Mostrando postagens com marcador doping. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador doping. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 9 de Dezembro

 VARÍOLA ERRADICADA

    Em 1979, uma comissão internacional de cientistas declara que a varíola, uma doença com 30% de risco de vida, está erradicada. Agora, pode voltar por causa da insanidade e irracionalidade do movimento antivacinas.

A varíola é uma praga para a humanidade há milênios. O faraó Ramsés V, do Egito, teria morrido de varíola em 1145 antes de Cristo. 

O conquistador espanhol Hernán Cortez toma Tenochtitlán, a capital do Império Asteca, em 13 de agosto de 1521, em meio a uma epidemia de varíola que atinge sobretudo os índios, que acreditam que o Deus dos espanhóis é superior ao deles, que não os protege.

O vírus atual, que seria de 1580, é combatido na China no século 16 com a inoculação de pequenas quantidades para causar casos leves capazes de gerar imunidade, um precursor das vacinas.

No fim do século 18, quando a varíola é uma das principais causas de mortes na Europa, o cientista inglês Edward Jenner, cria a vacina em 1796. Muitos países europeus tornam a vacinação obrigatória e a varíola declina nos séculos 19 e 20.

A partir de 1967, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz campanha para atacar os últimos focos da doença. O último caso é diagnosticado em 1977 na Somália. A erradicação da varíola, graças à vacina, é um dos grandes triunfos da medicina, hoje ameaçado pelo movimento antivacinas.

Cerca de 40% das notícias falsas e mentirosas sobre vacinas na América Latina têm origem no Brasil.

PRIMEIRA INTIFADA

    Em 1987, jovens palestinos começam na Faixa de Gaza a Primeira Intifada (revolta das pedradas) contra a ocupação de territórios árabes por Israel depois de um acidente em que um caminhão israelense bate numa caminhonete e mata quatro palestinos.

Quando Israel manda forças especiais para conter a violência, a revolta se propaga para a Cisjordânia. Os dois territórios estão sob ocupação israelense desde a Guerra dos Seis Dias (5 a 10 de junho de 1967).

Para fortalecer o movimento pela criação de uma pátria para o povo palestino, o rei Hussein, da Jordânia, abre mão da reivindicação de soberania sobre a Cisjordânia em julho de 1988.

Em 15 de novembro de 1988, no exílio na Tunísia, o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, declara a independência da Palestina, denuncia o terrorismo e reconhece o Estado de Israel, tentando criar condições para negociações de paz.

As negociações começam na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991, depois que Israel evita responder aos ataques do Iraque de Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo, em 1991. Ganham impulso com as negociações secretas de Oslo, na Noruega, em 1993.

Em 13 de setembro de 1993, Arafat e o primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, apertam as mãos e assinam uma declaração de princípios nos jardins da Casa Branca. No ano seguinte, é criada a Autoridade Nacional Palestina. Arafat volta à Cisjordânia. Os palestinos assumem o controle sobre a Faixa de Gaza e a cidade histórica de Jericó.

O assassinato de Rabin por um extremista israelense, em 4 de novembro de 1995, em Telavive, e a ascensão de Benjamin Netanyahu desandam o processo da paz. A paz entre israelenses e palestinos é um sonho distante até hoje, mas a guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que nasce no dia seguinte, em 10 de dezembro de 1987, cria uma nova oportunidade.

WALESA PRESIDENTE

    Em 1990, o líder operário Lech Walesa, fundador do sindicato livre Solidariedade, se torna o primeiro presidente eleito diretamente da história da Polônia.

Walesa nasce em 29 de setembro de 1943 em Popowo, na Polônia ocupada pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Ele faz curso técnico e se torna eletricista. Trabalha como mecânico de automóveis de 1961 a 1965 e, depois de servir o Exército por dois anos, vai ser eletricista no Estaleiro Lenin, em Gdansk, em 12 de julho de 1967.

Nove anos depois, em 1976 é demitido como agitador. Em agosto de 1980, lidera uma greve que leva ao reconhecimento do sindicato livre Solidariedade pelo regime comunista polonês. 

Um golpe liderado pelo general Jociech Jaruzelski, em 13 de dezembro de 1981, recoloca o Solidariedade na ilegalidade. Em 1983, Walesa ganha o Prêmio Nobel da Paz.

Com a abertura polícia promovida a partir de 1985 pelo líder do Partido Comunista da União Soviética, Mikhail Gorbachev, o Solidariedade volta a ser legalizado em abril de 1989 e obtém uma ampla vitória nas primeiras eleições parlamentares livres no Bloco Soviético, em 4 e 18 de junho de 1989. 

Tadeusz Mazowiecki, aliado de Walesa, se torna primeiro-ministro e inicia as reformas liberalizantes para superar o regime comunista.

Na Presidência, Walesa se mostra menos hábil do que como líder sindical. Em 1995, perde a eleição presidencial para o ex-comunista Alexander Kwasniesk, da Aliança da Esquerda Democrática.

CHARLES E DIANA SE SEPARAM

    Em 1992, o primeiro-ministro britânico, John Major, anuncia a separação dos príncipes de Gales, Charles e Diana, depois de anos de uma guerrinha particular do casal travada através da imprensa sensacionalista do Reino Unido.

É o fim de um casamento de sonho, transmitido ao vivo da Catedral de São Paulo, em Londres, em 29 de julho de 1981, para 1 bilhão de telespectadores de 79 países. Diana faz teste de virgindade com ginecologista da rainha para casar. O primeiro filho, o príncipe William, nasce em 1982, e o segundo, o príncipe Harry, em 1984.

O casal real se divorcia em agosto de 1996. Lady Di morre em acidente de automóvel como uma cinderela cuja carruagem se esborracha em Paris, a cidade romântica por excelência, quando foge dos fotógrafos com o namorado egípcio, Dodi al-Fayed, em 31 de agosto de 1997. 

A tragédia da princesa do povo causa uma grande comoção no Reino Unido e obriga a família real a reconhecer sua importância para a monarquia.

EUA INTERVÊM NA SOMÁLIA

    Em 1992, por ordem do presidente George Herbert Walker Bush (1989-93), derrotado por Bill Clinton um mês antes, os fuzileiros navais dos Estados Unidos chegam a Mogadíscio, na Somália, numa missão para apoiar a ação humanitária das Nações Unidas no país assolado pela fome. A Somália está em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em janeiro de 1991.

O país cai em guerra civil. Em pouco menos de dois anos, 50 mil pessoas morrem na guerra e outras 300 mil de fome. Os EUA intervêm com a Operação Restaurar a Esperança na expectativa de acabar com o flagelo da fome. 

A ajuda humanitária da ONU recomeça, mas as forças norte-americanas não conseguem controlar a ação dos senhores da guerra que disputam o poder na Somália. A violência continua e um ataque à missão da ONU mata 24 soldados do Paquistão.

Em reação, a ONU ordena a captura do general Mohamed Farah Aidid, o senhor da guerra que controla a região de Mogadíscio, a capital somaliana. Mas as forças dos EUA, já no governo Bill Clinton (1993-2001), estão lá para proteger a ajuda humanitária. Não têm equipamento nem contingente para grandes ações militares.

Durante uma tentativa de prender Aidid, em 3 de outubro de 1993, os rebeldes somalianos derrubam dois helicópteros de combate Falcão Negro e matam 18 soldados norte-americanos. Alguns são arrastados pelas ruas de Mogadíscio, numa humilhação para os EUA, que se retiram da Somália. A Batalha de Mogadíscio é encenada no filme Falcão Negro em Perigo.

Esta humilhação leva ao que Clinton considera o maior erro de política externa de seu governo. Os EUA não intervêm em Ruanda para impedir o genocídio da minoria tútsi. De 7 de abril a 15 de julho de 1994, cerca de 800 mil pessoas morrem neste pequeno país do Centro da África, no último genocídio do trágico século 20.

A maioria hutu, inclusive a milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio, foge para o Zaire, onde entra em choque com os baniamulengue, da mesmo etnia dos tútsis, desestabilizando o país vizinho. Este conflito dura até hoje.

Isto leva o guerrilheiro Laurent Kabila, que lutou nos anos 1960 no Congo com Ernesto Che Guevara, que o considerava bêbado e mulherengo, incapaz de liderar uma revolução, a deixar seu refúgio. Kabila sai das Montanhas da Lua para marchar até Kinshasa, derrubar o ditador Joseph Mobutu, em 1997, e mudar o nome do país para República Democrática do Congo.

A queda de Mobutu deflagra a Primeira Grande Guerra Mundial Africana (1997-2002), travada por nove países e pelo menos 25 grupos armados irregulares, com um total de mortes estimado em 5,4 milhões, em combate, de fome e de doenças. É o maior conflito armado do mundo depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

RÚSSIA DOPADA

    Em 2016, a Agência Mundial Antidoping (WADA) acusa a Rússia de dopagem sistemática de mais de mil atletas numa "conspiração institucional" para fraudar competições esportivas internacionais, inclusive as olimpíadas.

Um segundo relatório da WADA implica o Ministério dos Esportes e o Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia, sucessor da temida polícia política soviética (KGB), do qual o ditador Vladimir Putin foi diretor-geral antes de se tornar primeiro-ministro e presidente.

A Rússia é suspensa de competições internacionais por quatro anos em 2019, pena depois reduzida para dois anos. Na Olimpíada de Tóquio, os atletas russos competem seu seus uniformes, sem bandeira e sem hino nacional. O país é proibido de competir de novo na Olimpíada de 2024, em Paris.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 9 de Dezembro

 VARÍOLA ERRADICADA

    Em 1979, uma comissão internacional de cientistas declara que a varíola, uma doença com 30% de risco de vida, está erradicada. Agora, pode voltar por causa da insanidade e irracionalidade do movimento antivacinas.

A varíola é uma praga para a humanidade há milênios. O faraó Ramsés V, do Egito, teria morrido de varíola em 1145 antes de Cristo. 

O conquistador espanhol Hernán Cortez toma Tenochtitlán, a capital do Império Asteca, em 13 de agosto de 1521, em meio a uma epidemia de varíola que atinge sobretudo os índios, que acreditam que o Deus dos espanhóis é superior ao deles, que não os protege.

O vírus atual, que seria de 1580, é combatido na China no século 16 com a inoculação de pequenas quantidades para causar casos leves capazes de gerar imunidade, um precursor das vacinas.

No fim do século 18, quando a varíola é uma das principais causas de mortes na Europa, o cientista inglês Edward Jenner, cria a vacina em 1796. Muitos países europeus tornam a vacinação obrigatória e a varíola declina nos séculos 19 e 20.

A partir de 1967, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz campanha para atacar os últimos focos da doença. O último caso é diagnosticado em 1977 na Somália. A erradicação da varíola, graças à vacina, é um dos grandes triunfos da medicina.

PRIMEIRA INTIFADA

    Em 1987, jovens palestinos começam na Faixa de Gaza a Primeira Intifada (revolta das pedradas) contra a ocupação de territórios árabes por Israel depois de um acidente em que um caminhão israelense bate numa caminhonete e mata quatro palestinos.

Quando Israel manda forças especiais para conter a violência, a revolta se propaga para a Cisjordânia. Os dois territórios estão sob ocupação israelense desde a Guerra dos Seis Dias (5 a 10 de junho de 1967).

Para fortalecer o movimento pela criação de uma pátria para o povo palestino, o rei Hussein, da Jordânia, abre mão da reivindicação de soberania sobre a Cisjordânia em julho de 1988.

Em 15 de novembro de 1988, no exílio na Tunísia, o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, declara a independência da Palestina, denuncia o terrorismo e reconhece o Estado de Israel, tentando criar condições para negociações de paz.

As negociações começam na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991, depois que Israel evita responder aos ataques do Iraque de Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo, em 1991. Ganham impulso com as negociações secretas de Oslo, na Noruega, em 1993.

Em 13 de setembro de 1993, Arafat e o primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, apertam as mãos e assinam uma declaração de princípios nos jardins da Casa Branca. No ano seguinte, é criada a Autoridade Nacional Palestina. Arafat volta à Cisjordânia. Os palestinos assumem o controle sobre a Faixa de Gaza e a cidade histórica de Jericó.

O assassinato de Rabin por um extremista israelense, em 4 de novembro de 1995, em Telavive, e a ascensão de Benjamin Netanyahu desandam o processo da paz. A paz entre israelenses e palestinos é um sonho distante até hoje.

WALESA PRESIDENTE

    Em 1990, o líder operário Lech Walesa, fundador do sindicato livre Solidariedade, se torna o primeiro presidente eleito diretamente da história da Polônia.

Walesa nasce em 29 de setembro de 1943 em Popowo, na Polônia ocupada pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Ele faz curso técnico e se torna eletricista. Trabalha como mecânico de automóveis de 1961 a 1965 e, depois de servir o Exército por dois anos, vai ser eletricista no Estaleiro Lenin, em Gdansk, em 12 de julho de 1967.

Nove anos depois, em 1976 é demitido como agitador. Em agosto de 1980, lidera uma greve que leva ao reconhecimento do sindicato livre Solidariedade pelo regime comunista polonês. 

Um golpe liderado pelo general Jociech Jaruzelski, em 13 de dezembro de 1981, recoloca o Solidariedade na ilegalidade. Em 1983, Walesa ganha o Prêmio Nobel da Paz.

Com a abertura polícia promovida a partir de 1985 pelo líder do Partido Comunista da União Soviética, Mikhail Gorbachev, o Solidariedade volta a ser legalizado em abril de 1989 e obtém uma ampla vitória nas primeiras eleições parlamentares livres no Bloco Soviético, em 4 e 18 de junho de 1989. 

Tadeusz Mazowiecki, aliado de Walesa, se torna primeiro-ministro e inicia as reformas liberalizantes para superar o regime comunista.

Na Presidência, Walesa se mostra menos hábil do que como líder sindical. Em 1995, perde a eleição presidencial para o ex-comunista Alexander Kwasniesk, da Aliança da Esquerda Democrática.

CHARLES E DIANA SE SEPARAM

    Em 1992, o primeiro-ministro britânico, John Major, anuncia a separação dos príncipes de Gales, Charles e Diana, depois de anos de uma guerrinha particular do casal travada através da imprensa sensacionalista do Reino Unido.

É o fim de um casamento de sonho, transmitido ao vivo da Catedral de São Paulo, em Londres, em 29 de julho de 1981, para 1 bilhão de telespectadores de 79 países. Diana faz teste de virgindade com ginecologista da rainha para casar. O primeiro filho, o príncipe William, nasce em 1982, e o segundo, o príncipe Harry, em 1984.

O casal real se divorcia em agosto de 1996. Lady Di morre em acidente de automóvel como uma cinderela cuja carruagem se esborracha em Paris, a cidade romântica por excelência, quando foge dos fotógrafos com o namorado egípcio, Dodi al-Fayed, em 31 de agosto de 1997. 

A tragédia da princesa do povo causa uma grande comoção no Reino Unido e obriga a família real a reconhecer sua importância para a monarquia.

EUA INTERVÊM NA SOMÁLIA

    Em 1992, por ordem do presidente George Herbert Walker Bush (1989-93), derrotado por Bill Clinton um mês antes, os fuzileiros navais dos Estados Unidos chegam a Mogadíscio, na Somália, numa missão para apoiar a ação humanitária das Nações Unidas no país assolado pela fome. A Somália está em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em janeiro de 1991.

O país cai em guerra civil. Em pouco menos de dois anos, 50 mil pessoas morrem na guerra e outras 300 mil de fome. Os EUA intervêm com a Operação Restaurar a Esperança na expectativa de acabar com o flagelo da fome. 

A ajuda humanitária da ONU recomeça, mas as forças norte-americanas não conseguem controlar a ação dos senhores da guerra que disputam o poder na Somália. A violência continua e um ataque à missão da ONU mata 24 soldados do Paquistão.

Em reação, a ONU ordena a captura do general Mohamed Farah Aidid, o senhor da guerra que controla a região de Mogadíscio, a capital somaliana. Mas as forças dos EUA, já no governo Bill Clinton (1993-2001), estão lá para proteger a ajuda humanitária. Não têm equipamento nem contingente para grandes ações militares.

Durante uma tentativa de prender Aidid, em 3 de outubro de 1993, os rebeldes somalianos derrubam dois helicópteros de combate Falcão Negro e matam 18 soldados norte-americanos. Alguns são arrastados pelas ruas de Mogadíscio, numa humilhação para os EUA, que se retiram da Somália. A Batalha de Mogadíscio é encenada no filme Falcão Negro em Perigo.

Esta humilhação leva ao que Clinton considera o maior erro de política externa de seu governo. Os EUA não intervêm em Ruanda para impedir o genocídio da minoria tútsi. De 7 de abril a 15 de julho de 1994, cerca de 800 mil pessoas morrem neste pequeno país do Centro da África, no último genocídio do trágico século 20.

A maioria hutu, inclusive a milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio, foge para o Zaire, onde entra em choque com os baniamulengue, da mesmo etnia dos tútsis, desestabilizando o país vizinho. Este conflito dura até hoje.

Isto leva o guerrilheiro Laurent Kabila, que lutou nos anos 1960 no Congo com Ernesto Che Guevara, que o considerava bêbado e mulherengo, incapaz de liderar uma revolução, a deixar seu refúgio. Kabila sai das Montanhas da Lua para marchar até Kinshasa, derrubar o ditador Joseph Mobutu, em 1997, e mudar o nome do país para República Democrática do Congo.

A queda de Mobutu deflagra a Primeira Grande Guerra Mundial Africana (1997-2002), travada por nove países e pelo menos 25 grupos armados irregulares, com um total de mortes estimado em 5,4 milhões, em combate, de fome e de doenças. É o maior conflito armado do mundo depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

RÚSSIA DOPADA

    Em 2016, a Agência Mundial Antidoping (WADA) acusa a Rússia de dopagem sistemática de mais de mil atletas numa "conspiração institucional" para fraudar competições esportivas internacionais, inclusive as olimpíadas.

Um segundo relatório da WADA implica o Ministério dos Esportes e o Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia, sucessor da temida polícia política soviética (KGB), do qual o ditador Vladimir Putin foi diretor-geral antes de se tornar primeiro-ministro e presidente.

A Rússia é suspensa de competições internacionais por quatro anos em 2019, pena depois reduzida para dois anos. Na Olimpíada de Tóquio, os atletas russos competem seu seus uniformes, sem bandeira e sem hino nacional. O país é proibido de competir de novo na Olimpíada de 2024, em Paris.

sábado, 9 de dezembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 9 de Dezembro

VARÍOLA ERRADICADA

    Em 1979, uma comissão internacional de cientistas declara que a varíola, uma doença com 30% de risco de vida, está erradicada. Agora, corre o risco de voltar por causa da insanidade e irracionalidade do movimento antivacinas.

A varíola é uma praga para a humanidade há milênios. O faraó Ramsés V, do Egito, teria morrido de varíola em 1145 antes de Cristo. 

O conquistador espanhol Hernán Cortez toma Tenochtitlán, a capital do Império Asteca, em 13 de agosto de 1521, em meio a uma epidemia de varíola que atinge sobretudo os índios, que acreditam que o Deus dos espanhóis é superior ao deles, que não os protege.

O vírus atual, que seria de 1580, é combatido na China no século 16 com a inoculação de pequenas quantidades para causar casos leves capazes de gerar imunidade, um precursor das vacinas.

No fim do século 18, quando a vacina é uma das principais causas de mortes na Europa, o cientista inglês Edward Jenner, cria a vacina em 1796. Muitos países europeus tornam a vacinação obrigatória e a varíola declina nos séculos 19 e 20.

A partir de 1967, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz campanha para atacar os últimos focos da doença. O último caso é diagnosticado em 1977 na Somália. A erradicação da varíola, graças à vacina, é um dos grandes triunfos da medicina.

PRIMEIRA INTIFADA

    Em 1987, jovens palestinos começam na Faixa de Gaza a Primeira Intifada (revolta das pedradas) contra a ocupação de territórios árabes por Israel depois de um acidente em que um caminhão israelense bate numa caminhonete e mata quatro palestinos.

Quando Israel manda forças especiais para conter a violência, a revolta se propaga para a Cisjordânia. Os dois territórios estão sob ocupação israelense desde a Guerra dos Seis Dias (5 a 10 de junho de 1967).

Para fortalecer o movimento pela criação de uma pátria para o povo palestino, o rei Hussein, da Jordânia, abre mão da reivindicação de soberania sobre a Cisjordânia em julho de 1988.

Em 15 de novembro de 1988, no exílio na Tunísia, o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, declara a independência da Palestina, denuncia o terrorismo e reconhece o Estado de Israel, tentando criar condições para negociações de paz.

As negociações começam na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991, depois que Israel evita responder aos ataques do Iraque de Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo, em 1991. Ganham impulso com as negociações secretas de Oslo, na Noruega, em 1993.

Em 13 de setembro de 1993, Arafat e o primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, apertam as mãos e assinam uma declaração de princípios nos jardins da Casa Branca. No ano seguinte, é criada a Autoridade Nacional Palestina. Arafat volta à Cisjordânia. Os palestinos assumem o controle sobre a Faixa de Gaza e a cidade histórica de Jericó.

O assassinato de Rabin por um extremista israelense, em 4 de novembro de 1995, em Telavive, e a ascensão de Benjamin Netanyahu desandam o processo da paz. A paz entre israelenses e palestinos é um sonho distante até hoje.

WALESA PRESIDENTE

    Em 1990, o líder operário Lech Walesa, fundador do sindicato livre Solidariedade, se torna o primeiro presidente eleito diretamente da história da Polônia.

Walesa nasce em 29 de setembro de 1943 em Popowo, na Polônia ocupada pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Ele faz curso técnico e se torna eletricista. Trabalha como mecânico de automóveis de 1961 a 1965 e, depois de servir o Exército por dois anos, vai ser eletricista no Estaleiro Lenin, em Gdansk, em 12 de julho de 1967.

Nova anos depois, em 1976 é demitido como agitador. Em agosto de 1980, lidera uma greve que leva ao reconhecimento do sindicato livre Solidariedade pelo regime comunista polonês. 

Um golpe liderado pelo general Jociech Jaruzelski, em 13 de dezembro de 1981, recoloca o Solidariedade na ilegalidade. Em 1983, Walesa ganha o Prêmio Nobel da Paz.

Com a abertura polícia promovida a partir de 1985 pelo líder do Partido Comunista da União Soviética, Mikhail Gorbachev, o Solidariedade volta a ser legalizado em abril de 1989 e obtém uma ampla vitória nas primeiras eleições parlamentares livres no Bloco Soviético, em 4 e 18 de junho de 1989. 

Tadeusz Mazowiech, aliado de Walesa, se torna primeiro-ministro e inicia as reformas liberalizantes para superar o regime comunista.

Na Presidência, Walesa se mostra menos hábil do que como líder sindical. Em 1995, perde a eleição presidencial para o ex-comunista Alexander Kwasniesk, da Aliança da Esquerda Democrática.

CHARLES E DIANA SE SEPARAM

    Em 1992, o primeiro-ministro britânico, John Major, anuncia a separação dos príncipes de Gales, Charles e Diana, depois de anos de uma guerrinha particular do casal travada através da imprensa sensacionalista do Reino Unido.

É o fim de um casamento de sonho, transmitido ao vivo da Catedral de São Paulo, em Londres, em 29 de julho de 1981, para 1 bilhão de telespectadores de 79 países. Diana faz teste de virgindade com ginecologista da rainha para casar. O primeiro filho, o príncipe William, nasce em 1982, e o segundo, o príncipe Harry, em 1984.

O casal real se divorcia em agosto de 1996. Lady Di morre em acidente de automóvel como uma cinderela cuja carruagem se esborracha em Paris, a cidade romântica por excelência, quando fugia dos fotógrafos com o namorado egípcio, Dodi al-Fayed, em 31 de agosto de 1997. 

A tragédia da princesa do povo causa uma grande comoção no Reino Unido e obriga a família real a reconhecer sua importância para a monarquia.

EUA INTERVÊM NA SOMÁLIA

    Em 1992, por ordem do presidente George Herbert Walker Bush (1989-93), derrotado por Bill Clinton um mês antes, os fuzileiros navais dos Estados Unidos chegam a Mogadíscio, na Somália, numa missão para apoiar a ação humanitária das Nações Unidas no país assolado pela fome. A Somália está em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em janeiro de 1991.

O país cai em guerra civil. Em pouco menos de dois anos, 50 mil pessoas morrem na guerra e outras 300 mil de fome. Os EUA intervêm com a Operação Restaurar a Esperança na expectativa de acabar com o flagelo da fome. 

A ajuda humanitária das Nações Unidas recomeça, mas as forças norte-americanas não conseguem controlar a ação dos senhores da guerra que disputam o poder na Somália. A violência continua e um ataque à missão da ONU mata 24 soldados do Paquistão.

Em reação, a ONU ordena a captura do general Mohamed Farah Aidid, o senhor da guerra que controla a região de Mogadíscio, a capital somaliana. Mas as forças dos EUA, já no governo Bill Clinton (1993-2001) estão lá para proteger a ajuda humanitária. Não têm equipamento nem contingente para grandes ações militares.

Durante uma tentativa de prender Aidid, em 3 de outubro de 1993, os rebeldes somalianos derrubam dois helicópteros de combate Falcão Negro e matam 18 soldados. Alguns são arrastados pelas ruas de Mogadíscio, numa humilhação para os EUA, que se retiram da Somália. A Batalha de Mogadíscio é encenada no filme Falcão Negro em Perigo.

Esta humilhação leva ao que Clinton considera o maior erro de política externa de seu governo. Os EUA não intervêm em Ruanda para impedir o genocídio da minoria tútsi. De 7 de abril a 15 de julho de 1994, cerca de 800 mil pessoas morrem neste pequeno país do Centro da África, no último genocídio do trágico século 20.

A maioria hutu, inclusive a milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio, foge para o Zaire, onde entra em choque com os baniamulengue, da mesmo etnia dos tútsis, desestabilizando o país vizinho. Este conflito dura até hoje.

Isto leva o guerrilheiro Laurent Kabila, que lutou nos anos 1960 no Congo com Ernesto Che Guevara, que o considerava bêbado e mulherengo, incapaz de liderar uma revolução, a deixar seu refúgio. Kabila sai das Montanhas da Lua para marchar até Kinshasa, derrubar o ditador Joseph Mobutu, em 1997, e mudar o nome do país para República Democrática do Congo.

A queda de Mobutu deflagra a Primeira Grande Guerra Mundial Africana (1997-2002), travada por nove países e pelo menos 25 grupos armados irregulares, com um total de mortes estimado em 5,4 milhões, em combate, de fome e de doenças. É o maior conflito armado do mundo depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

RÚSSIA DOPADA

    Em 2016, a Agência Mundial Antidoping (WADA) acusa a Rússia de dopagem sistemática de mais de mil atletas numa "conspiração institucional" para fraudar competições esportivas internacionais, inclusive as olimpíadas.

Um segundo relatório da WADA implica o Ministério dos Esportes e o Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia, sucessor da temida polícia política soviética (KGB), do qual o ditador Vladimir Putin foi diretor-geral antes de se tornar primeiro-ministro e presidente.

A Rússia é suspensa de competições internacionais por quatro anos em 2019, pena depois reduzida para dois anos. Na Olimpíada de Tóquio, os atletas russos competem seu seus uniformes, sem bandeira e sem hino nacional. 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 9 de Dezembro

 VARÍOLA ERRADICADA

    Em 1979, uma comissão internacional de cientistas declara que a varíola, uma doença com 30% de risco de vida, está erradicada. Agora, corre o risco de voltar por causa da insanidade e irracionalidade do movimento antivacinas.

A varíola é uma praga para a humanidade há milênios. O faraó Ramsés V, do Egito, teria morrido de varíola em 1145 antes de Cristo. 

O conquistador espanhol Hernán Cortez toma Tenochtitlán, a capital do Império Asteca, em 13 de agosto de 1521, em meio a uma epidemia de varíola que atinge sobretudo os índios, que acreditam que o Deus dos espanhóis é superior ao deles, que não os protege.

O vírus atual, que seria de 1580, é combatido na China no século 16 com a inoculação de pequenas quantidades para causar casos leves capazes de gerar imunidade, um precursor das vacinas.

No fim do século 18, quando a vacina é uma das principais causas de mortes na Europa, o cientista inglês Edward Jenner, cria a vacina em 1796. Muitos países europeus tornam a vacinação obrigatória e a varíola declina nos séculos 19 e 20.

A partir de 1967, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz campanha para atacar os últimos focos da doença. O último caso é diagnosticado em 1977 na Somália. A erradicação da varíola, graças à vacina, é um dos grandes triunfos da medicina.

PRIMEIRA INTIFADA

    Em 1987, jovens palestinos começam na Faixa de Gaza a Primeira Intifada (revolta das pedradas) contra a ocupação de territórios árabes por Israel depois de um acidente em que um caminhão israelense bate numa caminhonete e mata quatro palestinos.

Quando Israel manda forças especiais para conter a violência, a revolta se propaga para a Cisjordânia. Os dois territórios estão sob ocupação israelense desde a Guerra dos Seis Dias (5 a 10 de junho de 1967).

Para fortalecer o movimento pela criação de uma pátria para o povo palestino, o rei Hussein, da Jordânia, abre mão da reivindicação de soberania sobre a Cisjordânia em julho de 1988.

Em 15 de novembro de 1988, no exílio na Tunísia, o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, declara a independência da Palestina, denuncia o terrorismo e reconhece o Estado de Israel, tentando criar condições para negociações de paz.

As negociações começam na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991, depois que Israel evita responder aos ataques do Iraque de Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo, em 1991. Ganham impulso com as negociações secretas de Oslo, na Noruega, em 1993.

Em 13 de setembro de 1993, Arafat e o primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, apertam as mãos e assinam uma declaração de princípios nos jardins da Casa Branca. No ano seguinte, é criada a Autoridade Nacional Palestina. Arafat volta à Cisjordânia. Os palestinos assumem o controle sobre a Faixa de Gaza e a cidade histórica de Jericó.

O assassinato de Rabin por um extremista israelense, em 4 de novembro de 1995, em Telavive, e a ascensão de Benjamin Netanyahu desandam o processo da paz. A paz entre israelenses e palestinos é um sonho distante até hoje.

WALESA PRESIDENTE

    Em 1990, o líder operário Lech Walesa, fundador do sindicato livre Solidariedade, se torna o primeiro presidente eleito diretamente da história da Polônia.

Walesa nasce em 29 de setembro de 1943 em Popowo, na Polônia ocupada pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Ele faz curso técnico e se torna eletricista. Trabalha como mecânico de automóveis de 1961 a 1965 e, depois de servir o Exército por dois anos, vai ser eletricista no Estaleiro Lenin, em Gdansk, em 12 de julho de 1967

Nova anos depois, em 1976 é demitido como agitador. Em agosto de 1980, lidera uma greve que leva ao reconhecimento do sindicato livre Solidariedade pelo regime comunista polonês. 

Um golpe liderado pelo general Jociech Jaruzelski, em 13 de dezembro de 1981, recoloca o Solidariedade na ilegalidade. Em 1983, Walesa ganha o Prêmio Nobel da Paz.

Com a abertura polícia promovida a partir de 1985 pelo líder do Partido Comunista da União Soviética, Mikhail Gorbachev, o Solidariedade volta a ser legalizado em abril de 1989 e obtém uma ampla vitória nas primeiras eleições parlamentares livres no Bloco Soviético, em 4 e 18 de junho de 1989. 

Tadeusz Mazowiech, aliado de Walesa, se torna primeiro-ministro e inicia as reformas liberalizantes para superar o regime comunista.

Na Presidência, Walesa se mostra menos hábil do que como líder sindical. Em 1995, perde a eleição presidencial para o ex-comunista Alexander Kwasniesk, da Aliança da Esquerda Democrática.

CHARLES E DIANA SE SEPARAM

    Em 1992, o primeiro-ministro britânico, John Major, anuncia a separação dos príncipes de Gales, Charles e Diana, depois de anos de uma guerrinha particular do casal travada através da imprensa sensacionalista do Reino Unido.

É o fim de um casamento de sonho, transmitido ao vivo da Catedral de São Paulo, em Londres, em 29 de julho de 1981, para 1 bilhão de telespectadores de 79 países. Diana faz teste de virgindade com ginecologista da rainha para casar. O primeiro filho, o príncipe William, nasce em 1982, e o segundo, o príncipe Harry, em 1984.

O casal real se divorcia em agosto de 1996. Lady Di morre em acidente de automóvel como uma cinderela cuja carruagem se esborracha em Paris, a cidade romântica por excelência, quando fugia dos fotógrafos com o namorado egípcio, Dodi al-Fayed, em 31 de agosto de 1997. 

A tragédia da princesa do povo causa uma grande comoção no Reino Unido e obriga a família real a reconhecer sua importância para a monarquia.

EUA INTERVÊM NA SOMÁLIA

    Em 1992, por ordem do presidente George Herbert Walker Bush (1989-93), derrotado por Bill Clinton um mês antes, os fuzileiros navais dos Estados Unidos chegam a Mogadíscio, na Somália, numa missão para apoiar a ação humanitária das Nações Unidas no país assolado pela fome. A Somália está em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em janeiro de 1991.

O país cai em guerra civil. Em pouco menos de dois anos, 50 mil pessoas morrem na guerra e outras 300 mil de fome. Os EUA intervêm com a Operação Restaurar a Esperança na expectativa de acabar com o flagelo da fome. 

A ajuda humanitária das Nações Unidas recomeça, mas as forças norte-americanas não conseguem controlar a ação dos senhores da guerra que disputam o poder na Somália. A violência continua e um ataque à missão da ONU mata 24 soldados do Paquistão.

Em reação, a ONU ordena a captura do general Mohamed Farah Aidid, o senhor da guerra que controla a região de Mogadíscio, a capital somaliana. Mas as forças dos EUA, já no governo Bill Clinton (1993-2001) estão lá para proteger a ajuda humanitária. Não têm equipamento nem contingente para grandes ações militares.

Durante uma tentativa de prender Aidid, em 3 de outubro de 1993, os rebeldes somalianos derrubam dois helicópteros de combate Falcão Negro e matam 18 soldados. Alguns são arrastados pelas ruas de Mogadíscio, numa humilhação para os EUA, que se retiram da Somália. A Batalha de Mogadíscio é encenada no filme Falcão Negro em Perigo.

Esta humilhação leva ao que Clinton considera o maior erro de política externa de seu governo. Os EUA não intervêm em Ruanda para impedir o genocídio da minoria tútsi. De 7 de abril a 15 de julho de 1994, cerca de 800 mil pessoas morrem neste pequeno país do Centro da África, no último genocídio do trágico século 20.

A maioria hutu, inclusive a milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio, foge para o Zaire, onde entra em choque com os baniamulengue, da mesmo etnia dos tútsis, desestabilizando o país vizinho. Este conflito dura até hoje.

Isto leva o guerrilheiro Laurent Kabila, que lutou nos anos 1960 no Congo com Ernesto Che Guevara, que o considerava bêbado e mulherengo, incapaz de liderar uma revolução, a deixar seu refúgio. Kabila sai das Montanhas da Lua para marchar até Kinshasa, derrubar o ditador Joseph Mobutu, em 1997, e mudar o nome do país para República Democrática do Congo.

A queda de Mobutu deflagra a Primeira Grande Guerra Mundial Africana (1997-2002), travada por nove países e pelo menos 25 grupos armados irregulares, com um total de mortes estimado em 5,4 milhões, em combate, de fome e de doenças. É o maior conflito armado do mundo depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

RÚSSIA DOPADA

    Em 2016, a Agência Mundial Antidoping (WADA) acusa a Rússia de dopagem sistemática de mais de mil atletas numa "conspiração institucional" para fraudar competições esportivas internacionais, inclusive as olimpíadas.

Um segundo relatório da WADA implica o Ministério dos Esportes e o Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia, sucessor da temida polícia política soviética (KGB), do qual o ditador Vladimir Putin foi diretor-geral antes de se tornar primeiro-ministro e presidente.

A Rússia é suspensa de competições internacionais por quatro anos em 2019, pena depois reduzida para dois anos. Na Olimpíada de Tóquio, os atletas russos competem seu seus uniformes, sem bandeira e sem hino nacional.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 9 de Dezembro

VARÍOLA ERRADICADA

    Em 1979, uma comissão internacional de cientistas declara que a varíola, uma doença com 30% de risco de vida, está erradicada. Agora, corre o risco de voltar por causa da insanidade e irracionalidade do movimento antivacinas.

A varíola é uma praga para a humanidade há milênios. O faraó Ramsés V, do Egito, teria morrido de varíola em 1145 antes de Cristo. 

O conquistador espanhol Hernán Cortez toma Tenochtitlán, a capital do Império Asteca, em 13 de agosto de 1521, em meio a uma epidemia de varíola que atingiu sobretudo os índios, que acreditam que o deus dos espanhóis é superior ao deles, que não os protege.

O vírus atual, que seria de 1580, é combatido na China no século 16 com a inoculação de pequenas quantidades para causar casos leves capazes de gerar imunidade, um precursos das vacinas.

No fim do século 18, quando a vacina é uma das principais causas de mortes na Europa, o cientista inglês Edward Jenner, cria a vacina em 1796. Muitos países europeus tornam a vacinação obrigatória e a varíola declina nos séculos 19 e 20.

A partir de 1967, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz campanha para atacar os últimos focos da doença. O último caso é diagnosticado em 1977 na Somália. A erradicação da varíola, graças à vacina, é um dos grandes triunfos da medicina.

PRIMEIRA INTIFADA

    Em 1987, jovens palestinos começam na Faixa de Gaza a Primeira Intifada (revolta das pedradas) contra a ocupação de territórios árabes por Israel depois de um acidente de um caminhão israelense que bate numa caminhonete em que morrem quatro palestinos.

Quando Israel manda forças especiais para conter a violência, a revolta se propaga para a Cisjordânia. Os dois territórios estão sob ocupação israelense desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Para fortalecer o movimento pela criação de uma pátria para o povo palestino, o rei Hussein, da Jordânia, abre mão da reivindicação de soberania sobre a Cisjordânia em julho de 1988.

Em 15 de novembro de 1988, no exílio na Tunísia, o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, declara a independência da Palestina, denuncia o terrorismo e reconhece o Estado de Israel, tentando criar condições para negociações de paz.

As negociações começam na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991, depois que Israel evita responder aos ataques do Iraque de Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo, em 1991. Ganham impulsa com as negociações secretas de Oslo, na Noruega, em 1993.

Em 13 de setembro de 1993, Arafat e o primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, apertam as mãos e assinam uma declaração de princípios nos jardins da Casa Branca. No ano seguinte, é criada a Autoridade Nacional Palestina. Arafat volta à Cisjordânia. Os palestinos assumem o controle sobre a Faixa de Gaza e a cidade histórica de Jericó.

O assassinato de Rabin por um extremista israelense, em 4 de novembro de 1995, em Telavive, desanda o processo da paz. A paz entre israelenses e palestinos é um sonho distante até hoje.

WALESA PRESIDENTE

    Em 1990, o líder operário Lech Walesa, fundador do sindicato livre Solidariedade, se torna o primeiro presidente eleito diretamente da história da Polônia.

Walesa, nascido em 1943, era eletricista no Estaleiro Lenin, em Gdansk, de onde é demitido em 1976 como agitador. Em agosto de 1980, lidera uma greve que leva ao reconhecimento do sindicato pelo regime comunista polonês. 

Um golpe liderado pelo general Jociech Jaruzelski, em 13 de dezembro de 1981, recoloca o Solidariedade na ilegalidade. Em 1983, Walesa ganha o Prêmio Nobel da Paz.

Com a abertura polícia promovida a partir de 1985 pelo líder do Partido Comunista da União Soviética, Mikhail Gorbachev, o Solidariedade volta a ser legalizado em abril de 1989 e obtém uma ampla vitória nas primeiras eleições parlamentares livres no Bloco Soviético, em 4 e 18 de junho de 1989. Tadeusz Mazowiech, aliado de Walesa, se torna primeiro-ministro e inicia as reformas liberalizantes para superar o regime comunista.

Na Presidência, Walesa se mostra menos hábil do que como líder sindical. Em 1995, perde a eleição presidencial para o ex-comunista Alexander Kwasniesk, da Aliança da Esquerda Democrática.

CHARLES E DIANA SE SEPARAM

    Em 1992, o primeiro-ministro britânico, John Major, anuncia a separação dos príncipes de Gales, Charles e Diana, depois de anos de uma guerrinha particular do casal travada através da imprensa sensacionalista do Reino Unido.

É o fim de um casamento de sonho, transmitido ao vivo da Catedral de São Paulo, em Londres, em 29 de julho de 1981, para 1 bilhão de telespectadores de 79 países. Diana precisa fazer teste de virgindade para casar. O primeiro filho, o príncipe William, nasce em 1982, e o segundo, o príncipe Harry, em 1984.

O casal real se divorcia em agosto de 1996. Lady Di morre em acidente de automóvel como uma cinderela cuja carruagem se esborracha em Paris, a cidade romântica por excelência, quando fugia dos fotógrafos com o namorado egípcio, Dodi al-Fayed, em 31 de agosto de 1997. A tragédia da princesa do povo causa uma grande comoção no Reino Unido e obriga a família real a reconhecer sua importância para a monarquia.

EUA INTERVÊM NA SOMÁLIA

    Em 1992, por ordem do presidente George Herbert Walker Bush (1989-93), derrotado por Bill Clinton um mês antes, os fuzileiros navais dos Estados Unidos chegam a Mogadíscio, na Somália, numa missão para levar garantir a ação humanitária das Nações Unidas ao país assolado pela fome, que está em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em janeiro 1991.

A Somália cai em guerra civil. Em pouco menos de dois anos, 50 mil pessoas morrem na guerra e outras 300 mil de fome. Os EUA intervêm com a Operação Restaurar a Esperança na expectativa de acabar com o flagelo da fome. 

A ajuda humanitária das Nações Unidas recomeça, mas as forças norte-americanas não conseguem controlar a ação dos senhores da guerra que disputam o poder na Somália. A violência continua e um ataque à missão da ONU mata 24 soldados do Paquistão.

Em reação, a ONU ordena a captura do general Mohamed Farah Aidid, o senhor da guerra que controla a região de Mogadíscio, a capital somaliana. Mas as forças dos EUA, já no governo Bill Clinton (1993-2001) estão lá para proteger a ajuda humanitária. Não têm equipamento para grandes ações ofensivas.

Durante uma tentativa de prender Aidid, em 3 de outubro de 1993, os rebeldes somalianos derrubam dois helicópteros de combate Falcão Negro e matam 18 soldados. Alguns são arrastados pelas ruas de Mogadíscio, numa humilhação para os EUA, que se retiram da Somália. A Batalha de Mogadíscio é encenada no filme Falcão Negro em Perigo.

Esta humilhação leva ao que Clinton considera o maior erro de política externa de seu governo. Os EUA não intervêm em Ruanda para impedir o genocídio da minoria tútsi. De 7 de abril a 15 de julho de 1994, cerca de 800 mil pessoas morrem neste pequeno país do Centro da África, no último genocídio do trágico século 20.

A maioria hutu, inclusive a milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio, foge para o Zaire, onde entra em choque com os baniamulengue, da mesmo etnia dos tútsis, desestabilizando o país vizinho. 

Isto leva o guerrilheiro Laurent Kabila, que lutara com Ernesto Che Guevara, que o considerava bêbado e mulherengo, incapaz de liderar uma revolução, a deixar seu refúgio, marchar até Kinshasa, derrubar o ditador Joseph Mobutu, em 1997, e mudar o nome do país para República Democrática do Congo.

A queda de Mobutu deflagra a Primeira Grande Guerra Mundial Africana (1997-2002), travada por nove países e pelo menos 25 grupos armados irregulares, com um total de mortes estimado em 5,4 milhões, em combate, de fome e de doenças. É o maior conflito armado do mundo depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

RÚSSIA DOPADA

    Em 2016, a Agência Mundial Antidoping (WADA) acusa a Rússia de dopagem sistemática de mais de mil atletas numa "conspiração institucional" para fraudar competições esportivas internacionais, inclusive as olimpíadas.

 Um segundo relatório da WADA implica o Ministério dos Esportes e o Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia, sucessor da temida polícia política soviética (KGB), do qual o ditador Vladimir Putin foi diretor-geral antes de se tornar primeiro-ministro e presidente.

A Rússia é suspensa de competições internacionais por quatro anos em 2019, pena depois reduzida para dois anos. Na Olimpíada de Tóquio, os atletas russos competem seu seus uniformes, sem bandeira e sem hino nacional.

terça-feira, 12 de junho de 2018

RÚSSIA: uma potência esportiva manchada pelo doping

Somando o total de medalhas olímpicos ganhas pela Rússia e pela URSS, o país é o segundo maior vencedor tanto nos Jogos de Verão quanto nos de Inverno. Em 14 de suas 18 participações em olimpíadas, a URSS foi campeã. Mas o doping mancha suas vitórias.

Atletas, ginastas, halterofilistas, boxeadores, nadadores, atiradores, esquiadores, esgrimistas e patinadores soviéticos e russos sempre estiveram entre os melhores do mundo, assim como suas equipes de basquete, vôlei, handebol e hóquei no gelo, enquanto os times de futebol sempre foram temidos, mas tiveram comportamento irregular.
Grandes atletas viraram heróis nacionais, como o nadador Alexander Popov, nos anos 1990s, e o recordista mundial de salto em altura Valeri Brumel, nos anos 1960s. Outro exemplo é a supercampeã de salto com vara Yelena Issinbaieva, que cometeu uma gafe ao dizer que não existem homossexuais na Rússia, mas voltou atrás sob pressão dos patrocinadores.
Com um total de 14 medalhas individuais e quatro por equipe, sendo nove de ouro, a ginasta russa Larissa Latinina foi a maior medalhista olímpica por 48 anos, até ser superada pelo nadador americano Michael Phelps, que conquistou 22 medalhas, das quais 18 de ouro.
A seleção de hóquei foi campeã mundial em 2012.
De 7 a 23 de fevereiro, a Rússia sedia a 22ª Olimpíada de Inverno, em Sóchi, na região de Krasnodar. Os Jogos de Sóchi foram considerados os mais corruptos da História, com orçamento de US$ 50 bilhões e fartos negócios para amigos do Kremlin.

ESCÂNDALO DO DOPING

Desde a era soviética, quando o esporte era instrumento de propaganda, havia fortes suspeitas de uso de doping por atletas de países comunistas. Em 2014, a televisão alemã ARD revelou um vasto esquema estatal para encobrir a dopagem de atletas de elite, inclusive com troca de amostras usadas em exames para enganar as autoridades.
Vitaly Stepanov, da Agência Antidoping da Rússia, e sua mulher revelaram que os atletas davam 5% dos seus prêmios à Federação de Atletismo em troca da falsificação dos testes de controle antidoping.
Mais de mil esportistas russos foram beneficiados por esse esquema oficial de acobertamento do doping de 2011 a 2015. Vários foram proibidos de competir em suas modalidades esportivas. A Rússia teve devolver 41 medalhas olímpicas.
Na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, a Rússia tentou inscrever 389 atletas e 111 foram rejeitados. A Rússia foi banida da Olimpíada de Inverno de Pyeongchang, realizada em fevereiro de 2018 na Coreia do Sul. Alguns atletas russos competiram sob a bandeira do Comitê Olímpico Internacional (COI).

FUTEBOL

O futebol é o esporte mais popular na Rússia. A URSS foi a primeira campeã da Copa Europeia de Seleções, em 1960. Em 2008, a Rússia foi eliminada pela campeã Espanha na semifinal.
O grande herói do futebol soviético foi o goleiro Lev Yashin, a Aranha Negra, principal responsável pela medalha de ouro da equipe na Olimpíada de Melbourne, em 1956, titular nas Copas de 1958 e 1962.
A URSS participou da Copa do Mundo pela primeira vez em 1958, na Suécia, quando ficou em segundo lugar no grupo do Brasil depois de empatar em 2-2 com a Inglaterra, ganhar de 2-0 da Áustria e perder de 2-0 para o Brasil, com dois gols de Vavá, em Gotemburgo, diante de 50 mil torcedores, na partida que revelou Garrincha e Pelé para o mundo. Nas quartas de final, foi eliminada pela Suécia por 2-0.

MANÉ E PELÉ

Antes da partida, quando o técnico Vicente Feola explicava ao time brasileiro seu plano de jogo, Garrincha fez a famosa pergunta: “O senhor já combinou com os russos?”
Feola estava confiante. Sentado no hall do hotel com os veteranos Didi e Nilton Santos assistindo a um jogo da URSS, o técnico teria comentado: “Esses russos não jogam nada”. Didi reagiu prontamente: “Jogam sim. Está todo o mundo com medo. Se o senhor não escalar o Mané e o Pelé, vai ser muito difícil.”
Garrincha e Pelé acabaram com o jogo. O Brasil fez 1-0 aos 3 minutos depois de jogar duas bolas na trave. O placar só não foi maior por causa de Yashin. Kusnetsov, marcador de Garrincha, foi ao hotel no dia seguinte para conseguir pegar o Mané, descrito pela imprensa como “o melhor reserva do mundo”.
No Chile, em 1962, a URSS ganhou da Iugoslávia por 2-0, empatou em 4-4 com a Colômbia e derrotou o Uruguai por 2-1, classificando-se em primeiro lugar na primeira fase. Como em 1958, perdeu para os donos da casa nas quartas de final, desta vez por 2-1.

QUARTO LUGAR

O melhor desempenho soviético em Copas do Mundo viria em 1966, na Inglaterra, quando a URSS ficou em quarto lugar. Na primeira fase, ganhou da Coreia do Norte por 3-0, da Itália por 1-0 e do Chile por 2-1. Nas quartas de finais, bateu a Hungria por 2-1, caindo na semifinal para a Alemanha por 2-1 e na decisão do terceiro lugar para Portugal também por 2-1.
Em 1970, a URSS fez o jogo de abertura contra o anfitrião México, empatando em 0-0, ganhou da Bélgica por 4-1 e de El-Salvador por 2-0. Nas quartas de finais, foi eliminada pelo Uruguai na prorrogação com um gol irregular numa bola cruzada depois de ter saído meio metro pela linha de fundo.
A URSS não participou da Copa de 1974, na Alemanha. Negou-se a disputar uma partida eliminatória contra o Chile no Estádio Nacional de Santiago, que tinha sido usado como centro de detenção e tortura pela ditadura do general Augusto Pinochet logo após o golpe militar de 11 de setembro de 1973.

ÉDER SALVOU

Ao voltar à Copa do Mundo em 1982, no México, a URSS caiu mais uma vez no grupo do Brasil, que a derrotou no difícil jogo de estreia com gols de Sócrates e Éder. Depois de uma falha de Valdir Peres no gol russo, a vitória só veio a três minutos do final. 
Com vitória de 3-0 sobre a Nova Zelândia e empate em 2-2 com a Escócia, a URSS se classificou em segundo lugar. Na segunda fase, a disputa era num grupo de três. A URSS ganhou de 1-0 da Bélgica e empatou em 0-0 com a Polônia. Foi eliminada pelo saldo da Polônia que fez 3-0 na Bélgica.
A última grande seleção soviética a disputar uma Copa foi a de 1986, cuja base era o Dínamo de Kiev, da Ucrânia. Ganhou de 6-0 da Hungria, empatou em 1-1 com a França e venceu o Canadá por 2-0. Na segunda fase, foi eliminada pela surpreendente Bélgica por 4-3 na prorrogação depois de empate em 2-2 no tempo normal.
Na Itália, em 1990, a URSS perdeu por 2-0 para a Romênia e para a Argentina. Ganhou de 4-0 de Camarões, mas foi eliminada na primeira fase.

RÚSSIA EM CAMPO

A Rússia participou pela primeira vez de uma Copa nos EUA em 1994, caindo no grupo do Brasil na primeira fase, quando perdeu de 2-0 para o Brasil, gols de Romário e Raí, e de 3-1 para a Suécia, sendo eliminada apesar de fazer 6-1 em Camarões.
A próxima participação russa foi em 2002. Ganhou de 2-0 da Tunísia na estreia, mas foi eliminada com derrotas por 1-0 para o Japão e 3-2 para a Bélgica.
A Rússia se classificou para a Copa de 2014 como primeira colocadano grupo onde também estavam Portugal, Israel, Irlanda do Norte, Azerbaijão e Luxemburgo com sete vitórias, um empate e duas derrotas, para Portugal e Irlanda do Norte.
No Brasil, empatou com a Coreia do Sul e a Argélia em 1-1 e perdeu de 1-0 para a Bélgica, sendo eliminada na primeira fase.
Sem disputar eliminatórias, chega à Copa de 2018 como grande zebra, onde vai enfrentar a Arábia Saudita na abertura do Mundial, em 14 de junho, e depois o Egito e o Uruguai.
O CSKA de Moscou e o Zenit de São Petersburgo ganharam a Copa da UEFA em 2005 e 2008.

CONFRONTOS DIRETOS

O Brasil jogou 7 vezes com a URSS. Ganhou 5, empatou 1 e perdeu 1 partida, por 2-1, no Maracanã em 15 de junho de 1980, com gol de Nunes. Marcou 13 gols e sofreu 5. Contra a Rússia, jogou 5 vezes, ganhou 3 e empatou 2, fez 11 gols e levou 4.
Em 21 de novembro de 1965, diante do senador americano Bob Kennedy, Brasil e URSS empataram em 2-2 no Maracanã. O Brasil fez 2-0 com gols de Gérson e Pelé, mas o goleiro Manga bateu um tiro de meta na cabeça do centroavante Anatoli Banishevski e o craque soviético Slava Metreveli empatou aos 40 min do segundo tempo.
No último confronto, sem Neymar, em 23 de março de 2018, o Brasil venceu a Rússia por 3-0 no estádio da final da Copa, em Moscou, com gols de Miranda, Philippe Coutinho e Paulinho.