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sábado, 28 de dezembro de 2019

Caminhão-bomba mata 81 pessoas na capital da Somália

A detonação de caminhão carregado de explosivos matou pelo menos 81 pessoas e feriu outras 149 em Mogadíscio. Foi o vigésimo atentado deste tipo em 2019 na Somália e o mais mortífero em dois anos.

Ao menos 16 mortos eram estudantes da Universidade Banadir. Eles passavam de ônibus pelo local do atentado, num entroncamento movimento do Sudoeste da capital somaliana. Dezenas de feridos foram removidos em macas.

Dois dias depois, a milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude)  reivindicou a autoria do atentado. Este grupo ataca regularmente a capital da Somália e o governo provisório, que não controla todo o território do país.

Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, no fim da Guerra Fria, a Somália vive em estado de anarquia, sem um governo central que funcione. A Somalilândia, no Norte do país, praticamente se separou.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Al Chababe toma duas cidades da Somália

A milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude) tomou duas cidades, Audigle e Mubarak, da região da Baixa Chabele, na Somália, informou hoje a agência de notícias Bloomberg. Um comandante rebelde não identificado disse que pelo menos 10 soldados do governo provisório foram mortos.

Fruto de uma fusão da milícia fundamentalista somaliana União dos Tribunais Islâmicos com a rede Al Caeda no Quênia, Al Chababe chegou a dominar a maior parte da Somália até 2011, quando uma força internacional de paz da União Africana entrou no país com mandato das Nações Unidas para sustentar o governo provisório.

É o maior grupo terrorista da África Oriental. Em sua luta contra o Quênia, matou 148 pessoas na universidade de Garissa em 2 de abril de 2015.

Sob intensa pressão internacional por causa dessa e outras atrocidades, alvo de bombardeios dos Estados Unidos, vários comandantes da Chababe foram mortos nos últimos anos. Outros se renderam, aceitando a anistia proposta pelo governo.

A Somália não tem um governo estável desde a queda em 1991 do ditador Mohamed Siad Barre, que mudou de lado durante a Guerra Fria e foi abandonado no fim do conflito. No Norte do país, a antiga Somália Britânica, hoje chamada de Somalilândia, funciona na prática como um país independente, mas não é reconhecida internacionalmente.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Somalilândia cede aeroporto para ataque a hutis no Iêmen

O governo da Somalilândia, uma região do Norte da Somália que funciona como um país independente embora isso não seja reconhecido internacionalmente, cedeu o Aeroporto de Berbera para ser usado como base para os aviões da Força Aérea do Sudão que participam da aliança liderada pela Arábia Saudita para combater os rebelde hutis no Iêmen.

A Arábia Saudita interveio no Iêmen com bombardeios aéreos na semana passada para conter a ofensiva dos rebeldes hutis, que são xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, para tomar o porto de Áden, a segunda cidade mais importante do país, que fica na entrada do Mar Vermelho.

Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, a Somália não tem um governo nacional estável. Enquanto o Sul do país vive no caos e na anarquia, com um governo provisório que não controla o território nem com a ajuda de uma força internacional de paz da União Africana, o Norte, correspondente à antiga Somália Britânica, se organizou na Somalilândia.