Mais de 300 pessoas morreram e cerca de 340 mil fugiram da capital da Somália, no Nordeste da África, descrita pelas Nações Unidas como uma "cidade-fantasma", depois de oito dias de combates entre rebeldes muçulmanos e o Exército da Etiópia, que apóia o frágil governo privisório somaliano.
"Os civis estão fugindo em massa", admitiu um funcionário do Alto Comissariado da ONU para Refugiados. "Pelo menos metade da cidade está deserta, virou uma cidade-fantasma".
Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, a Somália não tem governo central. Vive numa situação de total anarquia, com clãs disputando poder à força.
Assim, o curto período de seis meses, de junho a dezembro do ano passado, quando a União dos Tribunais Islâmicos, uma milícia fundamentalista, dominou Mogadíscio, é lembrado pelos moradores da capital somaliana como uma época de relativa tranqüilidade.
No meio da atual batalha por Mogadíscio, um carro-bomba matou quatro civis no centro da cidade e um terrorista suicida atacou um acampamento do Exército da Etiópia, que tem o apoio dos Estados Unidos, temerosos do surgimento de um tentáculo da Al Caeda na região do Chifre da África.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 26 de abril de 2007
segunda-feira, 25 de dezembro de 2006
Etiópia declara guerra e bombardeia Somália
A Força Aérea da Etiópia atacou nesta segunda-feira, 25 de dezembro, dois aeroportos da Somália controlados pelo Conselho dos Tribunais Islâmicos, a milícia fundamentalista que tomou o poder na capital somaliana, Mogadíscio, em junho, e que ameaça o governo provisório criado por um acordo de paz. É um conflito capaz de provocar uma guerra religiosa na região conhecida como Chifre da África, no Nordeste do continente.
O bombardeio, acompanhado de uma ofensiva terrestre, começou horas depois de uma declaração formal de guerra do governo cristão da Etiópia, sob a alegação de estar protegendo sua soberania nacional contra um movimento islamita.
As Nações Unidas estimam que pelo menos 8 mil soldados etíopes invadiram a Somália. Já o governo provisório alega que 8 mil combatentes estrangeiros entraram o país para aderir ao movimento islamita que tenta reintegrar militarmente a Somália, que vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991.
Pelo sétimo dia seguido, houve violentos combates em Dainunai, perto de Baidoa, sede do governo provisório da Somália, apoiado pela Etiópia e pelo Ocidente. Testemunhas viram caminhões evacuando os soldados etíopes feridos e disseram que os guerrilheiros muçulmanos (mujahedins), os jihadistas, entram em combate recitando o Corão, livro sagrado do islamismo.
Logo após o amanhecer, um avião de caça MiG, atacou o aeroporto internacional de Mogadíscio com metralhadora, declarou o gerente do aeroporto, Abdirahim Adan.
Mais tarde, três jatos atacaram a base aérea de Baledogle, a 100 quilômetros a oeste de Mogadíscio.
Esta semana ininterrupta de combates transformou uma antiga hostilidade entre o governo etíope e a milícia fundamentalista somaliana em guerra aberto. Analistas acreditam que a Etiópia tenha contido o assalto islamita contra o governo provisório.
Os Estados Unidos e a Etiópia acusam os islamitas, que controlam a maior parte do Sul da Somália depois de tomarem a capital em junho, de terem o apoio d'al Caeda e da Eritréia, inimiga da Etiópia.
A Etiópia prometeu defender o governo privisório somaliana, que estava cercado pelos islamitas em Baidoa.
Os jihadistas acusam a Etiópia de atacar civis e ameaçam retaliar atacando Adis Abeba, a capital etíope.
O bombardeio, acompanhado de uma ofensiva terrestre, começou horas depois de uma declaração formal de guerra do governo cristão da Etiópia, sob a alegação de estar protegendo sua soberania nacional contra um movimento islamita.
As Nações Unidas estimam que pelo menos 8 mil soldados etíopes invadiram a Somália. Já o governo provisório alega que 8 mil combatentes estrangeiros entraram o país para aderir ao movimento islamita que tenta reintegrar militarmente a Somália, que vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991.
Pelo sétimo dia seguido, houve violentos combates em Dainunai, perto de Baidoa, sede do governo provisório da Somália, apoiado pela Etiópia e pelo Ocidente. Testemunhas viram caminhões evacuando os soldados etíopes feridos e disseram que os guerrilheiros muçulmanos (mujahedins), os jihadistas, entram em combate recitando o Corão, livro sagrado do islamismo.
Logo após o amanhecer, um avião de caça MiG, atacou o aeroporto internacional de Mogadíscio com metralhadora, declarou o gerente do aeroporto, Abdirahim Adan.
Mais tarde, três jatos atacaram a base aérea de Baledogle, a 100 quilômetros a oeste de Mogadíscio.
Esta semana ininterrupta de combates transformou uma antiga hostilidade entre o governo etíope e a milícia fundamentalista somaliana em guerra aberto. Analistas acreditam que a Etiópia tenha contido o assalto islamita contra o governo provisório.
Os Estados Unidos e a Etiópia acusam os islamitas, que controlam a maior parte do Sul da Somália depois de tomarem a capital em junho, de terem o apoio d'al Caeda e da Eritréia, inimiga da Etiópia.
A Etiópia prometeu defender o governo privisório somaliana, que estava cercado pelos islamitas em Baidoa.
Os jihadistas acusam a Etiópia de atacar civis e ameaçam retaliar atacando Adis Abeba, a capital etíope.
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