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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Ninguém pode governar sozinho, diz Hillary ao aceitar investidura

Numa cutucada no rival Donald Trump, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton afirmou há pouco, no discurso de aceitação da candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos, que ninguém vai governar sozinho.

No principal discurso de sua vida, Hillary enfrenta o desafio de desmanchar a imagem de mulher fria e racional, da advogada autossuficiente, para apresentar uma face humana e um coração sensível.

Como primeira mulher candidata por um grande partido, com chances reais de chegar à Casa Branca, a ex-secretária declarou que "rompido este limite não há teto, o céu é o limite".

Hillary prometeu lutar "pelos que ficaram para trás, pelas regiões atingidas pelo vício e pelo fechamento de fábricas", para diminuir o poder do dinheiro nas eleições, por mais empregos e para impedir que o centro financeiro de Wall Street prejudique as lojas da rua principal.

"Eu acredito que o aquecimento global é uma realidade e que podemos salvar o planeta criando milhões de empregos", acrescentou Hillary. Em seguida, defendeu a reforma do sistema de imigração para manter o país aberto a estrangeiros talentos.

A candidata democrata pediu o apoio de quem defende um salário mínimo digno, o direito das mulheres ao aborto, o direito das mulheres a um salário igual aos homens. Ela prometeu trabalhar com Bernie Sanders, seu adversário nas eleições primárias do partido, para tornar a universidade pública gratuita para a classe média.

"Vamos dar dinheiro para pequenas empresas como a do meu pai", acrescentou. "Nos EUA, quem sonha deve ter o direito de construir."

Em mais um ataque a Trump, Hillary lembrou a falência de um cassino do magnata em Atlantic City, caloteando pequenos empresários, fornecedores e trabalhadores.

A ex-secretária de Estado defendeu sua política externa, a assinatura de um acordo nuclear com o Irã e prometeu derrotar o Estado Islâmico do Iraque e do Levante com bombardeios aéreos e apoio a aliados em terra.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Terrorista americano visou negros e cristãos em massacre no Oregon

Antes de matar algumas de suas nove vítimas num campus universitário da cidade de Roseburg, no interior do estado do Oregon, o terrorista americano Chris Harper Mercer, de 26 anos, perguntou: "Você é cristão? Então vai se encontrar com Deus." Os negros também foram alvos.

Mercer matou nove pessoas ontem antes de morrer baleado pela polícia. Os Estados Unidos ainda investigam os motivos do jovem nascido no Reino Unido mas criado no país para cometer mais um massacre, enquanto o presidente Barack Obama lamentou mais uma vez ter de voltar a falar no controle da venda de armas.

Desde que Obama chegou à Casa Branca, em janeiro de 2009, houve cerca de 30 massacres cometidos por atiradores descontrolados. Só neste ano, atiradores atacaram 45 escolas. Eles mataram muito mais americanos do que todos os atentados terroristas ocorridos depois de 11 de setembro de 2001, mas a Associação Nacional do Rifle, o poderoso lobby dos fabricantes de armas impede a aprovação de qualquer lei.

"Rezar não basta", desabafou ontem o presidente dos EUA. "Gastamos mais de US$ 1 trilhão, aprovamos inúmeras leis e criamos agências inteiras para prevenir ataques terroristas em nosso território. Mas temos um Congresso que explicitamente nos impede até mesmo de coletar dados sobre como se poderia reduzir o número de mortes por armas de fogo. Como isto é possível?"

A Emenda nº 2 da Constituição, dá aos cidadãos o direito de portar armas e formar milícias para se defender. Obama gostaria de impor algum controle, como a verificação dos antecedentes criminais e da saúde mental dos compradores de armas. Nem isso passa num Congresso dominado pela oposição conservadora.

Nos EUA, é possível comprar armas pela Internet ou em feiras da indústria sem qualquer fiscalização. Mercer tinha 13 armas, todas compradas da mesma loja. Seis foram apreendidas no campus e sete na casa dele.

Os crimes contra cristãos representam apenas 10% dos delitos cometidos por motivos religiosos nos EUA desde 2013, de acordo com as estatísticas do FBI, a polícia federal americana. De um total de 1.031 casos, os judeus foram alvo em 625, os muçulmanos em 135, os católicos em 70 e os protestantes em 35.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Hillary Clinton propõe plano de US$ 350 bilhões para ensino superior

A ex-secretária de Estado e ex-primeira dama dos Estados Unidos Hillary Clinton, principal aspirante à candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 2016, apresentou ontem um plano de dez anos e US$ 350 bilhões para ajudar os estudantes a pagar a universidade e reduzir os juros do crédito educativo.

"Nenhuma família e nenhum estudante deve ter de tomar empréstimo para pagar a universidade", declarou Hillary ao anunciar o plano durante um evento da campanha eleitoral em Novo Hampshire, citado pelo sítio de notícias Politico.

O plano aproveita ideias de esquerda e de direita, a partir de um programa iniciado no governo de seu marido, Bill Clinton (1993-2001) e de propostas do governo Barack Obama em discussão no Congresso.

Como o dinheiro, equivalente a R$ 1,2 trilhão pelo câmbio de ontem, viria da redução de isenções de impostos para os ricos, é improvável que a proposta tenha qualquer apoio do Partido Republicano.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Dez membros d'al Chababe são presos e um morto na Tanzânia

Durante operação de busca numa mesquita, as forças de segurança da Tanzânia apreenderam equipamento para fabricar bombas e prenderam dez suspeitos de pertencer à milícia extremista muçulmana da Somália Al Chababe (A Juventude) em 14 de abril de 2015, informou ontem o jornal The Star. Outro suspeito foi pego pela multidão quando fugia da polícia e linchado.

A operação antiterrorismo foi realizada na região de Morogoro, no distrito de Kilombero, a 220 quilômetros da capital tanzaniana, Des es Salam.

O país foi alvo de um duplo atentado da rede terrorista Al Caeda em 7 de agosto de 1998 contra as embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia. Naquele dia, 213 pessoas foram mortas em Nairóbi e 11 em Dar es Salam. Outras 85 pessoas foram feridas na Tanzânia e 4 mil no Quênia.

Desde o recente ataque da milícia somaliana à universidade de Garissa, no Quênia, com 148 mortes, aumentou o medo na vizinha Tanzânia de também ser alvo de um ataque terrorista do grupo somaliano.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Somália oferece recompensa por líderes da milícia terrorista Al Chababe

O governo provisório da Somália ofereceu recompensa por informações que levem à captura ou morte de 11 líderes da milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude), ligada à rede terrorista Al Caeda, anunciou hoje a revista queniana Africa Review

As recompensas variam de US$ 100 mil a US$ 250 mil, prêmio pelo líder do grupo Ahmed Diriye, conhecido pelo nome de guerra Abu Ubayda.

Al Chababe reivindicou a autoria de uma chacina na universidade de Garissa em 2 de abril de 2015, quando 142 estudantes, três policiais e três soldados foram mortos por quatro terroristas, um deles identificado como um "estudante brilhante" filho de um alto funcionário da província de Mandera.

Em 2013, o mesmo grupo aterrorizou o centro comercial de luxo Westgate, em Nairóbi, a capital queniana, matando 67 pessoas. O governo do Quênia fez sua própria lista de 86 indivíduos e entidades suspeitas de financiar Al Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda.

Para sufocar financeiramente a milícia depois do ataque à universidade, o Quênia proibiu remessas de dinheiro de somalianos exilados no país. Os moradores de Mogadíscio, a capital da Somália, denunciam o que consideram uma "punição coletiva". As remessas de parentes exilados são fundamentais para a depauperada economia somaliana.

A Somália vive em estado de anarquia. Não tem governo estável desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, no fim da Guerra Fria. Desde 2011, soldados quenianos participam de uma força de paz da União Africana com mandato das Nações Unidas para apoiar o governo provisório.

Ao atacar no Quênia, Al Chababe pressiona a população a exigir o fim da participação queniana na força internacional de intervenção na Somália.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Força Aérea do Quênia ataca acampamentos jihadistas na Somália

A Força Aérea do Quênia bombardeou ontem dois campos da milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude) na vizinha Somália e prometeu manter os ataques, noticiou hoje o jornal inglês The Guardian

O grupo, ligado à rede terrorista Al Caeda, foi responsável por um massacre que deixou 142 estudantes, três policiais e três soldados mortos em 2 de abril de 2015 na universidade da cidade de Garissa, que fica no Nordeste do Quênia a 120 quilômetros da fronteira somaliana.

Al Chababe ataca o Quênia para pressionar o governo a retirar os militares quenianos de uma força internacional de paz da União Africana que tanta estabilizar a Somália desde 2011. O país vive em anarquia, sem um governo estável desde 1991.

O Quênia fez bombardeios aéreos para retaliar ações terroristas d'al Chababe, especialmente na província de Mandera, onde houve pelo menos dois massacres recentes de cristãos antes da tragédia na universidade.

A polícia queniana prendeu cinco suspeitos de colaborar com a chacina na universidade e procura Mohamed Mohamud, um ex-professor numa escola religiosa muçulmana (madrassa) do país suspeito de ser o mandante do ataque. Ele usaria os nomes de falsos de Uliadin, Gamadhere e Kuno. Há uma recompensa de US$ 220 mil (R$ 690 mil) por informações que levem à sua captura.

domingo, 5 de abril de 2015

Quênia identifica um dos terroristas da universidade de Garissa

As autoridades do Quênia identificaram hoje um dos quatro terroristas da milícia extremista somaliana Al Chababe (A Juventude) que há três dias mataram 148 pessoas no campus de uma universidade na cidade de Garissa. 

Abdirahim Abdullahi era filho de um funcionário público da província queniana de Mandera e foi um estudante de direito "brilhante" da Universidade de Nairóbi, informou o sítio da televisão francesa France24.

Seu pai havia avisado as autoridades que ele tinha desaparecido e provavelmente ido para a Somália. Os quatro terroristas, três policiais, três soldados e 142 estudantes morreram na matança. Desde que se formara advogado, em 2013, Abdullahi participava de grupos extremistas muçulmanos.

A milícia Al Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda, ataca no Quênia para pressionar a população a forçar o governo a retirar os soldados quenianos que participam de uma força de paz da União Africana na Somália. Em 2013, aterrorizou por três um centro comercial de luxo em Nairóbi, matando 67 pessoas.

Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, a Somália vive em anarquia sem um governo estável. A força internacional africana tem mandato das Nações Unidas para proteger o frágil governo provisório reconhecido internacionalmente, que não domina seu próprio território. A milícia jihadista é sua maior inimiga.

sábado, 4 de abril de 2015

Al Chababe ameaça Quênia com novos ataques

Dois dias depois de massacrar 148 estudantes numa ação terrorista num campus universitário na cidade de Garissa, a milícia extremista muçulmana somaliana Al Chababe (A Juventude) ameaçou hoje lançar novos ataques contra o Quênia.

Em comunicado, o grupo ligado à rede terrorista Al Caeda declarou que o ataque foi uma resposta à presença de militares quenianos na força de paz da União Africana na Somália e a supostos maus-tratos a muçulmanos no Quênia.

Desde 1991, a Somália vive em estado de anarquia. Não tem um governo estável desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, que foi aliado da União Soviética ou dos Estados Unidos em diferentes momentos da Guerra Fria e abandonado no fim do conflito.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Terroristas matam 147 estudantes cristãos em universidade do Quênia

Pelo menos 147 estudantes cristãos e quatro terroristas foram mortos num ataque da milícia extremista muçulmana somaliana Al Chababe a um campus universitário na cidade de Garissa, no Nordeste do Quênia, perto da fronteira da Somália, no Leste da África, noticiou a televisão americana CNN, citando como fontes a Cruz Vermelha e o Ministério do Interior queniano.

A operação conjunta do Exército e da polícia do Quênia no University College de Garissa ainda está em andamento. Cinco terroristas do grupo ligado à rede terrorista Al Caeda invadiram o campus de madrugada e atacaram o dormitório, onde haveria cerca de 800 estudantes. Centenas ainda estão desaparecidos.

Neste momento, os jihadistas estão cercados e mantêm reféns. Eles lutam contra a presença de militares quenianos na força de paz da União Africana que defende o governo provisório da Somália reconhecido internacionalmente, com mandato das Nações Unidas.

De 21 a 24 de setembro de 2013, Al Chababe (A Juventude ou Os Jovens, do árabe) tomou o centro comercial de luxo de Westgate, em Nairóbi, a capital queniana, e promovou uma matança que terminou com 67 mortes. Desde então, houve vários massacres e conflitos perto da fronteira entre o Quênia e a Somália. Os terroristas separam as pessoas por religião e matam todos os cristãos.

Pistoleiros mascarados atacam universidade no Quênia

Cinco homens armados e mascarados invadiram na madrugada de hoje um campus universitário na cidade de Garissa, no Nordeste do Quênia, na África Oriental. A polícia e o Exército estão combatendo os terroristas. Testemunhas descrevem um tiroteio. Pelo duas pessoas morreram e outras quatro estão gravemente feridas, informou a Cruz Vermelha.

Até agora, ninguém reivindicou a autoria da ação na Garissa University College. Os principais suspeitos são os rebeldes jihadistas da milícia somaliana Al Chababe (Os Jovens ou A Juventude), ligada à rede terrorista Al Caeda. De 21 a 24 de setembro de 2013, os extremistas ocuparam o centro comercial de luxo Westgate, em Nairóbi, quando 67 pessoas foram mortas.

A maior reivindicação da milícia terrorista é a retirada dos soldados quenianos que participavam de uma missão de paz da União Africana em apoio ao governo internacionalmente conhecido da Somália, inimigo direto do grupo na luta pelo poder.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Estudantes enfrentam a polícia em Londres

Os estudantes fazem uma grande manifestação diante do Parlamento Britânico contra o aumento das anuidades e os cortes de gastos para a educação. 


A medida acaba de ser aprovada pela Câmara dos Comuns.


Foi o maior teste para o governo de coalizão entre os partidos Conservador e Liberal-Democrata formado depois das eleições de maio de 2010. A maioria de 84 votos do governo caiu para 21. Pelo menos 27 liberais-democratas votaram contra e outros se abstiveram.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Massacre em universidade mata 33 nos EUA

No pior ataque contra uma escola da História dos Estados Unidos, pelo menos 32 pessoas e o atirador morreram hoje na Universidade Tecnológica da Virgínia, em Blacksburg, no estado da Virgínia, a 425 quilômetros a sudoeste de Washington. Outras 29 pessoas ficaram feridas.

Eram 7h15 da manhã, hora local, quando a polícia foi chamada com a denúncia de um atirador abrira fogo dentro da universidade, matando um homem e uma mulher num dormitório. Duas horas depois, o atirador atacou em outra área do campus, onde aconteceu o pior tiroteio. Mais 30 pessoas foram mortas.

A polícia confirmou que o assassino está entre os mortos, mas não revelou sua identidade, se ele se suicidou ou foi morto, nem os possíveis motivos da chacina. Uma testemunha descreveu o atirador como um jovem de origem asiática. A universidade tinha recebido duas ameaças de bomba recentes.