A milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude) atacou ontem um comboio da força internacional de paz da União Africana na Somália, que apoia o governo provisório com mandato das Nações Unidas, noticiou a agência Reuters. Dois veículos foram destruídos e três pessoas saíram feridas.
O grupo jihadista ligado à rede terrorista Al Caeda anunciou ter matado cinco pessoas na operação. Com o apoio da missão da UA, as forças de segurança da Somália conseguiram retomar a capital e expulsar os milicianos da maioria de seus redutos. Mas Al Chababe continua a realizar ataques como a chacina de 148 pessoas na universidade de Garissa, no Quênia, em 2 de abril de 2015.
O Quênia virou um dos alvos preferenciais dos terroristas por fornecer o maior contingente de soldados da missão de paz.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 20 de abril de 2015
sábado, 18 de abril de 2015
Al Chababe mata deputado na capital da Somália
Milicianos do grupo extremista muçulmano Al Chababe (A Juventude) mataram hoje um deputado em Mogadíscio, a capital da Somália, reportou a agência Reuters. Ele representava a região semiautônoma da Puntlândia. Foi baleado várias vezes quando voltava para seu carro, estacionado num hospital.
Os terroristas estavam num micro-ônibus que bloqueou a passagem. Al Chababe, uma milícia ligada à rede Al Caeda, costumam atacar políticos e funcionários públicos. Também age no exterior, como no massacre de 148 pessoas na universidade de Garissa, no Quênia, em 2 de abril de 2015.
As ações no Quênia são retaliações pelo participação de militares quenianos numa força internacional de paz da União Africana que intervém na Somália desde 2011 em apoio ao governo provisório reconhecido internacionalmente.
Os terroristas estavam num micro-ônibus que bloqueou a passagem. Al Chababe, uma milícia ligada à rede Al Caeda, costumam atacar políticos e funcionários públicos. Também age no exterior, como no massacre de 148 pessoas na universidade de Garissa, no Quênia, em 2 de abril de 2015.
As ações no Quênia são retaliações pelo participação de militares quenianos numa força internacional de paz da União Africana que intervém na Somália desde 2011 em apoio ao governo provisório reconhecido internacionalmente.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Dez membros d'al Chababe são presos e um morto na Tanzânia
Durante operação de busca numa mesquita, as forças de segurança da Tanzânia apreenderam equipamento para fabricar bombas e prenderam dez suspeitos de pertencer à milícia extremista muçulmana da Somália Al Chababe (A Juventude) em 14 de abril de 2015, informou ontem o jornal The Star. Outro suspeito foi pego pela multidão quando fugia da polícia e linchado.
A operação antiterrorismo foi realizada na região de Morogoro, no distrito de Kilombero, a 220 quilômetros da capital tanzaniana, Des es Salam.
O país foi alvo de um duplo atentado da rede terrorista Al Caeda em 7 de agosto de 1998 contra as embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia. Naquele dia, 213 pessoas foram mortas em Nairóbi e 11 em Dar es Salam. Outras 85 pessoas foram feridas na Tanzânia e 4 mil no Quênia.
Desde o recente ataque da milícia somaliana à universidade de Garissa, no Quênia, com 148 mortes, aumentou o medo na vizinha Tanzânia de também ser alvo de um ataque terrorista do grupo somaliano.
A operação antiterrorismo foi realizada na região de Morogoro, no distrito de Kilombero, a 220 quilômetros da capital tanzaniana, Des es Salam.
O país foi alvo de um duplo atentado da rede terrorista Al Caeda em 7 de agosto de 1998 contra as embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia. Naquele dia, 213 pessoas foram mortas em Nairóbi e 11 em Dar es Salam. Outras 85 pessoas foram feridas na Tanzânia e 4 mil no Quênia.
Desde o recente ataque da milícia somaliana à universidade de Garissa, no Quênia, com 148 mortes, aumentou o medo na vizinha Tanzânia de também ser alvo de um ataque terrorista do grupo somaliano.
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sexta-feira, 10 de abril de 2015
Somália oferece recompensa por líderes da milícia terrorista Al Chababe
O governo provisório da Somália ofereceu recompensa por informações que levem à captura ou morte de 11 líderes da milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude), ligada à rede terrorista Al Caeda, anunciou hoje a revista queniana Africa Review.
As recompensas variam de US$ 100 mil a US$ 250 mil, prêmio pelo líder do grupo Ahmed Diriye, conhecido pelo nome de guerra Abu Ubayda.
Al Chababe reivindicou a autoria de uma chacina na universidade de Garissa em 2 de abril de 2015, quando 142 estudantes, três policiais e três soldados foram mortos por quatro terroristas, um deles identificado como um "estudante brilhante" filho de um alto funcionário da província de Mandera.
Em 2013, o mesmo grupo aterrorizou o centro comercial de luxo Westgate, em Nairóbi, a capital queniana, matando 67 pessoas. O governo do Quênia fez sua própria lista de 86 indivíduos e entidades suspeitas de financiar Al Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda.
Para sufocar financeiramente a milícia depois do ataque à universidade, o Quênia proibiu remessas de dinheiro de somalianos exilados no país. Os moradores de Mogadíscio, a capital da Somália, denunciam o que consideram uma "punição coletiva". As remessas de parentes exilados são fundamentais para a depauperada economia somaliana.
A Somália vive em estado de anarquia. Não tem governo estável desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, no fim da Guerra Fria. Desde 2011, soldados quenianos participam de uma força de paz da União Africana com mandato das Nações Unidas para apoiar o governo provisório.
Ao atacar no Quênia, Al Chababe pressiona a população a exigir o fim da participação queniana na força internacional de intervenção na Somália.
As recompensas variam de US$ 100 mil a US$ 250 mil, prêmio pelo líder do grupo Ahmed Diriye, conhecido pelo nome de guerra Abu Ubayda.
Al Chababe reivindicou a autoria de uma chacina na universidade de Garissa em 2 de abril de 2015, quando 142 estudantes, três policiais e três soldados foram mortos por quatro terroristas, um deles identificado como um "estudante brilhante" filho de um alto funcionário da província de Mandera.
Em 2013, o mesmo grupo aterrorizou o centro comercial de luxo Westgate, em Nairóbi, a capital queniana, matando 67 pessoas. O governo do Quênia fez sua própria lista de 86 indivíduos e entidades suspeitas de financiar Al Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda.
Para sufocar financeiramente a milícia depois do ataque à universidade, o Quênia proibiu remessas de dinheiro de somalianos exilados no país. Os moradores de Mogadíscio, a capital da Somália, denunciam o que consideram uma "punição coletiva". As remessas de parentes exilados são fundamentais para a depauperada economia somaliana.
A Somália vive em estado de anarquia. Não tem governo estável desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, no fim da Guerra Fria. Desde 2011, soldados quenianos participam de uma força de paz da União Africana com mandato das Nações Unidas para apoiar o governo provisório.
Ao atacar no Quênia, Al Chababe pressiona a população a exigir o fim da participação queniana na força internacional de intervenção na Somália.
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segunda-feira, 6 de abril de 2015
Força Aérea do Quênia ataca acampamentos jihadistas na Somália
A Força Aérea do Quênia bombardeou ontem dois campos da milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude) na vizinha Somália e prometeu manter os ataques, noticiou hoje o jornal inglês The Guardian.
O grupo, ligado à rede terrorista Al Caeda, foi responsável por um massacre que deixou 142 estudantes, três policiais e três soldados mortos em 2 de abril de 2015 na universidade da cidade de Garissa, que fica no Nordeste do Quênia a 120 quilômetros da fronteira somaliana.
Al Chababe ataca o Quênia para pressionar o governo a retirar os militares quenianos de uma força internacional de paz da União Africana que tanta estabilizar a Somália desde 2011. O país vive em anarquia, sem um governo estável desde 1991.
O Quênia fez bombardeios aéreos para retaliar ações terroristas d'al Chababe, especialmente na província de Mandera, onde houve pelo menos dois massacres recentes de cristãos antes da tragédia na universidade.
A polícia queniana prendeu cinco suspeitos de colaborar com a chacina na universidade e procura Mohamed Mohamud, um ex-professor numa escola religiosa muçulmana (madrassa) do país suspeito de ser o mandante do ataque. Ele usaria os nomes de falsos de Uliadin, Gamadhere e Kuno. Há uma recompensa de US$ 220 mil (R$ 690 mil) por informações que levem à sua captura.
A polícia queniana prendeu cinco suspeitos de colaborar com a chacina na universidade e procura Mohamed Mohamud, um ex-professor numa escola religiosa muçulmana (madrassa) do país suspeito de ser o mandante do ataque. Ele usaria os nomes de falsos de Uliadin, Gamadhere e Kuno. Há uma recompensa de US$ 220 mil (R$ 690 mil) por informações que levem à sua captura.
domingo, 5 de abril de 2015
Quênia identifica um dos terroristas da universidade de Garissa
As autoridades do Quênia identificaram hoje um dos quatro terroristas da milícia extremista somaliana Al Chababe (A Juventude) que há três dias mataram 148 pessoas no campus de uma universidade na cidade de Garissa.
Abdirahim Abdullahi era filho de um funcionário público da província queniana de Mandera e foi um estudante de direito "brilhante" da Universidade de Nairóbi, informou o sítio da televisão francesa France24.
Seu pai havia avisado as autoridades que ele tinha desaparecido e provavelmente ido para a Somália. Os quatro terroristas, três policiais, três soldados e 142 estudantes morreram na matança. Desde que se formara advogado, em 2013, Abdullahi participava de grupos extremistas muçulmanos.
A milícia Al Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda, ataca no Quênia para pressionar a população a forçar o governo a retirar os soldados quenianos que participam de uma força de paz da União Africana na Somália. Em 2013, aterrorizou por três um centro comercial de luxo em Nairóbi, matando 67 pessoas.
Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, a Somália vive em anarquia sem um governo estável. A força internacional africana tem mandato das Nações Unidas para proteger o frágil governo provisório reconhecido internacionalmente, que não domina seu próprio território. A milícia jihadista é sua maior inimiga.
Abdirahim Abdullahi era filho de um funcionário público da província queniana de Mandera e foi um estudante de direito "brilhante" da Universidade de Nairóbi, informou o sítio da televisão francesa France24.
Seu pai havia avisado as autoridades que ele tinha desaparecido e provavelmente ido para a Somália. Os quatro terroristas, três policiais, três soldados e 142 estudantes morreram na matança. Desde que se formara advogado, em 2013, Abdullahi participava de grupos extremistas muçulmanos.
A milícia Al Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda, ataca no Quênia para pressionar a população a forçar o governo a retirar os soldados quenianos que participam de uma força de paz da União Africana na Somália. Em 2013, aterrorizou por três um centro comercial de luxo em Nairóbi, matando 67 pessoas.
Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, a Somália vive em anarquia sem um governo estável. A força internacional africana tem mandato das Nações Unidas para proteger o frágil governo provisório reconhecido internacionalmente, que não domina seu próprio território. A milícia jihadista é sua maior inimiga.
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quinta-feira, 2 de abril de 2015
Pistoleiros mascarados atacam universidade no Quênia
Cinco homens armados e mascarados invadiram na madrugada de hoje um campus universitário na cidade de Garissa, no Nordeste do Quênia, na África Oriental. A polícia e o Exército estão combatendo os terroristas. Testemunhas descrevem um tiroteio. Pelo duas pessoas morreram e outras quatro estão gravemente feridas, informou a Cruz Vermelha.
Até agora, ninguém reivindicou a autoria da ação na Garissa University College. Os principais suspeitos são os rebeldes jihadistas da milícia somaliana Al Chababe (Os Jovens ou A Juventude), ligada à rede terrorista Al Caeda. De 21 a 24 de setembro de 2013, os extremistas ocuparam o centro comercial de luxo Westgate, em Nairóbi, quando 67 pessoas foram mortas.
A maior reivindicação da milícia terrorista é a retirada dos soldados quenianos que participavam de uma missão de paz da União Africana em apoio ao governo internacionalmente conhecido da Somália, inimigo direto do grupo na luta pelo poder.
Até agora, ninguém reivindicou a autoria da ação na Garissa University College. Os principais suspeitos são os rebeldes jihadistas da milícia somaliana Al Chababe (Os Jovens ou A Juventude), ligada à rede terrorista Al Caeda. De 21 a 24 de setembro de 2013, os extremistas ocuparam o centro comercial de luxo Westgate, em Nairóbi, quando 67 pessoas foram mortas.
A maior reivindicação da milícia terrorista é a retirada dos soldados quenianos que participavam de uma missão de paz da União Africana em apoio ao governo internacionalmente conhecido da Somália, inimigo direto do grupo na luta pelo poder.
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