O governo provisório da Somália ofereceu recompensa por informações que levem à captura ou morte de 11 líderes da milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude), ligada à rede terrorista Al Caeda, anunciou hoje a revista queniana Africa Review.
As recompensas variam de US$ 100 mil a US$ 250 mil, prêmio pelo líder do grupo Ahmed Diriye, conhecido pelo nome de guerra Abu Ubayda.
Al Chababe reivindicou a autoria de uma chacina na universidade de Garissa em 2 de abril de 2015, quando 142 estudantes, três policiais e três soldados foram mortos por quatro terroristas, um deles identificado como um "estudante brilhante" filho de um alto funcionário da província de Mandera.
Em 2013, o mesmo grupo aterrorizou o centro comercial de luxo Westgate, em Nairóbi, a capital queniana, matando 67 pessoas. O governo do Quênia fez sua própria lista de 86 indivíduos e entidades suspeitas de financiar Al Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda.
Para sufocar financeiramente a milícia depois do ataque à universidade, o Quênia proibiu remessas de dinheiro de somalianos exilados no país. Os moradores de Mogadíscio, a capital da Somália, denunciam o que consideram uma "punição coletiva". As remessas de parentes exilados são fundamentais para a depauperada economia somaliana.
A Somália vive em estado de anarquia. Não tem governo estável desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, no fim da Guerra Fria. Desde 2011, soldados quenianos participam de uma força de paz da União Africana com mandato das Nações Unidas para apoiar o governo provisório.
Ao atacar no Quênia, Al Chababe pressiona a população a exigir o fim da participação queniana na força internacional de intervenção na Somália.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 10 de abril de 2015
terça-feira, 4 de junho de 2013
EUA oferecem US$ 23 milhões por terroristas africanos
O Departamento de Estado americano está oferecendo US$ 23 milhões por informações que levem à captura ou morte de cinco líderes terroristas da África, inclusive Abubakar Shekau, do grupo extremista muçulmano Boko Haram (Não à educação ocidental), e Mokhtar Belmokhtar, o dissidente da rede terrorista Al Caeda no Magreb responsável pelo ataque a um centro de exploração de gás na Argélia.
A maior recompensa, de até US$ 7 milhões, foi oferecida por Shekau. O grupo Boko Haram teria sido responsável por 2,8 mil mortes nos últimos quatro anos.
Desde 1984, o governo dos Estados Unidos pagou mais de US$ 125 milhões a mais de 80 pessoas por informações que levassem a captura ou morte de terroristas, ou evitassem ataques terroristas. No início deste ano, o presidente Barack Obama ampliou o programa para incluir outros crimes de repercussão internacional, reporta a televisão americana CNN.
A maior recompensa, de até US$ 7 milhões, foi oferecida por Shekau. O grupo Boko Haram teria sido responsável por 2,8 mil mortes nos últimos quatro anos.
Desde 1984, o governo dos Estados Unidos pagou mais de US$ 125 milhões a mais de 80 pessoas por informações que levassem a captura ou morte de terroristas, ou evitassem ataques terroristas. No início deste ano, o presidente Barack Obama ampliou o programa para incluir outros crimes de repercussão internacional, reporta a televisão americana CNN.
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