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quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 9 de Dezembro

VARÍOLA ERRADICADA

    Em 1979, uma comissão internacional de cientistas declara que a varíola, uma doença com 30% de risco de vida, está erradicada. Agora, corre o risco de voltar por causa da insanidade e irracionalidade do movimento antivacinas.

A varíola é uma praga para a humanidade há milênios. O faraó Ramsés V, do Egito, teria morrido de varíola em 1145 antes de Cristo. 

O conquistador espanhol Hernán Cortez toma Tenochtitlán, a capital do Império Asteca, em 13 de agosto de 1521, em meio a uma epidemia de varíola que atingiu sobretudo os índios, que acreditam que o deus dos espanhóis é superior ao deles, que não os protege.

O vírus atual, que seria de 1580, é combatido na China no século 16 com a inoculação de pequenas quantidades para causar casos leves capazes de gerar imunidade, um precursos das vacinas.

No fim do século 18, quando a vacina é uma das principais causas de mortes na Europa, o cientista inglês Edward Jenner, cria a vacina em 1796. Muitos países europeus tornam a vacinação obrigatória e a varíola declina nos séculos 19 e 20.

A partir de 1967, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz campanha para atacar os últimos focos da doença. O último caso é diagnosticado em 1977 na Somália. A erradicação da varíola, graças à vacina, é um dos grandes triunfos da medicina.

PRIMEIRA INTIFADA

    Em 1987, jovens palestinos começam na Faixa de Gaza a Primeira Intifada (revolta das pedradas) contra a ocupação de territórios árabes por Israel depois de um acidente de um caminhão israelense que bate numa caminhonete em que morrem quatro palestinos.

Quando Israel manda forças especiais para conter a violência, a revolta se propaga para a Cisjordânia. Os dois territórios estão sob ocupação israelense desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Para fortalecer o movimento pela criação de uma pátria para o povo palestino, o rei Hussein, da Jordânia, abre mão da reivindicação de soberania sobre a Cisjordânia em julho de 1988.

Em 15 de novembro de 1988, no exílio na Tunísia, o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, declara a independência da Palestina, denuncia o terrorismo e reconhece o Estado de Israel, tentando criar condições para negociações de paz.

As negociações começam na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991, depois que Israel evita responder aos ataques do Iraque de Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo, em 1991. Ganham impulsa com as negociações secretas de Oslo, na Noruega, em 1993.

Em 13 de setembro de 1993, Arafat e o primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, apertam as mãos e assinam uma declaração de princípios nos jardins da Casa Branca. No ano seguinte, é criada a Autoridade Nacional Palestina. Arafat volta à Cisjordânia. Os palestinos assumem o controle sobre a Faixa de Gaza e a cidade histórica de Jericó.

O assassinato de Rabin por um extremista israelense, em 4 de novembro de 1995, em Telavive, desanda o processo da paz. A paz entre israelenses e palestinos é um sonho distante até hoje.

WALESA PRESIDENTE

    Em 1990, o líder operário Lech Walesa, fundador do sindicato livre Solidariedade, se torna o primeiro presidente eleito diretamente da história da Polônia.

Walesa, nascido em 1943, era eletricista no Estaleiro Lenin, em Gdansk, de onde é demitido em 1976 como agitador. Em agosto de 1980, lidera uma greve que leva ao reconhecimento do sindicato pelo regime comunista polonês. 

Um golpe liderado pelo general Jociech Jaruzelski, em 13 de dezembro de 1981, recoloca o Solidariedade na ilegalidade. Em 1983, Walesa ganha o Prêmio Nobel da Paz.

Com a abertura polícia promovida a partir de 1985 pelo líder do Partido Comunista da União Soviética, Mikhail Gorbachev, o Solidariedade volta a ser legalizado em abril de 1989 e obtém uma ampla vitória nas primeiras eleições parlamentares livres no Bloco Soviético, em 4 e 18 de junho de 1989. Tadeusz Mazowiech, aliado de Walesa, se torna primeiro-ministro e inicia as reformas liberalizantes para superar o regime comunista.

Na Presidência, Walesa se mostra menos hábil do que como líder sindical. Em 1995, perde a eleição presidencial para o ex-comunista Alexander Kwasniesk, da Aliança da Esquerda Democrática.

CHARLES E DIANA SE SEPARAM

    Em 1992, o primeiro-ministro britânico, John Major, anuncia a separação dos príncipes de Gales, Charles e Diana, depois de anos de uma guerrinha particular do casal travada através da imprensa sensacionalista do Reino Unido.

É o fim de um casamento de sonho, transmitido ao vivo da Catedral de São Paulo, em Londres, em 29 de julho de 1981, para 1 bilhão de telespectadores de 79 países. Diana precisa fazer teste de virgindade para casar. O primeiro filho, o príncipe William, nasce em 1982, e o segundo, o príncipe Harry, em 1984.

O casal real se divorcia em agosto de 1996. Lady Di morre em acidente de automóvel como uma cinderela cuja carruagem se esborracha em Paris, a cidade romântica por excelência, quando fugia dos fotógrafos com o namorado egípcio, Dodi al-Fayed, em 31 de agosto de 1997. A tragédia da princesa do povo causa uma grande comoção no Reino Unido e obriga a família real a reconhecer sua importância para a monarquia.

EUA INTERVÊM NA SOMÁLIA

    Em 1992, por ordem do presidente George Herbert Walker Bush (1989-93), derrotado por Bill Clinton um mês antes, os fuzileiros navais dos Estados Unidos chegam a Mogadíscio, na Somália, numa missão para levar garantir a ação humanitária das Nações Unidas ao país assolado pela fome, que está em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em janeiro 1991.

A Somália cai em guerra civil. Em pouco menos de dois anos, 50 mil pessoas morrem na guerra e outras 300 mil de fome. Os EUA intervêm com a Operação Restaurar a Esperança na expectativa de acabar com o flagelo da fome. 

A ajuda humanitária das Nações Unidas recomeça, mas as forças norte-americanas não conseguem controlar a ação dos senhores da guerra que disputam o poder na Somália. A violência continua e um ataque à missão da ONU mata 24 soldados do Paquistão.

Em reação, a ONU ordena a captura do general Mohamed Farah Aidid, o senhor da guerra que controla a região de Mogadíscio, a capital somaliana. Mas as forças dos EUA, já no governo Bill Clinton (1993-2001) estão lá para proteger a ajuda humanitária. Não têm equipamento para grandes ações ofensivas.

Durante uma tentativa de prender Aidid, em 3 de outubro de 1993, os rebeldes somalianos derrubam dois helicópteros de combate Falcão Negro e matam 18 soldados. Alguns são arrastados pelas ruas de Mogadíscio, numa humilhação para os EUA, que se retiram da Somália. A Batalha de Mogadíscio é encenada no filme Falcão Negro em Perigo.

Esta humilhação leva ao que Clinton considera o maior erro de política externa de seu governo. Os EUA não intervêm em Ruanda para impedir o genocídio da minoria tútsi. De 7 de abril a 15 de julho de 1994, cerca de 800 mil pessoas morrem neste pequeno país do Centro da África, no último genocídio do trágico século 20.

A maioria hutu, inclusive a milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio, foge para o Zaire, onde entra em choque com os baniamulengue, da mesmo etnia dos tútsis, desestabilizando o país vizinho. 

Isto leva o guerrilheiro Laurent Kabila, que lutara com Ernesto Che Guevara, que o considerava bêbado e mulherengo, incapaz de liderar uma revolução, a deixar seu refúgio, marchar até Kinshasa, derrubar o ditador Joseph Mobutu, em 1997, e mudar o nome do país para República Democrática do Congo.

A queda de Mobutu deflagra a Primeira Grande Guerra Mundial Africana (1997-2002), travada por nove países e pelo menos 25 grupos armados irregulares, com um total de mortes estimado em 5,4 milhões, em combate, de fome e de doenças. É o maior conflito armado do mundo depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

RÚSSIA DOPADA

    Em 2016, a Agência Mundial Antidoping (WADA) acusa a Rússia de dopagem sistemática de mais de mil atletas numa "conspiração institucional" para fraudar competições esportivas internacionais, inclusive as olimpíadas.

 Um segundo relatório da WADA implica o Ministério dos Esportes e o Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia, sucessor da temida polícia política soviética (KGB), do qual o ditador Vladimir Putin foi diretor-geral antes de se tornar primeiro-ministro e presidente.

A Rússia é suspensa de competições internacionais por quatro anos em 2019, pena depois reduzida para dois anos. Na Olimpíada de Tóquio, os atletas russos competem seu seus uniformes, sem bandeira e sem hino nacional.

domingo, 15 de outubro de 2017

Pior atentado da história da Somália deixa mais de 300 mortos

Dois caminhões-bomba explodiram ontem perto de um hotel e de ministério no centro de Mogadíscio. Mais de 300 pessoas morreram e outras 300 saíram feridas, noticiou a televisão pública britânica BBC. Foi o pior atentado da história da Somália. O país da região do Chifre da África vive em estado de anarquia desde 1991.

As maiores suspeitas recaem sobre a milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude), ligada à rede terrorista Al Caeda. "Eles não se preocupam com as vidas dos somalianos, mães, pais e filhos. Alvejaram a área mais povoada de Mogadíscio e só mataram civis", lamentou o primeiro-ministro Hassan ali Khayre.

O presidente interino Mohamed Abdullahi Mohamed decretou três dias de luto e fez um apelo desesperado por doações de sangue. Ele lidera um governo provisório que não controla nem a capital do país. Sobrevive sob a proteção de uma força de paz de 20 mil soldados da União Africana.

Durante a noite, equipes de resgate procuraram sobreviventes nas ruínas do Hotel Safari, bastante destruído. "É um dia triste. Isto mostra como eles são brutais e impiedosos e por que temos de nos unir contra eles", declarou o ministro da Informação, Abdirahman Omar, em entrevista a uma rádio local.

"Estes ataques covardes revigoram o compromisso dos Estados Unidos com a ajuda a nossos aliados da Somália e da UA no combate ao flagelo do terrorismo", declarou em nota o governo americano, somando-se à condenação ao ato terrorista.

O atentado aconteceu dois dias depois da visita do comandante militar dos EUA na África ao presidente da Somália e da queda do ministro da Defesa e do comandante do Exército por razões não reveladas.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Carro-bomba mata 10 pessoas na capital da Somália

Pelo menos dez pessoas morreram e 15 saíram feridas de um atentado terrorista suicida na madrugada de hoje pela hora local em Mogadíscio, a capital da Somália, noticiou a agência espanhola EFE. O ataque é atribuído à milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude), que há cinco anos declarou lealdade à rede terrorista Al Caeda.

Era pouco depois da meia-noite quando o terrorista jogou um carro carregado de explosivos contra um restaurante cheio de pessoas que quebravam o jejum que os muçulmanos são obrigados a respeitar durante o dia no mês sagrado do Ramadã.

Foi o primeiro ataque a civis em Mogadíscio desde o início do Ramadã, em 27 de maio. Em seguida, os terroristas sequestraram pessoas.

Dezenas de pessoas foram mortas nos últimos meses em ataques contra hotéis e restaurantes da capital somaliana. Um ataque anterior a um restaurante, em 8 de maio, matara sete pessoas.

Outros alvos frequentes são os soldados da Missão da União Africana na Somália e do governo provisório que ela sustenta. Na semana passada, Al Chababe alegou ter matado 61 soldados num posto militar da região semiautônoma da Puntlândia, no Nordeste da Somália.

Em abril, o governo provisório somaliano reconhecido internacionalmente declarou "estado de guerra" e prometeu acabar com Al Chababe, que controla grandes regiões do Centro-Sul do país, situado na região do Chifre da África, no Nordeste do continente. Como parte do plano, o governo ofereceu anistia aos milicianos que estiverem prontos a se render e entregar as armas.

Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, no fim da Guerra Fria, em 1991, a Somália vive em estado de anarquia, sem um governo que controle a maior parte do território. As regiões da Somalilândia e da Puntândia são praticamente independentes.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Duas bombas matam dez pessoas na Somália

Um homem-bomba matou pelo menos nove soldados do Exército da Somália e feriu muitos outros hoje em ataque a um acampamento militar em Mogadíscio, a capital do país, noticiou a agência Reuters.

O terrorista suicida estava com uniforme do Exército e abriu fogo contra os soldados antes de detonar os explosivos que levava junto ao corpo. A milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude) reivindicou a autoria do atentado.

Em outro ponto da capital, outra bomba matou um funcionário público, informou a Prefeitura de Mogadíscio.

A Somália vive em estado de anarquia e guerra civil. Não tem um governo estável, que controle a maior parte do território do país, desde a morte do ditador Mohamed Siad Barre em 1991.

sábado, 25 de junho de 2016

Ataque terrorista a hotel deixa 35 mortos em Mogadíscio

Um carro-bomba seguido de um ataque de homens armados deixou pelo menos 35 mortos e 30 feridos no Hotel Nasa-Hablod em Mogadíscio, a capital da Somália, informou o coronel somaliano Mohamed Abdulkadir, citado pela televisão americana CNN. 

A explosão inicial abriu caminho para um grupo de rebeldes invadir o hotel e começar a atirar nos hóspedes. Dois terroristas foram mortos na reação da polícia. As maiores suspeitas recaem sobre a milícia jihadista Al Chababe (A Juventude), ligada à rede terrorista Al Caeda.

Vários hotéis internacionais da Somália têm sido atacados nos últimos tempos. Apesar dos esforços internacionais e da presença de uma força internacional de paz da União Africana com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o país vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Bomba em avião na Somália estava escondida em computador

A bomba que abriu um rombo mas não derrubou um avião da companhia aérea Daallo Airlines em 2 de fevereiro na Somália estava provavelmente escondida dentro de um computador portátil, disseram investigadores somalianos citados pela Agência France Presse (AFP).

Nas imagens das câmeras de segurança do aeroporto, um passageiro recebe o computador antes de embarcar. A explosão matou um passageiro, feriu outros dois e abriu um rombo na fuselagem, mas o piloto conseguiu voltar e fazer um pouco de emergência no aeroporto de Mogadíscio, a capital da Somália.

Cerca de 15 pessoas foram presas por possíveis conexões com o atentado. Hoje, um diretor da Daallo Airlines afirmou que um suspeito tentou embarcar um voo da companhia aérea turca Turkish Airlines.

Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, a Somália vive em estado de anarquia. A milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude), ligada à rede terrorista Al Caeda, é o maior grupo rebelde do país.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Terrorista explode bomba mas não derruba avião na Somália

Pouco depois de deixar hoje Mogadíscio, a capital da Somália, rumo a Djibouti, no Nordeste da África, houve uma explosão a bordo do voo D3159 da companhia aérea Daallo Airlines, mas o piloto conseguiu voltar ao aeroporto e fazer um pouso de emergência. A maior suspeita é a milícia jihadista somaliana Al Chababe (A Juventude).

Pelo menos uma pessoa morreu e duas saíram feridas. As fotos da aeronave mostram um rombo na fuselagem perto da asa direita. A bomba deve ter explodido sobre o assento e não embaixo. Parece uma operação como a tentativa de derrubar o voo 253 (Amesterdã-Detroit) da empresa aérea americana Northwest Airlines no dia de Natal, em 2009.

Naquele dia, Umar Farouk Abdulmutallab, um nigeriano de 23 anos, tentou provocar uma explosão quando o avião chegava ao aeroporto de Detroit, mas a bomba que escondia sob a roupa pegou fogo e ele foi contido por passageiros e tripulantes.

A milícia somaliana Al Chababe é ligada à rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, responsável pelo atentado do Natal. Na revista Inspire, Al Caeda recomenda atentados contra voos longos, "quando você terá tempo suficiente para escolher as circunstâncias corretas para realizar a operação", de preferência em alta altitude, com uma explosão entre as asas para atingir os tanques de combustível ou na cauda para acabar com a dirigibilidade do avião.

O fracassado atentado na Somália mostra mais uma vez que nem toda bomba consegue destruir um avião. Entre os casos anteriores, há os voos 830 da PanAm em 1982, 840 da TWA em 1986 e 434 da Philippine Airlines em 1994.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Al Chababe mata 15 pessoas em ataque a hotel em Mogadíscio

A milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude), ligada à rede terrorista Al Caeda, atacou um hotel de Mogadíscio, a capital da Somália, em 1º de novembro e matou pelo menos 15 pessoas, declarou a polícia local, citada pela televisão pública britânica BBC.

Os milicianos explodiram dois carros-bomba para abrir caminho para o complexo do Hotel Sahafi. Entre as vítimas, há um deputado, o general que comandou a ofensiva para expulsar Al Chababe da capital somaliana em 2011 e o dono do hotel.

Depois de uma batalha feroz, as forças do governo provisório e da missão de paz da União Africana reassumiram o controle do hotel. Desde que foi expulsa dos principais centros urbanos, Al Chababe trava uma guerra de guerrilhas contra o governo reconhecido internacionalmente e a força internacional.

domingo, 26 de julho de 2015

Al Chababe contra-ataca com carro-bomba em hotel de Mogadíscio

Sob pressão no interior do país, a milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude) explodiu um carro-bomba hoje na entrada de um hotel de Mogadíscio, a capital da Somália, noticiou a agência Reuters. Pelo menos seis pessoas foram mortas.

Al Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda, reivindicou a autoria do atentado, cometido por um homem-bomba.

Nos últimos dias, o grupo sofreu sérias derrotas diante da força internacional da União Africana que intervém na Somália com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas para apoiar o frágil governo provisório. Perdeu o controle da cidade de Bardera e está sob ataque no vale do rio Juba, perto da fronteira com o Quênia.

No sábado, um deputado e seus dois guarda-costas foram mortos pela Chababe. A ação de hoje faz parte do contra-ataque. Acontece no último dia da visita do presidente Barack Obama, ao Quênia, onde nasceu seu pai, realizada sob forte esquema de segurança porque Al Chababe já atacou no Quênia, matando dezenas de pessoas num centro comercial de Nairóbi há dois anos e 148 pessoas numa universidade do interior.

Hoje o presidente dos Estados Unidos vai para a Etiópia, outro país vizinho da Somália. A Etiópia e o Quênia formam o grosso da força da União Africana na Somália, sendo alvos potenciais de retaliações dos jihadistas.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Al Chababe mata seis pessoas no Ministério da Educação da Somália

A milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude), ligada à rede terrorista Al Caeda, matou pelo menos seis pessoas hoje num ataque ao Ministério da Educação da Somália, em Mogadíscio, reportou hoje a revista queniana Africa Review citando fontes da polícia local. As autoridades somalianas já reassumiram o controle da área, com o apoio de uma força de paz internacional.

O grupo, que chegou a dominar a maior parte da Somália, inclusive a capital, perdeu espaço e poder nos últimos anos por causa de uma força internacional da União Africana com grande participação do Quênia que intervém no país desde 2011 para apoiar o governo provisório reconhecido internacionalmente.

Embora a maior parte dos líderes tenha sido morta ou se rendido dentro de um programa de anistia, Al Chababe continua atacando na Somália e no vizinho Quênia, onde matou 148 pessoas num ataque à Universidade de Garissa, no Norte do país, em 2 de abril de 2015.

Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, no fim da Guerra Fria, a Somália não tem um governo estável. Vive em estado de anarquia.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Rebeldes atacam palácio presidencial da Somália com morteiros

Com três disparos de morteiro, a milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude ou Os Jovens) atacaram hoje o palácio presidencial da Somália, em Mogadíscio, a capital do país. A polícia admitiu que houve feridos.

A milícia Al Chababe, aliada à rede terrorista Al Caeda, assumiu a responsabilidade pelo ataque. Os rebeldes lutam contra o governo provisório reconhecido internacionalmente. Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, a Somália não tem um governo estável. Vive em estado de anarquia.

sábado, 24 de maio de 2014

Al Chababe ataca o Parlamento da Somália

A milícia fundamentalista muçulmana Al Chababe (Os Jovens ou A Juventude) atacou hoje o Parlamento da Somália, em Mogadíscio, matando pelo menos quatro policiais, informou a agência de notícias Reuters citando como fontes o governo provisório e o grupo rebelde.

Um terrorista suicida e um carro-bomba foram detonados na entrada do Parlamento. Em seguida, os jihadistas abriram fogo com fuzis e metralhadoras. Alguns franco-atiradores atacam de mesquitas próximas.

Durante a Guerra Fria, a Somália, que fica na região estratégica do Chifre da África, oscilou entre o bloco soviético e o Ocidente. Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, a Somália, não tem um governo estável que controle todo o território. Vive em clima de anarquia. O governo provisório não consegue se impor nem com a ajuda de uma missão de paz da União Africana.

domingo, 21 de junho de 2009

Somália pede ajuda militar com urgência

Sob a ameaça de mais uma ofensiva de grupos fundamentistas muçulmanos, o governo provisório da Somália pediu ajuda internacional para se defender. Mais de 200 pessoas morreram na guerra civil somaliana nos últimos 30 dias.

Na quinta-feira, um atentado a bomba matou o ministro da Segurança e quatro outros altos funcionários. O chefe de polícia da capital morrera no dia anterior.

A Etiópia interveio na Somália em 2006, com o apoio dos Estados Unidos, mas deixou o país neste ano. O governo americano teme que a Somália se converta num refúgio seguro para os terroristas da rede Al Caeda agora que o Paquistão passou a atacar os talebã paquistaneses.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Multidão arrasta soldado etíope na Somália

Uma multidão enraivecida arrastou o cadáver de um soldado etíope pelas ruas de Mogadíscio, a capital da Somália, depois de um confronto entre milicianos fundamentalistas muçulmanos e o Exército da Etiópia em que 19 pessoas morreram, inclusive nove etíopes.

A cena lembrou o que aconteceu em 1993 com soldados dos Estados Unidos, que intervieram no país para tentar garantir a ajuda humanitária à população faminta mas acabaram se envolvendo na guerra civil somaliana. O episódio inspirou o filme americano Falcão Negro em Perigo.

Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, a Somália vive em anarquia política, com grupos armados e senhores da guerra defendendo seus feudos numa guerra sem fim.

Em junho de 2006, um grupo extremista muçulmano intitulado União dos Tribunais Islâmicos tomou a capital somaliana, provocando, em dezembro, a intervenção da Etiópia, apoiada pelos EUA.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Batalha de Mogadíscio já matou mais de 200

Os violentos combates que já duram seis dias na capital da Somália causaram pelo menos 212 mortes. Em meio ao caos da batalha, os corpos apodrecem nas ruas.

Uma guerrilha muçulmana que chegou a tomar Mogadíscio por seis meses no ano passado tenta recuperar terreno enfrentando o Exército da Etiópia, que invadiu a Somália em dezembro passado para apoiar o frágil governo de transição formado com base num acordo de paz de 2004, ignorado pela União dos Tribunais Islâmicos.

Como a guerrilha muçulmana é, pelo menos em potencial, mais um tentáculo da rede terrorista Al Caeda, na região Chifre da África, a invasão etíope tem o apoio e já teve até cobertura aérea dos Estados Unidos.

O governo privisório planeja uma grande ofensiva contra os rebeldes muçulmanos. Pediu aos moradores da capital que saiam das áreas dominadas pela insurgência: "As pessoas devem sai de suas casas situadas perto de redutos terroristas em Mogadíscio, e acabaremos logo com insurgentes e terroristas", apelou o vice-ministro da Defesa, Salad Ali Jelle.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Somália oferece anistia a guerrilheiros muçulmanos

O governo provisório da Somália ofereceu anistia aos guerrilheiros muçulmanos que dominavam a capital, Mogadíscio, e que agora estão em retirada, diante de uma ofensiva liderada pela vizinha Etiópia em apoio ao frágil primeiro-ministro somaliano, Mohamed Ali Gedi. Mas é improvável que eles aceitem a proposta e entreguem as armas.

Primeiro, a União dos Tribunais Islâmicos prometeu lutar até a morte. A Somália vive sob um regime de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991. As armas são a única garantia de segurança e o governo provisório é fraco. Só retomou a capital do país com o apoio da Etiópia, estimulada pelos Estados Unidos, que tentam conter a expansão do fundamentalismo muçulmano.

A maioria dos somalianos é contra a presença de tropas da Etiópia no país. Não há garantia de que a guerra civil recomece quando os etíopes forem embora. Pior ainda, seria uma guerra envolvendo toda a região do Chifre da África na guerra dos Estados Unidos contra o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos ou jihadistas