Sob pressão no interior do país, a milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude) explodiu um carro-bomba hoje na entrada de um hotel de Mogadíscio, a capital da Somália, noticiou a agência Reuters. Pelo menos seis pessoas foram mortas.
Al Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda, reivindicou a autoria do atentado, cometido por um homem-bomba.
Nos últimos dias, o grupo sofreu sérias derrotas diante da força internacional da União Africana que intervém na Somália com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas para apoiar o frágil governo provisório. Perdeu o controle da cidade de Bardera e está sob ataque no vale do rio Juba, perto da fronteira com o Quênia.
No sábado, um deputado e seus dois guarda-costas foram mortos pela Chababe. A ação de hoje faz parte do contra-ataque. Acontece no último dia da visita do presidente Barack Obama, ao Quênia, onde nasceu seu pai, realizada sob forte esquema de segurança porque Al Chababe já atacou no Quênia, matando dezenas de pessoas num centro comercial de Nairóbi há dois anos e 148 pessoas numa universidade do interior.
Hoje o presidente dos Estados Unidos vai para a Etiópia, outro país vizinho da Somália. A Etiópia e o Quênia formam o grosso da força da União Africana na Somália, sendo alvos potenciais de retaliações dos jihadistas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 26 de julho de 2015
sábado, 25 de julho de 2015
União Africana avança na luta contra Al Chababe
A Missão da União Africana na Somália lançou uma nova ofensiva contra a milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude). Depois de libertar a capital, Mogadíscio, em agosto de 2011, e Kismayo, em setembro de 2012, a força internacional não conseguiu derrotar totalmente o grupo jihadista, braço da rede terrorista Al Caeda na região do Chifre da África.
Apesar da morte de vários comandantes da milícia em bombardeios dos Estados Unidos, Al Chababe ainda é um grupo perigoso. Além de ataques diretos na Somália e no Quênia, a milícia ataca rotineiramente as rotas de suprimento das tropas da UA em operações de guerrilha.
Com a nova ofensiva, a UA pretende tirar Al Chababe de combate, mas a força internacional de apoio ao governo provisório sofreu uma derrota na vila somaliana de Lego em 26 de junho de 2015. A missão consegue vender a milícia num combate convencional, mas tem dificuldades para proteger a vastidão do Sul da Somália.
O objetivo da Operação Corredor Juba é atacar os principais redutos do grupo. Em 22 de julho, o alvo foi a cidade de Bardera, reconquistada depois de ficar seis anos sob o controle da Chababe, quando serviu como refúgio para milicianos. A próxima meta é impedir que eles se refugiem no vale do rio Juba, perto da trongeira com o Quênia.
Apesar da morte de vários comandantes da milícia em bombardeios dos Estados Unidos, Al Chababe ainda é um grupo perigoso. Além de ataques diretos na Somália e no Quênia, a milícia ataca rotineiramente as rotas de suprimento das tropas da UA em operações de guerrilha.
Com a nova ofensiva, a UA pretende tirar Al Chababe de combate, mas a força internacional de apoio ao governo provisório sofreu uma derrota na vila somaliana de Lego em 26 de junho de 2015. A missão consegue vender a milícia num combate convencional, mas tem dificuldades para proteger a vastidão do Sul da Somália.
O objetivo da Operação Corredor Juba é atacar os principais redutos do grupo. Em 22 de julho, o alvo foi a cidade de Bardera, reconquistada depois de ficar seis anos sob o controle da Chababe, quando serviu como refúgio para milicianos. A próxima meta é impedir que eles se refugiem no vale do rio Juba, perto da trongeira com o Quênia.
domingo, 5 de abril de 2015
Quênia identifica um dos terroristas da universidade de Garissa
As autoridades do Quênia identificaram hoje um dos quatro terroristas da milícia extremista somaliana Al Chababe (A Juventude) que há três dias mataram 148 pessoas no campus de uma universidade na cidade de Garissa.
Abdirahim Abdullahi era filho de um funcionário público da província queniana de Mandera e foi um estudante de direito "brilhante" da Universidade de Nairóbi, informou o sítio da televisão francesa France24.
Seu pai havia avisado as autoridades que ele tinha desaparecido e provavelmente ido para a Somália. Os quatro terroristas, três policiais, três soldados e 142 estudantes morreram na matança. Desde que se formara advogado, em 2013, Abdullahi participava de grupos extremistas muçulmanos.
A milícia Al Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda, ataca no Quênia para pressionar a população a forçar o governo a retirar os soldados quenianos que participam de uma força de paz da União Africana na Somália. Em 2013, aterrorizou por três um centro comercial de luxo em Nairóbi, matando 67 pessoas.
Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, a Somália vive em anarquia sem um governo estável. A força internacional africana tem mandato das Nações Unidas para proteger o frágil governo provisório reconhecido internacionalmente, que não domina seu próprio território. A milícia jihadista é sua maior inimiga.
Abdirahim Abdullahi era filho de um funcionário público da província queniana de Mandera e foi um estudante de direito "brilhante" da Universidade de Nairóbi, informou o sítio da televisão francesa France24.
Seu pai havia avisado as autoridades que ele tinha desaparecido e provavelmente ido para a Somália. Os quatro terroristas, três policiais, três soldados e 142 estudantes morreram na matança. Desde que se formara advogado, em 2013, Abdullahi participava de grupos extremistas muçulmanos.
A milícia Al Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda, ataca no Quênia para pressionar a população a forçar o governo a retirar os soldados quenianos que participam de uma força de paz da União Africana na Somália. Em 2013, aterrorizou por três um centro comercial de luxo em Nairóbi, matando 67 pessoas.
Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, a Somália vive em anarquia sem um governo estável. A força internacional africana tem mandato das Nações Unidas para proteger o frágil governo provisório reconhecido internacionalmente, que não domina seu próprio território. A milícia jihadista é sua maior inimiga.
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