4 milhões de quilômetros quadrados, com cerca de 192 bilhões de gafanhotos, foram localizadas no Nordeste do Quênia, perto da Somália. Algumas nuvens comem num dia o que daria para alimentar 35 mil pessoas. Com vento a favor, voam 160 quilômetros por dia.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) pediu US$ 76 milhões para combater a praga. A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) ofereceu US$ 8 milhões.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Líder do Quênia é reeleito com 98% dos votos em eleição suspeita

Com o boicote do líder oposicionista Raila Odinga, o presidente Uhuru Kenyatta foi reeleito para um segundo mandato no Quênia, líder da Comunidade da África Oriental, com 98% dos votos, anunciou ontem a Comissão Nacional Eleitoral, mas sua legitimidade está sob suspeita e há o risco de volta de violência política que causou mais de 1,2 mil mortos depois das eleições de dezembro de 2007.

Depois que o Supremo Tribunal do Quênia anulou a eleição presidencial, houve uma segunda votação em 26 de outubro com os dois candidatos mais votados: Kenyatta e Odinga. Como as autoridades eleitorais responsáveis pela fraude não foram afastadas, Odinga decidiu se retirar da disputa.

Em consequência, só 39% dos eleitores quenianos foram às urnas no dia 26. A participação na eleição anulada, em 8 de agosto, foi de 79%. Kenyatta se reelege sob protestos das ruas, contestações na Justiça e divisões na comissão eleitoral.

A vitória do presidente, filho de Jomo Kenyatta, o herói da independência do Quênia, reforça a dominação da etnia kikuyu sobre os demais povos do país. Odinga é um luo, a etnia do ex-presidente americano Barack Obama, cujo pai era queniano.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Governo ganha eleição presidencial na Tanzânia

Com 58% dos votos, o candidato do Partido da Revolução, no poder desde 1962, John Magufuli, ganhou a eleição presidencial do domingo passado na Tanzânia, um país da África Oriental, informou hoje a agência Reuters.

Depois de dois mandatos, o presidente Jakaya Kikwete não poderia concorrer a uma segunda reeleição. O partido oposicionista Chadema, de centro-direita, protestou contra o resultado oficial.

A incerteza no período pré-eleitoral retardou investimentos no crescente setor de hidrocarbonetos.

domingo, 25 de outubro de 2015

Tanzânia vota na eleição mais disputada da história do país

A Tanzânia, país mais populoso do Leste da África, vota hoje na eleição presidencial mais disputada de sua história. Há um pequeno favoritismo para John Magufuli, do Chama Cha Mapinduzi (Partido da Revolução), o partido que está há mais tempo no poder na África, desde a independência de Tanganica, em 1962, passando pela fusão com Zanzibar, em 1977.

Mesmo com a introdução da democracia, em 1992, o CCM ganhou todas as eleições presidenciais e parlamentares. Agora, está sendo ameaçado por um de seus antigos líderes, o ex-primeiro-ministro Edward Lowassa, informa o boletim de notícias sul-africana News24.

"Quero levar o país ao desenvolvimento e bem-estar social", prometeu Magufuli, de 55 anos, num de seus últimos comícios. "Todos merecem uma vida melhor, independentemente de inclinações políticas."

Lowassa, de 62 anos, chefe de governo de 2005 a 2008, quando caiu diante de denúncias de corrupção, foi no início do ano para o Chadema (Chama cha Demokrasia na Maendeleo, Partido da Democracia e do Congresso). Aposta no desgaste do partido governista: "Vamos tirar o CCM do governo, um regime que faliu a nação nos 54 anos em que está no poder."

Chefe da missão de observadores da Comunidade (ex-Britânica) das Nações, o ex-presidente da Nigéria Goodluck Jonathan, deu um recado claro aos dois candidatos: "Se perder, aceite a derrota."

Os resultados saem durante a semana. Zanzibar deve encerrar a apuração amanhã.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Vice-presidente acusa presidente e foge do Burúndi

Um dos vice-presidentes do Burúndi, Gervais Rufyikiri, fugiu do país depois de acusar o presidente Pierre Nkurunziza de tentar concorrer a um terceiro mandato, violando a Constituição, noticiou a agência Reuters.

Rufyikiri é mais um alto funcionário a fugir em meio a uma crescente onda de protestos contra Nkurunziza, que estaria violando o acordo de paz de 2005, que pôs fim a uma longa guerra civil entre a minoria tútsi e a maioria hutu.

No mês passado, Nkurunziza foi alvo de uma tentativa de golpe de Estado quando participava na Tanzânia de uma reunião da Comunidade da África Oriental para discutir a crise, mas conseguiu voltar ao país. Adiou então as eleições presidencial e parlamentares.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Grandes parques nacionais da África Oriental estão ameaçados

Todos os anos 2 a 3 milhões de gnus cruzam a fronteira entre o Quênia e a Tanzânia, na maior migração de animais superiores do planeta, entre zebras, gazelas, antílopes, elefantes e crocodilos que os atacam na travessia dos rios. 

Um dos ambientes característicos da África está ameaçado, advertem cientista da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (UNCT). Sob pressão do crescimento populacional e da caça ilegal, o parque nacional do Serenguéti, na Tanzânia, corre risco de desaparecer.


Serenguéti signica planície sem fim na língua do povo massai e continua na Quênia com o nome de Massai Mara. Com os limites do parque sendo violados, a União Europeia está financiando um projeto para fazer uma avaliação clara dos problemas.

No Quênia, o parque vai até até a Floresta Mau, a maior floresta virgem de montanha de todo o continente africano. O Rio Mara, que nasce na floresta, é a artéria que irriga todo o ecossistema do Massai Mara e do Serenguéti.

Juntos, o rio, a floresta e o parque nacional formam um dos ecossistemas mais complexos da Terra, que sustenta uma enorme variedade de formas de vida, de grandes mamíferos como leões, elefantes, búfalos, rinocerontes, hipopótamos e girafas até plantas raras e especiais.

"O Serenguéti é em muitos sentidos uma imagem icônica da África e será o centro do nosso projeto de pesquisa", comentou o biólogo Eivin Roskaft professor da UNCT. "Tudo o que tiramos da natureza são serviços que o ecossistema presta. Estes recursos estão se deteriorando pouco a pouco. O que nós vemos no Serenguéti são pressões tão grandes que o ecossisema pode deixar de ser sustentável. Na pior das hipóteses, o Serenguéti pode desaparecer em poucas décadas."

Em 1961, a Tanzânia tinha 8 milhões de habitantes. Hoje, são 50 milhões. Esta população pode dobrar em 20 anos aumentando a caça ilegal para garantir a subsistência, com o cultivo de pastagens. A maior parte da comida é cozinhada em fogueiras a céu aberto com lenha tirada das florestas.

A região tem problemas com malária e a doença do sono que podem se agravar com o aquecimento global. Os especialistas em saúde temem que a abertura, a melhoria e o aumento do tráfego nas estradas aumente a incidência de aids.

Cerca de 100 cientistas de 13 instituições do Quênia, Tanzânia, Alemanha, Dinamarca, Escócia e Noruega estão envolvidos no projeto Relacionando a biodiversidade e os serviços e funções do ecossistema na região do Serenguéti-Mara, na África Oriental. Mais mestrandos e doutorandos devem se juntar ao grupo.

"O mais importante é fortalecer a especialização na Tanzânia. Minha maior meta e motivação é formar bons especialistas e profissionais tanzanianos", observou Roskaft. "Especialmente em países como o Quênia e a Tanzânia, que têm recursos naturais abundantes, é importante que os cidadãos locais tenham o conhecimento necessário para fazer suas próprias avaliações e julgamentos profissionais."

Desde pequeno, o professor tinha uma fascinação pela África, colecionava cartões postais e lia livros sobre o Serenguéti. É uma "honra indescritível", disse ele, poder fazer esta pesquisa financiada pela UE.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Dez membros d'al Chababe são presos e um morto na Tanzânia

Durante operação de busca numa mesquita, as forças de segurança da Tanzânia apreenderam equipamento para fabricar bombas e prenderam dez suspeitos de pertencer à milícia extremista muçulmana da Somália Al Chababe (A Juventude) em 14 de abril de 2015, informou ontem o jornal The Star. Outro suspeito foi pego pela multidão quando fugia da polícia e linchado.

A operação antiterrorismo foi realizada na região de Morogoro, no distrito de Kilombero, a 220 quilômetros da capital tanzaniana, Des es Salam.

O país foi alvo de um duplo atentado da rede terrorista Al Caeda em 7 de agosto de 1998 contra as embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia. Naquele dia, 213 pessoas foram mortas em Nairóbi e 11 em Dar es Salam. Outras 85 pessoas foram feridas na Tanzânia e 4 mil no Quênia.

Desde o recente ataque da milícia somaliana à universidade de Garissa, no Quênia, com 148 mortes, aumentou o medo na vizinha Tanzânia de também ser alvo de um ataque terrorista do grupo somaliano.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Força Aérea do Quênia ataca acampamentos jihadistas na Somália

A Força Aérea do Quênia bombardeou ontem dois campos da milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude) na vizinha Somália e prometeu manter os ataques, noticiou hoje o jornal inglês The Guardian

O grupo, ligado à rede terrorista Al Caeda, foi responsável por um massacre que deixou 142 estudantes, três policiais e três soldados mortos em 2 de abril de 2015 na universidade da cidade de Garissa, que fica no Nordeste do Quênia a 120 quilômetros da fronteira somaliana.

Al Chababe ataca o Quênia para pressionar o governo a retirar os militares quenianos de uma força internacional de paz da União Africana que tanta estabilizar a Somália desde 2011. O país vive em anarquia, sem um governo estável desde 1991.

O Quênia fez bombardeios aéreos para retaliar ações terroristas d'al Chababe, especialmente na província de Mandera, onde houve pelo menos dois massacres recentes de cristãos antes da tragédia na universidade.

A polícia queniana prendeu cinco suspeitos de colaborar com a chacina na universidade e procura Mohamed Mohamud, um ex-professor numa escola religiosa muçulmana (madrassa) do país suspeito de ser o mandante do ataque. Ele usaria os nomes de falsos de Uliadin, Gamadhere e Kuno. Há uma recompensa de US$ 220 mil (R$ 690 mil) por informações que levem à sua captura.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Terroristas matam 147 estudantes cristãos em universidade do Quênia

Pelo menos 147 estudantes cristãos e quatro terroristas foram mortos num ataque da milícia extremista muçulmana somaliana Al Chababe a um campus universitário na cidade de Garissa, no Nordeste do Quênia, perto da fronteira da Somália, no Leste da África, noticiou a televisão americana CNN, citando como fontes a Cruz Vermelha e o Ministério do Interior queniano.

A operação conjunta do Exército e da polícia do Quênia no University College de Garissa ainda está em andamento. Cinco terroristas do grupo ligado à rede terrorista Al Caeda invadiram o campus de madrugada e atacaram o dormitório, onde haveria cerca de 800 estudantes. Centenas ainda estão desaparecidos.

Neste momento, os jihadistas estão cercados e mantêm reféns. Eles lutam contra a presença de militares quenianos na força de paz da União Africana que defende o governo provisório da Somália reconhecido internacionalmente, com mandato das Nações Unidas.

De 21 a 24 de setembro de 2013, Al Chababe (A Juventude ou Os Jovens, do árabe) tomou o centro comercial de luxo de Westgate, em Nairóbi, a capital queniana, e promovou uma matança que terminou com 67 mortes. Desde então, houve vários massacres e conflitos perto da fronteira entre o Quênia e a Somália. Os terroristas separam as pessoas por religião e matam todos os cristãos.

Pistoleiros mascarados atacam universidade no Quênia

Cinco homens armados e mascarados invadiram na madrugada de hoje um campus universitário na cidade de Garissa, no Nordeste do Quênia, na África Oriental. A polícia e o Exército estão combatendo os terroristas. Testemunhas descrevem um tiroteio. Pelo duas pessoas morreram e outras quatro estão gravemente feridas, informou a Cruz Vermelha.

Até agora, ninguém reivindicou a autoria da ação na Garissa University College. Os principais suspeitos são os rebeldes jihadistas da milícia somaliana Al Chababe (Os Jovens ou A Juventude), ligada à rede terrorista Al Caeda. De 21 a 24 de setembro de 2013, os extremistas ocuparam o centro comercial de luxo Westgate, em Nairóbi, quando 67 pessoas foram mortas.

A maior reivindicação da milícia terrorista é a retirada dos soldados quenianos que participavam de uma missão de paz da União Africana em apoio ao governo internacionalmente conhecido da Somália, inimigo direto do grupo na luta pelo poder.