A milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude) tomou duas cidades, Audigle e Mubarak, da região da Baixa Chabele, na Somália, informou hoje a agência de notícias Bloomberg. Um comandante rebelde não identificado disse que pelo menos 10 soldados do governo provisório foram mortos.
Fruto de uma fusão da milícia fundamentalista somaliana União dos Tribunais Islâmicos com a rede Al Caeda no Quênia, Al Chababe chegou a dominar a maior parte da Somália até 2011, quando uma força internacional de paz da União Africana entrou no país com mandato das Nações Unidas para sustentar o governo provisório.
É o maior grupo terrorista da África Oriental. Em sua luta contra o Quênia, matou 148 pessoas na universidade de Garissa em 2 de abril de 2015.
Sob intensa pressão internacional por causa dessa e outras atrocidades, alvo de bombardeios dos Estados Unidos, vários comandantes da Chababe foram mortos nos últimos anos. Outros se renderam, aceitando a anistia proposta pelo governo.
A Somália não tem um governo estável desde a queda em 1991 do ditador Mohamed Siad Barre, que mudou de lado durante a Guerra Fria e foi abandonado no fim do conflito. No Norte do país, a antiga Somália Britânica, hoje chamada de Somalilândia, funciona na prática como um país independente, mas não é reconhecida internacionalmente.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 15 de maio de 2015
sábado, 22 de novembro de 2008
Piratas somalianos ganharam US$ 150 milhões
Mais de US$ 150 milhões de dólares em resgate de navios seqüestrados foram pagos aos piratas da Somália que atacam no Golfo de Áden e perto da costa da África, afirmou ontem o ministro do Exterior do Quênia, Moses Wetangula.
Com tanto dinheiro, uma região da costa norte do país vive um enriquecimento súbito, com carros importados de último tipo e até mesmo restaurantes para atender aos tripulantes dos mais de 30 navios que permanecem capturados.
O seqüestro do superpetroleiro saudita Sirius Star, com 2 milhões de barris de petróleo, pelo qual os piratas estão pedindo US$ 25 bilhões, atraiu a atenção internacional para o problema da pirataria na costa de um país que vive sob anarquia desde 1991, quando caiu o ditador Mohamed Siad Barre.
Desde então, o poder na Somália é disputados por senhores da guerra tribais. Nos últimos anos, surgiu um grupo fundamentalismo muçulmano forte, a União dos Tribunais Islâmicos, que praticamente tomou o poder do governo provisório criado após um longo e delicado acordo de paz.
Há dois anos, diante do colapso do governo provisório, o Exército da Etiópia invadiu a Somália com o apoio dos Estados Unidos para combater os extremistas muçulmanos. Estes controlam a maior parcela do território, mas não a capital, Mogadíscio, e Baidoa, onde sobrevive o governo provisório.
Agora, a UTI promete combater os piratas, que teriam tomado um navio "islâmico", carregado do petróleo saudita. Mas há senhores da guerra que fornecem armas e dão proteção aos piratas.
O seqüestro do superpetroleiro provocou uma reação internacional contra a pirataria. As águas da região, única saída para quem entra pelo Canal de Suez, e a costa Nordeste da África estão cheias de navios de guerra. Os piratas podem esperar chumbo grosso.
Com tanto dinheiro, uma região da costa norte do país vive um enriquecimento súbito, com carros importados de último tipo e até mesmo restaurantes para atender aos tripulantes dos mais de 30 navios que permanecem capturados.
O seqüestro do superpetroleiro saudita Sirius Star, com 2 milhões de barris de petróleo, pelo qual os piratas estão pedindo US$ 25 bilhões, atraiu a atenção internacional para o problema da pirataria na costa de um país que vive sob anarquia desde 1991, quando caiu o ditador Mohamed Siad Barre.
Desde então, o poder na Somália é disputados por senhores da guerra tribais. Nos últimos anos, surgiu um grupo fundamentalismo muçulmano forte, a União dos Tribunais Islâmicos, que praticamente tomou o poder do governo provisório criado após um longo e delicado acordo de paz.
Há dois anos, diante do colapso do governo provisório, o Exército da Etiópia invadiu a Somália com o apoio dos Estados Unidos para combater os extremistas muçulmanos. Estes controlam a maior parcela do território, mas não a capital, Mogadíscio, e Baidoa, onde sobrevive o governo provisório.
Agora, a UTI promete combater os piratas, que teriam tomado um navio "islâmico", carregado do petróleo saudita. Mas há senhores da guerra que fornecem armas e dão proteção aos piratas.
O seqüestro do superpetroleiro provocou uma reação internacional contra a pirataria. As águas da região, única saída para quem entra pelo Canal de Suez, e a costa Nordeste da África estão cheias de navios de guerra. Os piratas podem esperar chumbo grosso.
sábado, 10 de novembro de 2007
Nova Batalha de Mogadíscio mata pelo menos 50
Pelo menos 50 pessoas morreram em violentos combates na quinta-feira e na sexta-feira na capital da Somália, onde rebeldes muçulmanos fundamentalistas enfrentam forças do governo provisório somaliano apoiadas pelo Exército da Etiópia, que interveio no país em dezembro de 2006, por orientação dos Estados Unidos, que temem a expansão do jihadismo na região conhecida como Chifre da África, no Nordeste do continente.
Nos últimos dias, multidões enfurecidas arrastaram pelas ruas de Mogadíscio os cadáveres de pelo menos dois soldados etíopes, em cenas que lembraram o que aconteceu com militares americanos em 1993.
Leia mais no jornal americano The Washington Post.
Nos últimos dias, multidões enfurecidas arrastaram pelas ruas de Mogadíscio os cadáveres de pelo menos dois soldados etíopes, em cenas que lembraram o que aconteceu com militares americanos em 1993.
Leia mais no jornal americano The Washington Post.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Multidão arrasta soldado etíope na Somália
Uma multidão enraivecida arrastou o cadáver de um soldado etíope pelas ruas de Mogadíscio, a capital da Somália, depois de um confronto entre milicianos fundamentalistas muçulmanos e o Exército da Etiópia em que 19 pessoas morreram, inclusive nove etíopes.
A cena lembrou o que aconteceu em 1993 com soldados dos Estados Unidos, que intervieram no país para tentar garantir a ajuda humanitária à população faminta mas acabaram se envolvendo na guerra civil somaliana. O episódio inspirou o filme americano Falcão Negro em Perigo.
Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, a Somália vive em anarquia política, com grupos armados e senhores da guerra defendendo seus feudos numa guerra sem fim.
Em junho de 2006, um grupo extremista muçulmano intitulado União dos Tribunais Islâmicos tomou a capital somaliana, provocando, em dezembro, a intervenção da Etiópia, apoiada pelos EUA.
A cena lembrou o que aconteceu em 1993 com soldados dos Estados Unidos, que intervieram no país para tentar garantir a ajuda humanitária à população faminta mas acabaram se envolvendo na guerra civil somaliana. O episódio inspirou o filme americano Falcão Negro em Perigo.
Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, a Somália vive em anarquia política, com grupos armados e senhores da guerra defendendo seus feudos numa guerra sem fim.
Em junho de 2006, um grupo extremista muçulmano intitulado União dos Tribunais Islâmicos tomou a capital somaliana, provocando, em dezembro, a intervenção da Etiópia, apoiada pelos EUA.
terça-feira, 9 de janeiro de 2007
EUA bombardeiam Al Caeda na Somália
O Exército dos Estados Unidos bombardeou na madrugada de hoje uma suposta base de guerrilheiros da rede terrorista Al Caeda na Somália. Autoridades locais disseram que 31 pessoas morreram.
A área atingida fica a 180 quilômetros de Kismayo, um dos últimos redutos da União dos Tribunais Islâmicos, um grupo fundamentalista que dominou a capital, Mogadíscio, e boa parte do Sul da Somália durante seis meses, até o final do ano passado, quando foi contra-atacada pelo governo provisório da Somália, apoiado pelo Exército da Etiópia.
Como os EUA estão preocupados que Al Caeda se instale na região do Chifre da África, apoiaram a ação contra os jihadistas. Entre os alvos do bombardeio, estavam suspeitos de organizar os atentados contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia em 1998.
A área atingida fica a 180 quilômetros de Kismayo, um dos últimos redutos da União dos Tribunais Islâmicos, um grupo fundamentalista que dominou a capital, Mogadíscio, e boa parte do Sul da Somália durante seis meses, até o final do ano passado, quando foi contra-atacada pelo governo provisório da Somália, apoiado pelo Exército da Etiópia.
Como os EUA estão preocupados que Al Caeda se instale na região do Chifre da África, apoiaram a ação contra os jihadistas. Entre os alvos do bombardeio, estavam suspeitos de organizar os atentados contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia em 1998.
segunda-feira, 25 de dezembro de 2006
Etiópia declara guerra e bombardeia Somália
A Força Aérea da Etiópia atacou nesta segunda-feira, 25 de dezembro, dois aeroportos da Somália controlados pelo Conselho dos Tribunais Islâmicos, a milícia fundamentalista que tomou o poder na capital somaliana, Mogadíscio, em junho, e que ameaça o governo provisório criado por um acordo de paz. É um conflito capaz de provocar uma guerra religiosa na região conhecida como Chifre da África, no Nordeste do continente.
O bombardeio, acompanhado de uma ofensiva terrestre, começou horas depois de uma declaração formal de guerra do governo cristão da Etiópia, sob a alegação de estar protegendo sua soberania nacional contra um movimento islamita.
As Nações Unidas estimam que pelo menos 8 mil soldados etíopes invadiram a Somália. Já o governo provisório alega que 8 mil combatentes estrangeiros entraram o país para aderir ao movimento islamita que tenta reintegrar militarmente a Somália, que vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991.
Pelo sétimo dia seguido, houve violentos combates em Dainunai, perto de Baidoa, sede do governo provisório da Somália, apoiado pela Etiópia e pelo Ocidente. Testemunhas viram caminhões evacuando os soldados etíopes feridos e disseram que os guerrilheiros muçulmanos (mujahedins), os jihadistas, entram em combate recitando o Corão, livro sagrado do islamismo.
Logo após o amanhecer, um avião de caça MiG, atacou o aeroporto internacional de Mogadíscio com metralhadora, declarou o gerente do aeroporto, Abdirahim Adan.
Mais tarde, três jatos atacaram a base aérea de Baledogle, a 100 quilômetros a oeste de Mogadíscio.
Esta semana ininterrupta de combates transformou uma antiga hostilidade entre o governo etíope e a milícia fundamentalista somaliana em guerra aberto. Analistas acreditam que a Etiópia tenha contido o assalto islamita contra o governo provisório.
Os Estados Unidos e a Etiópia acusam os islamitas, que controlam a maior parte do Sul da Somália depois de tomarem a capital em junho, de terem o apoio d'al Caeda e da Eritréia, inimiga da Etiópia.
A Etiópia prometeu defender o governo privisório somaliana, que estava cercado pelos islamitas em Baidoa.
Os jihadistas acusam a Etiópia de atacar civis e ameaçam retaliar atacando Adis Abeba, a capital etíope.
O bombardeio, acompanhado de uma ofensiva terrestre, começou horas depois de uma declaração formal de guerra do governo cristão da Etiópia, sob a alegação de estar protegendo sua soberania nacional contra um movimento islamita.
As Nações Unidas estimam que pelo menos 8 mil soldados etíopes invadiram a Somália. Já o governo provisório alega que 8 mil combatentes estrangeiros entraram o país para aderir ao movimento islamita que tenta reintegrar militarmente a Somália, que vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991.
Pelo sétimo dia seguido, houve violentos combates em Dainunai, perto de Baidoa, sede do governo provisório da Somália, apoiado pela Etiópia e pelo Ocidente. Testemunhas viram caminhões evacuando os soldados etíopes feridos e disseram que os guerrilheiros muçulmanos (mujahedins), os jihadistas, entram em combate recitando o Corão, livro sagrado do islamismo.
Logo após o amanhecer, um avião de caça MiG, atacou o aeroporto internacional de Mogadíscio com metralhadora, declarou o gerente do aeroporto, Abdirahim Adan.
Mais tarde, três jatos atacaram a base aérea de Baledogle, a 100 quilômetros a oeste de Mogadíscio.
Esta semana ininterrupta de combates transformou uma antiga hostilidade entre o governo etíope e a milícia fundamentalista somaliana em guerra aberto. Analistas acreditam que a Etiópia tenha contido o assalto islamita contra o governo provisório.
Os Estados Unidos e a Etiópia acusam os islamitas, que controlam a maior parte do Sul da Somália depois de tomarem a capital em junho, de terem o apoio d'al Caeda e da Eritréia, inimiga da Etiópia.
A Etiópia prometeu defender o governo privisório somaliana, que estava cercado pelos islamitas em Baidoa.
Os jihadistas acusam a Etiópia de atacar civis e ameaçam retaliar atacando Adis Abeba, a capital etíope.
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