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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Terrorista explode bomba mas não derruba avião na Somália

Pouco depois de deixar hoje Mogadíscio, a capital da Somália, rumo a Djibouti, no Nordeste da África, houve uma explosão a bordo do voo D3159 da companhia aérea Daallo Airlines, mas o piloto conseguiu voltar ao aeroporto e fazer um pouso de emergência. A maior suspeita é a milícia jihadista somaliana Al Chababe (A Juventude).

Pelo menos uma pessoa morreu e duas saíram feridas. As fotos da aeronave mostram um rombo na fuselagem perto da asa direita. A bomba deve ter explodido sobre o assento e não embaixo. Parece uma operação como a tentativa de derrubar o voo 253 (Amesterdã-Detroit) da empresa aérea americana Northwest Airlines no dia de Natal, em 2009.

Naquele dia, Umar Farouk Abdulmutallab, um nigeriano de 23 anos, tentou provocar uma explosão quando o avião chegava ao aeroporto de Detroit, mas a bomba que escondia sob a roupa pegou fogo e ele foi contido por passageiros e tripulantes.

A milícia somaliana Al Chababe é ligada à rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, responsável pelo atentado do Natal. Na revista Inspire, Al Caeda recomenda atentados contra voos longos, "quando você terá tempo suficiente para escolher as circunstâncias corretas para realizar a operação", de preferência em alta altitude, com uma explosão entre as asas para atingir os tanques de combustível ou na cauda para acabar com a dirigibilidade do avião.

O fracassado atentado na Somália mostra mais uma vez que nem toda bomba consegue destruir um avião. Entre os casos anteriores, há os voos 830 da PanAm em 1982, 840 da TWA em 1986 e 434 da Philippine Airlines em 1994.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Condenado terrorista que quis explodir avião no Natal

O estudante nigeriano Umar Farouk Adbulmutallab foi condenado hoje a quatro sentenças de prisão perpétua mais 50 anos de medida de segurança nos Estados Unidos por tentar detonar explosivos que levava na cueca num voo Amsterdã-Detroit no Natal de 2009.

A bomba chegou a pegar fogo, mas não explodiu, pouco antes da chegada ao aeroporto de Detroit. Umar foi imediatamente imobilizado e preso por passageiros e tripulantes do voo 253 da Northwest Airlines. Entre as acusações, conspiração para cometer um ato terrorista e tentativa de usar uma arma de destruição em massa, noticia o jornal The New York Times.

Durante o julgamento, ele confessou pertencer à rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2011 nos EUA. Declarou que estava em missão divina contra os "opressores" do Islã: "Os mujahedin têm orgulho de matar em nome de Alá, e é exatamente isso que Alá nos mandou fazer no Corão".

As autoridades acreditam que Umar foi orientado e treinado por Anwar al-Awlaki, líder da rede terrorista Al Caeda no Iêmen, morto no ano passado por um bombardeio de avião não tripulado dos EUA.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Nigeriano admite que tentou explodir avião

O nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab confessou hoje diante de um júri de Detroit, nos Estados Unidos, que tentou explodir um avião vindo de Amsterdã, na Holanda, no Natal de 2009, com uma bomba escondida na cueca. Ele pode pegar de 30 anos de cadeia a prisão perpétua por conspiração terrorista, tentativa de uso de arma de destruição em massa e tentativa de assassinato.

No segundo dia do julgamento, Abdulmutallab se declarou culpado, justificou sua atitude como retaliação pela morte de muçulmanos em guerras pelo mundo e descreveu a bomba como "uma arma abençoada que salvaria as vidas de muitos muçulmanos", informa o jornal The New York Times.

Em 25 de dezembro de 2009, quando o voo 253 da Northwest Airlines se aproximava do aeroporto de Detroit com quase 300 pessoas a bordo, ele se queimou mas não conseguiu detonar o explosivo.

Horas depois, Abdulmutallab confessou a agentes do FBI, a polícia federal dos EUA, que pertencia à rede terrorista Al Caeda no Iêmen, onde teria sido treinado. O líder desse ramo da rede era o clérigo americano-iemenita Anwar al-Awlaqi, morto recentemente por um míssil disparado por um avião americano não tripulado.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Obama vê "falha sistêmica" na tentativa de atentado

Uma "falha sistêmica" no sistema de segurança aérea dos Estados Unidos permitiu a tentativa de atentado terrorista contra o voo Amsterdã-Detroit da companhia Northwest Airlnes no dia de Natal, admitiu ontem o presidente Barack Obama.

"Houve um erro sistêmico que eu considero totalmente inaceitável", declaoru Obama. "Houve uma combinação de falhas sistêmicas e humanas que contribuíram para um fracasso catastrófico da segurança."

O pai do nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, de 23 anos, dominado por passageiros e pela tripulação do voo 253 quando tentava tocar fogo num explosivo escondido em sua cueca, alertou a embaixada americana na Nigéria duas vezes meses atrás de que o filho estava envolvido com extremistas muçulmanos. A primeira vez foi em 19 de novembro. Mas o visto de Farouk para entrar nos EUA não foi cassado.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Terrorista usou explosivo PETN

O explosivo usado por Umar Farouk Abdulmutallab para tentar explodir o avião Airbus 330 durante o voo 253 da Northwest Airlines (Amsterdã-Detroit) foi identificado como PETN.

A polícia suspeita que tenha sido levado para dentro do avião num saco plástico para enganar os detetores de metais.